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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Situação bacteriológica dos doentes de tuberculose que abandonaram o tratamento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Nested case-control study within a cohort. The study takes place in Rio de Janeiro, at Raphael de Paula Sousa Hospital, from january to march, 1989. It was included 78 cases (treatment abandonment) and it was sampled 93 controls (cure treatment). The aim of this study it was to detect the bacteriological status in patients that abandoned the tuberculosis treatment at the interview. The patients were interviewed after the treatment outcome. Among the cases were detected 36 patients (46,2%) bacteriology positive, and among these positive cases, 13 (36,1%) were resistant at least one drug. Among the 93 controls, that the treatment outcome had received cure, were detected 11 failures (11,8%), among the failure patients, 8 were resistant at least one drug]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Situa&ccedil;&atilde;o    bacteriol&oacute;gica dos doentes de tuberculose que abandonaram o tratamento </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sonia Natal<sup>I</sup>;    Joaquim Valente<sup>II</sup>; Germano Gerhardt<sup>III</sup>; Maria Lucia Penna<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Centro    de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga/FUNASA    <br>   <sup>II</sup>Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    <br>   <sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Ataupho de Paiva    <br>   <sup>IV</sup>Universidade do Estado do Rio de Janeiro</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudo caso-controle    aninhado em uma coorte de tratamento. A coorte foi definida como os casos de    tuberculose que iniciaram tratamento de 01/89 a 03/89, com o esquema terap&ecirc;utico    padronizado no Brasil (2 RHZ/4RH), com 15 anos ou mais, no Hospital Raphael    de Paula Sousa, no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. O desenlace do tratamento    da coorte selecionada se completou ap&oacute;s 6 meses quando os doentes foram    classificados como curados, fal&ecirc;ncia, &oacute;bitos ou abandono. O abandono    foi definido, segundo as normas nacionais, como o n&atilde;o comparecimento    ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de por 60 dias ou mais. Ap&oacute;s o encerramento    do tratamento de tuberculose dos doentes que compunham a coorte, foram incluidos    todos os doentes de tuberculose que haviam encerrado o tratamento por abandono    - <b>casos</b> - 78 doentes, e selecionados 93 doentes que haviam encerrado o    tratamento por cura - <b>controles</b>. Os doentes foram entrevistados e coletada    amostra de escarro para a realiza&ccedil;&atilde;o do exame bacteriol&oacute;gico    e o teste de sensibilidade. Entre os casos, 36 (46,2%) foram positivos &agrave;    bacteriologia e, entre os 36 positivos, 13 (36,1%) eram resistentes a pelo menos    1 droga. Entre os doentes que haviam encerrado o tratamento por cura, na rotina    do servi&ccedil;o (93 controles), foi detectada fal&ecirc;ncia do tratamento    em 11 doentes (11,8%), entre estes doentes 8 eram resistentes a pelo menos 1    droga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Tuberculose, Resist&ecirc;ncia, Abandono do Tratamento, Fal&ecirc;ncia</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nested case-control    study within a cohort. The study takes place in Rio de Janeiro, at Raphael de    Paula Sousa Hospital, from january to march, 1989. It was included 78 cases    (treatment abandonment) and it was sampled 93 controls (cure treatment). The    aim of this study it was to detect the bacteriological status in patients that    abandoned the tuberculosis treatment at the interview. The patients were interviewed    after the treatment outcome. Among the cases were detected 36 patients (46,2%)    bacteriology positive, and among these positive cases, 13 (36,1%) were resistant    at least one drug. Among the 93 controls, that the treatment outcome had received    cure, were detected 11 failures (11,8%), among the failure patients, 8 were    resistant at least one drug.