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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do sistema de vigilância de hantavírus no Brasil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Ministério da Saúde Departamento de Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Vigilância em Saúde Gerência de Doenças Emergentes e Reemergentes, Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Foundation e Ministério da Saúde Coordenação-Geral de Pneumologia Sanitária Secretaria de Vigilância em Saúde]]></institution>
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<country>Estados Unidos da América</country>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hantavirus pulmonary syndrome (HPS), a serious complication of hantavirus infection, was first identified on the American continent in 1993, in the United States of América (USA). During the same year, HPS was also identified in Brazil, in the Municipality of Juquitiba, São Paulo State. An evaluation with the objectives of describe the system´s components, analyze its attributes and utility, and describe costs and resources of the Surveillance System for Hantavirus in Brazil (SVH) was conducted using the methodology defined in "Guidelines for Evaluation of of Surveillance Systems", Centers for Disease Control and Prevention (CDC, USA). The results demonstrated that the surveillance system is complex, relatively inflexible and unstable, and data quality, acceptability, sensitivity, predictive value positive and representativeness were low, requiring substantial resources to maintain the system. Nevertheless, the system was useful to detect cases of HPS, to identify outbreaks, to assist prevention and control measures, and to provide important information to guide clinical practice and surveillance. Based on these results the authors recommend that states and municipalities implement surveillance of hantavirus infection, strengthen health education of professionals, define notifying units and reference centers for clinical assistance and promote the use of surveillance data. Useful information also should be disseminated in a timely manner to health professionals, and to the population about better prevention strategies.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[avaliação de sistema de vigilância]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema de Vigil&acirc;ncia    de Hantav&iacute;rus no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Evaluation of the Hantavirus Surveillance    System in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Elizabeth David dos Santos<sup>I</sup>; Denise    Oliveira Garrett<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Programa de Treinamento em Epidemiologia    Aplicada do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    <br>   <sup>I</sup>Ger&ecirc;ncia de Doen&ccedil;as Emergentes e Reemergentes, Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral    de Doen&ccedil;as Transmiss&iacute;veis    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>I</sup>Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   <sup>II</sup>Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Foundation, Atlanta,    Georgia, Estados Unidos da Am&eacute;rica<sup>    <br>   II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Pneumologia Sanit&aacute;ria, Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A s&iacute;ndrome cardiopulmonar por hantav&iacute;rus    (SCPH), uma forma grave de infec&ccedil;&atilde;o por hantav&iacute;rus, foi    identificada no continente americano em 1993, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica    (EUA). No mesmo ano, um surto de SCPH ocorreu no Brasil, no Munic&iacute;pio    paulista de Juquitiba. Com os objetivos de descrever os componentes e analisar    os atributos, a utilidade e os recursos necess&aacute;rios para opera&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Vigil&acirc;ncia de Hantav&iacute;rus no Brasil (SVH), uma avalia&ccedil;&atilde;o    foi realizada. A metodologia utilizada foi baseada nas Diretrizes para a Avalia&ccedil;&atilde;o    de Sistemas de Vigil&acirc;ncia, dos Centers for Disease Control and Prevention    (CDC, EUA). Os resultados evidenciaram que o SVH &eacute; complexo, pouco flex&iacute;vel,    inst&aacute;vel, com baixa aceitabilidade, sensibilidade, valor preditivo positivo    e representatividade, al&eacute;m da insatisfat&oacute;ria qualidade dos dados.    Ademais, o sistema carece de grandes quantidades de recursos. Entretanto, mostrou    ser de grande utilidade para detectar casos de SCPH e identificar surtos, orientar    medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle e gerar mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas    cl&iacute;nicas e de vigil&acirc;ncia. Com base nesses resultados, recomenda-se    aos Estados e Munic&iacute;pios que: implementem, de forma plena, a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia da doen&ccedil;a e de capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais    de sa&uacute;de; definam servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia para notifica&ccedil;&atilde;o,    diagn&oacute;stico e tratamento; e que promovam o uso dos dados da vigil&acirc;ncia,    a divulga&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es para profissionais    de sa&uacute;de e a informa&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    sobre como prevenir a s&iacute;ndrome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chaves:</b> avalia&ccedil;&atilde;o    de sistema de vigil&acirc;ncia; hantavirose; s&iacute;ndrome cardiopulmonar    por hantav&iacute;rus.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Hantavirus pulmonary syndrome (HPS), a serious    complication of hantavirus infection, was first identified on the American continent    in 1993, in the United States of Am&eacute;rica (USA). During the same year,    HPS was also identified in Brazil, in the Municipality of Juquitiba, S&atilde;o    Paulo State. An evaluation with the objectives of describe the system&acute;s    components, analyze its attributes and utility, and describe costs and resources    of the Surveillance System for Hantavirus in Brazil (<i>SVH</i>) was conducted    using the methodology defined in &quot;Guidelines for Evaluation of of Surveillance    Systems&quot;, Centers for Disease Control and Prevention (CDC, USA). The results    demonstrated that the surveillance system is complex, relatively inflexible    and unstable, and data quality, acceptability, sensitivity, predictive value    positive and representativeness were low, requiring substantial resources to    maintain the system. Nevertheless, the system was useful to detect cases of    HPS, to identify outbreaks, to assist prevention and control measures, and to    provide important information to guide clinical practice and surveillance. Based    on these results the authors recommend that states and municipalities implement    surveillance of hantavirus infection, strengthen health education of professionals,    define notifying units and reference centers for clinical assistance and promote    the use of surveillance data. Useful information also should be disseminated    in a timely manner to health professionals, and to the population about better    prevention strategies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> surveillance system evaluation;    hantavirus; hantavirus pulmonary syndrome.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A s&iacute;ndrome cardiopulmonar por hantav&iacute;rus,    uma forma grave de infec&ccedil;&atilde;o, &eacute; o principal alvo do sistema    de vigil&acirc;ncia de hantav&iacute;rus (SVH). Essa doen&ccedil;a assume import&acirc;ncia    transcendente, por sua severidade, alta taxa de letalidade e custo socioecon&ocirc;mico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As hantaviroses podem se manifestar sob variadas    formas, desde uma s&iacute;ndrome febril at&eacute; quadros mais caracter&iacute;sticos,    como febre hemorr&aacute;gica com s&iacute;ndrome renal (FHSR), que ocorre no    territ&oacute;rio eurasi&aacute;tico, e a s&iacute;ndrome cardiopulmonar por    hantav&iacute;rus (SCPH), presente no continente americano.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os v&iacute;rus causadores das hantaviroses pertencem    ao g&ecirc;nero Hantav&iacute;rus, fam&iacute;lia <i>Bunyaviridae</i>, sendo    reconhecidos cinco g&ecirc;neros e 250 esp&eacute;cies virais. Esses v&iacute;rus    t&ecirc;m como hospedeiro e reservat&oacute;rio animal roedores pertencentes    &agrave; fam&iacute;lia <i>Muridae</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os v&iacute;rus associados &agrave; FHSR s&atilde;o    transmitidos por roedores da subfam&iacute;lia <i>Murinae</i>. Os v&iacute;rus    causadores da SCPH s&atilde;o transmitidos pelos roedores da subfam&iacute;lia    <i>Sigmodontinae</i>.<sup>1-3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A infec&ccedil;&atilde;o por hantav&iacute;rus    nos seres humanos acontece, mais freq&uuml;entemente, pela inala&ccedil;&atilde;o    de part&iacute;culas virais provenientes de aeross&oacute;is formados a partir    da urina, fezes e secre&ccedil;&otilde;es contaminadas de roedores silvestres.    Sup&otilde;e-se que a transmiss&atilde;o tamb&eacute;m ocorra pelo contato com    mucosas e ferimentos. O per&iacute;odo m&eacute;dio de incuba&ccedil;&atilde;o    &eacute; de 14 dias, variando de dois a 42 dias. O per&iacute;odo de transmissibilidade    n&atilde;o &eacute; conhecido. Todas as pessoas parecem ser suscet&iacute;veis,    uniformemente. A prote&ccedil;&atilde;o e a dura&ccedil;&atilde;o da imunidade    conferida pela infec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via s&atilde;o desconhecidas;    reinfec&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m sido observadas.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A SCPH foi identificada pela primeira vez, nas    Am&eacute;ricas, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), em 1993.<sup>2</sup>    No mesmo ano, no Munic&iacute;pio de Juquitiba, interior de S&atilde;o Paulo,    um surto da doen&ccedil;a acometeu tr&ecirc;s pessoas de uma mesma fam&iacute;lia,    com taxa de letalidade de 67,0%.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De 1993 a 2002, um total de 1.598 casos da doen&ccedil;a    foram notificados em v&aacute;rios pa&iacute;ses do continente americano: 530    (33,0%) na Argentina; 344 (17,6%) nos EUA; 271 (17,0%) no Chile; 254 (16,0%)    no Brasil; 95 (6,0%) no Paraguai; 38 (2,4%) no Uruguai; 30 no Canad&aacute;    (2,0%); 29 (1,9%) no Panam&aacute;; 19 (1,0%) na Bol&iacute;via; e dois (0,1%)    na Venezuela. Nesse per&iacute;odo, nenhum caso da doen&ccedil;a foi registrado    no M&eacute;xico e demais pa&iacute;ses do continente.