<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742011000400006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742011000400006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados aos componentes de aptidão e nível de atividade física de usuários da Estratégia de Saúde da Família, Município de Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil, 2006 a 2007]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors associated with the components of fitness and physical activity level in users of Family Health Strategy, Municipality of Botucatu, State of São Paulo, Brazil, 2006 to 2007]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Michelin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edilaine]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Corrente]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Eduardo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Roberto Carlos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual Paulista Faculdade de Medicina de Botucatu ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Botucatu SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual Paulista Instituto de Biociências de Botucatu ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Botucatu SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>20</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>471</fpage>
<lpage>480</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742011000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742011000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742011000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: diagnosticar o nível de atividade, aptidão física e fatores associados entre usuários da Estratégia Saúde da Família (ESF) do distrito de Rubião Jr., município de Botucatu-SP, Brasil, entre 2006 e 2007. METODOLOGIA: estudo transversal que avaliou níveis de atividade física (NAF), informações demográficas, socioeconómicas e estado de saúde (NAF-IPAQ 8), composição corporal [índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal (CA)], flexibilidade de tronco (FLEX) e força de preensão manual (FPM) entre os 394 usuários da ESF (35-85 anos de idade) estudados. RESULTADOS: observou-se baixo e alto NAF em, respectivamente, 17,0% e 36,3% da amostra, com maior inaptidão para flexibilidade (77,2%) do que para FPM (48,4%); no modelo de regressão logística ajustado, indivíduos com estado de saúde regular/ruim apresentaram 60,0% menos chance de terem NAF alto, e mulheres e indivíduos com CA alterada tiveram, respectivamente, 90,0% e 60,0% menos chances de inaptidão para FPM; indivíduos com escolaridade até o ensino fundamental e má percepção de saúde tiveram, respectivamente, 3,2 e 2,7 vezes mais chance de terem FPM ruim. CONCLUSÃO: o conhecimento do perfil de atividade e aptidão física nas ESF pode contribuir para o diagnóstico de saúde de seus usuários.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to diagnose physical activity level and fitness, and related factors among users of the Family Health Strategy (FHS) of Rubião Junior District, Municipality of Botucatu-SP, Brazil, from 2006 to 2007. METHODOLOGY: a cross-sectional study that evaluated physical activity levels (PAL), demographic, socioeconomic, and health conditions (PAL-IPAQ-8), body composition [Body Mass Index (BMI), and waist circumference (WC)], trunk flexibility (FLEX), and handgrip strength (HGS) of 394 FHS studied users (aged 35-85 years). RESULTS: there was a low and high PAL in, respectively, 17.0% and 36.3% of the sample with greater unfitness for flexibility (77.2%) than HGS (48.4%); after adjustment of the regression model, individuals with fair/poor health had 60.0% less likely to show high PAL, and women and individuals with altered WC showed, respectively, 90.0% and 60.0% less chance of being unfit for HGS; individuals with education level until elementary school andpoor health perception showed, respectively, 3.2 and 2.7 times more likely to have bad HGS.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[atividade motora]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[aptidão física]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[questionários]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[atenção primária à saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[estudos transversais]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[motor activity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[physical fitness]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[questionnaires]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[primary health care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[cross-sectional studies]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="verdana"><a name="topo"></a>Fatores associados aos  componentes de aptid&atilde;o e n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica de usu&aacute;rios da Estrat&eacute;gia de  Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Munic&iacute;pio de Botucatu, Estado  de S&atilde;o Paulo, Brasil, 2006 a  2007</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Factors associated with the components of fitness  and physical activity level in users of Family Health Strategy, Municipality of Botucatu,  State of S&atilde;o Paulo, Brazil, 2006 to 2007</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Edilaine Michelin<sup>I</sup>; Jos&eacute; Eduardo Corrente<sup>II</sup>; Roberto Carlos Burini<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Centro de Metabolismo em Exerc&iacute;cio e Nutri&ccedil;&atilde;o, Departamento de  Sa&uacute;de P&uacute;blica, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual  Paulista, Botucatu-SP, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Departamento de Bioestat&iacute;stica, Instituto de Bioci&ecirc;ncias de  Botucatu, Universidade Estadual Paulista, Botucatu-SP, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>diagnosticar o n&iacute;vel de  atividade, aptid&atilde;o f&iacute;sica e fatores associados entre usu&aacute;rios da Estrat&eacute;gia  Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) do distrito de Rubi&atilde;o Jr., munic&iacute;pio de Botucatu-SP, Brasil, entre 2006 e 2007.    <br>     <b>METODOLOGIA: </b>estudo transversal que  avaliou n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica (NAF), informa&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas, socioecon&oacute;micas e estado de sa&uacute;de (NAF-IPAQ 8), composi&ccedil;&atilde;o corporal &#091;&iacute;ndice de  massa corporal (IMC) e circunfer&ecirc;ncia abdominal (CA)&#093;, flexibilidade de tronco (FLEX)  e for&ccedil;a de preens&atilde;o manual (FPM) entre os 394 usu&aacute;rios da ESF (35-85 anos de  idade) estudados.    <br>     <b>RESULTADOS: </b>observou-se baixo e alto NAF  em, respectivamente, 17,0% e 36,3% da amostra, com maior inaptid&atilde;o para  flexibilidade (77,2%) do que para FPM (48,4%); no modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica  ajustado, indiv&iacute;duos com estado de sa&uacute;de regular/ruim apresentaram 60,0% menos  chance de terem NAF alto, e mulheres e indiv&iacute;duos com CA alterada tiveram,  respectivamente, 90,0% e 60,0% menos chances de inaptid&atilde;o para FPM;  indiv&iacute;duos com escolaridade at&eacute; o ensino fundamental e m&aacute; percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de  tiveram, respectivamente, 3,2 e 2,7 vezes mais chance de terem FPM ruim.    <br>     <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>o conhecimento do perfil de atividade e aptid&atilde;o f&iacute;sica nas ESF pode  contribuir para o diagn&oacute;stico de sa&uacute;de de seus usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>atividade motora;  aptid&atilde;o f&iacute;sica; question&aacute;rios; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de; estudos transversais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>to diagnose physical activity level and fitness, and related factors  among users of the Family Health Strategy (FHS) of Rubi&atilde;o Junior District,  Municipality of Botucatu-SP, Brazil, from 2006 to 2007.    <br>   <b>METHODOLOGY: </b>a cross-sectional study that evaluated physical activity levels (PAL),  demographic, socioeconomic, and health conditions (PAL-IPAQ-8), body  composition &#091;Body Mass Index (BMI), and waist circumference (WC)&#093;, trunk  flexibility (FLEX), and handgrip strength (HGS) of 394 FHS studied users  (aged 35-85 years).    <br>   <b>RESULTS: </b>there was a low and high PAL in, respectively, 17.0% and 36.3% of the  sample with greater unfitness for flexibility (77.2%) than HGS (48.4%); after  adjustment of the regression model, individuals with fair/poor health had  60.0% less likely to show high PAL, and women and individuals with altered WC  showed, respectively, 90.0% and 60.0% less chance of being unfit for HGS;  individuals with education level until elementary school andpoor health  perception showed, respectively, 3.2 and 2.7 times more likely to have bad HGS.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>the knowledge of FHS's activity and physical fitness profile may  contribute to health diagnosis of their users.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b>motor activity; physical fitness; questionnaires; primary health care;  cross-sectional studies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, caracterizada pela redu&ccedil;&atilde;o das  doen&ccedil;as infectocontagiosas e aumento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis  (DCNT), transforma o perfil de morbidade/mortalidade no mundo. Nos pa&iacute;ses  pobres, as incapacidades e os &oacute;bitos por DCNT superam aqueles por doen&ccedil;as contagiosas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, observa-se aumento da expectativa de vida e crescimento  expressivo da popula&ccedil;&atilde;o idosa. A maior longevidade populacional, entretanto, se  n&atilde;o acompanhada de investimentos na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, pode resultar em aumento  de anos vividos com DCNT e incapacidades.<sup>2</sup> H&aacute;, portanto, a necessidade  de preparar e adequar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e estruturar, formar e qualificar  profissionais com vistas ao atendimento dessa nova demanda.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por meio da Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o  da Sa&uacute;de (PNPS), enfatiza, no Pacto pela Vida, a import&acirc;ncia do aprimoramento  do acesso e da qualidade dos servi&ccedil;os prestados pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de -  SUS -, a promo&ccedil;&atilde;o de atividade f&iacute;sica e h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis, bem como  o controle do tabagismo, do uso abusivo de bebidas alco&oacute;licas e, n&atilde;o menos  importante, os cuidados especiais dirigidos ao processo de envelhecimento.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as a&ccedil;&otilde;es citadas, a pr&aacute;tica regular de atividade f&iacute;sica  mostra-se importante op&ccedil;&atilde;o profil&aacute;tica e terap&ecirc;utica para diversas DCNT, em  adultos e idosos.<sup>5-10</sup> Mesmo diante dos benef&iacute;cios comprovados da  atividade f&iacute;sica, estudos populacionais brasileiros verificaram preval&ecirc;ncias elevadas de  inatividade.<sup>3,11-15</sup> o que pode gerar elevados custos ao sistema  p&uacute;blico de sa&uacute;de.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A atividade f&iacute;sica influencia positivamente os componentes da  aptid&atilde;o f&iacute;sica relacionados &agrave; sa&uacute;de, como a flexibilidade e for&ccedil;a;<sup>16</sup>  esses, por sua vez, t&ecirc;m sido estudados como significantes preditores  de incapacidades, limita&ccedil;&otilde;es funcionais e de mortalidade, em adultos como em idosos.<sup>17-21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante da necessidade de transformar a atividade f&iacute;sica da  popula&ccedil;&atilde;o em estilo de vida, medidas simples, se poss&iacute;vel com a participa&ccedil;&atilde;o da  Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e seus profissionais, podem significar um grande impacto na  melhoria dos &iacute;ndices de sa&uacute;de populacional, e consequente redu&ccedil;&atilde;o dos  custos a ela relacionados. A mudan&ccedil;a no estilo de vida torna-se, portanto,  caminho promissor no sentido de minimizar os preju&iacute;zos funcionais caracter&iacute;sticos  da idade e da inatividade f&iacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi com essa convic&ccedil;&atilde;o que se implantou, em uma unidade da  Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia localizada no Munic&iacute;pio de Botucatu, Estado de  S&atilde;o Paulo, um programa para mudan&ccedil;a do estilo de vida com a pr&aacute;tica de  exerc&iacute;cios f&iacute;sicos (5x/semana) e aconselhamento nutricional (1x/m&ecirc;s).  Esse programa de a&ccedil;&otilde;es, oferecido a todos os indiv&iacute;duos cadastrados na  unidade, por meio de convite realizado pelos agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de,  m&eacute;dicos e enfermeiros da mesma unidade, tamb&eacute;m contou com a equipe do Centro de  Metabolismo em Exerc&iacute;cio e Nutri&ccedil;&atilde;o, composta por profissionais de educa&ccedil;&atilde;o  f&iacute;sica, nutricionistas, fisioterapeutas,  m&eacute;dico, biom&eacute;dicos e bi&oacute;logos, respons&aacute;veis pela  implanta&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o do programa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A participa&ccedil;&atilde;o ainda se mostra pequena. Por&eacute;m, a divulga&ccedil;&atilde;o entre  os participantes e amigos e os primeiros resultados alcan&ccedil;ados pelos usu&aacute;rios  far&atilde;o com que a ades&atilde;o ao programa aumente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo tem por objetivo diagnosticar o n&iacute;vel de  atividade e aptid&atilde;o f&iacute;sica e fatores associados, entre usu&aacute;rios da Estrat&eacute;gia  de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia do Distrito de Rubi&atilde;o J&uacute;nior, munic&iacute;pio de Botucatu-SP, no per&iacute;odo de 2006 a 2007.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A unidade da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia de Rubi&atilde;o J&uacute;nior  (ESF/Botucatu-SP) apresenta, em seu cadastro, 1.811 indiv&iacute;duos com 35 anos de  idade e mais.