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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tétano acidental no Estado de Santa Catarina, Brasil: aspectos epidemiológicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study is to describe the epidemiological profile of non-neonatal tetanus (non-NNT) reported to the Secretary of Health of Santa Catarina State (SES/SC) from 1996 to 1999, identifying some variables associated with tetanus incidence and mortality. Data were collected from epidemiological investigation forms of cases notified to the Directorate of Epidemiological Surveillance/SES/SC through the Information System for Notifiable Diseases of the National Unified Health System (Sinan-SUS) during the 1996-1999 period. Various analyses were realized using Epi Info 6.0 software. The variables investigated included age, sex, occupation, area, health district, wound recognition, type of wound, place of wound, and outcome. Non-NNT in Santa Catarina State occurred in the study period showing a decreased incidence, however mortality was concentrated among individuals aged 50 years and over. Regarding other variables studied, a higher incidence of non-NNT was observed among males, except in persons aged 70 years and over, in which 64% of cases occurred in women. In terms of occupation, the highest incidence was observed among housewives, retired persons, and agriculturists. The authors recommend further studies to identify the impact of the tetanus vaccination campaign on the population aged 60 and over, and implementation of proper prevention and treatment of injuries, as well as restructuring the treatment units in order to lower non-NNT-related mortality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>T&eacute;tano acidental no Estado de Santa    Catarina, Brasil: aspectos epidemiol&oacute;gicos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Non-neonatal tetanus in Santa Catarina State,    Brazil: epidemiological aspects</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ilse Lisiane Viertel<sup>I</sup>; Luciana Amorim<sup>II</sup>; Udson    Piazza<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Universidade do Sul de Santa Catarina, Florian&oacute;polis-SC    <br> <sup>II</sup>Diretoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Secretaria de Estado da    Sa&uacute;de de Santa Catarina, Florian&oacute;polis-SC    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Cl&iacute;nica M&eacute;dica, Universidade Federal de Santa    Catarina, Florian&oacute;polis-SC</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho tem por objetivo descrever o perfil    epidemiol&oacute;gico dos casos de t&eacute;tano acidental notificados &agrave;    Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina (SES/SC) nos anos de    1996 a 1999, identificando algumas vari&aacute;veis associadas &agrave; incid&ecirc;ncia    e letalidade da doen&ccedil;a. Os dados coletados prov&ecirc;m das fichas de    investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica dos casos notificados &agrave;    Diretoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica/SES/SC pelo Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (Sinan-SUS), referentes aos casos de t&eacute;tano confirmados nos anos de 1996    a 1999. Foram realizadas an&aacute;lises univariadas com base no aplicativo    Epi Info 6.0 e nas seguintes vari&aacute;veis: idade; sexo; ocupa&ccedil;&atilde;o;    zona; regional de sa&uacute;de; conhecimento do ferimento; tipo de ferimento;    local do ferimento; e evolu&ccedil;&atilde;o do caso. Concluiu-se que o t&eacute;tano    acidental em Santa Catarina, no per&iacute;odo estudado, apresentou redu&ccedil;&atilde;o    nas taxas de incid&ecirc;ncia, embora a letalidade ainda se apresente com valores    bastante elevados para o Estado. Os &oacute;bitos concentram-se na popula&ccedil;&atilde;o    acima de 50 anos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras vari&aacute;veis    estudadas, foi poss&iacute;vel verificar que o t&eacute;tano acidental &eacute;    mais freq&uuml;ente nos homens, com exce&ccedil;&atilde;o da faixa et&aacute;ria    acima de 70 anos, onde 64% dos casos