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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Setor privado de saúde e a vigilância da síndrome febril exantemática: uma experiência municipal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[From 2003 to 2004, a rash and fever syndromic surveillance system (VigiFEx) was implemented in the Municipality of Campinas, State of São Paulo, Brazil, to understand disease epidemiology in a setting with low incidence of rubella and no transmission of measles. The purpose of that system was to know the epidemiology of those diseases when there were no auctoctone cases of measles and low incidence of rubella. The objective of this study was to describe strategies for incorporation of the private health sector into surveillance activities, and its participation in that surveillance system. The proportion of notifying units and notified cases by the private and public health sectors before and during VigiFEx were analyzed. An increase in the proportion of private sector notifying units was observed (from 14.5 to 28.0%: p-value <0.05); as well as an increase in the proportion of cases notified through the private sector (from 1.6 to 8.3%: p-value <0.05). Notification by the private sector was higher in the beginning of VigiFEx. In conclusion, increased participation of the private healthcare sector in surveillance activities is feasible as far as specific strategies are used. The authors suggest specific activities to integrate public and private healthcare sectors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Setor privado de sa&uacute;de    e a vigil&acirc;ncia da s&iacute;ndrome febril exantem&aacute;tica: uma experi&ecirc;ncia    municipal<sup><a href="#22">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Private health sector and rash and fever    illnesses surveillance: a municipal experience</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Brigina Kemp<sup>I</sup>; Cristiana M. Toscano<sup>II</sup>; Eliana    N. C. de Barros<sup>I</sup>; Fernando Ribeiro de Barros<sup>III</sup>; Jos&eacute; C&aacute;ssio de Moraes<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Prefeitura    Municipal de Campinas-SP, Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de,    Genebra, Su&iacute;&ccedil;a    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    de Doen&ccedil;as de Transmiss&atilde;o Respirat&oacute;ria e Imunopreven&iacute;veis,    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas,    Irmandade da Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o    Paulo-SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Grupo de Trabalho VigiFEx<sup><a href="#22">**</a></sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre 2003 e 2004, o Munic&iacute;pio de Campinas,    Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil, desenvolveu um sistema de vigil&acirc;ncia    de doen&ccedil;as febris exantem&aacute;ticas (VigiFEx) para o conhecimento    da epidemiologia dessas doen&ccedil;as, na aus&ecirc;ncia de casos aut&oacute;ctones    de sarampo e baixa incid&ecirc;ncia da rub&eacute;ola. O objetivo deste estudo    foi descrever as estrat&eacute;gias utilizadas para a incorpora&ccedil;&atilde;o    do setor privado ao VigiFEx e sua participa&ccedil;&atilde;o na vigil&acirc;ncia    dessas doen&ccedil;as. Analisou-se o n&uacute;mero de unidades notificadoras    e a propor&ccedil;&atilde;o de casos notificados pelos setores p&uacute;blico    e privado de sa&uacute;de, antes e durante o VigiFEx. Observou-se aumento do    percentual de unidades notificadoras do setor privado (de 14,5 para 28,0%; p&lt;0,05)    bem como do percentual de casos notificados por esse mesmo setor (de 1,6 para    8,3%; p&lt;0,05). A propor&ccedil;&atilde;o de notifica&ccedil;&otilde;es do    setor privado foi maior no in&iacute;cio do VigiFEx. Conclui-se que &eacute;    poss&iacute;vel a ades&atilde;o da rede privada ao sistema de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica mediante estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas. Sugerem-se    atividades para fortalecer a articula&ccedil;&atilde;o entre as redes p&uacute;blica    e privada de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica; exantema; febre; setor privado; setor p&uacute;blico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> From 2003 to 2004, a rash and fever syndromic    surveillance system (VigiFEx) was implemented in the Municipality of Campinas,    State of S&atilde;o Paulo, Brazil, to understand disease epidemiology in a setting    with low incidence of rubella and no transmission of measles. The purpose of    that system was to know the epidemiology of those diseases when there were no    auctoctone cases of measles and low incidence of rubella. The objective of this    study was to describe strategies for incorporation of the private health sector    into surveillance activities, and its participation in that surveillance system.    The proportion of notifying units and notified cases by the private and public    health sectors before and during VigiFEx were analyzed. An increase in the proportion    of private sector notifying units was observed (from 14.5 to 28.0%: p-value    &lt;0.05); as well as an increase in the proportion of cases notified through    the private sector (from 1.6 to 8.3%: p-value &lt;0.05). Notification by the    private sector was higher in the beginning of VigiFEx. In conclusion, increased    participation of the private healthcare sector in surveillance activities is    feasible as far as specific strategies are used. The authors suggest specific    activities to integrate public and private healthcare sectors.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> epidemiologic surveillance;    exanthema; fever; private sector; public sector.