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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento sobre a tuberculose por estudantes universitários]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The tuberculosis continues to be a serious problem of public health in the world-wide and at the brazilian scene. The objective of the present study was to identify aspects related to the tuberculosis vulnerability of residents (students) of the Residential Set of the University of São Paulo (CRUSP)-Brazil, specifically in relation to their knowledge on the disease. The theoretical referential on the vulnerability, advocated for Ayres was applied. It is a descriptive and quantitative study, and the population was conformed by a statistically significant sample of the 106 postgraduation and graduation students (69.8% of graduation and 30.2% of post-graduation). The data had been collected through the application of a questionnaire, from October to November of 2002. 84 students (79,2%) had answered that they knew what was tuberculosis, making correct mention to disease, 63% related to know the symptomatology, 84% had answered that the illness can be transmitted person by person and 78.3% had answered that the disease could be treated. Similar percentage related that the cure is possible by using appropriate drugs. Is important to focus that 56.6% were unaware of the causal agent of the illness and from 72 (67,9%) that had related to have heard about the illness, it occurred inside the education institution. It was inquired, too, if they knew which health facilities could be accessed to verify the presence of the disease, and 48 (45,3%) had answered unfamiliarity. It calls the attention that 20.8% of the students had related doesn't to know on the illness, pointing, also, that the disease is absent in the epidemiologic'profile. The study evidences points of vulnerability regarding to the knowledge on the disease, mainly considering that the students constitute a differential group, therefore in thesis would have more favorable conditions to access information regarding the illness.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Conhecimento sobre a tuberculose por estudantes    universit&aacute;rios</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Alba Idaly Mu&ntilde;oz S&aacute;nchez<sup>I</sup>    ; Maria Rita Bertolozzi<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Enfermagem em Sa&uacute;de    Coletiva da Escola de Enfermagem, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP)    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Enfermagem em Sa&uacute;de Coletiva da Escola de    Enfermagem, Universidade de S&atilde;o Paulo. Enviar correspond&ecirc;ncia para    M.R.B. E-mail: <a href="mailto:mrbertol@usp.br">mrbertol@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo do presente estudo foi identificar    aspectos relacionados &agrave; vulnerabilidade &agrave; tuberculose em moradores    do conjunto residencial da Universidade de S&atilde;o Paulo (CRUSP), especificamente    no que se refere ao seu conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; enfermidade.    A partir da ado&ccedil;&atilde;o de referencial te&oacute;rico-metodol&oacute;gico    sobre a vulnerabilidade, desenvolveu-se este estudo descritivo e quantitativo,    sendo a popula&ccedil;&atilde;o selecionada por amostra estatisticamente significativa    dos alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    perfazendo 106 estudantes (69,8% de gradua&ccedil;&atilde;o e 30,2% de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o).    Os dados foram coletados atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio,    no per&iacute;odo de outubro a novembro de 2002. Apresentam-se resultados em    rela&ccedil;&atilde;o ao perfil de caracter&iacute;sticas pessoais dos alunos,    identificando-se que 84 estudantes (79,2%) sabiam o que era tuberculose, fazendo    men&ccedil;&atilde;o correta &agrave; enfermidade, 63% conheciam a sintomatologia,    84% responderam que a doen&ccedil;a pode ser transmitida pessoa a pessoa e 78,3%    responderam que havia possibilidade de cura. Entretanto, 56,6% desconheciam    o agente causal da doen&ccedil;a. Dos 72 (67,9%) que referiram j&aacute; ter    ouvido falar sobre a doen&ccedil;a, para aproximadamente um quarto isto havia    ocorrido em institui&ccedil;&atilde;o de ensino. Os estudantes foram, ainda,    indagados sobre o conhecimento do local a que deve-se recorrer para realiza&ccedil;&atilde;o    de exames a fim de verificar a presen&ccedil;a da enfermidade; 45,3% n&atilde;o    souberam responder. Chama a aten&ccedil;&atilde;o que 20,8% dos alunos referiram    n&atilde;o saber sobre a doen&ccedil;a, apontando, inclusive, a sua inexist&ecirc;ncia    no cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico. O estudo evidencia pontos de vulnerabilidade    a respeito do conhecimento sobre a enfermidade, principalmente tendo em vista    que constituem um grupo aparentemente diferenciado, pois em tese teriam condi&ccedil;&otilde;es    mais favor&aacute;veis para acessar informa&ccedil;&otilde;es a respeito da    doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose; conhecimento    sobre a doen&ccedil;a; estudante universit&aacute;rio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The tuberculosis continues to be a serious problem    of public health in the world-wide and at the brazilian scene. The objective    of the present study was to identify aspects related to the tuberculosis vulnerability    of residents (students) of the Residential Set of the University of S&atilde;o    Paulo (CRUSP)-Brazil, specifically in relation to their knowledge on the disease.    The theoretical referential on the vulnerability, advocated for Ayres was applied.    It is a descriptive and quantitative study, and the population was conformed    by a statistically significant sample of the 106 postgraduation and graduation    students (69.8% of graduation and 30.2% of post-graduation). The data had been    collected through the application of a questionnaire, from October to November    of 2002. 