<sup>22</sup> Em estudo transversal, com amostra de conveni&ecirc;ncia,  de demanda espont&acirc;nea, foram avaliados 394 indiv&iacute;duos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica (NAF) e caracteriza&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica e socioecon&oacute;mica (sexo; faixa et&aacute;ria; estado civil; renda familiar; escolaridade; e  estado de sa&uacute;de) utilizou-se informa&ccedil;&otilde;es obtidas pelo Question&aacute;rio  Internacional de Atividades F&iacute;sicas (IPAQ vers&atilde;o 8 - forma longa), o qual permite  estimar o tempo gasto em caminhadas, atividades f&iacute;sicas de moderada e vigorosa intensidades, no  trabalho, transporte, tarefas dom&eacute;sticas e de lazer em uma semana usual ou nos &uacute;ltimos sete dias.<sup>23</sup> A classifica&ccedil;&atilde;o do NAF obedeceu &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es fornecidas pelo Guidelines for Data  Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) - Short and Long Forms, o qual  considera: a) baixo NAF menos que 150 minutos/semana, b) moderado NAF o  daqueles que acumulam pelo menos 150 minutos/semana e c) alto NAF indiv&iacute;duos  que acumulam pelo menos 750 minutos/semana em atividades vigorosas, moderadas e  caminhadas.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Optou-se pela aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio na forma de entrevista  individual. Desta forma, colhe-se exemplos de atividades comuns &agrave; popula&ccedil;&atilde;o  entrevistada e n&atilde;o se incorre no risco de incompreens&atilde;o, por essa popula&ccedil;&atilde;o,  dos termos t&eacute;cnicos contidos em um question&aacute;rio lido, a ser preenchido. Outro  fator que contribuiu para essa op&ccedil;&atilde;o foi o fato de a recusa em responder &agrave;s  quest&otilde;es ser menor, quando comparada &agrave; de outras formas de aplica&ccedil;&atilde;o de  question&aacute;rio.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Peso corporal e estatura foram aferidos segundo as t&eacute;cnicas  preconizadas por Heyward &amp; Stolarczyk;<sup>25</sup> e o &iacute;ndice de massa corporal  (IMC), calculado por meio do quociente peso/estatura<sup>2</sup>. A  classifica&ccedil;&atilde;o para IMC, bem como a medida da circunfer&ecirc;ncia abdominal (CA),  seguiram as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS): IMC maior que  25kg/m<sup>2</sup> foi considerado alterado; e foi adotado, como ponto de corte  para risco cardiovascular, CA acima de 88cm para mulheres e de 102cm para homens.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como indicadores funcionais da aptid&atilde;o f&iacute;sica, avaliaram-se a  flexibilidade de tronco (FLEX) pelo teste de sentar e alcan&ccedil;ar; e a for&ccedil;a de  preens&atilde;o manual (FPM) foi aferida por  dinam&oacute;metro hidr&aacute;ulico com escala de 0 a 100kg, cujo valor adotado &eacute;  a m&aacute;xima press&atilde;o exercida com o membro dominante em tr&ecirc;s tentativas. Para ambas  as aptid&otilde;es, adotaram-se classifica&ccedil;&otilde;es segundo sexo e idade.<sup>27,28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As vari&aacute;veis foram assim categorizadas: NAF - baixo, moderado e  alto; sexo - masculino (grupo refer&ecirc;ncia) e feminino; faixa et&aacute;ria - &lt;60  anos (grupo refer&ecirc;ncia) e &gt;60 anos; estado civil - casado (grupo refer&ecirc;ncia)  e outros; escolaridade - ensino fundamental e ensino m&eacute;dio/superior (grupo  refer&ecirc;ncia); estado de sa&uacute;de - excelente/muito bom/bom(E/MB/B, grupo refer&ecirc;ncia)  e regular/ruim (Reg/Ru); IMC - &#8804;24,9kg/m<sup>2</sup> (grupo refer&ecirc;ncia) e  &gt;25kg/m<sup>2</sup>; CA - normal (grupo refer&ecirc;ncia) e alterada -;  flexibilidade - &oacute;timo/bom (grupo refer&ecirc;ncia) e Ruim; e FPM - &oacute;timo/bom (grupo  refer&ecirc;ncia) e ruim.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Utilizou-se an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncia para as vari&aacute;veis qualitativas (sexo;  faixa et&aacute;ria; estado civil; estado de sa&uacute;de; renda familiar; escolaridade) e  categorizadas (IMC; CA; FLEX; FPM; e NAF), para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Utilizou-se o teste de qui-quadrado (&#967;<sup>2</sup>) para verificar a associa&ccedil;&atilde;o dos  desfechos NAF alto e baixo e das inaptid&otilde;es de flexibilidade e for&ccedil;a com fatores  demogr&aacute;ficos, socioecon&oacute;micos e antropom&eacute;tricos.  Considerando-se os mesmos desfechos, utilizou-se modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla para ajuste de poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o, considerando NAF alto versus baixo/moderado e NAF baixo versus  moderado/alto; e para aptid&atilde;o, NAF ruim versus &oacute;timo/bom.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O programa utilizado foi SAS for Windows, vers&atilde;o 9.1, e o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado  para todos os testes foi de 5% ou p-valor correspondente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os usu&aacute;rios da ESF de Rubi&atilde;o Junior, Botucatu-SP, na qualidade de participantes,  assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido sobre a proposta e  procedimentos do estudo. A coleta de dados ocorreu no per&iacute;odo de outubro de 2006 a setembro de 2007, de  maneira a evitar vieses de sazonalidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os preceitos &eacute;ticos da Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 196/96 foram seguidos e o  estudo recebeu parecer favor&aacute;vel do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade  de Medicina de Botucatu/UNESP em 4 de setembro de 2006, sob n<sup>o</sup> OF. 460/2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram avaliados 394 usu&aacute;rios da ESF de Rubi&atilde;o Jr. com m&eacute;dia de  idade de 53,9&#177;11,6 anos e detectou-se baixo e alto NAF em, respectivamente, 17%  e 36,3% da amostra. Houve predom&iacute;nio de indiv&iacute;duos do sexo feminino, idade  inferior a 60 anos, casados, renda familiar de at&eacute; dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos,  ensino fundamental, estado de sa&uacute;de regular e ruim e inaptid&atilde;o para  flexibilidade (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1" id="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n4/4a06t1.gif" border="0"></p>     <p></p>     <p><font size="2" face="verdana">No presente estudo, optou-se por analisar somente NAF  baixo e alto, pretendendo, dessa forma, avaliar apenas aqueles indiv&iacute;duos pouco  ou muito ativos. Entre os indicadores estudados, estado de sa&uacute;de mostrou associa&ccedil;&atilde;o  positiva com NAF baixo (&#967;<sup>2</sup>=9,5; p=0,0021).