<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X1999000100002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da reforma do setor saúde sobre os serviços de tuberculose no Brasil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruffino Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonio]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,MS Coordenador Nacional de Pneumologia Sanitária - SPS ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>1999</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>1999</year>
</pub-date>
<volume>7</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>7</fpage>
<lpage>18</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X1999000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X1999000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X1999000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O Brasil ocupa o 1º lugar entre os 22 países que são responsáveis por 80% dos casos estimados de tuberculose no mundo. A incidência da doença no país, em 1997, foi 51,7/100.000 habitantes, houve cerca de 6.000 óbitos. Em 1997 foram notificados 83.309 casos (de um total estimado de 129.000). Atualmente 75% dos casos notificados são curados e 14% abandonam o tratamento. Em outubro de 1998 o Ministério da Saúde apresentou o Plano Nacional de Controle da Tuberculose, adotando a estratégia DOTS recomendada pela Organização Mundial da Saúde. As metas do Plano Nacional são: implementar as atividades de controle da doença em 100% dos municípios do país; detectar 92% dos casos existentes até o ano 2002; curar 85% dos casos novos detectados; reduzir a incidência à metade do seu valor e a mortalidade em dois terços até o ano 2007. O Ministério da Saúde pagará um bônus de R$150,00 ou R$ 100,00 se houver ou não tratamento supervisionado, respectivamente para o fundo municipal de saúde, por cada paciente de tuberculose tratado e curado. Resultados preliminares foram obtidos dos serviços de saúde que adotaram a supervisão do tratamento]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Brazil ranks tenth of 22 countries that are responsible for 80% cases of tuberculosis in the world.The incidence in 1997 was 51,7 / 100.0000 , there were about 6.000 deaths. In 1997 was reported 83.309 cases ( from the estimated 129.000 cases ). At present 75% of reported cases are cured, 14 % lack of aderence to treatment. In October 1998, the Ministry of Health present the NTP where adopted the WHO strategy DOTS with the implementation the all Tb control policy package. The targets of NTP are:to implement the new Tb control strategies to 100% administrative areas in the country; to detect 92% of existing cases by 2002; to cure 85% of detected new cases ; to halve the incidence of the disiase and reduce the mortality to 1/3 by 2007. The Ministry of Health will pay a bonus ( R$150 or R$100 if there was or not supervision in the treatment ) to health centres for each patient cured. Preliminary results are obteined in services of health that adopted the supervision of treatment]]></p></abstract>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impacto    da reforma do setor sa&uacute;de sobre os servi&ccedil;os de tuberculose no    Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Antonio    Ruffino Netto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coordenador Nacional    de Pneumologia Sanit&aacute;ria - SPS/MS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil ocupa    o 1<sup>o</sup> lugar entre os 22 pa&iacute;ses que s&atilde;o respons&aacute;veis    por 80% dos casos estimados de tuberculose no mundo. A incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    no pa&iacute;s, em 1997, foi 51,7/100.000 habitantes, houve cerca de 6.000 &oacute;bitos.    Em 1997 foram notificados 83.309 casos (de um total estimado de 129.000). Atualmente    75% dos casos notificados s&atilde;o curados e 14% abandonam o tratamento.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outubro    de 1998 o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apresentou o Plano Nacional de Controle    da Tuberculose, adotando a estrat&eacute;gia DOTS recomendada pela Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. As metas do Plano Nacional s&atilde;o: implementar    as atividades de controle da doen&ccedil;a em 100% dos munic&iacute;pios do    pa&iacute;s; detectar 92% dos casos existentes at&eacute; o ano 2002; curar    85% dos casos novos detectados; reduzir a incid&ecirc;ncia &agrave; metade do    seu valor e a mortalidade em dois ter&ccedil;os at&eacute; o ano 2007.    <br>   O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de pagar&aacute; um b&ocirc;nus de R$150,00    ou R$ 100,00 se houver ou n&atilde;o tratamento supervisionado, respectivamente    para o fundo municipal de sa&uacute;de, por cada paciente de tuberculose tratado    e curado. Resultados preliminares foram obtidos dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    que adotaram a supervis&atilde;o do tratamento.