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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O perfil epidemiológico dos casos de tuberculose notificados em hospital terciário. Ribeirão Preto - São Paulo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Tuberculosis is still a serious public health issue in the world, with great suffering and both social and economic expenses - mainly in developing countries - besides all the control strategies proclaimed by several technical boards. In Ribeirão Preto, a high number of diagnostics is made in the hospitals overall at "Hospital das Clinicas", representing a detour for assistance. Through retrospective study we analised the epidemiologic profile for the cases of tuberculosis identified at the "Hospital das Clinicas" of Ribeirão Preto from 1993 to 1997,trying to signalise the demand relating to the cases complexity with the hierarchical degree of care. During the period 521 cases were notified, prevaling the ones from Ribeirão Preto (67,2%); 50,7% seroprevalence of HIV, pulmonary predominance (65,1%) and 58,7% of positive sputum smears. Analisyng the data we can conclude that the increase of reporting at "Hospital das Clinicas" was due the cases from Ribeirão Preto and association to HIV, and that the flux to tertiary reference would not be related with the complexity of them]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O perfil epidemiol&oacute;gico    dos casos de tuberculose notificados em hospital terci&aacute;rio. Ribeir&atilde;o    Preto - S&atilde;o Paulo </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Arthur Watanabe<sup>I</sup>; Antonio Ruffino-Netto<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>M&eacute;dico    Sanitarista. Doutor em Medicina Preventiva pelo Departamento de Medicina Social    da FMRP-USP    <br>   <sup>II</sup>Professor Titular do Departamento de Medicina Social da FMRP-USP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose    permanece como grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no mundo, proporcionando    grande sofrimento e custos sociais e econ&ocirc;micos, principalmente nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento, apesar das estrat&eacute;gias de controle preconizadas por    diversos &oacute;rg&atilde;os t&eacute;cnicos.    <br>   Em Ribeir&atilde;o Preto, um elevado n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos &eacute;    realizado no n&iacute;vel hospitalar, predominantemente no Hospital das Cl&iacute;nicas,    representando um vi&eacute;s na assist&ecirc;ncia.    <br>   Atrav&eacute;s de estudo retrospectivo, procurou-se analisar o perfil epidemiol&oacute;gico    dos casos de tuberculose diagnosticados no Hospital das Cl&iacute;nicas de Ribeir&atilde;o    Preto, entre os anos de 1993 e 1997, buscando caracterizar a demanda, a fim    de relacionar a complexidade dos casos com o n&iacute;vel hier&aacute;rquico    de atendimento.    <br>   No per&iacute;odo, foram notificados 521 casos, com preponder&acirc;ncia daqueles    provenientes de Ribeir&atilde;o Preto (67,2%); soropreval&ecirc;ncia de HIV    de 50,7%, forma pulmonar predominante (65,1%), e baciloscopia positiva de escarro    em 58,7%.    <br>   Da an&aacute;lise dos dados, concluiu-se que: o aumento de notifica&ccedil;&otilde;es    no Hospital das Cl&iacute;nicas deu-se em decorr&ecirc;ncia dos casos procedentes    de Ribeir&atilde;o Preto e da associa&ccedil;&atilde;o com o HIV; o seu fluxo    &agrave; refer&ecirc;ncia terci&aacute;ria n&atilde;o estaria relacionado &agrave;    complexidade dos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Unitermos:</b>    Tuberculose. Co-infec&ccedil;&atilde;o HIV/Tuberculose. Notifica&ccedil;&otilde;es.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tuberculosis is    still a serious public health issue in the world, with great suffering and both    social and economic expenses - mainly in developing countries - besides all    the control strategies proclaimed by several technical boards.    <br>   In Ribeir&atilde;o Preto, a high number of diagnostics is made in the hospitals    overall at &quot;Hospital das Clinicas&quot;, representing a detour for assistance.    <br>   Through retrospective study we analised the epidemiologic profile for the cases    of tuberculosis identified at the &quot;Hospital das Clinicas&quot; of Ribeir&atilde;o    Preto from 1993 to 1997,trying to signalise the demand relating to the cases    complexity with the hierarchical degree of care.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   During the period 521 cases were notified, prevaling the ones from Ribeir&atilde;o    Preto (67,2%); 50,7% seroprevalence of HIV, pulmonary predominance (65,1%) and    58,7% of positive sputum smears.    <br>   Analisyng the data we can conclude that the increase of reporting at &quot;Hospital    das Clinicas&quot; was due the cases from Ribeir&atilde;o Preto and association    to HIV, and that the flux to tertiary reference would not be related with the    complexity of them.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    Tuberculosis, Co-infectionHIV/Tuberculosis,Notifications.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose    tem acometido milh&otilde;es de pessoas anualmente no mundo, causando grande    sofrimento e morte, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Muito    se tem estudado e escrito sobre o assunto; contudo os resultados efetivos s&atilde;o    discut&iacute;veis no controle da doen&ccedil;a. Esta constata&ccedil;&atilde;o    se mostra surpreendente na exata medida em que existem m&eacute;todos diagn&oacute;sticos    simples e de baixo custo, assim como medica&ccedil;&otilde;es altamente eficazes    para o tratamento (World Health Organization, 1974; Murray &amp; cols, 1991),    conhecidos h&aacute; d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A magnitude do    problema da tuberculose pode ser observada nos dados epidemiol&oacute;gicos    do in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90 (Murray, Styblo &amp; Rouillon, 1990;    Sudre, Dam &amp; Kochi, 1992), quando havia no mundo perto de 1,7 bilh&otilde;es    de pessoas infectadas com o <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, correspondendo a um    ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Os doentes, estimados em cerca    de 8 milh&otilde;es de casos anuais, se dividiam em 400 mil nos pa&iacute;ses    industrializados e 7,6 milh&otilde;es naqueles em desenvolvimento, com maiores    n&uacute;meros encontrados na Regi&atilde;o do Pac&iacute;fico Ocidental (2,6    milh&otilde;es), Sudeste da &Aacute;sia (2,5 milh&otilde;es) e Regi&atilde;o    Africana (1,4 milh&otilde;es). Os &oacute;bitos, estimados em 2,9 milh&otilde;es    anuais, fazem da tuberculose a principal causa de morte por um &uacute;nico    agente infeccioso no mundo. Apesar do predom&iacute;nio da doen&ccedil;a nos    pa&iacute;ses em desenvolvimento - Sudeste da &Aacute;sia (940 mil), Pac&iacute;fico    Ocidental (890 mil) e Regi&atilde;o Africana (660 mil) - ainda s&atilde;o atribu&iacute;dos    mais de 40 mil &oacute;bitos aos pa&iacute;ses industrializados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As estimativas    para o final desta d&eacute;cada (Dolin, Raviglione &amp; Kochi,1994) apontam    para um aumento de casos novos anuais para cerca de 10,2 milh&otilde;es. Deste    aumento previsto na incid&ecirc;ncia, perto de 75% resultar&atilde;o de fatores    demogr&aacute;ficos (crescimento da popula&ccedil;&atilde;o e altera&ccedil;&atilde;o    na distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria) e 25% das altera&ccedil;&otilde;es    nas taxas de incid&ecirc;ncia decorrentes de fatores epidemiol&oacute;gicos    (efeitos adversos do HIV confrontados com os efeitos decorrentes das interven&ccedil;&otilde;es    dos programas de controle). Os casos atribu&iacute;veis &agrave; infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV passar&atilde;o de 300 mil em 1990 para 1,4 milh&otilde;es, dos quais    40% ocorrer&atilde;o na Regi&atilde;o Sub-Saariana da &Aacute;frica e outros    40% no Sudeste da &Aacute;sia. Portanto, sem um pronto reconhecimento da dimens&atilde;o    do problema da tuberculose no mundo, a situa&ccedil;&atilde;o tende a piorar    gradativamente devido aos fatores demogr&aacute;ficos e &agrave; co-infec&ccedil;&atilde;o    com o HIV, como tamb&eacute;m pela fome, guerras e desastres naturais, que contribuem    de maneira significativa para o aumento da tuberculose em algumas regi&otilde;es    (Raviglione, Snider Jr &amp; Kochi, 1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desta forma, reconhecendo    que a tuberculose vinha sendo negligenciada no mundo, e que a epidemia da doen&ccedil;a    estava fora de controle em v&aacute;rias partes, em abril de 1993, a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de declarou a tuberculose uma &quot;emerg&ecirc;ncia global&quot;    de sa&uacute;de. Definiu-se, ent&atilde;o, ser necess&aacute;ria a revis&atilde;o    de algumas estrat&eacute;gias at&eacute; ent&atilde;o utilizadas, tendo como    alvo do controle global a cura de 85% dos casos novos detectados e o diagn&oacute;stico,    de no m&iacute;nimo, 70% dos casos existentes (Raviglione, Snider Jr &amp; Kochi,    1995). Apesar disto, nos anos subseq&uuml;entes, o que se tem observado &eacute;    que a epidemia de tuberculose continua a ser negligenciada na maior parte do    mundo, levando &agrave; previs&atilde;o de que, em se mantendo a atual situa&ccedil;&atilde;o,    teremos cerca de trinta milh&otilde;es de mortes por tuberculose entre os anos    de 1994 e 2004, e acima de 300 milh&otilde;es de novas pessoas se tornar&atilde;o    infectadas, das quais cerca de 50 milh&otilde;es com cepas multidroga resistentes    (World Health Organization, 1995).