</font> <font size="2" face="verdana">Todavia, ap&oacute;s ajuste do modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica, a referida  associa&ccedil;&atilde;o perdeu signific&acirc;ncia e isso se deve &agrave; inclus&atilde;o no modelo de todos os poss&iacute;veis fatores confundidores (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2" id="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n4/4a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O NAF alto associou-se negativamente com idade (&#967;<sup>2</sup>=6,1;  p=0,0132) e estado de sa&uacute;de (&#967;<sup>2</sup>=14,4; p=0,001) e CA (&#967;<sup>2</sup>=6,0; p=0,0l40). Por&eacute;m, ap&oacute;s ajuste  de modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica, incluindo todas as poss&iacute;veis vari&aacute;veis confundidoras, apenas os indiv&iacute;duos com percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim  apresentaram 60,0% menos chances de terem NAF alto, enquanto as demais  vari&aacute;veis deixaram de ser significantes (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave;s aptid&otilde;es f&iacute;sicas, for&ccedil;a de preens&atilde;o manual ruim  mostrou associa&ccedil;&atilde;o negativa com sexo (&#967;<sup>2</sup>=40,2; p&lt;0,0001), CA (&#967;<sup>2</sup>=17,5; p&lt;0,0001), IMC (&#967;<sup>2</sup>=4,1;  p=0,0431); e associa&ccedil;&atilde;o positiva com faixa et&aacute;ria (&#967;<sup>2</sup>=10; p=0,00l6), escolaridade (&#967;<sup>2</sup>=3,9; p=0,0480) e estado de sa&uacute;de (&#967;<sup>2</sup>=5,4; p=0,0201).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s ajuste do modelo de regress&atilde;o, inclu&iacute;dos todos os poss&iacute;veis  fatores confundidores, encontrou-se que mulheres e indiv&iacute;duos com CA alterada  mostraram, respectivamente, 90,0% e 60,0% menos chances de serem inaptas para  FPM. De maneira semelhante, indiv&iacute;duos com escolaridade at&eacute; o ensino  fundamental e m&aacute; percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de exibiram, respectivamente, 3,2 e 2,7 vezes  mais chances de apresentarem FPM ruim. As associa&ccedil;&otilde;es com faixa et&aacute;ria e IMC  n&atilde;o foram confirmadas pela an&aacute;lise de regress&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n4/4a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Flexibilidade de tronco ruim associou-se negativamente com sexo &#967;<sup>2</sup>=5,5; p=0,0192) e CA (&#967;<sup>2</sup>=4,5; p=0,0341). Contudo, ap&oacute;s ajuste  de regress&atilde;o, incluindo todas as vari&aacute;veis estudadas, n&atilde;o foi poss&iacute;vel  determinar a magnitude dessa associa&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A amostra, de conveni&ecirc;ncia, com abordagem em sala de espera contou  com a participa&ccedil;&atilde;o de 394 usu&aacute;rios da ESF os quais representaram 12,0% dos homens,  32,0% das mulheres, 20,4% com menos de 60 anos e 25,4% com idade igual ou  superior a 60 anos dos indiv&iacute;duos cadastrados na ESF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sugere-se precau&ccedil;&atilde;o na extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados desta pesquisa  para a popula&ccedil;&atilde;o geral, em raz&atilde;o das diferen&ccedil;as no padr&atilde;o cultural e estilo de  vida espec&iacute;ficos da amostra. Outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute; o tipo de amostra, de  conveni&ecirc;ncia, com abordagem em sala de espera e que, embora pare&ccedil;a tendenciosa,  atingiu indiv&iacute;duos que realmente se utilizavam dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de,  mais especificamente da Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria, n&atilde;o representativa da popula&ccedil;&atilde;o de  fato.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos avaliados, apenas 17,0% apresentaram baixo NAF e tais  resultados n&atilde;o s&atilde;o consistentes com estudos que detectaram atividade f&iacute;sica  insuficiente em amostra populacional de Joa&ccedil;aba-SC - 57,4% -<sup>11</sup> e entre  indiv&iacute;duos residentes em Pelotas-RS - 41,1%.<sup>14</sup> Sedent&aacute;rios e  insuficientemente ativos totalizaram 46,4% da popula&ccedil;&atilde;o do estado de S&atilde;o Paulo.<sup>15</sup>  Pesquisa nas capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal observou  maior preval&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos fisicamente inativos em Rio Branco-AC  (22,1%) e menor em Manaus-AM (10,7%) ,<sup>13</sup> ademais de encontrar 31,8%  de sedentarismo em adultos residentes em &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia de unidades b&aacute;sicas  de sa&uacute;de de duas regi&otilde;es do pa&iacute;s.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A maioria dos estudos supracitados utilizou a vers&atilde;o curta do  IPAQ, a qual tende a superestimar a inatividade f&iacute;sica.<sup>11,14,23</sup>  Diante de tal constata&ccedil;&atilde;o, no presente estudo, optou-se pela vers&atilde;o longa do  instrumento buscando, assim, distinguir atividades de transporte, ocupacionais,  de lazer e tarefas dom&eacute;sticas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, as atividades f&iacute;sicas no trabalho e  meio de transporte ativo representam parcela substancial na atividade f&iacute;sica  total dos indiv&iacute;duos,<sup>14</sup> confirmando os dados apurados no presente  estudo, os quais mostraram que a inexist&ecirc;ncia de atividades f&iacute;sicas vigorosas e  moderadas no trabalho, a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta e da caminhada como meios  de transporte e, tamb&eacute;m, o fato de n&atilde;o constarem registros de tarefas  dom&eacute;sticas moderadas externas foi determinante para o baixo NAF (resultados n&atilde;o  mostrados).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Contrariamente, NAF alto (36,3%) foi definido pela presen&ccedil;a de  caminhadas e atividades f&iacute;sicas moderadas no lazer e tarefas dom&eacute;sticas  moderadas internas e externas (resultados n&atilde;o mostrados). As atividades de  lazer poderiam ser explicadas pela exist&ecirc;ncia, h&aacute; quatro anos, de programa de  mudan&ccedil;a de estilo de vida (exerc&iacute;cio f&iacute;sico di&aacute;rio e orienta&ccedil;&atilde;o nutricional),  oferecido a todos os indiv&iacute;duos cadastrados na ESF local e conduzido por  equipe multiprofissional do Centro de Metabolismo em Exerc&iacute;cio e Nutri&ccedil;&atilde;o,  vinculado ao Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Faculdade de Medicina de  Botucatu-SP, al&eacute;m de a amostra ser predominantemente composta por mulheres de  baixa renda, respons&aacute;veis pelos servi&ccedil;os dom&eacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados observados estudo foram plaus&iacute;veis. Trata-se de uma  popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda (59,4%), usu&aacute;ria dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, que  tem como atividades f&iacute;sicas cotidianas a caminhada - como meio de transporte -  e a realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas para elevar seu n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica,  e ademais, conta com exerc&iacute;cios f&iacute;sicos di&aacute;rios para os interessados no  programa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios como m&eacute;todo diagn&oacute;stico do n&iacute;vel de  atividade f&iacute;sica pode n&atilde;o ser o 'padr&atilde;o-ouro' e, dessa forma, significar uma  limita&ccedil;&atilde;o da metodologia adotada, por&eacute;m