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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro Nacional de Epidemiologia, Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[<a name="topo"></a>Incidência, distribuição geográfica e aspectos ambientais das áreas endêmicas da Leishmaniose Visceral em Sergipe]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Nacional de Saúde  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Coordenação Regional de Sergipe  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to evaluate the evolution of the visceral leishmaniasis (VL) in Sergipe State, and a possible foci displacement from the Dry Land to the coast in the last decades, characterizing some environmental aspects related with the occurrence of the endemic disease. An analysis of all notifications send to the to National Health Foundation from 1972 to 1998 was performed. The 1.874 case identified were stratified by municipality, per decade and distributed in the three sub-areas of Sergipe: Dry Land, Transition Region and East (coast). The annual average incidence of LV in the decades of 70, 80 and 90 were respectively of, 1.96, 3.37 and 7.6 per inhabitants. An expansion of this disease is verified in all areas, however there is no displacement of the main foci. In areas, where the largest number of cases of visceral leishmaniasis in Sergipe State have been registered, the climate is humid, with pluviometric indexes above 1,400 mm and altitude is low.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Leishmaniose Visceral]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Geographical Distribution]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Incid&ecirc;ncia, distribui&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica e aspectos ambientais das &aacute;reas end&ecirc;micas da    Leishmaniose Visceral em Sergipe</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Lucia Maria Sayde de Azevedo Tavares<sup>I</sup>;    Edson Diogo Tavares<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria    Coordena&ccedil;&atilde;o Regional de Sergipe</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O objetivo do presente trabalho foi avaliar    a evolu&ccedil;&atilde;o da leishmaniose visceral (LV) no   Estado de Sergipe, e o poss&iacute;vel deslocamento dos focos do Sert&atilde;o    para o litoral nas   &uacute;ltimas d&eacute;cadas, caracterizando alguns aspectos ambientais relacionados    com a ocorr&ecirc;ncia   dessa endemia. A metodologia consistiu da an&aacute;lise das notifica&ccedil;&otilde;es    feitas &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o   Nacional de Sa&uacute;de entre 1972 e 1998, num total de 1.874 casos, que foram    agrupados por   munic&iacute;pio, por d&eacute;cada e distribu&iacute;dos nas tr&ecirc;s mesorregi&otilde;es    sergipanas: Sert&atilde;o, Agreste e   Leste (litoral). A incid&ecirc;ncia anual m&eacute;dia da LV nas d&eacute;cadas    de 70, 80 e 90 foi,   respectivamente, de 1,96, 3,37 e 7,6. Constata-se uma grande expans&atilde;o    da doen&ccedil;a em   todas as regi&otilde;es sem, contudo, haver deslocamento dos principais focos.    Nas &aacute;reas onde   se tem registrado o maior n&uacute;mero de casos de leishmaniose visceral em    Sergipe, o clima &eacute;   &uacute;mido, com &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos acima de 1.400 mm e baixas    altitudes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-Chave:</b> Leishmaniose Visceral;    &Iacute;ndices Pluviom&eacute;tricos; Foco Natural; Distribui&ccedil;&atilde;o    Geogr&aacute;fica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> The objective of this study was to evaluate    the evolution of the visceral leishmaniasis   (VL) in Sergipe State, and a possible foci displacement from the Dry Land to    the coast in   the last decades, characterizing some environmental aspects related with the    occurrence of   the endemic disease. An analysis of all notifications send to the to National    Health   Foundation from 1972 to 1998 was performed. The 1.874 case identified were stratified   by municipality, per decade and distributed in the three sub-areas of Sergipe:    Dry Land,   Transition Region and East (coast). The annual average incidence of LV in the    decades of   70, 80 and 90 were respectively of, 1.96, 3.37 and 7.6 per inhabitants. An expansion    of   this disease is verified in all areas, however there is no displacement of the    main foci. In   areas, where the largest number of cases of visceral leishmaniasis in Sergipe    State have   been registered, the climate is humid, with pluviometric indexes above 1,400    mm and   altitude is low.