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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cliente com tuberculose multirresistente internado em hospital geral-intensificando as ações de enfermagem]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This exploratory - descriptive study aimed to describe the socio-neconomic profile of the multiresistent pulmonary tuberculosis patients hospitalized at a Municipal Hospital in Rio de Janeiro. Main objectives were to evaluate what multiresistent pulmonary tuberculosis patient knows about his own disease and its ways of transmission; if the patient follows the directions fixed by the commission of Hospital infection control, and, in case they do not, to know the reasons why. The study took place between april, 2002 and january, 2003 and it was developed by means of qualitativy approach. The data analysed by thematic subject matter made possible to the conclude that the patients do not have a reasonable knowledge about their disease, transmission mechanisms and prevention. The authors conclude that, in order to prevent multiresistent pulmonary tuberculosis.it is necessary to make tuberculosis patients to understand about their disease and its transmission.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose multirresistente]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b><font size="4" face="Verdana">Cliente com tuberculose multirresistente internado    em hospital geral-intensificando as a&ccedil;&otilde;es de enfermagem</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fausto Gueiros Cavalcanti de Menezes Guerra<sup>I</sup>;    Fabiana Barbosa Assump&ccedil;&atilde;o de Souza<sup>II</sup>; Florence Romijn    Tocantins<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Enfermeiro, Bacharel em Enfermagem,    EEAP-UNIRIO    <br>   <sup>II</sup>Mestre em Enfermagem, Professor Assistente, EEAP-UNIRIO    <br>   <sup>III</sup>Enfermeira, Doutor em Enfermagem. Professora Titular, EEAP-UNIRIO</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Investiga&ccedil;&atilde;o tendo como tem&aacute;tica    central a enfermagem e clientes com tuberculose multirresistente. Tem por objetivos:descrever    o perfil s&oacute;cio-econ&ocirc;mico de clientes com tuberculose multirresistente    internados em um Hospital Municipal do Rio de Janeiro; investigar o conhecimento    do cliente sobre a tuberculose multirresistente e suas formas de transmiss&atilde;o;    e, verificar se o cliente segue as normas estabelecidas pela Comiss&atilde;o    de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o Hospitalar e, nos casos negativos, investigar    as raz&otilde;es do n&atilde;o cumprimento. O estudo, do tipo descritivo-explorat&oacute;rio,    realizado no per&iacute;odo de abril de 2002 a janeiro de 2003, foi desenvolvido    mediante abordagem qualitativa. Os dados analisados por conte&uacute;do tem&aacute;tico,    permitiram identificar que os clientes n&atilde;o possuem um conhecimento adequado    sobre sua doen&ccedil;a, transmiss&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o. Pode-se    afirmar que existe a necessidade de um maior envolvimento da equipe de enfermagem.    </font><font size="2" face="Verdana">Este envolvimento diz respeito principalmente    &agrave; necessidade de uma maior orienta&ccedil;&atilde;o desses clientes sobre    sua doen&ccedil;a e transmiss&atilde;o, para que seja proporcionado uma preven&ccedil;&atilde;o    satisfat&oacute;ria da tuberculose multirresistente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: tuberculose multirresistente,    enfermagem e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This exploratory - descriptive study aimed to    describe the socio-neconomic profile of the multiresistent pulmonary tuberculosis    patients hospitalized at a Municipal Hospital in Rio de Janeiro. Main objectives    were to evaluate what multiresistent pulmonary tuberculosis patient knows about    his own disease and its ways of transmission; if the patient follows the directions    fixed by the commission of Hospital infection control, and, in case they do    not, to know the reasons why. The study took place between april, 2002 and january,    2003 and it was developed by means of qualitativy approach. The data analysed    by thematic subject matter made possible to the conclude that the patients do    not have a reasonable knowledge about their disease, transmission mechanisms    and prevention. The authors conclude that, in order to prevent multiresistent    pulmonary tuberculosis.it is necessary to make tuberculosis patients to understand    about their disease and its transmission.