se mostra um instrumento vi&aacute;vel em  estudos populacionais. O IPAQ - testado em 12 pa&iacute;ses, inclusive o Brasil - foi  criado para produzir medida de atividade f&iacute;sica mundialmente compar&aacute;vel, o que  o torna altamente recomend&aacute;vel,<sup>23</sup> embora ainda seja necess&aacute;rio  padronizar os termos utilizados, principalmente quando se trata da classifica&ccedil;&atilde;o  do n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A associa&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica e indicadores  demogr&aacute;ficos e socioecon&oacute;micos vem despertando o interesse de epidemiologista e profissionais ligados &agrave; Sa&uacute;de P&uacute;blica. No presente estudo,  indiv&iacute;duos com percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim exibiram 60,0% menos chances de  terem alto NAF, resultados que corroboram aqueles obtidos em pesquisa com  industri&aacute;rios de Santa Catarina<sup>29</sup> e em adultos e idosos das &aacute;reas de  abrang&ecirc;ncia de unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de de munic&iacute;pios das regi&otilde;es Sul e  Nordeste do Brasil:<sup>3</sup> os dois estudos detectaram percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de  positiva naqueles com maiores n&iacute;veis de NAF, e vice-versa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A inaptid&atilde;o  para FLEX atingiu mais de 2/3 da amostra e apresentou  significativa associa&ccedil;&atilde;o com sexo. Por exemplo, a avalia&ccedil;&atilde;o da aptid&atilde;o f&iacute;sica  de adultos participantes de projeto de extens&atilde;o universit&aacute;ria e um estudo com  8.116 adultos canadenses observaram menor FLEX no sexo masculino do que no  feminino.<sup>16,19</sup></font> <font size="2" face="verdana">Esse indicador n&atilde;o se apresenta como preditor significativo de  mortalidade;<sup>20</sup> por ser espec&iacute;fico para cada articula&ccedil;&atilde;o, a rela&ccedil;&atilde;o  da FLEX - em diferentes articula&ccedil;&otilde;es - com sa&uacute;de ou mortalidade constitui  importante &aacute;rea para futuras pesquisas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os achados do presente estudo apuraram FPM deficiente em  aproximadamente metade da amostra, e associa&ccedil;&atilde;o com sexo: as mulheres  apresentaram 90,0% menos chances de serem inaptas para esse componente quando  comparadas aos homens. Estudos com adultos participantes de projeto de extens&atilde;o  universit&aacute;ria e com amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o adulta canadense  mostraram o sexo masculino mais forte do que o feminino.<sup>16,19</sup>  Poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para nossos resultados &eacute; a constitui&ccedil;&atilde;o da amostra, de  conveni&ecirc;ncia e de predomin&acirc;ncia feminina.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Indiv&iacute;duos com CA alterada exibiram 60,0% menos chances de terem  FPM regular/ruim. Sabe-se que indiv&iacute;duos idosos s&atilde;o mais acometidos por perda  de massa muscular e  consequente aumento de gordura corporal, inclusive a visceral, o que resulta em redu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular. A presente  amostra apresentou 69,3% de indiv&iacute;duos com menos de 60 anos de idade, ou seja,  adultos com massa muscular preservada, resultando na manuten&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a  independentemente do ac&uacute;mulo de gordura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quase 90,0% dos indiv&iacute;duos avaliados apresentaram escolaridade  at&eacute; o ensino fundamental e esse n&iacute;vel educacional aumentou em 3,2 vezes as  chances de a amostra apresentar FPM ruim. Essa deve ser considerada uma  caracter&iacute;stica peculiar da presente amostra, pois indiv&iacute;duos com maior  escolaridade s&atilde;o aqueles que, normalmente, apresentam menor for&ccedil;a, por  referirem mais atividades cotidianas sedent&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de regular/ruim apontou para 2,7 vezes  mais chances de os indiv&iacute;duos serem inaptos para FPM. Por ser uma aptid&atilde;o  bastante utilizada nas atividades da vida di&aacute;ria, a for&ccedil;a muscular, quando  diminu&iacute;da, pode impactar negativamente a percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante do exposto e da estreita rela&ccedil;&atilde;o da FPM com as atividades  da vida di&aacute;ria, com qualidade de vida e mortalidade, a FPM merece aten&ccedil;&atilde;o das  autoridades em sa&uacute;de, podendo ser adotada como indicador de sa&uacute;de. Seu m&eacute;todo  de avalia&ccedil;&atilde;o simples, relativamente barato e n&atilde;o invasivo poderia,  facilmente, ser inserido na pr&aacute;tica das ESF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O acesso e qualidade dos servi&ccedil;os prestados pelo SUS, enfatizando  o fortalecimento e qualifica&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, a promo&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o e  educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de com &ecirc;nfase nas promo&ccedil;&otilde;es da atividade f&iacute;sica e h&aacute;bitos  alimentares saud&aacute;veis, o controle do tabagismo e do uso abusivo de &aacute;lcool e os  cuidados especiais direcionados ao processo de envelhecimento s&atilde;o prioridades  do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e se encontram no Pacto pela Vida.<sup>4</sup> No que  diz respeito &agrave; atividade f&iacute;sica, a inser&ccedil;&atilde;o dos N&uacute;cleos de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da  Fam&iacute;lia - NASF -, em fase de estrutura&ccedil;&atilde;o, com a efetiva participa&ccedil;&atilde;o de  profissionais de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica na prescri&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o de atividade f&iacute;sica,  &eacute; promissora.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Contrariando as estat&iacute;sticas populacionais brasileiras, a amostra  estudada apresentou preval&ecirc;ncia reduzida de baixo n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica e  isso se deve, principalmente, &agrave;s tarefas dom&eacute;sticas, meios de transportes  ativos e &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos diariamente, por esses indiv&iacute;duos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Conhecer o perfil de atividade f&iacute;sica nas ESF e fatores  associados pode contribuir para o planejamento de a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas  que minimizem os efeitos delet&eacute;rios da inatividade f&iacute;sica na sa&uacute;de dos usu&aacute;rios  da rede b&aacute;sica de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A proposta de avalia&ccedil;&atilde;o da aptid&atilde;o f&iacute;sica tamb&eacute;m acrescenta  informa&ccedil;&otilde;es objetivas relacionadas &agrave; sa&uacute;de e pode trazer contribui&ccedil;&otilde;es  preciosas ao diagn&oacute;stico de sa&uacute;de dos usu&aacute;rios das ESF.