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brazil ranks tenth    of 22 countries that are responsible for 80% cases of tuberculosis in the world.The    incidence in 1997 was 51,7 / 100.0000 , there were about 6.000 deaths. In 1997    was reported 83.309 cases ( from the estimated 129.000 cases ). At present 75%    of reported cases are cured, 14 % lack of aderence to treatment.    <br>   In October 1998, the Ministry of Health present the NTP where adopted the WHO    strategy DOTS with the implementation the all Tb control policy package.    <br>   The targets of NTP are:to implement the new Tb control strategies to 100% administrative    areas in the country; to detect 92% of existing cases by 2002; to cure 85% of    detected new cases ; to halve the incidence of the disiase and reduce the mortality    to 1/3 by 2007.    <br>   The Ministry of Health will pay a bonus ( R$150 or R$100 if there was or not    supervision in the treatment ) to health centres for each patient cured.    <br>   Preliminary results are obteined in services of health that adopted the supervision    of treatment.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A WHO, 1998, estima    que 80% dos casos de   tuberculose do mundo se encontram em 22 pa&iacute;ses,   entre os quais est&aacute; o Brasil ocupando o 10<sup>o</sup> lugar   nesse ranking.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente trabalho    pretende-se analisar as rela&ccedil;&otilde;es entre pol&iacute;ticas de sa&uacute;de    de diferentes momentos hist&oacute;ricos com impactos ocorridos no programa    de controle da tuberculose no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi feito um levantamento    dos fatos   pertinentes na pol&iacute;tica de controle da tuberculose,   cotejando-os com os dados epidemiol&oacute;gicos   dispon&iacute;veis na Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de   Pneumologia Sanit&aacute;ria para os &uacute;ltimos 20 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o resta    a menor d&uacute;vida que a qualidade dos   dados quantitativos deixam muito a desejar. Trata-se   de estudo retrospectivo, com um sistema de   notifica&ccedil;&otilde;es que nem sempre trabalhou de maneira   uniforme no per&iacute;odo em quest&atilde;o</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Supervis&otilde;es    nos Estados sofreram solu&ccedil;&atilde;o de   continuidade no transcorrer do per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado,    tamb&eacute;m as matrizes de   programa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de discuss&atilde;o. Toda e   qualquer estimativa &eacute; sempre pautada sobre modelos   atem&aacute;ticos. Tais modelos (como j&aacute; tivemos ocasi&atilde;o   de discutir detalhadamente em trabalho anterior &#8211;   Ruffino-Netto, 1999) fazem previs&otilde;es com   aproxima&ccedil;&otilde;es mais exatas quando trabalhamos no   campo das ci&ecirc;ncias naturais. N&atilde;o esquecer que a   doen&ccedil;a tuberculose (humana) est&aacute; ocorrendo com   pessoas que est&atilde;o sujeitas, simultaneamente, &agrave;s leis   naturais e culturais. O indiv&iacute;duo vive imerso em   fen&ocirc;menos de natureza biol&oacute;gica, psicol&oacute;gica,   sociol&oacute;gica, econ&ocirc;mica, religiosa, art&iacute;stica, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o presente    estudo, utilizou-se como   estimativa de ocorr&ecirc;ncias as seguintes matrizes:   sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio = 1% da popula&ccedil;&atilde;o geral;   pacientes com baciloscopia positiva no escarro = 4 %   dos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios; total de casos igual   ao dobro do n&uacute;mero de casos com baciloscopia positiva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em vista do exposto,    em momento algum afirmaremos a veracidade dos dados, mas t&atilde;o somente    utilizaremos para analisar tend&ecirc;ncias do que est&aacute; acontecendo,    relacionando-os com eventos norteadores da pol&iacute;tica de sa&uacute;de da    &eacute;poca. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Antecedentes    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No <a href="#q1">Quadro    1</a> &eacute; apresentado uma vis&atilde;o geral dos pontos relevantes ligados    a hist&oacute;ria e ao controle da tuberculose no Brasil (Barreira, 1996, 1996a;    Hijjar, 1997; WHO,1997; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1993,1999).</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n1/1a02q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os principais    pontos ali enumerados poder&atilde;o ser   destacados, quais sejam:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tuberculose    no pa&iacute;s data praticamente   desde o ano de 1500. Foi introduzida pelos   portugueses e mission&aacute;rios jesu&iacute;tas durante sua   coloniza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio    do s&eacute;culo 19, praticamente um   ter&ccedil;o dos &oacute;bitos eram devidos a esta enfermidade, que   acometia principalmente os negros. A assist&ecirc;ncia se   dava atrav&eacute;s de organiza&ccedil;&otilde;es filantr&oacute;picas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio    do s&eacute;culo 20, Oswaldo Cruz   instituiu um plano de a&ccedil;&atilde;o contra a tuberculose,   