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words</b>: multiresistent pulmonary tuberculosis,    nursing and health education.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose &eacute; uma doen&ccedil;a grave    ocasionada pela infec&ccedil;&atilde;o do bacilo de Koch no organismo humano.    Essa patologia vem crescendo assustadoramente, principalmente em pa&iacute;ses    em desenvolvimento como o Brasil, onde, &quot;... em 1999, foram notificados    78.870 casos novos de tuberculose, apontando para uma incid&ecirc;ncia de 48,1    casos novos por 100.000 habitantes. O pa&iacute;s apresenta uma incid&ecirc;ncia    de 25,4/100.000 de tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera.&quot;<i><sup>1</sup></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destaca-se que o problema n&atilde;o &eacute;    somente a tuberculose propriamente dita, mas o agravo que essa doen&ccedil;a    pode acarretar quando ocorre abandono de tratamento ou tratamento irregular,    contribuindo para a ocorr&ecirc;ncia da Tuberculose Multirresistente (TBMR).    Em rela&ccedil;&atilde;o a essa quest&atilde;o, Teixeira<sup>2</sup> j&aacute;    afirmava que no Brasil &quot;...temos 39 milh&otilde;es de infectados; a cada    ano, surgem 100.000 casos e 6.000 morrem; o tratamento &eacute; abandonado por    14% dos que o iniciam; e, muito mais grave, mais de 25% dos casos de AIDS apresentam    tuberculose associada e, h&aacute; em perspectiva, um aumento da preval&ecirc;ncia    de tuberculose multirresistente&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose multirresistente &eacute; caracterizada    como aquela em que ocorre resist&ecirc;ncia do bacilo de Koch a pelo menos duas    ou mais drogas de escolha para o tratamento de tuberculose. Na realidade brasileira,    a tuberculose multirresistente &eacute; aquela existente em pacientes com doen&ccedil;a    ativa, portadores de bacilos resistentes a pelo menos tr&ecirc;s das principais    drogas utilizadas no pa&iacute;s: R, H, S, Z e E.<sup><i>3</i></sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave; origem da resist&ecirc;ncia,    Dalcolmo et al<sup>3</sup> assim se expressam: &quot;Do ponto de vista cl&iacute;nico,    a resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas se divide em dois tipos: prim&aacute;ria    ou inicial, observada nos pacientes nunca tratados anteriormente e, portanto,    originalmente infectados por bacilos resistentes e adquirida ou secund&aacute;ria,    aquela observada durante o tratamento seja por tempo inadequado ou por irregularidade    na tomada das drogas&quot;. Identifica-se assim que a TBMR envolve principalmente    a responsabilidade da pessoa infectada, tanto consigo mesma quanto em rela&ccedil;&atilde;o a outrem com quem convive, de modo direto    ou indireto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A experi&ecirc;ncia assistencial de enfermagem,    vivenciada com clientes em isolamento por TBMR em um Hospital Geral, permitiu    observar que esses clientes n&atilde;o seguiam as normas estabelecidas pela    Comiss&atilde;o de Controle Infec&ccedil;&atilde;o Hospitalar (CCIH).<sup><i>4</i></sup>    Neste sentido, e dentre aquelas Normas a serem cumpridas pelos clientes, observou-se    que estes n&atilde;o utilizam m&aacute;scaras cir&uacute;rgicas e/ou len&ccedil;o    de papel ao tossir ou espirrar, mesmo com o material dispon&iacute;vel na enfermaria,    como tamb&eacute;m circulavam pelos corredores de acesso para outras enfermarias    e n&atilde;o fechavam a porta do isolamento, ao transp&ocirc;-la. Identifica-se    assim, a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o, quando se tem por fundamento a    preven&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o por TBMR em institui&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta-se que o n&atilde;o cumprimento das    normas da CCIH pode estar relacionado &agrave; falta de informa&ccedil;&atilde;o    dos clientes sobre as tecnologias e os m&eacute;todos de preven&ccedil;&atilde;o    e, tamb&eacute;m, ao desconhecimento da gravidade da TBMR. Um outro aspecto    a considerar &eacute; a quest&atilde;o