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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemiologia e medidas de prevenção do Dengue]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology and preventive measures of Dengue]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the past years dengue has been present in epidemic or endemic form in a large number of urban centers worldwide. The epidemiologic and entomological situation found in those centers, the technical difficulties or the lack of political determination to change the situation as well as the gaps in the knowledge to predict on scientifical basis new epidemics of the severe form of dengue, are evidences of the potential to increase the occurence of dengue and, in special, the hemorragic dengue fever in the near future. The surveillance of the occurrence and spread of each of the four serotypes of the dengue virus, the problems related with its control and the potential risks to the population are fundamental to generate informations to increase the competence of professionals and managers of the health network of the Unified Health System (SUS) to discuss and take positions towards the strategies of intervention to tackle this problem. The aim of this article is present a commented review of the determinant factors of those infections and to discuss the available preventive measures calling attention to some useful reflections for debate.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Epidemiologia e medidas    de preven&ccedil;&atilde;o do Dengue</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Epidemiology and preventive measures of Dengue</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria da Gl&oacute;ria Teixeira<sup>I</sup>; Maur&iacute;cio    Lima Barreto<sup>I</sup>; Zouraide Guerra<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Universidade Federal da Bahia</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de    Sa&uacute;de</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O dengue apresenta-se nos grandes centros urbanos    de v&aacute;rias regi&otilde;es do mundo, inclusive do Brasil, sob a forma de    epidemias de grande magnitude, e sob a forma hiperend&ecirc;mica, nos lugares    onde um ou mais sorotipos circularam anteriormente. Mesmo considerando-se as    lacunas dos conhecimentos dispon&iacute;veis para prever, sob firmes bases cient&iacute;ficas,    as futuras ocorr&ecirc;ncias de epidemias das formas graves desta enfermidade,    a atual situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e entomol&oacute;gica de    extensas &aacute;reas de v&aacute;rios continentes evidencia grandes possibilidades    para agravamento do cen&aacute;rio atual, pois os fatores que determinam a reemerg&ecirc;ncia    destas infec&ccedil;&otilde;es s&atilde;o dif&iacute;ceis de serem eliminados.    O acompanhamento da atual situa&ccedil;&atilde;o de circula&ccedil;&atilde;o    dos quatro sorotipos dos v&iacute;rus do dengue e o conhecimento das dificuldades    que est&atilde;o sendo enfrentadas para impedir a ocorr&ecirc;ncia destas infec&ccedil;&otilde;es    e do risco potencial do reflexo destes acontecimentos para a popula&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o fundamentais para que dirigentes e profissionais da rede de servi&ccedil;os    do SUS possam discutir, posicionar-se e orientar suas estrat&eacute;gias de    interven&ccedil;&atilde;o neste campo. Este artigo tem como objetivo fazer uma    revis&atilde;o dos fatores determinantes destas infec&ccedil;&otilde;es, assim    como apresentar e discutir as medidas de preven&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis,    apontando algumas reflex&otilde;es &uacute;teis para o debate.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-Chave</b>: Dengue; Fatores Determinantes;    Epidemiologia; Preven&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> In the past years dengue has been present in    epidemic or endemic form in a large   number of urban centers worldwide. The epidemiologic and entomological situation   found in those centers, the technical difficulties or the lack of political    determination   to change the situation as well as the gaps in the knowledge to predict on scientifical   basis new epidemics of the severe form of dengue, are evidences of the potential    to   increase the occurence of dengue and, in special, the hemorragic dengue fever    in the   near future. The surveillance of the occurrence and spread of each of the four    serotypes   of the dengue virus, the problems related with its control and the potential    risks to the   population are fundamental to generate informations to increase the competence    of   professionals and managers of the health network of the Unified Health System    (SUS)   to discuss and take positions towards the strategies of intervention to tackle    this   problem. The aim of this article is present a commented review of the determinant   factors of those infections and to discuss the available preventive measures    calling   attention to some useful reflections for debate.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key Words:</b> Dengue; Determinants Factors;    Epidemiology; Prevention.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O processo din&acirc;mico e progressivo   de sele&ccedil;&atilde;o adaptativa para a sobreviv&ecirc;ncia   das esp&eacute;cies, que ocorre cotidianamente   na natureza, envolve importantes   fen&ocirc;menos que interferem no estado de   sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es humanas. Isto pode   ser bem evidenciado na for&ccedil;a da   reemerg&ecirc;ncia das infec&ccedil;&otilde;es causadas   pelos v&iacute;rus do dengue, pois as agress&otilde;es   dos quatro sorotipos destes agentes &agrave;s   popula&ccedil;&otilde;es humanas v&ecirc;m crescendo em   magnitude e extens&atilde;o geogr&aacute;fica, desde   meados do s&eacute;culo XX,<sup>1</sup> em fun&ccedil;&atilde;o da   velocidade de circula&ccedil;&atilde;o e replica&ccedil;&atilde;o   viral, facilitada pela extraordin&aacute;ria   capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es   de mosquitos que lhes servem como   transmissores, e pela incapacidade do   homem, neste momento, de se proteger   contra estas infec&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por quest&otilde;es econ&ocirc;micas, sociais    e   pol&iacute;ticas, os pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas que   erradicaram o <i>Aedes aegypti</i>, principal   transmissor do v&iacute;rus do dengue, nas   d&eacute;cadas de cinq&uuml;enta e sessenta, em   virtude da necessidade de eliminar a febre   amarela urbana, n&atilde;o utilizaram   oportunamente e com o rigor necess&aacute;rio,   os conhecimentos t&eacute;cnicos e cient&iacute;ficos   adquiridos durante a execu&ccedil;&atilde;o daquela   campanha, quando detectaram nos anos   setenta a reinfesta&ccedil;&atilde;o de algumas &aacute;reas,   por este vetor. Como o ambiente dos   centros urbanos favorece sobremaneira   a dispers&atilde;o e a eleva&ccedil;&atilde;o da densidade das   popula&ccedil;&otilde;es desse mosquito, e h&aacute; falhas   nas estrat&eacute;gias de combate, a circula&ccedil;&atilde;o   dos v&iacute;rus do dengue se estabeleceu e se   expandiu, passando a constituir um grave   problema de sa&uacute;de p&uacute;blica neste final de   s&eacute;culo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Estima-se que cerca de 3 milh&otilde;es de casos    de febre hemorr&aacute;gica do dengue e s&iacute;ndrome do choque do dengue    e 58 mil mortes j&aacute; foram registradas nos &uacute;ltimos quarenta anos.<sup>1</sup>    Os mecanismos que definem a ocorr&ecirc;ncia das formas graves destas infec&ccedil;&otilde;es    ainda n&atilde;o est&atilde;o reconhecidos integralmente, e estudos populacionais    e individuais devem ser conduzidos para que se possa esclarecer os pontos obscuros.    Neste sentido, tem-se que buscar aliar esfor&ccedil;os de epidemiologistas,    virologistas e cl&iacute;nicos na perspectiva de trabalhos interdisciplinares    capazes de contribuir para o avan&ccedil;o do conhecimento dos mecanismos envolvidos    na circula&ccedil;&atilde;o viral nas popula&ccedil;&otilde;es humanas, visando    identificar os fatores que influenciam nesta din&acirc;mica, e que modulam a    transi&ccedil;&atilde;o entre o aparecimento do dengue cl&aacute;ssico e febre    hemorr&aacute;gica do dengue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Mesmo considerando-se as lacunas   dos conhecimentos dispon&iacute;veis para   predizer sob firmes bases cient&iacute;ficas as   futuras ocorr&ecirc;ncias de epidemias das   formas hemorr&aacute;gicas do dengue, a atual   situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e entomol&oacute;gica de   extensas &aacute;reas de v&aacute;rios continentes   evidencia maiores possibilidades para um   agravamento deste cen&aacute;rio, pois os   fatores que determinaram a reemerg&ecirc;ncia   destas infec&ccedil;&otilde;es s&atilde;o dif&iacute;ceis de serem   eliminados. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da   Sa&uacute;de, desde 1984, colocou em sua pauta   de prioridades o apoio &agrave;s pesquisas   direcionadas para a produ&ccedil;&atilde;o de   imunobiol&oacute;gicos capazes de conferir   prote&ccedil;&atilde;o contra os quatro sorotipos dos   v&iacute;rus do dengue, como parte do seu   programa para desenvolvimento de   vacinas, mas, apesar de alguns avan&ccedil;os,   ainda n&atilde;o se tem dispon&iacute;vel nenhum   imunoprotetor para uso em popula&ccedil;&otilde;es.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Tendo em vista a magnitude e relev&acirc;ncia    deste problema, este artigo tem como prop&oacute;sito fazer uma breve revis&atilde;o    comentada dos fatores identificados como determinantes destas infec&ccedil;&otilde;es,    da distribui&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a no mundo com especial destaque    para as Am&eacute;ricas e Brasil, assim como apresentar e discutir os instrumentos    e estrat&eacute;gias de controle dispon&iacute;veis, apontando algumas reflex&otilde;es    para debate.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>O V&iacute;rus e seus Transmissores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os agentes etiol&oacute;gicos da febre amarela    e do dengue foram os primeiros microorganismos a serem denominados v&iacute;rus,    em 1902 e 1907, respectivamente, descritos como agentes filtr&aacute;veis e    submicrosc&oacute;picos. Somente 36 anos depois desta precoce observa&ccedil;&atilde;o    foi que se alcan&ccedil;aram o conhecimento e a tecnologia necess&aacute;rios    para o desenvolvimento de pesquisas laboratoriais com estes agentes. Em 1906,    as primeiras evid&ecirc;ncias do ciclo de transmiss&atilde;o do dengue foram    publicadas por Bancroft, que levantou a hip&oacute;tese de o <i>Aedes aegypti</i>    ser o vetor da infe&ccedil;c&atilde;o, o que, logo depois, foi confirmado por    Agramonte e outros pesquisadores.<sup>3</sup> Com isto, foi poss&iacute;vel    estabelecer os elos epidemiol&oacute;gicos envolvidos na transmiss&atilde;o    da doen&ccedil;a resumidos na cadeia:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02cod.gif" border="0"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O isolamento dos v&iacute;rus s&oacute; ocorreu    na d&eacute;cada de quarenta, por Kimura, em 1943, e Hotta, em 1944, tendo-se    denominado Mochizuki a esta cepa. Sabin e Schlesinger, em 1945, isolaram a cepa    Hava&iacute;, quando o primeiro, neste mesmo ano, ao identificar outro v&iacute;rus    em Nova Guin&eacute;, observou que as cepas tinham caracter&iacute;sticas antig&ecirc;nicas    diferentes e passou a considerar que eram sorotipos do mesmo v&iacute;rus. &Agrave;s    primeiras cepas ele denominou sorotipo 1 e &agrave; da Nova Guin&eacute; sorotipo    2. Em 1956, no curso da epidemia de dengue hemorr&aacute;gico no Sudeste Asi&aacute;tico,    foram isolados os v&iacute;rus 3 e 4, definindo-se, a partir da&iacute;, que    o complexo dengue &eacute; formado por quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3    e DEN-4.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Esses v&iacute;rus, que pertencem &agrave; fam&iacute;lia    <i>Flaviviridae</i>, s&atilde;o sorologicamente relacionados, mas antigenicamente    distintos, e t&ecirc;m sido isolados <i>in natura</i> de mosquitos do g&ecirc;nero    <i>Aedes</i>, subg&ecirc;nero <i>Stegomya</i> esp&eacute;cies <i>aegypti</i>,    <i>albopictus</i> e <i>polynesiensis</i>. Na &Aacute;frica e na &Aacute;sia,    tem-se demonstrado que os v&iacute;rus circulam entre os macacos, n&atilde;o    estando claro se &eacute; um ciclo primitivo ou um ciclo humano retr&oacute;grado.<sup>4</sup>    Recentemente, Silva e cols.