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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortalidade por afogamento no Município de Salvador, 1980 a 1994]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Bahia Instituto de Saúde Coletiva ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b><a name="topo"></a>Mortalidade por afogamento no Munic&iacute;pio de Salvador, 1980 a  1994<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Iacira Magalh&#227;es Oliveira; L&#237;gia Maria Vieira da Silva; Maria da Concei&#231;&#227;o Nascimento Costa; Jairnilson Silva Paim</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Instituto de Sa&#250;de Coletiva/Universidade Federal da Bahia</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizado um estudo com o objetivo de descrever a evolu&#231;&#227;o da mortalidade por afogamento em Salvador no per&#237;odo de 1980-1994, suas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e a distribui&#231;&#227;o espacial nos anos de 1991 e 1994. Foram utilizados dados secund&#225;rios das Estat&#237;sticas de Mortalidade do Minist&#233;rio da Sa&#250;de para descri&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o e fotoc&#243;pias das Declara&#231;&#245;es de &#211;bito do Centro de Informa&#231;&#245;es em Banco de Dados da Secretaria Estadual de Sa&#250;de da Bahia. As informa&#231;&#245;es foram complementadas a partir dos registros do Instituto M&#233;dico Legal Nina Rodrigues. No per&#237;odo estudado houve um decr&#233;scimo da taxa de mortalidade por afogamento de 7,9 para 5,3 por 100.000 habitantes, bem como da propor&#231;&#227;o desses &#243;bitos em rela&#231;&#227;o &#224;s causas externas. Houve uma predomin&#226;ncia da mortalidade entre a popula&#231;&#227;o masculina, estudantes e pessoas com o primeiro grau de escolaridade. Os &#243;bitos por afogamento foram mais frequentes no litoral de Salvador durante os meses de ver&#227;o. H&#225; uma desigualdade no risco de morrer entre residentes dos diversos Distritos Sanit&#225;rios da cidade. Os autores discutem poss&#237;veis estrat&#233;gias para o controle e preven&#231;&#227;o do problema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-Chave</b></font><font face="Verdana" size="2"><b>:</b></font><font face="Verdana" size="2"> Afogamento; Mortalidade; Causas Externas. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The aim of this study was to describe the evolution of deaths caused by drowning in Salvador in the period between 1980-1994, some demographic characteristics of those deaths and it's spacial distribution in Salvador, a city situated in the northeast of Brazil. The data was obtained from Death Certificates, official publications and from the Medical Legal Institute's archives. In the period studied there was a reduction of the mortality rate by drowning of 7.9 to 5.3 per 100.000 in habitants, as well as in the proportion in relation to external causes of death. The mortality rates were higher among males, students and people with elementary education, during the summer months. There were inequalities in the spatial distribution of those deaths in the urban setting of Salvador. The authors suggest specific control preventive measures and public policies directed to the areas with higher death risk.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key-Words:</b></font><font face="Verdana" size="2"> Drowning; Mortality; External Causes.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Introdu&#231;&#227;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os &#243;bitos vinculados a acidentes e viol&#234;ncia, denominados de &quot;causas externas&quot; na Classifica&#231;&#227;o Internacional das Doen&#231;as (CID),<sup>1 </sup>representam importante causa de morte em crian&#231;as e adolescentes no Brasil. Os &#243;bitos por afogamento e por submers&#227;o corresponderam, em 1985, a 16,6%, 19,2% e 18, 6% do total de &#243;bitos por &laquo; causas externas &raquo; para o Brasil, Bahia e Salvador, respectivamente, na faixa et&#225;ria de 0 a 19 anos.