de ordem s&oacute;cio-econ&ocirc;mica    e cultural, que est&aacute; intimamente relacionada com a ocorr&ecirc;ncia e    transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup><i>5</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A equipe de enfermagem possui papel fundamental    na implementa&ccedil;&atilde;o das Normas da CCIH, pois est&aacute; a maior    parte do tempo em intera&ccedil;&atilde;o com esses clientes, o que possibilita    a cont&iacute;nua educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de quanto &agrave; transmiss&atilde;o    e preven&ccedil;&atilde;o para o controle do bacilo multirresistente da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo tem por objetivos: descrever o perfil    s&oacute;cio-econ&ocirc;mico de clientes com TBMR internados em um Hospital    Municipal do Rio de Janeiro; investigar o conhecimento do cliente sobre a tuberculose    multirresistente e suas formas de transmiss&atilde;o; verificar se o cliente    cumpre as normas estabelecidas pela CCIH e, nos casos negativos, investigar    as raz&otilde;es do n&atilde;o cumprimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia deste estudo est&aacute;    em verificar o conhecimento dos clientes hospitalizados sobre a TBMR, com o    objetivo de prevenir que os profissionais de sa&uacute;de e os outros clientes    internados sejam infectados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento da TBMR dura pelo menos dezoito    meses e nem todos os casos s&atilde;o curados. &quot;O problema da resist&ecirc;ncia    &agrave;s drogas &eacute; feito pelo homem e pode ser prevenido, chamando a    aten&ccedil;&atilde;o para a compreens&atilde;o do problema n&atilde;o apenas    como um fen&ocirc;meno natural, mas como um dos efeitos do uso inadequado de    uma tecnologia.&quot;<sup><i>6</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com essa afirmativa, verifica-se a    import&acirc;ncia da orienta&ccedil;&atilde;o ao cliente com TBMR, reconhecendo    que quanto mais informado ele estiver, maior ser&aacute; a contribui&ccedil;&atilde;o    para diminuir a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a, &Eacute; compreens&iacute;vel    que a preven&ccedil;&atilde;o da TBMR contribuir&aacute; tamb&eacute;m para    a redu&ccedil;&atilde;o dos gastos governamentais em sa&uacute;de, j&aacute;    que o tratamento da TBMR &eacute; mais longo e muito mais caro que o tratamento    tradicional da tuberculose droga-sens&iacute;vel. Pode-se ter uma id&eacute;ia    atrav&eacute;s dos valores de 1998, onde o tratamento de um caso novo de tuberculose    custava de R$ 70,00 &agrave; R$80,00, e o de um caso de TBMR alcan&ccedil;ava    R$ 3.500,00.7</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi do tipo descritivo-explorat&oacute;rio,    com abordagem qualitativa. Esse tipo de estudo visa observar, descrever e explorar    as dimens&otilde;es do fen&ocirc;meno, a maneira pela qual ele se manifesta    e os outros fatores com os quais se relaciona.<sup><i>8</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o alvo do estudo compreendia    os clientes internados em isolamento de TBMR de um hospital geral, localizado    na &aacute;rea Program&aacute;tica 4, do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro.    Esse hospital foi o local escolhido, tendo em vista que essa Institui&ccedil;&atilde;o    &eacute; refer&ecirc;ncia para o tratamento de clientes com tuberculose, inclusive    aqueles portadores de TBMR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando que a perman&ecirc;ncia desses clientes    no isolamento de TBMR varia de acordo com a gravidade da doen&ccedil;a, optou-se    por n&atilde;o pr&eacute;-determinar o tamanho da amostra a ser selecionada,    mas sim, considerar o per&iacute;odo estipulado para a realiza&ccedil;&atilde;o    de entrevistas, de acordo com o cronograma da pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram entrevistados 13 clientes internados no    isolamento de TBMR no per&iacute;odo de agosto a setembro de 2002. Para as entrevistas    utilizava-se um instrumento estruturado com perguntas fechadas e abertas, focalizando    a condi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e o conhecimento do cliente    sobre a TBMR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Centro de Estudos da Institui&ccedil;&atilde;o    pesquisada autorizou previamente a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo. Todos    os entrevistados concordaram em participar do estudo a partir da apresenta&ccedil;&atilde;o    da inten&ccedil;&atilde;o da pesquisa e da assinatura do termo de consentimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados qualitativos foram analisados atrav&eacute;s    de conte&uacute;do tem&aacute;tico conforme Bardin.