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Sarampo, rub&eacute;ola e a s&iacute;ndrome    da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita (SRC) s&atilde;o doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria nacional.<sup>1</sup> Todo profissional de sa&uacute;de &eacute; obrigado    a comunicar &agrave;s autoridades sanit&aacute;rias locais os casos por ele    reconhecidos. O sarampo encontra-se em processo de elimina&ccedil;&atilde;o    pelos pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas:<sup>2</sup> a transmiss&atilde;o aut&oacute;ctone    do v&iacute;rus na regi&atilde;o foi interrompida em 2002 e todos os casos prim&aacute;rios    ocorridos desde ent&atilde;o foram importados de outros continentes.<sup>3</sup> No Brasil,    n&atilde;o se verificava a transmiss&atilde;o aut&oacute;ctone do sarampo desde    2000.<sup>4</sup> No per&iacute;odo 2001-2004, foram registrados quatro casos importados.<sup>5</sup>    Em julho de 2005, seis novos casos de sarampo foram notificados: um importado    das Ilhas Maldivas; e outros cinco, secund&aacute;rios a ele.<sup>6</sup> Em novembro de    2006, um surto de sarampo no Estado da Bahia resultou em 55 casos confirmados,    identificados pelo gen&oacute;tipo viral D4, que apresentou circula&ccedil;&atilde;o    no Canad&aacute;, Europa, &Aacute;frica e &Aacute;sia.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No ano de 2003, os pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas    propuseram a elimina&ccedil;&atilde;o da rub&eacute;ola e da SRC at&eacute;    o ano 2010.<sup>8</sup> A implementa&ccedil;&atilde;o das atividades de imuniza&ccedil;&atilde;o    na rotina, com a vacina tr&iacute;plice viral (contra sarampo, caxumba e rub&eacute;ola),    as estrat&eacute;gias de incremento das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    e as campanhas realizadas contribu&iacute;ram para a redu&ccedil;&atilde;o em    mais de 90% dos casos de rub&eacute;ola e da SRC nos &uacute;ltimos anos.<sup>9</sup> A    partir de 2006, contudo, t&ecirc;m-se observado a ocorr&ecirc;ncia de surtos    de rub&eacute;ola no pa&iacute;s, principalmente em homens de 20 a 29 anos de    idade.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A participa&ccedil;&atilde;o de todos os profissionais    e segmentos do sistema de sa&uacute;de &eacute; fundamental para a manuten&ccedil;&atilde;o    dessas conquistas. No caso espec&iacute;fico da transmiss&atilde;o do sarampo,    o n&atilde;o-reconhecimento de um caso pelo sistema de vigil&acirc;ncia pode    comprometer todo o processo de erradica&ccedil;&atilde;o. No Brasil, o sistema    de sa&uacute;de &eacute; composto por uma rede de servi&ccedil;os p&uacute;blicos    pr&oacute;prios e por uma rede de servi&ccedil;os contratados ou conveniados    ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), al&eacute;m de uma rede de servi&ccedil;os    exclusivamente privada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    no territ&oacute;rio nacional &eacute; descentralizado. Ele prev&ecirc; a interarticula&ccedil;&atilde;o    entre os setores p&uacute;blico e privado, ambos respons&aacute;veis pela notifica&ccedil;&atilde;o.    O setor p&uacute;blico &eacute; respons&aacute;vel pela investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica e pela execu&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de controle de doen&ccedil;as na comunidade.<sup>11</sup> Os servi&ccedil;os do setor privado    de sa&uacute;de s&atilde;o oferecidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, principalmente,    na forma de planos de sa&uacute;de administrados pela medicina de grupo e por    cooperativas m&eacute;dicas, seguros de sa&uacute;de ou planos auto-administrados    (oferecidos por empresas). O perfil dos usu&aacute;rios de planos ou seguros    de sa&uacute;de &eacute; heterog&ecirc;neo no Brasil, fortemente relacionado    &agrave; inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.<sup>12</sup> Na Regi&atilde;o Sudeste,    35,8% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; benefici&aacute;ria de servi&ccedil;os    de sa&uacute;de suplementar, propor&ccedil;&atilde;o ainda maior no Estado de    S&atilde;o Paulo (44,9%).<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Sistema de Vigil&acirc;ncia Sindr&ocirc;mica    de Febre e Exantema (VigiFEx), inserido no contexto da erradica&ccedil;&atilde;o    do sarampo e elimina&ccedil;&atilde;o da rub&eacute;ola e da SRC na regi&atilde;o    das Am&eacute;ricas, teve como principal objetivo conhecer a etiologia e a epidemiologia    das doen&ccedil;as febris exantem&aacute;ticas na popula&ccedil;&atilde;o de    crian&ccedil;as e adultos de uma regi&atilde;o sem casos aut&oacute;ctones de    sarampo e com baixa circula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus da rub&eacute;ola.    O VigiFEx foi desenvolvido no Munic&iacute;pio de Campinas, Estado de S&atilde;o    Paulo, no per&iacute;odo de 5 de maio de 2003 a 31 de maio de 2004.