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key Words:</b> Visceral Leishmaniasis; Pluviometric    Index; Natural Foci; Geographical Distribution.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao desenvolvimento tem sido historicamente atribu&iacute;da    a tarefa de melhorar a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o. No entanto,    no Brasil, o que se tem observado &eacute; um aumento da incid&ecirc;ncia de    doen&ccedil;as infecciosas que est&atilde;o diretamente ligadas &agrave;s prec&aacute;rias    condi&ccedil;&otilde;es de vida, e cuja dissemina&ccedil;&atilde;o est&aacute;    relacionada com a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, permitindo maior circula&ccedil;&atilde;o    dos parasitas.<sup>1</sup> O modelo de desenvolvimento atualmente adotado tem-se    caracterizado por aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas que levem em considera&ccedil;&atilde;o    as condi&ccedil;&otilde;es em que vive a popula&ccedil;&atilde;o brasileira    e que promovam a organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o social. Sem isso,    o que tem ocorrido &eacute; a ocupa&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas e    a invas&atilde;o do ambiente natural de forma desordenada, promovendo mudan&ccedil;as    que levam ao desequil&iacute;brio ecol&oacute;gico, expondo as popula&ccedil;&otilde;es    ao risco de contrair infec&ccedil;&otilde;es por microorganismos que circulam    nos seus focos naturais.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Desde 1934, casos humanos de   leishmaniose visceral (LV) v&ecirc;m sendo   registrados no Estado de Sergipe.<sup>3</sup> Em   1936, no munic&iacute;pio de Aracaju, o prof.   Evandro Chagas diagnosticou o primeiro   caso, em vida, da doen&ccedil;a no Brasil.   Tratava-se de um indiv&iacute;duo de 16 anos,   em cuja fam&iacute;lia haviam ocorrido dois   &oacute;bitos, com os mesmos sintomas.<sup>3</sup>   Entre 1932 e 1957, dos 330 casos   de LV identificados no Brasil, 26 eram de   origem sergipana.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Devido &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o, em    1972, da   Campanha Contra a Leishmaniose,   coordenada pela Superintend&ecirc;ncia de   Campanhas de Sa&uacute;de P&uacute;blica, iniciou-se   a execu&ccedil;&atilde;o dos exames de medula &oacute;ssea,   permitindo um maior conhecimento da   distribui&ccedil;&atilde;o e das caracter&iacute;sticas   epidemiol&oacute;gicas da doen&ccedil;a.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1983, foi feito levantamento e mapeamento    das esp&eacute;cies flebotom&iacute;nicas existentes em Sergipe, constatando-se    que o inseto vetor <i>L. longipalpis</i> encontra-se disseminado em 38 munic&iacute;pios    distribu&iacute;dos em todas as regi&otilde;es do Estado.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nos anos recentes, tem havido um   aumento da ocorr&ecirc;ncia da LV em diversas   regi&otilde;es do mundo. At&eacute; in&iacute;cio dos anos   90, no Brasil, se registrava, em m&eacute;dia,   por ano, cerca de 1.500 casos novos.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por&eacute;m, nos &uacute;ltimos anos, o n&uacute;mero    de   casos novos tem sido superior a 2.500   casos anuais.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dividido em 75 munic&iacute;pios, e   ocupando uma &aacute;rea de 22.050 km<sup>2</sup>, o   Estado de Sergipe corresponde a 2,8%   do territ&oacute;rio da regi&atilde;o Nordeste do Brasil,<sup>8</sup>   regi&atilde;o respons&aacute;vel por mais de 90% dos   casos de LV do pa&iacute;s.<sup>7</sup> A popula&ccedil;&atilde;o de   Sergipe, projetada pelo Instituto Brasileiro   de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) para   1999, &eacute; de 1.782.632 habitantes.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A ocorr&ecirc;ncia de casos aut&oacute;ctones    j&aacute;   foi notificada em 67 dos 75 munic&iacute;pios,   distribu&iacute;dos nas diferentes regi&otilde;es do   Estado, onde se encontra uma grande   diversidade quanto aos aspectos   ambientais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m-se   observado mudan&ccedil;as no   comportamento epidemiol&oacute;gico da   LV, com aumento do n&uacute;mero de   casos em regi&otilde;es litor&acirc;neas. Apesar   disso, a doen&ccedil;a continua sendo   descrita como doen&ccedil;a pr&oacute;pria de   clima seco com precipita&ccedil;&atilde;o   pluviom&eacute;trica anual inferior a 800   mm, e de ambiente fisiogr&aacute;fico   composto de vales e montanhas.