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, os 254 casos confirmados de SCPH ocorreram    nos seguintes Estados: Paran&aacute;, 77 (30,0%); S&atilde;o Paulo, 44 (17,0%);    Minas Gerais, 33 (13%); Santa Catarina, 33 (13,0%); Rio Grande do Sul, 31 (11,8%);    Mato Grosso, 28 (11,0%); Maranh&atilde;o, tr&ecirc;s (1,2%); Par&aacute;, dois    (0,8%); e Goi&aacute;s, Bahia e Rio Grande do Norte, com um caso cada um (0,4%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A hantavirose na forma de SCPH &eacute; considerada    uma doen&ccedil;a emergente, com v&aacute;rias caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas,    ambientais, epidemiol&oacute;gicas e cl&iacute;nicas que necessitam ser mais    investigadas, como, por exemplo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) per&iacute;odo de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a,    atualmente desconhecido;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) comportamento da doen&ccedil;a no tocante    a endemicidade, potencial epid&ecirc;mico e sazonalidade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) fatores ambientais que influenciam no aumento    da freq&uuml;&ecirc;ncia da doen&ccedil;a;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) prote&ccedil;&atilde;o e dura&ccedil;&atilde;o    da imunidade conferida pela doen&ccedil;a;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e) ocorr&ecirc;ncia de transmiss&atilde;o pessoa    a pessoa relacionada ao v&iacute;rus Andes, que, at&eacute; o momento da conclus&atilde;o    deste estudo, s&oacute; foi observada na Argentina; e</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">f) viabilidade de desenvolvimento de uma vacina    para prevenir a forma pulmonar da doen&ccedil;a, entre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Normalmente, a ocorr&ecirc;ncia de um caso de    SCPH, sobretudo em um novo Munic&iacute;pio, gera repercuss&atilde;o nos meios    de comunica&ccedil;&atilde;o de massa e preocupa&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o    geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das principais formas de preven&ccedil;&atilde;o    da SCPH consiste na educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e dos    profissionais de sa&uacute;de para:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) Evitar contato humano com roedores &#8211;    preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) Buscar assist&ecirc;ncia m&eacute;dica no    in&iacute;cio do quadro, permitindo o diagn&oacute;stico precoce, principalmente    em &aacute;reas onde ocorreram outros casos &#8211; preven&ccedil;&atilde;o    secund&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) Implementar terapia precoce eficaz, com o    objetivo de evitar a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a para insufici&ecirc;ncia    respirat&oacute;ria e choque, diminuindo a letalidade dos casos &#8211; preven&ccedil;&atilde;o    terci&aacute;ria.<sup>7,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o prop&oacute;sito de analisar como os componentes    e atributos do SVH estavam estruturados e funcionavam, a sua utilidade, os recursos    necess&aacute;rios para a sua opera&ccedil;&atilde;o e se os seus objetivos    estavam sendo alcan&ccedil;ados, uma avalia&ccedil;&atilde;o foi conduzida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada considerando    o sistema de vigil&acirc;ncia de hantav&iacute;rus como parte do Sistema Nacional    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica (SNVE), bem como do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan).<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o:</b>    a metodologia da avalia&ccedil;&atilde;o foi baseada nas diretrizes dos Centers    for Disease Control and Prevention dos EUA (CDC), contemplando a descri&ccedil;&atilde;o    do sistema e seus componentes espec&iacute;ficos, a avalia&ccedil;&atilde;o    dos seus atributos qualitativos (simplicidade, flexibilidade, qualidade dos    dados e aceitabilidade) e quantitativos (sensibilidade, valor preditivo positivo,    representatividade, oportunidade e estabilidade), bem como a sua utilidade e    recursos dispon&iacute;veis para opera&ccedil;&atilde;o.<sup>10-12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ademais, foi realizada e inclu&iacute;da, nesta    avalia&ccedil;&atilde;o, uma an&aacute;lise descritiva de todos os casos confirmados    de SCHP no Brasil, no per&iacute;odo de 1993 a 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fonte de dados:</b> os dados referentes aos    casos confirmados foram obtidos a partir das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica de hantav&iacute;rus (FIEH), recebidas das Secretarias    de Estado da Sa&uacute;de. Esses dados foram digitados em um banco espec&iacute;fico    do Sinan, no formato Windows, criado por t&eacute;cnicos do n&iacute;vel federal    para resgatar as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis de anos anteriores,    contidas nas FIEH, uma vez que a hantavirose passou a integrar o banco de dados    do Sinan nacional a partir do ano de 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o:</b>    a avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada no per&iacute;odo de 1993 e 2002. Para    algumas an&aacute;lises referentes &agrave; qualidade dos dados, foram considerados    dois per&iacute;odos de avalia&ccedil;&atilde;o: o primeiro, de 1993 a 2000,    anterior &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da ficha padronizada do Sinan; e    o segundo, de 2001 e 2002, ap&oacute;s a sua implanta&ccedil;&atilde;o. Os dados    do banco espec&iacute;fico do Sinan, referentes aos anos de 2001 e 2002, foram    comparados com os dados dispon&iacute;veis no banco do Sinan nacional, para    o mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise dos dados:</b> as vari&aacute;veis    demogr&aacute;ficas, epidemiol&oacute;gicas, ambientais, cl&iacute;nicas, laboratoriais    e de conclus&atilde;o do caso, comuns a todas as FIEH, foram selecionadas para    compor a avalia&ccedil;&atilde;o dos atributos do SVH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os programas computacionais utilizados para consolidar    e analisar os dados foram o Tabwin e o Epi Info 6.4d.<sup>13,14</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os objetivos do Sistema de Vigil&acirc;ncia de    Hantavirose no Brasil (SVH) e a defini&ccedil;&atilde;o de caso, descritos no    Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>4</sup>    s&atilde;o os seguintes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) Detectar precocemente casos e/ou surtos</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">b) Conhecer a hist&oacute;ria natural da SCPH    no Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) Identificar fatores de risco associados &agrave;    doen&ccedil;a</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) Identificar as esp&eacute;cies de roedores    reservat&oacute;rios</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e) Identificar os v&iacute;rus circulantes no    Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">f) Conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica    dos hantav&iacute;rus no Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">g) Recomendar e executar medidas de preven&ccedil;&atilde;o    e de controle</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">h) Estudar a tend&ecirc;ncia da doen&ccedil;a</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Defini&ccedil;&atilde;o de caso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>1) Caso Suspeito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) paciente com doen&ccedil;a febril, geralmente    acima de 38<sup>o</sup>C, e mialgia. Esse quadro tamb&eacute;m &eacute; acompanhado    de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: calafrio, astenia, dor abdominal,    n&aacute;usea, v&ocirc;mito e cefal&eacute;ia intensa, insufici&ecirc;ncia respirat&oacute;ria    aguda de etiologia n&atilde;o determinada ou edema pulmonar n&atilde;o cardiog&ecirc;nico    na primeira semana da doen&ccedil;a; ou</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">b) paciente com enfermidade aguda, apresentando    quadro de edema pulmonar n&atilde;o cardiog&ecirc;nico com evolu&ccedil;&atilde;o    para &oacute;bito; ou</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) paciente com hist&oacute;ria de doen&ccedil;a    febril e exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma fonte de infec&ccedil;&atilde;o    de um ou mais caso(s) de SCPH confirmado(s) laboratorialmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2) Caso Confirmado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Crit&eacute;rio laboratorial</b> &#8211; caso    suspeito com os seguintes resultados de exame laboratorial:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) sorologia reagente/positiva para anticorpos    s&eacute;ricos espec&iacute;ficos contra hantav&iacute;rus da classe de imunoglobulinas    M-IgM; ou</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) soroconvers&atilde;o para anticorpos s&eacute;ricos    espec&iacute;ficos da classe de imunoglobulinas G-IgG (aumento de quatro vezes    ou mais no t&iacute;tulo de IgG entre a primeira e a segunda amostras); ou</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) imunohistoqu&iacute;mica de tecidos positiva    (identifica&ccedil;&atilde;o de ant&iacute;genos espec&iacute;ficos contra hantav&iacute;rus);    ou</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) rea&ccedil;&atilde;o em cadeia da polimerase-transcriptase    reversa &#8211; RT-PCR positivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Crit&eacute;rio cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gico</b>    &#8211; Indiv&iacute;duo que tenha freq&uuml;entado &aacute;reas conhecidas    de transmiss&atilde;o de hantav&iacute;rus ou tenha sido exposto &agrave; mesma    situa&ccedil;&atilde;o de risco de pacientes confirmados laboratorialmente,    apresentando, obrigatoriamente, as seguintes altera&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) raio X de t&oacute;rax com infiltrado intersticial    bilateral nos campos pulmonares, com ou sem a presen&ccedil;a de derrame pleural    &#8211; que pode, quando presente, ser uni ou bilateral;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">b) hemat&oacute;crito maior que 45%; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) trombocitopenia (n&uacute;mero de plaquetas    menor que 150 mil/mm<sup>3</sup>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>3) Caso Descartado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todo caso suspeito que, durante a investiga&ccedil;&atilde;o,    tenha diagn&oacute;stico confirmado, laboratorialmente, para outra doen&ccedil;a    ou que n&atilde;o preencha os crit&eacute;rios de confirma&ccedil;&atilde;o    acima definidos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descri&ccedil;&atilde;o dos componentes e    opera&ccedil;&atilde;o do sistema de vigil&acirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O termo Vigil&acirc;ncia foi objeto de v&aacute;rias    discuss&otilde;es de f&oacute;rum internacional, especialmente da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS), tendo sofrido algumas modifica&ccedil;&otilde;es    ao longo dos anos e sendo, atualmente, definido como &quot;<i>um processo cont&iacute;nuo    de coleta, an&aacute;lise, interpreta&ccedil;&atilde;o de dados e dissemina&ccedil;&atilde;o    imediata &agrave;s pessoas que devem conhec&ecirc;-los, especialmente aquelas    que est&atilde;o em posi&ccedil;&atilde;o de agir</i>.