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Considerando-se que o setor privado de sa&uacute;de    representa uma parcela significativa da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de    em Campinas-SP, foram desenvolvidas estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas para    estimular sua participa&ccedil;&atilde;o no VigiFEx. O presente estudo tem como    objetivo principal descrever essas estrat&eacute;gias, assim como a participa&ccedil;&atilde;o    do setor privado nas atividades de vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as febris    exantem&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Campinas-SP, com cerca de um milh&atilde;o de    habitantes (98% de popula&ccedil;&atilde;o urbana), &eacute; p&oacute;lo de    Regi&atilde;o Metropolitana. A gest&atilde;o do sistema de sa&uacute;de municipal    &eacute; feita pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e seus cinco Distritos    de Sa&uacute;de. Sua rede &eacute; composta por unidades pr&oacute;prias (49    centros de sa&uacute;de; 13 m&oacute;dulos de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia;    15 unidades-centros de refer&ecirc;ncia; tr&ecirc;s policl&iacute;nicas; um    hospital municipal; e cinco outras unidades), um hospital p&uacute;blico universit&aacute;rio    sob gest&atilde;o estadual, servi&ccedil;os conveniados-contratados (seis hospitais,    incluindo um universit&aacute;rio; um servi&ccedil;o de sa&uacute;de mental;    e cinco outros servi&ccedil;os) e os servi&ccedil;os de car&aacute;ter exclusivamente    privado. Estes &uacute;ltimos compreendem 22 hospitais, 39 laborat&oacute;rios,    547 cl&iacute;nicas e consult&oacute;rios e 5.192 m&eacute;dicos.<sup>14</sup> Segundo    estimativas da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, cerca de 30% da popula&ccedil;&atilde;o    de Campinas-SP utiliza servi&ccedil;os de sa&uacute;de suplementar ou privados,    variando segundo as diferentes regi&otilde;es do Munic&iacute;pio: o percentual    da popula&ccedil;&atilde;o que utiliza servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de,    mais alto nas regi&otilde;es mais carentes, &eacute; estimado em 90% nos Distritos    Sudoeste e Noroeste, 75% no Distrito Sul, 60% no Distrito Norte e 50% no Distrito    Leste.<sup>15</sup> A cooperativa m&eacute;dica Unimed &eacute; a provedora que det&eacute;m    a maior participa&ccedil;&atilde;o no mercado de planos privados de sa&uacute;de    do Munic&iacute;pio.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    em Campinas- SP est&aacute; bem estruturado e consolidado. Em 1989, a Municipalidade    assumiu todas as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    No ano seguinte, iniciou o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o para seus    centros de sa&uacute;de, os quais j&aacute; se dedicavam a cobrir &aacute;reas    de abrang&ecirc;ncia definida. Esse processo teve continuidade com a cria&ccedil;&atilde;o    dos atuais Distritos de Sa&uacute;de e suas Coordenadorias Regionais de Vigil&acirc;ncia    &agrave; Sa&uacute;de, compostas por equipes multiprofissonais. Os Distritos    de Sa&uacute;de coordenam e executam as a&ccedil;&otilde;es de sua &aacute;rea    de abrang&ecirc;ncia, que prev&ecirc;em, outrossim, a capacita&ccedil;&atilde;o    dos profissionais de suas unidades e &#8211; inclusive &#8211; os do setor privado.    A <a href="#f1">Figura 1</a> resume os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o do    sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica do Munic&iacute;pio. As doen&ccedil;as    exantem&aacute;ticas, habitualmente, s&atilde;o objeto dessa vigil&acirc;ncia,    a qual visa, especificamente, a identifica&ccedil;&atilde;o dos casos de sarampo,    rub&eacute;ola e SRC segundo as normas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    e da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O VigiFEx baseou-se em uma abordagem de vigil&acirc;ncia    sindr&ocirc;mica das doen&ccedil;as febris exantem&aacute;ticas. Foi implementado    no Munic&iacute;pio de Campinas-SP em fun&ccedil;&atilde;o da observ&acirc;ncia    de altas taxas de notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o de    doen&ccedil;as exantem&aacute;ticas nos &uacute;ltimos anos, exist&ecirc;ncia    de rede laboratorial e proximidade do laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia    estadual, este com capacidade para realiza&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico    laboratorial diferencial de in&uacute;meras doen&ccedil;as exantem&aacute;ticas.    A proposta do VigiFEx foi aprovada pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    a qual se integrou ao grupo de planejamento e coordena&ccedil;&atilde;o do mesmo.    O VigiFEx foi incorporado ao sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    de Campinas-SP e funcionou sob sua coordena&ccedil;&atilde;o. Para sua execu&ccedil;&atilde;o,    foram contratadas dez profissionais de campo e uma supervisora, que trabalhavam    em conjunto com as equipes da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica municipal.    As profissionais de campo realizavam busca ativa, investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica e coleta de esp&eacute;cimes cl&iacute;nicos para diagn&oacute;stico    laboratorial dos casos notificados. A supervisora, que atuava na coordena&ccedil;&atilde;o    e acompanhamento das atividades dos profissionais de campo, tamb&eacute;m era    respons&aacute;vel pela atualiza&ccedil;&atilde;o do banco de dados dos casos    investigados. O VigiFEx, foi financiado pelos Centers for Disease Control and    Prevention dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (CDC/USA), Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS-OMS), Secretarias Municipal e de Estado    da Sa&uacute;de da S&atilde;o Paulo, e apoiado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    universidades locais, associa&ccedil;&otilde;es de classe e setor privado de    sa&uacute;de local.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Adotou-se, como defini&ccedil;&atilde;o de caso,    todo indiv&iacute;duo de at&eacute; 40 anos de idade residente no Munic&iacute;pio    de Campinas- SP e com febre e exantema. Os casos notificados deveriam ter duas    amostras de sangue colhidas &#8211; uma de fase aguda e outra de fase convalescente.    