<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2006000300003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implantação da estratégia DOTS no controle da tuberculose em Ribeirão Preto, São Paulo (1998-2004)]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jordana de Almeida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruffino-Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tereza Cristina Scatena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monroe]]></surname>
<given-names><![CDATA[Aline Aparecida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lucca]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Elvira Santos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A05"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Ribeirão Preto SP]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,EERP-USP  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A05">
<institution><![CDATA[,SMS-RP; FMRP-USP  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<volume>14</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>141</fpage>
<lpage>144</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2006000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2006000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2006000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: Descrever os resultados de tratamento - cura, abandono e óbito - nos períodos pré e pós implantação da Estratégia DOTS no controle da tuberculose (TB) no município de Ribeirão Preto - SP. METODOLOGIA: estudo descritivo que utilizou fontes secundárias de informações - EPI-TB, Livro de Registro de Controle de TB. RESULTADOS: o DOTS foi implantado a partir de 1998. Neste ano, a cobertura do tratamento supervisionado (TS) foi de 20,3% alcançando, em 2004, 73,8%. Entre 1998-2004, as taxas de cura apresentaram um aumento de 1%, o percentual de abandono uma queda de 1,84% e a mortalidade um acréscimo de 0,09%, todos, ao ano. CONCLUSÃO: a partir da implantação do DOTS, em Ribeirão Preto, ocorre uma reorganização do trabalho através de: a constituição de uma equipe responsável pelo PCT em cada Distrito de Saúde; a realização do TS no domicilio do doente e na Unidade de Saúde; a introdução de instrumentos de registro e sistema informatizado EPITB. Os desafios estão voltados para a sustentabilidade da estratégia nos aspectos do compromisso do governo com a transparência do uso de recursos financeiros para a TB, a continuidade do cargo de coordenador do PCT e a capacitação técnica e gerencial das equipes de saúde no nível periférico e distrital do Sistema de Saúde do município.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: Describe the treatment results (cure, abandonment and death) in the periods before and after the implantation of the DOTS strategy for tuberculosis (TB) control in Ribeirão Preto - SP. METHODOLOGY: descriptive study that used secondary information sources (EPI-TB, TB Control Record Book). RESULTS: DOTS has been implanted from 1998 onwards. In that year, supervised treatment (ST) covered 20.3%, expanding to 73.8% in 2004. Between 1998 and 2004, cure rates increased by 1% per year, abandonment levels fell by 1.84% per year and mortality rose by 0.09% (per year). CONCLUSION: Since the implantation of DOTS in Ribeirão Preto, the work has been reorganized by means of: the constitution of a team responsible for the Tuberculosis Control Program (TCP) in each Health District; the realization of ST at the patient's home and at the Health Unit; the introduction of registration instruments and the computer system EPI-TB. Challenges refer to the sustainability of the strategy in terms of the government's commitment to the transparent use of financial resources for TB, the continuity of the TCP coordinator's position and the technical and management training of health teams at the peripheral and district levels of the city's health system.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[descentralização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[serviços de saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[resultado de tratamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapia Diretamente Observada]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[decentralization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[health services]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[treatment outcomes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[direct observed treatment]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Implanta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia    DOTS no controle da tuberculose em Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo (1998-2004)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jordana de Almeida Nogueira<sup>I</sup>; Antonio Ruffino-Netto<sup>II</sup>;    Tereza Cristina Scatena Villa<sup>III</sup>; Aline Aparecida Monroe<sup>IV</sup>; Maria Elvira Santos    Lucca<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>PCT de Ribeir&atilde;o Preto. Universidade    Federal da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto &#8211; Avenida Bandeirantes,    3900 &#8211; Campus Universit&aacute;rio &#8211; Ribeir&atilde;o Preto; CEP:    14040-902 &#8211; SP &#8211; Fone: (16)3602-3407. E-mail: <a href="mailto:tite@eerp.usp.br">tite@eerp.usp.