<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742025000200133</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5327/2237-9622.2025.v34s1.133</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[ID 133 - Perfil de Eventos Adversos dos Medicamentos Utilizados no Tratamento das Leishmanioses no Brasil (2018-2023)]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mônica Cristiane]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simone]]></surname>
<given-names><![CDATA[Adriane Lopes Medeiros]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruna Bento dos]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[Stéfani Sousa]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela Oliveira de]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2025</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2025</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>s1</numero>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742025000200133&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742025000200133&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742025000200133&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[ Introdução: A leishmaniose é uma doença zoonótica que pode causar diversas síndromes clínicas em humanos, comprometendo a pele, as membranas mucosas e as vísceras. O tratamento deve ser específico para cada forma clínica, levando em consideração as características individuais do paciente e o perfil de segurança dos medicamentos, a fim de reduzir a mortalidade associada à doença. O objetivo foi avaliar o perfil de eventos adversos (EA) dos medicamentos disponíveis e utilizados no Brasil.  Método: Foram coletados dados abertos de notificação da plataforma de farmacovigilância VigiMed da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do período de 2018 a 2023, sobre a suspeita de EA a medicamentos recomendados no do Ministério da Saúde (MS) do Brasil (2024). As variáveis consideradas foram sexo, faixa etária, unidade federativa de notificação, tipo de notificador e os cinco principais EA associados a cada medicamento. Foi feita uma filtragem para identificar padrões de notificação.  Resultados: O protocolo de tratamento para leishmaniose visceral (LV) recomenda o antimoniato de meglumina (AM) e a anfotericina B lipossomal (L-AMB). Para leishmaniose tegumentar (LT), além desses dois, inclui o isetionato de pentamidina (IP), para a forma cutânea, e a miltefosina, para casos de coinfecção com HIV com falha terapêutica. Dados do VigiMed mostraram um total de 698 notificações de suspeita de EA: 217 para AM, 8 para IP e 473 para anfotericinas (319 para anfotericina B, 24 para complexo lipídico, 129 para L-AMB e 1 para desoxicolato). Não houve notificação para a miltefosina. Os registros foram principalmente da Região Sudeste, com Minas Gerais respondendo por 84,79% (184/217) das notificações de AM e 34% (44/129) de L-AMB. A maioria das notificações envolveu o sexo masculino, com idade entre 18 e 65 anos, e foi realizada por farmacêuticos, com um aumento notável no número de registros a partir de 2020.  Conclusão: Em 2022, foram publicadas as "Diretrizes para o Tratamento da Leishmaniose nas Américas" pela Organização Pan-Americana da Saúde, recomendando o uso prioritário da L-AMB para imunocompetentes e imunocomprometidos devido ao seu melhor perfil de segurança e adesão. No Brasil, entretanto, o AM continua sendo a primeira escolha de tratamento, sendo possível a administração ambulatorial, apesar do volume de notificações de suspeitas de EAs. A L-AMB é usada exclusivamente em ambiente hospitalar devido à necessidade de monitoramento rigoroso da toxicidade, porém ainda está restrita a determinadas populações. O perfil de distribuição de casos por sexo e faixa etária é semelhante ao relatado pela área técnica do MS, acometendo a população adulta economicamente ativa, majoritariamente do sexo masculino e crianças menores que 10 anos. Ao contrário do esperado, a distribuição geográfica dos casos não revela concentração nas Regiões Norte e Nordeste, o que sugere subnotificação e/ou preenchimento incorreto das notificações. Embora a análise de dados secundários tenha limitações, conclui-se que há necessidade de explorar novas opções terapêuticas para LV e LT, considerando a diversidade geográfica e as necessidades da população, além de reforçar a sensibilização dos profissionais de saúde para melhorar a vigilância e manejo das leishmanioses.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[leishmanioses]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[eventos adversos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[farmacovigilância]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front>
</article>