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir de 1989, o IBGE   passou a divulgar os dados do   Estado de Sergipe, agregando as   informa&ccedil;&otilde;es dos munic&iacute;pios em   tr&ecirc;s mesorregi&otilde;es geogr&aacute;ficas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sert&atilde;o Sergipano, Agreste Sergipano e    Leste Sergipano (<a href="#fig1">Figura 1</a>).<sup>8</sup> A mesorregi&atilde;o Leste,    relativa &agrave; &aacute;rea ocupada pelos munic&iacute;pios situados no litoral,    corresponde &agrave; regi&atilde;o de clima &uacute;mido do Estado. Para este    estudo, utilizaram-se essas regi&otilde;es na an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n1/1a06f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo desse trabalho foi analisar a incid&ecirc;ncia,    a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e alguns aspectos ambientais    das &aacute;reas de foco dessa endemia no Estado de Sergipe, visando melhor    caracteriz&aacute;-la.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A metodologia consistiu na   an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o anual dos   casos de leishmaniose visceral,   por munic&iacute;pio, no per&iacute;odo de   setembro 1972 a dezembro de   1998, registrados nos arquivos   da Coordena&ccedil;&atilde;o Regional de   Sergipe da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de   Sa&uacute;de. Os dados foram agrupados   por d&eacute;cada e distribu&iacute;dos   pelas regi&otilde;es geogr&aacute;ficas do   Estado. Foi comparada a evolu&ccedil;&atilde;o   da endemia em cada per&iacute;odo,   procurando-se identificar as &aacute;reas   de focos antigos e recentes,   caracterizando as principais &aacute;reas   end&ecirc;micas do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O registro dos casos foi feito com base no diagn&oacute;stico    cl&iacute;nico e laboratorial. Nas d&eacute;cadas de 70 e 80, todos os casos    foram confirmados atrav&eacute;s do exame da medula &oacute;ssea. Na d&eacute;cada    de 90, com a implanta&ccedil;&atilde;o do laborat&oacute;rio de imuno-fluoresc&ecirc;ncia    pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de, o m&eacute;todo sorol&oacute;gico    da Imuno-Fluoresc&ecirc;ncia Indireta (IFI) passou a ser utilizado como aux&iacute;lio    diagn&oacute;stico em pacientes com sinais e sintomas da doen&ccedil;a. O exame    da medula &oacute;ssea vem sendo realizado para a confirma&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico em cerca de 30% dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram utilizados os totais   pluviom&eacute;tricos anuais m&eacute;dios das &uacute;ltimas   d&eacute;cadas de 45 munic&iacute;pios,<sup>10</sup> visando   caracterizar o clima das tr&ecirc;s mesorregi&otilde;es geogr&aacute;ficas do    Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi realizada an&aacute;lise da incid&ecirc;ncia    m&eacute;dia anual (n&uacute;mero de casos novos por 100.000 habitantes), em    cada uma das mesorregi&otilde;es, utilizando-se dados da popula&ccedil;&atilde;o    residente em 1980, 1991 e popula&ccedil;&atilde;o projetada para 1998 pelo IBGE.<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados e Discuss&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1972 a 1998 foram registrados    1.874 casos de LV no Estado de Sergipe, distribu&iacute;dos em 67 munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> At&eacute; o ano de 1979 (d&eacute;cada de 70),    ocorreram 179 casos, provenientes de 37 munic&iacute;pios. Os munic&iacute;pios    com maior n&uacute;mero de casos, com exce&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio    de Areia Branca, que est&aacute; situado na regi&atilde;o Agreste, est&atilde;o    situados na regi&atilde;o Leste, litoral do Estado, evidenciando que desde a    d&eacute;cada de 70 a doen&ccedil;a estava associada principalmente &agrave;    regi&atilde;o de clima &uacute;mido (<a href="#tab1">Tabelas 1</a> e <a href="#tab2">2</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n1/1a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n1/1a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na d&eacute;cada de 80, o n&uacute;mero de registros    se elevou para 503 e na d&eacute;cada de 90 (at&eacute; dezembro de 1998) foram    registrados 1.192 casos, evidenciando a grande expans&atilde;o da endemia. Entre    1980 e 1989, a doen&ccedil;a foi registrada em 47 munic&iacute;pios e, nos anos    90, em 65 munic&iacute;pios. Constata-se