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key-word:</b> Tuberculosis,    Resistance, Abandonment, Failure</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O abandono do    tratamento figura entre as principais causas do baixo rendimento dos programas    de controle da tuberculose, do reingresso ao tratamento e do surgimento da resist&ecirc;ncia    adquirida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pacientes com    tratamentos incompletos, menos que 6 meses, est&atilde;o sujeitos a apresentar    baciloscopia de escarro positiva ap&oacute;s o abandono, com piora do progn&oacute;stico    individual e aumento do risco de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a para outros    indiv&iacute;duos<sup>1</sup>, inclusive com bacilos resistentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em estudo com    esquemas de tratamento integrados por isoniazida (H), rifampicina (R), estreptomicina    (S) e pirazinamida (Z), com dura&ccedil;&atilde;o variando de tr&ecirc;s a nove    meses, verificou-se que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s recidivas, os resultados    dos esquemas de seis a nove meses s&atilde;o semelhantes. A redu&ccedil;&atilde;o    do tempo de tomada das drogas para n&iacute;veis mais baixos, determinava aumento    acentuado das recidivas<sup>1</sup> , como se pode ver na <a href="#tab1">Tabela    1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, principalmente    nos grandes centros urbanos, verifica-se um aumento cada vez maior do abandono    do tratamento, e uma subutiliza&ccedil;&atilde;o da baciloscopia, tanto para    o diagn&oacute;stico como para o seguimento dos doentes durante o tratamento.    A cultura para <i>M. tuberculosis</i> est&aacute; restrita, praticamente aos servi&ccedil;os    de pesquisa e refer&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nacionalmente,    o sucesso do tratamento reduziu-se a cerca de 55,0%, devido ao n&uacute;mero    de abandonos e daqueles sem informa&ccedil;&atilde;o do desfecho <sup>2</sup>. No Rio de    Janeiro, no per&iacute;odo de 1995 a 1997, de 29.823 casos de tuberculose notificados    <sup>3</sup>, 6.148 (20,6%) referiam tratamento anterior para tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conhecimento    da situa&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica dos doentes que interrompem    a quimioterapia &eacute;, portanto, um dado importante para a estimativa do    impacto epidemiol&oacute;gico do abandono na din&acirc;mica de transmiss&atilde;o    da tuberculose, e, bem assim, para o estabelecimento de novas estrat&eacute;gias    de controle desta endemia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Realizou-se um    estudo de caso-controle aninhado em uma coorte de tratamento definida como os    casos de tuberculose com idade de 15 anos ou mais que iniciaram tratamento de    Janeiro a Mar&ccedil;o de 1989, com o esquema terap&ecirc;utico padronizado    no Brasil (2RHZ/4RH), no Hospital Raphael de Paula Sousa, no munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro. Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico de tuberculose preenchia-se    uma ficha com dados relativos &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o, forma da    tuberculose e situa&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica. Os doentes eram,    ent&atilde;o, informados sobre as caracter&iacute;sticas de sua doen&ccedil;a    e a import&acirc;ncia de retornarem ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de para a    continua&ccedil;&atilde;o do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O desenlace do    tratamento da coorte selecionada se completou ap&oacute;s 6 meses quando os    doentes foram classificados, pelo servi&ccedil;o do Hospital, em uma das seguintes    categorias: curado, fal&ecirc;ncia, abandono e &oacute;bito. O abandono foi    definido, segundo as normas nacionais, como o n&atilde;o comparecimento ao servi&ccedil;o    de sa&uacute;de por 60 dias ou mais, durante o per&iacute;odo de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os doentes que    encerraram o tratamento por &oacute;bito e/ou fal&ecirc;ncia foram exclu&iacute;dos    para evitar-se um vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o e de sele&ccedil;&atilde;o,    respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os pacientes classificados    como abandono foram considerados <b>casos</b>, e inclu&iacute;dos todos. Os <b>controles</b>    foram selecionados aleatoriamente entre os pacientes curados, pela rotina do    servi&ccedil;o, na propor&ccedil;&atilde;o de 1 caso para 1 controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estes