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Relat&oacute;rio    da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de de 1996 (World Health Organization,    1996), concluiu que, apesar do alerta de 1993, a amea&ccedil;a da tuberculose    continuava a se espalhar pelo mundo todo, com popula&ccedil;&atilde;o cada vez    maior sob risco de adoecer por tuberculose. A dissemina&ccedil;&atilde;o da    tuberculose tem sido alimentada pelo processo migrat&oacute;rio decorrente da    instabilidade pol&iacute;tica, religiosa ou mesmo &eacute;tnica, em v&aacute;rias    regi&otilde;es, assim como pelo crescimento da epidemia de HIV/AIDS. A situa&ccedil;&atilde;o    &eacute; especialmente cr&iacute;tica na &Aacute;sia, onde se encontram cerca    de dois ter&ccedil;os de todas as pessoas infectadas pelo bacilo da tuberculose,    sendo tamb&eacute;m o local onde a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV se espalha    mais rapidamente. A tuberculose representa cerca de 50 a 70% das complica&ccedil;&otilde;es    infecciosas nos pacientes de AIDS naquele continente (World Health Organization,    1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dados epidemiol&oacute;gicos    do Brasil, da d&eacute;cada de 80, mostram uma queda no coeficiente de incid&ecirc;ncia,    que passou de 63,4 em 1981 para 48,2/100.000 habitantes, em 1990, com um percentual    de tratamento favor&aacute;vel da ordem de 78,5% no per&iacute;odo e coeficiente    de mortalidade de 3,59/100.000 ao final da d&eacute;cada (Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, 1993). No ano de 1996, o coeficiente de incid&ecirc;ncia encontrava-se    em 54,7/100.000 habitantes, enquanto o percentual de cura estava na ordem de    73% e o coeficiente de mortalidade em 3,8/100.000. Comparando-se os coeficientes    de incid&ecirc;ncia da tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera, observa-se, ao    final da d&eacute;cada, um coeficiente de 26,5/100.000 habitantes, ap&oacute;s    um per&iacute;odo constante de queda na d&eacute;cada, enquanto para 1996 houve    um aumento para 28,4/100.000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1997 (dados    provis&oacute;rios), houve 83.309 casos notificados, dando um coeficiente de    incid&ecirc;ncia de 51,7/100.000 habitantes. A distribui&ccedil;&atilde;o por    regi&atilde;o apresentava &agrave; &eacute;poca os seguintes coeficientes:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Sudeste    - apresentou maior coeficiente: 57,9 / 100.000 hab;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Norte    - 56,7/100.000 hab;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Nordeste    - 52,3/100.000 hab;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Centro-Oeste    - 38,2/100.000 hab.;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Sul -    36,1/100.000 hab.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O elevado n&uacute;mero    de casos novos anuais, assim como o alto coeficiente de incid&ecirc;ncia nos    &uacute;ltimos quinze anos, colocam o Brasil entre os pa&iacute;ses com maiores    &iacute;ndices, fazendo companhia &agrave;s Filipinas, &agrave; &Aacute;frica    do Sul, &agrave; &Iacute;ndia, ao Vietnan, &agrave; R&uacute;ssia, &agrave;    China e &agrave; Cor&eacute;ia do Sul. Se comparado aos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica    do Sul, como Argentina, Chile, Col&ocirc;mbia e Venezuela, verifica-se, nestes,    uma queda acentuada nos coeficientes de incid&ecirc;ncia entre 1985 e 1996,    de tal forma que em 1996, chegaram a variar 25 a 38/100.000 habitantes nesses    pa&iacute;ses (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destarte, a situa&ccedil;&atilde;o    atual da tuberculose no Brasil &eacute; extremamente preocupante, visto que    as estimativas projetam a exist&ecirc;ncia de cerca de 130.000 casos novos por    ano (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1999) - n&uacute;mero este bem acima    daquele que se vem registrando oficialmente. Tal fato reflete as defici&ecirc;ncias    da rede de assist&ecirc;ncia p&uacute;blica, as dificuldades de diagn&oacute;stico    e tamb&eacute;m a identifica&ccedil;&atilde;o do doente, aumentando o tempo    de propaga&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Os dados operacionais do programa    mostram uma baixa taxa de cura, aumento do abandono de tratamento (da ordem    de 14%) e aumento da mortalidade proporcional, acarretando uma maior dificuldade    no controle da doen&ccedil;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em Ribeir&atilde;o    Preto, em estudo dos casos notificados de tuberculose, entre os anos de 1985    a 1992, numa determinada regi&atilde;o da cidade, foi observado aumento no n&uacute;mero    de casos da doen&ccedil;a, decorrentes n&atilde;o apenas da associa&ccedil;&atilde;o    com o HIV, como a outros fatores, provavelmente, de ordem social (Watanabe e    Ruffino Netto, 1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Naquela ocasi&atilde;o,    chamou a aten&ccedil;&atilde;o o elevado percentual de casos diagnosticados    no n&iacute;vel hospitalar, principalmente no Hospital das Cl&iacute;nicas.    Este achado poderia representar um vi&eacute;s na organiza&ccedil;&atilde;o    do sistema de sa&uacute;de local - com a completa invers&atilde;o na hierarquiza&ccedil;&atilde;o    do atendimento - ou mesmo refletir as dificuldades encontradas pelo programa    de controle em se integrar &agrave;s atividades das unidades de sa&uacute;de,    dentro de um novo modelo assistencial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diante deste quadro    &eacute; que nos prop&ocirc;s-se estudar os casos de tuberculose diagnosticados    no Hospital das Cl&iacute;nicas de Ribeir&atilde;o Preto, buscando analisar    o perfil epidemiol&oacute;gico dos mesmos, caracterizando a demanda atendida,    a fim de relacionar a complexidade dos casos com o n&iacute;vel hier&aacute;rquico    de atendimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material e m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente trabalho    &eacute; um estudo retrospectivo, e foi desenvolvido a partir das informa&ccedil;&otilde;es    colhidas da Ficha de Notifica&ccedil;&atilde;o de Tuberculose, padronizada pelo    Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da SES-SP, e arquivadas no    N&uacute;cleo de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Hospital das Cl&iacute;nicas    da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o    Paulo (HCRP). Outros dados complementares, referentes ao munic&iacute;pio de    Ribeir&atilde;o, foram colhidos junto &agrave; Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    do munic&iacute;pio</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Aspectos Geogr&aacute;ficos    e Demogr&aacute;ficos</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ribeir&atilde;o    Preto est&aacute; situada na regi&atilde;o nordeste do Estado de S&atilde;o    Paulo e dista cerca de 320 km da capital paulista. O munic&iacute;pio ocupa    uma &aacute;rea de 652 km<sup>2</sup> e se caracteriza por apresentar um clima tropical    &uacute;mido, com temperatura m&aacute;xima m&eacute;dia de 29,7<sup>o</sup> C, no ver&atilde;o,    e m&iacute;nima m&eacute;dia de 12,9<sup>o</sup> C, no inverno (Secretaria da Sa&uacute;de,    1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    do munic&iacute;pio, em 1996 (IBGE/Censo), era de 456.252 habitantes, com densidade    demogr&aacute;fica de cerca de 699 habitantes por km<sup>2</sup>, com ligeiro    predom&iacute;nio da popula&ccedil;&atilde;o feminina (51,5%), e com alta taxa    de urbaniza&ccedil;&atilde;o - 99,53% moram na zona urbana. A taxa geom&eacute;trica    de crescimento anual da popula&ccedil;&atilde;o, na d&eacute;cada de 90, apresentou    queda de 1,17%, tomando-se o per&iacute;odo de 1991 a 1996, quando comparada    com a taxa de 1981 a 1991, que era de 2,90%. Os menores de 15 anos representam    26,34% da popula&ccedil;&atilde;o enquanto que os maiores de 60 anos, 9,35%.