<sup><i>10</i></sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise    dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere ao perfil s&oacute;cio-econ&ocirc;mico    dos clientes internados, o <a href="#q1">Quadro 1</a> apresenta as informa&ccedil;&otilde;es    que mais se destacaram.</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a7q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos clientes entrevistados &eacute;    solteira e possui resid&ecirc;ncia pr&oacute;pria. Apesar de uma quantidade    significativa (15%) dos entrevistados morarem em abrigo, 47% residem em locais    que possuem de 1-3 c&ocirc;modos com aproximadamente de 1-3 pessoas. Observa-se    que 54% dos entrevistados est&atilde;o desempregados e 76% n&atilde;o possuem    nenhuma ocupa&ccedil;&atilde;o ou est&atilde;o aposentados. Identifica-se ainda    que a maioria dos entrevistados possui um n&iacute;vel elementar de instru&ccedil;&atilde;o    e baixo n&iacute;vel de renda familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere ao conhecimento dos clientes    sobre a TBMR, sua transmiss&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o, obteve-se resposta    afirmativa quando questionados sobre: a capacidade de definir a TBMR, 9 (69%);    a aptid&atilde;o para definir como se adquire a TBMR: 12 (92%); e a possibilidade    de conseguir explicar os cuidados necess&aacute;rios para evitar a transmiss&atilde;o    da TBMR, 13 (100%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o da TBMR,    emergiram duas categorias tem&aacute;ticas, apresentadas no <a href="#q2">Quadro    2</a>.</font></p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revista/bps/v11n2/2a7q2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Merece comentar que de oito relatos emergiu a    categoria-tem&aacute;tica - <i>Resist&ecirc;ncia aos Medicamentos</i>. Foram    consideradas como interpreta&ccedil;&atilde;o dos clientes sobre o conceito    de TBMR, as express&otilde;es do tipo: &quot;doen&ccedil;a forte&quot;, &quot;v&iacute;rus    mais forte&quot;, &quot;medicamento n&atilde;o faz mais efeito&quot; (<a href="#q3">Quadro    3</a>). Aparentemente, uma grande parte dos entrevistados, sabia definir o que    seria TBMR. Por&eacute;m durante as entrevistas foi verificado que os clientes    n&atilde;o sabiam se eles eram resistentes aos medicamentos ou se a resist&ecirc;ncia    era um fen&ocirc;meno ligado ao bacilo de Koch. De certa forma este fato demonstra    a falta de clareza por parte desses clientes sobre a TBMR o que pode influenciar    a sua atitude quanto &agrave;s normas da CCIH.</font></p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a7q3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisando o <a href="#q3">Quadro 3</a>, deve-se    considerar as quest&otilde;es relacionadas &agrave; defini&ccedil;&atilde;o    de TBMR para o cliente. Como foi comentado anteriormente, verifica-se que de    oito relatos sobre a resist&ecirc;ncia aos medicamentos, somente um cliente    demonstra ter mais informa&ccedil;&atilde;o sobre o conceito de TBMR. Verifica-se    ent&atilde;o, que a maior parte dos clientes n&atilde;o est&aacute; sendo informada    adequadamente sobre a sua doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dos anos 90, a TBMR sofreu um aumento    significativo em v&aacute;rios pa&iacute;ses. Foram relatados tamb&eacute;m,    surtos de transmiss&atilde;o intra-hospitalar de TBMR.<sup><i>11</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constata-se ent&atilde;o, a import&acirc;ncia    da orienta&ccedil;&atilde;o de enfermagem sobre a tuberculose para que os clientes    hospitalizados saibam utilizar as normas da CCIH dos hospitais. Sendo assim,    esses profissionais estar&atilde;o contribuindo para uma diminui&ccedil;&atilde;o    da transmiss&atilde;o da TBMR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; forma como se adquire a TBMR,    10 (77%) clientes disseram ser pela tosse, espirro, beijo, fala ou ar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verifica-se atrav&eacute;s dessas afirmativas,    que os entrevistados possuem conhecimento sobre a forma pela qual a TBMR pode    ser adquirida. Por&eacute;m, em nenhum momento, foi citado que a TBMR tamb&eacute;m    pode ocorrer por irregularidade do tratamento de que o abandono &eacute; o principal    determinante, ou seja, al&eacute;m da causa prim&aacute;ria, existe tamb&eacute;m    a causa secund&aacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O tratamento da TBMR dura um per&iacute;odo de    18 &agrave; 24 meses.