84 students (79,2%) had answered that they knew what was tuberculosis,    making correct mention to disease, 63% related to know the symptomatology, 84%    had answered that the illness can be transmitted person by person and 78.3%    had answered that the disease could be treated. Similar percentage related that    the cure is possible by using appropriate drugs. Is important to focus that    56.6% were unaware of the causal agent of the illness and from 72 (67,9%) that    had related to have heard about the illness, it occurred inside the education    institution. It was inquired, too, if they knew which health facilities could    be accessed to verify the presence of the disease, and 48 (45,3%) had answered    unfamiliarity. It calls the attention that 20.8% of the students had related    doesn't to know on the illness, pointing, also, that the disease is absent in    the epidemiologic'profile. The study evidences points of vulnerability regarding    to the knowledge on the disease, mainly considering that the students constitute    a differential group, therefore in thesis would have more favorable conditions    to access information regarding the illness.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis; knowledge on    the disease, university students.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos sobre tuberculose mostram que o padr&atilde;o    de ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a est&aacute; relacionado fundamentalmente    aos determinantes sociais, estruturados nos modos de produ&ccedil;&atilde;o    e reprodu&ccedil;&atilde;o da sociedade. Nos &uacute;ltimos tempos, a situa&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a vem se agravando, tanto em rela&ccedil;&atilde;o ao adoecimento    como no que se refere ao n&uacute;mero de mortes, em decorr&ecirc;ncia de certas    pol&iacute;ticas que v&ecirc;m sendo adotadas, principalmente nos denominados    pa&iacute;ses subdesenvolvidos, as quais t&ecirc;m produzido importantes desn&iacute;veis    sociais. T&ecirc;m-se identificado como mais vulner&aacute;veis para adquirir    a doen&ccedil;a, popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda, e ou com condi&ccedil;&otilde;es    insalubres de moradia, os portadores do HIV, os desnutridos, os imigrantes,    al&eacute;m daqueles que t&ecirc;m acesso restrito aos bens b&aacute;sicos como    sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o.<sup>1-6</sup> Isto evidencia a associa&ccedil;&atilde;o    entre as priva&ccedil;&otilde;es materiais e a presen&ccedil;a da enfermidade,    ademais dos indicadores cl&aacute;ssicos, relacionados &agrave; doen&ccedil;a    e que, em geral, se colocam como fatores, reduzidos a causas que promovem a    doen&ccedil;a atrav&eacute;s do aumento da exposi&ccedil;&atilde;o e suscetibilidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Assim, buscou-se, com o presente estudo, caracterizar    o conhecimento acerca da tuberculose de um determinado grupo de pessoas, identificando    pontos de vulnerabilidade, no sentido de disponibilizar informa&ccedil;&otilde;es    que orientem os servi&ccedil;os de sa&uacute;de na presta&ccedil;&atilde;o da    assist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de uma popula&ccedil;&atilde;o de estudo    que pode ser considerada como diferenciada, tendo em vista tratar-se de alunos    do n&iacute;vel superior de educa&ccedil;&atilde;o, residentes em um &uacute;nico    local, o que possibilita condi&ccedil;&otilde;es privilegiadas para a interpreta&ccedil;&atilde;o    dos dados. O referencial te&oacute;rico de vulnerabilidade, utilizado no presente    estudo, foi o preconizado por Ayres.<sup>7</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo teve como objetivo identificar aspectos    que caracterizam a vulnerabilidade individual a respeito da tuberculose, especificamente    no que se refere ao conhecimento sobre a enfermidade, em moradores do conjunto    residencial da Universidade de S&atilde;o Paulo (CRUSP). O referencial te&oacute;rico    pautou-se no quadro anal&iacute;tico da vulnerabilidade. Este <i>corpus conceitual</i>    emergiu no come&ccedil;o da d&eacute;cada 80, para dar resposta &agrave; epidemia    da aids, na tentativa de individualizar a suscetibilidade &agrave; enfermidade.    Um dos modelos que se baseiam nesse referencial, proposto pioneiramente por    Mann, Tarantola e Netter,<sup>8</sup> apresenta uma metodologia para avaliar    a vulnerabilidade &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV. Na tentativa de    supera&ccedil;&atilde;o deste, Ayres,<sup>9</sup> no Brasil, prop&ocirc;s o    modelo de vulnerabilidade conformado por tr&ecirc;s planos interdependentes    de determina&ccedil;&atilde;o e, conseq&uuml;entemente, de apreens&atilde;o    da maior ou da menor vulnerabilidade do indiv&iacute;duo e da coletividade.    O olhar do autor busca a compreens&atilde;o do comportamento pessoal ou vulnerabilidade    individual, do contexto social ou vulnerabilidade social e do programa de combate    &agrave; doen&ccedil;a ou vulnerabilidade program&aacute;tica. Cada um desses    planos pode ser tomado como refer&ecirc;ncia para interpretar-se, tamb&eacute;m,    outras enfermidades, al&eacute;m da aids. Essa abordagem de vulnerabilidade    pode ampliar a atua&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e gerar reflex&otilde;es    que podem ser &uacute;teis para continuar no caminho da formula&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de a partir das necessidades da coletividade,    uma vez que o estudo sobre a &oacute;tica de vulnerabilidade prop&otilde;e uma    estrutura interpretativa que busca articular o indiv&iacute;duo, num determinado    contexto social, regido por certas pol&iacute;ticas sociais e de sa&uacute;de.    