&quot;<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, a Lei n<sup>o</sup>; 8.080, de 19    de setembro de 1990, que institui o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS),    conceitua vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica como &quot;<i>o conjunto de    a&ccedil;&otilde;es que proporciona o conhecimento, a detec&ccedil;&atilde;o    ou preven&ccedil;&atilde;o de qualquer mudan&ccedil;a nos fatores determinantes    e condicionantes de sa&uacute;de individual ou coletiva, com a finalidade de    recomendar e adotar as medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle de doen&ccedil;as    e agravos.</i>&quot;<sup>4</sup> </font><font size="2" face="Verdana">Portanto,    em nosso pa&iacute;s, tamb&eacute;m compete &agrave; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    a ado&ccedil;&atilde;o das medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estrutura do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica (SNVE) &eacute; formada por um conjunto de institui&ccedil;&otilde;es    do setor p&uacute;blico e do setor privado que, direta ou indiretamente, notificam    doen&ccedil;as e agravos, prestam servi&ccedil;os a grupos populacionais ou    orientam a conduta a ser tomada para o seu controle.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria capturadas pelo sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    s&atilde;o registradas no Sinan, um dos pilares do SNVE. O Sinan tem por objetivo    registrar e processar os dados sobre agravos de notifica&ccedil;&atilde;o em    todo o territ&oacute;rio nacional, oferecendo informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias    &agrave; an&aacute;lise do perfil da morbidade e contribuindo para a tomada    de decis&otilde;es nos n&iacute;veis municipal, estadual e nacional.<sup>4</sup>    Embora o Sinan esteja operando desde 1994, a hantavirose passou a integr&aacute;-lo    apenas no ano de 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro importante pilar do SVH s&atilde;o os laborat&oacute;rios    de refer&ecirc;ncia, definidos pela Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Laborat&oacute;rios    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (CGLAB/SVS/MS). A SVS/MS foi criada pelo    Decreto n<sup>o</sup> 4.726, de 9 de junho de 2003, formada a partir do extinto    Centro Nacional de Epidemiologia da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    (Cenepi/Funasa).<sup>16</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As atividades para o diagn&oacute;stico de hantav&iacute;rus    nos seres humanos e nos roedores silvestres s&atilde;o desenvolvidas, exclusivamente,    nesses laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia. O Instituto Adolfo Lutz, da    Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo (IAL/SES/SP), &eacute;    o laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia nacional para o SVH. O Laborat&oacute;rio    de Arbov&iacute;rus e Hantav&iacute;rus do Instituto Evandro Chagas (IEC/SVS/MS),    de Bel&eacute;m do Par&aacute;, e o Laborat&oacute;rio de Hantavirose e Riquetsiose    da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro-RJ, s&atilde;o    laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia regional para hantav&iacute;rus, conforme    especificado na <a href="#fig1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos seres humanos, o diagn&oacute;stico laboratorial    de rotina &eacute; feito pelas t&eacute;cnicas de ensaio imunoenzim&aacute;tico    (ELISA IgM e/ou IgG), a partir do soro do paciente. Outra t&eacute;cnica utilizada    &eacute; a imunohistoqu&iacute;mica, geralmente para o diagn&oacute;stico de    casos fatais, quando se disp&otilde;e de fragmentos de &oacute;rg&atilde;os    ou tecidos (pulm&otilde;es, ba&ccedil;o, f&iacute;gado e linfonodos). Mais raramente,    tem-se utilizado a RT-PCR, t&eacute;cnica de diagn&oacute;stico molecular dirigida    a regi&otilde;es espec&iacute;ficas do genoma viral, a partir de soro e tecidos.<sup>4</sup>    Nos roedores, s&atilde;o utilizados o m&eacute;todo ELISA, para detec&ccedil;&atilde;o    de anticorpos espec&iacute;ficos contra hantav&iacute;rus da classe IgG, e o    m&eacute;todo RT-PCR.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Normalmente, s&atilde;o os t&eacute;cnicos dos    laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia, principalmente do laborat&oacute;rio    de refer&ecirc;ncia nacional, que conduzem as a&ccedil;&otilde;es de campo &#8211;    vigil&acirc;ncia eco-epidemiol&oacute;gica dos hantav&iacute;rus &#8211;, das    quais fazem parte as atividades de investiga&ccedil;&atilde;o ambiental, captura    e identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de roedores e potenciais reservat&oacute;rios,    bem como a identifica&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;rus circulantes no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Componentes b&aacute;sicos do SVH</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como parte do SNVE, os componentes do SVH, especificados    a seguir, visam descrever a organiza&ccedil;&atilde;o e as etapas das atividades    desenvolvidas nos tr&ecirc;s n&iacute;veis hier&aacute;rquicos de gest&atilde;o    da Sa&uacute;de, ou seja, municipal, estadual e nacional:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>1) Popula&ccedil;&atilde;o-alvo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Todos os indiv&iacute;duos s&atilde;o suscept&iacute;veis    &agrave; infec&ccedil;&atilde;o por hantav&iacute;rus. Portanto, toda a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira, particularmente aquela exposta &agrave; zona rural, &eacute; considerada    pelo SVH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2) Notifica&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A notifica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma atribui&ccedil;&atilde;o    inerente aos profissionais da &aacute;rea da Sa&uacute;de, especialmente aos    m&eacute;dicos respons&aacute;veis pela suspeita cl&iacute;nica. A forma de    notifica&ccedil;&atilde;o do SVH &eacute;, essencialmente, passiva, com investiga&ccedil;&atilde;o    ativa de cada caso a partir da notifica&ccedil;&atilde;o. No per&iacute;odo    de 1993 a 2000, as notifica&ccedil;&otilde;es eram registradas em formul&aacute;rios    espec&iacute;ficos, por&eacute;m n&atilde;o padronizados e n&atilde;o informatizados.    A partir do ano de 2001, a notifica&ccedil;&atilde;o passou a ser registrada    no formul&aacute;rio padronizado do Sinan, dispon&iacute;vel nas Secretarias    de Estado da Sa&uacute;de (SES), cuja atribui&ccedil;&atilde;o &eacute; disponibiliz&aacute;-lo    &agrave;s Secretarias Municipais de Sa&uacute;de (SMS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>3) Investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todo caso notificado deve ser investigado de    imediato. A investiga&ccedil;&atilde;o de casos &eacute; uma atribui&ccedil;&atilde;o    da equipe de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica das Secretarias Municipais    de Sa&uacute;de ou das Diretorias Regionais de Sa&uacute;de, conforme o n&iacute;vel    de organiza&ccedil;&atilde;o do sistema estadual de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    O processo de investiga&ccedil;&atilde;o tem por objetivo coletar informa&ccedil;&otilde;es    sobre dados demogr&aacute;ficos, antecedentes epidemiol&oacute;gicos, dados    cl&iacute;nicos e laboratoriais dos casos. Ademais, inclui uma avalia&ccedil;&atilde;o    detalhada de locais onde, provavelmente, ocorreu a infec&ccedil;&atilde;o, para    orientar medidas de controle e preven&ccedil;&atilde;o, demandando recursos    humanos, log&iacute;sticos e financeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4) Transfer&ecirc;ncia dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">At&eacute; o ano 2000, os dados coletados a partir    das investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas n&atilde;o eram digitados    no banco de dados do Sinan nacional, mas transferidos aos v&aacute;rios n&iacute;veis    do SVH mediante a ficha individual de investiga&ccedil;&atilde;o. A partir de    2001, quando os dados come&ccedil;aram, gradativamente, a ser digitados no Sinan    nacional, eles v&ecirc;m sendo transferidos pelo fluxo oficial, por correio    eletr&ocirc;nico ou em meio magn&eacute;tico. As fichas de investiga&ccedil;&atilde;o,    entretanto, continuaram a ser solicitadas e encaminhadas ao n&iacute;vel nacional,    em decorr&ecirc;ncia de falhas de continuidade das informa&ccedil;&otilde;es    no Sinan nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>5) Fluxograma</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fluxo de informa&ccedil;&otilde;es do sistema    segue a organiza&ccedil;&atilde;o estabelecida pelo SNVE, qual seja: suspeita    diagn&oacute;stica notifica&ccedil;&atilde;o &agrave; SMS investiga&ccedil;&atilde;o    do caso transfer&ecirc;ncia para a SES transfer&ecirc;ncia para o n&iacute;vel    nacional. Entretanto, a retroalimenta&ccedil;&atilde;o do sistema &eacute; realizada    de forma fragmentada, n&atilde;o havendo uma regularidade no retorno das informa&ccedil;&otilde;es    (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a03f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>6) Armazenagem da informa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A armazenagem &eacute; feita de acordo com a    organiza&ccedil;&atilde;o das Secretarias Municipais e de Estado da Sa&uacute;de.    