<sup><i>11</i></sup> Neste longo per&iacute;odo de tratamento    e mais o tempo que pode ter ocorrido antes da confirma&ccedil;&atilde;o da multirresist&ecirc;ncia,    espera-se que o cliente esteja sendo orientado sobre a transmiss&atilde;o dessa    doen&ccedil;a. &Eacute; de grande import&acirc;ncia comentar, que 6 (46%) clientes    n&atilde;o souberam responder ou n&atilde;o responderam corretamente sobre como    um indiv&iacute;duo poder&aacute; adquirir a TBMR. Portanto, cabe ao enfermeiro    e sua equipe a orienta&ccedil;&atilde;o exaustiva sobre as formas poss&iacute;veis    de um indiv&iacute;duo adquirir a TBMR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No <a href="#q4">Quadro 4</a> s&atilde;o apresentadas    as tr&ecirc;s categorias tem&aacute;ticas que emergiram a partir da pergunta    sobre os cuidados necess&aacute;rios para evitar a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a7q4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de 8 (61%) clientes reconhecerem a import&acirc;ncia    do m&eacute;todo de barreira f&iacute;sica para prevenir a transmiss&atilde;o    do bacilo da tuberculose, observa-se contudo, que 5 (38%) clientes ainda relatam    ser necess&aacute;rio separar talheres, pratos e copos; um cuidado ultrapassado    ao considerar-se que &quot;A transmiss&atilde;o geralmente ocorre por dissemina&ccedil;&atilde;o    a&eacute;rea de perdigotos produzidos pelos clientes com tuberculose pulmonar    infecciosa.&quot;<sup><i>12</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Identifica-se assim, que esses clientes n&atilde;o    est&atilde;o sendo adequadamente orientados quanto &agrave; transmiss&atilde;o    e preven&ccedil;&atilde;o da TBMR. Cabe aos profissionais, orient&aacute;-los    de forma integral e que permita uma f&aacute;cil compreens&atilde;o do tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos cuidados relatados pelos clientes    como necess&aacute;rios &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o    da TBMR, emergiram quatro categorias tem&aacute;ticas, apresentadas no <a href="#q5">Quadro    5</a>.</font></p>     <p><a name="q5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v11n2/2a7q5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebe-se que os clientes possuem um certo conhecimento    no que se refere aos cuidados relacionados com a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a,    por&eacute;m n&atilde;o relatam, em nenhum momento, uma preocupa&ccedil;&atilde;o    em utilizar m&eacute;todos de barreira na circula&ccedil;&atilde;o pelas enfermarias    onde est&atilde;o internados, expondo ao risco de TBMR outros clientes internados    com diferentes tipos de agravos. Desta forma &eacute; necess&aacute;rio refor&ccedil;ar    junto &agrave; equipe de enfermagem a orienta&ccedil;&atilde;o dos pacientes    quanto &agrave; import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o desses m&eacute;todos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao t&eacute;rmino deste estudo, procura-se analisar    as poss&iacute;veis a&ccedil;&otilde;es da enfermagem no isolamento de TBMR    para que ocorra uma maior contribui&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    ao conhecimento da TBMR, sua transmiss&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o. A    enfermagem &eacute; fundamental no tratamento desses clientes, tendo em vista    que, esses profissionais costumam estar mais pr&oacute;ximos deles e de suas    fam&iacute;lias, procurando orientar, estimular, tirar d&uacute;vidas. e integrar    todos ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se que a atua&ccedil;&atilde;o da enfermagem    para o controle da tuberculose &eacute; ampla e cont&iacute;nua. O enfermeiro    e sua equipe, devem enfatizar a orienta&ccedil;&atilde;o desses clientes com    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a