pacientes    foram entrevistados ap&oacute;s a caracteriza&ccedil;&atilde;o do desfecho do    tratamento, utilizando-se um question&aacute;rio padronizado, para a coleta    dos dados prim&aacute;rios, estruturado com perguntas fechadas e outras abertas,    codificadas posteriormente. A entrevista foi realizada com o pr&oacute;prio    doente em sua resid&ecirc;ncia, quando era abandono do tratamento (caso), e    com o grupo controle no ambulat&oacute;rio. Foi poss&iacute;vel entrevistar    89,11% dos casos selecionados e 78,81% dos controles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No momento da    entrevista foi coletada amostra de escarro para a realiza&ccedil;&atilde;o do    exame bacteriol&oacute;gico. Os question&aacute;rios foram codificados e digitados    apenas por uma pessoa. Usou-se o aplicativo dBase para o armazenamento e checagem    da consist&ecirc;ncia dos dados e elimina&ccedil;&atilde;o dos erros de digita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Utilizou-se o    aplicativo EPIINFO para a an&aacute;lise dos dados univariados e estratificados,    com a identifica&ccedil;&atilde;o e categoriza&ccedil;&atilde;o das principais    vari&aacute;veis do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na an&aacute;lise    estat&iacute;stica foi utilizado o teste de Qui-quadrado (Chi2), ou o EXATO    de Fisher (F), quando indicado. O intervalo de 95% de confian&ccedil;a, da Odds    ratio (OR), foi calculado pelo m&eacute;todo de Cornfield (IC 95% ). Para o    ajustamento do OR, foi utilizado o m&eacute;todo de Mantel-Haenszel (OR MH)    na an&aacute;lise estratificada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 392 doentes    inscritos para o tratamento de tuberculose, no per&iacute;odo do estudo, eram    do sexo masculino 271 (69,1%), e do feminino 121 (30,9%), com idade m&eacute;dia    de 37,6 e 32,4, respectivamente. A propor&ccedil;&atilde;o de doentes menores    de 15 anos foi de 4.3%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram identificadas    101 ocorr&ecirc;ncias de abandono do tratamento (25,8%), no per&iacute;odo de    estudo, obtendo-se informa&ccedil;&atilde;o de 90 doentes (89,1%). Dos 11 doentes    n&atilde;o localizados, apenas 2 apresentavam a confirma&ccedil;&atilde;o do    diagn&oacute;stico. Entre os 90 com informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel,    foram registrados 8 &oacute;bitos durante o tratamento, e 4 eram menores de    quinze anos, restando, para a entrevista, <b>78 casos</b>. Para controles, foram selecionados    118 doentes com tratamento completo, sendo entrevistados <b>93;</b> neste grupo registraram-se    3 &oacute;bitos e um doente era menor de 15 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A distribui&ccedil;&atilde;o    por idade e por sexo, indicou que a popula&ccedil;&atilde;o feminina com 50,0%    no grupo et&aacute;rio de 15-29 anos, era mais jovem que a masculina, tanto    nos casos quanto nos controles, reduzindo a freq&uuml;&ecirc;ncia no grupo seguinte    - 30 - 49 anos; j&aacute; os homens, neste grupo de 30 - 49 anos, alcan&ccedil;avam    52,9%. As propor&ccedil;&otilde;es de 11.5% (9 casos) e 17.2% (16 controles)    da popula&ccedil;&atilde;o de 50 anos e mais, indicam que os controles s&atilde;o    ligeiramente mais velhos do que os casos. No grupo masculino verificou-se que    os doentes entre os controles eram mais velhos que entre os casos; esta diferen&ccedil;a    foi estatisticamente significativa. De fato, as m&eacute;dias de idade s&atilde;o,    respectivamente, para casos e controles, 34.6 e 36.3 anos, com os controles    1.6 anos mais velhos, em m&eacute;dia, do que os casos, embora sem signific&acirc;ncia    estat&iacute;stica (p&gt;0.05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab2">tabela    2</a> encontra-se a distribui&ccedil;&atilde;o, dos casos e controles, segundo    o grupo et&aacute;rio e sexo em que ocorreu homogeneidade na distribui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos e controles, segundo sexo e grupo et&aacute;rio mostrou uma distribui&ccedil;&atilde;o    homog&ecirc;nea quanto &agrave; varian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; forma da doen&ccedil;a, predominou, em ambos os grupos, a pulmonar,    homogeneamente em 93.6% - 73 casos e 87 controles. Todas as outras formas extrapulmonares    foram pleurais - 5 casos (6,4%) e 6 controles (6,4%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No momento da    confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de tuberculose, a baciloscopia    n&atilde;o foi realizada em 29.5% dos casos e 20.4% dos controles, n&atilde;o    se detectando uma diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa entre os    dois resultados (p&gt;0.05), <a href="#tab3">Tabela 3</a>.