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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Métodos de estimativa da mortalidade atribuível ao tabagismo: uma revisão da literatura]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Reliable estimates of smoking attributable mortality (SAM) are essential for planning, funding and implementing anti-smoking programs successfully. This study aims to describe methods for estimating SAM, searching Medline, Lilacs and Bireme/PAHO/WHO databases for papers on SAM published up to October 20, 2005, and analyzing the potential use of such methods in Brazil. Were found and analyzed seven methodological approaches for the estimation of SAM. The population attributable fraction method (PAF) was first discussed by Levin in 1953. The second method used was the excess mortality, and later an 'indirect method' that infers the prevalence of smoking by observing the excess rate of lung cancer mortality in the target population, as compared with an unexposed reference population. Estimates of SAM can also be done using physician reports on death certificates. Three different methods estimate SAM considering the effect of potential confounding factors. There is no systematic registering of tobacco use in death reports in Brazil and correction of possible confounding factors does not cause important differences in estimates obtained by the PAF. For this reason, methods which could be used in order to estimate smoking attributable mortality in this country are the PAF, and the indirect method to infer smoking prevalence from the excess mortality due to lung cancer.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO DE    REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>M&eacute;todos de estimativa da mortalidade    atribu&iacute;vel ao tabagismo: uma revis&atilde;o da literatura</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Methods for estimating smoking attributable    Mortality: a review</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Paulo C&eacute;sar Rodrigues Pinto Corr&ecirc;a<sup>I</sup>;    Sandhi Maria Barreto<sup>II</sup><a href="#nota"><sup>*</sup></a>; Val&eacute;ria    Maria de Azeredo Passos<sup>III</sup><a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Hospital Alberto Cavalcanti, Funda&ccedil;&atilde;o    Hospitalar do Estado de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Sa&uacute;de,    Governo do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil Faculdade de Medicina,    Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Medicina Preventiva e Social, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG,    Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Cl&iacute;nica M&eacute;dica, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG,    Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo    (MAT) &eacute; fundamental para estimar o impacto do tabagismo na mortalidade;    e para planejar, implementar e avaliar o impacto de programas para seu controle,    em uma cidade, Estado ou pa&iacute;s. O presente trabalho apresenta uma revis&atilde;o    dos m&eacute;todos de estimativa da MAT publicados at&eacute; 20 de outubro    de 2005 nas bases de dados Medline, Lilacs e Bireme/OPAS/OMS; e analisa o potencial    de seu uso no Brasil. Foram identificados sete m&eacute;todos. O primeiro m&eacute;todo    proposto foi o risco atribu&iacute;vel populacional (RAP), descrito por Levin    em 1953. Outro m&eacute;todo foi o c&aacute;lculo do excesso de mortalidade,    sendo proposto, posteriormente, um m&eacute;todo semelhante, que n&atilde;o    usa dados de preval&ecirc;ncia do tabagismo mas estima-a de forma indireta.    A MAT tamb&eacute;m pode ser estimada a partir de declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bitos e mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s m&eacute;todos    diferentes de corre&ccedil;&atilde;o por poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o    que interferem no risco de morte por doen&ccedil;as associadas ao tabagismo.    No Brasil, n&atilde;o h&aacute; registro sistem&aacute;tico de uso de tabaco    nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos e a corre&ccedil;&atilde;o por    poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o n&atilde;o produz diferen&ccedil;as    importantes nas estimativas obtidas pelo m&eacute;todo RAP. Assim, os m&eacute;todos    que poderiam ser usados para estimar a MAT no pa&iacute;s seriam o pr&oacute;prio    m&eacute;todo RAP e o m&eacute;todo indireto de inferir a preval&ecirc;ncia    do tabagismo a partir do excesso de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> tabagismo e mortalidade;    mortalidade; risco atribu&iacute;vel; mortalidade atribu&iacute;vel.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Reliable estimates of smoking attributable mortality    (SAM) are essential for planning, funding and implementing anti-smoking programs    successfully. This study aims to describe methods for estimating SAM, searching    Medline, Lilacs and Bireme/PAHO/WHO databases for papers on SAM published up    to October 20, 2005, and analyzing the potential use of such methods in Brazil.    Were found and analyzed seven methodological approaches for the estimation of    SAM. The population attributable fraction method (PAF) was first discussed by    Levin in 1953. The second method used was the excess mortality, and later an    'indirect method' that infers the prevalence of smoking by observing    the excess rate of lung cancer mortality in the target population, as compared    with an unexposed reference population. Estimates of SAM can also be done using    physician reports on death certificates. Three different methods estimate SAM    considering the effect of potential confounding factors. There is no systematic    registering of tobacco use in death reports in Brazil and correction of possible    confounding factors does not cause important differences in estimates obtained    by the PAF. For this reason, methods which could be used in order to estimate    smoking attributable mortality in this country are the PAF, and the indirect    method to infer smoking prevalence from the excess mortality due to lung cancer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> smoking and mortality; mortality;    attributable risk; attributable mortality.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O fumo causa 4,9 milh&otilde;es de mortes anuais    no mundo. Se as atuais tend&ecirc;ncias de expans&atilde;o de seu consumo forem    mantidas, esse n&uacute;mero chegar&aacute; a dez milh&otilde;es de mortes anuais,    por volta do ano 2030.<sup>1</sup> O tabagismo constitui fator de risco para dezenas de    doen&ccedil;as, entre elas as doen&ccedil;as cardiovasculares e diversos c&acirc;nceres.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais causas de mortalidade proporcional    por causas conhecidas no Brasil, em 2003, foram as doen&ccedil;as cardiovasculares    e as neoplasias, respons&aacute;veis, respectivamente, por 31% e 15% do total    desses &oacute;bitos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, as estimativas feitas para 2005 apontam    a ocorr&ecirc;ncia de 467.440 casos novos de c&acirc;ncer.<sup>5</sup> Segundo essas proje&ccedil;&otilde;es,    os tipos de c&acirc;ncer com maior incid&ecirc;ncia, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o    do c&acirc;ncer de pele n&atilde;o-melanoma, ser&atilde;o os de pr&oacute;stata    e pulm&atilde;o no sexo masculino, e de mama e colo do &uacute;tero no sexo    feminino, acompanhando a mesma tend&ecirc;ncia observada no mundo.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora potencialmente relevantes na defini&ccedil;&atilde;o    do perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e &#8211;    mais importante &#8211; por serem pass&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o,    os fatores de risco para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis    (DCNT) n&atilde;o v&ecirc;m sendo monitorados adequadamente no pa&iacute;s.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro para o Controle    do Tabaco (CQCT), primeiro tratado internacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    foi negociada entre os pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    da Sa&uacute;de (OMS) entre 1999 e 2003, tendo entrado em vigor em 27 de fevereiro    de 2006. Trata-se de um instrumento legal pelo qual os pa&iacute;ses signat&aacute;rios    se comprometem a implantar a&ccedil;&otilde;es integradas sobre as mais variadas    quest&otilde;es relacionadas ao controle do tabagismo no mundo, como regulamenta&ccedil;&atilde;o    ou banimento da publicidade, do patroc&iacute;nio e da promo&ccedil;&atilde;o    de produtos de tabaco, prote&ccedil;&atilde;o contra a exposi&ccedil;&atilde;o    &agrave; fuma&ccedil;a ambiental de tabaco, promo&ccedil;&atilde;o da cessa&ccedil;&atilde;o    do tabagismo, cria&ccedil;&atilde;o de alternativas para a fumicultura, impostos,    mercado ilegal de tabaco, etc. O Brasil, embora tenha sido o segundo pa&iacute;s    a assinar a Conven&ccedil;&atilde;o (16 de junho de 2003), foi o 100<sup>o</sup> pa&iacute;s    a ratific&aacute;-la (3 de novembro de 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seu pre&acirc;mbulo, a CQCT afirma que <i>&quot;a    ci&ecirc;ncia demonstrou de maneira inequ&iacute;voca que o consumo e a exposi&ccedil;&atilde;o    &agrave; fuma&ccedil;a do tabaco s&atilde;o causas de mortalidade, morbidade    e incapacidade e que as doen&ccedil;as relacionadas ao tabaco n&atilde;o se    revelam imediatamente ap&oacute;s o in&iacute;cio da exposi&ccedil;&atilde;o    &agrave; fuma&ccedil;a do tabaco e ao consumo de qualquer produto derivado do    tabaco&quot;</i>. Ainda a CQCT, em seu artigo 4, inciso 4, exp&otilde;e seus    princ&iacute;pios norteadores: <i>&quot;devem ser adotadas, no &acirc;mbito    nacional, regional e internacional, medidas e respostas multissetoriais integrais    para reduzir o consumo de todos os produtos de tabaco, com vistas a prevenir,    de conformidade com os princ&iacute;pios de sa&uacute;de p&uacute;blica, a incid&ecirc;ncia    das doen&ccedil;as, <b>da incapacidade prematura e da mortalidade associadas    ao consumo</b> e a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; fuma&ccedil;a do tabaco&quot;</i><sup>7</sup>    (destaque destes autores).