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao Fundo de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo -  FAPESP -, pelo apoio financeiro a este estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. World Health Organization. Global burden  of disease and risk factors. Washington: WHO; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Barreto SM, Pinheiro ARO, Sichieri R, Monteiro CA, Schimidt MI, Lotufo  P, et al. An&aacute;lise da estrat&eacute;gia global para alimenta&ccedil;&atilde;o, atividade f&iacute;sica e sa&uacute;de,  da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. 2005;  14(1): 41-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Siqueira FV, Facchini LA, Piccini RX, Tomasi E, Thum&eacute; E, Silveira DS, et al. Atividade  f&iacute;sica em adultos e idosos residentes em &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia de unidades  b&aacute;sicas de sa&uacute;de de munic&iacute;pios das regi&otilde;es Sul e Nordeste do Brasil. Cadernos  de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24(1):39-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de:  Pactos pela Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Sternfeld B, Wang H, Quesenberry CP Jr, Abrams B, Everson-Rose SA, Greendale GA, et al. Physical activity and changes in  weight and waist circumference in midlife women: findings from the Study of  Women's Health Across the Nation. American Journal of Epidemiology.  2004; 160(9):912-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Zhu S, St-Onge MP, Heshka S,  Heymsfield SB. Lifestyle behaviors associated with lower risk of having the  metabolic syndrome. Metabolism Clinical and Experimental. 2004;  53(11):1503-1511.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Bardia A, Hartmann LC, Vachon CM, Vierkant  RA, Wang AH, Olson JE, et al. Recreational physical activity and risk of  postmenopausal breast cancer based on hormone receptor status. Archives of  Internal Medicine. 2006; 166(22):2478-2483.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Barengo NC, Kastarinen M, Lakka T,  Nissinen A, Tuomilehto J. Different forms of physical activity and  cardiovascular risk factors among 24-64-year-old men and women in Finland.  European Journal of Cardiovascular Prevention &amp; Rehabilitation. 2006; 13(1):51-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Guedes DP, Gon&ccedil;alves LAVV. Impacto da pr&aacute;tica habitual de  atividade f&iacute;sica no perfil lip&iacute;dico de adultos. Arquivos Brasileiros de  Endocrinologia &amp; Metabologia. 2007; 51(1):72-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Franco OH, Laet C, Peeters A,  Jonker J, Mackenbach J, Nusselder W. Effects of physical activity on life expectancy  with cardiovascular disease. Archives of Internal Medicine. 2005; 165(20):2355-2360.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Baretta E, Baretta M, Peres KG. N&iacute;vel de atividade f&iacute;sica  e fatores associados em adultos no Munic&iacute;pio de Joa&ccedil;aba, Santa Catarina,  Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007; 23(7):1595-602.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Barros MVG, Nahas MV. Comportamentos de risco, auto-avalia&ccedil;&atilde;o do  n&iacute;vel de sa&uacute;de e percep&ccedil;&atilde;o de estresse entre trabalhadores da ind&uacute;stria.  Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2001; 35(6):554-563.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Secretaria  de Gest&atilde;o Estrat&eacute;gica e Participativa. Vigil&acirc;ncia de fatores de risco e  prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&oacute;nicas por inqu&eacute;rito telef&oacute;nico. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Hallal PC, Victora CG, Wells JCK, Lima RC. Physical inactivity: prevalence  and associated variables in Brazilian adults. Medicine and Science in Sports  and Exercise. 2003; 35(11):1894-1900.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Matsudo SM, Matsudo VR, Ara&uacute;jo T, Andrade D, Andrade E, Oliveira  LC, et al. N&iacute;vel de atividade f&iacute;sica da popula&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo:  an&aacute;lise de acordo com o sexo, idade, n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico, distribui&ccedil;&atilde;o  geogr&aacute;fica e de conhecimento. Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncia e Movimento. 2002;  10(4): 41-50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Coelho-Ravagnani CF, Ravagnani FCP, Michelin E, Burini RC. Efeito  do protocolo de mudan&ccedil;a do estilo de vida sobre a aptid&atilde;o f&iacute;sica de adultos  participantes de projeto de extens&atilde;o universit&aacute;ria: influ&ecirc;ncia da composi&ccedil;&atilde;o  corporal. Revista  Brasileira de Ci&ecirc;ncia e Movimento. 2006; 14(1):45-52.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Rantanen T, Volpato S. Handgrip  strength and cause-specific and total mortality in older disabled women:  exploring the mechanism. Journal of the American Geriatrics  Society. 2003; 51(5):636-641.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Rantanen T, Harris T, Leveille SG,  Visser M, Foley D, Masaki K, et al. Muscle strength and body mass index as  long-term predictors of mortality in initially healthy men. Journals of  Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences. 2000; 55(3):168-173.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Katzmarzyk PT, Craig CL.  Musculoskeletal fitness and risk of mortality. Medicine and Science in Sports  and Exercise. 2002; 34(5):740-744.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Holland JG,  Tanaka K, Shigematsu R, Nakagaichil M. Flexibility and physical functions of  older adults. A review. Journal of Aging and Physical Activity 2002; 10:169-206.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Douris P, Chinan A, Gomez M, Aw A, Steffens  D, Weiss S. Fitness levels of middle aged martial art practitioners. British Journal of Sports Medicine.  2004; 38(2):143-147.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Prefeitura Municipal de Botucatu. Sistema Municipal  de  Informa&ccedil;&otilde;es em Sa&uacute;de. Botucatu:  Prefeitura Municipal de Botucatu; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Craig CL, Marshall AL, Sj&otilde;strom M, Bauman AE,  Booth ML, Ainsworth BE, et al. International physical activity questionnaire: 12-country  reliability and validity. Medicine and Science in Sports and Exercise. 2003;  35(8):1381-1395.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24. International Physical Activity  Questionnaire. Guidelines for Data Processing and Analysis of the International  Physical Activity Questionnaire (IPAQ) - Short and Long Forms, 2005. Sweden: IPAQ; 2005. &#091;acessado em 15  mar. 2010&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ipaq.ki.se" target="_blank">http://www.ipaq.ki.se</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25. Heyward VH, Stolarczyk  LM. In: Avalia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal aplicada.  S&atilde;o Paulo: Manole; 2000. M&eacute;todo  Antropom&eacute;trico. p. 73-98. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">26. World Health Organization.: Diet,  nutrition and the prevention of chronic diseases. Geneva:WHO; 2002. (Technical Report Series; n<sup>o</sup> 916)</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">27. Nahas MV. Atividade f&iacute;sica,  sa&uacute;de e qualidade de vida: conceitos e sugest&otilde;es para um estilo de vida ativo.  Londrina: Midiograf; 2003. Aptid&atilde;o musculoesquel&eacute;tica: for&ccedil;a e mobilidade.  p.67-89.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">28. Baumgartner, TA, Jackson AS. Measurement for evaluation in  physical education and exercise science. Dubuque: Brown &amp;  Benchmarc;. 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">29. Fonseca SA, Blank VLG, Barros MVG, Nahas MV Percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e fatores  associados em industri&aacute;rios de Santa Catarina, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24(3):567-576.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Padre Sal&uacute;stio Rodrigues Machado   540,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Vila dos Lavradores, Botucatu-SP, Brasil.    <br>   CEP:18609-610    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:edimichelin@yahoo.com.br">edimichelin@yahoo.com.br</a> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido  em 28/02/2011    <br>   Aprovado  em 09/12/2011</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Global burden of disease and risk factors]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barreto]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[ARO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sichieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schimidt]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lotufo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da estratégia global para alimentação, atividade física e saúde, da Organização Mundial da Saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>41-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siqueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[FV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Facchini]]></surname>
<given-names><![CDATA[LA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccini]]></surname>
<given-names><![CDATA[RX]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tomasi]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thumé]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>39-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Política Nacional de Promoção da Saúde: Pactos pela Saúde]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sternfeld]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quesenberry]]></surname>
<given-names><![CDATA[CP Jr]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abrams]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Everson-Rose]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greendale]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical activity and changes in weight and waist circumference in midlife women: findings from the Study of Women's Health Across the Nation]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Epidemiology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>160</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>912-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zhu]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[St-Onge]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heshka]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heymsfield]]></surname>
<given-names><![CDATA[SB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lifestyle behaviors associated with lower risk of having the metabolic syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bardia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[LC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vachon]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vierkant]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[AH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Recreational physical activity and risk of postmenopausal breast cancer based on hormone receptor status]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Internal Medicine]]></source>
<year>2006</year>
<volume>166</volume>
<numero>22</numero>
<issue>22</issue>
<page-range>2478-2483</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barengo]]></surname>
<given-names><![CDATA[NC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kastarinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lakka]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nissinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tuomilehto]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Different forms of physical activity and cardiovascular risk factors among 24-64-year-old men and women in Finland]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Cardiovascular Prevention & Rehabilitation]]></source>
<year>2006</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>51-59</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guedes]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[LAVV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da prática habitual de atividade física no perfil lipídico de adultos]]></article-title>
<source><![CDATA[Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia]]></source>
<year>2007</year>
<volume>51</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>72-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Franco]]></surname>
<given-names><![CDATA[OH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laet]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peeters]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jonker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mackenbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nusselder]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of physical activity on life expectancy with cardiovascular disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Internal Medicine]]></source>
<year>2005</year>
<volume>165</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>2355-2360</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baretta]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baretta]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peres]]></surname>
<given-names><![CDATA[KG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nível de atividade física e fatores associados em adultos no Município de Joaçaba, Santa Catarina, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2007</year>
<volume>23</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>1595-602</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[MVG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nahas]]></surname>
<given-names><![CDATA[MV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamentos de risco, auto-avaliação do nível de saúde e percepção de estresse entre trabalhadores da indústria]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2001</year>
<volume>35</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>554-563</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa</collab>
<source><![CDATA[Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crónicas por inquérito telefónico]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hallal]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Victora]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wells]]></surname>