obtendo contudo, pouco impacto. No final da d&eacute;cada   de 10 foi criada a Inspetoria de Profilaxia da   Tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1927 efetuou-se    a primeira vacina&ccedil;&atilde;o   com BCG oral no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1941 foi criado    o Servi&ccedil;o Nacional de Tuberculose (SNT) e em 1946 a Campanha Nacional    Contra a Tuberculose (CNCT) com as fun&ccedil;&otilde;es descritas no <a href="#q1">Quadro    I</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1970 o Servi&ccedil;o    Nacional de Tuberculose   se transforma na Divis&atilde;o Nacional de   Tuberculose(DNT) e em 1976 em Divis&atilde;o Nacional   de Pneumologia Sanit&aacute;ria (DNPS) (Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de, 1993).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O II Plano Nacional    de Desenvolvimento de 1975 envolve no seu bojo o controle da tuberculose.   O Programa Nacional de Controle da Tuberculose era   ent&atilde;o financiado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, INAMPS   e Secretarias Estaduais de Sa&uacute;de, integrando   diferentes n&iacute;veis governamentais , tendo as seguintes   caracter&iacute;sticas (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1993):</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1- coordena&ccedil;&atilde;o    e normas &uacute;nicas em n&iacute;veis federal e estadual;    <br>   2- unidades de sa&uacute;de integradas;     <br>   3- atividades independentes do especialista no n&iacute;vel ambulatorial;    <br>   4- esquema terap&ecirc;utico de curta dura&ccedil;&atilde;o (6 meses);    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   5- medicamentos fornecidos gratuitamente aos doentes descobertos;    <br>   6- sistema de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;nico e ascendente;    <br>   7- extens&atilde;o da cobertura vacinal;    <br>   8- modelo de programa&ccedil;&atilde;o claro e objetivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1981, atrav&eacute;s    de conv&ecirc;nio INAMPS/   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Secretarias Estaduais da Sa&uacute;de, &eacute;   transferida a execu&ccedil;&atilde;o do controle da tuberculose   para as Secretarias Estaduais. Novas estrat&eacute;gias   foram propostas para organiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, tais como   AIS (A&ccedil;&otilde;es Integradas de Sa&uacute;de), SUDS (Servi&ccedil;o   &Uacute;nico e Descentralizado de Sa&uacute;de) e atualmente, o   Sus (Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1990, o programa    de controle da doen&ccedil;a   sofre desestrutura&ccedil;&atilde;o quando o Presidente Fernando   Collor de Mello, almejando reduzir gastos e   descentralizar a administra&ccedil;&atilde;o para os estados,   extinguiu a Campanha Nacional Contra a   Tuberculose ( WHO, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi criada ent&atilde;o    a Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de   Pneumologia Sanit&aacute;ria (CNPS), ligada inicialmente &agrave;   Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1992, tentando-se    reerguer o programa, a   responsabilidade dos treinamentos, monitoriza&ccedil;&atilde;o dos   tratamentos e campanhas p&uacute;blicas s&atilde;o transferidas do   n&iacute;vel federal para o estados e a assist&ecirc;ncia aos   pacientes, para os munic&iacute;pios (Hijjar, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1994 &eacute;    proposto um Plano Emergencial   de Controle da Tuberculose para o pa&iacute;s, que apenas   foi implementado em 1996, selecionando-se 230   munic&iacute;pios. O crit&eacute;rio de prioridade para implementar   as atividades de controle, se baseava na situa&ccedil;&atilde;o   epidemiol&oacute;gica da doen&ccedil;a e interfaces com a AIDS e   no tamanho da popula&ccedil;&atilde;o. O Plano, entre outros   elementos, considerava um repasse de recursos   financeiros aos munic&iacute;pios, &agrave; base de R$100,00 (cem   reais) para cada caso estimado de tuberculose que   deveria ser descoberto no referido munic&iacute;pio. O   repasse seria operacionalizado atrav&eacute;s de um   conv&ecirc;nio entre o munic&iacute;pio e a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de   Sa&uacute;de, o qual estipulava as obriga&ccedil;&otilde;es/restri&ccedil;&otilde;es na   aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por ocasi&atilde;o    da proposi&ccedil;&atilde;o deste Plano, seus   objetivos seriam alcan&ccedil;ar at&eacute; dezembro de 1998:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. integrar 100%    dos munic&iacute;pios selecionados com a&ccedil;&otilde;es de diagn&oacute;stico    e tratamento da tuberculose em pelo menos uma unidade de sa&uacute;de;    <br>   2. implementar diagn&oacute;stico bacteriol&oacute;gico da tuberculose, melhorando a rede de    laborat&oacute;rios e capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos;    <br>   3. aumentar a cobertura do PCT, integrando 80% dos Centros de Sa&uacute;de existentes na    rede p&uacute;blica &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose;    <br>   