<sup>5</sup> realizaram um inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico    que diagnosticou uma epizootia focal em macacos no Sri Lanka.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> </font><font size="2" face="Verdana">Nas Am&eacute;ricas,    o <i>Aedes aegypti</i> &eacute; o   &uacute;nico transmissor desses v&iacute;rus com   import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Esta esp&eacute;cie   de mosquito &eacute; origin&aacute;ria da &Aacute;frica subsahariana,   onde se domesticou e se   adaptou ao ambiente criado pelo homem,   tornando-se antropof&iacute;lico, sendo suas   larvas encontradas em dep&oacute;sitos artificiais.   Estas caracter&iacute;sticas de adapta&ccedil;&atilde;o   permitiram que se tornassem abundantes   nas cidades e fossem facilmente levados   para outras &aacute;reas, pelos meios de   transporte, o que aumentou sua   compet&ecirc;ncia vetorial, ou seja, a sua   habilidade em tornar-se infectado por um   v&iacute;rus, replic&aacute;-lo e transmiti-lo.<sup>6</sup> Da &Aacute;frica,   o <i>Ae. aegypti</i> se dispersa para todo o   hemisf&eacute;rio ocidental no s&eacute;culo XVII, para   o Mediterr&acirc;neo no s&eacute;culo XVIII, para a   &Aacute;sia tropical no s&eacute;culo XIX e para as Ilhas   do Pac&iacute;fico no final do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio   do s&eacute;culo XX.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O <i>Ae. aegypti</i> foi erradicado do   Mediterr&acirc;neo, na d&eacute;cada de 50, e de   grande parte das Am&eacute;ricas, nos anos 50   e 60. No entanto, houve reinfesta&ccedil;&atilde;o na   maioria das &aacute;reas de onde havia sido   erradicado e, hoje, este vetor &eacute;   considerado uma esp&eacute;cie   &quot;cosmotropical&quot;,<sup>4</sup> observando-se que sua   capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o est&aacute; se ampliando   pois, em 1987, foi registrada a sua   sobreviv&ecirc;ncia em &aacute;reas situadas a 1.200   metros acima do n&iacute;vel do mar.<sup>7</sup> Al&eacute;m   disto, ao contr&aacute;rio do que se pensava   anteriormente, o <i>Ae. aegypti</i> tem a   capacidade de fazer ingest&otilde;es m&uacute;ltiplas   de sangue durante um &uacute;nico ciclo   gonadotr&oacute;fico, o que amplia a sua   possibilidade de infectar-se e de transmitir   os v&iacute;rus.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O <i>Aedes albopictus</i> &eacute; uma esp&eacute;cie   oriunda das selvas asi&aacute;ticas e at&eacute;   recentemente restrita &agrave;quele continente.   Nos &uacute;ltimos quatorze anos, em   conseq&uuml;&ecirc;ncia do intenso com&eacute;rcio   intercontinental de pneus por interm&eacute;dio   dos transportes mar&iacute;timos, dissemina-se   para as Am&eacute;ricas, sendo incialmente   detectado nos Estados Unidos, em 1985,   onde j&aacute; est&aacute; presente em 25 estados.   Logo depois, em 1986, &eacute; identificado no Brasil, j&aacute; tendo se disseminado    para 1.465   munic&iacute;pios distribu&iacute;dos em 14 unidades   federadas. Atualmente, est&aacute; presente   tamb&eacute;m em mais seis pa&iacute;ses da Am&eacute;rica   Central e do Sul, na &Aacute;frica, na Nig&eacute;ria,   em algumas Ilhas do Pac&iacute;fico e no Sul da   Europa.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O <i>Ae. albopictus</i> n&atilde;o &eacute;    dom&eacute;stico como o <i>aegypti</i>. Prefere os ocos de &aacute;rvores para    depositar seus ovos e tem h&aacute;bitos antropof&iacute;licos e zoof&iacute;licos    diurnos e fora dos domic&iacute;lios. Sua compet&ecirc;ncia vetorial vem sendo    objeto de investiga&ccedil;&atilde;o, vez que tais h&aacute;bitos podem estabelecer    um elo entre o ciclo dos v&iacute;rus do dengue nos macacos e no homem, al&eacute;m    de haver refer&ecirc;ncia quanto &agrave; sua responsabilidade pela transmiss&atilde;o    de surtos epid&ecirc;micos de dengue cl&aacute;ssico e hemorr&aacute;gico na    &Aacute;sia.<sup>9,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ibanez-Bernal e cols.,<sup>11</sup> de outro    lado, em 1997, registram, pela primeira vez nas Am&eacute;ricas, a infec&ccedil;&atilde;o    natural do <i>Aedes albopictus</i> pelos v&iacute;rus do dengue, em esp&eacute;cimes    coletadas durante um surto que ocorreu na cidade de Reynosa no M&eacute;xico.    Estes autores chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que os sorotipos    2 e 3 foram detectados em um &quot;pool&quot; de dez mosquitos machos, o que    indica haver transmiss&atilde;o transovariana nesta esp&eacute;cie, como acontece    com o <i>Ae. aegypti</i>. Este novo achado &eacute; de grande import&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica pelo potencial de transmiss&atilde;o dos v&iacute;rus    do dengue para outras &aacute;reas geogr&aacute;ficas livres do <i>Ae. aegypti</i>,    mas que est&atilde;o infestadas pelo <i>Ae. albopictus</i>, a exemplo do sul    da Europa e dos Estados Unidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Din&acirc;mica de Transmiss&atilde;o do V&iacute;rus    do Dengue</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; muito complexa a inter-rela&ccedil;&atilde;o    dos fatores envolvidos na din&acirc;mica da circula&ccedil;&atilde;o dos quatro    sorotipos dos v&iacute;rus do dengue, o que gera confus&atilde;o e incertezas    em v&aacute;rios campos do conhecimento, principalmente no que diz respeito    aos determinantes das suas apresenta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e epidemiol&oacute;gicas    que s&atilde;o pleom&oacute;rficas. Assim, observam-se epidemias graves, como    as ocorridas no Sudeste Asi&aacute;tico, onde as formas hemorr&aacute;gicas    t&ecirc;m sido freq&uuml;entes;<sup>12,13</sup> as epidemias cl&aacute;ssicas    consideradas benignas, como a de 1979, em Cuba, causada pelo sorotipo DEN-1,    e que logo foi seguida por outra, em 1981, vinculada ao sorotipo DEN-2, surpreendentemente    grave, com milhares de casos hemorr&aacute;gicos.<sup>14</sup> Em contraponto,    as primeiras epidemias dos grandes centros urbanos brasileiros foram seguidas    de outras, nas mesmas &aacute;reas e provocadas por agentes pertencentes a sorotipos    diferentes, com poucos registros de dengue hemorr&aacute;gico, n&atilde;o confirmando,    desta forma, as previs&otilde;es de gravidade feitas a partir dos eventos de    Cuba.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A capacidade de predi&ccedil;&atilde;o e de   explica&ccedil;&atilde;o das apresenta&ccedil;&otilde;es   epidemiol&oacute;gicas e cl&iacute;nicas, no atual   estado da arte, ainda &eacute; muito limitada, o   que demanda esfor&ccedil;os de pesquisadores   de todas as &aacute;reas do conhecimento para   a elucida&ccedil;&atilde;o dos intricados fen&ocirc;menos   envolvidos. Dentre estes, devem-se   destacar a import&acirc;ncia do estudo dos   fatores que influenciam na din&acirc;mica da   circula&ccedil;&atilde;o viral, ou seja, dos   determinantes e condicionantes da   produ&ccedil;&atilde;o das infec&ccedil;&otilde;es no que diz   respeito a sua freq&uuml;&ecirc;ncia, distribui&ccedil;&atilde;o e   gravidade que se expressam em distintas   apresenta&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas,   ressaltando-se as epidemias explosivas ou   mais limitadas, com ou sem casos   graves; os per&iacute;odos end&ecirc;micos com   maior ou menor incid&ecirc;ncia de casos   aparentes; e as epidemias com   exacerba&ccedil;&atilde;o de formas cl&iacute;nicas   graves.<sup>3,15,16,17</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em 1995, Kuno<sup>17</sup> chama a aten&ccedil;&atilde;o   para o fato de que, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,   as investiga&ccedil;&otilde;es sobre dengue est&atilde;o   centradas no controle vetorial, na biologia   molecular dos v&iacute;rus, no desenvolvimento   de vacinas e na patog&ecirc;nese do dengue   hemorr&aacute;gico e da s&iacute;ndrome do choque   do dengue. S&atilde;o poucos, segundo este   autor, os esfor&ccedil;os dirigidos para a   compreens&atilde;o dos fatores que modulam   a din&acirc;mica da transmiss&atilde;o viral, cuja   an&aacute;lise tem sido negligenciada, embora seja fundamental do ponto de vista   cient&iacute;fico e para a ado&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias   de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Condicionantes da circula&ccedil;&atilde;o    viral</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os principais fatores que t&ecirc;m sido apontados    como condicionantes das apresenta&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas e    cl&iacute;nicas do dengue s&atilde;o relacionados na <a href="#fig1">Figura    1</a>. No modelo explicativo de produ&ccedil;&atilde;o das infec&ccedil;&otilde;es    que apresentamos (<a href="#fig2">Figura 2</a>) al&eacute;m dos fatores listados,    incluem-se com destaque e consideram-se como fundamental na determina&ccedil;&atilde;o    da circula&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus, a forma em que se organiza o espa&ccedil;o    geogr&aacute;fico dos centros urbanos, o modo de vida de suas popula&ccedil;&otilde;es    e os seus reflexos no ambiente, que criam as condi&ccedil;&otilde;es para a    prolifera&ccedil;&atilde;o dos vetores.<sup>18,19</sup> O espa&ccedil;o social    organizado influencia na intera&ccedil;&atilde;o sin&eacute;rgica dos tr&ecirc;s    elementos (vetor, homem e v&iacute;rus) da cadeia biol&oacute;gica e epidemiol&oacute;gica.    Entretanto, o dengue distingue-se das outras doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias,    porque a ocorr&ecirc;ncia da maioria delas est&aacute; estreitamente relacionada    com as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas das popula&ccedil;&otilde;es,    produzindo diferenciais na sua freq&uuml;&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o,    refletindo as desigualdades de cada sociedade.<sup>20,21</sup> J&aacute; a distribui&ccedil;&atilde;o    e a freq&uuml;&ecirc;ncia das infec&ccedil;&otilde;es pelos v&iacute;rus do    dengue est&atilde;o intrinsecamente relacionadas com a plasticidade e poder    de adapta&ccedil;&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i> ao ambiente habitado pelo homem,    principalmente, e aos espa&ccedil;os com grandes adensamentos populacionais    como os encontrados nas metr&oacute;poles modernas, pois a transmiss&atilde;o    e a circula&ccedil;&atilde;o destes v&iacute;rus s&atilde;o condicionadas pela    densidade e dispers&atilde;o deste mosquito. Cada sorotipo espec&iacute;fico    dos v&iacute;rus do dengue, quando introduzido em grandes cidades indenes, com    elevada densidade vetorial, transmite-se rapidamente provocando epidemias explosivas.    De acordo com Rodhain &amp; Rosen,<sup>4</sup> a persist&ecirc;ncia destas infec&ccedil;&otilde;es    nas popula&ccedil;&otilde;es humanas s&oacute; ocorre nos espa&ccedil;os urbanos    que mant&ecirc;m elevados &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o de <i>Ae.    aegypti</i> e grandes adensamentos populacionais, o que, aliado &agrave;s taxas    de nascimentos, vai repondo o estoque de indiv&iacute;duos suscept&iacute;veis    &agrave; infec&ccedil;&atilde;o. Isto porque a principal ou talvez &uacute;nica    fonte de infec&ccedil;&atilde;o do vetor &eacute; o homem e a viremia humana    persiste por apenas sete dias na fase aguda da infec&ccedil;&atilde;o e nunca    foi demonstrada viremia recorrente com o mesmo sorotipo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Estas condi&ccedil;&otilde;es descritas acima    s&atilde;o propiciadas pela forma de organiza&ccedil;&atilde;o social do espa&ccedil;o,    pois s&atilde;o inerentes a estes centros urbanos a grande densidade populacional.    O modo de vida de suas popula&ccedil;&otilde;es gera, em escala exponencial,    os <i>habitats</i> para a oviposi&ccedil;&atilde;o e conseq&uuml;ente prolifera&ccedil;&atilde;o    do <i>Ae. aegypti</i>,<sup>18,22 </sup>tanto em locais onde as condi&ccedil;&otilde;es    sanit&aacute;rias s&atilde;o deficientes, quanto em outros, onde se considera    que existe adequada infra-estrutura de saneamento ambiental. Nas &aacute;reas    mais pobres, que correspondem &agrave;quelas deficientes em estrutura urbana,    os criadouros potenciais mais encontrados s&atilde;o vasilhames destinados ao    armazenamento de &aacute;gua para consumo, devido &agrave; freq&uuml;ente intermit&ecirc;ncia    ou mesmo inexist&ecirc;ncia dos sistemas de abastecimento, e recipientes que    s&atilde;o descartados mas permanecem expostos ao ar livre no peridomic&iacute;lio,    por n&atilde;o se dispor de coleta de lixo adequada. Os h&aacute;bitos culturais    das popula&ccedil;&otilde;es de classe mais elevada tamb&eacute;m mant&ecirc;m    no ambiente dom&eacute;stico, ou pr&oacute;ximo a este, muitos criadouros do    <i>Ae. aegypti</i>, mas que t&ecirc;m diferentes utilidades, pois, em geral,    s&atilde;o destinados &agrave; ornamenta&ccedil;&atilde;o (vasos de plantas    com &aacute;gua) ou tanques para armazenamento de &aacute;gua tratada sem tampas.    