<a name="text1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ribeir&atilde;o    Preto &eacute; a principal cidade de sua Regi&atilde;o Administrativa Estadual,    que conta com 25 munic&iacute;pios, distribu&iacute;dos por cerca de 9.348 km<sup>2</sup>    e com uma popula&ccedil;&atilde;o de 964.285 habitantes<sup><a href="#nota">*</a></sup>,    resultando numa densidade demogr&aacute;fica de cerca de 102 habitantes por    km<sup>2</sup>. A taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o &eacute;    ligeiramente menor que Ribeir&atilde;o Preto, com 95,53%, enquanto a taxa geom&eacute;trica    de crescimento apresenta-se maior com 1,49% de 1991 a 1996, embora menor do    que no per&iacute;odo de 1981 a 1991, que era de 2,86% para a regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Estrutura de sa&uacute;de</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na &aacute;rea    da sa&uacute;de, a cidade conta com ampla estrutura, composta de variada rede    ambulatorial, hospitalar e de apoio diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utico,    oferecidas por servi&ccedil;os privados (lucrativos e filantr&oacute;picos)    e p&uacute;blicos (estaduais e municipais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Doze hospitais    comp&otilde;em a estrutura hospitalar do munic&iacute;pio: 1 hospital geral    universit&aacute;rio estadual; 3 hospitais gerais filantr&oacute;picos; 5 hospitais    gerais privados lucrativos; 1 hospital especializado p&uacute;blico estadual    (psiqui&aacute;trico) e 2 hospitais especializados filantr&oacute;picos (obstetr&iacute;cia    e tisiologia), sendo que, destes apenas tr&ecirc;s n&atilde;o s&atilde;o contratados    ou conveniados ao SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A assist&ecirc;ncia    ambulatorial, prestada pela rede municipal, est&aacute; organizada sob a forma    de Distritos de Sa&uacute;de nas cinco regi&otilde;es geogr&aacute;ficas da    cidade: regi&atilde;o norte - Distrito do Simione; regi&atilde;o sul - Distrito    da Vila Virg&iacute;nia; regi&atilde;o oeste - Distrito do Sumarezinho; regi&atilde;o    leste - Distrito do Castelo Branco e regi&atilde;o central - Distrito Central.    Cada Distrito agrupa v&aacute;rias Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS)    - que prestam atendimentos na &aacute;rea de pediatria, cl&iacute;nica m&eacute;dica,    ginecologia, odontologia, enfermagem e imuniza&ccedil;&atilde;o - e com uma    Unidade B&aacute;sica e Distrital de Sa&uacute;de (UBDS) que, al&eacute;m do    atendimento b&aacute;sico, &eacute; tamb&eacute;m refer&ecirc;ncia em algumas    especialidades, bem como servi&ccedil;o de apoio diagn&oacute;stico e pronto    atendimento 24 horas. Atualmente a rede municipal est&aacute; composta por 26    UBSs, 5 UBDSs, 1 ambulat&oacute;rio regional de especialidades, 1 ambulat&oacute;rio    regional de sa&uacute;de mental e 1 n&uacute;cleo de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial.<a name="text2"></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O atendimento    ambulatorial &agrave; tuberculose est&aacute; centralizado em unidades especializadas,    sendo que, at&eacute; 1996, mantinha as estruturas j&aacute; existentes e organizadas    pelo Estado, com um ambulat&oacute;rio no N&uacute;cleo de Gest&atilde;o Assistencial-NGA    59 (&acirc;mbito regional)<sup><a href="#nota">**</a></sup>, um na UBDS Vila    Virg&iacute;nia e um na UBDS Sumarezinho. Em 1997, houve o acr&eacute;scimo    de uma unidade, a UBDS Castelo Branco. Estes servi&ccedil;os executam atividades    de diagn&oacute;stico, tratamento, controle de comunicantes e vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica aos casos. As UBSs participam do Programa apenas com a    busca de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios na demanda espont&acirc;nea    que procura atendimento, com maior &ecirc;nfase a partir de 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os casos de co-infec&ccedil;&atilde;o    tuberculose/HIV passaram a receber tratamento ambulatorial no Hospital das Cl&iacute;nicas    desde o in&iacute;cio de 1996, ganhando incremento em meados do mesmo ano, com    a entrada em funcionamento da Unidade Especial de Terapia de Doen&ccedil;as    Infecciosas (UETDI).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O HCRP foi fundado    em 1956 e conta com duas unidades: uma Unidade de Emerg&ecirc;ncia (U.E.), situada    na regi&atilde;o central da cidade, e outra no Campus da USP, com 667 leitos,    sendo 484 no Campus e 183 na U.E. O hospital se caracteriza por ser uma unidade    terci&aacute;ria, de &acirc;mbito regional, mas que tamb&eacute;m atrai pacientes    de outros estados, perfazendo um total de quase 50.000 atendimentos ambulatoriais    por m&ecirc;s, e cerca de 2.500 interna&ccedil;&otilde;es nas diferentes especialidades    (Hospital das Clinicas, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A vigil&acirc;ncia    e a investiga&ccedil;&atilde;o de casos de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria s&atilde;o desenvolvidas na institui&ccedil;&atilde;o pelo    Departamento de Medicina Social da FMRPUSP h&aacute; v&aacute;rios anos. Inicialmente,    era feito de forma n&atilde;o institucionalizada, mas sim como atividade de    ensino e de pesquisa. A partir de 1979, com a cria&ccedil;&atilde;o do Centro    de Sa&uacute;de Escola da FMRPUSP, as notifica&ccedil;&otilde;es do hospital    passaram a ser feitas nesta institui&ccedil;&atilde;o. Em 1988, foi criado o    Centro de Pesquisa e Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Departamento    de Medicina Social (Pontes, 1988) em vista da necessidade de uma melhor integra&ccedil;&atilde;o    dos trabalhos j&aacute; desenvolvidos, permitindo a amplia&ccedil;&atilde;o    das atividades que necessitavam ser expandidas. Finalmente, em 1992, foi criado    o N&uacute;cleo de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, atrav&eacute;s de    um termo de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica celebrado entre o Hospital    e a SES-SP (Secretaria de Estado da Sa&uacute;de, 1992).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Popula&ccedil;&atilde;o    de estudo</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    de estudo consistiu de todos os casos novos notificados de tuberculose que apresentaram    confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica no Hospital, ou aqueles que, mesmo    sem a confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, iniciaram tratamento, seja    enquanto diagn&oacute;stico presuntivo ou teste terap&ecirc;utico, no per&iacute;odo    compreendido entre 01 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1997. Apesar de    o Hospital das Cl&iacute;nicas ter-se tornado uma unidade notificante em 1992,    optou-se por iniciar o per&iacute;odo de estudo em 1993, quando o fluxo de notifica&ccedil;&otilde;es    estava melhor implantado, proporcionando maior confian&ccedil;a nas informa&ccedil;&otilde;es    obtidas. N&atilde;o foram considerados os casos que j&aacute; tinham diagn&oacute;stico    e/ou tratamento em outros servi&ccedil;os e que procuraram o Hospital por demanda    espont&acirc;nea, ou que foram encaminhados por alguma intercorr&ecirc;ncia.    Os pacientes que apresentaram durante o per&iacute;odo mais de uma notifica&ccedil;&atilde;o,    s&oacute; foram considerados como um caso novo, quando havia um intervalo superior    a 24 meses entre um tratamento e outro, e desde que tenha recebido alta por    cura no tratamento anterior. Caso contr&aacute;rio, considerou-se apenas a primeira    ficha de notifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos dados</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A fonte de dados    para o estudo foi a Ficha de Notifica&ccedil;&atilde;o de Tuberculose padronizada    pelo CVE da SES-SP, e arquivada no N&uacute;cleo de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    do Hospital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conforme rotina    de trabalho do N&uacute;cleo, as notifica&ccedil;&otilde;es provinham das seguintes    fontes de informa&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; casos    atendidos em ambulat&oacute;rios, ou internados nas enfermarias do Hospital;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; listagem    di&aacute;ria de diagn&oacute;sticos dos pacientes internados, fornecida pela    PRODESP;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; listagem    semanal de diagn&oacute;stico de mol&eacute;stias infecto-contagiosas, fornecida    pelo Servi&ccedil;o de Arquivo