Al&eacute;m disso, esse conceito leva em conta a quest&atilde;o b&aacute;sica    que se refere &agrave; cidadania como um exerc&iacute;cio pleno de direitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa perspectiva, o autor referido, em publica&ccedil;&atilde;o    de 1999,<sup>7</sup> prop&otilde;e a sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s    da: vulnerabilidade individual que se refere ao grau e &agrave; qualidade da    informa&ccedil;&atilde;o de que os indiv&iacute;duos disp&otilde;em sobre os    problemas de sa&uacute;de, sua elabora&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o    na pr&aacute;tica; vulnerabilidade social que avalia a obten&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es, o acesso aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o,    &agrave; disponibilidade de recursos cognitivos e materiais, o poder de participar    nas decis&otilde;es pol&iacute;ticas e nas institui&ccedil;&otilde;es; e, vulnerabilidade    program&aacute;tica que se constitui na avalia&ccedil;&atilde;o dos programas    para responder ao controle de enfermidades, al&eacute;m do grau e qualidade    de compromisso das institui&ccedil;&otilde;es, dos recursos, da ger&ecirc;ncia    e do monitoramento dos programas nos diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo apresenta somente uma das faces    do conceito de vulnerabilidade, pois se restringe aos aspectos que dizem respeito    &agrave; vulnerabilidade individual, especificamente no que diz respeito aos    aspectos cognitivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista que a tuberculose se constitui    como uma das protagonistas no cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico brasileiro    e, particularmente no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, al&eacute;m do fato    de terem sido encontrados casos em estudo desenvolvido por Bertolozzi,<sup>10</sup> optou-se    por estud&aacute;-la em um grupo restrito, constitu&iacute;do por alunos moradores    do conjunto residencial da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o foi conformada por    uma amostra estatisticamente significativa, perfazendo um total de 106 estudantes.    Os dados foram coletados atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um formul&aacute;rio,    ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.    O projeto de estudo foi submetido e aprovado pelo Comit&eacute; de &Eacute;tica    em Pesquisa. Os dados foram coletados no per&iacute;odo de outubro e novembro    de 2002.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>As caracter&iacute;sticas pessoais dos moradores do CRUSP</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior parcela de estudantes pertencia ao sexo    masculino (58,5%). A faixa et&aacute;ria predominante das mulheres, foi a de    20 a 25 anos, conformada por 21 pessoas, representando 47,7 % do total e, para    os homens, foi a imediatamente seguinte, de 25 a 30 anos, com 26 pessoas (41,9%).    Do conjunto total de alunos, verificou-se que a maior parte se concentrava nessa    &uacute;ltima faixa referida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito &agrave; inser&ccedil;&atilde;o    dos estudantes segundo n&iacute;vel acad&ecirc;mico, 74 (69,8%) encontravam-se    matriculados no curso de gradua&ccedil;&atilde;o e 42 (30,2%) estavam cursando    p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Vulnerabilidade &agrave; tuberculose: o conhecimento    sobre a doen&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es    focadas ao conhecimento sobre a tuberculose, 84 estudantes (79,2%) responderam    que sabiam o que era a doen&ccedil;a. Ao se solicitar que falassem o que sabiam    sobre a enfermidade, 81 (76,4%) apontaram defini&ccedil;&otilde;es gerais, como,    por exemplo: &quot;doen&ccedil;a do pulm&atilde;o causada por um bacilo/bact&eacute;ria&quot;,    &quot;doen&ccedil;a respirat&oacute;ria bacteriana&quot;, &quot;&eacute; uma    doen&ccedil;a transmiss&iacute;vel&quot;, &quot;doen&ccedil;a que ataca os pulm&otilde;es    causando sua deteriora&ccedil;&atilde;o&quot;, &quot;inflama&ccedil;&atilde;o    dos pulm&otilde;es&quot;, &quot;doen&ccedil;a que causa uma tosse insuport&aacute;vel&quot;,    &quot;doen&ccedil;a que come&ccedil;a com tosse que pode ocasionar a morte&quot;,    &quot;doen&ccedil;a contagiosa que atinge os pulm&otilde;es&quot;, &quot;doen&ccedil;a    produzida pelo bacilo de Koch&quot;, &quot;doen&ccedil;a que atinge o pulm&atilde;o,    se tratada precocemente tem cura&quot;, &quot;doen&ccedil;a dif&iacute;cil,    que dana os pulm&otilde;es&quot; e &quot;enfermidade contagiosa&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora o n&uacute;mero de pessoas que referiram    n&atilde;o saber o que era tuberculose fosse menos expressivo (22 alunos: 20,8%),    &eacute; necess&aacute;rio destacar algumas das respostas que se apresentaram    subseq&uuml;entemente, como: &quot;doen&ccedil;a que j&aacute; n&atilde;o existe&quot;,    &quot;enfraquecimento dos pulm&otilde;es&quot; ou &quot;doen&ccedil;a com tosse    que n&atilde;o sara, produzida por um v&iacute;rus&quot;, &quot;doen&ccedil;a    que atingiu muito a popula&ccedil;&atilde;o no passado&quot; ou &quot;doen&ccedil;a    dos carentes&quot;. Como pode se verificar, nessas respostas se evidenciou que    a tuberculose &eacute; tanto tida como enfermidade &quot;do passado&quot;, como    relegada ao plano dos outros, dos &quot;carentes&quot;. Destaca-se ainda uma    certa banaliza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, quando referem-se &agrave;    tuberculose como &quot;doen&ccedil;a que j&aacute; n&atilde;o existe&quot;.    Verificou-se, men&ccedil;&atilde;o ao fato de que a enfermidade &quot;n&atilde;o    tem cura&quot;, observando-se tamb&eacute;m, conceitos equivocados, no que se    refere ao agente causal da enfermidade. A esse respeito a autora<sup>10</sup> identificou,    em estudo sobre ades&atilde;o ao Programa de Controle da Tuberculose, realizado    na regi&atilde;o do Butant&atilde;, com pacientes que haviam cumprido o tratamento,    que a doen&ccedil;a continua, para muitos, como desconhecida, tanto em rela&ccedil;&atilde;o    ao modo de transmiss&atilde;o, quanto &agrave; cura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; causa da doen&ccedil;a,    apresentou-se como associada ou recorrente de outras enfermidades, como &quot;resfriados&quot;.    