que a doen&ccedil;a vem sendo notificada    em um n&uacute;mero crescente de munic&iacute;pios sem deixar de ocorrer nos    munic&iacute;pios onde se registraram os primeiros casos (<a href="#tab1">Tabelas    1</a> e <a href="#tab2">2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">At&eacute; 1993, eram registrados no Estado de    Sergipe em m&eacute;dia 80 casos novos por ano, mas, a partir de 1994, houve    um aumento significativo do n&uacute;mero de casos, sendo registrados 203 casos    novos. No ano de 1995 foi registrado o maior n&uacute;mero de casos de toda    a hist&oacute;ria da doen&ccedil;a em Sergipe, 266 casos distribu&iacute;dos    em 137 localidades de 34 munic&iacute;pios.<sup>11</sup> Em 1996 foram registrados    190 casos. Nos &uacute;ltimos dois anos tem-se observado uma redu&ccedil;&atilde;o    no total de casos novos ocorrendo 109 casos em 1997 e 94 casos em 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento do n&uacute;mero de casos na   d&eacute;cada de 90 ocorreu em v&aacute;rios Estados   do Nordeste e foi explicado tanto pelo   incremento real dos casos como pela melhoria do sistema de notifica&ccedil;&atilde;o.<sup>22</sup>   Al&eacute;m desses fatores, &eacute; importante   considerar que assim como ocorreu em   Sergipe, houve a implanta&ccedil;&atilde;o, em v&aacute;rios   outros Estados, de laborat&oacute;rios para a   realiza&ccedil;&atilde;o de exames sorol&oacute;gicos para LV,   o que provavelmente contribuiu para o   diagn&oacute;stico de um maior n&uacute;mero de   casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisarmos a distribui&ccedil;&atilde;o dos    casos de LV entre as tr&ecirc;s mesorregi&otilde;es geogr&aacute;ficas, observamos    que, em Sergipe, a regi&atilde;o Leste (regi&atilde;o litor&acirc;nea) sempre    se destacou das demais regi&otilde;es em n&uacute;mero de casos da doen&ccedil;a    (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n1/1a06f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que nas tr&ecirc;s mesorregi&otilde;es    de Sergipe vem ocorrendo aumento na incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas. Mesmo sendo a regi&atilde;o Leste a que mais cresceu em termos    demogr&aacute;ficos, tendo a sua popula&ccedil;&atilde;o quase que dobrado entre    1970 e 1998, esta regi&atilde;o apresentou o maior aumento na incid&ecirc;ncia    m&eacute;dia por ano de casos novos, passando a incid&ecirc;ncia de 1,98 nos    anos 70, para 8,87 na d&eacute;cada de 90, um aumento de 448% na incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n1/1a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mesmo tendo havido aumento no n&uacute;mero total    de casos nas regi&otilde;es do Sert&atilde;o e do Agreste, proporcionalmente,    essas regi&otilde;es v&ecirc;m apresentando uma redu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    ao total dos casos no Estado. Na d&eacute;cada de 70 constata-se que no Sert&atilde;o    e no Agreste haviam ocorrido 38,6% do total de casos, e que nos anos 90 os casos    dessas regi&otilde;es representaram somente 21,6% do total de casos (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A m&eacute;dia dos   &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos   anuais dos munic&iacute;pios do Estado de Sergipe que apresentaram   casos humanos de LV localizados no   Sert&atilde;o sergipano variaram de 488 mm   (Canind&eacute; do S&atilde;o Francisco) a 1.087 mm   (Monte Alegre de Sergipe); na regi&atilde;o do   Agreste, de 764 mm (Tobias Barreto) a   1.350 mm (Malhador); e na regi&atilde;o Leste,   de 816 mm (Propri&aacute;) a 1.960 mm (Santa   Luzia do Itanhi).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual    dos   munic&iacute;pios com maior n&uacute;mero de casos   foi a seguinte: Aracaju 1.577 mm,   Itaporanga 1.463 mm, Est&acirc;ncia 1.469 mm   e S&atilde;o Cristov&atilde;o 1.491 mm.<sup>10</sup> Portanto,   em Sergipe o clima das principais &aacute;reas   de foco da endemia &eacute; &uacute;mido, com &iacute;ndices   pluviom&eacute;tricos superiores a 1400 mm.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A incid&ecirc;ncia da LV no Estado de   Sergipe vem aumentando nas &uacute;ltimas   d&eacute;cadas em todas as suas regi&otilde;es, desde   o Sert&atilde;o, passando pelo Agreste, at&eacute; a   regi&atilde;o Leste, por&eacute;m de forma mais   acentuada nessa &uacute;ltima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os munic&iacute;pios que t&ecirc;m apresentado   o maior n&uacute;mero de casos s&atilde;o os mesmos   desde os primeiros registros da doen&ccedil;a.   