Na presen&ccedil;a de sintomas respirat&oacute;rios, tamb&eacute;m era colhida    uma amostra de secre&ccedil;&atilde;o de orofaringe. As amostras eram enviadas    ao laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia do Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de, para investiga&ccedil;&atilde;o etiol&oacute;gica    das seguintes doen&ccedil;as: sarampo; rub&eacute;ola; dengue; febre maculosa;    escarlatina; enterovirose; eritema infeccioso; adenovirose; exantema s&uacute;bito;    e mononucleose. Inicialmente &#8211; e concomitantemente &#8211;, todas as amostras    eram testadas para sarampo, rub&eacute;ola e dengue, tanto em fun&ccedil;&atilde;o    do programa de erradica&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o dessas doen&ccedil;as    como, tamb&eacute;m, pela import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica da dengue    no Munic&iacute;pio. Em seguida, as amostras eram testadas para a suspeita cl&iacute;nica    inicial do caso feita pelo profissional de sa&uacute;de. Se os resultados fossem    negativos, seguia-se um fluxograma de acordo com as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas    e epidemiol&oacute;gicas de cada caso (<a href="#f2">Figura 2</a>). Foram criadas    duas bases de dados pelo aplicativo Access&#174; (Microsoft Office 2000), especialmente    para o VigiFEx: uma para dados epidemiol&oacute;gicos; e outra para dados laboratoriais    de cada caso notificado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a05f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, s&atilde;o descritas as estrat&eacute;gias    utilizadas para a incorpora&ccedil;&atilde;o do setor privado &agrave;s atividades    de vigil&acirc;ncia de s&iacute;ndrome febril exantem&aacute;tica em Campinas-SP    e sua participa&ccedil;&atilde;o no VigiFEx. Essas estrat&eacute;gias foram    direcionadas para o conjunto da rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de do Munic&iacute;pio    &#8211; incluindo setor privado e seus 22 hospitais, 39 laborat&oacute;rios,    547 cl&iacute;nicas e consult&oacute;rios e 5.192 m&eacute;dicos, vinculados    ou n&atilde;o a alguma cooperativa m&eacute;dica. Nem todos os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de foram visitados diretamente, fossem eles p&uacute;blicos ou    privados. A participa&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os da rede privada identificados,    nas atividades de vigil&acirc;ncia e na notifica&ccedil;&atilde;o de casos,    &eacute; descrita neste relato de estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O percentual de casos notificados pela rede    p&uacute;blica ou privada, entre o total de casos notificados ao sistema, foi    comparado em dois per&iacute;odos distintos: anteriormente (1998 a 2002) e durante    a implementa&ccedil;&atilde;o do VigiFEx (2003 a 2004). As unidades de sa&uacute;de    notificadoras pertencentes &agrave; rede p&uacute;blica inclu&iacute;ram as    exclusivamente p&uacute;blicas e as conveniadas ao SUS. As unidades privadas,    por sua vez, inclu&iacute;ram aquelas exclusivamente privadas. A propor&ccedil;&atilde;o    de unidades de sa&uacute;de da rede privada notificadoras para o sistema, entre    o total de unidades existentes, tamb&eacute;m foi calculada para os per&iacute;odos    anterior e concomitante &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o do VigiFEx.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Calculou-se o tempo m&eacute;dio &#8211; em    dias &#8211; desde a data da coleta das amostras at&eacute; a libera&ccedil;&atilde;o    dos resultados etiol&oacute;gicos finais pelo laborat&oacute;rio. Avaliou-se    a concord&acirc;ncia entre a suspeita cl&iacute;nica inicial e o diagn&oacute;stico    laboratorial confirmat&oacute;rio, na propor&ccedil;&atilde;o de casos cujo    diagn&oacute;stico final confirmou a suspeita cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Utilizaram-se, como fontes de dados, as bases    de dados do VigiFEx e do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan), este atualizado at&eacute; 13 de julho de 2005. Os dados foram analisados    pelos <i>softwares</i> Epi Info (vers&atilde;o Windows 3.2) e SPSS (vers&atilde;o    11.0). As vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foram comparadas utilizando-se o    teste de Wilcoxon. M&eacute;dias, medianas e propor&ccedil;&otilde;es foram    calculadas e vari&aacute;veis categ&oacute;ricas comparadas pelo teste do qui-quadrado    ou teste exato de Fisher.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Estrat&eacute;gias utilizadas para incorpora&ccedil;&atilde;o    do setor privado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As estrat&eacute;gias utilizadas podem ser agrupadas    em: (i) articula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de;    (ii) elabora&ccedil;&atilde;o de material impresso espec&iacute;fico para a    rede privada; (iii) comunica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de    informa&ccedil;&otilde;es; (iv) atividades de atualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica;    e (v) retroalimenta&ccedil;&atilde;o de resultados do VigiFEx. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es sobre    a rede privada de sa&uacute;de em Campinas-SP. A Unimed e a Sociedade de Medicina    e Cirurgia de Campinas, as mais representativas do setor privado no Munic&iacute;pio,    foram visitadas e o VigiFEx apresentado, destacando-se, nessas ocasi&otilde;es,    a import&acirc;ncia de se estabelecer uma parceria efetiva com os profissionais    da rede privada, para que os objetivos do sistema fossem alcan&ccedil;ados.    