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade    de S&atilde;o Paulo, REDE-TB    <br>   <sup>III</sup>Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto. OMS-EERP-USP. REDE-TB    <br>   <sup>IV</sup>EERP-USP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>SMS-RP; FMRP-USP</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</b> Descrever os resultados de tratamento    - cura, abandono e &oacute;bito - nos per&iacute;odos pr&eacute; e p&oacute;s    implanta&ccedil;&atilde;o da Estrat&eacute;gia DOTS no controle da tuberculose    (TB) no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto - SP.    <br>   <b>METODOLOGIA:</b> estudo descritivo que utilizou fontes secund&aacute;rias    de informa&ccedil;&otilde;es - EPI-TB, Livro de Registro de Controle de TB.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> o DOTS foi implantado a partir de 1998. Neste ano, a cobertura    do tratamento supervisionado (TS) foi de 20,3% alcan&ccedil;ando, em 2004, 73,8%.    Entre 1998-2004, as taxas de cura apresentaram um aumento de 1%, o percentual    de abandono uma queda de 1,84% e a mortalidade um acr&eacute;scimo de 0,09%,    todos, ao ano.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> a partir da implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS, em Ribeir&atilde;o    Preto, ocorre uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do trabalho atrav&eacute;s de:    a constitui&ccedil;&atilde;o de uma equipe respons&aacute;vel pelo PCT em cada    Distrito de Sa&uacute;de; a realiza&ccedil;&atilde;o do TS no domicilio do doente    e na Unidade de Sa&uacute;de; a introdu&ccedil;&atilde;o de instrumentos de    registro e sistema informatizado EPITB. Os desafios est&atilde;o voltados para    a sustentabilidade da estrat&eacute;gia nos aspectos do compromisso do governo    com a transpar&ecirc;ncia do uso de recursos financeiros para a TB, a continuidade    do cargo de coordenador do PCT e a capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica    e gerencial das equipes de sa&uacute;de no n&iacute;vel perif&eacute;rico e    distrital do Sistema de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Tuberculose, descentraliza&ccedil;&atilde;o,    servi&ccedil;os de sa&uacute;de, resultado de tratamento, Terapia Diretamente    Observada. </font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> Describe the treatment results    (cure, abandonment and death) in the periods before and after the implantation    of the DOTS strategy for tuberculosis (TB) control in Ribeir&atilde;o Preto    - SP.    <br>   <b>METHODOLOGY:</b> descriptive study that used secondary information sources    (EPI-TB, TB Control Record Book).    <br>   <b>RESULTS:</b> DOTS has been implanted from 1998 onwards. In that year, supervised    treatment (ST) covered 20.3%, expanding to 73.8% in 2004. Between 1998 and 2004,    cure rates increased by 1% per year, abandonment levels fell by 1.84% per year    and mortality rose by 0.09% (per year).    <br>   <b>CONCLUSION:</b> Since the implantation of DOTS in Ribeir&atilde;o Preto,    the work has been reorganized by means of: the constitution of a team responsible    for the Tuberculosis Control Program (TCP) in each Health District; the realization    of ST at the patient's home and at the Health Unit; the introduction of registration    instruments and the computer system EPI-TB. Challenges refer to the sustainability    of the strategy in terms of the government's commitment to the transparent use    of financial resources for TB, the continuity of the TCP coordinator's position    and the technical and management training of health teams at the peripheral    and district levels of the city's health system.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> Tuberculosis, decentralization,    health services, treatment outcomes, direct observed treatment.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Brasil ocupa o 16<sup>o</sup> lugar entre os    22 pa&iacute;ses respons&aacute;veis por 80% do total de casos de tuberculose    (TB) no mundo, com uma preval&ecirc;ncia de 58 casos por 100 mil habitantes.    