M&eacute;dico;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; segundas    vias de exames laboratoriais;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; necr&oacute;psias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estas notifica&ccedil;&otilde;es    eram centralizadas pelo Servi&ccedil;o de Enfermagem de Sa&uacute;de P&uacute;blica    do Hospital, sendo que a investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica dos    casos cabia aos m&eacute;dicos do N&uacute;cleo, atrav&eacute;s de revis&atilde;o    de prontu&aacute;rio, ou com o pr&oacute;prio paciente quando de seu atendimento,    seguindo, posteriormente, as informa&ccedil;&otilde;es, o fluxo normatizado    pelo CVE da SES-SP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na coleta de dados,    foi utilizado um formul&aacute;rio individualizado para cada paciente, onde    constavam as seguintes informa&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; identifica&ccedil;&atilde;o:    n&uacute;mero do prontu&aacute;rio, nome, idade, sexo e proced&ecirc;ncia;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; forma    de descoberta do caso;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; forma    cl&iacute;nica;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; exames:    baciloscopia, cultura, raio-X, prova tubercul&iacute;nica e HIV;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; tratamento:    esquema terap&ecirc;utico;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; interna&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; alta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Deve ser enfatizado    que estudos retrospectivos sempre incluem o vi&eacute;s da qualidade dos dados,    uma vez que sempre se trabalha com dados secund&aacute;rios. Destarte, esfor&ccedil;os    foram despendidos no sentido de depurar, da melhor forma poss&iacute;vel, estes    dados, buscando, al&eacute;m das fontes, informa&ccedil;&otilde;es complementares    em prontu&aacute;rios, registros, etc. De qualquer maneira, mesmo que haja poss&iacute;vel    vi&eacute;s, eles mostram as tend&ecirc;ncias dos referidos eventos, que &eacute;    a proposta do presente trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante o per&iacute;odo    de estudo, compreendido entre os anos de 1993 a 1997, foram notificados pelo    Hospital das Cl&iacute;nicas 521 casos novos de tuberculose. Estes apresentaram    uma distribui&ccedil;&atilde;o anual crescente, iniciando em 1993 com 80 notifica&ccedil;&otilde;es    e terminando o ano de 1997 com 126, atingindo um m&aacute;ximo de 145 em 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Proced&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A proced&ecirc;ncia    dos pacientes foi predominantemente de Ribeir&atilde;o Preto, com 350 casos    (67,2%) no per&iacute;odo, ficando os demais munic&iacute;pios da DIR XVIII    com 112 (21.5%) e as outras localidades com 58 (11,1%). Esse predom&iacute;nio    se acentuou no transcorrer dos anos, quando a freq&uuml;&ecirc;ncia relativa    passou de 52,5%, em 1993, para 75,4%, em 1997, em raz&atilde;o do aumento da    incid&ecirc;ncia anual de tuberculose detectada naqueles procedentes de Ribeir&atilde;o    Preto, elevando de 42 para 95 casos anuais. Os demais munic&iacute;pios tiveram,    conseq&uuml;entemente, uma diminui&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o    percentual, j&aacute; que, nestes, o n&uacute;mero de casos por ano manteve-se    praticamente inalterado (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ribeir&atilde;o    Preto se caracteriza como p&oacute;lo regional, atraindo uma demanda de pacientes    de outras localidades que procuram assist&ecirc;ncia na cidade, seja pela sua    qualidade t&eacute;cnica ou pelo aparelhamento tecnol&oacute;gico, que permite    atuar nos casos de maior complexidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentro dessa premissa,    o Hospital das Cl&iacute;nicas desempenha um papel fundamental na organiza&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Sa&uacute;de; assim, a distribui&ccedil;&atilde;o da proced&ecirc;ncia    dos casos de tuberculose, poderia, simplesmente, representar aquela esperada    pela caracter&iacute;stica de refer&ecirc;ncia regional da institui&ccedil;&atilde;o.    Isto seria verdadeiro se observ&aacute;ssemos isoladamente o ano de 1995, quando    a distribui&ccedil;&atilde;o apresentava valores relativamente pr&oacute;ximos    &agrave;quela observada em s&eacute;rie hist&oacute;rica das interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares, ocorridas no per&iacute;odo de 1990 a 1994, quando, em m&eacute;dia,    60,8% eram de Ribeir&atilde;o Preto, enquanto 21,1% vinham da DIR XVIII e 18%    das outras localidades (Secretaria da Sa&uacute;de, 1995). Entretanto, a leitura    da tabela 1, levando em conta a distribui&ccedil;&atilde;o anual, mostra que    os casos provenientes de outros munic&iacute;pios apresentaram uma incid&ecirc;ncia    relativamente mantida, enquanto que o aumento de diagn&oacute;sticos de tuberculose    no Hospital das Cl&iacute;nicas foi decorrente do aumento da incid&ecirc;ncia    daqueles vindos de Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sendo assim, cabe    questionar quais seriam as raz&otilde;es para a eleva&ccedil;&atilde;o apenas    dos casos de Ribeir&atilde;o Preto. Seria por raz&otilde;es meramente demogr&aacute;ficas?    Esta hip&oacute;tese n&atilde;o encontra sustenta&ccedil;&atilde;o, uma vez    que a taxa de crescimento populacional da &aacute;rea da DIR XVIII, no per&iacute;odo    de 1991/96, foi maior do que a de seu munic&iacute;pio sede. Por sua vez, o    c&aacute;lculo do coeficiente de incid&ecirc;ncia por 100.000 habitantes, tomando-se    a popula&ccedil;&atilde;o estimada pelo SEADE, daria a Ribeir&atilde;o Preto    o &iacute;ndice de 9,53 em 1993, e 20,61 em 1997. Para a regi&atilde;o da DIR    variaria de um m&iacute;nimo de 3,86 a um m&aacute;ximo de 4,97, contrariando    uma influ&ecirc;ncia demogr&aacute;fica. Outras hip&oacute;teses que poderiam    ser levantadas, estariam ligadas &agrave;s caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas    dos casos, ou mesmo &agrave;s caracter&iacute;sticas de organiza&ccedil;&atilde;o    da rede assistencial de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sexo e idade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos pacientes de acordo com o g&ecirc;nero e a idade mostrou uma ampla predomin&acirc;ncia    no sexo masculino - 74,7% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). Quanto &agrave; idade,    os casos de tuberculose se concentraram entre os 20 a 49 anos, representando    78,3% do total. No per&iacute;odo, chamou a aten&ccedil;&atilde;o o aumento    no n&uacute;mero de casos na faixa dos 30 a 39 anos, com eleva&ccedil;&atilde;o    de 17, em 1993, para 54 casos anuais, em 1997, enquanto que nas faixas de 20    a 29 e 40 a 49 anos, a varia&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia n&atilde;o    apresentou a mesma magnitude. A faixa et&aacute;ria abaixo dos 15 anos representou    apenas 5,1% dos casos (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados encontrados    n&atilde;o diferem da distribui&ccedil;&atilde;o encontrada nos levantamentos    epidemiol&oacute;gicos em geral. Com rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero,    a raz&atilde;o masculino:feminino apresenta distribui&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima    &agrave; do Estado de S&atilde;o Paulo com rela&ccedil;&atilde;o de 3:1 (Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de, 1998). Este &iacute;ndice pode variar nos diversos    locais. Nos Estados Unidos, em 1990, a raz&atilde;o era de 2:1, valor semelhante    ao encontrado em v&aacute;rios pa&iacute;ses em desenvolvimento, enquanto na    Z&acirc;mbia ela variava de 0,7:1 a 1,7:1. N&atilde;o h&aacute; clareza, ainda,    sobre as raz&otilde;es do predom&iacute;nio masculino, podendo tanto serem imputadas    a fatores biol&oacute;gicos como a subnotifica&ccedil;&otilde;es no sexo feminino,    ou a ambas (Connolly e Nunn, 1996). Estudos feitos no Nepal, comparando os casos    descobertos por busca ativa com aqueles por demanda passiva, apresentaram raz&atilde;o    masculino:feminino de 1,2:1 nos casos de busca ativa, enquanto na passiva a    rela&ccedil;&atilde;o foi de 2,6:1 (Cassels e cols, 1982).