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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados à sobrevida de pessoas vivendo com aids no Município de Blumenau, Estado de Santa Catarina, Brasil, 1997-2004]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study describes the characteristics of people living with aids in the Municipality of Blumenau, Sate of Santa Catarina, Brazil, and factors associated to their survival. It was evaluated people aged 13 years or more registered in the Notifiable Diseases Information System (Sinan) and the Mortality Information System (SIM) - booth coordinated by the Ministry of Health of Brazil -, diagnosed with HIV/aids, between 1997 and 2004. Data was described, and calculated the lethality rate. The risk of death was estimated using Cox proportional hazards model, and Kaplan-Meier survival curves for survival analysis. The authors observed 66.3% of males in 650 studied cases, 61.7% aged 30-49, 75.5% heterosexual, and 76.1% cases of low educational level. Lethality rate estimate was of 24.2%. The analysis of survival showed it lower between injection drug users, non-specialized health service clients, low educational level cases, and HIV diagnosed individuals with CD4+ T lymphocytes lower than 200. Multivariate analysis suggests low educational level and low counts of CD4+ lymphocytes predictors of less survival. It's recommended to improve specialized health care - and regular follow-up - of low educational level groups to get better survival.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[síndrome de imunodeficiência adquirida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Fatores associados &agrave;    sobrevida de pessoas vivendo com aids no Munic&iacute;pio de Blumenau, Estado    de Santa Catarina, Brasil, 1997-2004</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Survival of people Living with AIDS and associated    factors in the Municipality of Blumenau, State of Santa Catarina, Brazil, 1997-2004</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ernani Tiaraju de Santa Helena<sup>I</sup>; Mara L&uacute;cia    Mafra<sup>II</sup>; Maikelli Simes<sup>III</sup> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Medicina, Universidade    Regional de Blumenau-SC, Brasil. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Blumenau-SC,    Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Blumenau-SC, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Chapec&oacute;-SC, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Descreve-se o perfil das pessoas vivendo com    aids no Munic&iacute;pio de Blumenau, Estado de Santa Catarina, Brasil, e analisam-se    os poss&iacute;veis fatores associados a sua sobrevida. Estudaram-se pessoas    com 13 anos de idade e mais, registradas no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan) e no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) &#8211; ambos gerenciados pelo Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de &#8211;, e diagnosticadas com HIV/aids, entre 1997 e 2004. Os dados    foram descritos e calculou-se a taxa de letalidade. Utilizou-se o modelo de    Cox para predi&ccedil;&atilde;o de risco de &oacute;bito, e curvas de sobrevida    pela t&eacute;cnica de Kaplan-Meier para an&aacute;lise de sobrevida. Dos 650    casos estudados, 66,3% eram do sexo masculino, com idade entre os 30 e os 49    anos (61,7%), heterossexuais (75,5%) e de baixa escolaridade (76,1%). A taxa    de letalidade estimada foi de 24,2%. A an&aacute;lise de sobrevida mostrou que    ela foi menor entre os usu&aacute;rios de drogas, os atendidos em servi&ccedil;os    n&atilde;o especializados, os de baixa escolaridade e aqueles com contagem de    linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> menor que 200. A an&aacute;lise multivariada    apontou baixa escolaridade e baixo n&uacute;mero de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup>    como fatores associados a menor sobrevida. Recomenda-se a amplia&ccedil;&atilde;o    do acesso a cuidados especializados e o devido acompanhamento ambulatorial,    especialmente daqueles com baixa escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> s&iacute;ndrome de imunodefici&ecirc;ncia    adquirida; an&aacute;lise de sobrevida; escolaridade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study describes the characteristics of people    living with aids in the Municipality of Blumenau, Sate of Santa