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ficam claras as prescri&ccedil;&otilde;es do    tratado no sentido de que cada pa&iacute;s signat&aacute;rio estime o impacto    do tabagismo em suas respectivas popula&ccedil;&otilde;es, o que deve ser feito    periodicamente, a fim de se poder avaliar-acompanhar o impacto das medidas de    controle do tabagismo adotadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O Programa Nacional de Controle do Tabagismo,    desenvolvido pelo Instituto Nacional do C&acirc;ncer, do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de (Inca/MS) em parceria com as 27 Secretarias de Estado da Sa&uacute;de,    tem como objetivo reduzir o n&uacute;mero de mortes causadas pelo tabagismo    no pa&iacute;s, mediante a redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de fumantes    na popula&ccedil;&atilde;o brasileira.8<sup>8</sup> Para alcan&ccedil;&aacute;-lo, s&atilde;o    adotadas medidas destinadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da inicia&ccedil;&atilde;o    e a&ccedil;&otilde;es que objetivam aumentar o acesso da popula&ccedil;&atilde;o    fumante a m&eacute;todos eficazes de cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo.<sup>8</sup> Todo    profissional de sa&uacute;de que atua no n&iacute;vel da aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica deve estar preparado para fazer pelo menos uma abordagem breve    dos pacientes tabagistas, a qual dever&aacute; ser oferecida a todos os pacientes    fumantes atendidos por esse profissional.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados do &quot;Inqu&eacute;rito Domiciliar    sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doen&ccedil;as e Agravos    N&atilde;o Transmiss&iacute;veis&quot; est&atilde;o dispon&iacute;veis desde    maio-junho de 2004. Entre eles, a preval&ecirc;ncia do tabagismo no Brasil em    indiv&iacute;duos com 15 anos ou mais de idade, em 15 capitais brasileiras e    no Distrito Federal, em 2002-2003.<sup>10</sup> A preval&ecirc;ncia de tabagismo variou    de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas.<sup>10</sup> Os homens (16,9 a 28,2%) apresentaram    preval&ecirc;ncias mais elevadas do que as mulheres (10,0 a 22,9%), em todas    as capitais.<sup>10</sup> Em Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul, encontraram-se    as maiores propor&ccedil;&otilde;es de fumantes, tanto no sexo masculino quanto    no feminino, enquanto as menores foram observadas em Aracaju, capital do Estado    de Sergipe. O n&uacute;mero de fumantes foi maior entre as pessoas com menos    de oito anos de escolaridade, comparativamente, &agrave;quelas que referiram    oito ou mais anos de estudo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preval&ecirc;ncia    de experimenta&ccedil;&atilde;o e uso de cigarro entre jovens, de acordo com    o inqu&eacute;rito Vigescola, realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras,    nos anos de 2002 e 2003, a preval&ecirc;ncia da experimenta&ccedil;&atilde;o    variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, enquanto    a preval&ecirc;ncia de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo    masculino e de 9 a 24% no feminino.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as doen&ccedil;as associadas a um fator    de risco de natureza causal, como o tabagismo, a &quot;carga de doen&ccedil;a&quot;    atribu&iacute;vel a esse fator de risco pode ser estimada para uma determinada    popula&ccedil;&atilde;o, adotando-se m&eacute;todos epidemiol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diferentes estimativas podem ser feitas, como    mortalidade, morbidade, custos econ&ocirc;micos da doen&ccedil;a, anos potenciais    de vida perdidos por morte prematura &#91;<i>years of potential life lost</i>    (YPLL)&#93;, risco atribu&iacute;vel populacional &#91;<i>population attributable    risk</i> (PAR)&#93;, fra&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis ao tabagismo &#91;<i>smoking    attributable fractions</i> (SAF)&#93; e mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo    &#91;<i>smoking-attributable mortality</i> (SAM)&#93;.<SUP>12,13</SUP> A <a href="#fig1">Figura    1</a> define e detalha as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao c&aacute;lculo    dessas estimativas.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Risco atribu&iacute;vel</b> &eacute; definido    como a quantidade ou a propor&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia ou risco    da doen&ccedil;a que se pode atribuir a um determinado fator de exposi&ccedil;&atilde;o.    Para se falar em risco atribu&iacute;vel, a associa&ccedil;&atilde;o entre o    fator de risco e a doen&ccedil;a tem de ser de natureza causal<sup>14,15</sup>    e a elimina&ccedil;&atilde;o dessa exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode provocar    qualquer efeito na distribui&ccedil;&atilde;o de outros fatores de risco relevantes    para a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a na popula&ccedil;&atilde;o.<sup>14</sup>    Pode-se calcular o risco atribu&iacute;vel para indiv&iacute;duos expostos ao    tabagismo ou, ainda, para toda a popula&ccedil;&atilde;o &#8211; o que inclui    os expostos e n&atilde;o expostos ao tabagismo. O risco atribu&iacute;vel &eacute;    considerado um indicador do impacto: define o quanto a ocorr&ecirc;ncia de determinado    evento (por exemplo: infarto do mioc&aacute;rdio) &eacute; devida ao fator estudado    &#8211; no caso presente, o tabagismo e, por conseguinte, o potencial de eventos    preven&iacute;vel pela elimina&ccedil;&atilde;o desse agente.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o raras as situa&ccedil;&otilde;es em    que a exposi&ccedil;&atilde;o ao fator de risco &eacute; condi&ccedil;&atilde;o    tanto necess&aacute;ria (sem o fator, a doen&ccedil;a jamais se desenvolve)    quanto suficiente (na presen&ccedil;a do fator, a doen&ccedil;a sempre se desenvolve)    para causar uma doen&ccedil;a.<sup>13,16</sup> Como exemplo, h&aacute; a altera&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;tica autoss&ocirc;mica recessiva que leva &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    de uma hemoglobina anormal, causando a drepanocitose.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No que se refere ao tabagismo, em que a presen&ccedil;a    do fator de risco n&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria    e suficiente, a exposi&ccedil;&atilde;o a ele explica apenas uma fra&ccedil;&atilde;o    da taxa de incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a no grupo exposto. Ou seja, a incid&ecirc;ncia    de uma doen&ccedil;a no grupo exposto constitui-se da soma de dois componentes:    taxa de incid&ecirc;ncia n&atilde;o devida &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o    ao tabagismo + taxa de incid&ecirc;ncia devida exclusivamente &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o    ao fumo. O excesso da taxa de incid&ecirc;ncia entre os expostos ao fator de    risco ser&aacute; a taxa de incid&ecirc;ncia no grupo exposto menos a taxa de    incid&ecirc;ncia n&atilde;o devida &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o. Esse excesso    da taxa de incid&ecirc;ncia entre os expostos ao fator de risco &eacute; o que    se chama <b>risco atribu&iacute;vel no grupo exposto</b>. A propor&ccedil;&atilde;o    da incid&ecirc;ncia devida &agrave; associa&ccedil;&atilde;o com o fator de    risco em expostos &eacute; obtida dividindo-se o excesso da taxa de incid&ecirc;ncia    entre os expostos ao fator de risco pela taxa de incid&ecirc;ncia no grupo exposto.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O <b>risco atribu&iacute;vel na popula&ccedil;&atilde;o</b>    &eacute; obtido comparando- se o excesso de casos devido ao fator de risco com    o n&uacute;mero total de casos na popula&ccedil;&atilde;o; em outras palavras,    &eacute; a propor&ccedil;&atilde;o do total de casos devido ao fator de risco.    O risco atribu&iacute;vel populacional ser&aacute; um n&uacute;mero entre zero    e 1, ou entre zero e 100%: quanto maior &eacute; seu valor, maior &eacute; a    import&acirc;ncia do fator de risco para a ocorr&ecirc;ncia de uma dada doen&ccedil;a    e, portanto, para a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As express&otilde;es 'mortalidade atribu&iacute;vel    ao tabagismo' e 'mortalidade associada ao tabagismo' n&atilde;o s&atilde;o sin&ocirc;nimas.    A mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo representa as mortes causadas pelo    consumo de tabaco, enquanto a mortalidade associada ao tabagismo considera as    mortes causadas por doen&ccedil;as sabidamente associadas ao tabagismo. Dessa    forma, quando usamos a express&atilde;o <b>mortalidade atribu&iacute;vel ao    tabagismo (MAT)</b>, referimo-nos ao consumo de tabaco como causador das mortes,    enquanto a express&atilde;o 'mortalidade associada ao tabagismo' abarca todas    as mortes por doen&ccedil;as associadas ao tabagismo, um n&uacute;mero bem maior    que o calculado para a MAT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estimativa da mortalidade atribu&iacute;vel    ao fumo permite avaliar o efeito da depend&ecirc;ncia do tabaco na sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o. Ela &eacute; &uacute;til ao planejamento, financiamento    e implementac&atilde;o de programas de controle do tabagismo. Ap&oacute;s serem    feitas interven&ccedil;&otilde;es para a diminui&ccedil;&atilde;o do uso do    fumo, o c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo permite    avaliar o impacto das medidas adotadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), a    cada ano, ocorrem 440 mil mortes atribu&iacute;veis ao tabagismo.<sup>17,18</sup>    N&atilde;o h&aacute; estimativas da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo    no Brasil. Em 1989, a mortalidade associada ao tabagismo ativo no pa&iacute;s    foi estimada em 80 mil vidas por ano,<sup>19</sup> chegando a um n&uacute;mero    entre 80 e 100.000 &oacute;bitos anuais em 1996.<sup>20</sup> Acredita-se que    j&aacute; tenhamos atingido a cifra de 200 mil mortes anuais,<sup>21</sup> embora    a segunda edi&ccedil;&atilde;o do <i>Tobacco Control Country Profiles</i> tenha    apresentado estimativas ainda mais elevadas para o pa&iacute;s, de 376.431 mortes    de brasileiros associadas ao tabagismo no ano de 1995.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo apresenta uma revis&atilde;o dos    m&eacute;todos propostos para o c&aacute;lculo da MAT e discute a import&acirc;ncia    do uso desse indicador de impacto no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Esta &eacute; uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica    feita a partir de tr&ecirc;s bases de dados. Sobre as bases Medline (compilada    da National Library of Medicine, dos EUA) e Lilacs (Literatura Latino-Americana    e do Caribe de Informa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de),    a pesquisa considerou artigos publicados at&eacute; 20 de outubro de 2005, limitados    a humanos, no idioma ingl&ecirc;s. Foram pesquisadas as palavras '<i>smoking</i>',    '<i>attributable</i>', '<i>risk</i>', '<i>methods</i>' e '<i>mortality</i>',    identificando-se 140 publica&ccedil;&otilde;es. A revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica    sobre a base de dados da Bireme (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informa&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de), da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de (OPAS)/OMS), a partir da pesquisa das palavras '<i>smoking</i>',    '<i>attributable</i>' e '<i>mortality</i>', permitiu identificar 11 refer&ecirc;ncias.    Os resumos dos artigos identificados nas bases de dados citadas foram lidos    de forma a reconhecer os m&eacute;todos propostos, usados ou discutidos para    o c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo. Quando a leitura    dos resumos n&atilde;o era suficiente para essa identifica&ccedil;&atilde;o,    acessava-se o artigo completo e consultava-se o texto integral da se&ccedil;&atilde;o    de materiais e m&eacute;todos. As refer&ecirc;ncias citadas nessas publica&ccedil;&otilde;es    sobre mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo tamb&eacute;m foram obtidas    e consultadas na &iacute;ntegra. Foram exclu&iacute;dos os estudos em que o    c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo fosse realizado    mediante seguimento de coortes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os m&eacute;todos descritos nos artigos selecionados    foram analisados procurando-se identificar as vantagens de seu uso no Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram identificados sete m&eacute;todos para    calcular a mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo &#8211; MAT &#8211;, a    saber: (1) estimativa do excesso de mortalidade; (2) m&eacute;todo indireto    de inferir a preval&ecirc;ncia do tabagismo a partir do excesso de mortalidade    por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o; (3) c&aacute;lculo do risco atribu&iacute;vel    populacional (RAP); (4) estimativa do risco atribu&iacute;vel populacional com    riscos relativos obtidos de dois estudos combinados e ajustados para idade,    renda e consumo de &aacute;lcool; (5) modelo das fra&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis    espec&iacute;ficas por causa e ajustadas por idade e fatores de confus&atilde;o;    (6) modelo ajustado por fatores comportamentais e demogr&aacute;ficos al&eacute;m    da idade e sexo; e (7) c&aacute;lculo feito a partir de declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>1) Estimativa do excesso de mortalidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1981, dois epidemiologistas ingleses, Richard    Doll e Richard Peto, publicaram um relat&oacute;rio<sup>23</sup> no qual usaram    a diferen&ccedil;a de risco para estimar as mortes por c&acirc;ncer atribu&iacute;veis    ao tabagismo nos EUA, a partir de dados obtidos do &quot;Cancer Prevention Study    I&quot; (CPS I). Esse estudo prospectivo de mortalidade, conduzido pela American    Cancer Society no per&iacute;odo de 1959 a 1972, considerou cerca de um milh&atilde;o    de adultos de ambos os sexos e forneceu as taxas de mortalidade para c&acirc;nceres    e outras causas importantes de mortalidade para pessoas que nunca fumaram; ent&atilde;o,    essas taxas foram usadas para calcular o excesso de morte esperado entre os    fumantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero de mortes em excesso por c&acirc;ncer    atribu&iacute;vel ao tabagismo foi calculado pela seguinte opera&ccedil;&atilde;o:    n&uacute;mero observado de mortes (<b>Obs</b>) para um diagn&oacute;stico espec&iacute;fico    (<b>d</b>) menos o n&uacute;mero de mortes esperadas (<b>Esp</b>) por aquela    mesma causa (<b>d</b>) se a popula&ccedil;&atilde;o sob risco tivesse a mesma    taxa de mortalidade dos n&atilde;o fumantes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>MAT<sub>(d)</sub> = n<sup>o</sup> Obs<sub>(d)</sub>    - n<sup>o</sup> Esp<sub>(d)</sub></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Onde: <b>MAT<sub>(d)</sub></b> &eacute; a mortalidade    atribu&iacute;vel ao tabagismo para uma doen&ccedil;a espec&iacute;fica <b>(d)</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores mostraram que seriam preditas cerca    de cinco a 20 mil mortes por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o nos EUA em 1978.    Ocorreram naquele ano, de fato, cerca de 95.000 mortes no pa&iacute;s norte-americano    causadas pela neoplasia pulmonar. Sua diferen&ccedil;a sobre a predi&ccedil;&atilde;o    dos autores (75.000 a 90.000 mortes) seria o excesso de mortes por c&acirc;ncer    de pulm&atilde;o atribu&iacute;vel ao tabaco.<sup>23</sup> Os autores aplicaram o mesmo    m&eacute;todo para outros tipos espec&iacute;ficos de c&acirc;ncer, obtendo    um total de 120 a 125 mil mortes em excesso por c&acirc;ncer devido ao tabagismo    nos EUA, em 1978, valor correspondente a cerca de 30% de todas as mortes por    c&acirc;ncer no pa&iacute;s naquele ano.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diferen&ccedil;a de risco tamb&eacute;m &eacute;    chamada de excesso de risco ou risco absoluto,<sup>24</sup> uma forma simples de expressar    risco atribu&iacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>2) M&eacute;todo indireto de inferir a preval&ecirc;ncia    do tabagismo a partir do excesso de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1992, Peto e colaboradores tiveram publicado    um artigo<sup>25</sup> em que estimaram a mortalidade por uso de tabaco em 31 pa&iacute;ses    desenvolvidos, usando um m&eacute;todo indireto de inferir a preval&ecirc;ncia    do tabagismo e dados do &quot;Cancer Prevention Study II&quot; (CPS II). Este    estudo, sobre uma coorte de aproximadamente 1.200.000 americanos, homens e mulheres,    arrolados em 1982, examinou o impacto dos fatores ambientais e comportamentais    na etiologia do c&acirc;ncer. Esse m&eacute;todo guarda alguma semelhan&ccedil;a    com o anteriormente descrito<sup>23</sup> mas constitui uma segunda metodologia para calcular    a MAT, como se poder&aacute; depreender da exposi&ccedil;&atilde;o a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para cada pa&iacute;s e determinado ano (ver    a seguir), os autores usaram as taxas nacionais de mortalidade dos anos de 1965,    1975 e 1985, entre as pessoas maiores de 35 anos de idade (subdivididas por    sexo e faixa et&aacute;ria, de cinco em cinco anos), por v&aacute;rias categorias    de doen&ccedil;as, e atribu&iacute;ram certa propor&ccedil;&atilde;o das mortes    por essas doen&ccedil;as ao uso do tabaco.<sup>25</sup> As propor&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis    variam de uma doen&ccedil;a para outra: as maiores, para os c&acirc;nceres de    pulm&atilde;o e c&acirc;nceres do sistema respirat&oacute;rio e digestivo superiores    (boca, faringe, laringe e es&ocirc;fago) e para a doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva    cr&ocirc;nica; as propor&ccedil;&otilde;es de valores intermedi&aacute;rios,    para doen&ccedil;a vascular; e zero, para cirrose, acidentes e viol&ecirc;ncia.    