At&eacute; o ano 2000, os dados coletados nas investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas    eram arquivados no pr&oacute;prio formul&aacute;rio de investiga&ccedil;&atilde;o    ou em tabelas consolidadas nos programas Microsoft Word e Excel. Por&eacute;m,    a partir do ano de 2001, os dados da vigil&acirc;ncia de hantavirose do Sinan    nacional passaram a ser armazenados em servidor de sistema de rede, o qual cont&eacute;m    a base de dados do Sinan.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>7) An&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es    e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es recebidas pelo n&iacute;vel    nacional s&atilde;o analisadas e colocadas &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o    em tabelas elaboradas nos formatos Microsoft Word e Microsoft Excel, contendo    informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas relativas &agrave; pessoa (idade, sexo    e evolu&ccedil;&atilde;o), lugar (Estado, Munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia    e Munic&iacute;pio do local prov&aacute;vel de infec&ccedil;&atilde;o) e tempo    (data dos primeiros sintomas e da notifica&ccedil;&atilde;o). </font><font size="2" face="Verdana">De    forma rotineira, esses dados s&atilde;o complementados posteriormente, mediante    contatos telef&ocirc;nicos com t&eacute;cnicos da vigil&acirc;ncia das SES ou    ap&oacute;s o recebimento da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica.    An&aacute;lises mais detalhadas de dados cl&iacute;nicos dos casos, incluindo    exposi&ccedil;&otilde;es e atividades de risco, s&atilde;o feitas mais esporadicamente,    quase sempre em fun&ccedil;&atilde;o da necessidade de apresenta&ccedil;&otilde;es    em f&oacute;runs cient&iacute;ficos, elabora&ccedil;&atilde;o e emiss&atilde;o    de pareceres e notas t&eacute;cnicas ou, ainda, para a composi&ccedil;&atilde;o    de instrumentos de capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>8) Normas e rotinas de sigilo e confidencialidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Sinan utiliza sistemas de cadastramento de    senhas de acordo com o tipo de trabalho a ser executado, permitindo n&iacute;veis    de acesso diferenciados e adequados &agrave; atividade e ao n&iacute;vel de    an&aacute;lise a serem realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>9) Divulga&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es,    p&uacute;blico-alvo e periodicidade</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A periodicidade da divulga&ccedil;&atilde;o &eacute;    mensal, por correio eletr&ocirc;nico (<i>e-mail</i>), fax e, mais raramente,    pelos Correios. O p&uacute;blico-alvo &eacute; restrito, no que tange &agrave;    retroalimenta&ccedil;&atilde;o imediata, sendo composto, basicamente, pelos    profissionais de sa&uacute;de respons&aacute;veis pela vigil&acirc;ncia das    SES e registro de casos confirmados da doen&ccedil;a, pelo pessoal dos laborat&oacute;rios    de refer&ecirc;ncia e pelos assessores do SVH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>10) Vigil&acirc;ncia eco-epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como j&aacute; foi mencionado neste relato, as    a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia eco-epidemiol&oacute;gica s&atilde;o    essenciais para o SVH. O desenvolvimento dessa opera&ccedil;&atilde;o de campo    constitui uma resposta &agrave; ocorr&ecirc;ncia de casos ou surtos, prioritariamente    em &aacute;reas antes indenes, tendo como refer&ecirc;ncia o local prov&aacute;vel    da infec&ccedil;&atilde;o. Essa atividade demanda cerca de 12 dias cont&iacute;nuos    de trabalho no campo, para a captura de roedores silvestres, e envolve alto    risco biol&oacute;gico. Conseq&uuml;entemente, necessita do cumprimento de normas    de biosseguran&ccedil;a de n&iacute;vel 3 (NB3), com utiliza&ccedil;&atilde;o    de equipamentos especiais de prote&ccedil;&atilde;o individual. Al&eacute;m    disso, os profissionais da equipe de campo devem ser altamente capacitados,    preferencialmente com forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica em veterin&aacute;ria,    biologia, taxionomia, agronomia, mamologia (especializados em roedores), al&eacute;m    de, obrigatoriamente, contar com autoriza&ccedil;&atilde;o escrita do Instituto    do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (Ibama/MMA).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caracter&iacute;sticas do sistema</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Atributos qualitativos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>1) Simplicidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &#8211; A estrutura e a opera&ccedil;&atilde;o    do sistema facilitam o alcance dos seus objetivos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A operacionaliza&ccedil;&atilde;o do SVH &eacute;    complexa e necessita de abordagem multiprofissional, ampla e integrada na condu&ccedil;&atilde;o    das suas atividades, requerendo a atua&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos profissionais    especializados em diversas &aacute;reas do conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico    e a capacita&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de profissionais de sa&uacute;de.    As fontes de notifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&atilde;o definidas: em    princ&iacute;pio, cerca de 30 mil unidades de sa&uacute;de seriam notificantes    potenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora se encontre padronizada, no tocante &agrave;    quantidade e tipo de informa&ccedil;&otilde;es a serem coletadas, a Ficha de    Investiga&ccedil;&atilde;o Epidemiol&oacute;gica de Hantavirose (FIEH) &eacute;    longa. A investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por etapas e necessita, freq&uuml;entemente,    de busca de informa&ccedil;&otilde;es em prontu&aacute;rios m&eacute;dicos.    &Eacute; fundamental, portanto, a ades&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es    hospitalares para que os profissionais da vigil&acirc;ncia tenham acesso &agrave;s    informa&ccedil;&otilde;es dos prontu&aacute;rios. A ficha de investiga&ccedil;&atilde;o    possui um total de 109 campos de preenchimento, dos quais 25 s&atilde;o destinados    ao registro de dados referentes &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o (dados sociodemogr&aacute;ficos),    comuns a todos os agravos de notifica&ccedil;&atilde;o. Entre os 84 campos complementares,    a maioria destina-se ao registro espec&iacute;fico de informa&ccedil;&otilde;es    sobre aspectos epidemiol&oacute;gicos, cl&iacute;nicos, laboratoriais, de tratamento,    ambientais, de conclus&atilde;o dos casos e de identifica&ccedil;&atilde;o do    profissional respons&aacute;vel pela investiga&ccedil;&atilde;o. Para cerca    de 42 vari&aacute;veis, &eacute; necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o    de busca em documentos ou entrevistas com m&eacute;dicos ou outros profissionais    em hospitais ou laborat&oacute;rios, a fim de completar os campos da ficha de    investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2) Flexibilidade</b> &#8211; O sistema pode    se adaptar &agrave; necessidade de mudan&ccedil;as nas informa&ccedil;&otilde;es    dos manuais e da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica,    na operacionaliza&ccedil;&atilde;o, nos recursos humanos ou na aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos em curto espa&ccedil;o de tempo?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Mudan&ccedil;as nos objetivos, na defini&ccedil;&atilde;o    de caso e nas medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle ocorrem com freq&uuml;&ecirc;ncia    (a cada dois anos, aproximadamente). Geralmente, elas provocam a necessidade    de capacita&ccedil;&otilde;es adicionais de recursos humanos e aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos financeiros e log&iacute;sticos para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do sistema. Por&eacute;m, a consecu&ccedil;&atilde;o dessas mudan&ccedil;as    n&atilde;o &eacute; flex&iacute;vel, levando cerca de dois a tr&ecirc;s anos,    em m&eacute;dia, para serem incorporadas &agrave; ficha de investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica e &agrave; base de dados do Sinan.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>3) Qualidade dos dados</b> &#8211; A qualidade    dos dados reflete o n&iacute;vel de completitude e validade dos dados registrados?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada considerando    o percentual de vari&aacute;veis incompletas (em branco) e ignoradas preenchidas    com a categoria 9 da FIEH, baseada em 244 casos do banco espec&iacute;fico dos    seis Estados que haviam registrado mais de 20 casos confirmados da doen&ccedil;a,    uma vez que o banco do Sinan nacional n&atilde;o dispunha da s&eacute;rie completa    de casos confirmados. Os dados referentes aos campos incompletos e ignorados,    depois de consolidados, foram separados em dois per&iacute;odos: o primeiro,    de 1993-2000; e o segundo, de 2001-2002 (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior parte dos campos da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o    &eacute; composta por vari&aacute;veis categ&oacute;ricas, e, conforme o roteiro    de preenchimento do Sinan, nenhum campo deve permanecer incompleto, uma vez    que a norma geral de preenchimento preconizada &eacute;: &quot;1 Sim&quot;;    &quot;2 N&atilde;o&quot;; e &quot;9 Ignorado&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale lembrar que, entre os anos de 1993 a 2000,    n&atilde;o havia uma ficha &uacute;nica padronizada para coleta dos dados. Nesse    per&iacute;odo, cerca de cinco modelos de fichas de investiga&ccedil;&atilde;o    foram utilizados no registro das informa&ccedil;&otilde;es, desde modelos espec&iacute;ficos    criados por alguns Estados at&eacute; fichas modelo Sinan, estas em teste. Por    esse motivo, optou-se pela an&aacute;lise espec&iacute;fica de algumas vari&aacute;veis    dos campos que eram comuns a todas as fichas, como se observa a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>a) Dados gerais e de resid&ecirc;ncia</b>    &#8211; Data da notifica&ccedil;&atilde;o, data do in&iacute;cio dos sintomas,    sexo, data de nascimento ou idade e zona de