A TB, uma doen&ccedil;a que tem cura, ainda mata pelo menos 6 mil pessoas/ano    no Brasil. O percentual de cura &eacute; de 72,2 % e a taxa de abandono est&aacute;    em torno de 11,7 %, alcan&ccedil;ando em algumas capitais o valor de 30% a 40%.    A cada ano, 111 mil novos casos s&atilde;o registrados.<sup>1</sup> Esses dados    representam um grande desafio para o Brasil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    metas pactuadas junto &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) que declara a TB uma emerg&ecirc;ncia mundial e prop&otilde;e a estrat&eacute;gia    Directly Observed Treatment Short-course (DOTS), para atingir 70% de detec&ccedil;&atilde;o    de casos, 85% de sucesso de tratamento e reduzir o abandono em 5%.<sup>2,3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O DOTS, proposto em 1993, &eacute; constitu&iacute;do    por cinco   componentes: "detec&ccedil;&atilde;o de casos por baciloscopia entre sintom&aacute;ticos   respirat&oacute;rios que demandam os servi&ccedil;os gerais de sa&uacute;de;   tratamento padronizado de curta dura&ccedil;&atilde;o, diretamente observado   e monitorado em sua evolu&ccedil;&atilde;o; fornecimento regular de drogas;   sistema de registro e informa&ccedil;&atilde;o que assegure a avalia&ccedil;&atilde;o    do   tratamento; compromisso do governo colocando o controle da   tuberculose como prioridade entre as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de".<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; necessidade de estudos operacionais    sobre experi&ecirc;ncias   de implanta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia DOTS no controle   da TB, em sistemas de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de    que   passaram por reformas sanit&aacute;rias.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo justifica-se, pois a produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica indexada no Brasil sobre a estrat&eacute;gia DOTS, no per&iacute;odo    1998 a 2005, &eacute; escassa, tendo sido encontrados apenas 17 produ&ccedil;&otilde;es    nas bases de dados LILACS e Scielo.<sup>6</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Descrever os indicadores de cura, abandono e    &oacute;bito   por TB no per&iacute;odo pr&eacute; e p&oacute;s implanta&ccedil;&atilde;o da    estrat&eacute;gia   DOTS no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>METODOLOGIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo, envolvendo    o levantamento   de dados epidemiol&oacute;gicos no per&iacute;odo pr&eacute; e   p&oacute;s implanta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia DOTS em Ribeir&atilde;o    Preto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Campo de investiga&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto,    com popula&ccedil;&atilde;o estimada de 542.912 habitantes, possui uma rede    ambulatorial composta por 33 Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) e    cinco Unidades B&aacute;sicas Distritais de Sa&uacute;de (UBDS). Todas as equipes    de UBS foram capacitadas para a identifica&ccedil;&atilde;o e detec&ccedil;&atilde;o    de casos de TB. O tratamento e monitoramento dos casos diagnosticados s&atilde;o    realizados por equipes do Programa de Controle da TB (PCT) em Unidades de Refer&ecirc;ncia    (UR).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do Tratamento Supervisionado    (TS) ocorreu de maneira gradual, mediante defini&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas    de abrang&ecirc;ncia das equipes do PCT e defini&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias    e atividades dos profissionais envolvidos, garantindo, deste modo, o acesso    ao tratamento de TB nas cinco UR dos cinco DS do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    operacional, foram estabelecidos   alguns crit&eacute;rios de inclus&atilde;o de pacientes no TS,   respeitando a realidade do servi&ccedil;o, a diversidade do territ&oacute;rio   e as diferen&ccedil;as econ&ocirc;micas e sociais da popula&ccedil;&atilde;o   atendida por cada UR. Al&eacute;m disso, investiu-se em atividades   educativas para a comunidade, em supervis&atilde;o peri&oacute;dica   junto &agrave;s equipes do PCT e incentivou-se a realiza&ccedil;&atilde;o de   visitas domiciliares aos casos novos e contactantes. Organizou-   se ainda, um conjunto de atividades de apoio &#8211; viatura   -, fornecimento de benef&iacute;cios e incentivos - cesta b&aacute;sica,   vale transporte, leite, estabelecimento de parceria com outros   setores - Secretaria do Bem Estar Social e Secretaria da   Justi&ccedil;a. Para melhorar o sistema de registro e informa&ccedil;&otilde;es   foi implantado o sistema EPI-TB no Departamento de   Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica (DVE), centralizado na Secretaria   Municipal de Sa&uacute;de (SMS) em 