Essas propor&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis tamb&eacute;m variam com a    idade, sexo e pa&iacute;s, sendo maiores nas popula&ccedil;&otilde;es onde o    c&acirc;ncer de pulm&atilde;o &eacute; comum. Uma taxa elevada de c&acirc;ncer    de pulm&atilde;o em determinado pa&iacute;s indica n&atilde;o apenas que uma    grande parte de todas as mortes por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o &eacute; devida    ao tabagismo mas tamb&eacute;m, indiretamente, que uma expressiva propor&ccedil;&atilde;o    de todas as demais mortes naquele pa&iacute;s s&atilde;o devidas ao fumo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse m&eacute;todo requer alguma forma de &quot;calibra&ccedil;&atilde;o&quot;    da rela&ccedil;&atilde;o aproximada entre as taxas de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o    e as propor&ccedil;&otilde;es das outras doen&ccedil;as atribu&iacute;veis ao    uso de tabaco. Assim, tendo como refer&ecirc;ncia as taxas de mortalidade no    CPS II para c&acirc;ncer de pulm&atilde;o de pessoas que nunca fumaram,<sup>26</sup>    Peto e colaboradores calcularam o excesso de mortalidade absoluta espec&iacute;fica    por idade e sexo para c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em todos os pa&iacute;ses    desenvolvidos e usaram a taxa de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o observada nesses    pa&iacute;ses como um &iacute;ndice da exposi&ccedil;&atilde;o global da popula&ccedil;&atilde;o    ao tabagismo.<sup>25</sup> A taxa de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o foi usada    para estimar as propor&ccedil;&otilde;es de fumantes e n&atilde;o fumantes em    cada uma das popula&ccedil;&otilde;es estudadas. Ent&atilde;o, as estimativas    de risco relativo de outras doen&ccedil;as tabaco-associadas no CPS II, por    idade e sexo, foram calculadas levando-se em considera&ccedil;&atilde;o a estimativa    da preval&ecirc;ncia do tabagismo, com uma redu&ccedil;&atilde;o de 50% no excesso    de risco estimado das outras doen&ccedil;as causadas pelo fumo, de forma a produzir    estimativas conservadoras.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, mesmo sem a informa&ccedil;&atilde;o    &quot;direta&quot; sobre sua preval&ecirc;ncia, foi poss&iacute;vel estimar    que, nos pa&iacute;ses desenvolvidos estudados, as mortes anuais causadas pelo    tabagismo foram de 900.000 em 1965, 1.300.000 em 1975 e 1.700.000 em 1985; e,    por extrapola&ccedil;&atilde;o, estimadas em 2.100.000 para o ano de 1995, mais    de 20% das mortes na popula&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses desenvolvidos.    Outro resultado apresentado pelos autores foi a predi&ccedil;&atilde;o de que    em 1995, o tabagismo causaria cerca de 30% de todas as mortes ocorridas entre    35 e 69 anos de idade (mortes prematuras).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>3) C&aacute;lculo do risco atribu&iacute;vel    populacional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O c&aacute;lculo do risco atribu&iacute;vel    populacional &#8211; RAP &#8211;, descrito por Morton Levin em 1953,<sup>27</sup> foi a    primeira abordagem para estimar a MAT e ainda &eacute; o m&eacute;todo mais    comumente usado. Originalmente, o autor aplicou seu pr&oacute;prio m&eacute;todo,    algumas vezes chamado de 'risco atribu&iacute;vel de Levin', para    descrever a carga de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o devida ao tabagismo &#8211;    portanto, pass&iacute;vel de preven&ccedil;&atilde;o. Esse m&eacute;todo tamb&eacute;m    &eacute; chamado de fra&ccedil;&atilde;o etiol&oacute;gica<sup>28</sup> ou fra&ccedil;&atilde;o    atribu&iacute;vel.<sup>29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1950, foram publicados os primeiros estudos    epidemiol&oacute;gicos que associaram o tabagismo ao c&acirc;ncer de pulm&atilde;o.    Esses estudos eram do tipo caso-controle, comparando o tabagismo em pacientes    com c&acirc;ncer de pulm&atilde;o com controles fumantes de caracter&iacute;sticas    similares e sem c&acirc;ncer de pulm&atilde;o. Os mais proeminentes entre esses    estudos foram os conduzidos por Wynder &amp; Graham na Washington University,    St. Louis, Missouri, EUA,<sup>30</sup> Levin e colaboradores em Roswell Park,    Buffalo, EUA,<sup>31</sup> e Doll &amp; Hill em Londres, capital da Inglaterra.<sup>32</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para uma revis&atilde;o sobre como &eacute; estimado    o RAP, recomenda-se a leitura do US Surgeon General's Report 2004 (relat&oacute;rio).<sup>12</sup>    De forma resumida, o risco atribu&iacute;vel populacional &#8211; RAP &#8211;    depende do risco relativo (RR) de morte ou doen&ccedil;a devido ao fator de    risco especifico (exposi&ccedil;&atilde;o) e da preval&ecirc;ncia (P) do fator    de risco na popula&ccedil;&atilde;o inteira. A f&oacute;rmula para o RAP &eacute;:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a05f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Onde: <b>P</b> &eacute; a preval&ecirc;ncia da    exposi&ccedil;&atilde;o de interesse na popula&ccedil;&atilde;o de interesse    e <b>RR</b> &eacute; a medida de risco relativo utilizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O risco atribu&iacute;vel populacional tamb&eacute;m    pode ser expresso como porcentagem:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a05f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando os riscos relativos ou as taxas de exposi&ccedil;&atilde;o    variam com a idade, sexo ou outras vari&aacute;veis de estratifica&ccedil;&atilde;o,    estimativas dos casos atribu&iacute;veis para cada combina&ccedil;&atilde;o    de vari&aacute;veis podem ser feitas.<sup>33</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para estimar o n&uacute;mero de casos de uma    doen&ccedil;a (que ocorreu em determinado per&iacute;odo de tempo) atribu&iacute;veis    ao fator de risco, multiplicamos o n&uacute;mero total de casos daquela patologia    na popula&ccedil;&atilde;o de interesse no per&iacute;odo de tempo escolhido,    pelo RAP:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a05f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de mortalidade &#8211; mais acess&iacute;veis    e confi&aacute;veis do que as taxas de incid&ecirc;ncia &#8211; de uma doen&ccedil;a    costumam ser usadas para estimar as mortes atribu&iacute;veis em quest&atilde;o,    ao inv&eacute;s dos casos atribu&iacute;veis dessa patologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para cada doen&ccedil;a associada ao tabagismo,    multiplica- se o n&uacute;mero total de &oacute;bitos devidos a essa causa,    pelo RAP. A mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo &eacute; a soma dos produtos    &#8211; n&uacute;mero total de &oacute;bitos X RAP &#8211; para todas as doen&ccedil;as    tabaco-associadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seu artigo, Levin estimou entre 62 e 92% da    totalidade de casos de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em homens como atribu&iacute;veis    ao tabagismo.<sup>27</sup> O risco atribu&iacute;vel de Levin constitui a base    metodol&oacute;gica de um programa computacional desenvolvido nos EUA, na d&eacute;cada    de 1980, pelo Office of Smoking and Health e pelos Centers for Disease Control    and Prevention (CDC), para calcular a mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo.    O aplicativo em quest&atilde;o chama-se Smoking-Attributable Mortality, Morbidity,    and Economic Costs (SAMMEC) e inclui dois <i>softwares</i>: Adult SAMMEC; e    Maternal and Child Health (MCH).<sup>34</sup> O Adult SAMMEC fornece o c&aacute;lculo    da MAT, anos potenciais de vida perdidos por morte prematura (APVP) devida ao    tabagismo, gastos diretos com a sa&uacute;de e perdas de produtividade. J&aacute;    o MCH fornece a MAT para quatro doen&ccedil;as pedi&aacute;tricas associadas    ao tabagismo materno. A primeira vers&atilde;o do SAMMEC foi distribu&iacute;da    para os EUA pelo CDC, em 1987. Em 1991, foi desenvolvida e distribu&iacute;da    a segunda vers&atilde;o do programa (SAMMEC 2.0), na qual a metodologia usada    foi adaptada com o prop&oacute;sito de obter estimativas nacionais do impacto    das doen&ccedil;as atribu&iacute;veis ao tabagismo, para uso nos n&iacute;veis    municipal e estadual.<sup>35</sup> Essa segunda vers&atilde;o ainda foi atualizada    em 1992 (SAMMEC 2.1), antes de se produzir a terceira vers&atilde;o do <i>software</i>,    lan&ccedil;ada em 1996.<sup>36</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>4) Estimativa do RAP com riscos relativos    obtidos de dois estudos combinados e ajustados para idade, renda e consumo de    &aacute;lcool</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma quest&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s estimativas de RAP, levantada por pesquisadores de ci&ecirc;ncias    da computa&ccedil;&atilde;o da Universidade Canadense Simon Fraser, seria o    potencial efeito de confus&atilde;o devido a diferen&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o    da exposi&ccedil;&atilde;o a outros fatores de risco no grupo de fumantes.