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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abandono do tratamento da tuberculose em duas unidades de referência de Campo Grande, MS - 2002 e 2003]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Descriptive study focusing on defaulters among tuberculosis patients treated at the reference health units in Campo Grande, Mato Grosso do Sul State, Brazil from 2000 to 2003. Data was collected from the National System for the Registration of Diseases of the Municipal Secretary for Public Health and from domiciliary interviews. Of the total of 541 cases notifi ed during the period, 195 cases were evaluated. 78.4% cured, 8.2% changed address, 4.6% died, 3.5% changed diagnosis and 5.1% (10) abandoned their treatment. These ten cases included two persons convicted of crimes but of unknown localization, two tramps, three persons who left the municipality, with no forwarding addresses, one addict, alcoholic and HIV positive - parking attendant; one housewife with tuberculosis meningitis, abdominal pain, headache and apathy.. Both fi - nished three months of treatment and use public transport. One case is a convict, with tuberculosis meningitis, 4 months of treatment and HIV positive, a smoker, needing police escort for treatment. The cases localized and interviewed in 2002, using the questionnaire, claimed adequate alimentation during the treatment period. Individuals with a predisposition to abandon treatment were identifi ed: 3.4% abandoned treatment in 2003, below the established acceptable level, i.e., 5% for the national program. The study permitted the monitoring and improvement of the epidemiological system, and also the fi ow of information and the organization of health services.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="4" face="Verdana"><b>Abandono do tratamento da tuberculose    em duas unidades de refer&ecirc;ncia de Campo Grande, MS - 2002 e 2003</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sueli Aparecida Di&oacute;rio de Almeida<sup>I</sup>;    Michael Robin Honer<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Ger&ecirc;ncia T&eacute;cnica dos    Programas de Controle da Tuberculose e Elimina&ccedil;&atilde;o da Hansen&iacute;ase    da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de P&uacute;blica de Campo Grande, MS    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Universidade Cat&oacute;lica    Dom Bosco, Campo Grande, MS E.<i>mail</i>:<a href="mailto:suelidiorio@hotmail.com">suelidiorio@hotmail.com</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo apresenta estudo de s&eacute;rie de    casos, epidemiol&oacute;gico e descritivo, que caracteriza o abandono do tratamento    da   tuberculose, nas unidades de refer&ecirc;ncia de Campo Grande, MS, 2002-2003,    realizado por meio de levantamento no Sistema   Nacional de Agravos de Notifi ca&ccedil;&atilde;o da Secretaria Municipal de    Sa&uacute;de P&uacute;blica, entrevista a domicilio e assinatura do Termo   de Consentimento Livre e Esclarecido. Do conjunto de 514 casos de tuberculose    notifi cados no munic&iacute;pio, no per&iacute;odo   analisado, delimitou-se 195 para o estudo, que apresentaram: 78,4% cura, 8,2%    transfer&ecirc;ncia, 4,6% &oacute;bito, 3,5% mudan&ccedil;a   de diagn&oacute;stico e 5,1% abandono, caracterizando 10 casos: (2 condenados    judicialmente e foragidos; 2 andarilhos; 3 mudaram   do munic&iacute;pio, sem deixar novos endere&ccedil;os); 1 usu&aacute;rio de    drogas, pulmonar BK+ e HIV, etilista, vigia de ve&iacute;culos; uma   senhora do lar, meningite tuberculosa, ambos, (usu&aacute;rio de drogas e senhora    do lar) realizaram 3 meses de tratamento e necessitavam   de transporte coletivo para a ida &agrave; unidade de sa&uacute;de; 1 presidi&aacute;rio,    meningite tuberculosa, 4 meses de tratamento   e HIV, tabagista, necessitava de escolta policial mensal para a ida &agrave;    unidade de sa&uacute;de. Os tr&ecirc;s &uacute;ltimos casos de 2002, foram   localizados, entrevistados e, aplicado o formul&aacute;rio, referiram alimenta&ccedil;&atilde;o    adequada durante o tratamento. Identifi cou-se:   situa&ccedil;&otilde;es predisponentes &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o do    tratamento; abandono de 3,4% em 2003, abaixo do percentual aceit&aacute;vel    (5%)   pelas normas nacionais do programa; possibilidade de monitorar e aperfei&ccedil;oar    o sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica bem   como o fi uxo das informa&ccedil;&otilde;es, organizando os servi&ccedil;os.