4. descobrir pelo menos 90% dos casos de tuberculose existentes no pa&iacute;s, implementando    a busca de casos, identificando os sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    em toda primeira consulta nas unidades de sa&uacute;de;    <br>   5. aumentar a efetividade do tratamento, submetendo 100% dos casos novos diagnosticados    ao tratamento padronizado, curando pelo menos 85%, implementando tratamento    supervisionado para pacientes com maior risco de abandono;    <br>   6. desenvolver a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas junto &agrave;s autoridades de sa&uacute;de    e popula&ccedil;&atilde;o para priorizar o controle da doen&ccedil;a nos Conselhos    Municipais de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em mar&ccedil;o    de 1998, a imprensa internacional levanta a calamidade da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica da   tuberculose no mundo, discutida pela WHO e mostra   o Brasil ocupando o 10<sup>a</sup> lugar como j&aacute; destacamos anteriormente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1998 a CNPS    volta para o Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de, vinculada agora &agrave; Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A resolu&ccedil;&atilde;o    n&uacute;mero 284, do Conselho   Nacional de Sa&uacute;de, de 6/08/98, considerando o   descalabro consentido em que se encontrava a   tuberculose no pa&iacute;s, e que o Plano Emergencial,   elaborado em 1994, ainda em implementa&ccedil;&atilde;o, estava   requerendo ajustes e amplia&ccedil;&atilde;o, e que a situa&ccedil;&atilde;o   poderia e deveria ser corrigida com os recursos   dispon&iacute;veis, resolve que a tuberculose era problema   priorit&aacute;rio de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil (tanto por sua   magnitude como pela possibilidade e vantagens de   seu controle) e sugere estabelecer estrat&eacute;gias para um   novo plano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, em outubro    de 1998, foi lan&ccedil;ado o   Plano Nacional de Controle da Tuberculose que teve   as seguintes metas:   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. em tr&ecirc;s    anos ( 2001) diagnosticar, pelo menos 92% dos casos esperados;    <br>   2. tratar com sucesso, pelo menos 85% dos casos diagnosticados;    <br>  3. em 9 anos (2007) reduzir a incid&ecirc;ncia em pelo menos 50% e a mortalidade em dois    ter&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Plano apresenta    as seguintes diretrizes   gerais: o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &eacute; respons&aacute;vel pelo   estabelecimento das normas, aquisi&ccedil;&atilde;o e   abastecimento de medicamentos, refer&ecirc;ncia   laboratorial e de tratamento, coordena&ccedil;&atilde;o do sistema   de informa&ccedil;&otilde;es, apoio aos Estados e Munic&iacute;pios e   articula&ccedil;&atilde;o intersetorial visando maximizar os   resultados de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Reconhece que a   condi&ccedil;&atilde;o essencial &eacute; a articula&ccedil;&atilde;o e a   complementaridade de a&ccedil;&otilde;es dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o   do SUS (Uni&atilde;o, Estados e Munic&iacute;pios) e, mais,   envolver obrigatoriamente a participa&ccedil;&atilde;o social das   organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, realizar detec&ccedil;&atilde;o   e diagn&oacute;stico feito fundamentalmente atrav&eacute;s da   baciloscopia em todos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios e   contatos, disponibilizar tuberculost&aacute;ticos incluindo   um estoque estrat&eacute;gico, assegurar tratamento   supervisionado e vigil&acirc;ncia da resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas, e   prover um sistema de informa&ccedil;&atilde;o de acordo com as   recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Plano introduz    duas inova&ccedil;&otilde;es: o   tratamento supervisionado e a institui&ccedil;&atilde;o de um   b&ocirc;nus de R$150,00 (cento e cinq&uuml;enta reais) e de   R$100,00 (cem reais) para cada caso de doente de   tuberculose tratado e curado, utilizando o tratamento   supervisionado ou auto-administrado, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O repasse desses    b&ocirc;nus seriam feitos   automaticamente por ocasi&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o da alta   do paciente por cura. Seria suprimida toda e   qualquer burocracia de assinaturas de conv&ecirc;nios para   esses repasses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi selecionado    pelo menos um munic&iacute;pio como &aacute;rea de demonstra&ccedil;&atilde;o    em cada Estado para deflagrar todo o potencial do Plano. Esta &eacute; a forma    como o Plano est&aacute; sendo executado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#t1">tabela    I</a> e <a href="#g1">gr&aacute;ficos 1</a> e <a href="#g2">2</a> s&atilde;o    apresentados os coeficientes de incid&ecirc;ncia e de mortalidade por tuberculose,    por 100.000 habitantes, no per&iacute;odo de1977 a 1997.