Por outro lado, o processo de apropria&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o destas    metr&oacute;poles favorece a proximidade espacial das popula&ccedil;&otilde;es    de diferentes classes sociais, seja pela faveliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas    situadas dentro de bairros nobres, seja pela ocupa&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios    antigos onde se instalam moradias sob a forma de corti&ccedil;os.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda nestes centros, outro aspecto que permite    a manuten&ccedil;&atilde;o da infesta&ccedil;&atilde;o vetorial s&atilde;o as    dificuldades para o desenvolvimento das interven&ccedil;&otilde;es sobre a popula&ccedil;&atilde;o    de mosquitos, que tamb&eacute;m decorrem de distintos h&aacute;bitos de vida.    Como exemplos marcantes e antag&ocirc;nicos observa-se que em muitas resid&ecirc;ncias    de bairros nobres, por quest&otilde;es de seguran&ccedil;a, n&atilde;o se consegue    a permiss&atilde;o dos moradores ou s&iacute;ndicos para a atua&ccedil;&atilde;o    intra e peridomiciliar dos agentes de sa&uacute;de dos programas de controle    do mosquito, b&aacute;sica para a atua&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e f&iacute;sico    contra o vetor, e, em algumas &aacute;reas de favelas com registro maior de    viol&ecirc;ncias, particularmente quando dominadas pelas quadrilhas do narcotr&aacute;fico,    onde os agentes t&ecirc;m receio de trabalhar, preocupados com sua pr&oacute;pria    seguran&ccedil;a ou s&atilde;o impedidos de faz&ecirc;-lo. Desta forma, as taxas    de recusas nestas &aacute;reas s&atilde;o muito elevadas, constituindo-se verdadeiras    ilhas de dif&iacute;cil interven&ccedil;&atilde;o que, n&atilde;o s&oacute;    permanecem infestadas como prejudicam a elimina&ccedil;&atilde;o do vetor nas    &aacute;reas em torno, mesmo onde o programa alcan&ccedil;a cobertura pr&oacute;xima    ao ideal, qual seja, o tratamento com larvicida de 100% dos domic&iacute;lios    com presen&ccedil;a das formas imaturas do <i>Ae. aegypti</i>. Isto prejudica    sobremaneira a efici&ecirc;ncia e efetividade destas a&ccedil;&otilde;es nos    complexos urbanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, os contrastes que resultam da organiza&ccedil;&atilde;o    social dos espa&ccedil;os urbanos modernos favorecem a prolifera&ccedil;&atilde;o    dos mosquitos transmissores do dengue, tanto por fatores ligados ao conforto,    bem-estar, e suposta seguran&ccedil;a, como por outros associados &agrave;s    suas mazelas, expressos em grandes adensamentos populacionais, viol&ecirc;ncia,    precariedade de infra-estrutura de saneamento, produ&ccedil;&atilde;o desenfreada    e disposi&ccedil;&atilde;o no meio ambiente de recipientes descart&aacute;veis    e pneus, dentre outros. Assim, pode-se observar em n&iacute;vel macro que os    dep&oacute;sitos predominantes de <i>Ae. aegypti</i> na Regi&atilde;o Nordeste,    a mais pobre do pa&iacute;s, s&atilde;o aqueles que se destinam ao armazenamento    de &aacute;gua no domic&iacute;lio, enquanto na mais rica, Regi&atilde;o Sudeste,    s&atilde;o vasos de planta (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Alguns inqu&eacute;ritos soroepidemiol&oacute;gicos    nacionais que utilizaram amostras populacionais evidenciaram que a distribui&ccedil;&atilde;o    das infec&ccedil;&otilde;es dos v&iacute;rus circulantes em grandes capitais    n&atilde;o poupou os bairros nobres,<sup>24,25,26</sup> entretanto, embora estes    achados n&atilde;o sejam concordantes com outros que utilizaram inqu&eacute;ritos    de alunos de escolas p&uacute;blicas<sup>27,28</sup> ou taxas de incid&ecirc;ncia    dos dados oficiais do sistema de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.<sup>29</sup>    Entende-se que estas discrep&acirc;ncias se devem ao fato de que alunos da rede    p&uacute;blica de ensino e em parte os indiv&iacute;duos com registros de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria de doen&ccedil;a, residem nas &aacute;reas mais pobres das    cidades, o que pode propiciar distor&ccedil;&otilde;es nas an&aacute;lises de    freq&uuml;&ecirc;ncia da distribui&ccedil;&atilde;o espacial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Condicionantes das formas hemorr&aacute;gicas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Algumas teorias t&ecirc;m sido desenvolvidas    para explicar a ocorr&ecirc;ncia das formas hemorr&aacute;gicas do dengue. A    primeira, denominada teoria imunol&oacute;gica de Halstead,<sup>30,31,32</sup> associa    a ocorr&ecirc;ncia destas formas a duas infec&ccedil;&otilde;es seq&uuml;enciais,    por diferentes sorotipos, ap&oacute;s ter transcorrido um tempo m&iacute;nimo    entre elas de, aproximadamente, tr&ecirc;s anos, quando, ent&atilde;o, a resposta    imunol&oacute;gica do indiv&iacute;duo sensibilizado seria amplificada pela    segunda infec&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia    pr&eacute;via de anticorpo heterot&iacute;pico (<i>Antibody dependent enhancement-ADE</i>).    A segunda, defendida por Rosen,<sup>33,34</sup> relaciona as formas graves a    uma maior virul&ecirc;ncia de determinadas cepas dos v&iacute;rus. Watts e cols.<sup>35</sup>    em estudo de vigil&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e sorol&oacute;gicas    de casos de dengue no Peru, que tiveram como agente etiol&oacute;gico o genotipo    americano do v&iacute;rus DEN-2, concluem que, possivelmente esta cepa n&atilde;o    det&eacute;m as propriedades necess&aacute;rias para causar formas severas da    doen&ccedil;a, o que, em parte, refor&ccedil;a o pensamento de Rosen. A terceira    teoria reconhece que as duas primeiras n&atilde;o explicam de forma isolada    os eventos epidemiol&oacute;gicos que v&ecirc;m ocorrendo no mundo e prop&otilde;e    uma teoria integral de multicausalidade, segundo a qual se aliam v&aacute;rios    fatores de risco: individuais - idade, sexo, ra&ccedil;a, estado nutricional,    pr&eacute;-exist&ecirc;ncia de enfermidades cr&ocirc;nicas, presen&ccedil;a    de anticorpos, intensidade da resposta imunol&oacute;gica a infec&ccedil;&otilde;es    anteriores (ADE)-; fatores virais - virul&ecirc;ncia da cepa circulante, sorotipo(s)    viral(is) envolvido(s) em cada evento epidemiol&oacute;gico; e os fatores epidemiol&oacute;gicos    - imunidade de grupo, compet&ecirc;ncia vetorial, densidade vetorial, intervalo    de tempo entre as infec&ccedil;&otilde;es por diferentes sorotipos e intensidade    da circula&ccedil;&atilde;o viral.<sup>3,36,37</sup> Esta &uacute;ltima teoria &eacute;    uma tentativa de explica&ccedil;&atilde;o mais totalizadora, ao reconhecer que    o resultado das apresenta&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas e cl&iacute;nicas    no indiv&iacute;duo e nas popula&ccedil;&otilde;es depende de todos os elos    e fatores interligados, aproximando e considerando a complexidade dos fen&ocirc;menos    envolvidos na determina&ccedil;&atilde;o destas infec&ccedil;&otilde;es. O esquema    explicativo proposto (<a href="#fig2">Figura 2</a>) adota esta como referencial    te&oacute;rico, por ser mais abrangente e articular as tr&ecirc;s esp&eacute;cies    de seres vivos envolvidos no processo de transmiss&atilde;o, ao tempo em que    coloca em maior evid&ecirc;ncia o papel da organiza&ccedil;&atilde;o social    do espa&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia, as investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas    e/ou biol&oacute;gicas, por fragmentar o processo de estudo, buscando associa&ccedil;&otilde;es    lineares e, em virtude dos limites metodol&oacute;gicos e t&eacute;cnicos dispon&iacute;veis,    n&atilde;o fornecem subs&iacute;dios suficientes para a compreens&atilde;o das    condi&ccedil;&otilde;es em que se d&aacute; o aparecimento das formas graves    da doen&ccedil;a, mesmo quando se adota como referencial a terceira teoria.    Discuss&otilde;es continuam acerca do potencial explicativo de cada uma destas    tr&ecirc;s teorias com rela&ccedil;&atilde;o ao aparecimento de epidemias de    dengue hemorr&aacute;gico. Os conhecimentos biol&oacute;gicos e epidemiol&oacute;gicos    s&atilde;o insuficientes para o estabelecimento de previs&otilde;es, sob firmes    bases cient&iacute;ficas, qualquer que seja a teoria que nos referencie.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Epidemiologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A descri&ccedil;&atilde;o das epidemias   atribu&iacute;das ao dengue, ocorridas antes da   identifica&ccedil;&atilde;o dos microrganismos   causadores da doen&ccedil;a, d&aacute; margem a d&uacute;vidas quanto ao fato    de todas terem   os v&iacute;rus do dengue como agentes, e se   foram causadas pelo mesmo sorotipo ou   pela mesma cepa. Relatos cl&iacute;nicos e   epidemiol&oacute;gicos potencialmente   compat&iacute;veis com dengue s&atilde;o   encontrados em uma enciclop&eacute;dia chinesa   datada de 610 DC, n&atilde;o havendo precis&atilde;o   quanto ao ano exato desta ocorr&ecirc;ncia.   S&atilde;o descritos, tamb&eacute;m, surtos de uma   doen&ccedil;a febril aguda no oeste da &Iacute;ndia   Francesa, em 1635, e no Panam&aacute;, em   1699, n&atilde;o existindo consenso quanto a   terem sido febre do dengue ou   Chikungunya.<sup>12</sup> Os eventos de melhor documenta&ccedil;&atilde;o na literatura,    neste per&iacute;odo   anterior &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos agentes, s&atilde;o   as da ilha de Java, em Jacarta, e as do   Egito, ambas em 1779, al&eacute;m da de Filad&eacute;lfia, USA, no ano seguinte.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao longo dos tr&ecirc;s &uacute;ltimos s&eacute;culos,   tem-se registrado a ocorr&ecirc;ncia do dengue   em v&aacute;rias partes do mundo, com   pandemias e epidemias isoladas, atingindo   as Am&eacute;ricas, a &Aacute;frica, a &Aacute;sia, a Europa   e a Austr&aacute;lia. De acordo com Howe,<sup>38</sup>   ocorreram no mundo oito pandemias,   com dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s a sete anos, no per&iacute;odo compreendido    entre 1779 e 1916.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Um inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico   retrospectivo indicou que o sorotipo   DEN-1 predominou nas Filipinas, na   d&eacute;cada de vinte e durante uma intensa   circula&ccedil;&atilde;o nas regi&otilde;es do Pac&iacute;fico Sul e   na &Aacute;sia, iniciada nos anos trinta e que   perdurou por todo o per&iacute;odo da Segunda   Guerra. Existem algumas evid&ecirc;ncias de   que no s&eacute;culo XIX e primeiras d&eacute;cadas   do s&eacute;culo XX, quando os meios de   transporte ainda n&atilde;o eram t&atilde;o r&aacute;pidos, um   sorotipo &uacute;nico persistia circulando em   determinadas regi&otilde;es, por alguns anos,   causando surtos epid&ecirc;micos peri&oacute;dicos, devido a altera&ccedil;&otilde;es    na coorte de suscept&iacute;veis.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por um longo per&iacute;odo essa virose   foi considerada doen&ccedil;a benigna e,   somente ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial,   que favoreceu a circula&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios   sorotipos em uma mesma &aacute;rea   geogr&aacute;fica, ocorreram surtos de uma   febre hemorr&aacute;gica severa que,   posteriormente, seria identificada como   uma forma do dengue. O primeiro destes   eventos &eacute; descrito nas Filipinas, em 1953,   sendo confundido com a febre amarela   e com outras arboviroses do grupo B e,   s&oacute; depois, em 1958, com a epidemia de   Bangcoc, Tail&acirc;ndia, a febre hemorr&aacute;gica   &eacute; associada ao dengue.<sup>3</sup> De acordo com   Gubler,<sup>12</sup> esta forma cl&iacute;nica j&aacute; ocorria   antes do s&eacute;culo XX, pois, desde 1780,   h&aacute; relatos espor&aacute;dicos de doen&ccedil;a   hemorr&aacute;gica associada a severas   epidemias de dengue. Na Gr&eacute;cia, em   1927/1928, por meio de diagn&oacute;stico   retrospectivo, identificou-se a ocorr&ecirc;ncia de uma grave epidemia de dengue   hemorr&aacute;gico de incid&ecirc;ncia alarmante e   alta letalidade. A investiga&ccedil;&atilde;o de soros de   sobreviventes indicou a circula&ccedil;&atilde;o dos   v&iacute;rus DEN-1 e DEN-2.<sup>39</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Progressivamente, outros pa&iacute;ses do Sudeste    Asi&aacute;tico foram apresentando surtos de dengue hemorr&aacute;gico: Vietn&atilde;    do Sul (1960), Singapura (1962), Mal&aacute;sia (1963), Indon&eacute;sia (1969)    e Birm&acirc;nia (1970). Nesta regi&atilde;o, nos anos oitenta, a situa&ccedil;&atilde;o    agrava-se e a doen&ccedil;a expande-se para a &Iacute;ndia, Sri Lanka, Maldivas    e leste da China. Atualmente, sob a forma de epidemia ou endemia, milhares de    casos e de &oacute;bitos v&ecirc;m ocorrendo a cada ano, predominantemente em    crian&ccedil;as.