Quanto a identifica&ccedil;&atilde;o da causa, a maioria dos estudantes participantes    no estudo (56,6%), respondeu desconhec&ecirc;-la. Evidencia-se, com o question&aacute;rio    aplicado que algumas das pessoas que acreditavam conhecer a causa da enfermidade,    responderam da seguinte maneira: &quot;doen&ccedil;a produzida por v&iacute;rus&quot;,    &quot;doen&ccedil;a produzida por friagem&quot; ou &quot;complica&ccedil;&atilde;o    dos resfriados&quot;. A mesma autora anteriormente citada,<sup>10</sup> na interpreta&ccedil;&atilde;o    de representa&ccedil;&otilde;es das causas com que os doentes associavam &agrave;    tuberculose, identificou associa&ccedil;&atilde;o com &quot;temperatura&quot;,    evidenciando-se a analogia &quot;frio/gelado&quot;, ou associada ao &quot;debilitamento    do organismo&quot;, essas rela&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    causa da doen&ccedil;a, tamb&eacute;m foram encontradas no presente estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior parte dos alunos (63%) referiu saber    o que ocorre quando a pessoa tem tuberculose, mencionando, principalmente, tosse,    hemoptise e at&eacute; a morte. A hemoptise emergiu como manifesta&ccedil;&atilde;o    de seu est&aacute;gio avan&ccedil;ado. Embora esses estudantes tenham mencionado    saber, de maneira geral, o que ocorre com uma pessoa com tuberculose, foi importante    esclarecer, no final das entrevistas realizadas, os &quot;reais&quot; sinais    e sintomas da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao indagar se a tuberculose pode ser transmitida    de pessoa para outra, 89 alunos (84%) responderam corretamente e, quando questionados    a respeito da transmiss&atilde;o, as respostas foram: atrav&eacute;s da via    a&eacute;rea: 51,9% (55); do ar e de objetos pessoais: 15,1% (16); da compartilha    de objetos pessoais: 9,4% (10). Entretanto, 16% (17) n&atilde;o souberam responder    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Oitenta e tr&ecirc;s estudantes (78,3%) responderam    que a doen&ccedil;a tinha cura. Quando questionados sobre os poss&iacute;veis    procedimentos para alcan&ccedil;ar a cura, 79 (74,5%) responderam que pode ser    obtida atrav&eacute;s do uso de medicamentos e 2 (1,9%) responderam que poderia    ocorrer atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o de outras medidas, como a exposi&ccedil;&atilde;o    &agrave; altitude elevada. Apenas dois (1,9%) n&atilde;o souberam responder.    Prevalecem as no&ccedil;&otilde;es dos efeitos ben&eacute;ficos da altitude    sobre a doen&ccedil;a, conceitos que levaram ao estabelecimento de sanat&oacute;rios    no Estado de S&atilde;o Paulo, no come&ccedil;o do s&eacute;culo XIX e perduraram    at&eacute; os anos 60.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; de se lembrar que as primeiras tentativas    de tratamento da tuberculose faziam refer&ecirc;ncia &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o    ao sol, ao clima quente e datam da &eacute;poca de Galeno, na Gr&eacute;cia    (150 dC). Os primeiros sanat&oacute;rios inspirados nessas recomenda&ccedil;&otilde;es    foram constru&iacute;dos na Europa em 1854, por Hermann Brehmer, bot&acirc;nico    e m&eacute;dico alem&atilde;o que padeceu da doen&ccedil;a. Posteriormente,    em 1885, nos Estados Unidos, sob a iniciativa do m&eacute;dico Edward Trudeau,    fundou-se outro dos primeiros sanat&oacute;rios<sup>13</sup> quando ainda n&atilde;o    se tinha descoberto o tratamento farmacol&oacute;gico. Deste modo, ao se considerar    os dados do presente estudo, observa-se como a doen&ccedil;a ainda se coloca    no imagin&aacute;rio de alguns alunos, com significados que, no passado, foram    fundamentais para definir condutas em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento. Embora    na atualidade h&aacute; avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos em rela&ccedil;&atilde;o    ao diagn&oacute;stico e tratamento, pode-se verificar que persistem associa&ccedil;&otilde;es    estereotipadas em rela&ccedil;&atilde;o aos mesmos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se relaciona &agrave; pergunta sobre &quot;quem&quot;    os estudantes acreditavam que podia contrair a doen&ccedil;a, as respostas predominantes    foram &quot;qualquer um&quot;, por 43 (40,6%) dos alunos. Bastante inferior    foi a propor&ccedil;&atilde;o daqueles que responderam que &quot;pessoas com    baixas defesas&quot; poderiam contrair a doen&ccedil;a (11 alunos:10,3%). Cerca    de 8,5% (9) responderam &quot;pessoas pobres que vivem em condi&ccedil;&otilde;es    insalubres&quot; e 8 (7,5%) os &quot;expostos ao bacilo atrav&eacute;s de pessoas    infectadas&quot;; al&eacute;m de 6,6% devido ao clima, friagem ou sereno. Igual    propor&ccedil;&atilde;o referiu que as pessoas acostumadas &agrave;s &quot;noitadas&quot;    poderiam contrair a doen&ccedil;a; 5,6% se referiram aos fumantes; e &eacute;    digno de nota que 12 alunos (11,3%) mencionaram desconhecer como se pode contrair    a enfermidade. Outras respostas podem ser visualizadas na <a href="#tab2">Tabela    2</a>.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a04t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os conhecimentos que os alunos t&ecirc;m acerca    da doen&ccedil;a se revelam como insuficientes, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o    a quem pode contrair a doen&ccedil;a e no que se relaciona &agrave; cura da    tuberculose. Al&eacute;m disso, aponta-se o fato de alguns alunos n&atilde;o    saberem o que &eacute; a enfermidade. &Eacute; importante destacar que estes    conhecimentos v&atilde;o afetar a forma de perceber e de enfrentar a doen&ccedil;a,    o que pode potencializar a vulnerabilidade &agrave; tuberculose neste grupo.    Os achados deste estudo ratificam a import&acirc;ncia de apreender como a popula&ccedil;&atilde;o    entende o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a, o que constitui base para o planejamento    de atividades que promovam a desmistifica&ccedil;&atilde;o e o controle da enfermidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se estudo com o objetivo de verificar    conhecimentos sobre a tuberculose com professores de Ci&ecirc;ncias do Ensino    Fundamental em escolas da Prefeitura Municipal de S&atilde;o Paulo, em 1999.