<sup>37</sup>    Os autores haviam publicado um artigo em que usavam dados combinados de dois    estudos americanos para estimar o risco relativo de doen&ccedil;as associadas    ao tabagismo: o &quot;National Mortality Follow-back Survey&quot; (NMFS),    amostra representativa dos &oacute;bitos de pessoas de 25 ou mais anos de idade,    realizado em 1986; e o &quot;National Health Interview Survey&quot; (NHIS),    reunindo informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de uma amostra de domic&iacute;lios    dos EUA, conduzido em 1987.<sup>38</sup> Os riscos relativos obtidos foram, ent&atilde;o,    ajustados para idade, renda e consumo de &aacute;lcool.<sup>37</sup> O n&uacute;mero total    de mortes em excesso calculado pelo m&eacute;todo RAP (discutido no item 3 desta    revis&atilde;o), baseado no &quot;Cancer Prevention Study II&quot;, foi de    335.600 &#91;valor ao qual o US Department of Health and Human Services (EUA) acrescenta    55.000 &oacute;bitos por inc&ecirc;ndios associados ao tabagismo, resultando    um total de 390.000 mortes para o ano de 1985&#93;; quando baseado no NMFS/NHIS,    esse n&uacute;mero total de mortes em excesso, calculado pelo mesmo m&eacute;todo    RAP, totalizou 203.200.<sup>37</sup> No momento em que as estimativas de risco relativo    foram corrigidas pelos tr&ecirc;s fatores de confus&atilde;o citados, com base    no NMFS/NHIS haveria apenas 150.000 mortes em excesso devidas ao tabagismo &#8211;<sup>37</sup>    44% do total de 390.000 &oacute;bitos calculados e apresentados em relat&oacute;rio    de 1989, pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de americano.<sup>33</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>5) Modelo das fra&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis    espec&iacute;ficas por causa e ajustadas por idade e fatores de confus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O quinto m&eacute;todo de c&aacute;lculo da MAT    a ser descrito constitui-se de uma abordagem baseada em um modelo para estimar    o RAP, desenvolvida por Malarcher e colaboradores e publicada em 2000.<sup>39</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por esse modelo estat&iacute;stico, s&atilde;o    obtidas fra&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis espec&iacute;ficas por causa    e ajustadas por idade e fatores de confus&atilde;o (como a soma ponderada das    estimativas espec&iacute;ficas para a idade, a partir dos dados do CPS II),    com intervalo de confian&ccedil;a de 95% para essas estimativas. Os autores    expandiram a f&oacute;rmula b&aacute;sica do RAP, que passou a incluir ajustamento    para potenciais fatores de confus&atilde;o, incluindo educa&ccedil;&atilde;o,    consumo de &aacute;lcool, hipertens&atilde;o e diabetes.<sup>39</sup> O RAP    ajustado por idade e fatores de confus&atilde;o (<b>AFc</b>) &eacute; dado por:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a05f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Onde: &#961;<b><i>j</i></b> &eacute; a propor&ccedil;&atilde;o    de mortes na c&eacute;lula <b><i>j</i></b> definida pelo <i>status</i> de exposi&ccedil;&atilde;o    e confus&atilde;o (por exemplo: tabagismo X idade); e <img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a05f6.gif" border="0" align="absmiddle"><b> </b>&eacute; o risco relativo para os fumantes, comparado ao dos n&atilde;o fumantes,    ajustado para o(s) fator(es) de confus&atilde;o C (por exemplo: idade). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Malarcher e colaboradores usaram dados do estudo    de 1986 j&aacute; mencionado, o NMFS, para estimar os valores de &#961;<i>j</i>    levando em considera&ccedil;&atilde;o o desenho do inqu&eacute;rito.<sup>39</sup>    Os valores para o <i>Rj</i> foram estimados aplicando-se a regress&atilde;o    de Poisson a partir dos dados do CPS II.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estimativas obtidas com o modelo proposto    pelos autores foram muito semelhantes &agrave;s estimativas da MAT para os EUA    em que os riscos foram ajustados apenas para idade e sexo, como as produzidas    pelo <i>software</i> SAMMEC. O ajustamento pelo m&eacute;todo de Malarcher causou    um aumento de 2,5% na mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo, quando comparado    &agrave; estimativa feita pelo SAMMEC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>6) Modelo ajustado por fatores comportamentais    e demogr&aacute;ficos al&eacute;m da idade e sexo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Thun e colaboradores<sup>40</sup> tamb&eacute;m    adotaram uma abordagem baseada em um modelo, para avaliar as estimativas de    MAT a partir dos dados do CPS II, tanto COM quanto SEM ajustamento para poss&iacute;veis    fatores de confus&atilde;o, como educa&ccedil;&atilde;o, ocupa&ccedil;&atilde;o,    ra&ccedil;a, estado civil, consumo de &aacute;lcool, v&aacute;rios fatores diet&eacute;ticos,    &iacute;ndice de massa corporal e atividade f&iacute;sica, al&eacute;m de idade    e sexo. O modelo de riscos proporcionais de Cox foi usado pelos pesquisadores    com o objetivo de estimar a raz&atilde;o de risco (<i>hazard ratio</i>) para    diversas doen&ccedil;as em fumantes e ex-fumantes, sendo as mesmas comparadas    com as das pessoas que nunca haviam fumado, com ajuste para os fatores sociodemogr&aacute;ficos    citados. Os autores compararam as estimativas de MAT obtidas aplicando a raz&atilde;o    de risco de Cox ajustada com as estimativas feitas para os fumantes e ex-fumantes,    separadamente para homens e mulheres, ajustando apenas para a idade. A raz&atilde;o    de risco de Cox corresponde ao risco relativo (RR) no c&aacute;lculo do RAP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O ajustamento segundo esse modelo teve como efeito    uma redu&ccedil;&atilde;o de apenas 1,0% na mortalidade atribu&iacute;vel ao    tabagismo, em rela&ccedil;&atilde;o ao valor obtido pelo programa SAMMEC:<sup>40</sup>    diminuiu a MAT nos EUA de 401.109 para 396.741 &oacute;bitos/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>7) C&aacute;lculo feito a partir de declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Outro m&eacute;todo capaz de estimar o impacto    do tabagismo em popula&ccedil;&otilde;es dos Estados de um pa&iacute;s &eacute;    o uso dos dados de status tab&aacute;gico obtidos a partir de declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito. McAnulty e colaboradores buscaram determinar se haveria boa    concord&acirc;ncia entre as estimativas de mortalidade atribu&iacute;vel ao    tabagismo no Oregon, Estado dos EUA, para os anos de 1989 e 1990, produzidas    pelo programa SAMMEC, e os dados registrados pelos m&eacute;dicos, nas declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito (DO).<sup>41</sup> Os dados lan&ccedil;ados pelos m&eacute;dicos na DO    permitiram classificar como mortes atribu&iacute;veis ao tabagismo 97% das mortes    assim classificadas pelo SAMMEC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores do estudo chamaram a aten&ccedil;&atilde;o    para a possibilidade de o SAMMEC subestimar a mortalidade atribu&iacute;vel    ao tabagismo, uma vez que o programa apenas leva em considera&ccedil;&atilde;o    as causas de morte etiologicamente associadas ao uso de tabaco, deixando de    incluir na estimativa os &oacute;bitos em que o tabagismo contribuiu para a    morte.<sup>41</sup> Para estimar essas mortes, as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito    do Oregon e de alguns outros Estados dos EUA prop&otilde;em, no campo destinado    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias que possam ter contribu&iacute;do    para a morte,<sup>41</sup> a seguinte quest&atilde;o: 'O uso do tabaco contribuiu    para o &oacute;bito?' S&atilde;o apresentadas quatro respostas poss&iacute;veis:    'Sim'; 'Provavelmente'; 'N&atilde;o'; e    'Desconhecido'.<sup>41</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para verificar a comparabilidade dos dois sistemas    em um per&iacute;odo maior de tempo, o estudo de McAnulty foi reproduzido no    mesmo Estado do Oregon, entre 1989 e 1996.<sup>42</sup> Para esses oito anos,    observou-se, t&atilde;o-somente, uma diferen&ccedil;a de 61 mortes entre o n&uacute;mero    de &oacute;bitos atribu&iacute;veis ao tabagismo estimados pelo SAMMEC (42.778)    e o valor equivalente estimado pelos m&eacute;dicos (42.839).<sup>42</sup> As distribui&ccedil;&otilde;es    por idade e sexo da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo tamb&eacute;m    foram semelhantes, nos dois sistemas.<sup>42</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1993, o Texas apresentou-se como o quinto    Estado dos EUA a acrescentar, em seu atestado de &oacute;bito, a quest&atilde;o    sobre a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o do uso    de tabaco para a morte. Zevallos e colaboradores<sup>43</sup> compararam os relatos de    mortes para as quais o uso de tabaco foi um fator contribuidor, antes (1987    a 1992) e depois (1993 a 1998) da inclus&atilde;o dessa quest&atilde;o nos atestados    de &oacute;bito do Texas. Sua inclus&atilde;o aumentou significativamente o    relato pelos m&eacute;dicos da contribui&ccedil;&atilde;o do uso do tabaco para    a mortalidade. Al&eacute;m disso, em todo o per&iacute;odo estudado, observou-se    aumento &#8211; ano ap&oacute;s ano &#8211; no n&uacute;mero de casos relatados.<sup>43</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Epidemiologia tem quatro grandes usos nos    servi&ccedil;os de sa&uacute;de: estudos de situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de;    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica; estudos de investiga&ccedil;&atilde;o    causal; e avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, programas e tecnologias.