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras chave:</b> tuberculose, tratamento,    abandono.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Descriptive study focusing on defaulters among    tuberculosis patients treated at the reference health units in Campo Grande,    Mato Grosso do Sul   State, Brazil from 2000 to 2003. Data was collected from the National System    for the Registration of Diseases of the Municipal Secretary for   Public Health and from domiciliary interviews. Of the total of 541 cases notifi    ed during the period, 195 cases were evaluated. 78.4% cured,   8.2% changed address, 4.6% died, 3.5% changed diagnosis and 5.1% (10) abandoned    their treatment. These ten cases included two persons   convicted of crimes but of unknown localization, two tramps, three persons who    left the municipality, with no forwarding addresses, one addict,   alcoholic and HIV positive &#8211; parking attendant; one housewife with tuberculosis    meningitis, abdominal pain, headache and apathy.. Both fi -   nished three months of treatment and use public transport. One case is a convict,    with tuberculosis meningitis, 4 months of treatment and HIV   positive, a smoker, needing police escort for treatment. The cases localized    and interviewed in 2002, using the questionnaire, claimed adequate   alimentation during the treatment period. Individuals with a predisposition    to abandon treatment were identifi ed: 3.4% abandoned treatment   in 2003, below the established acceptable level, i.e., 5% for the national program.    The study permitted the monitoring and improvement of the   epidemiological system, and also the fi ow of information and the organization    of health services.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis, treatment, default</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A n&atilde;o-ades&atilde;o ao tratamento da tuberculose    &eacute; a   principal causa de sua inefi ci&ecirc;ncia e motivo, tamb&eacute;m, do   aumento no n&uacute;mero de reca&iacute;das, do desenvolvimento   da resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas, do grande entrave &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o   da cadeia de transmiss&atilde;o e da perman&ecirc;ncia do agravo na   comunidade. Sendo esta uma doen&ccedil;a transmitida por via   a&eacute;rea, as conseq&uuml;&ecirc;ncias do abandono de seu tratamento   abatem-se n&atilde;o apenas sobre o pr&oacute;prio paciente, mas,   igualmente, sobre toda a sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, segundo Ruffi no-Netto,1 as diferentes   pol&iacute;ticas de sa&uacute;de parecem n&atilde;o ter causado impacto   algum na procura de casos de tuberculose, assim como   no percentual de abandono. Este, nos &uacute;ltimos 20 anos,   manteve-se sempre em n&iacute;veis elevados, aproximadamente   est&aacute;vel em 14%, m&eacute;dia nacional, sendo que esses valores   chegam a variar de 30% a 40% de um local para outro.   Espera-se, no entanto, que esse n&iacute;vel venha a se modifi car   com o tratamento supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo visa caracterizar o abandono do tratamento   da tuberculose, esperando que esta notifi ca&ccedil;&atilde;o ser&aacute;   favor&aacute;vel ao controle da doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>METODOLOGIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo de s&eacute;rie de casos,    epidemiol&oacute;gico   e descritivo, com levantamento de dados dos casos   de tuberculose notifi cados de janeiro de 2002 a dezembro   de 2003, registrados nas unidades de refer&ecirc;ncia municipal   de sa&uacute;de de Campo Grande, MS: Centro de Doen&ccedil;as   Infecto-Parasit&aacute;rias (CEDIP) e Centro Especializado Municipal   (CEM). De um conjunto inicial de 514 casos de tuberculose   cadastrados no Sistema Nacional de Agravos de   Notifi ca&ccedil;&atilde;o (SINAN), delimitou-se uma amostra de 195   casos, 38% do total, para identifi ca&ccedil;&atilde;o dos que tiveram   encerramento por abandono do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram tamb&eacute;m coletados dados secund&aacute;rios    nos   registros do Programa de Controle da Tuberculose da   Secretaria Municipal de Sa&uacute;de