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n1/1a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n1/1a02g1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n1/1a02g2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Num primeiro instante    chama a aten&ccedil;&atilde;o a eleva&ccedil;&atilde;o dos coeficientes de notifica&ccedil;&atilde;o    no per&iacute;odo 1978/1981. Em seguida, h&aacute; um decl&iacute;nio constante    em todo o per&iacute;odo, com ligeiras flutua&ccedil;&otilde;es. Estaria este    aumento de notifica&ccedil;&atilde;o em 1981 associado com o conv&ecirc;nio    INAMPS/MS/SES que transferiu a execu&ccedil;&atilde;o dos programas de controle    da tuberculose para as Secretarias Estaduais de Sa&uacute;de? &Eacute; uma hip&oacute;tese    pouco prov&aacute;vel, pois a partir de ent&atilde;o os coeficientes de notifica&ccedil;&otilde;es    v&atilde;o declinando constantemente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como entender    esse decl&iacute;nio no per&iacute;odo   1981/1997? Melhoria da situa&ccedil;&atilde;o   epidemiol&oacute;gica no pa&iacute;s?. Tamb&eacute;m &eacute; outra   hip&oacute;tese com pouqu&iacute;ssima probabilidade de ser   verdadeira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante estudos    de revacina&ccedil;&atilde;o de   escolares na cidade de Salvador, Bahia,   trabalhando com amostragem dessa popula&ccedil;&atilde;o   foram encontrados (embora a amostragem   apresente evid&ecirc;ncias de &#8220;bias&#8221;), bols&otilde;es de   escolares com preval&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o   tuberculosa que permitiu estimar o risco de   infec&ccedil;&atilde;o em valores da ordem de 2,5% (   Bierrenbach,1998). Para riscos t&atilde;o elevados,   embora em bols&otilde;es, seria pouco prov&aacute;vel o   decl&iacute;nio t&atilde;o r&aacute;pido da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pr&oacute;pria    mortalidade pela enfermidade (<a href="#t1">tabela 1</a> <a href="#g2">gr&aacute;fico    2</a>) mostra que a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica n&atilde;o    teria sido t&atilde;o favor&aacute;vel desta maneira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, o decl&iacute;nio    na incid&ecirc;ncia de   notifica&ccedil;&otilde;es parece que seria melhor explicado   por aspectos operacionais (baixa procura de   casos como veremos adiante) que raz&otilde;es   epidemiol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No per&iacute;odo    1977/1982, o coeficiente de incid&ecirc;ncia aumentou e o coeficiente de mortalidade    caiu. Portanto, o coeficiente de letalidade deveria ter sofrido grande decl&iacute;nio    (uma vez que coeficiente de letalidade = coeficiente de mortalidade dividido    pelo coeficiente de incid&ecirc;ncia). Como no per&iacute;odo que se segue (1982/1995)    a letalidade permanece constante (<a href="#t2">tabela 2</a> e <a href="#g3">gr&aacute;fico    3</a>), provavelmente tamb&eacute;m este seria seu comportamento no per&iacute;odo    anterior. Neste caso, a hip&oacute;tese mais prov&aacute;vel &eacute; que o    coeficiente de mortalidade estaria subnotificado no per&iacute;odo anterior,    ou seja, entre 1977/1981.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n1/1a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n1/1a02g3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">F&aacute;vero,    Ruffino-Netto e Duarte, 1972,   estudando a tuberculose como causa de &oacute;bito   numa cidade do interior do Estado de S&atilde;o Paulo,   encontraram que em um ter&ccedil;o dos casos que   morreram na comunidade e em que a tuberculose   teve participa&ccedil;&atilde;o, o diagn&oacute;stico somente foi feito   na aut&oacute;psia, embora 90% destas pessoas   morassem na cidade h&aacute; mais de 2 anos e esta   contasse com recursos para efetuar o programa   de controle da doen&ccedil;a. Ou seja, a subnotifica&ccedil;&atilde;o   de &oacute;bitos por tuberculose &eacute; um fato concreto   para o pa&iacute;s. Se a preval&ecirc;ncia oculta da doen&ccedil;a &eacute;   da ordem de 30% , &eacute; de se supor tamb&eacute;m que a   subnotifica&ccedil;ao da mortalidade tamb&eacute;m esteja   ocorrendo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma outra hip&oacute;tese    a ser lembrada para   a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade seria a introdu&ccedil;&atilde;o do   esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o (incluindo o uso da   rifampicina) que tem uma efic&aacute;cia muito   grande. Mas, neste caso, porqu&ecirc; a redu&ccedil;&atilde;o teria   durado t&atilde;o pouco tempo (1977/1985) se o   problema da resist&ecirc;ncia aos medicamentos ainda   n&atilde;o era e/ou n&atilde;o &eacute; t&atilde;o grande no pa&iacute;s?.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desta maneira,    para o per&iacute;odo de estudo,   h&aacute; raz&otilde;es para se pensar que ocorreu   subnotifica&ccedil;&atilde;o da mortalidade assim como   subnotifica&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia, talvez por baixa   operacionaliza&ccedil;&atilde;o na busca de casos novos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#t2">tabela    2</a> e <a href="#g3">gr&aacute;fico 3</a> s&atilde;o apresentados os percentuais    de detec&ccedil;&atilde;o dos casos, sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    examinados, abandono do tratamento, curas e letalidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No per&iacute;odo    todo, h&aacute; um percentual de   detec&ccedil;&atilde;o de casos que inicia com 92% em 1982   e cai progressivamente at&eacute; 64% em 1997 com   flutua&ccedil;&otilde;es para baixo em 1989/1990.