<sup>2</sup> Em 1990, em Salvador, os afogamentos continuaram situados entre as tr&#234;s principais causas de morte do referido grupo, superadas apenas pelos &#243;bitos por homic&#237;dios e acidentes de ve&#237;culo.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estat&#237;sticas oficiais da Austr&#225;lia<sup>4</sup> , do Arizona<sup>5</sup> e do Alaska<sup>6</sup> revelam uma queda da mortalidade por esta causa, ao longo dos anos, evidenciando a import&#226;ncia das medidas preventivas e da melhoria na qualidade do atendimento &agrave; v&#237;tima.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na Am&#233;rica do Sul, o Brasil &#233; o pa&#237;s com a maior faixa litor&#226;nea em que o clima quente permite uma grande frequ&#234;ncia de banhistas durante todo o ano. O Rio de Janeiro, sendo regi&#227;o de maior frequ&#234;ncia de banhistas e litoral com caracter&#237;sticas pr&#243;prias de perigo &#233; &#225;rea onde ocorrem mais afogamentos em todo litoral brasileiro segundo estudo que caracterizou as v&#237;timas e classificou os diferentes graus de afogamento na tentativa de otimizar o atendimento e diminuir a mortalidade por esta causa.<sup>7</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os casos de &#243;bito por afogamento t&#234;m sido estudados principalmente no que diz respeito aos seus aspectos cl&#237;nicos e fisiopatol&#243;gicos.<sup>7</sup>'<sup>8</sup>'<sup>9</sup> Muitos estudos enfocam a import&#226;ncia do afogamento na &#225;rea pedi&#225;trica discutindo medidas preventivas e formas de tratamento para os acidentes ocorridos. A faixa et&#225;ria de maior ocorr&#234;ncia &#233; a de menores de quatro anos, especialmente aquelas crian&#231;as que est&#227;o iniciando a marcha, ocorrendo principalmente no sexo masculino e em piscinas. Constitui causa frequente de morbidade e mortalidade tanto pulmonar como neurol&#243;gica.<sup>8</sup>'<sup>9</sup>'<sup>10,11</sup> A an&#225;lise da evolu&#231;&#227;o da mortalidade espec&#237;fica por esse agravo revelou sua redu&#231;&#227;o no per&#237;odo compreendido entre 1976-1980 no Estado do Rio de Janeiro.<sup>12</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Particularmente em Salvador, cidade circundada por praias, n&#227;o se verificou na literatura pesquisada nenhum trabalho que tratasse especificamente desse tema. Apenas foram identificados estudos realizados sobre mortalidade por causas externas, onde se menciona o problema.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo pretende descrever a evolu&#231;&#227;o da mortalidade por afogamento no munic&#237;pio de Salvador no per&#237;odo de 1980-1994, e a distribui&#231;&#227;o espacial dos &#243;bitos e de certas vari&#225;veis epidemiol&#243;gicas nos anos de</font> <font face="Verdana" size="2">1991 e de 1994.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizado um estudo descritivo de mortalidade por afogamento no munic&#237;pio de Salvador, capital do Estado da Bahia, situada na Regi&#227;o Nordeste do Brasil. Foi utilizada a divis&#227;o do munic&#237;pio em 12 Distritos Sanit&#225;rios feita pela Secretaria de Sa&#250;de do Estado da Bahia (SESAB), atrav&#233;s do agrupamento das 75 Zonas de Informa&#231;&#227;o (ZI). A divis&#227;o da cidade em 75 ZI foi desenvolvida pela Companhia de Desenvolvimento da Regi&#227;o Metropolitana de Salvador (CONDER), de acordo com os crit&#233;rios f&#237;sico-urban&#237;sticos, administrativos, de