Como resultado dessa iniciativa, as duas organiza&ccedil;&otilde;es se encarregaram    de promover o VigiFEx entre todos seus associados e membros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Elaboraram-se diversos materiais t&eacute;cnico-informativos    e de divulga&ccedil;&atilde;o, facilmente identific&aacute;veis pela logomarca    do VigiFEx &#091;impressa no formul&aacute;rio apresentado (<a href="#f3">Figura    3</a>)&#093;: cartaz informativo, com orienta&ccedil;&otilde;es para notifica&ccedil;&atilde;o;    <i>folder</i>, com informa&ccedil;&otilde;es resumidas sobre os objetivos do    VigiFEx, notifica&ccedil;&atilde;o e coleta de amostras cl&iacute;nicas para    diagn&oacute;stico laboratorial; e mais um <i>folder</i>, com informa&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas e de diagn&oacute;stico laboratorial das v&aacute;rias doen&ccedil;as    febris exantem&aacute;ticas, al&eacute;m de fotografias caracter&iacute;sticas    das respectivas manifesta&ccedil;&otilde;es exantem&aacute;ticas. Esse material    foi distribu&iacute;do, a todos os profissionais das redes p&uacute;blica e    privada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a05f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Um s&iacute;tio eletr&ocirc;nico do VigiFEx    foi criado e um <i>link</i> inserido no portal da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    para o acesso, via internet, de todo material t&eacute;cnico e de divulga&ccedil;&atilde;o,    artigos cient&iacute;ficos e fichas de notifica&ccedil;&atilde;o de casos de    febre e exantema. Todas as institui&ccedil;&otilde;es parceiras foram convidadas    a incluir o <i>link</i> do VigiFEx em suas p&aacute;ginas eletr&ocirc;nicas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O VigiFEx foi lan&ccedil;ado durante o 'Simp&oacute;sio    de Atualiza&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica em Doen&ccedil;as Febris Exantem&aacute;ticas',    que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de palestrantes internacionais e    do Estado de S&atilde;o Paulo, al&eacute;m de representantes das institui&ccedil;&otilde;es    envolvidas. Cerca de 500 profissionais de unidades p&uacute;blicas e privadas    de sa&uacute;de estiveram presentes. Um <i>compact disk</i> (CD) com material    referente ao VigiFEx foi distribu&iacute;do a todos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Uma ficha de notifica&ccedil;&atilde;o 'simplificada',    contendo apenas campos de identifica&ccedil;&atilde;o do paciente e de descri&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a, foi distribu&iacute;da aos profissionais da rede privada (<a href="#f3">Figura    3</a>). O mesmo impresso, em sua parte destac&aacute;vel, continha o pedido    de exame de laborat&oacute;rio e a orienta&ccedil;&atilde;o de como proceder    a coleta de material. O m&eacute;dico ou paciente podia escolher o local da    coleta de material cl&iacute;nico para a realiza&ccedil;&atilde;o dos exames:    centros de sa&uacute;de; laborat&oacute;rio de sua prefer&ecirc;ncia; ou coleta    em domic&iacute;lio, realizada pela equipe de profissionais de campo. Quando    colhidas em laborat&oacute;rios particulares, as amostras eram transportadas    ao laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia por motorista exclusivo do VigiFEx.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As reuni&otilde;es com a Unimed, Sociedade de    Medicina e Cirurgia de Campinas-SP e hospitais privados selecionados foram realizadas    em dois momentos, antes e ap&oacute;s o in&iacute;cio das atividades do VigiFEx,    de acordo com a disponibilidade dos profissionais dessas institui&ccedil;&otilde;es.    Quatro grandes hospitais privados foram visitados, em hor&aacute;rios previamente    agendados, combinados com os espa&ccedil;os das reuni&otilde;es t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas,    para permitir a participa&ccedil;&atilde;o, principalmente de profissionais    m&eacute;dicos e enfermeiros dos prontos-socorros e infectologistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Unimed possibilitou o envio do material t&eacute;cnico-explicativo    e das fichas simplificadas para todos os cooperados inscritos em sua mala direta.    Igualmente, foi significativo o apoio da Assessoria de Imprensa da Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o por <i>mailing-list</i>,    entre os profissionais da Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio de Campinas-SP, das    informa&ccedil;&otilde;es e boletins elaborados no decorrer do VigiFEx. Uma    ampla divulga&ccedil;&atilde;o pela m&iacute;dia local, atrav&eacute;s das redes    de televis&atilde;o, r&aacute;dios e jornais, tamb&eacute;m foi uma importante    estrat&eacute;gia de alcance dos profissionais de sa&uacute;de e da popula&ccedil;&atilde;o,    no sentido de esclarecer sobre os prop&oacute;sitos e a&ccedil;&otilde;es do    VigiFEx. Ap&oacute;s o primeiro m&ecirc;s de atividades, a imprensa local divulgou    os resultados preliminares dessas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi assumido o compromisso, pela coordena&ccedil;&atilde;o    do VigiFEx ,de um retorno r&aacute;pido aos profissionais da rede de sa&uacute;de    sobre os resultados laboratoriais de cada caso notificado e os resultados globais    do VigiFEx. O laudo do Instituto Adolfo Lutz, com os resultados de diagn&oacute;stico    laboratorial confirmat&oacute;rio, era encaminhado diretamente ao m&eacute;dico    solicitante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram notificados ao VigiFEx 1.248 casos de    doen&ccedil;a febril exantem&aacute;tica durante o per&iacute;odo de estudo    (maio de 2003 a maio de 2004). A an&aacute;lise dos dados demonstra que em apenas    51,6% dos casos notificados, o diagn&oacute;stico etiol&oacute;gico por laborat&oacute;rio    confirmou a suspeita cl&iacute;nica inicial, feita pelo profissional de sa&uacute;de    no momento da notifica&ccedil;&atilde;o. A mediana do intervalo entre notifica&ccedil;&atilde;o    do caso e diagn&oacute;stico laboratorial final foi de 23 dias (intervalo 0-332    dias). Intervalos mais curtos foram observados nos casos notificados com suspeita    de sarampo (mediana: 8,5 dias), rub&eacute;ola (mediana: dez dias) e dengue    (mediana: 9,5 dias), para