P&uacute;blica (SESAU), cadastrados   no SINAN. Os registros foram atualizados, corrigindo-   se o banco de dados instalado na Ger&ecirc;ncia T&eacute;cnica   do Programa. Isso foi feito ap&oacute;s a an&aacute;lise nas respectivas   fi chas de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, juntamente com   os profi ssionais respons&aacute;veis que atuam nas unidades de   sa&uacute;de investigadas, os quais revisaram as anota&ccedil;&otilde;es no    livro   espec&iacute;fi co de controle da tuberculose e tamb&eacute;m nos   prontu&aacute;rios dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizados, al&eacute;m disso, dados prim&aacute;rios    obtidos com   a aplica&ccedil;&atilde;o de formul&aacute;rio aos casos com registro de abandono   de tratamento. Para tanto, os participantes assinaram   o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, submetido   ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos   e aprovado em 6 de dezembro de 2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O formul&aacute;rio abordou quesitos relativos    a atendimento   e assiduidade do usu&aacute;rio, acesso &agrave; unidade, efeitos colaterais   dos medicamentos, padr&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo   de tratamento, outros agravos, v&iacute;cios, rela&ccedil;&atilde;o da atividade   profi ssional com o t&eacute;rmino do tratamento, limita&ccedil;&otilde;es decorrentes   da doen&ccedil;a e motivo do abandono do tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos anos de 2002 e 2003 foram notifi cados no    munic&iacute;pio   514 casos de tuberculose, dos quais, 195 pelas unidades   de refer&ecirc;ncia. De um total de 15 casos de abandono   ocorridos o CEDIP registrou 11 e o CEM 4, para os quais   foram programadas visitas domiciliares. O estudo mostrou   que apenas 10 foram encerrados por abandono do   tratamento. Destes, tr&ecirc;s t&ecirc;m endere&ccedil;o conhecido e foram   entrevistados - um presidi&aacute;rio, um usu&aacute;rio de drogas e o   terceiro uma senhora do lar; dos casos restantes, dois s&atilde;o   indiv&iacute;duos condenados pela Justi&ccedil;a, dois n&atilde;o t&ecirc;m    endere&ccedil;o   fi xo e tr&ecirc;s mudaram-se do munic&iacute;pio sem deixar o   novo endere&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma an&aacute;lise dessa amostra de 10 casos    de abandono   demonstrou que: a faixa et&aacute;ria de 20 a 39 anos, um   per&iacute;odo produtivo na vida do indiv&iacute;duo,2 concentrava o   maior n&uacute;mero de casos (7), os demais grupos et&aacute;rios acometidos   apresentaram um caso para cada, havendo um   no de idoso, resultados compar&aacute;veis aos encontrados por   Watanabe e Ruffi no-Netto3 na cidade de Ribeir&atilde;o Preto,   SP; a escolaridade, em termos de anos de estudo, con-   fi rmou que um caso referiu nenhum ano, tr&ecirc;s de 1 a 3   anos, dois de 4 a 7, um de 8 a 11 e tr&ecirc;s n&atilde;o informaram; o   registro da ocupa&ccedil;&atilde;o encontrou um caso aposentado, um   aut&ocirc;nomo, um auxiliar de escrit&oacute;rio, um carpinteiro, um   trabalhador bra&ccedil;al, uma mulher profi ssional do sexo, tr&ecirc;s   mulheres do lar e um n&atilde;o mencionou a atividade; quanto   ao modo de entrada constatou-se que oito eram casos   novos, um de reingresso ap&oacute;s abandono e um de recidiva;   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma cl&iacute;nica, cinco eram de TB pulmonar   com baciloscopia positiva, um pulmonar com baciloscopia negativa, um pulmonar    com baciloscopia n&atilde;o realizada,   um de extrapulmonar e dois de meningite; os agravos   associados estavam representados por quatro casos de coinfec&ccedil;&atilde;o   TB/HIV, um de diabetes e um de alcoolismo;   seis casos novos iniciaram tratamento com o esquema I   (2RHZ/4RH), um de reingresso ap&oacute;s abandono e um   de recidiva com o IR (2RHZE/4RHE) e dois de meningite   com o II (2RHZ/7RH); dos 10 que abandonaram,   o tratamento supervisionado foi administrado em apenas   quatro, tr&ecirc;s deles portadores da associa&ccedil;&atilde;o TB/HIV que,   pelo estilo de vida que apresentavam - guardador de ve&iacute;culos,   condenado pela Justi&ccedil;a, andarilho &#8211; difi cultava a supervis&atilde;o,   corroborando com o expressado por Oliveira,4   para quem a previsibilidade de abandono do tratamento   est&aacute; relacionada com fatores referentes ao indiv&iacute;duo