planejamento e de compatibiliza&#231;&#227;o com os setores censit&#225;rios da Funda&#231;&#227;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (FIBGE). A op&#231;&#227;o pela utiliza&#231;&#227;o do Distrito Sanit&#225;rio como unidade de an&#225;lise, ao inv&#233;s da Zona de Informa&#231;&#227;o, decorreu do fato de o n&#250;mero de &#243;bitos por afogamento ser pequeno, ficando rarefeita sua distribui&#231;&#227;o pelas 75 ZI. Para a descri&#231;&#227;o da evolu&#231;&#227;o da mortalidade por afogamento em Salvador, entre 1980 e 1994, o n&#250;mero de &#243;bitos foi retirado da publica&#231;&#227;o &quot;Estat&#237;sticas de Mortalidade&quot; do Minist&#233;rio da Sa&#250;de.<sup>13</sup> As estimativas populacionais para o per&#237;odo foram obtidas do FIBGE e Minist&#233;rio da Sa&#250;de/Centro de Informa&#231;&#245;es de Sa&#250;de (CIS) da SESAB e do Censo Demogr&#225;fico do IBGE para os anos de 1980 e 1991.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a an&#225;lise e compara&#231;&#227;o da distribui&#231;&#227;o espacial dos &#243;bitos e de certas vari&#225;veis epidemiol&#243;gicas nos anos de 1991 e 1994, foram utilizados os bancos de dados dispon&#237;veis no Instituto de Sa&#250;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBa).<sup>14 </sup>A metodologia detalhada dessa investiga&#231;&#227;o foi descrita em estudos anteriores.<sup>14</sup>'<sup>15,16</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As seguintes vari&#225;veis contidas nas Declara&#231;&#245;es de &#211;bitos (DO) foram estudadas: sexo, idade, local de resid&#234;ncia (segundo DS), m&#234;s da ocorr&#234;ncia do &#243;bito, grau de instru&#231;&#227;o, assim como a ocupa&#231;&#227;o das v&#237;timas. Foram calculadas a mortalidade proporcional (em rela&#231;&#227;o ao total de &#243;bitos por causas externas) e as taxas de mortalidade espec&#237;ficas para afogamento segundo sexo, faixa et&#225;ria e local de resid&#234;ncia da v&#237;tima.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em vista que a maioria das causas de morte violenta se classificava como &laquo;n&#227;o especificada&raquo;, foi realizada uma segunda fase de coleta de dados nos arquivos do Instituto M&#233;dico Legal Nina Rodrigues (IMLNR). Para isso, foi elaborado um question&#225;rio a partir das informa&#231;&#245;es contidas no Laudo do Departamento de Pol&#237;cia T&#233;cnica (DPT) do IMLNR e no Laudo do Guia Policial, que traziam maiores detalhes, ou seja, observa&#231;&#245;es que colaboravam para a caracteriza&#231;&#227;o do tipo de viol&#234;ncia (descri&#231;&#227;o do exame necrosc&#243;pico), local em que havia ocorrido o &#243;bito e caracter&#237;sticas da viol&#234;ncia. A seguir, esses novos dados foram digitados em um banco de dados complementar. A partir dessas informa&#231;&#245;es, procedeu-se &agrave; recodifica&#231;&#227;o das DO consideradas preliminarmente como &#243;bitos de causa n&#227;o especificada. As causas de &#243;bito foram ent&#227;o classificadas pela Classifica&#231;&#227;o Suplementar de Causas Externas (c&#243;digo &quot;E&quot; da Nona Revis&#227;o da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as<sup>1</sup>, OMS, 1975). Os &#243;bitos por afogamento foram classificados em E-910.0 a</font> <font face="Verdana" size="2">E-910.9.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os casos de d&#250;vida foram submetidos &agrave; avalia&#231;&#227;o de um especialista em codifica&#231;&#227;o de causa b&#225;sica da Secretaria de Sa&#250;de do Estado da Bahia e, quando necess&#225;rio, foi consultado</font> <font face="Verdana" size="2">o Centro Brasileiro de Classifica&#231;&#227;o de Doen&#231;as, com sede em S&#227;o Paulo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise da distribui&#231;&#227;o espacial dos indicadores foi feita a partir do agrupamento da DS em quartis: mortalidade - baixa, intermedi&#225;ria, elevada e muito elevada. Para a elabora&#231;&#227;o dos mapas foi utilizado o Programa EPI - MMAP vers&#227;o 2.0.