Catarina, Brazil,    and factors associated to their survival. It was evaluated people aged 13 years    or more registered in the Notifiable Diseases Information System (<i>Sinan</i>)    and the Mortality Information System (<i>SIM</i>) &#8211; booth coordinated    by the Ministry of Health of Brazil &#8211;, diagnosed with HIV/aids, between    1997 and 2004. Data was described, and calculated the lethality rate. The risk    of death was estimated using Cox proportional hazards model, and Kaplan-Meier    survival curves for survival analysis. The authors observed 66.3% of males in    650 studied cases, 61.7% aged 30-49, 75.5% heterosexual, and 76.1% cases of    low educational level. Lethality rate estimate was of 24.2%. The analysis of    survival showed it lower between injection drug users, non-specialized health    service clients, low educational level cases, and HIV diagnosed individuals    with CD4<sup>&#43;</sup> T lymphocytes lower than 200. Multivariate analysis    suggests low educational level and low counts of CD4<sup>&#43;</sup> lymphocytes    predictors of less survival. It's recommended to improve specialized health    care &#8211; and regular follow-up &#8211; of low educational level groups to    get better survival.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> acquired immunodeficiency syndrome;    survival analysis; educational status.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde o in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980,    at&eacute; dezembro de 2004, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de notificou 362.364    casos de aids no Brasil.<sup>1</sup> No Estado de Santa Catarina, foram 15.646    casos. Blumenau-SC ocupa o 49<sup>o</sup> lugar no <i>ranking</i> dos Munic&iacute;pios    brasileiros com maior n&uacute;mero de casos de aids: 1.082 notifica&ccedil;&otilde;es,    nesse per&iacute;odo.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo realizado em 18 cidades de sete Estados    do pa&iacute;s, representativas de um universo de 3.930 casos da doen&ccedil;a,    demonstrou um aumento substancial no tempo de sobrevida dessas pessoas, quando    comparado ao dos pacientes diagnosticados em 1996, em 1995 e na d&eacute;cada    de 1980.<sup>3</sup> A taxa de mortalidade por aids no pa&iacute;s apresenta tend&ecirc;ncia    de estabiliza&ccedil;&atilde;o desde 1999, com m&eacute;dia de 6,3 &oacute;bitos/100    mil habitantes nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos.<sup>1,4</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sobrevida das pessoas com aids tem sido relacionada    a fatores individuais, m&eacute;dico-assistenciais e sociais. Essa maior sobrevida    tamb&eacute;m &eacute; associada a faixas et&aacute;rias mais jovens, por&eacute;m    a import&acirc;ncia do sexo nessa associa&ccedil;&atilde;o permanece controversa.<sup>5-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O in&iacute;cio da terapia anti-retroviral a    partir de 1996 melhorou substancialmente o tempo de sobrevida e o quadro cl&iacute;nico-laboratorial,    al&eacute;m de reduzir interna&ccedil;&otilde;es das pessoas vivendo com HIV/aids.<sup>3,9-12</sup>    O acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &#8211; principalmente os de assist&ecirc;ncia    especializada &#8211; e a medicamentos, e dificuldades relativas &agrave; ades&atilde;o    ao tratamento ainda causam impacto negativo em sua sobrevida. S&atilde;o fatores,    inclusive, fortemente influenciados pela situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica    desses pacientes.<sup>5,8,9,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os determinantes socioecon&ocirc;micos podem    ser expressos pela escolaridade, ocupa&ccedil;&atilde;o, renda familiar e outros.    No Brasil, a maioria diagnosticada com aids no per&iacute;odo de 1980 a 2004,    fossem mulheres ou homens, contava apenas com o Ensino Fundamental.<sup>2</sup> Outros    estudos apontam para a pauperiza&ccedil;&atilde;o da epidemia, dificuldade de    acesso e, ademais, ressaltam a import&acirc;ncia da desigualdade social no efeito    da sobrevida.<sup>5,9,10,14-16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem por objetivos (i) descrever    o perfil das pessoas com aids diagnosticadas e notificadas em Blumenau-SC e    (ii) estudar os poss&iacute;veis fatores associados a sua sobrevida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram estudadas todas as pessoas com aids, de    13 anos de idade ou mais, diagnosticadas a partir de 1<sup>o</sup> de janeiro    de 1997 e notificadas pelo sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    at&eacute; 30 de setembro de 2004, residentes em Blumenau, Estado de Santa Catarina.    