<sup>14</sup>    No que se relaciona ao agente causador, a totalidade dos professores responderam    acertadamente. Na quest&atilde;o relacionada &agrave; transmissibilidade, 88,5%    acreditavam que a tuberculose poderia ser transmitida pela fala, tosse e espirro,    enquanto que 6,3% dos professores acreditavam que a doen&ccedil;a podia ser    transmitida atrav&eacute;s de utens&iacute;lios como copos e talheres. Do total    de professores entrevistados, 27,1% afirmaram que o agente causal atacava somente    os pulm&otilde;es e, 4,2% consideraram que o <i>M. tuberculosis</i> pode atacar    v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os. Na quest&atilde;o referente ao tratamento    da tuberculose, 41,7% afirmaram que o doente deve se submeter a tratamento com    diferentes medicamentos, em um per&iacute;odo aproximado de nove meses, 34,4%    acreditavam que o doente deve repousar por longo tempo em lugares de &quot;bom    clima&quot; e ter boa alimenta&ccedil;&atilde;o, 1% afirma que a tuberculose    n&atilde;o tem cura e 9,4% n&atilde;o souberam responder. Tamb&eacute;m se identificou    que 39,6% acreditavam que a tuberculose est&aacute; controlada e 1% dos entrevistados    acreditava que era uma doen&ccedil;a praticamente erradicada. Segundo Farkuh,<sup>14</sup>    o professor &eacute; um agente importante no processo de educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o que freq&uuml;enta a escola, recomendando    planejar atividades de orienta&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o    sobre a tuberculose para esse grupo populacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora em contexto bastante diverso daquele em    que se deu o presente estudo, Zuluaga et al,<sup>15</sup> em estudo realizado    em Medell&iacute;n-Col&ocirc;mbia, para avaliar o conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    maior de 15 anos de idade, a respeito da tuberculose, atrav&eacute;s de entrevista    &agrave; 2287 pessoas, identificaram que 18% dos entrevistados conheciam a forma    de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a, mas 45% n&atilde;o sabiam a que institui&ccedil;&atilde;o    recorrer, em caso de suspeita da enfermidade. Nesse mesmo estudo, verificou-se    que as pessoas com maior escolaridade apresentavam maior conhecimento sobre    a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em pesquisa realizada para verificar os fatores    culturais e a influ&ecirc;ncia das percep&ccedil;&otilde;es sobre a tuberculose    e a ades&atilde;o ao tratamento, em doentes matriculados no Programa de Controle    de Tuberculose, em Sialkot, Paquist&atilde;o, Liefooghe et al,<sup>16</sup>    identificaram que a maioria dos matriculados percebia a tuberculose como doen&ccedil;a    transmiss&iacute;vel &quot;muito perigosa&quot;, atribuindo &agrave; enfermidade    a uma causa mec&acirc;nica ou f&iacute;sica, como o &quot;banho frio&quot; ou    a acidentes. Um outro dado importante &eacute; que as pessoas associavam a doen&ccedil;a    ao isolamento, e que estavam presentes sentimentos de ansiedade nas pessoas    afetadas. A doen&ccedil;a tamb&eacute;m foi percebida como heredit&aacute;ria,    identificando-se, ainda, incerteza no que diz respeito &agrave; sua cura. Os    autores advogam a necessidade de tornar a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    parte do Programa de Controle para contribuir para a desestigmatiza&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a e para a melhora da ades&atilde;o ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A percep&ccedil;&atilde;o que as pessoas t&ecirc;m    da tuberculose influencia a detec&ccedil;&atilde;o precoce da doen&ccedil;a,    assim como a ades&atilde;o ao tratamento e seu &ecirc;xito. Entretanto, os conhecimentos    equivocados, o estigma da doen&ccedil;a e a falta de informa&ccedil;&atilde;o    levam a conseq&uuml;&ecirc;ncias graves para os doentes e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    em geral, pois retardam a sua identifica&ccedil;&atilde;o precoce e, perpetuando    a sua dissemina&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de potencializar o estigma referido    pelos doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante destacar o fato de que a    maioria dos estudantes concebe a doen&ccedil;a como restrita aos pulm&otilde;es    e que se mostraram surpresos quando se indicou, na parte final da entrevista,    dedicada a esclarecimentos, a possibilidade da tuberculose atingir outros &oacute;rg&atilde;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave;s pessoas que, segundo    os estudantes, teriam mais chance de desenvolver a doen&ccedil;a, evidenciou-se    sua associa&ccedil;&atilde;o com determinados estilos de vida (bo&ecirc;mios,    fumantes), condi&ccedil;&atilde;o social (pobres), condi&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica    (crian&ccedil;as, idosos) e condi&ccedil;&otilde;es de moradia e de trabalho    insalubres. A esse respeito, Bertolozzi<sup>17</sup> identificou que a doen&ccedil;a    assume um car&aacute;ter moralizador dos costumes para aqueles que a contraem    e o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a apresenta um papel ordenador da vida,    pois os doentes que integraram seu estudo referiram deixar de fumar e de beber.