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No per&#237;odo de 1980 a 1994 houve uma diminui&#231;&#227;o tanto da taxa de mortalidade por afogamento de 7,9 para 5,3 por 100.000 habitantes, quanto da propor&#231;&#227;o desses &#243;bitos no contexto das causas externas: 12,3% em 1980 para 6,0% em 1994 <a href="#T1">(Tabela 1</a>). Essa tend&#234;ncia &#233; observada em quase todas as faixas et&#225;rias. O grupo de idade de 15 a 19 anos apresenta os maiores coeficientes de mortalidade (com exce&#231;&#227;o de 1988 que foi o de dez a 14 anos) e o de dez a 19 anos, os maiores percentuais entre os &#243;bitos por causas externas. H&#225; um decr&#233;scimo da contribui&#231;&#227;o dos afogamentos a partir dos 20 anos, nesse grupo de causas.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="img/revistas/iesus/v7n4/4a03t1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s a revis&#227;o das DO levadas ao IMLNR, verificou-se que, em 1991, ocorreram em Salvador 102 mortes por afogamento e, em 1994, 96 &#243;bitos. Esses dados diferem dos dados oficiais: 108 &#243;bitos em 1991 e 118 em 1994. Nas DO estudadas n&#227;o havia informa&#231;&#245;es sobre algumas vari&#225;veis: em 1991 - m&#234;s de ocorr&#234;ncia do &#243;bito (3 casos), local de ocorr&#234;ncia (10 casos), ocupa&#231;&#227;o das v&#237;timas (14 casos); em 1994 - m&#234;s de ocorr&#234;ncia (3 casos), faixa et&#225;ria (4 casos), local de ocorr&#234;ncia (4 casos), grau de instru&#231;&#227;o (12 casos), local de resid&#234;ncia (2 casos) e ocupa&#231;&#227;o da v&#237;tima (12 casos).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mesmo ap&#243;s a revis&#227;o das 102 DO do ano de 1991, 83,3% foram classificadas como n&#227;o especificadas e em 1994, 100% foram classificadas como outros - afogamento em: n&#227;o especificado/piscina/tanque de resfriamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="#T2">Tabela 2</a> verifica-se uma sobremortalidade masculina da ordem de 8,4 vezes em ambos os anos. Isso se torna mais acentuado na faixa de 15 a 19 anos quando alcan&#231;a valores de 24,3 em 1991 e 8,3 vezes</font> <font face="Verdana" size="2">para o ano de 1994. No ano de 1991, 88,2% dos &#243;bitos foram do sexo masculino e em 1994 esse valor foi de 86,4%. O coeficiente espec&#237;fico de mortalidade por afogamento no sexo masculino no munic&#237;pio de Salvador diminuiu de 9,2 em 1991 para 7,6 em 1994 e no sexo feminino de 1,1 para 0,9.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana"><img src="img/revistas/iesus/v7n4/4a03t2.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pode-se observar que para o sexo feminino, no ano de 1991, houve um maior risco de morte na faixa de dez a 14 anos seguida pela de 20 a 29 anos e 5 a 9 anos. No ano de 1994, assim como no sexo masculino a faixa et&#225;ria de 15 a 19 anos atingiu um maior risco (<a href="#T2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os maiores percentuais de mortes por afogamento ocorreram no per&#237;odo de outubro a fevereiro em ambos os anos. No ano de 1991, verificaram-se maiores percentuais nos meses de fevereiro (14,7%), outubro (14,7%) e dezembro (15,7%); j&#225; no ano de 1994, as maiores frequ&#234;ncias corresponderam aos meses de janeiro (17,3%), outubro (14,4%) e dezembro (12,5%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao grau de instru&#231;&#227;o das v&#237;timas, verificaram-se maiores percentuais das que possu&#237;am o 1<sup>o</sup> grau, 72,5% em 1991 e 63,36% em 1994.