Os casos foram notificados por unidades de sa&uacute;de, p&uacute;blicas ou    privadas, definidos de acordo com crit&eacute;rios cl&iacute;nico-laboratoriais    determinados pelo Minist&eacute;rio.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os dados foram obtidos na base de dados    do Sistema de informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan), dispon&iacute;vel na Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Blumenau-SC.    A cada m&ecirc;s, esses dados s&atilde;o atualizados com os dados do Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) mediante os seguintes procedimentos:    as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO) coletadas junto a cart&oacute;rios,    funer&aacute;ria e hospitais mensalmente, s&atilde;o revisadas por funcion&aacute;rio    treinado pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de para sua codifica&ccedil;&atilde;o;    em caso de suspeita de &oacute;bito por aids ou patologia associada, ou ainda    febre de origem desconhecida (entre outras), envia-se c&oacute;pia da DO &agrave;    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica do Munic&iacute;pio, respons&aacute;vel    pela investiga&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;vel    caso de aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No estudo, foram utilizadas as vari&aacute;veis    dispon&iacute;veis na base de dados: 'sexo'; 'idade'; 'escolaridade'; 'ocupa&ccedil;&atilde;o';    'regi&otilde;es da cidade'; 'contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup>'; 'per&iacute;odo    do diagn&oacute;stico'; 'unidades de sa&uacute;de notificadoras'; 'categoria    de exposi&ccedil;&atilde;o'; e 'crit&eacute;rio diagn&oacute;stico'. Essas vari&aacute;veis    foram apresentadas em n&uacute;mero absoluto e em freq&uuml;&ecirc;ncia simples,    com intervalo de 95% de confian&ccedil;a (IC<sub>95%</sub>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o estudo dos &oacute;bitos, calculou-se    a taxa de letalidade: n&uacute;mero de &oacute;bitos pela doen&ccedil;a dividido    pelo total dos casos, multiplicado por cem. Para a idade e contagem de linf&oacute;citos    T CD4<sup>&#43;</sup>, foram calculadas a mediana, a m&eacute;dia e o respectivo desvio-padr&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na compara&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dias    de idade e contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> relativamente    &agrave;s vari&aacute;veis 'sexo', 'per&iacute;odo', 'categoria de exposi&ccedil;&atilde;o'    e evolu&ccedil;&atilde;o, utilizou-se a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de    vari&acirc;ncia com um fator, assumindo-se que as vari&acirc;ncias entre grupos    eram iguais; e utilizou-se a estat&iacute;stica F de Snedecor, para comparar    as m&eacute;dias entre grupos. Quando se obteve mais de dois grupos com m&eacute;dias    diferentes, aplicou-se o teste de Scheffe para identificar quais grupos eram    diferentes entre si; ou o Teste de Mann-Whitney para comparar m&eacute;dias,    quando o pressuposto de igualdade das vari&acirc;ncias entre grupos n&atilde;o    fosse respeitado.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise de sobrevida tomou como vari&aacute;vel    dependente a ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bito em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo.    Foram exclu&iacute;dos os casos de &oacute;bitos de pacientes ocorridos at&eacute;    30 dias do diagn&oacute;stico inicial, visando excluir os casos notificados    por &oacute;bito. Constitu&iacute;ram-se curvas de sobrevida para as vari&aacute;veis    pelo m&eacute;todo de Kaplan-Meier; na compara&ccedil;&atilde;o entre grupos    para cada vari&aacute;vel, utilizou-se o teste <i>logrank</i>.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para estimar o risco de morrer pelas vari&aacute;veis    de estudo, utilizou-se o modelo de riscos proporcionais de Cox. A pressuposi&ccedil;&atilde;o    de proporcionalidade das vari&aacute;veis foi verificada pelas curvas de Kaplan-Meier    e pela an&aacute;lise de res&iacute;duo de Schoenfeld para cada vari&aacute;vel.    