doente,   ao seu tratamento e ao servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma s&iacute;ntese dos tr&ecirc;s casos entrevistados    mostrou   que: eram de cor negra; dois homens com idade entre 20   e 29 anos e uma mulher entre 50 e 59; dois n&atilde;o tinham   escolaridade e um referia de 4 a 7 anos de estudo; um era   carpinteiro, outro trabalhador bra&ccedil;al e uma mulher do lar;   dois eram casos de meningite tuberculosa e um pulmomnar   bacil&iacute;fero; dois portadores de aids; apenas um caso recebeu   tratamento supervisionado. A seguir alguns aspectos   mencionados pelos entrevistados: os profi ssionais do   CEDIP s&atilde;o atenciosos; &eacute; um local diferenciado no atendimento,   o que foi apontado por dois respondentes, pelo   fato de se atenderem portadores de aids; &eacute; pr&oacute;ximo de   suas resid&ecirc;ncias, mas necessitam de recursos para o transporte;   dois casos relataram mal-estar ap&oacute;s a tomada dos   medicamentos; a alimenta&ccedil;&atilde;o durante o tratamento foi   descrita como adequada; dois casos informaram que n&atilde;o   faziam uso de bebidas alco&oacute;licas e um (usu&aacute;rio de drogas)   relata uso de bebidas nos fi nais de semana; um &eacute; fumante   (presidi&aacute;rio); as ocupa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram empecilhos    para o   abandono do tratamento; justifi cando o abandono, a senhora   relatou des&acirc;nimo e acredita ter sido vitimada por   "sarav&aacute;"(SIC, trabalho espiritual para o mal), sem que os   m&eacute;dicos saibam tratar de seu mal; um informou depender   de escolta policial; um justifi cou o abandono por haver se   sentido melhor e acreditar-se curado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nos 15 casos de tuberculose notifi cados   nas unidades de refer&ecirc;ncia de Campo Grande como de   abandono de tratamento, no per&iacute;odo de estudo (2002-2003), verifi cou-se    a necessidade de altera&ccedil;&atilde;o no sistema   de informa&ccedil;&atilde;o, uma vez que as visitas domiciliares evidenciaram   que, em cinco deles, o tratamento havia se encerrado   de modo diverso. Nos dez casos realmente encerrados   por abandono de tratamento, t&ecirc;m-se as seguintes caracter&iacute;sticas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A tuberculose afetou principalmente ind&iacute;viduos    do   sexo masculino (60%). Dos dez casos, 40% eram portadores   de HIV (todos do sexo masculino, notifi cados em   2002, sendo que dois, de 24 e 29 anos, foram entrevistados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de5 aponta    que, no pa&iacute;s, 15%   dos casos de tuberculose poderiam ocorrer na faixa et&aacute;ria   de zero a 14 anos. Na presente pesquisa n&atilde;o houve casos   nessa faixa. As poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es para isso, segundo   Oliveira et al.,6 encontram-se na efi ci&ecirc;ncia do servi&ccedil;o   municipal de sa&uacute;de, no efeito cumulativo dos programas   de vacina&ccedil;&atilde;o em massa com BCG-ID ou em um poss&iacute;vel   equ&iacute;voco na pressuposi&ccedil;&atilde;o ministerial. Chaimowicz 7   observou no Brasil um deslocamento da preval&ecirc;ncia da   tuberculose para a faixa et&aacute;ria dos idosos. Essa transi&ccedil;&atilde;o   refi ete uma melhoria do perfi l s&oacute;cio-econ&ocirc;mico do pa&iacute;s,   resultando em progressivo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o   e, conseq&uuml;entemente, em aumento dos casos na faixa et&aacute;ria   mais avan&ccedil;ada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A escolaridade mostrou-se baixa em quase todos   os casos, com maioria de analfabetos, condi&ccedil;&atilde;o que, para   Rouquayrol et al.,8 revela-se como um fator importante   para o abandono do tratamento de doen&ccedil;as como a tuberculose   e, para Costa et al,9 &eacute; refi exo de todo um conjunto   de condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas prec&aacute;rias, que    aumentam   a vulnerabilidade &agrave; tuberculose e s&atilde;o respons&aacute;veis por   uma maior incid&ecirc;ncia da enfermidade e menor ades&atilde;o ao   tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A ocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi identifi    cada como barreira   ao tratamento. Natal et al.10 apontam que o abandono   do tratamento est&aacute; muito mais relacionado com vari&aacute;veis   sociais e de percep&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e, nessa linha,</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Gon&ccedil;alves et al.11 exp&otilde;em que    "o momento da vida   em que cada paciente se encontra (aliado ao que lhes &eacute; requerido   como homens e mulheres) imp&otilde;e rela&ccedil;&otilde;es e atitudes   que, por vezes, favorecem a n&atilde;o-ades&atilde;o ao tratamento   em vez da cura (da forma estipulada)".