propriamente dita, &agrave; transmiss&atilde;o    e &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que a TBMR tem sido vista como    um grande problema para a popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao tra&ccedil;ar o perfil s&oacute;cio-econ&ocirc;mico    dos clientes, observou-se que a maioria pertence ao sexo feminino, &eacute;    solteira, conta com moradia pr&oacute;pria, est&aacute; desempregada, possui    primeiro grau incompleto e tem renda familiar de um a dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da maioria dos entrevistados serem solteiros,    38% s&atilde;o casados, convivendo com um ou mais contatos. Identifica-se ent&atilde;o,    a import&acirc;ncia do enfermeiro orientar esses clientes de acordo com as normas    da CCIH, objetivando faz&ecirc;-los compreender a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o    da TBMR, e possibilitando assim, um menor &iacute;ndice de transmiss&atilde;o    da doen&ccedil;a para os seus contatos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se tamb&eacute;m, um n&uacute;mero    elevado de clientes que possui em suas resid&ecirc;ncias de 1-3 c&ocirc;modos,    onde residem de 1-9 pessoas. Este grupo dever&aacute; ser visto com muita aten&ccedil;&atilde;o,    e o enfermeiro e sua equipe dever&atilde;o desenvolver uma assist&ecirc;ncia    de enfermagem voltada principalmente para a orienta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua    e para apreven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, visto que este &eacute; um    ambiente f&iacute;sico e social prop&iacute;cio para a dissemina&ccedil;&atilde;o    da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o do    conhecimento do cliente sobre a TBMR e suas formas de transmiss&atilde;o, constatou-se    que a maioria dos clientes possui um conhecimento muito limitado sobre a sua    patologia-infec&ccedil;&atilde;o. Uma grande parte respondeu que a transmiss&atilde;o    da TBMR estaria relacionada com a utiliza&ccedil;&atilde;o de talheres, pratos    e copos. &Eacute; importante lembrar que toda a equipe de enfermagem, dever&aacute;    realizar a&ccedil;&otilde;es educativas junto a essa clientela para que seus    integrantes possam ter conhecimentos, atitudes e pr&aacute;ticas que contribuam    efetivamente para o controle e a preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o    do bacilo da tuberculose.<sup><i>13</i></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebe-se tamb&eacute;m, que quase todos os    clientes omitiram cuidados fundamentais que se deve ter no contexto do isolamento    de TBMR, pois apesar de demonstrarem algum conhecimento sobre as normas da CCIH    n&atilde;o utilizavam medidas de preven&ccedil;&atilde;o. Portanto, verifica-se    a import&acirc;ncia de uma orienta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dada pelo    profissional de enfermagem. Atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es educativas    dialogadas e supervis&atilde;o ativa, esse profissional estar&aacute; contribuindo    significativamente para uma redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o e da    incid&ecirc;ncia da TBMR no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando todos os elementos que compuseram    o desenvolvimento deste estudo, t&ecirc;m-se como sugest&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- investir no desenvolvimento de estrat&eacute;gias    educativas mais participativas desses clientes, com o objetivo de evitar o desenvolvimento    da TBMR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- estabelecer o isolamento respirat&oacute;rio    rigoroso conforme as normas da CCIH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- garantir a todos os profissionais o aperfei&ccedil;oamento    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; TBMR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cabe &agrave; enfermagem:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- realizar consulta de enfermagem durante a admiss&atilde;o    do cliente no isolamento (mesmo que este esteja sendo transferido da enfermaria    para o isolamento);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- implantar protocolo relativo &agrave;s a&ccedil;&otilde;es    educativas/supervis&atilde;o de enfermagem;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- construir um instrumento como roteiro para    a pr&aacute;tica educativa do enfermeiro;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- orientar os clientes de forma criativa e participativa;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- procurar conhecer e envolver a fam&iacute;lia    de cada cliente;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- buscar mecanismos motivacionais para o cliente    aderir ao tratamento, evitando o abandono;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- procurar estimular os clientes a seguirem as    normas da CCIH sobre a TBMR.