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Arequipa, no Peru, Alvarez<sup>18</sup> analisou    fatores que determinaram atitudes frente &agrave; tuberculose, em popula&ccedil;&atilde;o    aparentemente sadia e, outra, de portadores da doen&ccedil;a, atrav&eacute;s    da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio. A autora identificou que    as percep&ccedil;&otilde;es mais corretas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    fisiopatologia da doen&ccedil;a foram as dos doentes, identificando-se confus&atilde;o    dos conhecimentos com respeito &agrave; etiologia, cura e tratamento pelas pessoas    aparentemente sadias. Al&eacute;m do mais, estas &uacute;ltimas enfatizavam    a gravidade da doen&ccedil;a e a necessidade de isolar os enfermos, identificando-se    que os fatores determinantes das atitudes destas pessoas foram a preval&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a, o risco em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o    e o estigma social associado &agrave; enfermidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma quest&atilde;o interessante, que surgiu no    presente estudo, refere-se ao fato de que, segundo os estudantes, &quot;os bo&ecirc;mios&quot;    apresentam grande possibilidade de desenvolver tuberculose e se observou, ainda,    men&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a como pr&oacute;pria de poetas e    escritores, fato por eles encontrado em livros de literatura, o que pode ter    influ&iacute;do nas associa&ccedil;&otilde;es sobre a transmissibilidade da    doen&ccedil;a e na defini&ccedil;&atilde;o de determinados grupos que, supostamente,    teriam mais chance de contra&iacute;-la.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Gon&ccedil;alves<sup>19</sup> lembra que, no    s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, a tuberculose era identificada    como doen&ccedil;a que acometia artistas, poetas e bo&ecirc;mios. Segundo a    autora, essas representa&ccedil;&otilde;es sociais s&atilde;o muito importantes    para balizar o questionamento das falhas do Programa de Controle da Tuberculose,    no sentido de identificar o real impacto de sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o.    Assim, deve-se considerar o fato de encontrar, ainda na &eacute;poca atual,    esse tipo de interpreta&ccedil;&atilde;o. Bertolli Filho<sup>20</sup> analisa,    em artigo sobre a antropologia da doen&ccedil;a e do doente com tuberculose,    a rea&ccedil;&atilde;o individual deste quando exilado em cidades-sanat&oacute;rios    paulistas. Utilizando como fonte de dados os escritos memorial&iacute;sticos    de escritores e poetas que padeceram da doen&ccedil;a, verificou-se que os significados    elaborados pela comunidade, acerca dos enfermos, estavam associados ao pulm&atilde;o    como &oacute;rg&atilde;o &uacute;nico, &agrave; morte, ao sofrimento, &agrave;    solid&atilde;o, ao isolamento e &agrave; exclus&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na presente pesquisa evidenciou-se rela&ccedil;&atilde;o    entre o ambiente em que vivem as pessoas, como &quot;moradias insalubres&quot;    e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho igualmente qualificados e o risco para    desenvolver a tuberculose, mostrando-se, ainda, associa&ccedil;&atilde;o entre    a doen&ccedil;a e as condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas.    Observa-se, tamb&eacute;m, concep&ccedil;&otilde;es que apontam a origem da    enfermidade lastreada na Teoria da Unicausalidade, quando a doen&ccedil;a &eacute;,    unicamente, efeito da a&ccedil;&atilde;o do Bacilo de Koch e, da teoria da Multicasualidade,    quando foram apontados v&aacute;rios fatores que se somam na rede de causalidade,    como pobreza, alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, h&aacute;bito de fumar,    dentre outros, com a mesma valora&ccedil;&atilde;o de peso na rede de causalidade.    &Eacute; digno de nota que alguns estudantes associaram a doen&ccedil;a &agrave;    desigualdade da sociedade, o que indica uma supera&ccedil;&atilde;o de conceitos    que limitam a trama da causalidade, reduzindo-a &agrave; mera a&ccedil;&atilde;o    entre fatores. Verifica-se, portanto, que h&aacute; necessidade de promover    e disseminar informa&ccedil;&atilde;o para fomentar o conhecimento sobre a doen&ccedil;a,    o que pode ser obtido atrav&eacute;s dos diferentes setores da sociedade, da    sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o e da m&iacute;dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento, 14,2%    dos participantes do presente estudo n&atilde;o sabiam se a doen&ccedil;a tinha    cura, o que reflete um desconhecimento importante, que ainda prevalece.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cerca de 67,9% (72) referiram ter escutado falar    sobre a doen&ccedil;a e destes, 25,5% referiram que isso havia ocorrido em institui&ccedil;&otilde;es    de ensino, como na faculdade, colegial e curso preparat&oacute;rio para o vestibular;    seguidas de meios de comunica&ccedil;&atilde;o, principalmente televis&atilde;o    e cinema, por 14,1%; da literatura (13,2%) e atrav&eacute;s da fam&iacute;lia/amigos    (9,5%). Somente 4,7% dos moradores haviam ouvido sobre o tema em institui&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de <a href="#tabela2">Tabela 2</a>.</font></p>     <p><a name="tabela2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a04tab2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante destacar que 32,1% dos alunos    referiram nunca ter ouvido falar sobre a tuberculose e uma pessoa n&atilde;o    lembrou o local onde tinha ouvido falar da doen&ccedil;a. O setor educacional,    por vezes, pode contribuir para o refor&ccedil;o da mistifica&ccedil;&atilde;o    e preconceito da doen&ccedil;a, ao contr&aacute;rio de sua real miss&atilde;o    que &eacute; proporcionar aos alunos o amplo e desalienado conhecimento acerca    da realidade.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose continua sendo um s&eacute;rio    problema de sa&uacute;de e carece de estrat&eacute;gias abrangentes para seu    controle, o que faz necess&aacute;rio que os Programas de Controle tenham suas    a&ccedil;&otilde;es revistas, buscando a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o    sobre a doen&ccedil;a atrav&eacute;s da televis&atilde;o, r&aacute;dio e outros    meios de comunica&ccedil;&atilde;o massivos e, em especial, que essas informa&ccedil;&otilde;es    possam ser acessadas extensivamente pela popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na Col&ocirc;mbia, identificaram que pessoas    com doen&ccedil;a respirat&oacute;ria recebem mais informa&ccedil;&atilde;o    que prov&eacute;m de institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e dos amigos    do que as pessoas sadias, indicando que as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    educam as pessoas que recorrem a os servi&ccedil;os, e n&atilde;o a popula&ccedil;&atilde;o    em geral. No estudo desenvolvido por Zuluaga et al.