As vari&aacute;veis que atenderam ao pressuposto da proporcionalidade foram    utilizadas na an&aacute;lise univariada. Na constitui&ccedil;&atilde;o do modelo    multivariado, inclu&iacute;ram-se as vari&aacute;veis que, na an&aacute;lise    univariada, apresentaram um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de p&lt;0,20.    Utilizou-se o m&eacute;todo <i>stepwise backward</i> a partir do modelo saturado,    at&eacute; que se identificasse qual modelo, com menor n&uacute;mero de vari&aacute;veis,    explicaria a maior parte da vari&acirc;ncia. O ajuste do modelo (an&aacute;lise    de <i>deviance</i>) foi feito pela raz&atilde;o de verossimilhan&ccedil;a do    modelo proposto em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo saturado.<sup>19</sup> Ademais,    optou-se por examinar esse modelo final estratificando-o pelas vari&aacute;veis    que n&atilde;o possu&iacute;am o princ&iacute;pio da proporcionalidade. A associa&ccedil;&atilde;o    entre as vari&aacute;veis de estudo e o &oacute;bito foram expressas pela raz&atilde;o    de risco (<i>hazard ratio</i>), com seus respectivos intervalos de 95% de confian&ccedil;a.    Para todos os casos em que se utilizou de testes estat&iacute;sticos, aceitou-se    um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de p&lt;0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram levantados na base do Sinan/Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de de Blumenau-SC, sem identifica&ccedil;&atilde;o pessoal.    O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade    Regional de Blumenau-SC (Processo n&deg; 013/05).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Computaram-se 650 pessoas vivendo com aids notificadas    em Blumenau-SC, entre 1<sup>o</sup> de janeiro de 1997 e 30 de setembro de 2004.    A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas    das pessoas estudadas. A maioria (66,3%) delas foi do sexo masculino. A faixa    et&aacute;ria mais freq&uuml;ente foi a dos 30 aos 49 anos. A idade m&eacute;dia    foi de 36,0 anos (dp=9,9) e mediana, de 34,5 anos, sem diferen&ccedil;a na m&eacute;dia    de idade entre sexos (p=0,058). Dos casos com escolaridade informada (n=635),    76,1% apresentavam menos de 8 anos de estudo. Quanto &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o,    378 (65,7%) eram trabalhadores n&atilde;o especializados e apenas 35 (6,1%)    classificavam-se como intelectuais ou gerentes. O crit&eacute;rio diagn&oacute;stico    isolado mais freq&uuml;ente foi 'contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup>', com 244    (37,7%; IC<sub>95%</sub> 33,8-41,4%), seguido de 'CDC' com 81 (12,5%; IC<sub>95%</sub> 10,0-15,2%)    e 'Rio de Janeiro/Caracas', com 62 (9,5%; IC<sub>95%</sub> 7,4-12,1%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A regi&atilde;o central da cidade apresentou    mais pessoas   acometidas pela doen&ccedil;a: 229 casos (35,7%; IC<sub>95%</sub>   31,6-39,0%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria    de transmiss&atilde;o, 491 (75,5%) pessoas mantinham rela&ccedil;&atilde;o sexual    com o sexo oposto, 63 (9,7%) eram homens que faziam sexo com homens e 58 (9,0%)    eram homens que faziam sexo com homens ou mulheres. A transmiss&atilde;o entre    usu&aacute;rios de drogas injet&aacute;veis foi de 20,4% (n=133). A unidade    de refer&ecirc;ncia municipal em DST/aids foi respons&aacute;vel pela notifica&ccedil;&atilde;o    de 352 casos (54,5%; IC<sub>95%</sub> 50,2-58,0%), enquanto as demais unidades ambulatoriais    e hospitalares notificaram 298 casos (45,8%; IC<sub>95%</sub> 41,9-49,8%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos pacientes com registro de contagem de linf&oacute;citos    T CD4<sup>&#43;</sup> (n=502), o valor m&eacute;dio foi de 183,1, o desvio-padr&atilde;o    de 125,1 e a mediana de 191. Os valores m&eacute;dios entre os sobreviventes    (194,6) foram maiores que entre os &oacute;bitos (117,7): p&lt;0,0001. Os valores    m&eacute;dios de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> foram menores em pessoas com 50 anos    de idade e mais, quando comparados aos dos grupos mais jovens: p&lt;0,02. Tamb&eacute;m    apresentaram m&eacute;dias maiores aqueles diagnosticados entre 2001 e 2004    (192,8), comparativamente aos diagnosticados no per&iacute;odo de 1997 a 2000    (169,3): p&lt;0,05. A contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> apresentou    m&eacute;dia menor no grupo de menor escolaridade (165,1), em compara&ccedil;&atilde;o    com a dos grupos de '4 a 7 anos' (196,5) e '8 anos e mais' (184,6): p&lt;0,01    (teste de Kruskal-Wallis). Ainda foram observadas m&eacute;dias menores entre    usu&aacute;rios de drogas injet&aacute;veis (140,86), frente &agrave;s demais    categorias de exposi&ccedil;&atilde;o (192,33): p&lt;0,0001. A m&eacute;dia    de contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> foi mais elevada entre    os notificados pelo Hospital-Dia DST/aids (205,38), quando comparada com a m&eacute;dia    de contagem para pessoas notificadas por outras unidades de sa&uacute;de(138,40):    p&lt;0,0001.