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A predomin&acirc;ncia da forma pulmonar (70%)    na   amostra foi semelhante &agrave; encontrada por Melo et al,12   (66,7%) no munic&iacute;pio de Londrina, PR. Outras poss&iacute;veis   explica&ccedil;&otilde;es para esses resultados seriam a maior efi ci&ecirc;ncia   do diagn&oacute;stico da forma pulmonar e a procura sistem&aacute;tica   de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios pelas equipes de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O agravo associado mais freq&uuml;ente foi a    aids (40%   do total), embora tamb&eacute;m se verifi cassem casos de diabetes,   alcoolismo e tabagismo (10% cada). O consumo do   &aacute;lcool e fumo constitui fator que pode colaborar para o   abandono do tratamento, ou at&eacute; mesmo induzi-lo, Picon   et al..13 Nesse sentido, Lima et al.14 em estudo com entrevista   de 15 pacientes que abandonaram o tratamento,   constataram que a maioria (86,6%) relatou serem grandes   as difi culdades em seguir a terapia, principalmente entre   os dependentes de fumo e &aacute;lcool, achado tamb&eacute;m observado   por Natal15 que identifi cou a presen&ccedil;a do alcoolismo   em 48,8% de uma amostra de 120 casos de abandono.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados do presente estudo, como aqueles   dos autores citados, ilustram a dissemina&ccedil;&atilde;o da co-infec&ccedil;&atilde;o   TB/HIV e a presen&ccedil;a de depend&ecirc;ncia do fumo e do   &aacute;lcool entre os casos de abandono de tratamento da TB.   A dura&ccedil;&atilde;o do tratamento dos 10 casos que abandonaram   obedeceu &agrave; seguinte distribui&ccedil;&atilde;o: um m&ecirc;s &#8211;    um   caso de reingresso ap&oacute;s abandono, esquema IR; dois meses   &#8211; dois casos novos, esquema I; tr&ecirc;s meses &#8211; um caso   novo, esquema I e um caso novo, esquema II; quatro meses   &#8211; dois casos novos, esquema I, um caso novo, esquema   II e um caso de recidiva, esquema IR; cinco meses   &#8211; um caso novo, esquema I.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os tr&ecirc;s casos entrevistados, todos    eles noti   fi cados em 2002 no CEDIP, dois (mulher de 59 anos e   homem de 29) receberam o esquema II e um (homem de   24 anos) recebeu esquema I.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os entrevistados do sexo masculino relataram    ter   percebido efeitos colaterais (mal-estar e vertigem) devidos   aos medicamentos, tendo os tratamentos durado de dois   a tr&ecirc;s meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lima et al.14 apontam, em estudo realizado no    Cear&aacute;,   que a decis&atilde;o dos pacientes em abandonar o tratamento   de tuberculose foi tomada em diferentes per&iacute;odos de   uso dos medicamentos, mas que o maior n&uacute;mero de casos   concentrou-se na faixa de dois a tr&ecirc;s meses. As manifesta&ccedil;&otilde;es   cl&iacute;nicas tendem a diminuir nos primeiros quatro meses   de tratamento, fato que pode predispor os pacientes   ao abandono durante esse per&iacute;odo, Costa el al.9</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O abandono ocorreu tanto em pacientes do grupo   supervisionado quanto no de auto-administrado. Dos   tr&ecirc;s casos entrevistados, a supervis&atilde;o foi proporcionada a   um paciente portador de HIV e bacil&iacute;fero, mas n&atilde;o a dois   com meningite tuberculosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2002, o SINAN notifi cou 261 casos de tuberculose   no munic&iacute;pio de Campo Grande, dos quais, 48   (18,3%), tiveram tratamento supervisionado, sendo que   o abandono, em rela&ccedil;&atilde;o ao total de casos, foi de 10%. </font><font size="2" face="Verdana">No    mesmo ano, os sete casos de abandono notifi cados   pelas unidades de refer&ecirc;ncia, levantados no presente estudo,   perfi zeram 6,5% de um total de 107 casos encerrados,   parcela que evidencia as