s&atilde;o de mulheres. A maior propor&ccedil;&atilde;o    dos casos registrados foi em &aacute;rea urbana, na sua maioria de agricultores,    aposentados e dom&eacute;sticas. Recomenda-se que novos estudos sejam realizados    para verificar o impacto da vacina&ccedil;&atilde;o contra o t&eacute;tano na    popula&ccedil;&atilde;o acima de 60 anos. Faz-se necess&aacute;rio, tamb&eacute;m,    implementar as medidas de preven&ccedil;&atilde;o e o atendimento p&oacute;s-ferimento,    bem como reestruturar as unidades de tratamento na perspectiva de diminuir a    letalidade pelo t&eacute;tano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> t&eacute;tano; vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica; indicadores.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The objective of this study is to describe the    epidemiological profile of non-neonatal tetanus (non-NNT) reported to the Secretary    of Health of Santa Catarina State (<i>SES/SC</i>) from 1996 to 1999, identifying    some variables associated with tetanus incidence and mortality. Data were collected    from epidemiological investigation forms of cases notified to the Directorate    of Epidemiological Surveillance/SES/SC through the Information System for Notifiable    Diseases of the National Unified Health System (<i>Sinan-SUS</i>) during the    1996-1999 period. Various analyses were realized using Epi Info 6.0 software.    The variables investigated included age, sex, occupation, area, health district,    wound recognition, type of wound, place of wound, and outcome. Non-NNT in Santa    Catarina State occurred in the study period showing a decreased incidence, however    mortality was concentrated among individuals aged 50 years and over. Regarding    other variables studied, a higher incidence of non-NNT was observed among males,    except in persons aged 70 years and over, in which 64% of cases occurred in    women. In terms of occupation, the highest incidence was observed among housewives,    retired persons, and agriculturists. The authors recommend further studies to    identify the impact of the tetanus vaccination campaign on the population aged    60 and over, and implementation of proper prevention and treatment of injuries,    as well as restructuring the treatment units in order to lower non-NNT-related    mortality.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> tetanus; epidemiological surveillance;    indicators; mortality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O t&eacute;tano &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa    aguda, n&atilde;o contagiosa, resultante do bin&ocirc;mio solu&ccedil;&atilde;o    de continuidade de pele/mucosa e contamina&ccedil;&atilde;o pelo bacilo <i>Clostridium    tetani</i>.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de ser uma doen&ccedil;a preven&iacute;vel,    satisfatoriamente, uma vez que se disp&otilde;e de uma vacina eficiente e barata,    continua a atingir e a matar adolescentes, adultos e, principalmente, idosos.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O t&eacute;tano caracteriza-se mais como doen&ccedil;a    relacionada a riscos ambientais e comportamentais do que como doen&ccedil;a    transmiss&iacute;vel; como tal, n&atilde;o se apresenta de forma epid&ecirc;mica    na comunidade, embora ainda seja uma causa importante de morbimortalidade na    maioria dos pa&iacute;ses do mundo em desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os primeiros registros sobre a incid&ecirc;ncia    do t&eacute;tano acidental encontrados na Diretoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina (Dive/SES/SC) datam    de 1975. Naquele ano, a incid&ecirc;ncia foi de 0,7 casos por 100.000 habitantes.    Desde ent&atilde;o, houve um crescimento na incid&ecirc;ncia apresentada, chegando,    em 1983, a 3,2 casos por 100.000 habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s 1983, esse &iacute;ndice vem diminuindo,    chegando a 0,5 por 100.000 no ano de 1999. Apesar da evidente redu&ccedil;&atilde;o,    essas taxas ainda podem ser consideradas altas, quando comparadas com as de    pa&iacute;ses como os Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), que apresentaram    uma taxa de 0,015 por 100.000 habitantes no per&iacute;odo de 1995-1997.