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1990 foi extinta a Campanha   Nacional Contra a Tuberculose. Mas, porqu&ecirc;   durante todo o per&iacute;odo houve essa queda   constante? Teria a Vigil&acirc;n cia piorado gradativa   e constantemente para aumentar a discrep&acirc;ncia   entre o observado e o esperado de casos novos?   Ou ocorreu que valores esperados foram   superestimados? Embora as duas hip&oacute;teses   sejam plaus&iacute;veis, o mais prov&aacute;vel &eacute; que a   procura de casos tenha diminu&iacute;do. Tal hip&oacute;tese &eacute;   corroborada pelo n&uacute;mero de sintom&aacute;ticos   respirat&oacute;rios (SR) examinados no per&iacute;odo, cujo   percentual em rela&ccedil;&atilde;o ao esperado caiu de 45%   em 1982 para 14% em 1996. Mesmo que tal   indicador seja tido como ultra vulner&aacute;vel pela   pr&oacute;pria CNPS, devido &agrave; qualidade do   preenchimento e coleta dos dados, fica   evidenciado que, mesmo com dados   provavelmente incorretos, a procura de casos de   tuberculose est&aacute; baixa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Haja vista que,    para um total de 160   milh&otilde;es de habitantes, foram feitas apenas cerca   de 300.000 baciloscopias diagn&oacute;sticas. Se   f&ocirc;ssemos fazer 2 baciloscopias para diagn&oacute;stico   por cada sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio e supondo 1%   da popula&ccedil;&atilde;o geral nesta categoria, ter&iacute;amos   estimados: 1.600.000 sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios   e portanto, 3.200.000 baciloscopias diagn&oacute;sticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lembrando que    o Peru, para uma   popula&ccedil;&atilde;o de 23 milh&otilde;es de habitantes, faz   1.400.000 baciloscopias diagn&oacute;sticas anuais,   observamos que estamos em uma situa&ccedil;&atilde;o muito   longe de poder-se falar que esgotamos os   recursos diagn&oacute;sticos. Se &eacute; verdade que o   n&uacute;mero estimado de casos poder&aacute; estar   superestimado, mais verdadeiro ainda ser&aacute; supor   que o n&uacute;mero de casos observados est&aacute; muito   aqu&eacute;m do desejado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Porqu&ecirc; esse    baixo percentual de   detec&ccedil;&atilde;o? Porqu&ecirc; n&atilde;o se procura mais   tuberculose? A cren&ccedil;a geral das pessoas &eacute; que a   tuberculose &eacute; doen&ccedil;a do passado. Teria sido esta   tamb&eacute;m a cren&ccedil;a dos m&eacute;dicos? Secretarias   Municipais / Estaduais de Sa&uacute;de? Das   Universidades do pa&iacute;s? E do pr&oacute;prio Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de? &Eacute; dif&iacute;cil responder esta quest&atilde;o e   principalmente refutar a hip&oacute;tese embutida que   ela cont&eacute;m.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As diferentes    pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, no   per&iacute;odo, parecem n&atilde;o ter causado impacto   algum na procura de casos assim como no   percentual de abandono como veremos a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nestes &uacute;ltimos    20 anos, observa-se que   o percentual de abandono do tratamento   manteve-se sempre em n&iacute;veis elevados, mais ou   menos est&aacute;vel ao redor de 14%. Vale ressaltar   que isto &eacute; uma m&eacute;dia nacional, sendo que estes   valores chegam a variar de 30 a 40% de um   local para outro. &Eacute;spera-se que este n&iacute;vel venha   agora a se modificar com o tratamento   supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora para a    WHO, o tratamento   supervisionado seja uma proposta inovadora,   deve-se ressaltar contudo, que a Funda&ccedil;&atilde;o de   Servi&ccedil;o Especial de Sa&uacute;de P&uacute;blica (SESP) do   Brasil j&aacute; o utilizava na d&eacute;cada de 60. O   tratamento supervisionado era efetuado pela   enfermagem, em unidades de todos os n&iacute;veis de   complexidade da SESP. Esta estrat&eacute;gia se   iniciou em 1962, e conseguiu cobrir todas as   unidades da Funda&ccedil;&atilde;o em 1981. No per&iacute;odo de   1974 a 1978, tratou 16.426 pacientes com   tuberculose obtendo os seguintes resultados:   81% de cura, 9% de abandono e 4,7% de &oacute;bito   (Rocha,1981).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O percentual de    curas sofreu flutua&ccedil;&otilde;es   com tend&ecirc;ncia geral decrescente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desestrutura&ccedil;&atilde;o    da CNCT interferiu   seriamente no percentual de curas   especificamente nos anos de 1991 e 1992,   embora apresentasse anteriormente um decl&iacute;nio.   