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; faixa et&aacute;ria, a distribui&ccedil;&atilde;o segue o predom&iacute;nio    entre 15 e 49 anos encontrado nos v&aacute;rios trabalhos. No Estado de S&atilde;o    Paulo, os menores de 20 anos representam cerca de 10% dos casos, propor&ccedil;&atilde;o    essa que vem decrescendo nos &uacute;ltimos anos. Dados brasileiros da d&eacute;cada    de 80 mostram queda nos coeficientes de incid&ecirc;ncia de tuberculose na forma    pulmonar entre os menores de 15 anos (Brasil, 1993). Nesta faixa et&aacute;ria,    onde o diagn&oacute;stico de tuberculose &eacute; mais dif&iacute;cil, justificar-se-ia    concentrar um maior n&uacute;mero de casos no Hospital das Cl&iacute;nicas,    pela sua condi&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia. No entanto, n&atilde;o    se observam grandes oscila&ccedil;&otilde;es no transcorrer dos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cl&iacute;nica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Forma Cl&iacute;nica</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na distribui&ccedil;&atilde;o    percentual dos casos de acordo com a forma cl&iacute;nica, a pulmonar representa    65,1%; a disseminada, 21,3% e demais formas extrapulmonares cerca de 13,7%,    n&atilde;o havendo relevantes varia&ccedil;&otilde;es na distribui&ccedil;&atilde;o    percentual dos casos por ano (<a href="#tab4">tabela 4</a>). A distribui&ccedil;&atilde;o    anual de freq&uuml;&ecirc;ncia apresentou as formas pulmonares e as disseminadas    com ligeira tend&ecirc;ncia de crescimento.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando-se as    informa&ccedil;&otilde;es do Estado de S&atilde;o Paulo com as do Brasil, onde    a forma pulmonar representa cerca de 80 a 85% do total, os casos do Hospital    das Cl&iacute;nicas representam menor &iacute;ndice (65,1%). No entanto, esta    diferen&ccedil;a pode ser creditada &agrave; forma utilizada na classifica&ccedil;&atilde;o    dos casos em nosso estudo. A forma disseminada - com significado de acometimento    de mais de um &oacute;rg&atilde;o pela doen&ccedil;a &#8211; foi introduzida    como uma maneira de ter mais uma forma cl&iacute;nica classificada dentro dos    casos considerados de maior complexidade, como as extrapulmonares, que necessitam    de maiores recursos diagn&oacute;sticos. Desta forma, entre os disseminados    poderiam estar inclu&iacute;dos os casos pulmonares. Sendo assim, a forma disseminada    e a extrapulmonar representariam 34,9% dos casos, cuja complexidade justificaria    a assist&ecirc;ncia em um hospital terci&aacute;rio. Entretanto a maioria dos    casos ainda seria pulmonar, o que, em tese, n&atilde;o traria dificuldade de    diagn&oacute;stico para uma unidade de menor complexidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao analisarmos    a distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia anual, todas as formas    apresentaram tend&ecirc;ncia a crescimento, n&atilde;o havendo, aparentemente,    nenhum predom&iacute;nio de qualquer uma delas que justificasse uma maior demanda    ao Hospital das Cl&iacute;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Baciloscopia de    Escarro</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na an&aacute;lise    da forma pulmonar, objetivando verificar a confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica    atrav&eacute;s da baciloscopia de escarro, m&eacute;todo simples e de f&aacute;cil    realiza&ccedil;&atilde;o, encontrarm-se 58,7% dos casos com baciloscopia positiva,    enquanto 25,1% apresentaram baciloscopia negativa e 13,9% n&atilde;o realizada    (<a href="#tab5">Tabela 5</a>). Esses casos pulmonares bacil&iacute;feros apresentaram    &iacute;ndices percentuais pouco acima dos encontrados no Estado de S&atilde;o    Paulo, no per&iacute;odo de 1993 a 1996 (Secretaria de Estado da Sa&uacute;de,    1998), e pr&oacute;ximos &agrave; varia&ccedil;&atilde;o do Brasil no per&iacute;odo    de 1981 a 1990 que foi de 59,3% a 52,2% (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    1993).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por sua vez, o    percentual encontrado de baciloscopia n&atilde;o realizada (13,9%) foi menor    do que a apresentada pelo Estado, com varia&ccedil;&atilde;o entre 18 a 23%,    demonstrando uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o do exame no diagn&oacute;stico    da tuberculose pulmonar no hospital terci&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na distribui&ccedil;&atilde;o    anual de freq&uuml;&ecirc;ncia, o resultado da baciloscopia acompanhou o aumento    do n&uacute;mero de casos da forma pulmonar. Portanto, atrav&eacute;s da baciloscopia    de escarro, pode-se inferir que na forma pulmonar n&atilde;o se notam caracter&iacute;sticas    espec&iacute;ficas que os diferencie dos casos gerais na comunidade, e que justifique    a procura por uma unidade de maior complexidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Co-Infec&ccedil;&atilde;o    com o HIV</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na avalia&ccedil;&atilde;o    da co-infec&ccedil;&atilde;o tuberculose e HIV, a sorologia foi positiva para    o v&iacute;rus em 50,7% dos casos, negativa em 17,5%, n&atilde;o tendo sido    realizado exame em 29,8%. Ao se observar a distribui&ccedil;&atilde;o anual    de freq&uuml;&ecirc;ncia dos casos, fica evidente o aumento gradativo dos positivos    que passaram de 29, em 1993, para 74, em 1997, determinando o aumento no total    anual, uma vez que aqueles com exame n&atilde;o realizado e negativo, n&atilde;o    sofreram varia&ccedil;&otilde;es representativas na freq&uuml;&ecirc;ncia no    mesmo per&iacute;odo (<a href="#tab6">tabela 6</a>).</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O atual est&aacute;gio    de dissemina&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e a AIDS tem    propiciado o aumento dos casos de tuberculose em v&aacute;rias partes do mundo.    A queda da imunidade provocada pelo v&iacute;rus pode levar ao adoecimento por    tuberculose nas pessoas duplamente infectadas, seja pela reativa&ccedil;&atilde;o    de um foco end&oacute;geno latente, ou pela progress&atilde;o de um foco originado    por re-infec&ccedil;&atilde;o recente. Alguns dados sugerem que de 5 a 10% das    pessoas co-infectadas pelo HIV e pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> desenvolver&atilde;o    a tuberculose por ano, ao contr&aacute;rio daquelas infectadas apenas com o    <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, onde o risco seria menor que 0,2% (Selwyn    e cols, 1989; Narain, Raviglione e Kochi, 1992). A partir destes dados, Dolin,    Raviglione e Kochi (1994) estimaram que cerca de 95% dos casos de tuberculose    entre os infectados pelo HIV s&atilde;o atribu&iacute;veis &agrave; infec&ccedil;&atilde;o    pelo v&iacute;rus (risco atribu&iacute;vel = 95%), enquanto que os 5% restantes    desenvolveriam a tuberculose a despeito do HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, Ruffino-Netto    (1995) prop&ocirc;s exerc&iacute;cio de estima&ccedil;&atilde;o do risco atribu&iacute;vel    por cento da ocorr&ecirc;ncia de casos de tuberculose na vig&ecirc;ncia da co-infec&ccedil;&atilde;o    HIV/AIDS. Foi estimado que o excesso de casos de tuberculose devido &agrave;    infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, em dada situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    do pa&iacute;s, seria, na &eacute;poca, de 17,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Alguns fatores    podem trazer maior risco para o desenvolvimento de tuberculose em indiv&iacute;duos    infectados pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i>. A AIDS acarreta um risco 170 vezes    maior em rela&ccedil;&atilde;o a um indiv&iacute;duo sem risco estabelecido;    a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, 113 vezes maior; outras condi&ccedil;&otilde;es    de imunocomprometimento, 4 a 16 vezes maior; infec&ccedil;&atilde;o recente    pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> (menor que 2 anos), 15 vezes maior; a idade    na ocasi&atilde;o do contato (menor de 5 e maiores de 60 anos), 2 a 5 vezes    maior (Sepkowitz e cols, 1995). Por sua vez, a influ&ecirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o    entre os dois agentes infecciosos pode se dar: a) no sentido da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV sobre o <i>M. tuberculosis</i>, ocasionando:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; maiores    taxas de reativa&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a (7-10%/ano <i>vs</i> 5-8%/ao    longo da vida);</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; maiores    taxas de doen&ccedil;a aguda (37%/6 meses vs 5%/2 anos);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; maiores    taxas de anergia cut&acirc;nea; maiores taxas de tuberculose extrapulmonar;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; m&aacute;    absor&ccedil;&atilde;o das medica&ccedil;&otilde;es anti tuberculose;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> b) como no sentido    inverso, onde a infec&ccedil;&atilde;o tuberculosa influencia o curso da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV, j&aacute; que