<sup>15</sup> as fontes atrav&eacute;s    das quais a popula&ccedil;&atilde;o obteve informa&ccedil;&atilde;o sobre tuberculose,    foram a s&oacute;cio-familiar (15,8%) e para 9% isto havia ocorrido atrav&eacute;s    de institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Farkuh<sup>14</sup> tamb&eacute;m    identificou que somente 10,4% dos professores do ensino fundamental da Delegacia    Regional de Ensino Municipal de S&atilde;o Paulo tinham participado de atividades    de orienta&ccedil;&atilde;o sobre a tuberculose, corroborando com as defici&ecirc;ncias    encontradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, a m&iacute;dia, a escola, a sa&uacute;de,    o saber m&eacute;dico e pol&iacute;tico, contribuem para mitificar a sa&uacute;de,    influindo no comportamento e no imagin&aacute;rio social.<sup>21</sup> O autor    compara a maneira como os meios de comunica&ccedil;&atilde;o estimulam o consumo    desnecess&aacute;rio no campo da sa&uacute;de, em contrapartida &agrave; abordagem    para atividades de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, dentre outras quest&otilde;es, o estudo    possibilita apontar a import&acirc;ncia do trabalho intersetorial, j&aacute;    que a maior parcela dos alunos tinha ouvido falar sobre a doen&ccedil;a, atrav&eacute;s    de institui&ccedil;&otilde;es de ensino, o que demonstra que a educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de deve ser alvo de a&ccedil;&atilde;o de diferentes setores da    sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo revelou que a tuberculose ainda    permanece como enfermidade a qual os &oacute;rg&atilde;os de sa&uacute;de e    de ensino devem envidar esfor&ccedil;os tanto para incrementar a dissemina&ccedil;&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o sobre as formas de transmiss&atilde;o e de adoecimento,    assim como cuidar para o seu devido controle. No desenvolvimento do estudo aspectos    que dizem respeito &agrave; dimens&atilde;o cognitiva e que configuram a vulnerabilidade    individual foram identificados. Tais aspectos est&atilde;o presentes para uma    importante parcela dos sujeitos estudados, quando desconhecem aspectos importantes    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a e principalmente quando a desconhecem,    ou quando se apresentam conceitos equivocados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    sua propaga&ccedil;&atilde;o e cura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda que o conceito de vulnerabilidade tenha    sido didaticamente estudado a partir da perspectiva individual, as dimens&otilde;es    que envolvem a vulnerabilidade program&aacute;tica e social devem ser levadas    em considera&ccedil;&atilde;o quando se apreende a enfermidade como produto    da forma de organiza&ccedil;&atilde;o o da sociedade e das formas como se vive,    o que inclui as condi&ccedil;&otilde;es materiais e aspectos que dizem respeito    &agrave; subjetividade dos indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os conhecimentos insuficientes acerca da doen&ccedil;a    podem afetar a forma de perceb&ecirc;-la e de enfrent&aacute;-la o que pode    potencializar a vulnerabilidade &agrave; tuberculose deste grupo. &Eacute; necess&aacute;rio    resgatar os conhecimentos que a popula&ccedil;&atilde;o tem sobre a sa&uacute;de-doen&ccedil;a    para o planejamento de atividades que promovam a desmitifica&ccedil;&atilde;o    de enfermidades como a tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;rio que se potencialize    a democratiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, uma vez que, nos    estudos sobre vulnerabilidade, fica claro a import&acirc;ncia do acesso aos    meios comunicacionais na diminui&ccedil;&atilde;o da susceptibilidade aos agravos    e situa&ccedil;&otilde;es adversas. Especialmente em se tratando de um grupo    como o que constituiu o presente estudo, acrescendo-se o fato de que a Universidade    de S&atilde;o Paulo se constitui como modelo de excel&ecirc;ncia em termos de    produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, aponta-se a necessidade de monitoramento    da sa&uacute;de dos estudantes moradores do conjunto residencial, n&atilde;o    deixando de lado as iniciativas para que os pr&oacute;prios alunos tomem a responsabilidade    por acessar esse conhecimento, fortalecendo-se com isso no cotidiano.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desenvolvimento deste estudo permite identificar    a import&acirc;ncia do trabalho intersetorial, j&aacute; que para a maioria    dos alunos que tinham ouvido falar sobre a doen&ccedil;a, isto havia ocorrido    atrav&eacute;s de institui&ccedil;&otilde;es de ensino, o que demonstra a potencialidade    desse espa&ccedil;o em termos de difus&atilde;o do conhecimento geral e n&atilde;o    somente espec&iacute;fico. Isto permitiria apoiar a desmistifica&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a, evitando a perpetua&ccedil;&atilde;o do seu estigma nas diferentes    esferas da sociedade. A tuberculose &eacute; um problema de sa&uacute;de que    precisa de estrat&eacute;gias abrangentes para seu controle, o que faz imperativo    rever as a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a atrav&eacute;s    de meios de comunica&ccedil;&atilde;o massivos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em s&iacute;ntese, &agrave; luz dos eixos que    o quadro conceitual de vulnerabilidade oferece, observaram-se aspectos que podem    induzir &agrave; vulnerabiliza&ccedil;&atilde;o dos alunos do CRUSP em rela&ccedil;&atilde;o    ao conhecimento da tuberculose: desconhecimento acerca de aspectos b&aacute;sicos    da enfermidade e perpetua&ccedil;&atilde;o do estigma. O universo cujo objeto    s&atilde;o as enfermidades parece se colocar como exterior ao cotidiano universit&aacute;rio,    o que contribui para tornar ainda mais complexo o controle da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Elender F, Bentham G, Langford I. Tuberculosis    mortality in England and Wales during 1982-1992: its association with poverty,    ethnicity and AIDS. Soc Sci Med 1998;46:673-81.