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1964, ap&oacute;s 20 anos sem registro   da doen&ccedil;a, um pequeno surto de DEN-3   &eacute; diagnosticado no Taiti, ilha do Pac&iacute;fico   Sul, que n&atilde;o se dissemina para as outras   ilhas pr&oacute;ximas. Cinco anos ap&oacute;s, um   novo epis&oacute;dio causado pelo mesmo v&iacute;rus   evidencia que este permaneceu circulando   no local, sob a forma end&ecirc;mica. Nos anos   seguintes, epidemias de DEN-2   ocorreram em v&aacute;rias ilhas do Pac&iacute;fico e,   em 1975, o DEN-1 foi introduzido nesta   Regi&atilde;o. Na Austr&aacute;lia, registros de dengue   v&ecirc;m sendo feitos desde 1800, com   m&uacute;ltiplas epidemias ocorrendo at&eacute; 1955.   Em 1981, a virose reaparece provocando   severas epidemias em v&aacute;rias cidades. A   circula&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus DEN-1 e DEN-2   vem-se mantendo at&eacute; o momento atual.<sup>12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>Dengue nas Am&eacute;ricas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nas Am&eacute;ricas, o v&iacute;rus do dengue   circula desde o s&eacute;culo passado at&eacute; as   primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, quando   ent&atilde;o h&aacute; um sil&ecirc;ncio epidemiol&oacute;gico,   registrando-se nos anos sessenta a   reintrodu&ccedil;&atilde;o dos sorotipos 2 e 3,   associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de v&aacute;rias   epidemias de dengue cl&aacute;ssico. Em 1963,   detectam-se os primeiros casos na   Jamaica relacionados ao DEN-3, que   depois se disseminam para a Martinica,   Cura&ccedil;au, Antigua, Saint Kitts, Sanguilla,   e Porto Rico. Logo ap&oacute;s, atinge o norte   da Am&eacute;rica do Sul, Venezuela e Col&ocirc;mbia,   e s&atilde;o notificados nos Estados Unidos casos importados<sup>15</sup>. Entre 1968 e    1970,   epidemias com os v&iacute;rus 2 e 3 s&atilde;o   registradas no Caribe, na Guiana   Francesa e na Venezuela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na d&eacute;cada de setenta, da mesma   forma, ocorrem epidemias na Col&ocirc;mbia,   em Porto Rico e em Saint Thomas, com   isolamento dos mesmos v&iacute;rus. Em 1977,   o sorotipo 1 &eacute; introduzido na Jamaica,   disseminando-se por todas as ilhas do   Caribe e na Am&eacute;rica Tropical. No in&iacute;cio   da d&eacute;cada de oitenta, &eacute; isolado o v&iacute;rus   DEN-4, mas este per&iacute;odo se destaca pela   intensa circula&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus no   continente americano e os pa&iacute;ses que   mais notificaram casos foram: Brasil,   Col&ocirc;mbia, Guatemala, Honduras, M&eacute;xico,   Nicar&aacute;gua, Paraguai, Porto Rico e   Venezuela.<sup>40</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O acontecimento epidemiol&oacute;gico   mais relevante na hist&oacute;ria do dengue nas   Am&eacute;ricas &eacute; a epidemia de dengue   hemorr&aacute;gico e s&iacute;ndrome de choque do   dengue (DH/SCD) que ocorre em Cuba,   no ano de 1981, quando s&atilde;o notificados   344.203 casos, com 116.143   hospitaliza&ccedil;&otilde;es. Dentre os 10.312 casos   considerados graves, 158 resultaram em   &oacute;bitos e, destes, 101 foram em crian&ccedil;as.   O v&iacute;rus DEN-2 &eacute; associado a esta   epidemia, que foi precedida por outra,   causada pelo v&iacute;rus DEN-1, em 1977.<sup>14</sup>   Esse pa&iacute;s implantou um programa de   erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i> a partir de   1982 e manteve &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o   pr&oacute;ximos a zero, at&eacute; os primeiros anos   da d&eacute;cada de noventa. Em 1997, uma   nova epidemia explode em Santiago de   Cuba, quando se confirmam 2.946 casos,   com 102 de febre hemorr&aacute;gica do   dengue, e 12 &oacute;bitos. Observou-se que os   casos hemorr&aacute;gicos foram em adultos em   quase sua totalidade, sendo a menor idade   17 anos, em um &uacute;nico indiv&iacute;duo. O v&iacute;rus   circulante foi o DEN-2, e os casos   hemorr&aacute;gicos apresentavam anticorpos   para duas infec&ccedil;&otilde;es. A an&aacute;lise destas   informa&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; hist&oacute;ria das   duas epidemias anteriores permitiu   concluir que os casos hemorr&aacute;gicos   ocorreram em indiv&iacute;duos que foram   infectados em 1977, pelo v&iacute;rus 1.<sup>41</sup> O   estudo desta epidemia revelou que o fen&ocirc;meno da imunoamplifica&ccedil;&atilde;o    pode se   manter durante muitos anos ou talvez   por toda a vida,<sup>41</sup> e n&atilde;o de seis meses   at&eacute; cinco anos, como se pensava   anteriormente, em fun&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o   de intervalo das epidemias de dengue   hemorr&aacute;gico no Sudeste Asi&aacute;tico.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em outubro de 1989, eclode na   Venezuela um surto de DH /SCD com um   total de 8.619 casos e 117 &oacute;bitos, com   isolamento dos v&iacute;rus DEN-1, DEN-2 e   DEN-4. Dois ter&ccedil;os dos casos ocorrem   em crian&ccedil;as menores de 14 anos, sendo   considerado o segundo epis&oacute;dio mais   grave nas Am&eacute;ricas.<sup>40</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nos anos 90, o quadro epidemiol&oacute;gico    das Am&eacute;ricas e do Caribe agravou-se e epidemias de dengue cl&aacute;ssico    s&atilde;o freq&uuml;entemente observadas em v&aacute;rios centros urbanos,    muitas delas associadas a ocorr&ecirc;ncia de casos de dengue hemorr&aacute;gico.    Atualmente, os quatro sorotipos est&atilde;o circulando neste continente e s&oacute;    n&atilde;o h&aacute; registro de casos no Chile, Uruguai e Canad&aacute; (<a href="#fig4">Figura    4</a>), com ocorr&ecirc;ncia sistem&aacute;tica de casos de dengue hemorr&aacute;gico.    At&eacute; 1998, houve 54.248 casos, com 689 &oacute;bitos, o que corresponde    a uma letalidade m&eacute;dia de 1,3%. Os pa&iacute;ses que mais v&ecirc;m contribuindo    para este quantitativo s&atilde;o Venezuela, com 28.479 casos, M&eacute;xico,    com 12.422, Cuba, com 10.517, Col&ocirc;mbia com 8.236, Nicar&aacute;gua, com    2.709, e o Brasil, com 821.<sup>42</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Em 1998, 17 pa&iacute;ses notificaram casos    de dengue nas Am&eacute;ricas (<a href="#tab1">Tabela 1</a>), com propor&ccedil;&atilde;o    muito vari&aacute;vel de casos hemorr&aacute;gicos (de 0,02% a 15,2%). Estas    varia&ccedil;&otilde;es podem ser imputadas a m&uacute;ltiplos fatores, destacando-se    o n&uacute;mero de sorotipos e o tempo em que est&atilde;o circulando em cada    espa&ccedil;o; &agrave; magnitude das epidemias de dengue cl&aacute;ssico anteriores    e atuais que determinam o estado imunol&oacute;gico das popula&ccedil;&otilde;es    expostas a novas infec&ccedil;&otilde;es; &agrave;s diferen&ccedil;as gen&eacute;ticas    entre as cepas; aos atributos pessoais como idade e ra&ccedil;a dos indiv&iacute;duos;    &agrave;s diferen&ccedil;as nos crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o    diagn&oacute;stica das formas de dengue, o que confere maior ou menor sensibilidade    ao sistema de detec&ccedil;&atilde;o de casos, bem como &agrave; qualidade e    cobertura dos sistemas de sa&uacute;de de cada pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Dengue no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Algumas evid&ecirc;ncias apontam para a ocorr&ecirc;ncia    de epidemias de dengue no Brasil desde 1846, nas cidades de S&atilde;o Paulo    e Rio de Janeiro. Outros surtos relacionados a esta virose em S&atilde;o Paulo,    no per&iacute;odo compreendido entre 1851 e 1853, tamb&eacute;m est&atilde;o    referidos.<sup>43</sup> Entretanto, as primeiras refer&ecirc;ncias a casos de    dengue na literatura m&eacute;dica datam de 1916, naquela cidade, e de 1923,    em Niter&oacute;i<sup>44</sup>. Neste &uacute;ltimo ano, um navio franc&ecirc;s, com casos    suspeitos, aportou em Salvador, Bahia, mas n&atilde;o foram registrados casos    aut&oacute;ctones nesta cidade.<sup>45</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Um inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico realizado    na   Amaz&ocirc;nia em 1953/1954, encontrou   soropositividade para dengue, sugerindo   que houve circula&ccedil;&atilde;o viral na regi&atilde;o.<sup>46</sup>   Entretanto, a primeira epidemia de dengue   com confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial acontece   em 1982, na cidade de Boa Vista, capital   do Estado de Roraima, com a ocorr&ecirc;ncia   de 11 mil casos segundo estimativas, o   que correspondeu a aproximadamente   uma incid&ecirc;ncia de 22,6%, e foram   isolados dois sorotipos dos v&iacute;rus no curso   do evento: DEN-1 e o DEN-4.<sup>47</sup> Estes   agentes estavam circulando em diversos   pa&iacute;ses do Caribe e no norte da Am&eacute;rica   do Sul e sua introdu&ccedil;&atilde;o, possivelmente, se deu por via terrestre,    pela fronteira da   Venezuela.<sup>15</sup> A propaga&ccedil;&atilde;o viral para o   resto do pa&iacute;s n&atilde;o se d&aacute; a partir desse   epis&oacute;dio pelo fato de o mesmo ter sido   rapidamente controlado e porque o <i>Ae. aegypti</i> n&atilde;o estava ainda disperso no   territ&oacute;rio brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O dengue s&oacute; reaparece no Brasil   cinco anos depois, na cidade de Nova   Igua&ccedil;u, Estado do Rio de Janeiro, com   identifica&ccedil;&atilde;o do sorotipo DEN-1. A partir   da&iacute;, a virose dissemina-se para outras   cidades vizinhas, inclusive Niter&oacute;i e Rio   de Janeiro, notificando-se 33.568 casos   em 1986 e 60.342 em 1987, com taxas   de incid&ecirc;ncia de 276,4 e 491,1 por 100   mil habitantes, respectivamente. Tamb&eacute;m   em 1986, registram-se casos de dengue   em Alagoas e em 1987 no Cear&aacute;, com   elevadas taxas de incid&ecirc;ncia de,   respectivamente, 411,2 e 138,1 por 100   mil habitantes. Ainda em 1987, ocorre   epidemia em Pernambuco, com 31,2   casos por 100 mil habitantes, e surtos   localizados em pequenas cidades de S&atilde;o   Paulo, Bahia, e Minas Gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s essas primeiras epidemias de   dengue cl&aacute;ssico, observa-se um per&iacute;odo de dois anos que se caracteriza    pela   baixa endemicidade. Em 1990, ocorre um   recrudescimento de grandes propor&ccedil;&otilde;es,   conseq&uuml;ente ao aumento da circula&ccedil;&atilde;o   do DEN-1 e da introdu&ccedil;&atilde;o do DEN-2   no Rio de Janeiro, onde a incid&ecirc;ncia   atinge 165,7 por 100 mil habitantes,   naquele ano, e, em 1991, 613,8 casos   por 100 mil habitantes. &Eacute; neste per&iacute;odo   que surgem os primeiros registros de   dengue hemorr&aacute;gico, com 1.316   notifica&ccedil;&otilde;es, 462 confirma&ccedil;&otilde;es   diagn&oacute;sticas e oito &oacute;bitos.<sup>48</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Nos dois primeiros anos da d&eacute;cada de    noventa a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a manteve-se quase que inteiramente    restrita aos estados citados anteriormente, acrescentando-se poucas notifica&ccedil;&otilde;es    oriundas de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Nos anos subseq&uuml;entes,    a circula&ccedil;&atilde;o viral (DEN- 1 e DEN-2) se expande rapidamente para    outras &aacute;reas do territ&oacute;rio brasileiro (<a href="#fig5">Figura    5</a>). Cabe destacar a gravidade da epidemia de 1994 no Cear&aacute;, com 47.221    notifica&ccedil;&otilde;es e uma taxa de incid&ecirc;ncia de 711,88 por 100    mil habitantes. S&atilde;o registrados 185 casos suspeitos de dengue hemorr&aacute;gico,    com 25 confirma&ccedil;&otilde;es e 12 &oacute;bitos.<sup>49</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a> observa-se que    a transmiss&atilde;o j&aacute; se estabeleceu em 2.756 munic&iacute;pios situados    em 23 estados, e existe circula&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea dos sorotipos    DEN-1 e DEN-2 em 19 das 27 unidades federadas brasileiras. Santa Catarina e    Rio Grande do Sul s&oacute; notificaram casos importados e apenas o Acre e o    Amap&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m nenhum registro de dengue. O n&uacute;mero    de notifica&ccedil;&otilde;es acumuladas no per&iacute;odo de 1981 a 1998 ultrapassa    mais de um milh&atilde;o e meio de indiv&iacute;duos. Todos os estados t&ecirc;m    munic&iacute;pios infestados, perfazendo um total de 2.910. As epidemias de    maior magnitude estiveram concentradas nos grandes centros urbanos e a intensidade    da circula&ccedil;&atilde;o viral coloca sob risco milh&otilde;es de brasileiros    a adquirirem as formas mais graves da doen&ccedil;a.