a ativa&ccedil;&atilde;o do macr&oacute;fago pelo <i>M.    tuberculosis</i> poderia aumentar a express&atilde;o dos macr&oacute;fagos que abrigam    o HIV; e tamb&eacute;m pela r&aacute;pida progress&atilde;o para AIDS se a infec&ccedil;&atilde;o    latente n&atilde;o for tratada (Sepkowitz e cols, 1995). Whalen e cols (1995),    encontraram maior taxa de incid&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas    em pacientes de AIDS com tuberculose ativa, acompanhado de maior risco ao &oacute;bito,    do que naqueles sem a doen&ccedil;a concomitante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O impacto da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV na tuberculose se acentua nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, j&aacute;    que a co-infec&ccedil;&atilde;o acontece na mesma faixa et&aacute;ria (15 a    49 anos). Em 1994, estimava-se haver 5,6 milh&otilde;es de pessoas co-infectadas,    das quais 3,8 milh&otilde;es na regi&atilde;o Sub-Saariana da &Aacute;frica,    1,15 milh&otilde;es no Sudeste Asi&aacute;tico e cerca de 450 mil na Am&eacute;rica    Latina e Caribe. A soropreval&ecirc;ncia de HIV alcan&ccedil;a valores acima    de 40% entre pacientes com tuberculose em v&aacute;rios pa&iacute;ses africanos,    e preval&ecirc;ncias menores em outras regi&otilde;es (Raviglione, Snider e    Kochi, 1995).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No in&iacute;cio    da d&eacute;cada de 90, calculava-se em pouco mais de 300 mil (4%) os novos    casos de tuberculose atribu&iacute;veis &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo    HIV no mundo, enquanto que, para o ano 2000, estimavase em 1,4 milh&otilde;es    (14%). Se, por um lado, no in&iacute;cio da d&eacute;cada, a regi&atilde;o Sub-Saariana    da &Aacute;frica respondia por perto de 60% dos casos, no in&iacute;cio da pr&oacute;xima,    o Sudeste da &Aacute;sia e a regi&atilde;o africana contar&atilde;o, cada uma,    com 40% dos casos atribu&iacute;veis (Dolin, Raviglioni e Kochi, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos pa&iacute;ses    desenvolvidos, como os da Europa Ocidental, a pandemia de HIV n&atilde;o trouxe    relevante impacto na situa&ccedil;&atilde;o da tuberculose, pela baixa taxa    de infec&ccedil;&atilde;o pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> na faixa et&aacute;ria    dos 15 a 49 anos, acometendo, em geral, os imigrantes. Em Paris, a soropositividade    ao HIV nos pacientes de tuberculose era bem maior (12 a 18%) do que no resto    da Fran&ccedil;a (1%), sendo que 40% dos casos HIV infectados ocorreram nos    estrangeiros, em 1988 (Raviglione e cols, 1993).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portanto, parece    evidente que o aumento nas notifica&ccedil;&otilde;es anuais de tuberculose    no Hospital das Cl&iacute;nicas guarda uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima    com o aumento dos casos HIV infectados, devendo ser ressaltado o elevado percentual    de soropreval&ecirc;ncia positiva, indicando, possivelmente, o direcionamento    dos pacientes para a Institui&ccedil;&atilde;o. Isso pode ser refor&ccedil;ado,    ao se observar a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos predominando na faixa    et&aacute;ria dos 15 a 49 anos, mesmo grupo onde predomina a AIDS no Brasil,    e tamb&eacute;m no aumento anual de notifica&ccedil;&otilde;es de AIDS em Ribeir&atilde;o    Preto, que passou de 253 casos, em 1993, para 332, em 1996, havendo um queda,    em 1997, para 291 casos notificados (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1998).    Al&eacute;m dos aspectos epidemiol&oacute;gicos, deve ser ressaltado, do ponto    de vista organizacional, que a partir de 1996, o Hospital das Cl&iacute;nicas    passou a se responsabilizar n&atilde;o apenas pelo diagn&oacute;stico, como    tamb&eacute;m pelo tratamento e acompanhamento dos pacientes com tuberculose    e portadores de HIV/AIDS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Interna&ccedil;&atilde;o</u></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos casos notificados    de tuberculose, 81% demandaram interna&ccedil;&atilde;o, tanto para o diagn&oacute;stico    quanto para o in&iacute;cio do tratamento, enquanto 18,2% n&atilde;o necessitaram    da interna&ccedil;&atilde;o. Os anos de 1996 e 1997 apresentaram ligeira queda    na distribui&ccedil;&atilde;o percentual, embora o pouco tempo n&atilde;o possibilite    interpretar como sinal de tend&ecirc;ncia de queda (<a href="#tab7">tabela 7</a>).    Esse elevado n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es chama a aten&ccedil;&atilde;o    pelo grande volume de recursos despendido no diagn&oacute;stico hospitalar de    tuberculose, uma vez que, desde o advento da quimioterapia moderna, a &ecirc;nfase    tem sido dada ao tratamento ambulatorial, de menor custo e com bons resultados.</font></p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, at&eacute;    1975, 80% dos recursos do Programa de Controle da Tuberculose eram gastos com    interna&ccedil;&otilde;es em sanat&oacute;rios e hospitais. Desde ent&atilde;o,    implantou-se uma pol&iacute;tica de desativa&ccedil;&atilde;o de leitos hospitalares,    tendo sido eliminados 78,3% deles at&eacute; 1981. Os &iacute;ndices de interna&ccedil;&otilde;es    foram reduzidos de 21,7%, em 1981, para 12,4%, em 1987, (Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de, 1993). Nos anos 90, conforme dados dispon&iacute;veis do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de/DATASUS (Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares -    SIH), houve aumento das interna&ccedil;&otilde;es por tuberculose no pa&iacute;s,    elevando de 15.665, em 1993, para cerca de 18.289, em 1997. No Estado de S&atilde;o    Paulo, as interna&ccedil;&otilde;es aumentaram de 3.771, em 1993, para 5.043,    em 1997. O valor gasto pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de com as interna&ccedil;&otilde;es    de 1997 no pa&iacute;s, girou em torno de R$10,4 milh&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos Estados Unidos,    a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e a tuberculose t&ecirc;m apresentado um importante    efeito sobre a hospitaliza&ccedil;&atilde;o e sobre os custos de assist&ecirc;ncia    para o adulto jovem. Estudo de hospitaliza&ccedil;&otilde;es ocorridas no per&iacute;odo    de 1985 a 1990 mostraram que</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; as hospitaliza&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV aumentaram seis vezes    (de 18 para 102 por 100.000 pessoas), enquanto para tuberculose aumentaram em    duas vezes (de 8 para 16 por 100.000);</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; a preval&ecirc;ncia    de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV entre os pacientes com tuberculose aumentou    de 11%, em 1985-88, para 39%, em 1990;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o custo    de interna&ccedil;&atilde;o para tratamento de problemas conseq&uuml;entes &agrave;    infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e da tuberculose aumentou 7,7 e 3,2 vezes respectivamente;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o aumento    na estada dos pacientes estava associado com a concomit&acirc;ncia da tuberculose    e HIV. O custo estimado das interna&ccedil;&otilde;es com HIV totalizaram 5,7    a 7,4 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, enquanto para a tuberculose 0,89 a 1,07    bilh&otilde;es, no per&iacute;odo (Rosenblum e cols, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Takeda (1996),    em estudo realizado no Hospital das Cl&iacute;nicas, considerando as interna&ccedil;&otilde;es    de tuberculose no per&iacute;odo de 1989 a 1995, encontrou um tempo de interna&ccedil;&atilde;o    variando de 1 a 146 dias. Na maior parte dos casos, o tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    foi de at&eacute; 10 dias (69,1%); 14,5% ficaram de 11 a 20 dias e 7,6% de 21    a 30 dias. Do total de interna&ccedil;&otilde;es, 24,4% necessitaram de apenas    1 dia, e cerca de 28% ocorreram em unidades de isolamento. Pouco menos de 50%    dos casos foram internados nas enfermarias da Unidade de Emerg&ecirc;ncia que,    por suas caracter&iacute;sticas, aumentariam o risco da dissemina&ccedil;&atilde;o    do bacilo da tuberculose, acarretando mais um agravante na realiza&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico da tuberculose no n&iacute;vel hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro risco envolvido    nas interna&ccedil;&otilde;es hospitalares diz respeito aos profissionais de    sa&uacute;de dessas institui&ccedil;&otilde;es. Dados norte-americanos mostraram    uma convers&atilde;o do teste tubercul&iacute;nico variando de 20 a 50% em empregados    de estabelecimentos hospitalares, sendo que, em 1993, 3,2% dos casos de tuberculose    acometeram os profissionais de sa&uacute;de (Sepkowitz, 1995), al&eacute;m da    dissemina&ccedil;&atilde;o dos casos de multidroga resist&ecirc;ncia nesses    profissionais (Ellner e cols, 1993). Em Ribeir&atilde;o Preto foi encontrado    coeficiente de 91,24/100.000, tomando-se apenas a enfermagem do Hospital das    Cl&iacute;nicas, em 1995 (Takeda, 1996). Apesar da conhecida influ&ecirc;ncia    exercida pelo HIV sobre os casos de tuberculose, contribuindo nas interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares, alguns trabalhos t&ecirc;m sugerido que os HIV infectados com    tuberculose seriam menos infecciosos que aqueles com HIV negativo (Elliott e    cols, 1993; Klausner e cols; 1993; Cauthen e cols, 1996).