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; letalidade, estudo sobre o t&eacute;tano    no Brasil observou um aumento no respectivo percentual, que passou de 24,9%,    em 1980, para 32,5% em 1991.<sup>3</sup> Os autores do mesmo estudo apresentam    coeficientes de mortalidade espec&iacute;fica para o t&eacute;tano de 0,4/100.000/ano,    alcan&ccedil;ando, assim, o n&iacute;vel-padr&atilde;o estabelecido pelo Plano    Decenal de Sa&uacute;de para as Am&eacute;ricas, que estipulou, como meta, a    redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade por t&eacute;tano a n&iacute;veis de 0,5    &oacute;bitos/100.000 habitantes/ano.<sup>5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O controle do t&eacute;tano implica a manuten&ccedil;&atilde;o    do esquema vacinal atualizado durante toda a exist&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo.    Entretanto, a vacina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o inclui adolescentes e adultos    nos esquemas b&aacute;sicos e refor&ccedil;os indispens&aacute;veis que s&atilde;o    recomendados pelo Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es, do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (PNI/MS).<sup>2</sup> As dificuldades encontradas na vacina&ccedil;&atilde;o    de adultos levam a constantes reflex&otilde;es sobre as estrat&eacute;gias necess&aacute;rias    para que essa popula&ccedil;&atilde;o seja beneficiada e protegida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste trabalho &eacute; descrever    o perfil epidemiol&oacute;gico dos casos de t&eacute;tano acidental notificados    &agrave; Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina nos anos de    1996 a 1999, identificando algumas vari&aacute;veis associadas &agrave; incid&ecirc;ncia    e letalidade do t&eacute;tano.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram coletadas as informa&ccedil;&otilde;es    dos casos notificados &agrave; Dive/SES/SC pelo Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan), referentes aos casos de t&eacute;tano    confirmados nos anos de 1996 a 1999. Esse sistema caracteriza-se como de vigil&acirc;ncia    passiva, onde o diagn&oacute;stico &eacute;, eminentemente, cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gico.    N&atilde;o foram inclu&iacute;dos os casos de t&eacute;tano neonatal registrados    nesses anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utiliza-se, para defini&ccedil;&atilde;o de t&eacute;tano,    o conceito do Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, onde &eacute;    estabelecido que, clinicamente, o t&eacute;tano acidental se manifesta por &quot;<i>hipertonia    mantida dos m&uacute;sculos masseteres (trismo e riso sard&ocirc;nico) e dos    m&uacute;sculos do pesco&ccedil;o, contratura muscular generalizada (opist&oacute;tono),    rigidez muscular progressiva, atingindo os m&uacute;sculos reto-abdominais (abdome    em t&aacute;bua) e o diafragma, levando a insufici&ecirc;ncia respirat&oacute;ria    e crises de contratura, geralmente desencadeadas por est&iacute;mulos luminosos,    sonoros ou manipula&ccedil;&atilde;o do doente</i>&quot;.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram analisadas as seguintes vari&aacute;veis:    idade; sexo; ocupa&ccedil;&atilde;o; zona de resid&ecirc;ncia; conhecimento    do ferimento; tipo de ferimento; local do ferimento; e evolu&ccedil;&atilde;o    do caso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados populacionais utilizados s&atilde;o    estimativas realizadas pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O banco de dados foi constru&iacute;do com base    no aplicativo Epi Info, vers&atilde;o 6.04, desenvolvido pelos Centers for Diseases    Control and Prevention (CDC) dos EUA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise foi, predominantemente, descritiva.    Os n&uacute;meros da <a href="#tab4">Tabela 4</a> foram aplicados no STATCALC    (Epi Info), para comparar a evolu&ccedil;&atilde;o nos dois grupos et&aacute;rios    estabelecidos (n&iacute;vel de signific&acirc;ncia p&lt;0,05).