resid&ecirc;ncia</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observe-se que as vari&aacute;veis &quot;sexo&quot;,    &quot;idade&quot; e &quot;data de nascimento&quot; foram preenchidas em    100% das FIEH. As vari&aacute;veis &quot;data da notifica&ccedil;&atilde;o&quot;    e &quot;data do in&iacute;cio dos sintomas&quot; apresentaram, no per&iacute;odo    1993-2000, um percentual de cerca de 15,0% de campos incompletos. No per&iacute;odo    2001-2002, cerca de 4,0 e 2,7% dessas mesmas vari&aacute;veis, respectivamente,    estavam incompletas. Quanto &agrave; zona de resid&ecirc;ncia, o percentual    de incompletos e/ou ignorados foi de 20,0%, no primeiro per&iacute;odo, e de    8,7% no segundo. Embora tenha ocorrido uma melhora significativa entre os per&iacute;odos,    essas vari&aacute;veis s&atilde;o obrigat&oacute;rias (exceto zona de resid&ecirc;ncia)    para entrada do caso na base de dados do Sinan (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>b) Atividades de risco</b> &#8211; Desmatamento/corte,    plantio/aragem de terra, colheita, moagem de gr&atilde;os e arruma&ccedil;&atilde;o    de fardos</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vari&aacute;vel &quot;desmatamento/corte&quot;    n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;as entre os per&iacute;odos. Para todas    as demais, observa-se melhora significativa no segundo per&iacute;odo; entretanto,    os percentuais de incompletos e ignorados permaneceram elevados, com taxas superiores    a 16,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>c) Situa&ccedil;&atilde;o/exposi&ccedil;&atilde;o    de risco</b> &#8211; Limpeza de s&oacute;t&atilde;o/ casa fechada e contato    com roedor</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vari&aacute;vel &quot;contato com roedor&quot;    foi a mais bem preenchida, em ambos os per&iacute;odos; ainda assim, o percentual    de incompletos e ignorados foi superior a 16,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d) Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas</b>    &#8211; Data do primeiro atendimento e manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas    (febre, cefal&eacute;ia, mialgia, dispn&eacute;ia, n&aacute;usea/v&ocirc;mito    e dor abdominal)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constata-se que as vari&aacute;veis &quot;data    do primeiro atendimento&quot; e &quot;febre&quot; apresentaram os mais baixos    percentuais de campos incompletos e ignorados, em ambos os per&iacute;odos.    Em todas as demais vari&aacute;veis relativas a manifesta&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas &#8211; cefal&eacute;ia, mialgia, dispn&eacute;ia, n&aacute;usea/v&ocirc;mito    e dor abdominal &#8211;, os percentuais de incompletos e ignorados foram superiores    a 10,0%, n&atilde;o havendo melhora entre os per&iacute;odos (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>e) Dados radiol&oacute;gicos e laboratoriais</b>    &#8211; Infiltrado intersticial uni ou bilateral, hemat&oacute;crito igual ou    superior a 50% e trombocitopenia (contagem de plaquetas) inferior a 150 mil/mm<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que o percentual de campos incompletos    e ignorados foi bastante elevado para os dois per&iacute;odos, com taxas superiores    a 25,0% (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>f) Conclus&atilde;o do caso</b> &#8211; Evolu&ccedil;&atilde;o    do caso e data do &oacute;bito</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nota-se melhora significativa entre o primeiro    e o segundo per&iacute;odos; entretanto, um percentual de 8,7% dos casos n&atilde;o    foi conclu&iacute;do adequadamente, n&atilde;o sendo especificado se ocorreu    a cura ou o &oacute;bito (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Chamou a aten&ccedil;&atilde;o, durante o processo    de cria&ccedil;&atilde;o do banco de dados especial e durante a elabora&ccedil;&atilde;o    desta avalia&ccedil;&atilde;o, o grande n&uacute;mero de FIEH com vari&aacute;veis    preenchidas com <b>X</b>, sugerindo resposta afirmativa, &quot;1 Sim&quot;.    Outro problema identificado refere-se aos campos preenchidos apenas com a vari&aacute;vel    categ&oacute;rica &quot;1 Sim&quot;, em que as demais vari&aacute;veis componentes    do mesmo campo se encontravam incompletas, n&atilde;o permitido sequer deduzir    se a resposta seria &quot;2 N&atilde;o&quot; ou &quot;9 Ignorado&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em suma, tanto os campos incompletos como os    ignorados contribu&iacute;ram para reduzir a qualidade dos dados, refletindo    um baixo n&iacute;vel de completitude da FIEH e comprometendo, de imediato,    a sua validade, al&eacute;m de demonstrar a necessidade premente de melhoria    do preenchimento da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4) Aceitabilidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; Qual a disposi&ccedil;&atilde;o de profissionais    de sa&uacute;de e institui&ccedil;&otilde;es para participar do sistema?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A aceitabilidade do SVH &eacute; baixa, podendo    ser medida pela baixa qualidade dos dados. Apesar de muitas manifesta&ccedil;&otilde;es    de interesse pela doen&ccedil;a serem observadas, em muitos locais, a implementa&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia depende de est&iacute;mulos e determina&ccedil;&otilde;es    de n&iacute;veis hier&aacute;rquicos superiores ou de press&atilde;o social    para serem efetivadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Atributos quantitativos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>1) Sensibilidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; A propor&ccedil;&atilde;o de casos da    doen&ccedil;a corresponde ao notificado?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora o SVH preconize a inclus&atilde;o de todos    os casos de hantavirose no Sinan &#8211; suspeitos e confirmados &#8211;, somente    as fichas dos casos confirmados por exame laboratorial eram solicitadas e encaminhadas    ao n&iacute;vel nacional, em raz&atilde;o da n&atilde;o-disponibilidade de um    banco de dados at&eacute; o ano 2000.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ao comparar os bancos de dados do Sinan espec&iacute;fico    e do Sinan nacional, nos anos de 2001 e 2002, constata-se que, no banco espec&iacute;fico,    foram registrados 77 e 75 casos confirmados, respectivamente; e no banco nacional,    532 casos suspeitos de hantavirose, dos quais apenas 13 e 23 casos, respectivamente    para cada ano, estavam confirmados (dados acessados no Tabwin/Cenepi/Funasa,    em 26 de junho de 2003). Conclui-se, portanto, que a sensibilidade do sistema    &eacute; baixa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; O sistema &eacute; h&aacute;bil para    detectar surtos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Surtos de hantavirose foram detectados pelo SVH.    Na cidade de Seara, Estado de Santa Catarina, foi detectado um surto em cinco    pessoas de uma mesma fam&iacute;lia, no ano 2000. Ainda nesse ano, pelo menos    tr&ecirc;s surtos foram detectados entre trabalhadores da agricultura florestal    dos Munic&iacute;pios de General Carneiro, Palmas e Guarapuava, no Estado do    Paran&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>2) Valor Preditivo Positivo (VPP) da defini&ccedil;&atilde;o    de caso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; Dos casos notificados, qual a propor&ccedil;&atilde;o    de verdadeiros positivos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim como ocorreu no atributo <b>Sensibilidade</b>,    a n&atilde;o-disponibilidade do n&uacute;mero total de casos notificados no    Sinan espec&iacute;fico e o excesso de casos n&atilde;o conclu&iacute;dos na    base de dados do Sinan nacional prejudicaram a an&aacute;lise desse atributo,    indicando um baixo VPP da defini&ccedil;&atilde;o de caso do SVH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>3) Representatividade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; O sistema descreve, com acur&aacute;cia,    a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o    segundo a popula&ccedil;&atilde;o, o lugar e o tempo?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A SCPH acomete, mais freq&uuml;entemente, pessoas    do sexo masculino em idade produtiva, com exposi&ccedil;&atilde;o a ambientes    rurais e que desenvolvem atividades ligadas &agrave; agropecu&aacute;ria. Esse    perfil &eacute; compat&iacute;vel com o descrito para a maioria dos pa&iacute;ses    do continente americano.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, a maior parte dos casos ocorreu nos    Estados das regi&otilde;es Sul, Sudeste &#8211; Minas Gerais e S&atilde;o Paulo    &#8211; e Centro-Oeste &#8211; Mato Grosso &#8211;, totalizando seis Estados.    Entretanto, casos isolados foram confirmados em outros cinco Estados, abrangendo    todas as macrorregi&otilde;es: Norte &#8211; Par&aacute; &#8211;; Nordeste &#8211;    Bahia, Rio Grande do Norte e Maranh&atilde;o &#8211;; e Centro-Oeste &#8211;    Goi&aacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o no    tempo, n&atilde;o foi poss&iacute;vel estabelecer, com clareza, um padr&atilde;o    sazonal ou c&iacute;clico da doen&ccedil;a, haja vista a sua ocorr&ecirc;ncia    apresentar-se irregular em rela&ccedil;&atilde;o aos meses e anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4) Oportunidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; H&aacute; rapidez entre as v&aacute;rias    etapas e n&iacute;veis do sistema?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SVH n&atilde;o &eacute; oportuno. A notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria preconiza a comunica&ccedil;&atilde;o imediata dessa doen&ccedil;a,    por ser um dos componentes da lista de doen&ccedil;as notific&aacute;veis. O    tempo m&eacute;dio entre o primeiro atendimento e a notifica&ccedil;&atilde;o    do caso ao primeiro n&iacute;vel do sistema (Secretarias Municipais de Sa&uacute;de)    foi de 7,7 dias (intervalo: 0-152 dias). O indicador estabelecido para a notifica&ccedil;&atilde;o    ser oportuna &eacute; de tr&ecirc;s dias.