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os participantes    submetidos &agrave; baciloscopia, no momento do diagn&oacute;stico, verificou-se    que o resultado positivo foi mais freq&uuml;ente nos controles (81.1%), do que    no de casos (56.4%) (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O abandono ocorreu    precocemente - 23 casos no segundo m&ecirc;s e 25 no terceiro. O percentual    de abandono acumulado chegou a 80,8% no final do terceiro m&ecirc;s (<a href="#tab5">Tabela    5</a>). Dos doze doentes que receberam o esquema II de tratamento, a maioria    abandonou antes do quarto m&ecirc;s e apenas quatro o fizeram do quinto ao s&eacute;timo    m&ecirc;s.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acompanhamento    da evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento, atrav&eacute;s da baciloscopia, mostrou    acentuada redu&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o do exame dos controles    j&aacute; a partir do segundo m&ecirc;s, com apenas 26.9% dos exames realizados.    Entre os que realizaram exame bacilosc&oacute;pico de seguimento do tratamento,    verificou-se que a propor&ccedil;&atilde;o de negativos no segundo m&ecirc;s,    entre os controles, era de 80%, e, entre os casos, de 41.7% (<a href="#tab6">Tabela    6</a>).</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A bacteriologia    do escarro, no momento da entrevista, apresentou resultado positivo em 46.2%    dos casos e 11,8% dos controles, significando, este &uacute;ltimo, uma taxa    de fal&ecirc;ncia, detectada no estudo (<a href="#tab7">Tabela 7</a>).</font></p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados    do teste de sensibilidade (TS) dos doentes, positivos &agrave; bacteriologia    no momento da entrevista, mostraram que, entre os casos, 36.1% eram resistentes    a pelo menos uma droga espec&iacute;fica. Entre os controles, com fal&ecirc;ncia    do tratamento, a resist&ecirc;ncia secund&aacute;ria, a pelo menos uma droga,    foi de 72,2% (<a href="#tab8">Tabela 8</a>).</font></p>     <p><a name="tab8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre os abandonos    positivos &agrave; bacteriologia na entrevista, 61.5% haviam feito tratamento    anterior para tuberculose; j&aacute; aqueles com fal&ecirc;ncia do tratamento,    25.9% tinham hist&oacute;ria de tratamentos no passado. Os doentes de primeiro    tratamento, (VT), apresentaram maior risco de positividade &agrave; baciloscopia    ap&oacute;s o abandono (OR= 9,69; IC <sub>95%</sub> = 2,79-36,87) que os que j&aacute;    haviam sido expostos a outros tratamentos (<a href="#tab9">Tabela 9</a>).</font></p>     <p><a name="tab9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v7n2/2a03t9.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No presente estudo    de abandono constatou-se um alto percentual de pacientes com bacteriologia positiva    entre os casos (46,2%), o que favorece o aumento da preval&ecirc;ncia de fontes    de infec&ccedil;&atilde;o na comunidade. Vale ressaltar que, entre estes casos    positivos, 36,1% apresentava uma popula&ccedil;&atilde;o de bacilos resistentes    a pelo menos uma droga. Este problema da resist&ecirc;ncia, no pa&iacute;s,    vem de longe. Magar&atilde;o, no final da d&eacute;cada de 50, encontrou altas    taxas de resist&ecirc;ncia a H - 76,0% - e a H e S - 64,9%. Posteriormente,    Fraga<sup>4, 5</sup>, determinou uma resist&ecirc;ncia de 20,0% para H e 34,0% para duas    ou mais drogas. Estes resultados foram explicados como decorrentes de tratamentos    inadequados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, uma alta    propor&ccedil;&atilde;o de abandono do tratamento entre pacientes com tuberculose    n&atilde;o s&oacute; afeta o poss&iacute;vel impacto do programa de controle,    ao manter fontes de infec&ccedil;&atilde;o na comunidade, como contribui para    a circula&ccedil;&atilde;o de bacilos resistentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Note-se que a    propor&ccedil;&atilde;o de bacil&iacute;feros entre pacientes que abandonam    &eacute; mais que o dobro verificado no estudo realizado pelo Conselho Brit&acirc;nico    de Investiga&ccedil;&otilde;es M&eacute;dicas, sul da &Iacute;ndia, 1961-1968,    onde 18% permaneciam bacil&iacute;feros, ap&oacute;s acompanhamento sem tratamento    <sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos controles,    a taxa de fal&ecirc;ncia foi de 11.8% e neles a resist&ecirc;ncia foi de 72.7%.    