1998, o qual, a partir de   2004, foi descentralizado para os cinco n&uacute;cleos de Vigil&acirc;ncia   Epidemiol&oacute;gica (VE) dos DS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o dos pacientes    no TS s&atilde;o   os que, potencialmente ofereciam risco de abandono do   tratamento, tais como: alcoolistas, usu&aacute;rios de droga, HIV   positivos, retratamento p&oacute;s-abandono, recidivas. Ao longo   dos &uacute;ltimos cinco anos a oferta do TS vem se estendendo   aos demais pacientes, priorizando os casos pulmonares   bacil&iacute;feros desde o inicio do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta-se que os recursos disponibilizados    e atividades   desencadeadas foram fundamentais para a melhoria   na organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia aos pacientes com TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Coleta de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram coletados de fontes secund&aacute;rias    de informa&ccedil;&atilde;o como o banco de dados do sistema EPI-TB, incluindo    os resultados de cura, abandono e &oacute;bitos de todos os pacientes inscritos    no PCT - todas as formas cl&iacute;nicas e os casos de co-infec&ccedil;&atilde;o    TB/HIV referentes ao per&iacute;odo de 1998 a 2004. Ressalta-se que este sistema    permite analisar os &oacute;bitos, diferenciando aqueles cuja causa b&aacute;sica    foi a TB daqueles que morreram por outras causas (HIV). Entretanto, os dados    de cura, abandono e &oacute;bitos referentes ao per&iacute;odo de 1993 a 1997,    que antecedem &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS, foram coletados por    meio de documentos existentes na SMS, uma vez que n&atilde;o foram informatizados,    o que n&atilde;o permitiu diferenciar a causa do &oacute;bito. Os dados foram    analisados atrav&eacute;s de estat&iacute;stica descritiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1993-1997 que antecede &agrave;    implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS, observa-se que, em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; taxa de cura, ocorreu um decl&iacute;nio de 2,2% ao ano (<a href="#fig1">Figura    1</a>); no per&iacute;odo de 1998/2004, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o    do DOTS, houve um aumento de 1% ao ano na taxa de cura (<a href="#fig2">Figura    2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#fig1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a03f1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#fig2"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a03f2.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual de abandono durante o per&iacute;odo    de 1993-2003 apresentou uma tend&ecirc;ncia geral de queda de 1,84% ao ano.    A tend&ecirc;ncia de diminui&ccedil;&atilde;o do percentual de abandono, a partir    de 1993, parece traduzir uma consolida&ccedil;&atilde;o do PCT local, culminando    com a implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS em 1998. J&aacute; a mortalidade, no    per&iacute;odo de 1998- 2003, apresentou um aumento anual de 0,09% (<a href="#fig3">Figura    3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;<a name="fig3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#fig3"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a03f3.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cobertura dos pacientes sob TS no domic&iacute;lio    passou   de 20,3% em 1998 para 73,9%, em 2004.   A partir de 1998, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS, destacam-   se alguns aspectos que marcaram a fase da implanta&ccedil;&atilde;o   e sua sustentabilidade no sistema de sa&uacute;de local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1998-2001, o DOTS foi assumido   como prioridade pol&iacute;tica, ocorrendo a valoriza&ccedil;&atilde;o do cargo   de coordenador do PCT e o apoio &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o das   atividades daquela estrat&eacute;gia. Entre 1999 e 2000, a coordena&ccedil;&atilde;o   do Programa Estadual de DST/aids, contratou,   com recurso pr&oacute;prio, um auxiliar de enfermagem para realizar   o TS em pacientes com co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV, cancelando-   o em 2001, a partir de quando registrou-se um   alto percentual de &oacute;bitos de pacientes com TB associada   ao HIV, no munic&iacute;pio, contribuindo para a redu&ccedil;&atilde;o das   taxas de cura da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde 2001, a coordena&ccedil;&atilde;o municipal    do PCT passou a acumular fun&ccedil;&otilde;es de gerenciamento de outros Programas    - Hansen&iacute;ase, Idoso, Hipertens&atilde;o, Diabetes. O b&ocirc;nus repassado,    entre 1999 e 2004, pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), foi