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mortalidade,    das 650 pessoas cujos   dados foram considerados, 157 foram a &oacute;bito no   per&iacute;odo estudado: uma taxa de letalidade de 24,2%   (IC<sub>95%</sub>; 20,9-27,7%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao se empregar a t&eacute;cnica de Kaplan-Meier    para an&aacute;lise de sobrevida, n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as    estatisticamente significantes em rela&ccedil;&atilde;o a 'sexo', 'faixa et&aacute;ria',    'grupo ocupacional', 'per&iacute;odo do diagn&oacute;stico' e 'crit&eacute;rio    diagn&oacute;stico'. A sobrevida foi menor entre usu&aacute;rios de drogas,    frente a outras categorias de exposi&ccedil;&atilde;o (teste <i>logrank</i>:    5,35; p&lt;0,05). Ela tamb&eacute;m se mostrou menor para pessoas com contagem    de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> menor que 200 (teste <i>logrank</i>:    13,1; p&lt;0,01).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sobrevida de pessoas notificadas pela unidade    de refer&ecirc;ncia municipal em DST/aids foi maior quando comparada &agrave;    daquelas notificadas por outras unidades de sa&uacute;de (<a href="#fig1">Figura    1</a>); pessoas com at&eacute; tr&ecirc;s anos de estudo apresentaram menor    sobrevida, em rela&ccedil;&atilde;o aos demais estratos de escolaridade (<a href="#fig2">Figura    2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a05f2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta a an&aacute;lise    pelo modelo de riscos proporcionais de Cox. As vari&aacute;veis 'sexo', 'idade',    'unidade de sa&uacute;de' e 'regi&atilde;o de moradia' n&atilde;o atenderam    ao princ&iacute;pio da proporcionalidade, o que impediu sua utiliza&ccedil;&atilde;o    no modelo. A vari&aacute;vel 'crit&eacute;rio de diagn&oacute;stico' n&atilde;o    mostrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Compuseram o modelo univariado    inicial as vari&aacute;veis 'escolaridade', 'contagem de linf&oacute;citos T    CD4<sup>&#43;</sup>' e 'categoria de exposi&ccedil;&atilde;o'. Esta &uacute;ltima foi exclu&iacute;da    do modelo multivariado final ajustado pela analise estratificada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a05t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos de sobrevida possuem algumas quest&otilde;es    metodol&oacute;gicas particulares, que merecem ser lembradas. A necessidade    de se estabelecer uma padroniza&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica (tanto nos    crit&eacute;rios quanto no est&aacute;gio cl&iacute;nico) &eacute; importante    no sentido de definir os casos, sob pena de se comparar pessoas em estados cl&iacute;nicos    diversos, e com riscos diferentes de morrer. Ao longo do per&iacute;odo-objeto    deste estudo, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de modificou os crit&eacute;rios    diagn&oacute;sticos e passou a considerar caso de aids &quot;<i>toda pessoa    HIV-positiva com contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup> menor que    350</i>&quot;, o que incluiu aqueles em condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas    melhores que no per&iacute;odo anterior, quando se consideravam casos de aids    somente aqueles com quadro cl&iacute;nico definido. Duas estrat&eacute;gias    foram utilizadas para contornar esse problema. Primeiramente, optou-se por excluir    da an&aacute;lise de sobrevida os casos com menos de 30 dias de sobrevida, por    terem sido notificados em fase terminal ou diagnosticados pela declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito; e em segundo lugar, ao se decidir pela estratifica&ccedil;&atilde;o    das an&aacute;lises de sobrevida por per&iacute;odos temporais diversos, n&atilde;o    se evidenciaram diferen&ccedil;as estatisticamente significantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso de dados provenientes de fontes secund&aacute;rias,    especialmente das bases de dados do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS),    pode apresentar limita&ccedil;&otilde;es, por problemas de cobertura (sub-registro    de casos de 24 a 65%) e qualidade.