Estes resultados demonstram, como esperado, que entre os doentes que abandonam,    a resist&ecirc;ncia esperada &eacute; mais baixa do que entre os que permanecem    positivos ao final do tratamento. Esta positividade &eacute; decorrente da persist&ecirc;ncia    ou da sele&ccedil;&atilde;o de bacilos mutantes resistentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; fal&ecirc;ncia do tratamento, outro aspecto importante a ser destacado    &eacute; que apenas 3 doentes haviam sido identificados pela rotina do servi&ccedil;o    de sa&uacute;de e n&atilde;o inclu&iacute;dos no estudo. Os 11 doentes identificados    e inclu&iacute;dos como fal&ecirc;ncia, tinham recebido alta por cura e fizeram    baciloscopia e cultura do escarro quando ingressaram nesta investiga&ccedil;&atilde;o.    A incapacidade do sistema para detectar estes casos se deve &agrave; falta de    seguimento bacteriol&oacute;gico dos doentes durante o tratamento e &agrave;    n&atilde;o insist&ecirc;ncia para a realiza&ccedil;&atilde;o do exame bacteriol&oacute;gico    no momento da alta. Estes doentes, que est&atilde;o clinicamente estabilizados,    apresentar&atilde;o depois uma piora e reingressar&atilde;o ao sistema como    recidiva. Tal tipo de reingresso significa fazer o mesmo tratamento, sem avalia&ccedil;&atilde;o    da sensibilidade bacteriana que n&atilde;o est&aacute; indicada nesta circunst&acirc;ncia,    o que leva o sistema, mais uma vez, a falhar, com redu&ccedil;&atilde;o das    chances de cura do doente e a conseq&uuml;ente dissemina&ccedil;&atilde;o de    bacilos resistentes. Este mesmo fato foi verificado no estudo longitudinal,    no Brasil, onde as fal&ecirc;ncias s&oacute; foram identificadas pelo exame    de cultura do escarro, pois muitos doentes realizavam apenas uma baciloscopia    em uma amostra ou n&atilde;o faziam nenhuma, esta &uacute;ltima circunst&acirc;ncia    justificada, pelo profissional da sa&uacute;de, como falta de esp&eacute;cimes<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A resist&ecirc;ncia    secund&aacute;ria &agrave;s drogas antibacterianas &eacute; decorrente do uso    inadequado destas, seja por problemas de prescri&ccedil;&atilde;o ou por n&atilde;o-ader&ecirc;ncia    ao tratamento, principalmente em face a uma popula&ccedil;&atilde;o bacteriana    elevada. Hoje, considera-se que a resist&ecirc;ncia secund&aacute;ria decorre,    muito mais, da n&atilde;o-ader&ecirc;ncia ao tratamento do que da presen&ccedil;a    de resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria, e que a mesma est&aacute; mais presente    nos pa&iacute;ses de alta preval&ecirc;ncia de tuberculose<sup>8 , 9, 10, 11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fatores associados    com a fal&ecirc;ncia como o uso irregular da medica&ccedil;&atilde;o (p&lt;    0.01) e a resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria (p&lt; 0.001), foram detectados    em estudo longitudinal com 743 doentes, Brasil <sup>7</sup>, onde a taxa de fal&ecirc;ncia    foi de 7.34% (IC 95% de 3,03; 10.37).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conseq&uuml;&ecirc;ncias    importantes da fal&ecirc;ncia do tratamento s&atilde;o, para o doente, a redu&ccedil;&atilde;o    da efic&aacute;cia dos regimes terap&ecirc;uticos alternativos, o risco maior    de toxicidade e o aumento do tempo de tratamento e, para o servi&ccedil;o, o    aumento do custo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudo da OMS<sup>12</sup>,    1995, de uma amostra representativa do Brasil, apresentou resist&ecirc;ncia    prim&aacute;ria de 8,6% (180/2095) e secund&aacute;ria de 14,4% (114/793). Por&eacute;m    dados de resist&ecirc;ncia em um estudo de casocontrole<sup>13</sup>, no Rio de Janeiro,    mostraram resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria de 11,7% (51/437), e secund&aacute;ria    de 27,0% (31/115), valores superiores aos nacionais. Talvez estas diferen&ccedil;as    possam ser explicadas porque o &uacute;ltimo estudo foi realizado apenas nos    centros de sa&uacute;de do Rio de