<sup>50</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Entre 1990 e 1999 foram diagnosticados 888 casos    de dengue hemorr&aacute;gico, com 39 &oacute;bitos, letalidade m&eacute;dia    de aproximadamente 4,4% (<a href="#fig6">Figura 6</a>). Esta incid&ecirc;ncia    relativamente baixa quando comparada &agrave; de dengue cl&aacute;ssico e o    fato de haver circula&ccedil;&atilde;o de dois sorotipos no pa&iacute;s h&aacute;    mais de oito anos, tem levado a considerar-se que os r&iacute;gidos crit&eacute;rios    diagn&oacute;sticos estabelecidos para confirma&ccedil;&atilde;o de caso podem    estar subestimando a incid&ecirc;ncia das formas graves da doen&ccedil;a. Possivelmente,    alguns casos de DH/SCD est&atilde;o passando despercebidos, mas infere-se que    a incid&ecirc;ncia n&atilde;o deve ser de grande magnitude, visto n&atilde;o    haver registro de &oacute;bitos com quadro cl&iacute;nico compat&iacute;vel    com dengue hemorr&aacute;gico. A elevada letalidade esperada para esta forma    da doen&ccedil;a, na aus&ecirc;ncia de diagn&oacute;stico e tratamento adequado,    certamente chamaria a aten&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e das    autoridades sanit&aacute;rias. Possivelmente, a cepa de DEN-2 que est&aacute;    circulando no Brasil tamb&eacute;m n&atilde;o exibe as condi&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias para produzir grande quantidade de casos de doen&ccedil;a    hemorr&aacute;gica,<sup>35</sup> mesmo na vig&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es    seq&uuml;enciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig6"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Os padr&otilde;es epidemiol&oacute;gicos no    Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O v&iacute;rus do dengue altera seu potencial    epid&ecirc;mico e as suas apresenta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas quando    se move entre as popula&ccedil;&otilde;es,<sup>12</sup> o que faz com que as    apresenta&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas das infec&ccedil;&otilde;es    se expressem de modo muito variado. Assim, as epidemias podem ser explosivas,    evoluindo em curto per&iacute;odo de tempo, seguidas de circula&ccedil;&atilde;o    end&ecirc;mica, outras delineiam dois picos epid&ecirc;micos em anos consecutivos    e s&oacute; depois &eacute; que se estabelece um per&iacute;odo de baixa endemicidade,    tamb&eacute;m de maior ou menor dura&ccedil;&atilde;o. Estas distintas apresenta&ccedil;&otilde;es    dependem da intera&ccedil;&atilde;o entre os fatores relacionados nas Figuras    <a href="#fig1">1</a> e <a href="#fig2">2</a> . Contudo, alguns padr&otilde;es    podem se repetir, particularmente quando se trata da introdu&ccedil;&atilde;o    de um sorotipo do v&iacute;rus em popula&ccedil;&otilde;es virgens de exposi&ccedil;&atilde;o,    em locais com grandes densidades populacionais e com &iacute;ndices elevados    de infesta&ccedil;&atilde;o pelo <i>Ae.aegypti</i>. Nestas situa&ccedil;&otilde;es,    tem-se observado que durante algumas semanas a epidemia se anuncia com o aparecimento    de alguns casos, pr&oacute;ximos entre si, para logo depois configurar uma epidemia    explosiva de dura&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel.<sup>51</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, no per&iacute;odo compreendido entre    1986 e 1993, as epidemias atingem mais os grandes centros urbanos, e em alguns    estados (Rio de Janeiro, Cear&aacute; e Alagoas) delineiam-se duas ondas epid&ecirc;micas,    em anos consecutivos, com intervalos de alguns meses entre elas.<sup>15</sup>    Em seguida, observava-se um per&iacute;odo de dois anos com baixa incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a. A partir de 1994 esta tend&ecirc;ncia de eleva&ccedil;&atilde;o    bienal se altera significativamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na <a href="#fig7">Figura 7</a>, observa-se    que, excluindo-se o epis&oacute;dio isolado de 1982 ocorrido em Boa Vista, tr&ecirc;s    ondas epid&ecirc;micas foram delineadas nos &uacute;ltimos 13 anos. A primeira,    bi&ecirc;nio 86/87, corresponde &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus    DEN- 1 em grandes centros urbanos, dos quais se destacaram as cidades que comp&otilde;em    a grande regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro (incluindo Niter&oacute;i),    Fortaleza e Macei&oacute;. A incid&ecirc;ncia para o pa&iacute;s como um todo    atinge um pico de 65,1 casos por 100 mil habitantes. Com o recrudescimento da    circula&ccedil;&atilde;o do DEN- 1 e a introdu&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus    DEN-2, uma segunda al&ccedil;a foi registrada em 1990 e 1991, com n&iacute;veis    epid&ecirc;micos semelhantes &agrave; anterior, e registros de casos nas cidades    citadas anteriormente, acrescido de outras nos Estados de Pernambuco, Minas    Gerais e S&atilde;o Paulo. Nota-se que, logo ap&oacute;s dois anos de altas    incid&ecirc;ncias, estas se reduzem bruscamente a menos de cinco casos por 100    mil habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig7"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f7.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Diferentemente, a terceira onda epid&ecirc;mica    do Brasil, iniciada em 1994, vai se elevando nos anos subseq&uuml;entes, sem    apresentar o decl&iacute;nio das anteriores. Os v&iacute;rus DEN-1 e DEN-2 v&atilde;o    rapidamente sendo introduzidos e circulam em muitas outras cidades intensamente    infestadas pelo <i>Ae. aegypti</i> e, seq&uuml;encialmente, as epidemias v&atilde;o    se sucedendo. A circula&ccedil;&atilde;o estabelece-se n&atilde;o s&oacute;    por contiguidade, como, tamb&eacute;m, pela introdu&ccedil;&atilde;o de casos    &iacute;ndices importados em &aacute;reas indenes, distantes dos centros onde    os v&iacute;rus foram isolados anteriormente. Este crescimento e expans&atilde;o    acompanha a dispers&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i>, que progrediu de modo tamb&eacute;m    exponencial, como pode ser notado na superposi&ccedil;&atilde;o da curva de    tend&ecirc;ncia temporal da doen&ccedil;a &agrave; progress&atilde;o do n&uacute;mero    de munic&iacute;pios infestados (<a href="#fig7">Figura 7</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1998, algumas unidades federadas registram    taxas de incid&ecirc;ncia superiores a 1000 por 100 mil habitantes, sendo mais    elevada na Para&iacute;ba, com 1807,4 por 100 mil habitantes. A Regi&atilde;o    Nordeste (<a href="#fig5">Figura 5</a>) &eacute; a que apresenta o maior risco    de adoecer desde 1996, e neste ano atinge 556 por 100 mil habitantes, mais de    60% acima da m&eacute;dia nacional (341 por 100 mil habitantes).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1999, vem-se observando (<a href="#fig5">Figura    5</a>) um decl&iacute;nio significativo na incid&ecirc;ncia do dengue no pa&iacute;s    (121,6 por 100 mil habitantes at&eacute; 20/10) que possivelmente se deve ao    esgotamento de suscept&iacute;veis nas &aacute;reas onde a circula&ccedil;&atilde;o    viral foi muito intensa nos &uacute;ltimos anos, e a algum efeito na redu&ccedil;&atilde;o    nos &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o do vetor, conseq&uuml;ente ao    combate que vem sendo implementado em muitos munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A sazonalidade das infec&ccedil;&otilde;es (<a href="#fig8">Figura    8</a>) pelos v&iacute;rus do dengue &eacute; bem evidente no Brasil, na maioria    dos estados. A sua incid&ecirc;ncia se eleva significativamente nos primeiros    meses do ano, alcan&ccedil;ando maior magnitude de mar&ccedil;o a maio, seguida    de redu&ccedil;&atilde;o brusca destas taxas a partir de junho. Este padr&atilde;o    sazonal, que nem sempre &eacute; observado em outros pa&iacute;ses, tem sido    explicado pelo aumento na densidade das popula&ccedil;&otilde;es do <i>Ae aegypti</i>,    em virtude do aumento da temperatura e umidade, que s&atilde;o registradas em    grandes extens&otilde;es de nosso territ&oacute;rio, durante o ver&atilde;o    e outono.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig8"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v8n4/4a02f8.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Magnitude dos eventos epid&ecirc;micos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> S&atilde;o muito freq&uuml;entes as infec&ccedil;&otilde;es   oligossintom&aacute;ticas e inaparentes   causadas pelos v&iacute;rus do dengue. Em   conseq&uuml;&ecirc;ncia, a subnotifica&ccedil;&atilde;o de   casos &eacute; muito expressiva, mesmo   quando o indiv&iacute;duo apresenta a forma   cl&aacute;ssica sintom&aacute;tica da doen&ccedil;a, em   virtude de o quadro cl&iacute;nico ser   confundido com muitas viroses febris   e/ou exantem&aacute;ticas, ou por ser   considerada pela popula&ccedil;&atilde;o como uma virose benigna, o que nem    sempre imp&otilde;e   a busca de aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Deste modo,   os dados oriundos das notifica&ccedil;&otilde;es   oficiais s&atilde;o muito subestimados e n&atilde;o   revelam a for&ccedil;a da circula&ccedil;&atilde;o viral,   embora apontem a tend&ecirc;ncia de   incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para se estimar esta magnitude, s&atilde;o realizados    inqu&eacute;ritos sorol&oacute;gicos que determinam a soropreval&ecirc;ncia    de anticorpos para os v&iacute;rus do dengue. No Brasil, v&aacute;rios inqu&eacute;ritos    foram realizados e os principais, nas grandes cidades, revelam soropreval&ecirc;ncia    m&eacute;dia muito elevada como Rio de Janeiro (44,5%),<sup>27</sup> Niter&oacute;i    (66%),<sup>28</sup> Salvador (67%)<sup>,26</sup> Fortaleza (44%)<sup>24</sup>    e S&atilde;o Lu&iacute;s (41,4%)<sup>,25</sup> indicando que centenas de milhares    de indiv&iacute;duos foram infectados em cada um destes centros, o que evidencia    que as epidemias foram de magnitude surpreendente e que, para cada caso notificado,    dezenas de infec&ccedil;&otilde;es deixaram de ser conhecidas. Chama a aten&ccedil;&atilde;o    a taxa reduzida encontrada em Ribeir&atilde;o Preto (5,4%),<sup>52</sup> cidade    de m&eacute;dio porte, o que pode decorrer de medidas de combate vetorial mais    efetivas que j&aacute; vinham sendo implementadas antes e durante a epidemia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Preven&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por n&atilde;o se dispor de vacina, a   preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do dengue s&oacute; pode   realmente ser efetivada nas &aacute;reas sob   risco quando a vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica ou   o combate ao vetor antecede a introdu&ccedil;&atilde;o   do v&iacute;rus. Quando a circula&ccedil;&atilde;o de um ou   mais sorotipos em uma regi&atilde;o j&aacute; est&aacute;   estabelecida, as medidas de combate ao   vetor e a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica da   doen&ccedil;a t&ecirc;m baixa efetividade e os &oacute;rg&atilde;os   respons&aacute;veis pela preven&ccedil;&atilde;o do dengue   enfrentam uma s&eacute;rie de dificuldades   t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas e operacionais,   relacionadas &agrave; complexidade   epidemiol&oacute;gica dessa doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Combate ao <i>Aedes aegypti</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As a&ccedil;&otilde;es de combate ao <i>Ae.    aegypti</i>, &uacute;nico elo vulner&aacute;vel da cadeia epidemiol&oacute;gica    do dengue, est&atilde;o centradas em duas estrat&eacute;gias, controle ou erradica&ccedil;&atilde;o,    que se diferenciam quanto &agrave;s suas metas, o que implica distintas extens&otilde;es    de cobertura, estrutura e organiza&ccedil;&atilde;o operacional. Entretanto,    ambas incluem tr&ecirc;s componentes b&aacute;sicos: saneamento do meio ambiente;    a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o    (IEC); e combate direto ao vetor (qu&iacute;mico, f&iacute;sico e biol&oacute;gico).<sup>51,53,54,55,56</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O componente de saneamento visa reduzir os criadouros    potenciais do mosquito mediante: aporte adequado de &aacute;gua para evitar    o seu armazenamento em recipientes que servir&atilde;o para oviposi&ccedil;&atilde;o;    prote&ccedil;&atilde;o (cobertura) de recipientes &uacute;teis; reciclagem ou    destrui&ccedil;&atilde;o de recipientes inserv&iacute;veis; e tratamento ou    elimina&ccedil;&atilde;o de criadouros naturais. Dependendo da estrat&eacute;gia    e meta do programa, este componente pode ser restrito &agrave;s atividades espec&iacute;ficas    que s&atilde;o desenvolvidas pelos recursos humanos do pr&oacute;prio programa    por meio de orienta&ccedil;&otilde;es aos moradores de cada resid&ecirc;ncia    para promo&ccedil;&atilde;o de saneamento intra e peridomiciliar, ou mesmo limitado    apenas a estas &uacute;ltimas, ou ser mais amplo, com envolvimento dos &oacute;rg&atilde;os    setoriais de saneamento respons&aacute;veis pela melhoria do sistema de abastecimento    de &aacute;gua e coleta de res&iacute;duos s&oacute;lidos.