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Boletim    epidemiol&oacute;gico do programa de controle da tuberculose do Munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro. (Revis&atilde;o dos casos notificados de 1995 &agrave; 2000;    avalia&ccedil;&atilde;o do programa de DOT 1999 a 2001). Rio de Janeiro: 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Teixeira GM. Pontos pol&ecirc;micos em tuberculose-elogio    de uma parceira. Bol Pneumol Sanit 1997;5(1):3.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Dalcolmo MP, Melo FAF, Afiune JB, Ide Neto    J, Seiscentos M, Noronha AML, Gerhardt Filho G. Esquemas alternativos para o    tratamento da tuberculose multirresistente. Bol Pneumol Sanit 1995; 3(2):26-34.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Normas da Comiss&atilde;o de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o    Hospitalar do Hospital Raphael de Paula Souza. Rio de Janeiro: 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Mart&iacute;nez, et al. Factores que influyen    en el abandono del tratamiento antituberculoso y valoraci&oacute;n de un programa    de vigilancia familiar. Rev M&eacute;d Inst Mexicano del Seg Soc 1982;20(6):667-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Weezenbeer e Veen. J. Control of drug-resistant    tuberculosis. Tuber Lung Dis 1995;76(5):455-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Ruffino-Netto A. A tuberculose MDR. M&eacute;dicos    1998;1(3): 38-42.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Polit DF, Hungler BF. Fundamentos de pesquisa    em enfermagem. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Lobiondo-Wood e Haber. Pesquisa em enfermagem-m&eacute;todos,    avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e utiliza&ccedil;&atilde;o. Interamericana    2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Bardin L. An&aacute;lise de conte&uacute;do. Lisboa:    Edi&ccedil;&otilde;es 70; 1977.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio    Fraga. Controle da tuberculose: uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o.    5a ed. Rio de Janeiro: 2002. p.113-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Harrison T, Resnick W, Wintrobe M, Thorn    G, Adams R, Beeson P, et al. Medicina interna. 15a ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill;    2002. p.1085.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Manual    t&eacute;cnico para o controle da tuberculose. Bras&iacute;lia (Brasil); 2002.(S&eacute;rie    A: Normas e Manuais T&eacute;cnicos; no. 148).</font><p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Souza F, Tocantins F. Contactantes de doentes    com tuberculose por bacilo multirresistente: possibilidade de intensificar a    a&ccedil;&atilde;o da enfermagem.&#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado    em Enfermagem&#93;. Rio de Janeiro: UNIRIO; 1999.140p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Fortes A, Dalcolmo M. Tuberculose multirresistente:    caracter&iacute;sticas de pacientes com fal&ecirc;ncia de tratamento e fatores    associados.[disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Pneumologia (Cl&iacute;nica    M&eacute;dica)&#93;. Rio de Janeiro:UFRJ; 2000. 128p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.    TB/HIV. Manual Cl&iacute;nico. 1998.p.35-65; p.95-107.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Kritski A, Souza G, Conde M, Mello F, Linhares    C, Gon&ccedil;alves M, et al. Manual de normas do controle da tuberculose hospitalar:    programa de controle da tuberculose hospitalar. Rio de Janeiro: UFRJ; 2000.    50p.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Artigo recebido em 02/12/2003,    <br>   aprovado em 10/12/2003.</font></p>     ]]></body>
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