os quais a confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica    requer exame simples, de r&aacute;pida execu&ccedil;&atilde;o. O tempo passado    entre a notifica&ccedil;&atilde;o do caso e o recebimento do laudo com os resultados    finais pelo profissional de sa&uacute;de foi ainda maior, n&atilde;o correspondendo    a suas expectativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outra forma de retroalimenta&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es foi a impress&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o    de um boletim epidemiol&oacute;gico com resultados parciais do VigiFEx, dez    meses ap&oacute;s seu in&iacute;cio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Participa&ccedil;&atilde;o do setor privado    no VigiFEx</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A taxa m&eacute;dia de notifica&ccedil;&atilde;o    de casos suspeitos de sarampo e rub&eacute;ola para todas as idades nos dois    anos anteriores ao VigiFEx foi de 28,3/100.000 habitantes. Em 2002, esta taxa    para a popula&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 40 anos de idade foi de 36,4/100.000    habitantes. Considerando todos os casos de febre e exantema notificados ao VigiFEx,    a taxa de notifica&ccedil;&atilde;o foi de 181/100.000 habitantes menores de    40 anos de idade, significativamente maior do que no ano de 2002 (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Durante o VigiFEx, a maior parte das notifica&ccedil;&otilde;es    foi oriunda da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de (95%). A an&aacute;lise do    percentual de casos notificados pela rede privada, sobre o total de casos notificados    ao sistema, demonstra que a propor&ccedil;&atilde;o de notifica&ccedil;&otilde;es    feitas por esse setor aumentou de 1,6% em 2002 para 8,3% em 2003 (p&lt;0,05).    No mesmo per&iacute;odo, a propor&ccedil;&atilde;o de notifica&ccedil;&otilde;es    realizadas pelas universidades tamb&eacute;m aumentou significativamente, de    5,2% em 2002 para 14,5% em 2003 (p&lt;0,05) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Cabe    ressaltar que o acr&eacute;scimo de notifica&ccedil;&otilde;es verificado no    ano 2000 (<a href="#t1">Tabela 1</a>) foi atribu&iacute;do a um surto de rub&eacute;ola    ocorrido em Campinas-SP e em outras regi&otilde;es do Estado de S&atilde;o Paulo,    naquele ano.<sup>18</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Durante o VigiFEx, o percentual de casos notificados    com diagn&oacute;stico etiol&oacute;gico final confirmado por laborat&oacute;rio    foi de 41,7% (521/1248). Esta propor&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentou    varia&ccedil;&atilde;o associada &agrave; origem da notifica&ccedil;&atilde;o    do caso (setor p&uacute;blico &#8211; 42% &#8211; <i>versus</i> setor privado    &#8211; 36,5% &#8211;; &#967;2 = 0,75; p&gt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A propor&ccedil;&atilde;o de unidades de sa&uacute;de    da rede privada notificadoras ao sistema sobre o total de unidades existentes    aumentou significativamente, ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o do VigiFEx    (14,5% <i>versus</i> 28%; p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s o in&iacute;cio do VigiFEx, a propor&ccedil;&atilde;o    de notifica&ccedil;&otilde;es feita pelo setor privado diminui progressivamente,    m&ecirc;s a m&ecirc;s (<a href="#f4">Figura 4</a>): enquanto as notifica&ccedil;&otilde;es    do setor privado representaram 9,5% e 19,1% do total de casos notificados nos    meses de maio e junho de 2003, respectivamente, esses mesmos valores ca&iacute;ram    para 3,3% e 1,5%, correspondentemente aos meses de novembro e dezembro de 2003.    No final do projeto, a propor&ccedil;&atilde;o de casos notificados pela rede    privada era de zero.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a05f4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A necessidade de uma revis&atilde;o da pr&aacute;tica    e estrat&eacute;gias das atividades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    j&aacute; vem sendo debatida h&aacute; alguns anos.<sup>19-21</sup> Algumas mudan&ccedil;as    v&ecirc;m ocorrendo no SUS, em particular na concep&ccedil;&atilde;o e na operacionaliza&ccedil;&atilde;o    da vigil&acirc;ncia.<sup>22</sup> Apesar dos avan&ccedil;os verificados na organiza&ccedil;&atilde;o    e no processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,    sua abrang&ecirc;ncia, no que diz respeito &agrave; fonte de dados &#8211; especialmente    a inclus&atilde;o dos laborat&oacute;rios e da iniciativa privada no sistema    &#8211;, ainda merece mais aten&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&otilde;es    claras dos pap&eacute;is de cada inst&acirc;ncia.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A hist&oacute;ria recente dos casos importados    de sarampo no Brasil mostra que, em algumas ocasi&otilde;es, a vigil&acirc;ncia    reconheceu-os tardiamente, na busca retrospectiva de casos<sup>24,25</sup> ou na investiga&ccedil;&atilde;o    de outros, secund&aacute;rios a casos atendidos em servi&ccedil;os privados    de sa&uacute;de. A n&atilde;o-notifica&ccedil;&atilde;o ou a notifica&ccedil;&atilde;o    tardia compromete a efetividade das medidas de erradica&ccedil;&atilde;o e sua    manuten&ccedil;&atilde;o. As classes socioecon&ocirc;micas mais altas correm    risco de exposi&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus do sarampo durante viagens    internacionais. Sup&otilde;e-se que um caso suspeito de sarampo retornando de    viagem internacional ser&aacute; inicialmente atendido pelo setor privado. Tamb&eacute;m    &eacute; nessa classe social que se verificam as menores coberturas vacinais.