Durante todo esse per&iacute;odo, somente em 1985 o   percentual de cura atingiu o valor de 86,3%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A d&eacute;cada    de 80 e in&iacute;cio de 90 parece   realmente ter sido um per&iacute;odo de grande   desestrutura&ccedil;&atilde;o do programa que estaria a   clamar por um plano emergencial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A implementa&ccedil;&atilde;o    deste Plano   (efetivamente a partir de 1996) n&atilde;o alterou o   percentual de abandono e/ou de cura. O   percentual de detec&ccedil;&atilde;o bem como o percentual   de SR examinados caiu um pouco. O percentual   de cura sofreu pequena eleva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o Plano    Emergencial a cobertura   do programa alcan&ccedil;ou integrar 72% dos Centros   de Sa&uacute;de. O % de detec&ccedil;&atilde;o ficou ao redor de   66% e o de cura ao redor de 75%. A quantidade   esperada de bacioloscopias para diagn&oacute;stico em   1996/1997 era respectivamente, de 1.569.911 e   1.612.32; contudo, foram efetuadas apenas   265.723 e 236.500 , ou seja, apenas 16,9% e   14,7% do esperado (ou se efetu&aacute;ssemos 2   baciloscopias para diagn&oacute;stico, representaria   apenas 8,4% e 7,3% respectivamente do   esperado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s    a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas junto &agrave;s   autoridades de sa&uacute;de parece que surtiram pouco   impacto, pois tuberculose parecia considerada   um problema n&atilde;o priorit&aacute;rio, seja nos n&iacute;veis   federal, estadual e municipal, a ponto de, em   diferentes n&iacute;veis e/ou momentos, falar-se em   &#8220;tuberculose como algo emergente (?) ou   reemergente (?) sem se dar conta que, para o   Brasil ela n&atilde;o &eacute; nem uma coisa tampouco outra.   A tuberculose esteve sempre presente como   problema de sa&uacute;de p&uacute;blica durante todo o s&eacute;culo   (Ruffino Netto, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1997 houve    falta de medicamentos tuberculost&aacute;ticos em praticamente todos os Estados    brasileiros, pois a programa&ccedil;&atilde;o feita pela CNPS n&atilde;o foi    atendida pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parece que fatos    das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de   vigentes no per&iacute;odo tiveram impactos marcantes   em alguns aspectos da epidemiologia da   tuberculose. Alguns marcantes negativamente,   como foi o caso da extin&ccedil;&atilde;o da Campanha   Nacional Contra a Tuberculose e da falta de   medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros atuaram    positivamente como o   conv&ecirc;nio INAMPS/MS/SES e a ado&ccedil;&atilde;o de   esquemas terap&ecirc;uticos padronizados de curta   dura&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante todo o    per&iacute;odo o percentual de   abandono foi sempre alto, o que poderia ter   mobilizado anteriormente a implementa&ccedil;&atilde;o do   tratamento supervisionado, &agrave; exemplo do que j&aacute;   efetuava a Funda&ccedil;&atilde;o SESP na d&eacute;cada de 60.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, se tanto    os casos notificados   (observados) quanto os casos estimados s&atilde;o   pass&iacute;veis de discuss&atilde;o, portanto pass&iacute;vel tamb&eacute;m   &eacute; de cr&iacute;tica a avalia&ccedil;&atilde;o que se faz do programa. Os   dados observados e estimados n&atilde;o descrevem com   exatid&atilde;o a realidade. Servem contudo como   exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o sobre tend&ecirc;ncias dos   fen&ocirc;menos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Repetimos o j&aacute;    explicitado: n&atilde;o era inten&ccedil;&atilde;o retratar com exatid&atilde;o    a realidade ( n&atilde;o ter&iacute;amos dados e condi&ccedil;&otilde;es para    isso). O objetivo &eacute; apenas reflex&atilde;o que possa mostrar caminhos    para melhoria da situa&ccedil;&atilde;o do problema em pauta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b>    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. BARREIRA, I.    A. A luta contra a tuberculose no Brasil: uma perspectiva hist&oacute;rica.    Bol. Pneumologia Sanit. 4(2): 22-32. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. BARREIRA, I.    A. A enfermeira Anan&eacute;ri no pa&iacute;s do futuro. Rio de Janeiro, Editora    UFRJ, 1996. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. BIERRENBACH,    A. L. S. Estimativa da preval&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o por Mycobacterium    tuberculosis em popula&ccedil;&atilde;o de escolares na cidade de Salvador-Bahia,    1997. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentado ao P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em Medicina Tropical da FCM da Universidade de Bras&iacute;lia, 1998. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. F&Aacute;VERO,    M.; RUFFINO-Netto, A. e Duarte, G. G. Estudo da tuberculose como causa de &oacute;bito    numa cidade do interior do Estado de S&atilde;o Paulo-Brasil. Revista Medicina    do CARLe do HC da Fac. Med.Ribei&atilde;o Preto, 5: 191-198, 1972.