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os DS Itapu&#227;, Boca do Rio e Cajazeiras foram as &#225;reas com maiores taxas de mortalidade por afogamento em Salvador no ano de 1991: 10,6; 9,9 e 9,0 &#243;bitos por 100.000 habitantes, respectivamente. No ano de 1994, o quadro mudou, ou seja, S&#227;o Caetano/Val&#233;ria (6,7) , Pau da Lima (6,5) e Cabula/Beiru (5,7) tiveram os maiores coeficientes. Pode-se observar que houve um aumento no risco de morte por afogamento nos residentes dos DS S&#227;o Caetano/ Val&#233;ria (6,2 para 6,7), Cabula/Beiru (3,5para 5,7), Pau da Lima (4,9 para 6,5) e Sub&#250;rbio Ferrovi&#225;rio (3,0 para 3,4). (<a href="#f1">Figuras 1</a> e <a href="#f2">2</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n4/4a03f1.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="f2"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n4/4a03f2.gif" border="0"></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na distribui&#231;&#227;o dos afogamentos segundo local de ocorr&#234;ncia, chama aten&#231;&#227;o a grande parcela que representa os &#243;bitos onde esses locais s&#227;o ignorados, para o ano de 1991 (9,8%), assim como para o ano de 1994 (11,4%). No ano de 1994, &#233; grande a parcela de &#243;bitos de residentes de Salvador ocorridos em outros munic&#237;pios (21,9%). O distrito sanit&#225;rio onde mais se morre por afogamento &#233; o de Itapu&#227;: 28,4%, em 1991, e 27,1%, em 1994. Os distritos Barra/Rio Vermelho (9,8%/1991; 10,4%/1994) e Sub&#250;rbio Ferrovi&#225;rio (7,8%/ 1991; 8,3%/1994) possuem percentuais altos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas <a href="#f3">Figuras 3</a> e <a href="#f4">4</a> observa-se que os afogamentos d&#227;o uma maior contribui&#231;&#227;o para a mortalidade por causas externas nos DS do litoral de Salvador, principalmente em Itapu&#227; (28,4 e 28,6%), Boca do Rio (21,4 e 14,3%) e Barra/Rio Vermelho (8,1 e 8,0%).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n4/4a03f3.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="f4"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v7n4/4a03f4.gif" border="0"></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &agrave; ocupa&#231;&#227;o das v&#237;timas, os estudantes tiveram os maiores percentuais, 32,4% e 40,6%, em 1991 e 1994, respectivamente. Nenhuma outra ocupa&#231;&#227;o teve destaque.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&#227;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar do decl&#237;nio do risco de morte por afogamento em Salvador nos anos estudados, esses dados mostram-se superiores &agrave;s taxas observadas em outros locais, com exce&#231;&#227;o do Alaska. Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de mortalidade por afogamento variou de 3,9 em 1970 a 1,7/100.000 habitantes em 1995.<sup>5 </sup>Para esses mesmos anos, no Arizona, essas taxas declinaram de 5,7 para 2,6.<sup>5</sup> Um estudo realizado na Austr&#225;lia para o ano de 1994</font> <font face="Verdana" size="2">revelou uma taxa de 1,4/100.000 habitantes em toda essa regi&#227;o.<sup>4</sup> Para o munic&#237;pio do Rio de Janeiro, em 1996, a taxa total de mortalidade foi de 2,2. Em Salvador, a taxa de mortalidade foi de 4,9 para 1991 e de 4,3 em 1994, variando de 0,4 a 9,8, de acordo com as &#225;reas program&#225;ticas.<sup>17</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, no Estado do Alaska, afogamento &#233; a maior preocupa&#231;&#227;o de sa&#250;de p&#250;blica. Um estudo realizado neste local no per&#237;odo de 1988 a 1992 revelou uma taxa de incid&#234;ncia anual de 20 afogamentos por 100.000 habitantes.