<sup>20</sup> O maior sub-registro tem sido associado    &agrave; grande demanda e fr&aacute;gil organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.<sup>21</sup> Os problemas de qualidade    poderiam ser explicados pela quantidade de campos 'Ignorado" preenchidos nas    fichas de investiga&ccedil;&atilde;o.<sup>22</sup> A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    municipal de Blumenau-SC faz busca ativa em todos os hospitais, e, mensalmente,    revisa todos os &oacute;bitos ocorridos e registrados no SIM, visando melhorar    a cobertura. Dessa forma, poss&iacute;veis casos n&atilde;o notificados pelas    unidades de sa&uacute;de puderam ser detectados a partir do levantamento dos    registros do SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; qualidade, a maioria dos campos    relativos &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o e crit&eacute;rios    diagn&oacute;sticos apresentou menos de 3% de 'Ignorado'. Importante exce&ccedil;&atilde;o    foi a 'contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup>', com 148 de 'Ignorado' (22,77%,    com maior propor&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 1997-2000 e entre usu&aacute;rios    de drogas) e a 'ocupa&ccedil;&atilde;o', com 75 (11,54%), o que pode ter enfraquecido    o poder explicativo dessas vari&aacute;veis na an&aacute;lise de sobrevida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas    das pessoas vivendo com aids, as distribui&ccedil;&otilde;es de 'sexo'    (predom&iacute;nio do sexo masculino) e 'idade' foram semelhantes    &agrave;s encontradas por outros estudos nacionais.<sup>3,8,9,14,23,24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre a categoria de transmiss&atilde;o, merecem    destaque os usu&aacute;rios de drogas injet&aacute;veis, especialmente por sua    associa&ccedil;&atilde;o com baixa sobrevida.<sup>3</sup> Ao estudar a epidemia    de aids no Brasil de 1991 a 2000, Rodrigues e Castilho (2004) encontraram Santa    Catarina como o Estado com a maior propor&ccedil;&atilde;o (35%) de casos na    categoria de usu&aacute;rio de drogas injet&aacute;veis.<sup>25</sup> Contribui    para esse fato a facilidade de acesso e baixo custo das drogas il&iacute;citas,    proporcionado pela rota do tr&aacute;fico em dire&ccedil;&atilde;o aos portos    e aeroportos.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diversos estudos t&ecirc;m apontado o crescimento    da epidemia em estratos sociais menos favorecidos.<sup>16,27,28</sup> Esses estudos t&ecirc;m    lan&ccedil;ado m&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre a escolaridade por    esta ser um indicador mais est&aacute;vel ao longo da vida do indiv&iacute;duo,    e por sofrer poucas interfer&ecirc;ncias em fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as    conjunturais vivenciadas pelas popula&ccedil;&otilde;es, ou ainda, eventuais    conseq&uuml;&ecirc;ncias resultantes do processo de adoecimento.<sup>29</sup>    Esse fen&ocirc;meno, a chamada "pauperiza&ccedil;&atilde;o" da aids, atualmente    vivenciado no Brasil, parece tamb&eacute;m ocorrer na cidade de Blumenau-SC,    haja vista o predom&iacute;nio local de pessoas infectadas pelo HIV/aids de    baixa escolaridade, trabalhadores de setores industriais e trabalhadores bra&ccedil;ais    n&atilde;o qualificados. Uma das poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es    para esses resultados &eacute; de que a popula&ccedil;&atilde;o com mais anos    de estudo tem maior acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, m&eacute;todos    de preven&ccedil;&atilde;o e consci&ecirc;ncia da impacto positivo do tratamento    na evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos nacionais relativos a pessoas acompanhadas    nas d&eacute;cadas de 1980-90 encontraram elevadas propor&ccedil;&otilde;es    de doen&ccedil;as oportun&iacute;sticas associadas a aids, com predom&iacute;nio    da candid&iacute;ase, pneumonia por <i>P. carinii</i>, toxoplasmose cerebral    e tuberculose pulmonar.