substitu&iacute;do,    em 2004, por outra sistem&aacute;tica de fi nanciamento, sem a rubrica especifica    destinada &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de controle da TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2001, observa-se um leve aumento do percentual    de abandono do tratamento da TB, fato explicado por hip&oacute;teses de natureza    gerencial como o compromisso pol&iacute;tico do novo gestor municipal com a    TB e a diminui&ccedil;&atilde;o gradual do quadro de profissionais da VE da    SMS de Ribeir&atilde;o Preto, que privilegiou a aloca&ccedil;&atilde;o dos recursos    humanos nos programas de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, de que &eacute;    exemplo o Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF). Durante esse per&iacute;odo    tamb&eacute;m ocorreu epidemia de dengue no munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS no munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o   Preto promoveu uma reorganiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia oferecida,   revelando-se capaz de transformar a pr&aacute;tica de aten&ccedil;&atilde;o   ao paciente com TB, por meio de reestrutura&ccedil;&atilde;o do   trabalho da equipe e amplia&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os e formas de   interven&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito individual e coletivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo 1998-2001, houve grande comprometimento    pol&iacute;tico e financeiro dos diferentes n&iacute;veis do governo no processo    de implanta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia DOTS, mediante um conv&ecirc;nio    estabelecido entre o munic&iacute;pio e o MS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos desafios da estrat&eacute;gia DOTS &eacute;    a sua sustentabilidade, manifestada pelo compromisso pol&iacute;tico da SMS    e expressa pela descontinuidade na condu&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    do PCT e desmonte das equipes da VE e do PCT e, at&eacute; mesmo, sua coordena&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tend&ecirc;ncia ao aumento nos percentuais    de cura e diminui&ccedil;&atilde;o do percentual de abandono, a partir de 1998,    revela-se como capaz de alterar os indicadores; entretanto, n&atilde;o pareceu    incidir significativamente nos percentuais de &oacute;bito por TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No munic&iacute;pio estudado, a taxa de &oacute;bito    foi de 33% para os pacientes com co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV, nesse per&iacute;odo.<sup>7</sup>     Deste modo, considera-se oportuno que sejam tra&ccedil;adas estrat&eacute;gias    especiais de acompanhamento dessa clientela, tendo como objetivo a detec&ccedil;&atilde;o    precoce da comorbidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS, em Ribeir&atilde;o    Preto, do ponto de vista operacional apresentou avan&ccedil;os: na organiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho em sa&uacute;de com a participa&ccedil;&atilde;o de diferentes categorias    profissionais - a equipe do PCT em UR; no processo de tratamento e monitoramento    do doente de TB/fam&iacute;lia; com a introdu&ccedil;&atilde;o da visita domiciliar    como um instrumento de trabalho na rotina; por meio da implanta&ccedil;&atilde;o    de instrumentos de registro e sistema informatizado EPI &#8211; TB e do treinamento    de profissionais de sa&uacute;de das UBS para as a&ccedil;&otilde;es de busca    de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios e pedidos de baciloscopias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os desafios para a sustentabilidade da estrat&eacute;gia    s&atilde;o, principalmente, de ordem pol&iacute;tica, como o compromisso das    inst&acirc;ncias de governo local com a TB na agenda das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas,    a manuten&ccedil;&atilde;o de um coordenador para o PCT, a transpar&ecirc;ncia    da aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos destinados &agrave; TB no Plano das    A&ccedil;&otilde;es B&aacute;sicas de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Muniz JN, Ruffino-Netto A, Villa TCS, Arc&ecirc;ncio    RA, Yamamura M. Aspectos Epidemiol&oacute;gicos da Co-Infec&ccedil;&atilde;o    Tuberculose - HIV em Ribeir&atilde;o Preto - SP (1998-2003). J Bras Pneumol,    2006. no prelo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. World Health Organization. Global tuberculosis    control: surveillance, planning, financing. Geneva: WHO; 2006.250p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Ruffino-Netto A, Villa TCS (org). Tuberculose:    implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS em Algumas Regi&otilde;es do Brasil, hist&oacute;rico    e Peculiaridades Regionais. Ribeir&atilde;o Preto: FMRP/ REDE TB&#8211;USP;    2006. 