<sup>55,57</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Da mesma forma, o segundo componente varia conforme    as defini&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas e a import&acirc;ncia que &eacute;    dada &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o    e informa&ccedil;&atilde;o, que podem ser confinadas apenas &agrave; atua&ccedil;&atilde;o    dos agentes de sa&uacute;de em cada resid&ecirc;ncia, associada ou n&atilde;o    a algumas campanhas pontuais de educa&ccedil;&atilde;o e/ou comunica&ccedil;&atilde;o    de massa, ou ser bem mais abrangente com participa&ccedil;&atilde;o efetiva    de setores sociais e governamentais; e &agrave; busca da participa&ccedil;&atilde;o    das comunidades no processo de preven&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o    de metodologias pedag&oacute;gicas capazes de proporcionar mudan&ccedil;as de    comportamento no que diz respeito aos cuidados individuais e coletivos com a    sa&uacute;de, com &ecirc;nfase na necessidade de redu&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o    dos criadouros potenciais do mosquito transmissor da dengue.<sup>55,57</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O combate f&iacute;sico e qu&iacute;mico ao    vetor inclui: a) tratamento focal, que &eacute; a elimina&ccedil;&atilde;o das    formas imaturas do <i>Ae. aegypti</i>, por meio de aplica&ccedil;&atilde;o de    larvicidas nos recipientes de uso dom&eacute;stico que n&atilde;o podem ser    destru&iacute;dos, eliminados, ou tratados por outras formas e a flambagem da    parede de recipientes n&atilde;o elimin&aacute;veis que cont&ecirc;m ovos deste    vetor, em pontos estrat&eacute;gicos; b) tratamento perifocal, que &eacute;    pol&ecirc;mico quanto a sua efic&aacute;cia, por utilizar aspers&atilde;o de    inseticidas em torno do foco, sem a&ccedil;&atilde;o residual e sujeita &agrave;s    intemp&eacute;ries. A justificativa para seu uso &eacute; a eclos&atilde;o do    inseto adulto e seu pouso nas imedia&ccedil;&otilde;es do foco. Este procedimento,    &eacute; feito mediante rociadores manuais ou a motor, nas paredes internas    e externas dos recipientes preferenciais para ovoposi&ccedil;&atilde;o das f&ecirc;meas    do vetor, e no seu entorno; c) aplica&ccedil;&atilde;o espacial de inseticidas    a ultrabaixo volume (UBV), para redu&ccedil;&atilde;o das formas aladas do <i>Ae.    aegypti</i>. Esta t&eacute;cnica, s&oacute; indicada em situa&ccedil;&otilde;es    epid&ecirc;micas, pode ser feita por aplica&ccedil;&atilde;o no intra e peridomic&iacute;lio,    empregando-se equipamentos port&aacute;teis, ou nas ruas, com m&aacute;quinas    pulverizadoras mais pesadas montadas em ve&iacute;culos. A efetividade desta    &uacute;ltima forma de combate &eacute; bastante questionada, mesmo quando s&atilde;o    observados cuidadosamente todos os crit&eacute;rios t&eacute;cnicos preconizados,    por se constatar pouco efeito na redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    das formas adultas.<sup>51</sup> As normas e procedimentos t&eacute;cnicos e    operacionais das atividades de combate qu&iacute;mico, nos diversos pa&iacute;ses,    t&ecirc;m fundamentos comuns, e as varia&ccedil;&otilde;es observadas, atendem    &agrave; realidade de cada &aacute;rea, ou &agrave; sele&ccedil;&atilde;o de    t&eacute;cnica ou rotina espec&iacute;fica com a qual se tem maior experi&ecirc;ncia.<sup>55,56</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O controle biol&oacute;gico &eacute; baseado    no uso de organismos vivos capazes de competir, eliminar ou parasitar as larvas    ou formas aladas do vetor, e ainda n&atilde;o se tem experi&ecirc;ncia de aplica&ccedil;&atilde;o    em larga escala. O <i>Bacillus thuringhiensis</i> H-14(BTI) e peixes larvicidas    das esp&eacute;cies Gambusia <i>afin</i>is e <i>Poecilia spp</i> t&ecirc;m sido    os mais utilizados e preconiza-se o seu uso mais amplo nos programas de combate.    Ensaios com larvas de outros mosquitos (<i>Toxorhynchites</i>) e algumas pulgas    d'&aacute;gua (<i>Mesoscyclops; Macrocyclops</i>), tamb&eacute;m v&ecirc;m sendo    experimentados.<sup>55</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Atualmente, tanto nas estrat&eacute;gias de    erradica&ccedil;&atilde;o como nas de controle, tem sido orientado o uso integrado    das v&aacute;rias t&eacute;cnicas de combate ao <i>Ae. aegypti</i> dispon&iacute;veis,    associadas aos outros dois componentes descritos (saneamento e IEC). O que as    diferencia &eacute; que na primeira tem-se uma meta estabelecida a ser alcan&ccedil;ada    (&iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o zero), a implanta&ccedil;&atilde;o    &eacute; planejada para ser executada em quatro fases bem definidas (ataque,    consolida&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica)    e preconiza-se que os componentes de saneamento e educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o    e informa&ccedil;&atilde;o sejam os mais amplos poss&iacute;veis e antecedam    o in&iacute;cio da fase de ataque, permanecendo em todas as outras fases, para    n&atilde;o criar condi&ccedil;&otilde;es mais prop&iacute;cias &agrave; reinfesta&ccedil;&atilde;o.    Al&eacute;m disso, alguns princ&iacute;pios t&eacute;cnicos cient&iacute;ficos    fundamentam a organiza&ccedil;&atilde;o dos programas de erradica&ccedil;&atilde;o,    que s&atilde;o o da universalidade da implanta&ccedil;&atilde;o das atividades    em cada territ&oacute;rio; o de sincronicidade de a&ccedil;&otilde;es dos tr&ecirc;s    componentes; e a continuidade program&aacute;tica para que n&atilde;o haja desperd&iacute;cios    de recursos e/ou atraso na consecu&ccedil;&atilde;o da meta. Distintamente,    os programas de controle, al&eacute;m de n&atilde;o definirem qual a meta a    ser alcan&ccedil;ada, indicando apenas que se deve reduzir e manter as popula&ccedil;&otilde;es    de vetores a &quot;n&iacute;veis aceit&aacute;veis&quot;, n&atilde;o s&atilde;o    obrigatoriamente organizados dentro dos princ&iacute;pios e fundamentos acima    referidos.<sup>55</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O principal objetivo da vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica de uma doen&ccedil;a &eacute; a   detec&ccedil;&atilde;o precoce de casos para indicar   a ado&ccedil;&atilde;o das medidas de controle   capazes de impedir novas ocorr&ecirc;ncias.   A &uacute;nica forma de preven&ccedil;&atilde;o do dengue   &eacute; a dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    do   mosquito transmissor (a zero, ou n&iacute;veis   muito pr&oacute;ximos de zero) e, desse modo,   as vigil&acirc;ncias entomol&oacute;gica e   epidemiol&oacute;gica devem ser indissoci&aacute;veis   e, idealmente, aliadas &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de   combate ao vetor do dengue. Portanto,   estas atividades devem se constituir em   um programa global em cada territ&oacute;rio,   sob responsabilidade de uma &uacute;nica   institui&ccedil;&atilde;o, mesmo que operacionalizado   por profissionais com distintos perfis de   capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como s&atilde;o bastante variadas as situa&ccedil;&otilde;es    entomol&oacute;gicas e de ocorr&ecirc;ncia de casos e/ou circula&ccedil;&atilde;o    viral em cada local, particularmente no Brasil, para efeito de orienta&ccedil;&atilde;o    das condutas de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e ado&ccedil;&atilde;o    de medidas de controle, ap&oacute;s a notifica&ccedil;&atilde;o de caso(s) suspeitos    e/ou confirmados de dengue, consideram-se as diferen&ccedil;as entre &aacute;reas:    n&atilde;o infestadas; infestadas por&eacute;m sem transmiss&atilde;o; no curso    de epidemia; com transmiss&atilde;o end&ecirc;mica; infestada com ou sem transmiss&atilde;o    mas com maior risco de urbaniza&ccedil;&atilde;o da febre amarela.<sup>58</sup>    Os prop&oacute;sitos da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e dos programas    de controle s&atilde;o definidos de acordo com esta estratifica&ccedil;&atilde;o    e v&atilde;o, desde o impedimento de introdu&ccedil;&atilde;o de circula&ccedil;&atilde;o    dos v&iacute;rus do dengue em &aacute;reas indenes, at&eacute; a simples redu&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de casos em &aacute;reas epid&ecirc;micas e end&ecirc;micas.    Al&eacute;m disso, institui-se o acompanhamento dos v&iacute;rus circulantes    e monitoramento das formas cl&iacute;nicas graves.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Esta diversidade de situa&ccedil;&otilde;es,    aliada ao pleomorfismo das apresenta&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas    e cl&iacute;nicas do dengue, imp&otilde;e uma vigil&acirc;ncia ativa da doen&ccedil;a    em virtude da baixa sensibilidade da vigil&acirc;ncia passiva. V&aacute;rias    s&atilde;o as maneiras de se implementar uma vigil&acirc;ncia ativa sendo quatro    os componentes fundamentais: notifica&ccedil;&atilde;o, busca ativa e investiga&ccedil;&atilde;o    de casos; vigil&acirc;ncia laboratorial; vigil&acirc;ncia das formas cl&iacute;nicas;    e vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica. As dificuldades da vigil&acirc;ncia    iniciam-se desde a suspeita e/ou diagn&oacute;stico cl&iacute;nico - epidemiol&oacute;gico    j&aacute; que a forma cl&aacute;ssica da doen&ccedil;a pode ser clinicamente    confundida com muitas doen&ccedil;as febris, exantem&aacute;ticas ou n&atilde;o,    e as formas hemorr&aacute;gicas graves s&atilde;o ainda pouco conhecidas, para    a maioria dos profissionais de sa&uacute;de dos pa&iacute;ses americanos, o    que leva &agrave; subnotifica&ccedil;&atilde;o e/ou diagn&oacute;stico de casos    graves, s&oacute; ap&oacute;s o aparecimento de &oacute;bitos. Por outro lado,    a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de terapia espec&iacute;fica faz com que muitos    pacientes n&atilde;o busquem aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, principalmente,    quando apresentam quadros leves. Deste modo, epidemias explosivas assim como    a detec&ccedil;&atilde;o dos sorotipos circulantes, em muitas situa&ccedil;&otilde;es    s&oacute; s&atilde;o diagnosticadas tardiamente.<sup>54,55,58,59</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Neste sentido, o apoio laboratorial, tanto sorol&oacute;gico    como o isolamento viral, &eacute; considerado pedra angular da vigil&acirc;ncia    ativa do dengue, em virtude da necessidade de confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica,    particularmente logo aos primeiros casos suspeitos em uma &aacute;rea indene,    e, tamb&eacute;m para a determina&ccedil;&atilde;o da extens&atilde;o geogr&aacute;fica    da circula&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o dos sorotipos presentes;    e informar sobre a possibilidade de ocorr&ecirc;ncia de formas severas de acordo    com os sorotipos circulantes.<sup>59</sup> A coleta de material para isolamento    viral e exames sorol&oacute;gicos deve ser feita de todos casos suspeitos de    &aacute;rea indene, e em amostra de indiv&iacute;duos com manifesta&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas compat&iacute;veis com dengue, nas &aacute;reas onde j&aacute;    se estabeleceu a circula&ccedil;&atilde;o.<sup>58</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m desta vigil&acirc;ncia ativa que    visa conferir maior sensibilidade ao sistema, tem-se buscado incluir estrat&eacute;gias    alternativas que visam superar as defici&ecirc;ncias dos sistemas. A vigil&acirc;ncia    especial de formas cl&iacute;nicas graves, particularmente nas &aacute;reas    de circula&ccedil;&atilde;o de mais de um sorotipo dos v&iacute;rus, tem como    prop&oacute;sito a emiss&atilde;o de &quot;sinais de alerta&quot;, logo aos    primeiros casos suspeitos, para institui&ccedil;&atilde;o de terap&ecirc;utica    adequada e conseq&uuml;ente redu&ccedil;&atilde;o da letalidade. Para facilitar    a detec&ccedil;&atilde;o das formas severas tem-se indicado a elei&ccedil;&atilde;o    de unidades de sa&uacute;de sentinelas (b&aacute;sicas e hospitalares) ou redes    de profissionais sentinelas, que s&atilde;o selecionados de acordo com o perfil    de enfermidades que atendem (cl&iacute;nica geral, infecciosas, hematol&oacute;gicas,    emerg&ecirc;ncias, etc.), base geogr&aacute;fica, conveni&ecirc;ncia e cooperatividade.