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Macallan DC. Malnutrition in tuberculosis.    Diagn microbiol infect dis &#91;serial online&#93; 1999;34:153-7. &#91;citado    em: 3 nov 2001&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.elsevier.com.br" target="_blank">http//www.elsevier.com.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Khan J, Walley J, Newell J, Imdad N. Tuberculosis    in Pakistan: socio-cultural contraints and opportunities in treatment. Soc Sci    Sed 2000;50:247-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Wallace DN. Discriminatory public policies    and the New York City tuberculosis epidemia 1975-1993. Microbes Infection 2001;3:515-24.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Antunes JL, Waldman EA. The impact of aids,    immigration and housing overcrowding on tuberculosis deaths in S&atilde;o Paulo,    Brazil, 1994-1998. Soc Sci Med 2001;52:1071-80.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Baruzzi RG. Sa&uacute;de e doen&ccedil;a em    &iacute;ndios panar&aacute; (Kreen-Akar&ocirc;re) ap&oacute;s vinte e cinco    anos de contato com o nosso mundo, com &ecirc;nfase na ocorr&ecirc;ncia de tuberculose    (Brasil central). Cad Sa&uacute;de P&uacute;bl &#91;artigo na Internet&#93;.    &#91;citado em: 11 jan 2001&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.org." target="_blank">http://www.scielo.org.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Ayres JRCM, Fran&ccedil;a I, Calazans G, Salletti    H. Vulnerabilidade e preven&ccedil;&atilde;o em tempos de Aids. In: Barbosa    R, Parker R. Sexualidade pelo avesso: direitos, identidades e poder. Rio de    Janeiro: Relume Dumar&aacute;; 1999. p. 50-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Mann J, Tarantola DJM, Netter T. Como avaliar    a vulnerabilidade &agrave; infe&ccedil;&atilde;o pelo HIV e AIDS. In: Parker    R. A AIDS no mundo. Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;; 1993. p. 276-300.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Ayres JRCM, Fran&ccedil;a J&uacute;nior I,    Pelicione MCF. Vulnerabilidade do adolescente ao HIV/AIDS. In: Barbosa R, Parker    R. Semin&aacute;rio Gravidez na Adolesc&ecirc;ncia. Projetos de Estudos da Mulher.    Rio de Janeiro. 1998 p. 97-109.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Bertolozzi MR. A ades&atilde;o ao programa    de controle da tuberculose no Distrito Sanit&aacute;rio do Butant&atilde;, S&atilde;o    Paulo. &#91;tese&#93; S&atilde;o Paulo (SP): Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica    da USP; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Antunes JLF, Waldman EA, Moraes M. A tuberculose    atrav&eacute;s do s&eacute;culo: &iacute;cones can&ocirc;nicos e signos do combate    &agrave; enfermidade. Rev Ci Sa&uacute;de Col 2000;5:367-79.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Waksman SA. Pr&ecirc;mio Nobel de Medicina.    a vit&oacute;ria sobre a tuberculose de Hip&oacute;crates &agrave; estreptomicina.Trad    de Leonidas Hegenberg e Octany Silveira da Mota. S&atilde;o Paulo: Cultrix;    1964.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Farkuh LT. Conhecimentos sobre tuberculose    entre professores de ci&ecirc;ncias do ensino fundamental do Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93; S&atilde;o Paulo (SP):    Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Zuluaga L, Betancur C, Abaunza M, Londo&ntilde;o    J. Encuesta de conocimiento sobre la tuberculosis. Comuna Nororiental de Medell&iacute;n    Colombia. Bol Oficina Sanit Panam 1991;111:414-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Liefooghe R, Michiels N, Habib S, Moram MB,    Muynck AD. Perception and social consequences of tuberculosis patients in Sialkot,    Pakistan. Soc Sci Med 1999;49:815-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Bertolozzi MR. Pacientes com tuberculose    pulmonar no Munic&iacute;pio de Tabo&atilde;o da Serra: Perfil e representa&ccedil;&otilde;es    sobre a assist&ecirc;ncia prestada nas Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de.&#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;    S&atilde;o Paulo (SP): Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Alvarez MCSA. Actitudes de pacientes del    Programa de Control de Tuberculosis y de poblaci&oacute;n aparentemente sana,    frente a la tbc, en relaci&oacute;n a la prevalencia, gravedad, y estigma social    percibidos: Arequipa, junio-agosto 1996. &#91;bachiller&#93;. Arequipa: Faculdad    de Medicina, Universidad Nacional de San Agust&iacute;n; 1996. &#91;resumo&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Gon&ccedil;alves H. A tuberculose ao longo    dos tempos. Hist Cien Sa&uacute;de 2000;7:303-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Bertolli Filho C. Antropologia da doen&ccedil;a    e do doente: percep&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias de vida dos tuberculosos.    Hist Ci&ecirc;nc Saude 1999/ 2000;6:493-522.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Oliveira VC. As m&iacute;dias e a mitifica&ccedil;&atilde;o    das tecnologias em sa&uacute;de. In: Pitta AMDR, organizadora. Sa&uacute;de    e comunica&ccedil;&otilde;es: visibilidades e sil&ecirc;ncios. S&atilde;o Paulo    (SP): Hucitec; 1995. p.36.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 08/03/2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aceito em 18/03/2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">*Baseado em Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado,    junto ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem da Escola    de Enfermagem da Universidade de S&atilde;o Paulo - &Aacute;rea de Concentra&ccedil;&atilde;o    Enfermagem em Sa&uacute;de Coletiva - com apoio financeiro do CNPq.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
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