<sup>6</sup> Enquanto no presente estudo foram verificadas maiores taxas para a faixa et&#225;ria de 15 a 19 anos, no Alaska o grupo de idade de 20 a 39 anos teve as maiores frequ&#234;ncias e taxas de afogamento. Neste Estado, as v&#237;timas est&#227;o mais relacionadas a pescadores e jovens nativos enquanto no munic&#237;pio de Salvador n&#227;o foi detectado nenhum &#243;bito que tivesse como ocupa&#231;&#227;o pescador ou similar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como mencionado nos resultados, houve diferen&#231;a entre o n&#250;mero de &#243;bitos obtidos ap&#243;s revis&#227;o do banco de dados do Instituto de Sa&#250;de Coletiva (ISC) em rela&#231;&#227;o aos dados oficiais do Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Uma explica&#231;&#227;o poss&#237;vel para essa diferen&#231;a &#233; que os casos de &#243;bito de residentes de outros munic&#237;pios ocorridos em Salvador foram retirados do banco de dados final do ISC.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi observado um decl&#237;nio da contribui&#231;&#227;o dos &#243;bitos por afogamento na mortalidade por causas externas a partir dos 20 anos de idade. Isso pode estar relacionado &#224; maior import&#226;ncia dos homic&#237;dios e dos acidentes de tr&#226;nsito,<sup>2,3 </sup>em idades mais avan&#231;adas, neste grupo de causas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Confirmando o que j&#225; foi observado em v&#225;rios estudos<sup>4</sup>'<sup>6</sup>'<sup>7</sup>'<sup>8</sup>'<sup>9</sup>'<sup>10</sup>'<sup>18,19</sup> houve uma predomin&#226;ncia do sexo masculino entre as v&#237;timas de afogamento em todas as idades e a ocupa&#231;&#227;o de destaque foi a de estudantes, com n&#250;meros bem superiores aos das outras profiss&#245;es, refletindo, provavelmente, a alta exposi&#231;&#227;o desse grupo. Nos dois anos em estudo a maioria das v&#237;timas s&#243; tinha o primeiro grau</font> <font face="Verdana" size="2">de escolaridade o que aponta para a import&#226;ncia da educa&#231;&#227;o nesse tipo de morte. Houve uma concentra&#231;&#227;o dos &#243;bitos nos meses de ver&#227;o e nos DS pertencentes ao litoral de Salvador.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mello Jorge<sup>18,19</sup> levanta a hip&#243;tese de que os homens se exp&#245;em mais a esse tipo de risco, em geral por recrea&#231;&#227;o. A preponder&#226;ncia do sexo masculino e da faixa et&#225;ria com maior risco pode estar relacionada tamb&#233;m &#224; ingest&#227;o de &#225;lcool apontada em alguns estudos<sup>12,18</sup> chegando a relatos de que 61% das v&#237;timas haviam feito uso desta subst&#226;ncia.<sup>18</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A elevada freq&uuml;&#234;ncia desse tipo de acidente durante os meses de ver&#227;o decorre da maior utiliza&#231;&#227;o das praias pela populala&#231;&#227;o nesse per&#237;odo. Da mesma forma, no Arizona<sup>5</sup> e no Alaska<sup>6</sup> a maior parte dos &#243;bitos ocorreu nessa esta&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; distribui&#231;&#227;o espacial, os resultados das taxas de mortalidade por afogamento relacionados ao local de resid&#234;ncia da v&#237;tima expressam a heterogeneidade do munic&#237;pio de Salvador, revelando uma desigualdade no risco de morrer afogado entre os moradores dos diferentes locais da cidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo-se conhecimento da dimens&#227;o do problema e das principais caracter&#237;sticas da mortalidade por afogamento no munic&#237;pio de Salvador, pode-se formular estrat&#233;gias de preven&#231;&#227;o e tratamento das v&#237;timas, com &#234;nfase nos grupos de maior risco.