<sup>7</sup> Valores extremos e inconsistentes    foram exclu&iacute;dos dessa an&aacute;lise. Vale ressaltar que os laborat&oacute;rios    de refer&ecirc;ncia foram os notificadores mais oportunos para o n&iacute;vel    nacional, pois emitem os resultados dos exames de forma simult&acirc;nea para    os n&iacute;veis estadual e nacional; ademais, freq&uuml;entemente, algumas    vigil&acirc;ncias estaduais notificam ao n&iacute;vel nacional via telefone,    ap&oacute;s o recebimento desses resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>5) Estabilidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; O sistema &eacute; est&aacute;vel? (capaz    de coletar, gerenciar e prover os dados corretamente e sem interrup&ccedil;&otilde;es)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De maneira geral, a coleta de dados vem-se dando    de forma regular, a partir da notifica&ccedil;&atilde;o de casos suspeitos.    O gerenciamento e a provis&atilde;o dos dados representam um ponto de dificuldade    do SVH, muitas investiga&ccedil;&otilde;es de casos n&atilde;o s&atilde;o conclu&iacute;das    e v&aacute;rios campos da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o permanecem incompletos.    Al&eacute;m disso, a provis&atilde;o de dados pelo Sinan n&atilde;o &eacute;    cont&iacute;nua, sofrendo v&aacute;rias interrup&ccedil;&otilde;es, seja por    problemas no processo de investiga&ccedil;&atilde;o, conclus&atilde;o e encerramento    dos casos no sistema de informa&ccedil;&atilde;o, seja pela ocorr&ecirc;ncia    de falhas na operacionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8211; O sistema &eacute; dispon&iacute;vel?    (h&aacute;bil para ser operacionalizado, quando necess&aacute;rio)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SVH &eacute; operacional, sobretudo no diagn&oacute;stico    de casos de SCPH em &aacute;reas at&eacute; ent&atilde;o indenes e em caso de    surtos. Na ocorr&ecirc;ncia de surtos, particularmente, o sistema &eacute; h&aacute;bil    para mobilizar os tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo, trabalhando de forma    multidisciplinar e integrada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise descritiva dos casos de SCPH</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se a an&aacute;lise dos 254 casos confirmados    no Brasil, entre 1993-2002, segundo pessoa, lugar e tempo. Para esta an&aacute;lise,    algumas vari&aacute;veis foram resgatadas nas Secretarias de Estado da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de casos, 96,4% (245) foram confirmados    pelo crit&eacute;rio laboratorial, sendo: 95,5% (42) em S&atilde;o Paulo (SP);    100,0% (33) em Minas Gerais (MG); 93,4% (71) no Paran&aacute; (PR); 100,0% (33)    em Santa Catarina (SC); 100,0% (30) no Rio Grande do Sul (RS); 100,0% (27) em    Mato Grosso (MT); e 3,7% (nove) nos outros Estados &#91;Par&aacute; (PA), Bahia    (BA), Maranh&atilde;o (MA), Goi&aacute;s (GO) e Rio Grande do Norte (RN)&#93;. Pelo    v&iacute;nculo epidemiol&oacute;gico, foram confirmados 3,5% (nove) dos casos,    sendo dois em SP, cinco no PR e dois no MA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o segundo pessoa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>a) Idade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As pessoas acometidas tinham idade mediana de    34 anos &#91;intervalo (int): 9 meses-66&#93; e sua distribui&ccedil;&atilde;o    nos Estados foi a seguinte: SP, 33,5 anos (int: 13-57); MG, 29 anos (int: 18-49);    PR, 34 anos (int: 9-60); SC, 31 anos (int: 9 meses-49); RS, 37 anos (int: 21-65);    MT, 32 anos (int: 8-53). Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por grupos    et&aacute;rios, observa-se uma maior concentra&ccedil;&atilde;o no grupo de    20-49 anos, totalizando 71,1% dos casos. Vale ressaltar que SC apresentou o    maior percentual de casos em crian&ccedil;as menores de 10 anos de idade, com    12,1%, incluindo uma lactente de nove meses de vida. O RS apresentou o maior    percentual no grupo et&aacute;rio de 50 e mais, com 26,7% (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>b) Sexo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em todos os Estados, o sexo masculino foi o mais    afetado, com percentual de 83,3%, variando de 66,7% em MG a 90,0% no RS. Vale    ressaltar que MT registrou o maior percentual de casos no sexo feminino, com    33,3% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>c) Ocupa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na maioria dos Estados, a ocupa&ccedil;&atilde;o    mais referida foi a do ramo de atividades agropecu&aacute;rias, predominando    as agr&iacute;colas. O PR chama a aten&ccedil;&atilde;o destes autores por apresentar    o maior percentual de pessoas com atividades ocupacionais relacionadas a esse    ramo &#8211; desmatamento de florestas de <i>Pinus sp</i>. (agricultura florestal),    com fins comerciais. Em MG, diferentemente dos outros Estados, o ramo de atividade    ocupacional foi diversificado, com maior percentual para &quot;Outras&quot;    ocupa&ccedil;&otilde;es (49,0%), incluindo, entre essas, as do ramo da constru&ccedil;&atilde;o    civil, as burocr&aacute;tico-administrativas, as do ensino, as da presta&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os (borracheiros, mec&acirc;nicos) e aposentados. Em segundo    lugar, v&ecirc;m as ocupa&ccedil;&otilde;es do ramo da agropecu&aacute;ria,    com 27,0%. J&aacute; o MT apresentou, depois das atividades agropecu&aacute;rias,    o maior percentual de pessoas com ocupa&ccedil;&otilde;es &quot;Do lar/Estudante&quot;    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d) Local de resid&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cerca de metade dos casos (47,0%) tinha resid&ecirc;ncia    na zona rural; um percentual importante (38,0%) residia na zona urbana, mas    com hist&oacute;ria de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; zona rural; 1,0% tinha    resid&ecirc;ncia em &aacute;rea periurbana; e para 13,0%, essa informa&ccedil;&atilde;o    encontrava-se incompleta ou ignorada. MG e SP foram os Estados com os maiores    percentuais de campos incompletos/ignorados, com 24,2 e 18,2%, respectivamente    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>e) Hospitaliza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em torno de 92,0% dos casos foram hospitalizados,    3,5% n&atilde;o chegaram a ser internados e, para 4,7%, n&atilde;o havia essa    informa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante ressaltar que a maioria dos casos    n&atilde;o internados tinha ido a &oacute;bito antes da chegada ao hospital.    Em MG e no RS, 100,0% dos casos foram internados. O MT registrou a menor taxa    de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, com 85,0%. Em SP, a taxa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    foi de 84,0%. Entretanto, esse Estado apresentou 13,6% de campos incompletos/ignorados    para essa vari&aacute;vel (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>f) Evolu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de casos, 52,0% evolu&iacute;ram para    cura e 48,0% foram a &oacute;bito; essa taxa variou de 15,0 a 100,0%.6 As maiores    taxas de letalidade foram registradas em SP (61,0%), RS (56,7%), MT (55,6%)    e MG (54,5%). PR e SC registraram as menores taxas de letalidade: 37,0 e 18,0%,    respectivamente (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa geral de letalidade espec&iacute;fica    por sexo foi mais elevada entre as mulheres, chegando a 62,0% (26/42). Entre    os homens, foi de 44,7% (92/210); exceto em MT, que apresentou uma taxa de letalidade    maior entre homens (67,0%), e em SC, que n&atilde;o apresentou grandes diferen&ccedil;as    entre os sexos, com valores pr&oacute;ximos a 18,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o segundo lugar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 1993 e 2002, 11 Estados haviam registrado    casos confirmados. Nesse per&iacute;odo, 107 Munic&iacute;pios brasileiros,    aproximadamente 2,0% do total do pa&iacute;s, foram identificados como fontes    prov&aacute;veis de infec&ccedil;&atilde;o, assim distribu&iacute;dos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) SP &#8211; 24 Munic&iacute;pios, com ocorr&ecirc;ncia    de um a tr&ecirc;s casos e concentra&ccedil;&atilde;o em Juquitiba, Barra do    Turvo, C&aacute;ssia dos Coqueiros, S&atilde;o Carlos e Sert&atilde;ozinho,    que apresentaram tr&ecirc;s casos cada um; dois casos desse Estado ficaram com    local prov&aacute;vel de infec&ccedil;&atilde;o ignorado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) MG &#8211; Dez Munic&iacute;pios foram afetados,    variando de um a 12 casos; as maiores concentra&ccedil;&otilde;es no Estado    foram em Uberl&acirc;ndia, com 12 casos (36,3%), e Uberaba, com nove (27,2%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) PR &#8211; 20 Munic&iacute;pios, com ocorr&ecirc;ncia    de um a 15 casos, sendo General Carneiro com 15 casos (19,7%), Pinh&atilde;o    com 12 (15,8%), Guarapuava com nove (11,8%) e In&aacute;cio Martins com sete    (9,2%); em todos esses Munic&iacute;pios, ocorreram surtos caracterizados pela    exposi&ccedil;&atilde;o a ambientes que favoreciam o contato de pessoas com    roedores silvestres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) SC &#8211; 22 Munic&iacute;pios, com varia&ccedil;&atilde;o    de um a cinco casos, dos quais cinco ocorreram em Seara (15,0%) e tr&ecirc;s    em Conc&oacute;rdia (9,1%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">e) RS &#8211; 23 Munic&iacute;pios, com ocorr&ecirc;ncia    de um a tr&ecirc;s casos, havendo maior concentra&ccedil;&atilde;o em Vacaria,    que registrou tr&ecirc;s casos (10,0%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">f) MT &#8211; nove Munic&iacute;pios afetados,    com varia&ccedil;&atilde;o de um a 11 casos e concentra&ccedil;&atilde;o em    Tangar&aacute; da Serra, com 11 casos (39,0%), Campo Novo do Parecis, com seis    (21,4%), e Nova Ol&iacute;mpia com quatro casos (12,1%).S</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o segundo tempo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 1993 e 2002, a distribui&ccedil;&atilde;o    temporal da hantavirose n&atilde;o foi regular, segundo m&ecirc;s ou ano de    ocorr&ecirc;ncia. Nesse per&iacute;odo, 60,0% dos casos (151) ocorreram no segundo    semestre do ano. Em SP, em quase todos os anos em que foram registrados casos,    a maioria ocorreu no primeiro semestre. Em MG e em MT, n&atilde;o houve grandes    diferen&ccedil;as entre os semestres de ocorr&ecirc;ncia. No PR e no RS, em    praticamente todos os anos (1999-2002), a maior parte dos casos ocorreu no segundo    semestre. O mesmo padr&atilde;o tamb&eacute;m foi apresentado por SC at&eacute;    2001; mas em 2002, a maioria dos casos correspondentes a esse Estado ocorreu    no primeiro semestre do ano. Observa-se que a ocorr&ecirc;ncia temporal da doen&ccedil;a    &eacute; irregular, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel estabelecer para ela, com    clareza, um padr&atilde;o de sazonalidade e ciclicidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Utilidade do sistema</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SVH mostrou-se &uacute;til e capaz de detectar    casos e surtos da doen&ccedil;a nos locais onde est&aacute; implantado, fornecendo    informa&ccedil;&otilde;es que possibilitaram conhecer e descrever os segmentos    populacionais sob risco de adoecer, compostos, especialmente, por pessoas em    idade produtiva, a maioria pertencente ao grupo et&aacute;rio de 20-49 anos,    que adoeceram desenvolvendo atividades ligadas ao ramo da agropecu&aacute;ria    &#8211; em ambiente rural &#8211;, o que evidencia um acometimento de hantavirose    essencialmente ocupacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SVH tamb&eacute;m foi &uacute;til para gerar    mudan&ccedil;as nas condutas de vigil&acirc;ncia e nas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas;    e para reorientar medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle. No Estado do    Paran&aacute;, por exemplo, medidas de preven&ccedil;&atilde;o de casos entre    trabalhadores florestais foram inclu&iacute;das no C&oacute;digo Sanit&aacute;rio    do Estado, como uma condi&ccedil;&atilde;o para a libera&ccedil;&atilde;o da    licen&ccedil;a de explora&ccedil;&atilde;o florestal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, alguns estudos cient&iacute;ficos    v&ecirc;m sendo conduzidos a partir de informa&ccedil;&otilde;es geradas pelo    SVH, entre os quais se destacam: estudos anal&iacute;ticos, realizados por t&eacute;cnicos    da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, com identifica&ccedil;&atilde;o de    fatores de risco;<sup>17</sup> estudos virol&oacute;gicos, conduzidos por profissionais    dos laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia IAL/SES/SP e IEC/SVS/PA, que identificaram    variantes de v&iacute;rus circulantes; e protocolos cl&iacute;nicos, implementados    por alguns profissionais da &aacute;rea m&eacute;dico-assistencial, com vistas    a conhecer melhor o padr&atilde;o cl&iacute;nico da doen&ccedil;a.<sup>8,18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Recursos para opera&ccedil;&atilde;o do sistema</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SVH necessita de quantidade substancial de    recursos humanos, log&iacute;sticos e financeiros para ser operado. Entre 2000    e 2002, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de executou um gasto m&eacute;dio anual    com o sistema de, aproximadamente, R$ 500 mil. Desse valor, cerca de R$ 200    mil (40%) foram alocados na aquisi&ccedil;&atilde;o de materiais e equipamentos    para opera&ccedil;&atilde;o de campo (captura de roedores), R$ 150 mil (30%)    nas a&ccedil;&otilde;es de supervis&atilde;o e assessoria (di&aacute;rias e    passagens) e R$ 150 mil (30%) em atividades de capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o foram computados, aqui, os gastos    com os sal&aacute;rios dos trabalhadores das &aacute;reas envolvidas e os recursos    despendidos com a investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica dos casos;    nem os recursos externos, investidos em capacita&ccedil;&atilde;o para opera&ccedil;&otilde;es    de campo, fornecimento de ant&iacute;genos e reagentes para a realiza&ccedil;&atilde;o    das sorologias e outros insumos laboratoriais. Al&eacute;m dos recursos para    opera&ccedil;&otilde;es de campo realizadas em colabora&ccedil;&atilde;o com    outros servi&ccedil;os, os quais n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale ressaltar que as atividades de captura de    roedores, desenvolvidas nas opera&ccedil;&otilde;es de campo, sup&otilde;em    alto custo financeiro, em fun&ccedil;&atilde;o de necessitarem de equipamentos    especiais, muitos dos quais n&atilde;o s&atilde;o produzidos no pa&iacute;s    e necessitam ser importados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Discuss&atilde;o A s&iacute;ndrome cardiopulmonar    por hantav&iacute;rus, identificada em nosso pa&iacute;s em novembro de 1993,    &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa que apresenta alta taxa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    e alta taxa de letalidade, principalmente em pacientes que n&atilde;o recebem    tratamento precoce e adequado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a SCPH afete poucas pessoas, algumas vezes    em <i>cluster</i>, a sua ocorr&ecirc;ncia atrai a aten&ccedil;&atilde;o e causa    grande preocupa&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa antropozoonose tem v&aacute;rios aspectos    que merecem ser melhor conhecidos e a investiga&ccedil;&atilde;o de fatores    ecol&oacute;gicos e ambientais &eacute; de extrema necessidade para o maior    conhecimento sobre a doen&ccedil;a. Mills &amp; Childs indicam a import&acirc;ncia    da realiza&ccedil;&atilde;o de estudos de reservat&oacute;rios para uma melhor    compreens&atilde;o e resposta integrada de Sa&uacute;de P&uacute;blica &agrave;s    zoonoses emergentes.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o dos    atributos qualitativos do SVH mostram que o sistema &eacute; complexo e pouco    flex&iacute;vel, que suas fontes de notifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se    encontram bem definidas. Nesse aspecto, Hammann &amp; Laguardia referem que    a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica deve ser estruturada de modo flex&iacute;vel    e criativo como para contemplar outras fontes de dados, de acordo com o agravo    que se quer monitorar.<sup>20</sup> Ainda em rela&ccedil;&atilde;o aos atributos    qualitativos, observa-se que a ficha de coleta de dados &eacute; longa, a investiga&ccedil;&atilde;o    &eacute; feita por etapas e o percentual de campos incompletos &eacute; elevado.    A aceitabilidade do SVH &eacute; baixa, podendo ser medida pela baixa qualidade    dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere aos atributos quantitativos,    a sensibilidade e o valor preditivo positivo do sistema s&atilde;o baixos, uma    vez que o Sinan espec&iacute;fico dispunha apenas de casos confirmados e o Sinan    nacional continha um grande n&uacute;mero de casos n&atilde;o encerrados. O    SVH n&atilde;o &eacute; oportuno: em m&eacute;dia, um caso leva cerca de uma    semana para ser notificado, prazo considerado longo para a gravidade da doen&ccedil;a.    O sistema tem baixa representatividade, n&atilde;o permitindo conhecer a situa&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a na maioria dos Estados. O SVH &eacute; inst&aacute;vel, apresentando    falhas que v&atilde;o do processo de investiga&ccedil;&atilde;o ao encerramento    dos casos no banco de dados, al&eacute;m das v&aacute;rias interrup&ccedil;&otilde;es    correntes no Sinan, seja na alimenta&ccedil;&atilde;o, seja na operacionaliza&ccedil;&atilde;o.    Os diversos atributos que comp&otilde;em a avalia&ccedil;&atilde;o de um sistema    de vigil&acirc;ncia s&atilde;o interdependentes e o aprimoramento de um pode    influir em outro.<sup>21</sup> Sobre o caso aqui estudado, particularmente,    a melhora dos atributos, com toda certeza, trar&aacute; benef&iacute;cios para    o aprimoramento do SVH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Waldman, expressar se o sistema est&aacute;    alcan&ccedil;ando seus objetivos &eacute; fun&ccedil;&atilde;o do atributo <b>Utilidade</b>.<sup>22</sup>    Apesar de todas as limita&ccedil;&otilde;es, o SVH &eacute; de grande utilidade    para identificar subgrupos populacionais sob risco, apontando um perfil essencialmente    ocupacional dessa forma de hantavirose, relacionado ao desenvolvimento de atividades    t&iacute;picas de ambientes rurais. O sistema tamb&eacute;m &eacute; &uacute;til    para detectar casos e surtos da doen&ccedil;a, orientar medidas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle e produzir mudan&ccedil;as nas condutas de vigil&acirc;ncia e nas    pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas. Em depoimento espont&acirc;neo, um m&eacute;dico    de um hospital do interior do Estado do Paran&aacute; relatou: &quot;<i>No    in&iacute;cio, n&oacute;s jog&aacute;vamos l&iacute;quido nos pacientes. Depois    que recebemos o documento sobre hantav&iacute;rus da Secretaria Estadual de    Sa&uacute;de, mudamos a conduta, os pacientes n&atilde;o s&atilde;o mais encharcados...</i>&quot;    Garantir a utilidade do sistema &eacute; um desafio para a vigil&acirc;ncia    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, e, segundo Teutsch &amp; Thacker, representa    um ponto cr&iacute;tico do sistema;<sup>23</sup> e um desafio, claramente identificado    no SVH, em fun&ccedil;&atilde;o de sua multidisciplinaridade e complexidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Embora seja necess&aacute;rio um grande volume    de recursos financeiros, humanos e log&iacute;sticos para a opera&ccedil;&atilde;o    do sistema, especialmente nas atividades de vigil&acirc;ncia eco-epidemiol&oacute;gica,    esses recursos dever&atilde;o ser considerados &agrave; luz do alt&iacute;ssimo    custo socioecon&ocirc;mico gerado pela doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nos resultados desta avalia&ccedil;&atilde;o,    recomenda-se &agrave;s Secretarias de Estado e Municipais de Sa&uacute;de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) ado&ccedil;&atilde;o de uma postura pr&oacute;-ativa,    intensificando e/ou implementando as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    de hantav&iacute;rus, prioritariamente em Munic&iacute;pios onde a circula&ccedil;&atilde;o    do v&iacute;rus foi identificada, bem como em Munic&iacute;pios pr&oacute;ximos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais    de sa&uacute;de da rede b&aacute;sica e assistencial visando ao diagn&oacute;stico    de suspeita cl&iacute;nica e conseq&uuml;ente detec&ccedil;&atilde;o precoce    de casos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) defini&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    de refer&ecirc;ncia para o atendimento dos casos, assegurando uma aten&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dica apropriada e contribuindo para a redu&ccedil;&atilde;o da taxa    de letalidade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais    de sa&uacute;de no desenvolvimento das atividades de vigil&acirc;ncia, com enfoque    especial na melhora da investiga&ccedil;&atilde;o dos casos em todas as suas    