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para que haja envolvimento de qualquer profissional    de sa&uacute;de com as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,    seja no setor p&uacute;blico ou privado, s&atilde;o necess&aacute;rias atividades    cont&iacute;nuas para seu engajamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A experi&ecirc;ncia do VigiFEx mostrou que &eacute;    poss&iacute;vel uma boa ades&atilde;o da rede privada ao sistema de vigil&acirc;ncia,    como pode ser observado pelo aumento significativo do percentual de notifica&ccedil;&otilde;es    de casos de febre e exantema oriundos do sistema privado de sa&uacute;de; e    tamb&eacute;m pelo aumento do n&uacute;mero de unidades notificadoras de casos    sobre o total de unidades da rede privada. Nordin e colaboradores,<sup>27</sup> em estudo    sobre a vigil&acirc;ncia sindr&ocirc;mica de doen&ccedil;as febris exantem&aacute;ticas    em Minessota, Estados Unidos da Am&eacute;rica, avaliaram que a baixa taxa de    notifica&ccedil;&atilde;o encontrada<sup>28</sup> pode ser atribu&iacute;da &agrave; n&atilde;o-notifica&ccedil;&atilde;o    de casos pelo setor privado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se a participa&ccedil;&atilde;o importante    do setor privado na notifica&ccedil;&atilde;o de casos de febre e exantema durante    o VigiFEx. Estes autores acreditam que a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    espec&iacute;ficas direcionadas &agrave; rede privada, para promover sua incorpora&ccedil;&atilde;o    pela rede de vigil&acirc;ncia municipal, tenham sido fundamentais nesse sentido.    Eles observam uma associa&ccedil;&atilde;o temporal dessas estrat&eacute;gias    com o aumento subseq&uuml;ente na notifica&ccedil;&atilde;o pela rede privada.    A maioria das estrat&eacute;gias foi implementada antes do in&iacute;cio ou    nos meses iniciais do VigiFEx e, logo ap&oacute;s, observou-se alta participa&ccedil;&atilde;o    do setor privado como setor notificador. No transcorrer do tempo, a participa&ccedil;&atilde;o    do setor privado na vigil&acirc;ncia diminuiu sobremaneira. Os profissionais    desse setor s&oacute; voltaram a notificar casos ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o    do boletim epidemiol&oacute;gico, ao final do VigiFEx.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nem todos os casos notificados ao sistema tiveram    um diagn&oacute;stico etiol&oacute;gico final definido por laborat&oacute;rio.    Ademais, o tempo de processamento dos exames no laborat&oacute;rio foi longo,    resultando em uma demora entre a notifica&ccedil;&atilde;o e o recebimento dos    resultados laboratoriais finais pelos profissionais notificadores. V&aacute;rios    seriam os motivos que teriam contribu&iacute;do para isso, como (i) necessidade    de realiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios testes laboratoriais sucessivos,    seguindo o fluxograma pr&eacute;-estabelecido, e (ii) dificuldade t&eacute;cnica    para confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial de determinadas doen&ccedil;as (por    exemplo, enterovirose e adenovirose, que requerem an&aacute;lise de amostras    pareadas e isolamento viral). Esses fatores poderiam ter contribu&iacute;do    para a queda das notifica&ccedil;&otilde;es realizadas pelo setor privado, uma    vez que foi assumindo o compromisso de retroalimentar, rapidamente, os resultados    dos exames laboratoriais. Uma vez deixando de receber informa&ccedil;&otilde;es    que necessitava e pelas quais tinha interesse, para manter sua participa&ccedil;&atilde;o,    o profissional da rede privada poderia ter passado a n&atilde;o notificar casos    &agrave; vigil&acirc;ncia. Waldman<sup>29</sup> observa que a manuten&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es pertinentes para os profissionais de sa&uacute;de    pelo sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica &eacute; fundamental    para reduzir a subnotifica&ccedil;&atilde;o e melhorar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    dos casos notificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> J&aacute; foi demonstrado que a vigil&acirc;ncia    de doen&ccedil;as mais graves ou de maior impacto social, como a doen&ccedil;a    meningoc&oacute;cica, tem maior participa&ccedil;&atilde;o da rede privada como    notificadora de casos ao sistema de vigil&acirc;ncia.<sup>30</sup> Considerando-se que    a confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial no VigFEx requeria a coleta de material    biol&oacute;gico (duas amostras de sangue e, eventualmente, secre&ccedil;&atilde;o    de orofaringe), o que poderia ser inconveniente para o paciente, e o fato de    a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da maioria das doen&ccedil;as investigadas    pelo VigiFEx ser benigna e, portanto, o respectivo resultado laboratorial n&atilde;o    alterar o manejo cl&iacute;nica dos casos, eis aqui mais um fator capaz de ter    influenciado a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es    do setor privado no decorrer da implementa&ccedil;&atilde;o do VigiFEx.