<sup>44</sup>    As an&aacute;lises de situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de permitem o estabelecimento    das prioridades e estrat&eacute;gias setoriais, nos diferentes n&iacute;veis    de atua&ccedil;&atilde;o. A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica de doen&ccedil;as    cr&ocirc;nicas permite o acompanhamento das tend&ecirc;ncias desses agravos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tabagismo causa muitas patologias diferentes,    como v&aacute;rios tipos de c&acirc;ncer, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    e cardiovasculares, condi&ccedil;&otilde;es essas que contribuem, de forma expressiva,    para a mortalidade em nosso pais.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sete m&eacute;todos descritos na literatura    para calcular a mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo &#8211; MAT &#8211;    incluem tr&ecirc;s diferentes c&aacute;lculos, uma estimativa indireta e tr&ecirc;s    abordagens baseadas em modelos estat&iacute;sticos.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O c&aacute;lculo do excesso de mortalidade,<sup>23</sup>    discutido no item 1 dos Resultados desta revis&atilde;o, basicamente, assume    o pressuposto de que a compara&ccedil;&atilde;o entre fumantes e pessoas que    nunca fumaram n&atilde;o &eacute; afetada por fatores de confus&atilde;o.<sup>12</sup>    Assim, o excesso de mortalidade representa quantos casos seriam evit&aacute;veis    se determinado agente n&atilde;o estivesse presente na popula&ccedil;&atilde;o    de interesse.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O segundo m&eacute;todo descrito neste artigo,    proposto por Peto e colaboradores,<sup>25</sup> &eacute; dito indireto porque infere a    preval&ecirc;ncia do tabagismo a partir do excesso de mortalidade por c&acirc;ncer    de pulm&atilde;o, para ent&atilde;o fazer o c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel    a esse fator de risco. Pouco da incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o    est&aacute; associado a outros fatores que n&atilde;o o uso de tabaco,<sup>45</sup> sendo    a dura&ccedil;&atilde;o do uso do fumo muito mais importante do que a intensidade,    no processo causal.<sup>46,47</sup> Para a maioria dos desfechos associados ao tabagismo,    a carga de doen&ccedil;a no tempo atual &eacute; grandemente influenciada pela    exposi&ccedil;&atilde;o daquela popula&ccedil;&atilde;o ao fumo, no passado.    O uso do m&eacute;todo indireto de Peto e colab. evita o erro decorrente do    intervalo de tempo entre as mudan&ccedil;as de preval&ecirc;ncia do tabagismo    em uma determinada popula&ccedil;&atilde;o e a resultante mudan&ccedil;a na    doen&ccedil;a que constitui o desfecho estudado.<sup>23,48</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme foi dito na apresenta&ccedil;&atilde;o    do m&eacute;todo, a taxa de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o foi usada pelos autores<sup>25</sup>    para estimar a propor&ccedil;&atilde;o de fumantes e n&atilde;o fumantes na    popula&ccedil;&atilde;o. As estimativas de risco relativo de outras doen&ccedil;as    tabaco-associadas apresentadas no &quot;Cancer Prevention Study II&quot; foram    calculadas com base na estimativa da preval&ecirc;ncia do tabagismo: a redu&ccedil;&atilde;o    de 50% no excesso de risco estimado serviu para produzir estimativas conservadoras    do impacto relativo do tabagismo em diversas outras categorias diagn&oacute;sticas    (que n&atilde;o o c&acirc;ncer de pulm&atilde;o), por idade e sexo. Aplicando-se    essa raz&atilde;o de impacto do tabagismo, foi calculado o que se poderia chamar    de um RAP ajustado de outras doen&ccedil;as tabaco-associadas que n&atilde;o    o c&acirc;ncer de pulm&atilde;o, para obter a estimativa da MAT nos pa&iacute;ses    desenvolvidos. Mesmo para a maioria desses pa&iacute;ses, os resultados de grandes    estudos, nacionalmente representativos de tabagismo e mortalidade (como o &quot;Cancer    Prevention Study II&quot; &#8211; CPS II &#8211;, realizado nos EUA), ainda    n&atilde;o se encontravam dispon&iacute;veis &agrave; &eacute;poca de conclus&atilde;o    do manuscrito de Peto e colab., de forma a permitir-lhes calcular as propor&ccedil;&otilde;es    das mortes atribu&iacute;veis ao tabagismo para as principais causas de mortalidade.    A proposta metodol&oacute;gica desses autores traz a vantagem pr&aacute;tica    de requerer apenas as taxas de mortalidade especificas por idade e sexo, por    varias causas, geralmente dispon&iacute;veis, para calcular a MAT. Uma cr&iacute;tica    feita a essa metodologia foi a de que sua an&aacute;lise assumiu as taxas de    c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em n&atilde;o fumantes como sendo semelhantes    em todas as popula&ccedil;&otilde;es estudadas.<sup>12</sup> Sterling e colaboradores    escreveram uma carta ao peri&oacute;dico cient&iacute;fico <i>Lancet</i>, publicada    em 1992,<sup>49</sup> comentando o m&eacute;todo indireto proposto por Peto    e colab. Nessa carta, alegavam que as pessoas consideradas no estudo eram de    classes sociais acima da m&eacute;dia, portanto menos expostas ao consumo pesado    de &aacute;lcool e &agrave;s exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais e ambientais,<sup>49</sup>    condi&ccedil;&otilde;es estas que seriam respons&aacute;veis pelo expressivo    n&uacute;mero das mortes atribu&iacute;das pelos autores ao tabagismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao se aplicar o risco atribu&iacute;vel de Levin,    tamb&eacute;m chamado de m&eacute;todo RAP,<sup>27</sup> discutido no item 3,    assume-se que as estimativas de risco relativo obtidas de determinados estudos    epidemiol&oacute;gicos podem ser extrapoladas para a popula&ccedil;&atilde;o    sob investiga&ccedil;&atilde;o.<sup>33</sup> O risco atribu&iacute;vel de Levin    pode ser generalizado para os casos em que existam m&uacute;ltiplos n&iacute;veis    de exposi&ccedil;&atilde;o, m&uacute;ltiplos agentes causais, vari&aacute;veis    de confus&atilde;o ou estratifica&ccedil;&atilde;o ou, ainda, quando um agente    possa prevenir uma doen&ccedil;a.<sup>14,28</sup> &Eacute; importante ressaltar    que as estimativas da propor&ccedil;&atilde;o de fumantes e o risco relativo    associado ao tabagismo, necess&aacute;rios para calcular o risco atribu&iacute;vel    populacional, devem ser espec&iacute;ficos para os grupos et&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A metodologia do programa computacional SAMMEC    fundamenta-se, como j&aacute; foi mencionado, no c&aacute;lculo do RAP.<sup>34,35</sup>    O programa faz o c&aacute;lculo do RAP para homens e mulheres, separadamente,    e para faixas et&aacute;rias amplas (35 a 64 anos; e 65 ou mais anos), levando    em considera&ccedil;&atilde;o a variabilidade no risco e a exposi&ccedil;&atilde;o    de acordo com a idade e o sexo. O SAMMEC n&atilde;o ajusta as estimativas de    RAP de outros fatores de risco para as v&aacute;rias doen&ccedil;as tabaco-associadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m dos EUA, o <i>software</i> SAMMEC    2.0 (segunda vers&atilde;o do Adult Sammec) j&aacute; foi aplicado para estimar    o impacto do tabagismo sobre doen&ccedil;as em outros pa&iacute;ses, como a    Austr&aacute;lia<sup>35</sup> e o Canad&aacute;,<sup>50</sup> e em cidades como    Madrid, capital da Espanha.<sup>51</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A metodologia das fra&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis    calcula as mortes atribu&iacute;veis ao tabagismo usando dados de preval&ecirc;ncia    do fumo e dados de mortalidade para um mesmo ano. As mortes reais atribu&iacute;veis    ao tabagismo, entretanto, s&atilde;o o resultado de taxas maiores de tabagismo    nas d&eacute;cadas precedentes. Durante per&iacute;odos em que a preval&ecirc;ncia    do fumo diminui, como vem ocorrendo no Brasil, a metodologia das fra&ccedil;&otilde;es    atribu&iacute;veis tende a subestimar o n&uacute;mero de mortes causadas pelo    tabagismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra limita&ccedil;&atilde;o do SAMMEC para    o c&aacute;lculo de MAT no Brasil encontra-se no uso dos riscos relativos da    literatura, j&aacute; que o pa&iacute;s n&atilde;o disp&otilde;e de estudos    que tenham avaliado esses riscos para sua popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como fumantes e n&atilde;o fumantes podem diferir    em outros aspectos relevantes para o risco de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o,    o potencial efeito desses fatores de confus&atilde;o na estimativa do risco    atribu&iacute;vel ao tabagismo foi levado em considera&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios    m&eacute;todos para c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo.    Sterling e colaboradores propuseram, como passo inicial de seu m&eacute;todo,    apresentado no item 4 deste artigo, o uso de dois inqu&eacute;ritos para obter    os riscos relativos de doen&ccedil;as associadas ao tabagismo,<sup>38</sup> os quais foram    ent&atilde;o ajustados para idade, renda e consumo de &aacute;lcool.<sup>37</sup> Os estudos    adotados por esses autores foram: &quot;National Mortality Follow-back Survey&quot;    &#8211; NMFS &#8211;, amostra representativa dos &oacute;bitos de pessoas de    25 ou mais anos de idade, realizado em 1986; e &quot;National Health Interview    Survey&quot; &#8211; NHIS &#8211;, informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    de uma amostra de domic&iacute;lios dos EUA, desenvolvido em 1987.