<sup>24,30</sup> A maior propor&ccedil;&atilde;o de pessoas    notificadas por crit&eacute;rios laboratoriais (contagem de linf&oacute;citos    T CD4<sup>&#43;</sup>) pode sugerir que o controle cl&iacute;nico das pessoas    soropositivas para o HIV esteja adequado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A letalidade encontrada em Blumenau-SC, no per&iacute;odo    de 1997 a 2004, foi menor (24,3%) que a do Brasil: dos 222.204 casos de aids    no pa&iacute;s, 77.291 pacientes foram a &oacute;bito nesse per&iacute;odo,    o que equivale a uma letalidade de 34,7%.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup>    &eacute; um par&acirc;metro &uacute;til para o cl&iacute;nico estimar o progn&oacute;stico    do paciente, j&aacute; que valores progressivamente baixos se associam a um    aumento do risco de doen&ccedil;as oportunistas e, por conseguinte, a um aumento    de mortalidade.<sup>9,11,13,31</sup> A presen&ccedil;a de valores m&eacute;dios    mais baixos em usu&aacute;rios de drogas injet&aacute;veis e pessoas de baixa    escolaridade, bem como entre pessoas com 50 anos de idade e mais, pode refletir,    ao menos em parte, baixa ades&atilde;o ao tratamento por indiv&iacute;duos com    tais caracter&iacute;sticas, colocando a necessidade de os servi&ccedil;os adotarem    pol&iacute;ticas pr&oacute;-ativas especificas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise de sobrevida pelas curvas de    Kaplan-Meier apontou a associa&ccedil;&atilde;o da contagem de linf&oacute;citos    T CD4<sup>&#43;</sup> maior que 200, bem como da escolaridade m&eacute;dia ou superior e da    assist&ecirc;ncia prestada em unidade de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia, com    maior probabilidade de sobrevida. Essa conclus&atilde;o sugere que pessoas mais    favorecidas socialmente, com possibilidade de acesso a um tratamento especializado,    apresentam melhores respostas cl&iacute;nicas e, conseq&uuml;entemente, maior    sobrevida. O acesso ampliado a unidades especializadas &#8211; as quais, geralmente,    apresentam melhor qualidade assistencial &#8211;, pode representar uma estrat&eacute;gia    importante no sentido de ampliar a sobrevida de pessoas de baixa escolaridade.<sup>32</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise do modelo de riscos proporcionais    de Cox reafirma que baixa escolaridade e contagem de linf&oacute;citos T CD4<sup>&#43;</sup>    baixa podem explicar, ao menos em parte, a sobrevida das pessoas vivendo com    aids em Blumenau-SC. Por um lado, coloca-se em evid&ecirc;ncia o forte poder    explicativo desse marcador laboratorial, sinal de alerta para os m&eacute;dicos.    Por outro lado, a for&ccedil;a do <i>status</i> social, estimado pela escolaridade,    pode refletir as dificuldades para se obter um diagn&oacute;stico precoce, ter    acessibilidade e dispor de servi&ccedil;os de sa&uacute;de de qualidade &#8211;    e conseq&uuml;ente acesso &agrave; terapia anti-retroviral &#8211;, bem como    a aderir ao tratamento.<sup>15,16,32</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Brasil foi um dos pioneiros, entre os pa&iacute;ses    em desenvolvimento, a possibilitar o acesso universal &agrave; terapia anti-retroviral,    para todas as pessoas com HIV/aids, com importante reflexo em sua sobrevida.<sup>3,23</sup>    V&aacute;rios autores atribuem o aumento dessa sobrevida ao uso da terapia anti-retroviral,    especialmente dos inibidores de protease.<sup>5-8,11,12,33</sup> Este estudo    contou t&atilde;o-somente com informa&ccedil;&otilde;es da vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica e n&atilde;o lhe foi poss&iacute;vel estimar o impacto    do uso da medica&ccedil;&atilde;o, tanto o acesso a ela como a ades&atilde;o    ao tratamento, na sobrevida do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estrat&eacute;gias de apoio social &agrave;s    pessoas exclu&iacute;das melhoram a ades&atilde;o, com reflexo em sua sobrevida.<sup>34</sup>    Essa constata&ccedil;&atilde;o reitera a necessidade de melhorar o acesso das    pessoas com HIV/aids aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia,    bem como a import&acirc;ncia desses servi&ccedil;os refor&ccedil;arem o acompanhamento    de pacientes; e tratarem aqueles em situa&ccedil;&atilde;o social desfavor&aacute;vel    de maneira especial, principalmente os de baixa escolaridade, como forma de    minimizar o impacto negativo da desigualdade social na sobrevida com o v&iacute;rus    da aids.