defi ci&ecirc;ncias dos servi&ccedil;os   de sa&uacute;de no controle e acompanhamento dos casos em   tratamento. Em 2003, o SINAN notifi cou 253 casos de   tuberculose em Campo Grande; destes, 124 ( 49%), receberam   tratamento supervisionado. O abandono, em rela&ccedil;&atilde;o   ao total de casos, foi de 9,1%. No mesmo ano, os   tr&ecirc;s casos de abandono (confi rmados), notifi cados pelas   unidades de refer&ecirc;ncia, perfi zeram 3,4% de um total de   88 casos encerrados. Considerando-se o CEDIP somente,   onde todos os tr&ecirc;s foram notifi cados, isso corresponde a   5% do total de 60 casos encerrados ali notifi cados. Essas   parcelas representam uma melhoria de qualidade do controle   dos casos notifi cados e tratados nessas unidades de   refer&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos dez    casos encerrados com abandono de tratamento mostra que: a) em 2002 o CEDIP,    localizado no Distrito Sanit&aacute;rio Norte, notificou um caso da regi&atilde;o    Segredo e um da regi&atilde;o Prosa, ambas daquele distrito sanit&aacute;rio;    um caso da regi&atilde;o Lagoa, do Distrito Sanit&aacute;rio Oeste; e um caso    da regi&atilde;o Anhanduizinho, do Distrito Sanit&aacute;rio Sul; b) no mesmo    ano, o CEM, localizado no Centro, notifi cou um caso da regi&atilde;o Segredo    e dois da regi&atilde;o Prosa, ambas do Distrito Sanit&aacute;rio Norte; c)    em 2003, o CEDIP notifi cou um caso da regi&atilde;o Segredo e dois da regi&atilde;o    Prosa, ambas do Distrito Sanit&aacute;rio Norte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verifi ca-se, assim, que em uma pequena amostra    os   casos estiveram distribu&iacute;dos em regi&otilde;es de tr&ecirc;s distritos   sanit&aacute;rios (as regi&otilde;es Segredo, Prosa, Lagoa e Anhanduizinho).   Na amostra apenas n&atilde;o houve casos das regi&otilde;es   Imbirussu (Sul), Bandeira (Leste) e Centro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos dez casos, 80% pertencem ao Distrito Sanit&aacute;rio   Norte (cinco na regi&atilde;o Prosa e tr&ecirc;s na regi&atilde;o Segredo),   10% ao Distrito Sanit&aacute;rio Oeste e 10% ao Distrito Sanit&aacute;rio   Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora isso revele a gravidade da endemia no    Distrito   Sanit&aacute;rio Norte, &eacute; preciso ter em mente que, dada a   mobilidade cotidiana dos habitantes do munic&iacute;pio, e por   ser a doen&ccedil;a transmiss&iacute;vel por via a&eacute;rea, a tuberculose   constitui um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica em Campo Grande,   em termos sociais e econ&ocirc;micos, para o indiv&iacute;duo e a   coletividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa identifi cou elementos predisponentes   ao abandono do tratamento, sendo que os esfor&ccedil;os para   resgatar tais casos muitas vezes v&atilde;o al&eacute;m da capacidade   t&eacute;cnica dos profi ssionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A educa&ccedil;&atilde;o permanente e a valoriza&ccedil;&atilde;o    dos t&eacute;cnicos,   como ocorre no exemplo do CEDIP e do CEM,   s&atilde;o fatores importantes para a diminui&ccedil;&atilde;o dos casos de   abandono do tratamento da tuberculose</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O levantamento realizado apontou a necessidade    do acompanhamento cont&iacute;nuo do sistema de vigil&acirc;ncia e do fi uxo    de suas informa&ccedil;&otilde;es, devido &agrave;s falhas constatadas no SINAN;    mostrou tamb&eacute;m a import&acirc;ncia do comprometimento dos profissionais    que atuam no controle da tuberculose, incluindo o tratamento supervisionado,    proporcionando, assim, a efetiva&ccedil;&atilde;o do encerramento por cura.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Ruffi no-Netto A. Impacto da reforma do setor    sa&uacute;de sobre   os servi&ccedil;os de tuberculose no Brasil. Bol Pneumol Sanit, Rio de   Janeiro, v. 7, n.1, p. 7-18, jan./jun. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Sa&uacute;de apresenta a&ccedil;&otilde;es contra a tuberculose. 2005b. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://portal.saude.gov.br/saude/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=13508">http://portal.saude.gov.br/saude/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=13508</a>&gt;.Acesso    em: 18 mar&ccedil;o 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Watanabe A; Ruffi no-Netto A. O perfi l epidemiol&oacute;gico    dos casos   de tuberculose notifi cados em hospital terci&aacute;rio, Ribeir&atilde;o   Preto, S&atilde;o Paulo. Bol Pneumol Sanit, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p.   19-34, jan./jun. 