Janeiro, onde a taxa de reingresso dos doentes    &eacute; de 22,3%% e, destes, 50,0% informaram abandono pr&eacute;vio<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes resultados    s&atilde;o preocupantes e nos levam a considerar que, se esta situa&ccedil;&atilde;o    permanecer, o controle da endemia estar&aacute; muito distante. As implica&ccedil;&otilde;es    podem incluir, por um lado, a descontinuidade no fornecimento de medicamentos    e de insumos em geral e a queda na qualidade do atendimento decorrente da desestrutura&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e, por outro, concorrem para o empobrecimento    da popula&ccedil;&atilde;o e aumento do desemprego.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O excesso de centraliza&ccedil;&atilde;o    dos exames em laborat&oacute;rios distantes dos Centros de Sa&uacute;de, retarda    a libera&ccedil;&atilde;o dos resultados da bacilosc&oacute;pia, freq&uuml;entemente    com atraso de mais de 15 dias ou, inclusive, pode at&eacute; impedir a realiza&ccedil;&atilde;o    daqueles exames<sup>14</sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este fato, tamb&eacute;m,    est&aacute; ligado &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de    sa&uacute;de e &agrave; real cobertura populacional. Postos de Sa&uacute;de,    onde, pela proximidade da moradia, muitos destes casos deveriam ser tratados,    n&atilde;o respondem &agrave;s necessidades da comunidade, concentrando os doentes    nos Centros de Sa&uacute;de e ambulat&oacute;rios de n&iacute;vel terci&aacute;rio    que, desta forma, n&atilde;o conseguem cumprir, convenientemente, as fun&ccedil;&otilde;es    que s&atilde;o atribu&iacute;das aos n&iacute;veis de maior complexidade organizacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A determina&ccedil;&atilde;o    da resist&ecirc;ncia inicial ou prim&aacute;ria, n&atilde;o &eacute; praticada    na rotina, medida que n&atilde;o se justifica por raz&otilde;es t&eacute;cnicas    e operacionais. Mas, estes doentes, poderiam ser detectados precocemente se    houvesse correto controle da evolu&ccedil;&atilde;o bacilosc&oacute;pica durante    o tratamento. Na <a href="#tab6">tabela 6</a>, verificamos que a taxa de exames    n&atilde;o realizados cresce com o decorrer do tratamento, demonstrando uma    grave falha operacional. O CDC, Atlanta, EUA, verificou que exames bacteriol&oacute;gicos,    passados 3 meses de terapia s&oacute; eram realizados em 64% <sup>15</sup>, resultado considerado    bastante ruim. Neste estudo, nos controles, os exames n&atilde;o realizados    no segundo m&ecirc;s do tratamento chegam a 64.3%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Snider<sup>16</sup> n&atilde;o    considera a evolu&ccedil;&atilde;o bacilosc&oacute;pica como um bom indicador    do uso regular da medica&ccedil;&atilde;o, porque a negativa&ccedil;&atilde;o    do exame pode demorar em decorr&ecirc;ncia de uma resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria,    e n&atilde;o necessariamente, pela falha dos doentes em n&atilde;o tomar as    drogas ou tom&aacute;-las de forma irregular, insuficiente para a cura, mas    suficiente para a negativa&ccedil;&atilde;o do exame do escarro e posterior    chance de uma recidiva. Entretanto, permanece sua import&acirc;ncia como um    indicador da resposta terap&ecirc;utica e sua indica&ccedil;&atilde;o se d&aacute;    por este fato, e n&atilde;o para medir a ader&ecirc;ncia ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro fator positivo    para a realiza&ccedil;&atilde;o deste exame est&aacute; na esfera da rela&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dico-paciente por possibilitar a informa&ccedil;&atilde;o ao doente    sobre o progn&oacute;stico e evolu&ccedil;&atilde;o do seu tratamento. Esta    conduta &eacute; importante para que estes aspectos possam ser realizados efetivamente<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="texto"></a>A    previs&atilde;o da quantidade necess&aacute;ria de drogas est&aacute; a cargo    do PNCT; sua compra e distribui&ccedil;&atilde;o se faz atrav&eacute;s da CEME    e o controle de qualidade compete ao INCQS/FIOCRUZ, os tr&ecirc;s, &oacute;rg&atilde;os    que integram a estrutura do MS. Estas fun&ccedil;&otilde;es quando n&atilde;o    cumpridas com efici&ecirc;ncia, s&atilde;o importantes fatores respons&aacute;veis    pelo insucesso terap&ecirc;utico e o baixo rendimento do programa<sup>16<a href="#nota">*</a></sup>.    