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trabalhos realizados na &#225;rea pedi&#225;trica<sup>10,17 </sup>aconselham a estimular crian&#231;as a aprenderem a nadar. Saber nadar &#233; a regra b&#225;sica na preven&#231;&#227;o de acidentes na &#225;gua, e uma crian&#231;a de tr&#234;s anos de idade normalmente j&#225; tem condi&#231;&#245;es de aprender. N&#227;o menos importante &#233; a supervis&#227;o do adulto e a observ&#226;ncia &#224;s normas de seguran&#231;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; assist&#234;ncia hospitalar, existem evid&#234;ncias segundo as quais o atendimento correto e o mais precoce poss&#237;vel, prestado desde o local do acidente at&#233; a chegada ao hospital, pode diminuir as sequelas dos acidentados.<sup>11,12</sup> No Estado do Alaska foram desenvolvidos programas para venda de b&#243;ias salva-vidas a baixo custo. H&#225; relatos de que 16 pessoas da regi&#227;o no per&#237;odo de um ano atestaram que o uso das b&#243;ias foi o fator respons&#225;vel pelo salvamento de suas vidas.<sup>18</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O elevado risco de morrer por afogamento, particularmente entre adolescentes do sexo masculino e estudantes, indica a necessidade da ado&#231;&#227;o de medidas voltadas para o controle desse problema que priorizem esses grupos. Da&#237; a pertin&#234;ncia de desenvolver campanhas de esclarecimento a essa popula&#231;&#227;o sobre os perigos das praias localizadas nos DS de maiores taxas de mortalidade, implantar programas educativos nas escolas e aperfei&#231;oar o servi&#231;o de salva-vidas nos meses de ver&#227;o e nos locais de maior risco. A profilaxia realizada por estes profissionais nas praias, com sua interven&#231;&#227;o precoce, pode ser mais eficiente que a otimiza&#231;&#227;o do atendimento tardio hospitalar.<sup>12</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, merece destaque o papel que os DS podem desempenhar atrav&#233;s da ger&#234;ncia e das equipes de sa&#250;de. Esse &#233; um exemplo de agravo &agrave; sa&#250;de evit&#225;vel, por&#233;m cujo controle requer a ado&#231;&#227;o de pol&#237;ticas intersetoriais envolvendo, al&#233;m do setor sa&#250;de, outros &#243;rg&#227;os governamentais como Corpo de Bombeiros e Universidades, al&#233;m de associa&#231;&#245;es representativas da popula&#231;&#227;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1.&nbsp;Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS). Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as. Revis&#227;o 1975. Centro da OMS para classifica&#231;&#227;o de doen&#231;as em portugu&#234;s. Minist&#233;rio da Sa&#250;de/Universidade de S&#227;o Paulo/Organiza&#231;&#227;o Pan-Americana de Sa&#250;de. 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Autralia 1994 (on-line), dispon&#237;vel em &lt; URL:<a href="http://www.nisu.flinders.edu.au/pubs/bulletin13/bull13-5.html" target="_blank">http://www.nisu.flinders.edu.au/pubs/bulletin13/bull13-5.html</a> (28/05/98).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5.&nbsp;Public Health Services - Office of Health Planning, Evaluation and Statistics Arizona Center for Health Statistics. Unintentional Drowning Deaths, Arizona, 1970-1995: Table 8.(on-line), dispon&#237;vel em &lt; URL: <u><a href="http://www.hs.state.az.us/plan/drowning/tables/drt8.htm" target="_blank">http://www.hs.state.az.us/plan/drowning/tables/drt8.htm</a></u> and <u><a href="http://www.hs.state.az.us/plan/drowning/tables/drt17htm" target="_blank">http://www.hs.state.az.us/plan/drowning/tables/drt17htm</a></u> (28/05/98).</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6.&nbsp;Lincoln JM, Perkins R, Melton F, Conway GA. Drowning in Alaskan Waters. <b>Public Health Reports </b>111(6):531-535, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7.