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. HIJJAR, M. A    . Controle da tuberculose no Brasil - a estrat&eacute;gia do Plano Emergencial.    Bol. Pneumologia Sanit. 5(1):98-99, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria    - Manual de Administra&ccedil;&atilde;o/ Programa Nacional de Controle da Tuberculose.    Bol. Pneumologia Sanit. 4(1): 7-56, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de - Plano Nacional de Controle da Tuberculose. Bras&iacute;lia,    DF, 1999, 184 p. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Rocha, A. T.    S. Medidas para o controle da tuberculose na comunidade. In Situa&ccedil;&atilde;o    e Perspectivas do controle das doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias.    Cadernos da UnB, Bras&iacute;lia, p. 127-132, 1981 </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. RUFFINO-Netto,    A. Brasil: doen&ccedil;as emergentes ou reemergentes? Revista Medicina de Ribeir&atilde;o    Preto, 30(3):p. 405, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. RUFFINO-Netto,    A. Modelos matem&aacute;ticos em tuberculose. In Morrone, N e Fiuza de Melo,    A. Tuberculose. Editora Atheneu, 1999. Em publica&ccedil;&atilde;o. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. World Health    Organization - Global Tuberculosis Programme. WHO Report on the Tuberculosis    Epidemic, 1997 (mimeo). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. World Health    Organization - Global Tuberculosis Control. WHO Report, WHO/TB/98.237,1.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A luta contra a tuberculose no Brasil: uma perspectiva histórica]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol. Pneumologia Sanit]]></source>
<year>1996</year>
<volume>4</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>22-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A enfermeira Ananéri no país do futuro]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora UFRJ]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BIERRENBACH]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L. S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estimativa da prevalência de infecção por Mycobacterium tuberculosis em população de escolares na cidade de Salvador-Bahia, 1997]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FÁVERO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RUFFINO-Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo da tuberculose como causa de óbito numa cidade do interior do Estado de São Paulo-Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Medicina do CARLe do HC da Fac. Med.Ribeião Preto]]></source>
<year>1972</year>
<volume>5</volume>
<page-range>191-198</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HIJJAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Controle da tuberculose no Brasil - a estratégia do Plano Emergencial]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol. Pneumologia Sanit]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Ministério da Saúde^dCoordenação Nacional de Pneumologia Sanitária</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Manual de Administração/ Programa Nacional de Controle da Tuberculose]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol. Pneumologia Sanit]]></source>
<year>1996</year>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>7-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Plano Nacional de Controle da Tuberculose]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>184 p</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília^eDF DF]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. T. S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas para o controle da tuberculose na comunidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Situação e Perspectivas do controle das doenças infecciosas e parasitárias]]></source>
<year>1981</year>
<page-range>127-132</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cadernos da UnB]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RUFFINO-Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Brasil: doenças emergentes ou reemergentes?]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Medicina de Ribeirão Preto]]></source>
<year>1997</year>
<volume>30</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>405</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RUFFINO-Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelos matemáticos em tuberculose]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Morrone]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fiuza de Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculose]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-name><![CDATA[Editora Atheneu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>World Health Organization^dGlobal Tuberculosis Programme</collab>
<source><![CDATA[WHO Report on the Tuberculosis Epidemic]]></source>
<year>1997</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization^dGlobal Tuberculosis Control</collab>
<source><![CDATA[WHO Report]]></source>
<year></year>
<page-range>1</page-range><publisher-name><![CDATA[WHO/TB/98.237]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