204p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secret&aacute;ria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento   de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de   Doen&ccedil;as End&ecirc;micas. &Aacute;rea T&eacute;cnica de Pneumologia Sanit&aacute;ria.    Programa   nacional de controle da tuberculose. Bras&iacute;lia. 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. World Health Organization. Framework for effective    tuberculosis   control. WHO/TB/94.179. Geneva: WHO; 1994. 13p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Nunn P, Harries A, Godfrey-Faussett P, Gupta    R, Maher D, Raviglione   M. The research agenda for improving health policy, systems   performance, and service delivery for tuberculosis control: a   WHO perspective. Bull World Health Organ 2002; 80(6):471-476.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Villa TCS, Brunello MEF. A Estrat&eacute;gia    DOTS: uma revis&atilde;o sobre o tema (1998 a 2005). Relat&oacute;rio PIBIC/USP/CNPq,    2006.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Universidade Federal da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto    <br>   Avenida Bandeirantes, 3900 &#8211; Campus Universit&aacute;rio    <br>   Ribeir&atilde;o Preto;    <br>   CEP: 14040-902 &#8211; SP    <br>   Fone: (16)3602-3407.    <br>   E-mail:<a href="mailto:tite@eerp.usp.br">tite@eerp.usp.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em 25/09/2006    <br>   Aceito em 02/10/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <i>Fontes de Financiamento</i>: Funda&ccedil;&atilde;o    de Amparo &agrave; Pesquisa de S&atilde;o Paulo - FAPESP (2004-2007) processo:    03/08386-3; Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico    - CNPq (2003-2006) processo: 476236/03; Padct III mil&ecirc;nio/Rede Brasileira    de Pesquisas em Tuberculose - REDE-TB processo: 62.0055/01-4. </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[JN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruffino-Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[TCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arcêncio]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yamamura]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos Epidemiológicos da Co-Infecção Tuberculose - HIV em Ribeirão Preto - SP (1998-2003)]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bras Pneumol]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Global tuberculosis control: surveillance, planning, financing]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>250</page-range><publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruffino-Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[TCS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculose: implantação do DOTS em Algumas Regiões do Brasil, histórico e Peculiaridades Regionais]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>204</page-range><publisher-loc><![CDATA[Ribeirão Preto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FMRP/ REDE TB-USP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil. Ministério da Saúde^dSecretária de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Coordenação Geral de Doenças Endêmicas. Área Técnica de Pneumologia Sanitária</collab>
<source><![CDATA[Programa nacional de controle da tuberculose]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Framework for effective tuberculosis control: WHO/TB/94.179]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>13</page-range><publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunn]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harries]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Godfrey-Faussett]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gupta]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maher]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raviglione]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The research agenda for improving health policy, systems performance, and service delivery for tuberculosis control: a WHO perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Bull World Health Organ]]></source>
<year>2002</year>
<volume>80</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>471-476</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[TCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brunello]]></surname>
<given-names><![CDATA[MEF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Estratégia DOTS: uma revisão sobre o tema (1998 a 2005)]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Relatório PIBIC/USP/CNPq]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