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Evidentemente,    a associa&ccedil;&atilde;o dos casos de tuberculose &agrave; infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV e &agrave; AIDS pode estar contribuindo com as interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares, j&aacute; que os co-infectados apresentam um percentual elevado,    e podem necessitar de um maior aporte de interna&ccedil;&atilde;o, como visto    anteriormente. Nesse trabalho n&atilde;o se p&ocirc;de determinar as raz&otilde;es    para t&atilde;o alta indica&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o dos    casos. Entretanto, levando-se em conta as informa&ccedil;&otilde;es de Takeda    (1996), de que boa parte das interna&ccedil;&otilde;es se dava na Unidade de    Emerg&ecirc;ncia, pode-se inferir que os casos estejam se dirigindo diretamente    para o hospital em fun&ccedil;&atilde;o da gravidade do estado geral ou, mais    provavelmente, devido a essa Unidade estar absorvendo uma demanda de &quot;pronto    atendimento&quot;, com diagn&oacute;stico relativamente r&aacute;pido, o que    justificaria o percentual relativamente alto de interna&ccedil;&otilde;es curtas,    at&eacute; 10 dias, com &ecirc;nfase naquelas de apenas 1 dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Proced&ecirc;ncia    x HIV</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando cruzados    os dados de proced&ecirc;ncia com o HIV, observa-se que o aumento anual dos    casos de tuberculose com sorologia positiva, nos pacientes de Ribeir&atilde;o    Preto, foi o principal respons&aacute;vel pela eleva&ccedil;&atilde;o total    das notifica&ccedil;&otilde;es no Hospital das Cl&iacute;nicas, quando a co-infec&ccedil;&atilde;o    estava presente, atingindo 199 casos ao final do per&iacute;odo, o que representa    75,4% do total. Os demais munic&iacute;pios tiveram menor representa&ccedil;&atilde;o    percentual, com 24,7%, havendo uma ligeira tend&ecirc;ncia de crescimento nos    casos HIV positivos provenientes dos munic&iacute;pios da DIR XVIII (<a href="#tab8">Tabela    8</a>). Estas informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em conformidade com a distribui&ccedil;&atilde;o    de casos de HIV/AIDS na regi&atilde;o da DIR XVIII, onde Ribeir&atilde;o Preto    concentra a maioria dos casos, exercendo, da&iacute;, uma maior influ&ecirc;ncia    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tuberculose.</font></p>     <p><a name="tab8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise    dos casos com sorologia negativa e aquelas n&atilde;o realizadas, revela um    maior equil&iacute;brio na distribui&ccedil;&atilde;o percentual entre os procedentes    de Ribeir&atilde;o Preto e dos outros munic&iacute;pios, com 58,9% dos casos    para o primeiro e 40,7% para os demais. No entanto, apesar da freq&uuml;&ecirc;ncia    total de notifica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apresentar uma relevante varia&ccedil;&atilde;o    anual, isto foi ocasionado pela diminui&ccedil;&atilde;o dos casos dos outros    munic&iacute;pios, j&aacute; que os de Ribeir&atilde;o Preto mantiveram uma    tend&ecirc;ncia de aumento, com conseq&uuml;ente eleva&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o    percentual por ano, chegando a 72%, em 1997, visto que, em 1993, e r a d e 46%    (<a href="#tab9">Tabela 9</a>).</font></p>     <p><a name="tab9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t9.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, n&atilde;o    se pode imputar apenas ao HIV/AIDS a alta demanda de pacientes de Ribeir&atilde;o    Preto &agrave; refer&ecirc;ncia terci&aacute;ria j&aacute; que, nos casos sem    a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, o munic&iacute;pio mant&eacute;m um aumento    na demanda, ao contr&aacute;rio dos outros munic&iacute;pios, talvez em raz&atilde;o    de sua organiza&ccedil;&atilde;o. Isto vem de encontro &agrave; hip&oacute;tese    de que esses munic&iacute;pios estariam estruturando o sistema de sa&uacute;de    de forma a adequar o atendimento dos seus casos de tuberculose, diminuindo a    utiliza&ccedil;&atilde;o de uma Unidade de maior complexidade, ao contr&aacute;rio    do que parece indicar para Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Proced&ecirc;ncia    X Forma Cl&iacute;nica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No relacionamento    entre proced&ecirc;ncia e complexidade das formas cl&iacute;nicas da tuberculose,    encontrou-se para a pulmonar - forma que demandaria menor dificuldade de diagn&oacute;stico    - predom&iacute;nio percentual de casos vindos de Ribeir&atilde;o Preto (72%),    enquanto os dos munic&iacute;pios da DIR XVIII representaram 20,1% e os dos    outros apenas 7,7%. Este predom&iacute;nio evidenciou-se ao longo do tempo,    com um acentuado crescimento na freq&uuml;&ecirc;ncia anual dos casos, ao mesmo    tempo em que os outros munic&iacute;pios tinham uma ligeira tend&ecirc;ncia    de queda (<a href="#tab10">Tabela 10</a>).</font></p>     <p><a name="tab10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t10.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a forma disseminada    houve a perman&ecirc;ncia do predom&iacute;nio dos casos de Ribeir&atilde;o    Preto (64%), ficando os demais munic&iacute;pios com 18% cada, sendo que, na    distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia anual, os de Ribeir&atilde;o    Preto mantiveram a tend&ecirc;ncia crescente, enquanto os outros encontravam-se    relativamente est&aacute;veis (<a href="#tab11">Tabela 11</a>).</font></p>     <p><a name="tab11"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t11.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao contr&aacute;rio    das anteriores, na forma extrapulmonar h&aacute; maior equil&iacute;brio na    distribui&ccedil;&atilde;o percentual por proced&ecirc;ncia, j&aacute; que os    de Ribeir&atilde;o Preto perfizeram 49,3% dos casos e os da DIR XVIII e outros    munic&iacute;pios ficaram com 33,8% e 16,9% respectivamente, permanecendo um    padr&atilde;o semelhante as da forma disseminada de distribui&ccedil;&atilde;o    anual de freq&uuml;&ecirc;ncia (<a href="#tab12">Tabela 12</a>).</font></p>     <p><a name="tab12"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t12.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desta maneira,    as informa&ccedil;&otilde;es obtidas demonstram que, nas formas cl&iacute;nicas    de maior complexidade, houve participa&ccedil;&atilde;o percentual mais acentuada    dos outros munic&iacute;pios do que na pulmonar, sugerindo a necessidade de    recorrer a uma refer&ecirc;ncia melhor aparelhada para o diagn&oacute;stico,    dentro da estrat&eacute;gia de regionaliza&ccedil;&atilde;o e hierarquiza&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia. Por outro lado, a distribui&ccedil;&atilde;o da forma    pulmonar vem refor&ccedil;ar as distor&ccedil;&otilde;es j&aacute; levantadas    para Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Forma Cl&iacute;nica    x HIV</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao se relacionar    a complexidade das formas cl&iacute;nicas da tuberculose com o resultado da    sorologia para o HIV, obtiveram-se 160 casos (60,6%) com a forma pulmonar naqueles    com HIV positivo, seguida de 72 (27,3%) na forma disseminada e 32 (12,1%) extrapulmonar,    tendo as tr&ecirc;s formas cl&iacute;nicas uma tend&ecirc;ncia de crescimento    ao longo dos anos (<a href="#tab13">Tabela 13</a>).</font></p>     <p><a name="tab13"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t13.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se analisar    os casos de HIV negativo e n&atilde;o realizado, foram encontrados 69,1% dos    casos na forma pulmonar, enquanto as demais formas tiveram uma distribui&ccedil;&atilde;o    percentual semelhante, ficando perto de 15%. Na distribui&ccedil;&atilde;o anual    dos casos n&atilde;o se observaram varia&ccedil;&otilde;es expressivas (<a href="#tab14">Tabela    14</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab14"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a04t14.