<given-names><![CDATA[JCK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[RC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical inactivity: prevalence and associated variables in Brazilian adults]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicine and Science in Sports and Exercise]]></source>
<year>2003</year>
<volume>35</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1894-1900</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matsudo]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matsudo]]></surname>
<given-names><![CDATA[VR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LC]]></surname>
<given-names><![CDATA[Oliveira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nível de atividade física da população do Estado de São Paulo: análise de acordo com o sexo, idade, nível sócio-econômico, distribuição geográfica e de conhecimento]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Ciência e Movimento]]></source>
<year>2002</year>
<volume>10</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>41-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coelho-Ravagnani]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ravagnani]]></surname>
<given-names><![CDATA[FCP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Michelin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burini]]></surname>
<given-names><![CDATA[RC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito do protocolo de mudança do estilo de vida sobre a aptidão física de adultos participantes de projeto de extensão universitária: influência da composição corporal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Ciência e Movimento]]></source>
<year>2006</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>45-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rantanen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Volpato]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Handgrip strength and cause-specific and total mortality in older disabled women: exploring the mechanism]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Geriatrics Society]]></source>
<year>2003</year>
<volume>51</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>636-641</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rantanen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leveille]]></surname>
<given-names><![CDATA[SG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Visser]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Foley]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Muscle strength and body mass index as long-term predictors of mortality in initially healthy men]]></article-title>
<source><![CDATA[Journals of Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences]]></source>
<year>2000</year>
<volume>55</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>168-173</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Katzmarzyk]]></surname>
<given-names><![CDATA[PT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Craig]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Musculoskeletal fitness and risk of mortality]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicine and Science in Sports and Exercise]]></source>
<year>2002</year>
<volume>34</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>740-744</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holland]]></surname>
<given-names><![CDATA[JG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tanaka]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shigematsu]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nakagaichil]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Flexibility and physical functions of older adults: A review]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Douris]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chinan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aw]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steffens]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fitness levels of middle aged martial art practitioners]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Sports Medicine]]></source>
<year>2004</year>
<volume>38</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>143-147</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Prefeitura Municipal de Botucatu</collab>
<source><![CDATA[Sistema Municipal de Informações em Saúde]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Botucatu ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prefeitura Municipal de Botucatu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Craig]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marshall]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sjõstrom]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Booth]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ainsworth]]></surname>
<given-names><![CDATA[BE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[International physical activity questionnaire: 12-country reliability and validity]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicine and Science in Sports and Exercise]]></source>
<year>2003</year>
<volume>35</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1381-1395</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>International Physical Activity Questionnaire</collab>
<source><![CDATA[Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ): Short and Long Forms, 2005]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eSweden Sweden]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IPAQ]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heyward]]></surname>
<given-names><![CDATA[VH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stolarczyk]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação da composição corporal aplicada]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>73-98</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Manole]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases]]></source>
<year>2002</year>
<edition>916</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nahas]]></surname>
<given-names><![CDATA[MV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>67-89</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londrina ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Midiograf]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baumgartner]]></surname>
<given-names><![CDATA[TA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Measurement for evaluation in physical education and exercise science]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Dubuque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brown & Benchmarc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blank]]></surname>
<given-names><![CDATA[VLG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[MVG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nahas]]></surname>
<given-names><![CDATA[MV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção de saúde e fatores associados em industriários de Santa Catarina, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>567-576</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