A falta de medica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica ocorrida no per&iacute;odo    do estudo, de uma maneira indireta, seria um indicativo de uso irregular das    drogas. Den&uacute;ncias de c&aacute;psulas sem a droga ativa foram feitas no    Rio de Janeiro e em S&atilde;o Paulo, mostrando a falta do controle de qualidade<sup>18</sup>    .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro resultado    que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o fato dos doentes de primeiro tratamento    estarem com maior risco de positividade &agrave; baciloscopia do que aqueles    que j&aacute; haviam sido tratados. Uma das explica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis    seria que os doentes anteriormente tratados tinham les&otilde;es residuais ou    complica&ccedil;&otilde;es destas. Em estudo realizado em um dos maiores centros    de sa&uacute;de no Rio de Janeiro, verificou-se que 53,0% e 43% dos doentes    que eram negativos ou sem baciloscopia, respectivamente, no momento do diagn&oacute;stico,    ap&oacute;s serem selecionados e inclu&iacute;dos no estudo, submeteram-se a    nova baciloscopia e a cultura do escarro, al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica. O resultado dos exames confirmou ou conduziu    a outros diagn&oacute;sticos. Dos doentes inicialmente classificados como forma    pulmonar negativa, 18,0% mudaram o diagn&oacute;stico para tuberculose residual,    confirmado ap&oacute;s o acompanhamento radiol&oacute;gico da les&atilde;o pulmonar<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como conclus&atilde;o    geral, observou-se um n&uacute;mero preocupante de doentes que haviam abandonado    o tratamento e continuavam como fontes propagadoras da doen&ccedil;a, com o    agravamento da transmiss&atilde;o de bacilos resistentes. V&aacute;rias quest&otilde;es    t&ecirc;m que ser levantadas, como as defini&ccedil;&otilde;es de caso de tuberculose    e a de encerramento cl&iacute;nico e epidemiol&oacute;gico de um caso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verifica-se uma    grande permissividade nos conceitos e termos operacionais, tais como: aceita&ccedil;&atilde;o,    para tratamento, de grande n&uacute;mero de casos de tuberculose sem a realiza&ccedil;&atilde;o    da baciloscopia; defini&ccedil;&atilde;o de abandono que exige um longo per&iacute;odo    para caracteriz&aacute;-lo, para s&oacute; ent&atilde;o desencadear a busca    dos doentes; a decis&atilde;o, adotada em muitos locais, de considerar como    curados doentes que n&atilde;o compareceram &agrave; &uacute;ltima consulta    e, por fim, a pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de cura, onde n&atilde;o    se realiza baciloscopia de controle, condi&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute;    epidemiol&oacute;gicamente adequada para o controle da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A organiza&ccedil;&atilde;o    espacial de busca e tratamento dos casos de tuberculose tem se mostrado ineficiente,    com grandes &aacute;reas com oferta satisfat&oacute;ria de servi&ccedil;o de    sa&uacute;de e outras, de grande concentra&ccedil;&atilde;o populacional de    baixa renda, sem a devida cobertura.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; inadi&aacute;vel    uma s&eacute;ria reflex&atilde;o dos respons&aacute;veis pelo controle da tuberculose,    sobre os motivos que levam o Programa de Controle da Tuberculose, em nosso pa&iacute;s,    a nunca alcan&ccedil;ar os resultados m&iacute;nimos necess&aacute;rios. &Eacute;    fundamental refletir sobre a sub-utiliza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    bacteriol&oacute;gico e a centraliza&ccedil;&atilde;o das medidas de controle.    N&atilde;o adiantar&aacute; propor medidas, como tratamento supervisionado,    pagamento por doente curado, quando tudo indica que o rendimento continuar&aacute;    baixo, se n&atilde;o forem questionados os conceitos e as defini&ccedil;&otilde;es    utilizados para a avalia&ccedil;&atilde;o do rendimento do programa Nacional    de Controle da Tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. FOX, W. Compliance    of Patients and Physicians: Experiences and Lessons from Tuberculosis. Britsh    Med J, 287: 33-35. 1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. GERHARDT, G.;    Ribeiro, S.N. Efici&ecirc;ncia do tratamento da tuberculose no Brasil. Informe    Epidemiol&oacute;gico do SUS. FNS, Ano 4, 95-98. 