A an&aacute;lise dos dados sugere que a   ocupa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de antigos focos por   uma popula&ccedil;&atilde;o crescente, com o   conseq&uuml;ente aumento dos suscet&iacute;veis,   pode ser a causa do aumento do n&uacute;mero   de casos. Mesmo havendo a expans&atilde;o da   endemia no Estado, n&atilde;o se observou o   deslocamento da doen&ccedil;a do Sert&atilde;o para   a regi&atilde;o litor&acirc;nea. Portanto, a doen&ccedil;a n&atilde;o   se caracterizou como sendo procedente   das regi&otilde;es de clima semi-&aacute;rido como   ocorreu em outras regi&otilde;es do   Nordeste.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em Sergipe observamos que,   mesmo ocorrendo casos isolados em   v&aacute;rios pontos do Estado com aspectos   ambientais distintos, os focos mais   antigos da doen&ccedil;a e as principais &aacute;reas   end&ecirc;micas ficam na regi&atilde;o Leste, onde o   clima &eacute; &uacute;mido, apresentando &iacute;ndices   pluviom&eacute;tricos superiores a 1.400 mm, e   onde as altitudes s&atilde;o pr&oacute;ximas do n&iacute;vel   do mar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Sabroza PC, Toledo LM de, Osanai CHA. Organiza&ccedil;&atilde;o    do Espa&ccedil;o e os Processos End&ecirc;mico-Epid&ecirc;micos. <i>In</i>:    Leal MC (org.) Sa&uacute;de, Ambiente e Desenvolvimento. Vol II. Rio de Janeiro:    Hucitec-Abrasco; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Mello DA. Parasitic diseases in Brazil and    the role of wild mammals: an analysis based on leishmaniasis, Chagas disease    and schistosomiasis mansoni. <b>Ci&ecirc;ncia e Cultura</b> 1991; 43(4):274-278.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Chagas E. Primeira verifica&ccedil;&atilde;o    em indiv&iacute;duo vivo da leishmaniose visceral no Brasil. <b>Brasil-M&eacute;dico</b>    1936; 11(11): 221-222.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Silva JR da. Leishmaniose Visceral (Calazar)    &#091;Tese de professor catedr&aacute;tico&#093;. Rio de Janeiro: Faculdade Nacional de    Medicina. Universidade do Brasil; 1957.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Aguiar CP. Relat&oacute;rio T&eacute;cnico    da   Campanha Contra a Leishmaniose.   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/SUCAM,   Aracaju, 1983. (m&iacute;meo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Marzochi MC de A, Marzochi KBF. Tegumentary    and visceral   leihmaniases in: Brazil &#8211; emerging   anthropozoonosis 1994; Supl.2: 359-   375.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. BRASIL, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.   Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.   Controle, diagn&oacute;stico e tratamento da   Leishmaniose Visceral (Calazar),   1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Diniz JAF, Fran&ccedil;a VLA. Atlas S&oacute;cio-Econ&ocirc;mico    de Sergipe. &#091;disquetes&#093;. Aracaju: UFS; 1996. 4 disquetes.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico de Sergipe.   Vol.18. Aracaj&uacute;: SEPLANTEC/   SUPES; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Pinto JES de S. Os reflexos da seca no estado    de Sergipe &#091;Tese de   Doutorado&#093;. Rio Claro: UNESP; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Tavares LMS de A. Plano Operativo   T&eacute;cnico-Administrativo do Programa   de Controle da Leishmaniose Visceral.   Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de,   Aracaju, 1996. (m&iacute;meo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Monteiro PS, Lacerda MM, Arias JR. Controle    da leishmaniose visceral no Brasil. <b>Revista da Sociedade Brasileira de Medicina    Tropical</b> 1994; 27 (supl. III): 67-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Costa CHN, Pereira HF, Ara&uacute;jo MV.    Epidemia de de leismaniose visceral no estado do Piau&iacute;, Brasil, 1980-    1986. <b>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</b> 1990; 24(5): 361-372.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><b><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v8n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b></font><font size="2" face="Verdana">Lucia Sayde Tavares    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    <br>   Av. Tancredo Neves sn.    <br>   Bairro Jabotiana.    <br>   Aracaju-SE    <br>   CEP:49000-000    <br>   E-mail:<a href="mailto:sayde@netdados.com.br%20">sayde@netdados.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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