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora seja interessante como proposta, h&aacute;    v&aacute;rios problemas metodol&oacute;gicos nesse m&eacute;todo, objeto de    diversas cr&iacute;ticas presentes na literatura. &Agrave; luz da Epidemiologia,    as pessoas do estudo NHIS eram vivas em 1987 e, portanto, n&atilde;o poderiam    ser usadas como popula&ccedil;&atilde;o sob risco (denominador) para as mortes    que j&aacute; haviam ocorrido em 1986,<sup>52</sup> ainda que uma expressiva altera&ccedil;&atilde;o    dessa estimativa apenas viesse a ocorrer em decorr&ecirc;ncia de uma grande    mudan&ccedil;a no n&uacute;mero de &oacute;bitos ou h&aacute;bitos de vida da    popula&ccedil;&atilde;o, entre 1986 e 1987. Ademais, Siegel e colaboradores<sup>52</sup>    tamb&eacute;m chamaram a aten&ccedil;&atilde;o para os riscos relativos obtidos    por Sterling e colab., significativamente mais baixos do que os obtidos a partir    dos dados do CPS II<sup>45</sup> e inconsistentes com outros estudos realizados. <sup>53,54</sup>    Assim, os riscos relativos encontrados pelos autores do m&eacute;todo, para    doen&ccedil;a card&iacute;aca coron&aacute;ria (RR=0,83; IC<sub>95%</sub>: 0,70-0,99) e    doen&ccedil;a cerebrovascular (RR=0,72; IC<sub>95%</sub>: 0,53-0,97) em homens ex-fumantes    maiores de 65 anos de idade, foram significativamente menores do que 1,00, implicando    um efeito protetor do tabagismo pr&eacute;vio. Tal resultado &eacute; improv&aacute;vel    e inconsistente com o grande n&uacute;mero de evid&ecirc;ncias produzidas por    outros trabalhos: esses riscos, ap&oacute;s a cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo,    n&atilde;o se tornam menores do que os apresentados por pessoas que nunca fumaram.<sup>52,55</sup>    Ademais, o risco relativo encontrado em mulheres fumantes para c&acirc;ncer    de l&aacute;bio, oral e de faringe foi de 2,09,<sup>37</sup> com intervalo de confian&ccedil;a    t&atilde;o amplo que incluiu a unidade (IC<sub>95%</sub>: 0,61-7,13), outro achado inconsistente    com a literatura.<sup>33</sup> Sterling tinha um s&eacute;rio conflito de interesse: era    um estat&iacute;stico que havia sido listado como cientista consultor da ind&uacute;stria    do tabaco, em um memorando da empresa Philip Morris, datado de 1988;<sup>56</sup> e em    outros documentos internos da ind&uacute;stria do fumo, da qual recebia financiamento    para seus trabalhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O c&aacute;lculo proposto por Malarcher e colaboradores,    <sup>39</sup> apresentado no item 5, fornece uma estimativa da MAT ajustada    para caracter&iacute;sticas selecionadas que, potencialmente, constituiriam    fatores de confus&atilde;o. As estimativas obtidas por esse modelo foram muito    semelhantes &agrave;s apresentadas para os EUA que ajustaram os riscos apenas    para idade e sexo, como as produzidas pelo <i>software</i> SAMMEC.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No sexto m&eacute;todo aqui apresentado, Thun    e colaboradores, <sup>40</sup> a partir de outro modelo de risco ajustado para fatores    de confus&atilde;o, encontraram apenas pequenas diferen&ccedil;as nas estimativas    da MAT, comparativamente ao c&aacute;lculo em que os riscos e as exposi&ccedil;&otilde;es    foram ajustados apenas para o sexo e faixas et&aacute;rias mais amplas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No item 7, afinal, foram apresentadas as compara&ccedil;&otilde;es    das estimativas feitas usando o m&eacute;todo direto proposto por McAnulty e    colaboradores<sup>41</sup> e aquelas produzidas pelo m&eacute;todo do RAP. Seus resultados    foram muito parecidos. Esses autores consideram vantajosa a aplica&ccedil;&atilde;o    de sua metodologia, capaz de identificar tanto as doen&ccedil;as para as quais    o tabaco &eacute; um fator causal do &oacute;bito como aquelas em que seu uso    contribui para a morte.<sup>12,41</sup> No Brasil, contudo, essa metodologia n&atilde;o    &eacute; pass&iacute;vel de aplica&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o existe, em nosso    modelo nacional de declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito, a quest&atilde;o    que averigua se o uso do tabaco contribuiu para a morte. Aqui, o tabagismo pode    ser listado na Parte II do campo 49, em 'Outras condi&ccedil;&otilde;es    significativas que contribu&iacute;ram para a morte'; por&eacute;m, n&atilde;o    h&aacute;, entre n&oacute;s, a cultura de registro sistem&aacute;tico de uso    de tabaco e de outros fatores de risco, nem mesmo nas capitais brasileiras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando se utilizam dados de base populacional,    deve-se promover uma avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa e quantitativa dos    sistemas de informa&ccedil;&otilde;es que os produziram. Com respeito ao Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), a qualidade dos dados    pode ser avaliada por sua estrutura de mortalidade por causa, que reflete o    diagn&oacute;stico preciso e o correto preenchimento da declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito por parte dos m&eacute;dicos respons&aacute;veis e, igualmente,    a facilidade de acesso dos usu&aacute;rios aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    Dificuldades com rela&ccedil;&atilde;o a esses aspectos trazem, como conseq&uuml;&ecirc;ncia,    a classifica&ccedil;&atilde;o de determinado n&uacute;mero de &oacute;bitos    como atribu&iacute;dos a 'Causas desconhecidas ou mal-definidas'.    Em alguns Estados brasileiros, os &oacute;bitos por causas mal-definidas ocupam    lugar de destaque entre as principais causas de morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesses Estados, os dados do SIM subestimar&atilde;o,    certamente, a fra&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos atribu&iacute;vel ao tabagismo.    A avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa do SIM pode ser feita mediante an&aacute;lise    do sub-registro de &oacute;bitos. A &quot;Estat&iacute;stica do Registro Civil    de 2003&quot;, da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE), mostrou que, nos Estados de S&atilde;o Paulo, Rio    de Janeiro, Minas Gerais, Esp&iacute;rito Santo, Paran&aacute;, Santa Catarina,    Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, a cobertura dos    &oacute;bitos, particularmente de adultos, &eacute; confi&aacute;vel, sendo    desnecess&aacute;rio qualquer tipo de corre&ccedil;&atilde;o. <sup>57</sup> O sub-registro    de &oacute;bitos brasileiros naquele ano foi estimado em 18,5%, atingindo, nas    Regi&otilde;es Norte e Nordeste, cifras de 31,3% e 35,2%, respectivamente, em    contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais macrorregi&otilde;es brasileiras,    onde esses valores s&atilde;o consideravelmente inferiores: 6,4% na Regi&atilde;o    Sul; 9,5% na Sudeste; e 15,8% na Centro-Oeste.<sup>57</sup> O registro de um n&uacute;mero    de &oacute;bitos inferior ao que realmente ocorre interfere, obviamente, em    qualquer m&eacute;todo de c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel, subestimando    o real impacto do tabagismo na mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1994, Lopez e colaboradores tiveram publicado    um artigo em que propunham um modelo da pandemia do tabagismo,<sup>58</sup>    o qual se tornou cl&aacute;ssico na literatura de controle do tabaco. Eles apresentaram    um <i>continuum</i> de quatro est&aacute;gios, definidos por mudan&ccedil;as    em tr&ecirc;s vari&aacute;veis: preval&ecirc;ncia do tabagismo em adultos; consumo    de tabaco (quantidade fumada por adulto em determinado per&iacute;odo); e mortalidade    atribu&iacute;vel ao tabagismo.<sup>58</sup> Sua abordagem n&atilde;o s&oacute; &eacute;    &uacute;til &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do progresso da epidemia em    pa&iacute;ses como serve de ilustra&ccedil;&atilde;o para seu curso fatal e    prolongado, quando n&atilde;o interrompido por pol&iacute;ticas eficazes de    controle do tabagismo. De acordo com esse modelo conceitual, enquanto as na&ccedil;&otilde;es    da Europa Ocidental e da Am&eacute;rica do Norte j&aacute; se encontram no Est&aacute;gio    4 da epidemia do tabagismo, muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento est&atilde;o    apenas em seu in&iacute;cio.<sup>59</sup> As pol&iacute;ticas de controle do uso de tabaco    a serem desenvolvidas visariam (I) cessar o aumento na preval&ecirc;ncia do    tabagismo nos pa&iacute;ses em Est&aacute;gio 1, (II) evitar o aumento do tabagismo    entre mulheres nos pa&iacute;ses em Est&aacute;gio 2 e (III) acelerar o decl&iacute;nio    na preval&ecirc;ncia do tabagismo nos pa&iacute;ses classificados nos Est&aacute;gios    3 e 4.