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No decorrer dos anos de 1996 a 1999, foram notificados    e investigados 166 casos de t&eacute;tano acidental no Estado de Santa Catarina;    destes, dez foram descartados ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o e os 156    restantes considerados para an&aacute;lise, assim distribu&iacute;dos: 44 casos    em 1996; 39 casos em 1997; 40 casos em 1998; e 33 casos em 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta os coeficientes    de incid&ecirc;ncia e letalidade nos quatro anos analisados. A incid&ecirc;ncia    variou de 0,90/100.000 hab. (1996) a 0,63/100.000 hab. (1999); e a letalidade,    de 52% (1996) a 42% (1999).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> relaciona esses    coeficientes por sexo e faixa et&aacute;ria. A incid&ecirc;ncia total foi maior    para o sexo masculino, cuja faixa et&aacute;ria de maior incid&ecirc;ncia foi    a de 60 a 69 anos. Na faixa et&aacute;ria de 70 anos e mais, as mulheres apresentaram    maior risco de adoecer do que os homens, com uma taxa de 4,82 casos contra 3,51    casos por 100.000 habitantes, respectivamente.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> mostra que o n&uacute;mero    de homens acometidos foi superior (76,3% dos casos) ao de mulheres (23,7% dos    casos). O grupo et&aacute;rio com o maior percentual foi o de 30-39 anos (18,7%);    por&eacute;m, quando somadas as faixas et&aacute;rias maiores de 50 anos, estas    concentram 48,0% dos casos. Entre as mulheres, 16 casos (43,2%) est&atilde;o    acima de 70 anos. Ocorreram quatro casos em menores de 10 anos, sendo um deles    em menor de 5 anos. Para a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de t&eacute;tano    conforme grupo et&aacute;rio, eles foram agrupados em dois intervalos de classes.    O grupo que apresenta maior letalidade &eacute; o de 50 anos e mais, com uma    taxa de 60,0% (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As profiss&otilde;es das pessoas que adoeceram    por t&eacute;tano est&atilde;o descritas na <a href="#tab5">Tabela 5</a>. Entre    as ocupa&ccedil;&otilde;es que aparecem com maior freq&uuml;&ecirc;ncia encontra-se    o agricultor (30,9%), o aposentado (19,3%), a dom&eacute;stica (15,4%) e o pedreiro    (11,5%). Outras profiss&otilde;es somam 22,9% das ocupa&ccedil;&otilde;es. Nos    26 casos restantes, o campo referente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    foi preenchido devidamente.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos casos notificados, 58,1% eram de &aacute;rea    urbana e 41,9% de &aacute;rea rural. Essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    foi encontrada em oito fichas analisadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando &eacute; avaliado o conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o    ao ferimento, 139 doentes (90,8%) identificaram 154 tipos de ferimentos como    prov&aacute;vel fonte de contamina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tipo de ferimento que ocorreu em maior n&uacute;mero    foi o punct&oacute;rio (<a href="#tab6">Tabela 6</a>), com 24,68% dos casos.    Um problema encontrado na an&aacute;lise dessa vari&aacute;vel &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o    do entrevistador; ferimentos punct&oacute;rios causados por espinho foram classificados    como &quot;Outros&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">&quot;Outros&quot;. Nas fichas preenchidas,    conforme demonstrado na <a href="#tab7">Tabela 7</a>, h&aacute; um predom&iacute;nio    de les&otilde;es localizadas nos p&eacute;s (48,1%).</font></p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a04t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O total de casos das tabelas s&atilde;o diferentes,    pois n&atilde;o foram considerados, para c&aacute;lculos de propor&ccedil;&atilde;o,    os campos da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica cuja informa&ccedil;&atilde;o    sobre a vari&aacute;vel em estudo era ignorada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados demonstraram que a incid&ecirc;ncia,    para os quatro anos estudados declinou de 0,90 por 100.000 habitantes, em 1996,    para 0,63 casos por 100.000 habitantes em 1999, tend&ecirc;ncia que vem sendo    observada em todo o pa&iacute;s, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.