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Agradecimentos</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos colegas e professores do Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    &#8211; Doutorado &#8211; do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade    de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo, pelas valiosas sugest&otilde;es    que contribu&iacute;ram para a consecu&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Datasus.    Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Estat&iacute;sticas vitais [dados    na Internet]. Bras&iacute;lia: MS [acessado 28 fev. 2005]. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Boletim Epidemiol&oacute;gico AIDS e DST,    2004 [peri&oacute;dico na Internet]. Bras&iacute;lia: MS [acessado 5 abr. 2005].    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.org.br" target="_blank">http://www.aids.org.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Marins JRP, Jamal LF, Chen SY, Barros MB,    Hudes ES, Barbosa AA, et al. Dramatic improvement in survival among adult Brazilian    AIDS patients. AIDS 2003;17:1675-1682.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. CNDST/AIDS.    Boletim Epidemiol&oacute;gico AIDS;XII(1).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Anderson K, Mitchell JM. Differencial access    in the receipt of antiretroviral drugs for the treatment of AIDS and its implications    for survival. Archives of Internal Medicine 2000;60:3114-3120.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Cascade Collaboration. Changes in the uptake    of antiretroviral therapy and survival in people with known duration of HIV    infection in Europe: results from Cascade. HIV Medicine 2000;1:224-231.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Gadelha AJ, Accacio N, Costa RLB, Galhardo    MC, Cotrim MR, De Souza RV, et al. Morbidity and survival in advanced AIDS in    Rio de Janeiro, Brazil. Revista do Instituto de Medicina Tropical 2002;44:179-186.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Menesia EO, Passos ADC, Monteiro ME, Dal-Fabbro    AL, Laprega MR. Sobreviv&ecirc;ncia de pacientes com AIDS em uma cidade do Sudeste    Brasileiro. Pan American Journal of Public Health 2001;10:29-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Acurcio FA, Guimar&atilde;es MDC. Acessibilidade    de indiv&iacute;duos infectados pelo HIV aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de:    uma revis&atilde;o de literatura. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1996;12:233-242.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Guerreiro MF, Kerr-Pontes LRS, Mota RS, Fran&ccedil;a    Jr MC, T&aacute;vora F, Caminha I. Sobreviv&ecirc;ncia de pacientes adultos    com Aids em hospital de refer&ecirc;ncia no Nordeste brasileiro. Revista de    Sa&uacute;de P&uacute;blica 2001;36:278-284.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. King JT, Justice AC, Roberts MS, Chang CCH,    Fusco JS. Long term HIV/AIDS survival estimation in highly active antiretroviral    therapy era. Medical Decision Making 2003;23:9-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Sterne JA, Hernan MA, Ledergerber B, Tilling    K, Weber R, Sendi P, et al. Long-term effectiveness of potent antiretroviral    therapy in preventing AIDS and death: a prospective cohort study. The Lancet    2005; 366:378-384.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Wood E, Hogg RS, Yip B, Harrigan PR, O`Shaughnessy    MV, Montaner JSG. Effect of medication adherence on survival of HIV-infected    adults who start highly active antiretroviral therapy when the CD4+ cell count    is 0,200 to 0,350 x 109 cells/L. Annals of Internal Medicine 2003;139:810-816.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Farias N, Cardoso MRA. Mortalidade por Aids    e indicadores sociais no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, 1994-2002. Revista    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;39:278-284.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Rapiti E, Porta D, Forastieri F, Fusco D,    Perucci CA. Socioeconomic status and survival of persons with AIDS before and    after the introduction of highly active antiretroviral therapy. Epidemiology    2000; 11:496-501.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Schechter M, Hogg R, Aylward B, Craib KJ,    Le TN, Montaner JS. 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