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como discutido    anteriormente, a forma cl&iacute;nica predominante na tuberculose &eacute; a    pulmonar. Sua representa&ccedil;&atilde;o percentual pode variar influenciada    pela co-infec&ccedil;&atilde;o com o HIV, de tal maneira que, quanto mais precoce    o aparecimento da tuberculose, na vig&ecirc;ncia da co-infec&ccedil;&atilde;o,    maiores s&atilde;o as chances de encontrarem as formas usuais da doen&ccedil;a.    Por outro lado, o aparecimento mais tardio tenderia a apresentar formas at&iacute;picas    (Hopewell, 1992). Assim, as manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da tuberculose    podem variar consideravelmente nos HIV infectados, dependendo da gravidade da    imunossupress&atilde;o (Louie; Rice; Holzman, 1986; Sunderam e cols, 1986; Chaisson    e cols, 1987; Theur e cols, 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pacientes com    n&iacute;veis mais elevados de CD4 apresentariam as formas cl&aacute;ssicas    da doen&ccedil;a, enquanto aqueles com menor contagem de CD4 apresentariam,    com maior probabilidade, quadros at&iacute;picos (Jones e cols, 1993). Nas formas    avan&ccedil;adas da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, encontra-se aumento das    formas disseminadas e extrapulmonares (Slutsker e cols, 1993), enquanto na fase    inicial tem-se os casos pulmonares cl&aacute;ssicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em Miami, estudo    sobre a distribui&ccedil;&atilde;o das formas cl&iacute;nicas de tuberculose    (Cauthen e cols, 1996) apresentou os seguintes resultados:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; pacientes    com AIDS: 56% forma pulmonar, 21% extrapulmonar e 23% com ambas;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; HIV positivos:    77% pulmonares, 7% extrapulmonar e 16% ambas;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; HIV negativos:    88% pulmonar, 5% extrapulmonar e 7% ambos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora possa haver    varia&ccedil;&atilde;o na apresenta&ccedil;&atilde;o das manifesta&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas, tem sido encontrada maior preval&ecirc;ncia de HIV positivos    nos pacientes que apresentam a forma extrapulmonar (31%) do que nos casos pulmonares    (18%) (Rosenblum e cols, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, Toledo    (1997), em n&iacute;vel ambulatorial, n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as    significativas nas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas da tuberculose entre    os infectados e n&atilde;o infectados, onde as formas cavit&aacute;rias representaram    50,6% nos HIV positivos e 68,9% nos HIV negativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portanto, no Hospital    das Cl&iacute;nicas, pelas suas caracter&iacute;sticas de refer&ecirc;ncia terci&aacute;ria,    e com uma Unidade espec&iacute;fica de tratamento para HIV/AIDS, deve haver    um grande n&uacute;mero de pacientes nos diferentes est&aacute;gios de evolu&ccedil;&atilde;o    da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, principalmente em situa&ccedil;&otilde;es    avan&ccedil;adas de imunodefici&ecirc;ncia, justificando o aumento anual de    casos de tuberculose nos HIV positivos, e o percentual encontrado da forma disseminada.    No entanto, se somados os percentuais dos disseminados e extrapulmonares, encontra-se    alta freq&uuml;&ecirc;ncia relativa tanto nos HIV positivos quanto nos negativos.    Ent&atilde;o, embora nos HIV positivos tenha sido encontrado um maior percentual    de disseminados, nos negativos eles se apresentaram tamb&eacute;m com &iacute;ndices    elevados, fazendo com que, na soma das formas consideradas de maior complexidade,    os &iacute;ndices fossem relativamente pr&oacute;ximos. Sendo assim, pode-se    supor que haja outras situa&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am o aparecimento    destas formas mais complexas, que n&atilde;o simplesmente pelo fluxo referenciado    pela organiza&ccedil;&atilde;o do sistema, como determinado por outros fatores    de origem biol&oacute;gica ou social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir da an&aacute;lise    dos dados levantados pode-se concluir o seguinte:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Houve    um aumento anual de notifica&ccedil;&otilde;es de tuberculose no Hospital das    Cl&iacute;nicas, decorrente da eleva&ccedil;&atilde;o dos casos provenientes    de Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Os casos    de tuberculose se concentraram na faixa et&aacute;ria dos 15 a 49 anos e no    sexo masculino. A forma cl&iacute;nica predominante foi a pulmonar, apresentando    baciloscopia de escarro positiva em 58,7%, o que indicaria que o fluxo de casos    &agrave; refer&ecirc;ncia terci&aacute;ria n&atilde;o estaria relacionado &agrave;    complexidade dos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Os outros    munic&iacute;pios apresentaram sinais indiretos de adequada organiza&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia, j&aacute; que a demanda de tuberculose ao Hospital das    Cl&iacute;nicas parece respeitar o n&iacute;vel hier&aacute;rquico da aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de, com o atendimento aos casos de maior complexidade dessas    localidades.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; A evolu&ccedil;&atilde;o    das notifica&ccedil;&otilde;es no Hospital das Cl&iacute;nicas apresentou estreita    rela&ccedil;&atilde;o com o aumento de casos associado ao HIV.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; A alta    soropreval&ecirc;ncia de HIV no per&iacute;odo estaria ocorrendo em fun&ccedil;&atilde;o    de o Hospital das Cl&iacute;nicas contar com uma unidade espec&iacute;fica de    tratamento para HIV/AIDS, favorecendo a concentra&ccedil;&atilde;o de casos    co-infectados na institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; A associa&ccedil;&atilde;o    com o HIV contribuiria para o aparecimento de formas de maior complexidade,    com &ecirc;nfase na forma disseminada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Cassels A,    Heineman E, LeClero S, Gurung P K, Rahut B. Tuberculosis case-finding in eastern    Nepal. 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Revista comemorativa dos 40 anos. Ribeir&atilde;o    Preto: junho/1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Klausner JD,    Ryder RW, Baende E, Lelo U, Wolliame JC, Ngamboli K, Perriens JH, Kaboto M.    Prignot J. Mycobacterium tuberculosis in household contacts of human immunodeficiency    virus type I - seropositive patients with active pulmonary tuberculosis in Kinshasa.    Zaire. J Infect Dis 1993;168: 106-11.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Louie E, Rice    LB, Holzman RS. Tuberculosis in non-Haitian patients with acquired immunodeficiency    syndrome. Chest 1986; 90: 542-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST/AIDS. Bol Epidemiol    AIDS mar/maio, 1998; (2).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria.    Reuni&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o operacional e epidemiol&oacute;gica    do programa de controle da tuberculose. Bol Pneumo Sanit 1993; (n. especial)    : 9-90.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Plano nacional    de controle da tuberculose. Bras&iacute;lia: 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Murray CJL,    DeJonche E, Chum HJ, Nyangulu DS, Salomao A, Styblo K. Cost effetiveness of    chemotherapy for pulmonary tuberculosis in three sub- Saharan African countries.    Lancet 1991; 338: 1305-08.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Murray CJL,    Styblo K, Rouillon A . 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Geneve: World Health Organization;    1995 (mimeografado).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 38. Global Tuberculosis    Programme. WHO Report on the Tuberculosis Epidemic, Geneve: World Health Organization;    1996 (mimeografado).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 39. Ninth report    of the WHO expert committe on tuberculosis. Geneve: World Health Organizatio;    1974.(Tech Rep Series, n. 552).</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota"></a><a href="#text1">*</a>Fonte:    Funda&ccedil;&atilde;o SEADE. Estimativa de popula&ccedil;&atilde;o em 1996.    www.seade.gov.br    <br>   <a href="#text2">**</a>Unidade estadual municipalizada em 1995.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em 16/05/2001.    Aprovado em 29/06/2001.</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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