<sup>6</sup>    A letalidade, que declinou de 52,3% para 42,0% durante o mesmo per&iacute;odo,    continua a ser um indicador elevado para o Estado de Santa Catarina, quando    comparado com a de pa&iacute;ses desenvolvidos, onde se apresenta entre 10 e    17%.<sup>1</sup> O t&eacute;tano caracteriza-se, portanto, como um grande problema    de Sa&uacute;de P&uacute;blica: al&eacute;m de apresentar uma alta letalidade,    seu tratamento &eacute; de custo elevado e ocasiona grande sofrimento ao paciente.<sup>7,8</sup>    Essa situa&ccedil;&atilde;o requer a&ccedil;&otilde;es que garantam ampla prote&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o, mediante vacina&ccedil;&atilde;o e melhorias na    assist&ecirc;ncia m&eacute;dico-hospitalar. Segundo Ferreira, o custo m&eacute;dio    por paciente internado &eacute; de R$ 1.259,00, enquanto, no ano 2000, o valor    pago por dose de vacina antitet&acirc;nica conjugada com antidift&eacute;rica    foi de R$ 0,10.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como j&aacute; foi demonstrado nas tabelas <a href="#tab2">2</a>    e <a href="#tab3">3</a>, o grupo mais atingido quanto ao sexo foi o dos homens,    com 76,3% dos casos. A maior exposi&ccedil;&atilde;o masculina deve-se, possivelmente,    ao fato de os homens se encontrarem em maior n&uacute;mero no mercado de trabalho,    principalmente em atividades como a agricultura e a constru&ccedil;&atilde;o    civil. A intensifica&ccedil;&atilde;o da vacina&ccedil;&atilde;o de mulheres    em idade f&eacute;rtil pode ter contribu&iacute;do para que o grupo feminino    abaixo de 70 anos estivesse mais protegido.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, observamos    que as faixas et&aacute;rias a partir dos 50 anos foram as que apresentaram    as maiores incid&ecirc;ncias. Esse resultado vem reiterar o que j&aacute; foi    descrito em outros trabalhos, quando foi observado um deslocamento de faixa    de idade para grupos mais avan&ccedil;ados, principalmente em &aacute;reas urbanas.<sup>3,11,12</sup>    O risco acrescido desse grupo &eacute;, em parte, explicado pela imunidade protetora    mais baixa, pois os n&iacute;veis protetores de anticorpos contra o t&eacute;tano    declinam com a idade. Aos 70 anos, apenas 30% da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute;    protegida.<sup>4</sup> Pesquisa realizada no Reino Unido, onde 111 pessoas acima    de 65 anos foram estudadas, demonstrou que 50% delas tinham titula&ccedil;&atilde;o    de anticorpos insuficiente para garantir prote&ccedil;&atilde;o contra o t&eacute;tano.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso particular de Santa Catarina, a maior    propor&ccedil;&atilde;o de casos foi notificada em &aacute;rea urbana (58,1%),    contrariando a tend&ecirc;ncia de uma maior propor&ccedil;&atilde;o na zona    rural apresentada no trabalho de Lima.<sup>7</sup> Esse &eacute; um padr&atilde;o    mais caracter&iacute;stico de pa&iacute;ses desenvolvidos, com predom&iacute;nio    de faixas et&aacute;rias mais elevadas, conforme j&aacute; foi demonstrado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A letalidade no Estado variou de 52% a 42%, nos    quatro anos estudados. Quando analisada por faixa et&aacute;ria, a letalidade    mostrou-se maior entre o grupo et&aacute;rio a partir de 50 anos, alcan&ccedil;ando    uma taxa de 60%. Resultados semelhantes foram encontrados por Miranda-Filho    e colaboradores, em estudo realizado no Estado de Pernambuco.<sup>13</sup> O    risco de adoecer e morrer por t&eacute;tano em faixas et&aacute;rias mais avan&ccedil;adas    tamb&eacute;m foi demonstrado no estudo de Moraes &amp; Pedroso, que analisaram    a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do coeficiente de mortalidade por    t&eacute;tano no Brasil, entre 1980 e 1991.