<sup>59</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estimativa da MAT no Brasil permitiria uma    melhor compreens&atilde;o da epidemia do uso do tabaco no pa&iacute;s e subsidiaria    a defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de controle do tabagismo, cuja    implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de efetividade seriam    priorizadas e estimuladas pelos diversos n&iacute;veis de gest&atilde;o do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antes da conclus&atilde;o desta revis&atilde;o    e suas recomenda&ccedil;&otilde;es, &eacute; mister lembrar que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) no Brasil, n&atilde;o h&aacute; registro sistem&aacute;tico    de uso de tabaco nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) os m&eacute;todos que levam em conta o potencial    efeito de confus&atilde;o, devido a diferen&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o    da exposi&ccedil;&atilde;o a outros fatores de risco no grupo de fumantes, produzem    estimativas muito semelhantes ao m&eacute;todo RAP com os riscos ajustados apenas    para idade e sexo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) o c&aacute;lculo do excesso de mortalidade    tem como pressuposto que a compara&ccedil;&atilde;o entre fumantes e pessoas    que nunca fumaram n&atilde;o &eacute; afetada por fatores de confus&atilde;o;    e</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">d) o m&eacute;todo indireto de inferir a preval&ecirc;ncia    do tabagismo a partir do excesso de mortalidade por c&acirc;ncer de pulm&atilde;o    permite estimar o excesso de risco de doen&ccedil;as tabaco-associadas por idade    e sexo, nas popula&ccedil;&otilde;es em que os riscos relativos dessas doen&ccedil;as    n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis, </font><font size="2" face="Verdana">Sendo    assim, os m&eacute;todos pass&iacute;veis de serem utilizados para estimar a    MAT no Brasil seriam o m&eacute;todo RAP e o m&eacute;todo indireto de inferir    a preval&ecirc;ncia do tabagismo a partir do excesso de mortalidade por c&acirc;ncer    de pulm&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A proposta de utiliza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo    RAP, mais de 50 anos ap&oacute;s sua publica&ccedil;&atilde;o, justifica-se    por duas raz&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- &eacute; o m&eacute;todo de calculo da MAT    mais usado em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde n&atilde;o se disp&otilde;e    de estudos que estimem o risco relativo para as popula&ccedil;&otilde;es; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- por ser uma ferramenta computacional dispon&iacute;vel    na Internet, para uso livre e gratuito, com ajuste dos riscos para idade e sexo,    o m&eacute;todo vem sendo aplicado para produzir estimativas da MAT em popula&ccedil;&otilde;es    de diversos pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como conclus&atilde;o deste trabalho, para o    c&aacute;lculo da mortalidade atribu&iacute;vel ao tabagismo no Brasil, estes    autores prop&otilde;em o uso do m&eacute;todo RAP ou risco atribu&iacute;vel    de Levin, base metodol&oacute;gica do programa SAMMEC.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Norbert Hirschhorn, colega em controle do    tabagismo, pela gentileza de ter obtido e encaminhado a estes autores, em formato    eletr&ocirc;nico, o artigo original de Levin de 1953, sem o qual n&atilde;o    seria poss&iacute;vel a elabora&ccedil;&atilde;o deste manuscrito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, pela    concess&atilde;o de bolsas de produtividade em pesquisa a Sandhi Maria Barreto    e Val&eacute;ria Maria de Azeredo Passos, para a disserta&ccedil;&atilde;o que    gerou este artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Preval&ecirc;ncia    de tabagismo no Brasil. Dados dos inqu&eacute;ritos epidemiol&oacute;gicos em    capitais brasileiras, 2004 &#91;monografia na Internet&#93;. Rio de Janeiro-RJ:    Inca. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/tabaco_inquerito_nacional_070504.pdf" target="_blank">bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/    tabaco_inquerito_nacional_070504.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Doll R. Uncovering the effects of smoking:    historical perspective. Statistical Methods in Medical Research 1998;7(2):87-117.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Corr&ecirc;a PCRP. Tabagismo, hipertens&atilde;o    e diabetes &#8211; reflex&otilde;es. Revista Brasileira de Cl&iacute;nica &amp;    Terap&ecirc;utica 2003;29(1):19-24.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan- Americana da Sa&uacute;de, Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    A vigil&acirc;ncia, o controle e a preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis: DCNT no contexto do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de brasileiro/Brasil. Bras&iacute;lia-DF: OPAS/OMS,    2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Incid&ecirc;ncia    de c&acirc;ncer no Brasil, estimativa 2005 &#91;monografia na Internet&#93;.    Rio de Janeiro: Inca. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inca.gov.br/vigilancia/docs/portugal2005/estimativa%202005.pdf" target="_blank">http://www.inca.gov.br/estimativa/2005/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Monteiro CA, Moura EC, Jaime PC, Lucca A,    Florindo AA, Figueiredo ICR, Bernal R, Silva NN. Monitoramento de fatores de    risco para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por entrevistas telef&ocirc;nicas.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;39(1):47-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Brasil. Decreto n. 5.658, de 2 de janeiro    de 2006. Promulga a Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro sobre Controle do Uso do    Tabaco, adotada pelos pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    da Sa&uacute;de em 21 de maio de 2003 e assinada pelo Brasil em 16 de junho    de 2003 &#91;legisla&ccedil;&atilde;o na Internet&#93;. Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia-DF, p.1, 3 jan. 2006. Se&ccedil;&atilde;o 1.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.mre.gov.br/dai/m_5658_2006.htm" target="_blank">http://www2.mre.gov.br/dai/m_5658_2006.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Programa    de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de C&acirc;ncer &#91;monografia    na Internet&#93;. Rio de Janeiro-RJ: Inca. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inca.gov.br/tabagismo/publicacoes/estrategias.pdf" target="_blank">http://www.inca.gov.br/tabagismo/    frameset.asp?item=programa&amp;link=estrategias.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Instituto Nacional de C&acirc;ncer. Abordagem    e tratamento do fumante - Consenso 2001 &#91;monografia na Internet&#93;. Rio    de Janeiro-RJ: Inca; 2001. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inca.gov.br/tabagismo/parar/tratamento_consenso.pdf" target="_blank">http://www.inca.gov.br/tabagismo/parar/tratamento_consenso.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Instituto Nacional    de C&acirc;ncer. Inqu&eacute;rito domiciliar sobre comportamentos de risco e    morbidade referida de doen&ccedil;as e agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis:    Brasil, 15 capitais e Distrito Federal, 2002-2003 &#91;monografia na Internet&#93;.    Rio de Janeiro- RJ: Inca; 2004. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.inca.gov.br/inquerito" target="_blank">    http://www.inca.gov.br/inquerito</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Vigil&acirc;ncia    de tabagismo em escolares (Vigescola): dados e fatos de 12 capitais brasileiras    &#91;monografia na Internet&#93;. Rio de Janeiro- RJ: Inca; 2004. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.inca.gov.br/vigescola/docs/vigescola_completo.pdf" target="_blank">http://www.inca.gov.br/vigescola/docs/vigescola_completo.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. US Surgeon General's Report 2004: the    Health Consequences of Smoking. Washington, D.C.: Department of Health and Human    Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic    Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Gordis L. More on risk: estimating the potencial    for prevention. In: Gordis L. Epidemiology. 2nd ed. Philadelphia: W.B.Saunders    Company; 2000. p. 172-179.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Walter SD. The estimation and interpretation    of attributable risk in health research. Biometrics 1976;32:829-849.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. 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Lopez AD, Collishaw NE, Piha T. A descriptive    model of the cigarette epidemic in developed countries. Tobacco Control 1994;3:242-247.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">59. Shafey O, Dolwick S, Guindon GE, editors.    Tobacco Control Country Profiles. 2nd. ed. Atlanta: American Cancer Society;    2003.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Universidade Federal de Minas Gerais,    <br>   Faculdade de Medicina,    <br>   Av. Alfredo Balena, 190, Sala 8013 B,    <br>   Belo Horizonte-MG, Brasil.    <br>   CEP: 30130-100    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:paulo.correa@actbr.org.br">paulo.correa@actbr.org.br</a>;    <a href="mailto:sbarreto@medicina.ufmg.br">sbarreto@medicina.ufmg.br</a>; <a href="mailto:vpassos@medicina.ufmg.br">vpassos@medicina.ufmg.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 23/06/2006    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aprovado em 20/09/2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a></sup>As pesquisadoras    Sandhi Maria Barreto e Val&eacute;ria Maria de Azeredo Passos s&atilde;o bolsistas    de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (CNPq/MCT    &#8211; processos n<sup>o</sup> 300908/95 e n<sup>o</sup> 300159/99-4).</font></p>      ]]></body><back>
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