<sup>54</sup>    Para a detec&ccedil;&atilde;o precoce de aumento de incid&ecirc;ncia em &aacute;reas    end&ecirc;micas e introdu&ccedil;&atilde;o de um novo sorotipo, principalmente,    em locais onde o sistema de notifica&ccedil;&atilde;o &eacute; deficiente, as    unidades de sa&uacute;de e/ou os profissionais sentinelas devem ser sensibilizados    para solicitar os exames laboratoriais de um quantitativo de pacientes que apresentarem    doen&ccedil;as febris. Para otimizar os recursos da rede de diagn&oacute;stico,    recomenda-se articula&ccedil;&atilde;o com os programas de elimina&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as febris exantem&aacute;ticas, acrescentando-se ao rol de exames    laboratoriais os de dengue, de acordo com rotina e crit&eacute;rios pr&eacute;-definidos.<sup>54</sup>    Em &aacute;reas populosas onde a transmiss&atilde;o j&aacute; se estabeleceu    e a doen&ccedil;a est&aacute; se manifestando com baixa endemicidade, a estrat&eacute;gia    de delimita&ccedil;&atilde;o de &quot;&aacute;reas sentinelas&quot; para institui&ccedil;&atilde;o    de sistema de monitoramento especial de doen&ccedil;as febris agudas, com implanta&ccedil;&atilde;o    de diagn&oacute;stico laboratorial, pode ser &uacute;til no acompanhamento das    altera&ccedil;&otilde;es de freq&uuml;&ecirc;ncia. Estes espa&ccedil;os servir&atilde;o    como &quot;&aacute;reas de alerta&quot; de modifica&ccedil;&otilde;es da situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica do dengue.<sup>26,60</sup> Nos pa&iacute;ses indenes,    principalmente onde j&aacute; se detectou a presen&ccedil;a de vetores potenciais,    t&ecirc;m sido implantados programas de vigil&acirc;ncia de viajantes que apresentam    enfermidades febris,<sup>54</sup> visando &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de medidas    que impe&ccedil;am o estabelecimento da circula&ccedil;&atilde;o viral.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Inqu&eacute;ritos soroepidemiol&oacute;gicos    podem ser realizados no curso ou ap&oacute;s as epidemias, com t&eacute;cnicas    de detec&ccedil;&atilde;o de IgM e/ou IgG. O desenho amostral deve ser feito    de acordo com os objetivos do estudo, considerando-se a situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica da &aacute;rea, no momento da coleta de material. Estes    inqu&eacute;ritos fornecem informa&ccedil;&otilde;es mais acuradas de incid&ecirc;ncia    (quando se usa teste para detec&ccedil;&atilde;o de IgM) e de soropreval&ecirc;ncia    (IgG) que os dados de notifica&ccedil;&atilde;o de demanda espont&acirc;nea,    ou mesmo de busca ativa de casos; quantifica a ocorr&ecirc;ncia das infe&ccedil;c&otilde;es    nos indiv&iacute;duos na vig&ecirc;ncia de circula&ccedil;&atilde;o de mais    de um sorotipo dos v&iacute;rus; identifica as &aacute;reas de maior intensidade    de circula&ccedil;&atilde;o, possibilitando o estudo dos fatores de risco associados    &agrave;s taxas de infe&ccedil;c&atilde;o. A determina&ccedil;&atilde;o das    taxas de soropreval&ecirc;ncia das popula&ccedil;&otilde;es dimensionam a imunidade    de grupo que, associadas a outros indicadores, podem ser utilizadas como par&acirc;metro    de avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade das atividades de controle desenvolvidas    em cada regi&atilde;o.<sup>25,26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Vacinas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A produ&ccedil;&atilde;o de uma vacina contra    os quatro sorotipos do dengue, que seja segura e efetiva, tem sido apontada    pela OMS como prioridade em face da gravidade da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    e a baixa efetividade da maioria dos programas de combate ao <i>Ae. aegypti</i>.    Em 1984, foi criado um comit&ecirc; espec&iacute;fico com o objetivo de facilitar    as investiga&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento de vacinas contra o dengue    e a encefalite japonesa.<sup>2</sup> Importantes fatores s&atilde;o limitantes    deste objetivo, dentre os quais podem-se destacar: a exist&ecirc;ncia de quatro    diferentes sorotipos e o fen&ocirc;meno da imunoamplifica&ccedil;&atilde;o viral,    implicando a necessidade de se obter um imun&oacute;geno efetivo para todos    os v&iacute;rus simultaneamente; a presen&ccedil;a de anticorpos nas popula&ccedil;&otilde;es    onde um ou mais sorotipos j&aacute; circulou; baixas produ&ccedil;&otilde;es    de part&iacute;culas virais ap&oacute;s a passagem do agente em diferentes sistemas    celulares; possibilidade de invers&atilde;o da virul&ecirc;ncia quando se usa    v&iacute;rus atenuado; n&atilde;o se dispor de um modelo animal experimental    que desenvolva as formas graves da doen&ccedil;a, o que implica necessidade    de se incorrer em riscos ao se utilizar volunt&aacute;rios humanos para a verifica&ccedil;&atilde;o    definitiva de atenua&ccedil;&atilde;o da cepa.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Atualmente, existem vacinas candidatas convencionais    ou de primeira gera&ccedil;&atilde;o, atenuadas ou inativadas; de segunda gera&ccedil;&atilde;o    que incluem a express&atilde;o de prote&iacute;nas recombinantes em diferentes    sistemas; e as de terceira gera&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o as de DNA.<sup>61</sup>    No primeiro grupo t&ecirc;m-se monovalente de v&iacute;rus vivo atenuado e tetravalente.    Esta segunda est&aacute; sendo considerada bastante promissora por: conter os    quatro sorotipos dos v&iacute;rus do dengue; j&aacute; ter sido testada em ratos    apresentando baixa neurovirul&ecirc;ncia, e em macacos <i>Rhesus</i> produzindo    baixa viremia, com desenvolvimento de anticorpos neutralizantes sorotipos espec&iacute;ficos;    conferir imunidade por mais de cinco anos; ter n&iacute;veis de viremia p&oacute;s-vacinal    baixos; apresentar soroconvers&atilde;o em humanos em torno de 95%; e manter    os marcadores de atenua&ccedil;&atilde;o depois de passar pelo homem e mosquito.<sup>62,63</sup>    As vacinas de prote&iacute;na recombinante utilizam como modelo animal macacos    <i>cynomolgus</i> (<i>Macaca fascicularis</i>) e &eacute; espec&iacute;fica    contra o DEN-2, cepa Jamaica 1409, preparada em <i>Aedes pseudoscutellaris</i>    (AP61). Os estudos v&ecirc;m demonstrando que esta vacina tem potencial, por    induzir resposta humoral e celular. Embora ela s&oacute; tenha sido testada    em seis macacos, os dados apresentados mostram que este animal pode constituir    um modelo experimental adequado.<sup>64</sup> As de terceira gera&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o de material gen&eacute;tico purificado e infere-se que seja poss&iacute;vel    a imuniza&ccedil;&atilde;o com uma mescla de seq&uuml;&ecirc;ncias de DNA.<sup>65</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As vacinas candidatas est&atilde;o em   diferentes est&aacute;gios de desenvolvimento.   Apesar das investiga&ccedil;&otilde;es serem bastante   promissoras ainda n&atilde;o se tem nenhuma   vacina dispon&iacute;vel para uso em   popula&ccedil;&otilde;es. Entretanto, a tetravalente de   v&iacute;rus vivo atenuado j&aacute; est&aacute; em fase   avan&ccedil;ada e dever&aacute;, em breve, entrar em   fase III, o que abre alguma perspectiva   de nos pr&oacute;ximos anos dispor-se de uma   vacina eficaz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Efetividade das Interven&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quando o combate ao vetor &eacute; institu&iacute;do    ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de um ou mais sorotipos    do v&iacute;rus do dengue, em grandes e populosos centros urbanos, as chances    de se conseguir a interrup&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o tornam-se    reduzidas quando h&aacute; elevada densidade de mosquitos, e as caracter&iacute;sticas    clim&aacute;ticas favorecem a sua prolifera&ccedil;&atilde;o. Esta dificuldade    ocorre ainda que se disponha de uma vigil&acirc;ncia ativa da doen&ccedil;a    e o diagn&oacute;stico de casos seja feito precocemente. Mesmo que se reforcem    as atividades de combate ao vetor, o tempo que decorre at&eacute; a redu&ccedil;&atilde;o    das popula&ccedil;&otilde;es de mosquito &eacute; muito maior que a velocidade    de circula&ccedil;&atilde;o viral, pois nestas situa&ccedil;&otilde;es a popula&ccedil;&atilde;o    de hospedeiros encontra-se quase que universalmente suscept&iacute;vel.<sup>66</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por outro lado, n&atilde;o procede a concep&ccedil;&atilde;o    de que a simples redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o do <i>Ae.    aegypti</i> pode impedir a ocorr&ecirc;ncia de casos, pois, tem-se observado    que mesmo na vig&ecirc;ncia de baixa densidade vetorial (1 ou 2% de &Iacute;ndice    de Infesta&ccedil;&atilde;o Predial), a transmiss&atilde;o dos v&iacute;rus    continua se processando se a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for imune ao(s)    sorotipo(s) circulante(s). Muitas das vezes, a redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia    em uma &aacute;rea tropical epid&ecirc;mica ocorre &quot;naturalmente&quot;,    mais em fun&ccedil;&atilde;o da imunidade de grupo que vai se estabelecendo    do que pelos resultados obtidos com as a&ccedil;&otilde;es de controle estabelecidas.<sup>51</sup>    Ou seja, quando a epidemia se instala, ela segue seu curso e as a&ccedil;&otilde;es    de combate vetorial mostram pouca ou nenhuma efetividade.<sup>66</sup> Desta    forma, a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, mesmo quando ativa, n&atilde;o    tem conseguido subsidiar as a&ccedil;&otilde;es de controle para impedir a ocorr&ecirc;ncia    e dissemina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Exerce apenas as fun&ccedil;&otilde;es    de coleta de informa&ccedil;&otilde;es para estimativa da magnitude e gravidade    do evento e de organiza&ccedil;&atilde;o da rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    para evitar a ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bitos na vig&ecirc;ncia de casos de    dengue hemorr&aacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica &eacute;    mais efetiva e necess&aacute;ria nas &aacute;reas livres de circula&ccedil;&atilde;o    viral, ou que est&atilde;o em fases interepid&ecirc;micas, pois nestas &uacute;ltimas,    onde o risco de ocorr&ecirc;ncia de formas graves &eacute; muito alto, quando    da introdu&ccedil;&atilde;o de um novo sorotipo, a&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas    de combate visando &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o do vetor e &agrave; vigil&acirc;ncia    ativa da doen&ccedil;a, n&atilde;o podem ser negligenciadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"> <b>Desafios e Perspectivas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A preven&ccedil;&atilde;o das infec&ccedil;&otilde;es    causadas   pelos v&iacute;rus do dengue ainda &eacute; um desafio   visto ser centrada na atua&ccedil;&atilde;o sobre o   &uacute;nico elo vulner&aacute;vel da cadeia   epidemiol&oacute;gica que &eacute; a elimina&ccedil;&atilde;o do seu   principal transmissor, o <i>Ae. aegypti</i> Esta   envolve agress&atilde;o ao meio ambiente pelo   uso de inseticidas; investimentos   substanciais em saneamento ambiental;   necessidade de participa&ccedil;&atilde;o das   comunidades com indu&ccedil;&atilde;o de   modifica&ccedil;&otilde;es comportamentais;   permiss&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o para o   tratamento qu&iacute;mico de dep&oacute;sitos de &aacute;gua   intra e peridomiciliares n&atilde;o elimin&aacute;veis;   atividades program&aacute;ticas cont&iacute;nuas at&eacute; a   completa elimina&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie de   mosquito; manuten&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia   entomol&oacute;gica; e problemas inerentes &agrave;   biologia do pr&oacute;prio vetor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Mesmo com todas estas dificuldades, experi&ecirc;ncias    vitoriosas de   erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i> foram   conduzidas neste s&eacute;culo, em v&aacute;rios pa&iacute;ses   americanos em fun&ccedil;&atilde;o das epidemias de   febre amarela urbana, o que contribuiu   significativamente para diminuir, ou   mesmo impedir, a circula&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus   do dengue neste continente at&eacute; a d&eacute;cada   de sessenta. Entretanto, a reinfesta&ccedil;&atilde;o   de muitos destes pa&iacute;ses nos anos setenta   n&atilde;o foi combatida com efici&ecirc;ncia e, como   as condi&ccedil;&otilde;es ambientais dos centros   urbanos estavam mais favor&aacute;veis &agrave;   prolifera&ccedil;&atilde;o do vetor, rapidamente   ocorreu a sua dispers&atilde;o por extensas   &aacute;reas territoriais. A grande preocupa&ccedil;&atilde;o,   at&eacute; a d&eacute;cada de sessenta, era apenas com   a febre amarela urbana, que passou a   dispor de uma potente vacina, pois,   equivocadamente, o dengue era   considerado uma doen&ccedil;a benigna. Com a   erradica&ccedil;&atilde;o da febre amarela urbana, os   programas de preven&ccedil;&atilde;o da sua forma   silvestre centraram suas atividades na   vacina&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es residentes em   &aacute;reas de risco, onde havia circula&ccedil;&atilde;o viral,   ou pr&oacute;ximas a estas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica do <i>Ae. aegypti</i> deixou de ser prioridade, a   estrutura do programa de erradica&ccedil;&atilde;o foi   sendo paulatinamente desmontada, e as   reinfesta&ccedil;&otilde;es das grandes cidades   coincidiram com um momento de grandes   restri&ccedil;&otilde;es dos recursos destinados aos   programas de Sa&uacute;de P&uacute;blica, tanto no   Brasil como em grande parte dos pa&iacute;ses   latino americanos. Esta limita&ccedil;&atilde;o e a   cren&ccedil;a na benignidade do dengue fizeram   com que a estrat&eacute;gia de erradica&ccedil;&atilde;o dos   programas de combate vetorial fosse   substitu&iacute;da, em 1985, pela de controle.