<sup>3</sup> Dos 201 casos de t&eacute;tano    que foram notificados ao National Notifiable Disease Surveillance System, dos    CDC/EUA, entre 1991 e 1994, mais de 50% ocorreram na popula&ccedil;&atilde;o    idosa (60 anos e mais), alcan&ccedil;ando uma letalidade de 54% naqueles com    mais de 80 anos.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados da <a href="#tab5">Tabela    5</a>, apesar das limita&ccedil;&otilde;es referentes ao preenchimento j&aacute;    registradas nos resultados, faz-se necess&aacute;rio comentar que as informa&ccedil;&otilde;es    referentes ao trabalho como &quot;agricultor&quot;, &quot;aposentado&quot; e    &quot;dom&eacute;stica&quot; somam 65,6% dos casos, repetindo os resultados    referentes ao estudo de 133 casos de t&eacute;tano realizado no Estado de S&atilde;o    Paulo, em 1989, onde essas tr&ecirc;s ocupa&ccedil;&otilde;es responderam por    69,2% dos casos.<sup>15</sup> Outro grupo que tamb&eacute;m merece ser ressaltado    &eacute; o de &quot;pedreiro&quot;, com 11,5%. S&atilde;o grupos para os quais    &eacute; mister repensar as estrat&eacute;gias de amplia&ccedil;&atilde;o das    coberturas vacinais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por iniciativa do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es,    foi desencadeada, a partir de 1999, a vacina&ccedil;&atilde;o contra o t&eacute;tano    em pessoas acima de 60 anos, associada com a vacina&ccedil;&atilde;o contra    a influenza. Essa medida dever&aacute; causar um impacto importante, a ser verificado    em estudos ulteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados quanto ao conhecimento da les&atilde;o    que ocasionou o t&eacute;tano demonstram que 90,8% dos indiv&iacute;duos sabiam    informar sobre o traumatismo sofrido, enquanto somente 9,2 desconheciam essa    informa&ccedil;&atilde;o, indicando a necessidade de um atendimento correto    p&oacute;s-ferimento, baseado em um bom preparo profissional para avaliar o    estado imunol&oacute;gico dos feridos.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como j&aacute; foi comentado nos Resultados deste    trabalho, a informa&ccedil;&atilde;o sobre o tipo de ferimento sofre um vi&eacute;s    decorrente da falta de preparo do investigador para a correta classifica&ccedil;&atilde;o,    impossibilitando uma an&aacute;lise desse dado. O local de ferimento com maior    propor&ccedil;&atilde;o registrada foi o p&eacute; (48,1%), o que &eacute; compat&iacute;vel    com o tipo de ferimento mais registrado (ferimento punct&oacute;rio, em 24,7%    dos casos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No grupo estudado, com refer&ecirc;ncia &agrave;    vacina&ccedil;&atilde;o, este estudo revela que 50,7% das fichas n&atilde;o    apresentam informa&ccedil;&atilde;o referente &agrave; hist&oacute;ria vacinal;    e 28,2% afirmam nunca terem sido vacinados. O desconhecimento da situa&ccedil;&atilde;o    vacinal &eacute; um dos maiores problemas que se enfrenta, quando se trata da    vacina&ccedil;&atilde;o de adultos, pois n&atilde;o &eacute; costume a preserva&ccedil;&atilde;o    pelo indiv&iacute;duo do seu comprovante de vacina&ccedil;&atilde;o. Contribuindo,    ainda mais, para esse empecilho, existe a falta de preparo e/ou interesse do    investigador na coleta desse dado ou, at&eacute; mesmo, a falta de preparo do    profissional de sa&uacute;de para a orienta&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o    da vacina ou do soro antitet&acirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar das limita&ccedil;&otilde;es decorrentes    dos dados coletados na ficha de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica,    acreditamos que este relato contribui para uma primeira descri&ccedil;&atilde;o    do problema no Estado de Santa Catarina, de grande import&acirc;ncia para a    Sa&uacute;de P&uacute;blica. Evidentemente, &eacute; preciso enfatizar a necessidade    da preven&ccedil;&atilde;o e do atendimento adequado p&oacute;s-ferimento, bem    como do tratamento dos doentes, na perspectiva de diminuir a letalidade para    n&iacute;veis aceit&aacute;veis, j&aacute; que existe um produto vacinal eficiente    e dispon&iacute;vel para toda a popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><a name="1"></a>1. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional    de Sa&uacute;de. Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><a name="2"></a>2. Amato Neto V, Pereira RTMC,    Silva EA, Joaquim LSS, Borges LHB. Um flanco desguarnecido na preven&ccedil;&atilde;o    imunit&aacute;ria do t&eacute;tano. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica    Brasileira 1995;41:311-312.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Moraes EN, Pedroso ERP. T&eacute;tano no Brasil:    doen&ccedil;a do idoso? Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical    2000;33:271-275.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Bardenheier B, Prevots R, Khetsuriani N, Wharton    M. Tetanus surveillance &#8211; United States, 1995-1997. CDC Surveillance Summaries    (July 3). MMWR 1998;47(SS-2).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Meneghel SN. Vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    do t&eacute;tano no Rio Grande do Sul, Brasil. Bolet&iacute;n de la Oficina    Sanitaria Panamericana 1988;105:139-150.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Carmo EH, Silva JB, Barreto ML. Mudan&ccedil;as    nos padr&otilde;es de morbimortalidade da popula&ccedil;&atilde;o brasileira:    os desafios para um novo s&eacute;culo. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    2003;12(2):63-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Lima VMSF, Garcia MTG, Resende MR, Nouer SA,    Campos EOM, Papaiordanou PMO, Silva LJ. T&eacute;tano acidental: an&aacute;lise    do perfil cl&iacute;nico e epidemiol&oacute;gico de casos internados em hospital    universit&aacute;rio. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32(2):166-171.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Brabek E, Kranke B, Stunzner D, Aberer W.    Epidemiologic data for tetanus prophylaxis. Assessment of the need for vaccination.    Wien Klin Wochenschr 1999;111(20);851-854.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Ferreira, DM. T&eacute;tano acidental &#8211;    um problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica de tratamento complexo e controle    vi&aacute;vel &#91;tese de mestrado&#93;. Goi&acirc;nia: Universidade Federal    de Goi&aacute;s; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Pagliuca LMF, Feitoza AR, Feij&atilde;o AR.    T&eacute;tano na popula&ccedil;&atilde;o geri&aacute;trica: problem&aacute;tica    da sa&uacute;de coletiva? Revista Latino-americana de Enfermagem 2001;9(6):69-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Reid PM, Brown D, Coni N, Sama A, Walters    M. Tetanus immunisation in the elderly population. J Accid Emerg Med. 1996;13(3):184-185.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Orengo JC, Garcia Y, Rodriguez A, Rull&aacute;n    J, Roper MH, Srivastava P, Murphy TV, Alvarado-Ramy F.T&eacute;tano &#8211;    Porto Rico, 2002. Morbidity and Mortality Weekly Report 2002;51(28).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Miranda-Filho DB, Ximenes RAA, Bernardino    SN, Escari&atilde;o AG. Identification of risk factors for death from tetanus    in Pernambuco, Brazil: a case-control study. Revista do Instituto de Medicina    Tropical de S&atilde;o Paulo 2000;42(6): 333-339.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Izurieta HS, Sutterrw, Strebel PM, Bardenheier    B, Prevots DR, Wharton M, Hadler SC. Tetanus surveillance &#8211; United States,    1991 &#8211; 1994. Morbidity and Mortality Weekly Report 1997;46:15-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Litvoc J, Leite RT, Katz G. Aspectos epidemiol&oacute;gicos    do t&eacute;tano no Estado de S&atilde;o Paulo (Brasil). Revista do Instituto    de Medicina Tropical de S&atilde;o Paulo 1991;33:477-484</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/seta.gif" border="0"></a><a name="end"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Rua Lauro Linhares, 635, apto. 401,    <br>   Trindade, Florian&oacute;polis-SC.    <br>   CEP: 88036-000    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:Luciana_dve@hotmail.com">Luciana_dve@hotmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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