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Oliveira HB. Estudo do reingressante no sistema    de notifi ca&ccedil;&atilde;o:   recidiva em tuberculose e seus fatores de risco (1993-1994).   1996. Tese ( doutorado) &#8211; Unicamp, Campinas, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.   Tuberculose: guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 5. ed. Bras&iacute;lia:   FUNASA,2002b. p.823-846.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Oliveira HMV; Ruffino-Netto A; Vasconcellos    GS; Dias SMO. Situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica da tuberculose infantil    no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    v. 12, p. 507-513, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Chaimowicz F. Transi&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria    da incid&ecirc;ncia e mortalidade por tuberculose no Brasil. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, S&atilde;o Paulo, v.35, n.1, p. 81-87, 2001. Dispon&iacute;vel    em:<a href="http://200.152.208.135/rsp_usp/">&lt;http://hygeia.fsp.usp.br/rsp/&gt;</a>.    Acesso em: 6 abr. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Rouquayrol MZ; Veras FMF; Fa&ccedil;anha MC.    Doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis   e modos de transmiss&atilde;o. In: Rouquayrol MZ; Almeida Filho   N (Eds.). Epidemiologia e sa&uacute;de. 5. ed. Rio de Janeiro: MEDSI,   1999. p. 215-270.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Costa JSD; Gon&ccedil;alves H; Menezes AMB;    Devens E; Piva M; Gomes   M. et al. Controle epidemiol&oacute;gico na cidade de Pelotas, Rio Grande do    Sul, Brasil: ades&atilde;o ao tratamento. Cadernos de Sa&uacute;de   P&uacute;blica, v. 14, p. 409-415, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Natal S; Valente J; Gerhardt G; Penna ML.    Modelo de predi&ccedil;&atilde;o   para o abandono de tratamento da tuberculose pulmonar. Bol   Pneumol Sanit, v. 7, n. 1, p. 65-78, jan./jun. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Gon&ccedil;alves H; Costa JSD; Menezes AMB;    Knauth D; Leal OF.   Ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica da tuberculose em Pelotas, Rio Grande    do   Sul: na perspectiva do paciente.Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, v.    15,   n. 4, p. 777-787, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Melo VO; Soares DA; Andrade SM. Avalia&ccedil;&atilde;o    do Programa de   Controle da Tuberculose em Londrina-PR no ano de 1996. Informe   Epidemiol&oacute;gico do SUS, v. 8, p. 53-62,1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Picon PD; Bassanesi SL; Figueiredo E; Freitas    TM; Os&oacute;rio JF.   Tratamento ambulatorial, com supervis&atilde;o semanal, de pacientes   egressos de hospital especializado em tuberculose. Boletim Sa&uacute;de,   Porto Alegre, v. 14, n.1, p. 67-78, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Lima MB; Mello DA; Morais APP; Silva WC.    Estudo de casos   sobre abandono do tratamento da tuberculose: avalia&ccedil;&atilde;o do   atendimento, percep&ccedil;&atilde;o e conhecimentos sobre a doen&ccedil;a na   perspectiva dos clients (Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil). Cadernos de   Sa&uacute;de P&uacute;blica, v. 17, n. 4, p. 877-885, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Natal.S. Tratamento da tuberculose: causas    da n&atilde;o-ader&ecirc;ncia.   Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria, v. 5, n.1, p.51-68, 1997.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria    <br>   Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Estrada de Curicica 2000 - Jacarepagu&aacute;    <br>   22710-552 Rio de Janeiro, RJ - Brasil    <br>   e-mail:<a href="mailto:crphf@saude.gov.br">crphf@saude.gov.br</a>    <br>   <a href="mailto:lucia.cadilhe@saude.gov.br">lucia.cadilhe@saude.gov.br</a>    <br>   <a href="mailto:mariajose.procopio@saude.gov.br">mariajose.procopio@saude.gov.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido em 15/08/2006    <br>   Aceito em 18/08/2006</font></p>      ]]></body><back>
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