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. CAVALCANTE,    S.C.; Pacheco, A.G.; Lauria L; DeRiemer, K.; Durovni, B. Epidemiologia da Tuberculose    no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro - Revis&atilde;o dos casos notificados    de 1995 a 1997. Bol Pneum Sanit, 6 (1): 81-92. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. FRAGA, H.;    Magar&atilde;o, M.F.; de Almeida, A. Persist&ecirc;ncia do bacilo de Koch aos    agentes antimicrobianos e sua repercurs&atilde;o na profilaxia da tuberculose.    Rev Serv Nac Tuberculose. 5: 12, 1959.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. FRAGA, H.;    Magar&atilde;o, M.F. O problema da quimioterapia da tuberculose pulmonar no    RJ visto atrav&eacute;s da freq&uuml;&ecirc;ncia da resist&ecirc;ncia microbiana.    Rev Serv Nac Tuberculose. 10 (38): 157-160, 1966.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. RIBEIRO, S.    N.; Gerhardt, G.; Lapa e Silva, R. et als. Tuberculose. In Bethlem N. Pneumologia,    Rio de Janeiro: 4<sup>o</sup> ED, Atheneu. pg 434. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. RIBEIRO, S.    N.; Bejgel, I.; Gehardt, G.; Penna, M.L. et als. Fatores associados a fal&ecirc;ncia    do tratamento da tuberculose, Brasil. Jornal de Pneumologia. 18 (supl 2): 121,    1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. CROFTON, J.    Les causes possibles de l'echec des trautment de la tuberculosis pulmonaire    comment les eviter. Bol Int Union Tuberc. 55 (3-4): 93-101, 1980.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. HERSHFIELD,    E. S. Drug resistance - response to Dr. Shimao. Tubercle. 68 (supl): 17-18,    1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. SENSI, P.    Introduction. Tubercle. 68 (supl): 3-4, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. SHIMAO, T.    Drug resistance in tuberculosis control. Tubercle. 68: 5- 13, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. World Health    Organization. Anti-tuberculosis Drug Resistance in the WORLD. Press WHO., 227    pp. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. RIBEIRO, S.    N.; Toledo, A. Penna, M.L.F. Fatores de Predi&ccedil;&atilde;o para a Resist&ecirc;ncia    aos Tuberculost&aacute;ticos e o Impacto da Resist&ecirc;ncia no Resultado do    Tratamento da Tuberculose. Jornal de Pneumologia, 24 (S1): 600. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. MURRAY, C.J.L.    Investigation econ&ocirc;mica, social y operacional sobre la tuberculosis: estudios    recientes y algunas cuestiones prioritarias. Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf    Resp. 66: 163-171, 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. SNIDER, D.E.;    Long, M.W.; Cross, F.S.; Farer, L.S. Six months Isoniazid - Rifampicin therapy    for pulmonary tuberculosis. Am Rev Resp Dis. 129: 573, 1984.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. SNIDER, D.E.    Rese&ntilde;a sobre el cumplimiento de las prescripciones en los programas de    la tuberculosis. Bol Union Int Tuberc. 57 (3-4): 255-260, 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. CHAULET, P.    Compliance with anti-tuberculosis chemotherapy in developing countries. Tubercle.    68: 19-24, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. FILHO, A.C.    Estudo randomizado controlado para avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade de    um esquema intermitente de curta dura&ccedil;&atilde;o no tratamento da tuberculose    pulmonar. Tese Doutorado. DIP / EMP, SP, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. RIBEIRO, N.    S.; Teixeira, G.M.; Penna, M.L.F.; Wanke, B.; Bejgel, I.; Gerhardt, G. Tuberculose    Pulmonar sem Confirma&ccedil;&atilde;o Bacteriol&oacute;gica. Bol Pneum Sanit,.    6 (1): 44-57. 1998.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota"></a><a href="#texto">*</a>Nota    do editor: A CEME foi extinta em 1996 , desde ent&atilde;o a compra de medicamentos    &eacute; de responsabilidade da Secretaria Executiva do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Compliance of Patients and Physicians: Experiences and Lessons from Tuberculosis]]></article-title>
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<year>1983</year>
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<page-range>33-35</page-range></nlm-citation>
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