&nbsp;Szpilman D, Amoedo AR. Atualiza&#231;&#227;o da classifica&#231;&#227;o de afogamento. <b>Jornal Brasileiro de Medicina, </b>66(4):21-37,</font> <font face="Verdana" size="2">1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8.&nbsp;Jim&#233;nez NR. Asfixia por Inmersi&#243;n. <b>Pediatria. </b>32(1):56-60, 1989.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9.&nbsp;Jim&#233;nez NR, Coronado L. Asfixia por Inmersi&#243;n en Ninos 1983-1988. <b>Revista del Hospital del Nino </b>9(1):33-38, 1990.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Rivera JF, Gotay F, Sifontes JE, Mayol PM. Near Drowning in Puerto Rican Children. <b>Asociaci&#243;n M&#233;dica de Puerto Rico-Boletin </b>79(3):95-98, 1987.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Schiling ALD, Garibotti JE, Santos de Moraes MR, Salerno MR. Preven&#231;&#227;o de acidentes na inf&#226;ncia. <b>ACTA MED </b>15:641-656,1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Szwarcwald CL, Castilho EA. Mortalidade por Causas Externas no Estado do Rio de Janeiro no per&#237;odo de 1976 - 1980, <b>Cadernos de Sa&#250;de P&#250;blica, </b>2(1):19-41, 1986.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13 . BRASIL, Estat&#237;sticas de Mortalidade do Minist&#233;rio da Sa&#250;de, 1980 - 1994.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14.&nbsp;Paim JS, Vieira da Silva LM, Nascimento Costa MC, Lessa I, Costa Cardoso AJ, Pinto LLS, Xavier Calil ME, Barreto da Silva MRB, Mascarenhas JCS, Pereira SV. An&#225;lise da situa&#231;&#227;o de sa&#250;de do munic&#237;pio de Salvador segundo condi&#231;&#245;es de vida. Relat&#243;rio T&#233;cnico do Projeto Integrado de Pesquisa.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15.&nbsp;Paim JS, Costa MCN. Mortes Violentas em Crian&#231;as e Adolescentes de Salvador. <b>Revista Bahia, An&#225;lise e Dados </b>6(1):59-67, 1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16.&nbsp;Paim JS, Costa MCN. Decr&#233;scimo e Desigualdade da Mortalidade Infantil: Salvador, 1980 - 1988. <b>Boletin de la Oficina    Sanitaria   Panamericana</b></font> <font face="Verdana" size="2">114(5):415-428, 1993.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Souza ER, Assis SG. Mortalidade por Viol&#234;ncia em Crian&#231;as e Adolescentes do Munic&#237;pio do Rio de Janeiro. <b>Jornal Brasileiro de Psiquiatria </b>42(2):85-94,</font> <font face="Verdana" size="2">1996.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Mello Jorge, MH e Bernardes Marques, M. Mortes Violentas em Menores de 15 Anos no Brasil. <b>Boletim da Oficina Sanit&#225;ria</b></font> <font face="Verdana" size="2"><b>Panamericana </b>100(6):590-606, 1986.</font><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Mello Jorge MH. Mortalidade por Causas Violentas no Munic&#237;pio de S&#227;o Paulo. Mortes Acidentais. <b>Revista de Sa&#250;de P&#250;blica </b>14:475-508, 1980.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n2/seta.gif" border="0"></a></b></font><font face="Verdana" size="2"><b>Endere&#231;o para correspond&#234;ncia:</b><i>    <br>  </i>Jairnilson Silva Paim -</font>    <br> <font face="Verdana" size="2">Rua Padre Feij&#243;, 29, 4<sup>o</sup> andar -     <br> Canela, Salvador/Bahia/Brasil -     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Cep: 40.110-170</font>    <br> <font face="Verdana" size="2">Tel: (071) 2450544     <br> Fax: (071) 2375856</font>    <br> <font face="Verdana" size="2">E-mail: <a href="mailto:jairnil@ufba.br">jairnil@ufba.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup><a href="#topo">*</a></sup> Trabalho realizado com apoio OPS/CNPq. Processo N<sup>o</sup> 100848/95-8 e bolsa de inicia&#231;&#227;o cient&#237;fica.</font></p>      ]]></body><back>
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