etapas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e) identifica&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o    das fontes de refer&ecirc;ncia para a notifica&ccedil;&atilde;o de casos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">f) gerenciamento do processo de investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica de casos at&eacute; o seu completo encerramento no Sinan;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">g) divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    sobre a doen&ccedil;a entre a classe m&eacute;dica e os demais profissionais    da &aacute;rea da Sa&uacute;de; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">h) intensifica&ccedil;&atilde;o da divulga&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral,    buscando educ&aacute;-la sobre como evitar a doen&ccedil;a;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">i) utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados da vigil&acirc;ncia    no planejamento das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e controle    da SCPH; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">j) estabelecimento de pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle de casos, especialmente relacionadas com as ocorr&ecirc;ncias ocupacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;rio, igualmente, que t&eacute;cnicos    dos tr&ecirc;s n&iacute;veis do SNVE reflitam e discutam sobre o n&uacute;mero    de vari&aacute;veis que, realmente, necessitem ser registradas na ficha de investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica durante uma investiga&ccedil;&atilde;o de rotina, para    tornar o sistema mais simples e capaz de gerar informa&ccedil;&otilde;es efetivas    na tomada de decis&atilde;o e no planejamento, contribuindo para a maior e melhor    aceitabilidade do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns tipos de estudos espec&iacute;ficos deveriam    ser conduzidos, como: avalia&ccedil;&atilde;o da sensibilidade e do valor preditivo    positivo da defini&ccedil;&atilde;o de caso adotada pelo SVH; an&aacute;lises    socioespaciais e temporais associadas &agrave; ocorr&ecirc;ncia de casos; e    an&aacute;lises de fatores clim&aacute;ticos e ambientais associados ao aumento    da popula&ccedil;&atilde;o de roedores silvestres e sua din&acirc;mica no aumento    da ocorr&ecirc;ncia de casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A intensifica&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    do sistema de vigil&acirc;ncia de s&iacute;ndromes respirat&oacute;rias agudas    poderia contribuir para aumentar a sensibilidade e representatividade do sistema    de vigil&acirc;ncia de hantav&iacute;rus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma conclus&atilde;o deste estudo &eacute; de    que o SVH abrange atividades nas &aacute;reas de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,    vigil&acirc;ncia ambiental, diagn&oacute;stico laboratorial, vigil&acirc;ncia    sanit&aacute;ria e de sa&uacute;de do trabalhador, requerendo a participa&ccedil;&atilde;o    de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es e profissionais envolvidos com a    quest&atilde;o da vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">At&eacute; o final de 2002, o Brasil ocupava,    entre os pa&iacute;ses do continente americano, o 4<sup>o</sup> lugar em n&uacute;mero    de casos da SCPH. Em 2003, foram confirmados mais 81 casos, totalizando 335    casos confirmados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o demonstra que o SVH    encontra-se implantado em nosso pa&iacute;s de forma parcial. As informa&ccedil;&otilde;es    apontam para uma endemiza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a na maioria dos Estados    com casos confirmados, indicando a import&acirc;ncia da continuidade, intensifica&ccedil;&atilde;o    e aumento da cobertura do sistema de vigil&acirc;ncia de hantav&iacute;rus no    Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ao Dr. Mauro R. Elkhoury, &agrave; Dra. Rosely    Cerqueira Oliveira e &agrave; Dra. Maria de Lourdes Sim&otilde;es, da Coordena&ccedil;&atilde;o    de Vigil&acirc;ncia de Doen&ccedil;as Transmitidas por Vetores e Antropozoonozes    (Covev), do antigo Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi) da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (Funasa) &#8211; atual Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (SVS) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#8211;; ao Dr. Emanuel    Martins, da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de    P&uacute;blica (CGLAB)/Cenepi/Funasa; ao Dr Lu&iacute;s Eloy Pereira, da Coordena&ccedil;&atilde;o    de Trabalho de Campo do Instituto Adolfo Lutz; ao Dr. Pedro Fernando Vasconcelos,    Chefe do Setor de Arboviroses do Instituto Evandro Chagas (IEC)/SVS/MS; e &agrave;    Dra. Maria Margarita Urdaneta Gutierrez, da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral    de Desenvolvimento da Epidemiologia em Servi&ccedil;os (CGDEP)/SVS/MS, pelas    sugest&otilde;es e esclarecimentos prestados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud.    Hantavirus en las Am&eacute;ricas: guia para el tratamiento, la prevenci&oacute;n    y el control. Washington, D.C.: OPS; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Robert ES. A Midcourse assessment of Hantavirus    Pulmonary Syndrome. Emerging Infectious Diseases 1999;5(1).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Figueredo LTM, Foster AS, Fulhorst C, Rodrigues    SEM, Koster F, colaboradores. Contribui&ccedil;&atilde;o ao conhecimento sobre    a hantavirose no Brasil. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000 jul./set.;9(3):167-178.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia: Funasa; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Da Silva MV, Vasconcelos MJ, Hidalgo NTR,    Veiga APR, Canazian M, Marotto PCF, colaboradores. Hantavirus Pulmonary Syndrome:    report of the first three cases in S&atilde;o Paulo, Brazil. Revista do Instituto    de Medicina Tropical de S&atilde;o Paulo 1997;39:231-234.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud.    Enfermedades causadas por virus Hanta. Evoluci&oacute;n de casos de S&iacute;ndrome    Pulmonar por Hantavirus (SPH) &#91;monograf&iacute;a en la Internet&#93; Washington:    OPS &#91;ace-sado el 20 de nov. de 2003, para informaciones de 1993 a 2002]. Disponible    en: <a href="http://www.paho.org" target="_blank">http: //www.paho.org</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diretrizes    para a implementa&ccedil;&atilde;o do Sistema de Vigil&acirc;ncia de Hantav&iacute;rus    no Brasil. Bras&iacute;lia: MS; No prelo 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Souza LTM. Hantavirus: a public health problem    in Brazil. In: Resumos do 10th National Meeting of Virology and 2nd Mercosul    Meeting of Virology; 1999. Curitiba; 1999. p. 47.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Ger&ecirc;ncia T&eacute;cnica do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o. Sinan vers&atilde;o    4.0 para Windows. Bras&iacute;lia: MS.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Romaguerra RA, German RR, Klaucke D. In:    Teutsch SM, Churchill RE. Principles and practice of public health surveillance.    2nd ed. New York: Oxford University Press; 2000. p.176-193.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Diretrizes para a avalia&ccedil;&atilde;o    de sistemas de vigil&acirc;ncia. Morbidity and Mortality Weekly Report 1998    May 6;37(supl S-5):1-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Center for Diseases Control and Prevention.    Updated guidelines for evaluating public health surveillance systems: recommendations    from the guidelines working group. Morbidity and Mortality Weekly Report 2001;50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    Executiva. Departamento de Inform&aacute;tica do SUS. Tabwin vers&atilde;o 2.2    Tab para Windows. Bras&iacute;lia: MS.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Center for Diseases Control and Prevention.    Division of Public Health Surveillance and Informatics. Epi Info vers&atilde;o    6.04d. Atlanta: CDC.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Langmuir, AD. The Surveillance of communicable    diseases of national importance. New England Journal of Medicine 1963;268:182-192.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Decreto n. 4.726 de 9 de junho de 2003. Cria a Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p.12-21,    10 jun. 2003. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Boletim Epidemiol&oacute;gico Eletr&ocirc;nico    &#91;Peri&oacute;dico na Internet&#93; 2(3) &#91;acessado em 24 de mar. 2004, para    informa&ccedil;&otilde;es de jan. 2002&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.gov.br/svs/pub" target="_blank">http://www.saude.gov.br/svs/pub</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. I Semin&aacute;rio Nacional de Hantaviroses    e Zoonoses Emergentes. Mesa Redonda. Relato de casos cl&iacute;nicos. Bras&iacute;lia,    25 de outubro de 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Mills JN, Childs JE. Ecologic Studies of    Rodent Reservoirs: their relevance for human health. Emerging Infectious Diseases    1998;4:529-537.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Hamman EM, Laguardia J. Reflex&otilde;es    sobre a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica: mais al&eacute;m da notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000 jul./set.;9(3):211-219.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Tacker SB, Parrish RG, Trowbridge FL. A Method    for evaluating of epidemiological surveillance. World Health Stat Q 1988;41:11-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Waldman EA. Usos da vigil&acirc;ncia e da    monitoriza&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de p&uacute;blica. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 1998;VII(3):7-26.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Teutsch SM, Tacker SB. Planning a Surveillance    System Epidemiological. Bulletin of the Pan American Health Organization 1995;16(1):1-7.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/seta.gif"border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios,    <br>   Bloco G, Sala 125,    <br>   Bras&iacute;lia-DF.    <br>   CEP: 70058-900    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:elizabeth.david@saude.gov.br">elizabeth.david@saude.gov.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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