<sup>55</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-America    da Sa&uacute;de (OPAS),<sup>55</sup> o reconhecimento da impossibilidade de    que todos os pa&iacute;ses adotassem uma estrat&eacute;gia de erradica&ccedil;&atilde;o,    e passassem a organizar programas de controle, constitu&iacute;a um avan&ccedil;o    na pol&iacute;tica de preven&ccedil;&atilde;o do dengue. Entretanto, considera-se    incorreta a concep&ccedil;&atilde;o de que a redu&ccedil;&atilde;o da densidade    vetorial, pressuposto b&aacute;sico dos programas de controle, diminui a incid&ecirc;ncia    do dengue.<sup>51,66</sup> Evid&ecirc;ncias desta m&aacute; concep&ccedil;&atilde;o    podem ser constatadas nas sucessivas epidemias dos pa&iacute;ses americanos    que mant&ecirc;m programas de controle. Tamb&eacute;m em Singapura, cidade onde    o programa de controle &eacute; considerado muito eficiente e vinha mantendo    &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i> abaixo de 3%,    com o decl&iacute;nio da imunidade de grupo, epidemias de dengue voltaram a    ocorrer.<sup>66,67</sup> Fatos semelhantes a este t&ecirc;m sido registrado    em cidades brasileiras.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Mesmo os pa&iacute;ses que adotaram a estrat&eacute;gia    de erradica&ccedil;&atilde;o tiveram problemas nos &uacute;ltimos anos, sendo    o exemplo mais marcante o de Cuba, que instituiu um forte programa de erradica&ccedil;&atilde;o    do vetor desde 1981, mantendo &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o pr&oacute;ximos    a zero e livre de circula&ccedil;&atilde;o viral por 15 anos. Em 1997, este    pa&iacute;s registrou uma epidemia em um centro urbano, logo ap&oacute;s uma    eleva&ccedil;&atilde;o da densidade populacional do <i>Aedes aegypti</i>.<sup>41</sup>    Assim, torna-se evidente a import&acirc;ncia de se estabelecerem metas de redu&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o vetorial, que devem ser permanentemente zero ou pr&oacute;xima    a zero, para evitar a transmiss&atilde;o do dengue, pois &iacute;ndices superiores    criam as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; ocorr&ecirc;ncia    de epidemias onde as popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apresentam elevada    imunidade de grupo para o v&iacute;rus introduzido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Existem grandes evid&ecirc;ncias de que as condi&ccedil;&otilde;es    atuais e as perspectivas futuras das Am&eacute;ricas e particularmente do Brasil    favorecem a expans&atilde;o e agravamento dos eventos relacionados com o dengue,    visto estar se estabelecendo uma situa&ccedil;&atilde;o de hiperendemicidade,    e a circula&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios sorotipos aumenta a probabilidade    de imunoamplifica&ccedil;&atilde;o.<sup>53 </sup>Grandes contingentes populacionais    residentes em dezenas de centros urbanos brasileiros j&aacute; possuem anticorpos    contra os v&iacute;rus DEN-1 e/ou DEN-2, e os &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o    pelo <i>Ae. aegypti</i> se mant&ecirc;m elevados. Outros centros, onde ainda    n&atilde;o se estabeleceu a circula&ccedil;&atilde;o viral, est&atilde;o expostos    a infec&ccedil;&otilde;es massivas em fun&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es    entomol&oacute;gicas que exibem. Por outro lado, o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o    com os interc&acirc;mbios internacionais torna iminente a introdu&ccedil;&atilde;o    dos outros dois sorotipos, que j&aacute; est&atilde;o circulando em pa&iacute;ses    americanos. Ou seja, as condi&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas e entomol&oacute;gicas    s&atilde;o muito favor&aacute;veis para a ocorr&ecirc;ncia das formas hemorr&aacute;gicas    destas infec&ccedil;&otilde;es, mesmo considerando-se a baixa virul&ecirc;ncia    da cepa do sorotipo DEN-2, que circula nas Am&eacute;ricas.<sup>35</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como em outras regi&otilde;es, a atual   estrat&eacute;gia de combate ao vetor, no Brasil,   n&atilde;o tem se demonstrado efetiva na   maioria das &aacute;reas onde vem sendo   implementada, e al&eacute;m disso muitos   munic&iacute;pios infestados n&atilde;o est&atilde;o sendo   contemplados com recursos para o   combate vetorial. Por outro lado, nas   cidades onde os v&iacute;rus circularam   intensamente, est&aacute; se recompondo a   coorte de indiv&iacute;duos suscept&iacute;veis, o que   significa que as popula&ccedil;&otilde;es de lactentes   est&atilde;o expostas tanto &agrave;s formas cl&iacute;nicas   benignas, pela circula&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica dos   v&iacute;rus presentes, quanto &agrave;s mais graves,   em virtude da transmiss&atilde;o vertical de   anticorpos contra um ou mais sorotipos   dos v&iacute;rus do dengue, o que favorece o   fen&ocirc;meno da imunoamplifica&ccedil;&atilde;o (ADE),   na vig&ecirc;ncia de introdu&ccedil;&atilde;o de outro   sorotipo ou de cepas mais virulentas das   que j&aacute; circulam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A possibilidade do <i>Ae. albopictus</i> se    tornar um transmissor destes v&iacute;rus no continente americano, como o &eacute;    no Sudeste Asi&aacute;tico, agrava a situa&ccedil;&atilde;o continental pela    sua presen&ccedil;a em amplas faixas territoriais de pa&iacute;ses indenes e    livres do <i>Ae. aegypti</i>. O desenvolvimento e testagem de vacinas tetravalentes    considerada por muitos como &uacute;nico instrumento capaz de modificar o grave    curso da circula&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus do dengue, apesar dos avan&ccedil;os    das vacinas candidatas, ainda levar&aacute; alguns anos para exibirem os requisitos    para uso massivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Deste modo, tem-se que se debru&ccedil;ar   na &uacute;nica alternativa de preven&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel que    &eacute; o combate vetorial. A   defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias t&eacute;cnicas e   operacionais efetivas para sua utiliza&ccedil;&atilde;o   deve constituir prioridade dos governos   dos pa&iacute;ses infestados. Tem-se que ter   como pressuposto que a&ccedil;&otilde;es de controle   mal conduzidas devem ser abandonadas,   por n&atilde;o produzir nenhum impacto   epidemiol&oacute;gico, desperdi&ccedil;ar recursos,   promover o desenvolvimento de   resist&ecirc;ncia aos inseticidas, poluir o meio   ambiente sem qualquer benef&iacute;cio para a   popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de abalar a credibilidade   dos servi&ccedil;os de Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O reduzido impacto das a&ccedil;&otilde;es do    programa de combate ao <i>Ae. aegypti</i> que vem sendo implementado desde a    segunda metade da d&eacute;cada de oitenta, nos pa&iacute;ses americanos e particularmente    no nosso, evidenciado pela evolu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    e mais ainda pelos resultados dos inqu&eacute;ritos sorol&oacute;gicos realizados    em v&aacute;rias capitais brasileiras, indica a necessidade de os dirigentes    dos &oacute;rg&atilde;os governamentais refletirem sobre a pertin&ecirc;ncia    da sua manuten&ccedil;&atilde;o. Os recursos p&uacute;blicos que v&ecirc;m sendo    alocados para este combate, embora sejam insuficientes para o desenvolvimento    de todas as atividades necess&aacute;rias &agrave; erradica&ccedil;&atilde;o,    s&atilde;o de grande vulto, quando se considera o total do montante destinado    aos programas de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Os dados entomol&oacute;gicos    apresentados e o curso e percurso das epidemias indicam o agravamento da situa&ccedil;&atilde;o    (<a href="#fig5">Figuras 5</a> e <a href="#fig8">8</a>) e que, optando-se por    manuten&ccedil;&atilde;o desta estrat&eacute;gia, n&atilde;o se vislumbra qualquer    perspectiva de controle das infec&ccedil;&otilde;es, o que n&atilde;o justifica    os disp&ecirc;ndios para este tipo de combate vetorial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Embora seja objeto de grandes controv&eacute;rsias    a possibilidade de erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i>,<Sup>51,57</Sup>    a comunidade cient&iacute;fica brasileira, por convoca&ccedil;&atilde;o do Conselho    Nacional de Sa&uacute;de<sup>57</sup> e um comit&ecirc; de especialistas da    OPAS,<sup>68</sup> discutiu esta quest&atilde;o, considerando-a fact&iacute;vel.    As bases t&eacute;cnicas e cient&iacute;ficas foram apresentadas culminando    na elabora&ccedil;&atilde;o do Plano Diretor de Erradica&ccedil;&atilde;o do    <i>Ae. aegypti</i> (PEA), para o Brasil.<sup>57</sup> Este plano n&atilde;o    vem sendo executado e, em substitui&ccedil;&atilde;o, foi implementada outra    proposta,<sup>69</sup> denominado PEAa, baseada na estratifica&ccedil;&atilde;o    de risco dos munic&iacute;pios, que privilegia o repasse de recursos onde as    condi&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas s&atilde;o mais graves, desconsiderando    princ&iacute;pios e pressupostos b&aacute;sicos ao combate vetorial que s&atilde;o:    a universalidade, a sincronicidade e a continuidade das a&ccedil;&otilde;es.<sup>70</sup>    Al&eacute;m disso, n&atilde;o incorporou os tr&ecirc;s pilares propostos no    plano de erradica&ccedil;&atilde;o elaborado para o Brasil (saneamento ambiental,    educa&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o),    estando centrado apenas no combate qu&iacute;mico e elimina&ccedil;&atilde;o    de alguns criadouros dos mosquitos (saneamento domiciliar). O componente de    educa&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o    tamb&eacute;m foi bastante restringido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na impossibilidade de implantar na totalidade    as a&ccedil;&otilde;es definidas no plano de erradica&ccedil;&atilde;o de 1996,    a revis&atilde;o das bases da atual estrat&eacute;gia se imp&otilde;e, com estabelecimento    de metas regionais m&iacute;nimas, que se aproximem da elimina&ccedil;&atilde;o    do vetor, respeitando-se os princ&iacute;pios das quatro fases de programas    de combate vetorial e implanta&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica    ativa em &aacute;reas geogr&aacute;ficas livres do <i>Ae. aegypti</i>. Desta    forma, utilizar-se-&atilde;o os conhecimentos t&eacute;cnicos - cient&iacute;ficos    que j&aacute; est&atilde;o bem estabelecidos e das experi&ecirc;ncias vitoriosas,    atuais e passadas, tanto do Brasil como dos outros pa&iacute;ses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Halstead SB. Epidemiology of dengue and dengue    hemorrhagic fever. <i>In</i>: Gubler DJ, Kuno G, Editors. Dengue and dengue    hemorragic fever. New York: CAB International; 1997. p. 23-44.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. World Health Organization&#8211;WHO.   Global Programme for Vacines and   Imunization Vaccine. Research &amp;   Development. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Martinez-Torres ME. Dengue hemorr&aacute;gico    em crian&ccedil;as: editorial.   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<body><![CDATA[<br>   Canela, Salvador/BA    <br>   CEP: 40.110-170    <br>   E-mail:<a href="mailto:magloria@ufba.br">magloria@ufba.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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