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;ria &#8211; e poss&iacute;vel    &#8211; a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho conjunto entre os setores    p&uacute;blico e privado pelo controle de doen&ccedil;as de interesse da Sa&uacute;de    P&uacute;blica. O sucesso desse trabalho depende do estabelecimento de mecanismos    &aacute;geis e eficientes de produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas, e de processos    adequados de comunica&ccedil;&atilde;o. Isso pode ser feito de diversas maneiras    &#8211; ou estrat&eacute;gias, como as empregadas no VigiFEx. A continuidade    da participa&ccedil;&atilde;o do setor privado no sistema de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica parece estar diretamente relacionada com os subs&iacute;dios    &agrave; pr&aacute;tica m&eacute;dica cl&iacute;nica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Baseando-se na experi&ecirc;ncia do VigiFEx    e nos resultados do presente estudo, podem-se elencar as seguintes recomenda&ccedil;&otilde;es    para o aprimoramento do sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica no    pa&iacute;s e a melhor integra&ccedil;&atilde;o dos setores p&uacute;blico e    privado de sa&uacute;de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> a) Estabelecer rela&ccedil;&atilde;o de parceria    com o setor privado, desenvolvendo pr&aacute;ticas de sa&uacute;de e atividades    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica importantes para a Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) Aprimorar o processo de comunica&ccedil;&atilde;o    e retroalimenta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, otimizando o uso    das tecnologias atualmente dispon&iacute;veis, particularmente inform&aacute;tica.    Exemplos: a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria doen&ccedil;as e a    solicita&ccedil;&atilde;o de exames por meio eletr&ocirc;nico, o envio de laudos    e informes epidemiol&oacute;gicos por correio eletr&ocirc;nico e a disponibiliza&ccedil;&atilde;o    de impressos simplificados para notifica&ccedil;&atilde;o, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> c) Incrementar a participa&ccedil;&atilde;o    de profissionais do setor privado em eventos t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos    relacionados aos temas de interesse da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    &#8211; e vice-versa &#8211; e promover a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    epidemiol&oacute;gicas baseadas em evid&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> d) Buscar uma articula&ccedil;&atilde;o permanente    com as sociedades de sa&uacute;de especializadas, sua representa&ccedil;&atilde;o    em comit&ecirc;s ou grupos t&eacute;cnicos de trabalho, para discuss&atilde;o    de aspectos particulares da preven&ccedil;&atilde;o controle de doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e) Pautar discuss&otilde;es sobre temas de interesse    da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, regular e periodicamente, nos grandes    servi&ccedil;os de sa&uacute;de, especialmente nos universit&aacute;rios, como    parte de suas programa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas internas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Uma limita&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento    do presente estudo foi a de que estes autores n&atilde;o puderam avaliar o impacto    das estrat&eacute;gias implementadas, pela aus&ecirc;ncia de um m&eacute;todo    avaliativo para tal. Sugere-se, em contrapartida, a realiza&ccedil;&atilde;o    de estudos prospectivos de avalia&ccedil;&atilde;o do impacto de estrat&eacute;gias    seletivas na incorpora&ccedil;&atilde;o do setor privado de sa&uacute;de &agrave;s    atividades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A experi&ecirc;ncia do VigiFEx e os resultados    desta an&aacute;lise refor&ccedil;am a possibilidade de promo&ccedil;&atilde;o    e sucesso dos setores p&uacute;blico e privado de sa&uacute;de integrados, colaborando    para as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica em nosso    pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Grupo de Trabalho VigiFEx</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    Prefeitura Municipal de Campinas-SP</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Brigina Kemp    <br>   Cl&aacute;udia Bento Safi    <br>   Eliana N. C. de Barros    <br>   Fabiana Medeiros Lopes de Oliveira    <br>   Genoefa Aparecida Casagrande    <br>   Maria Alice Sato    <br>   Maria Cristina Siqueira M. Prini    <br>   Mariza Natalina dos Santos    <br>   Neuza Teles de Lima Martins    <br>   Thais Fernanda Degan</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Grupo de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    XVII Secretaria de Estado da Sa&uacute;de, Governo do Estado de S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> M&aacute;rcia Regina Pacola</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    Secretaria de Estado da Sa&uacute;de, Governo do Estado de S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Telma R. M. P. Carvalhanas    <br>   Neuma T. R. Hidalgo    <br>   Fl&aacute;via Helena Ciccone</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Coordena&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    de Doen&ccedil;as de Transmiss&atilde;o Respirat&oacute;ria e Imunopreven&iacute;veis,    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Fernando Ribeiro de Barros    <br>   Tereza Cristina Segatto</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Instituto Adolfo Lutz/Regional Campinas-SP    Secretaria de Estado da Sa&uacute;de, Governo do Estado de S&atilde;o Paulo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> V&acirc;nia Martins Fontes Del Gu&eacute;rcio</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Instituto Adolfo Lutz/S&atilde;o Paulo-SP    Secretaria de Estado da Sa&uacute;de Governo do Estado de S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Luiza T. M. Souza    <br>   Ana M. S. Afonso    <br>   Andr&eacute;a Stangarlin</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas    Irmandade da Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de S&atilde;o Paulo-SP</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Jos&eacute; C&aacute;ssio de Moraes</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Cristiana M. Toscano</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Centers for Disease Control and Prevention    Atlanta-GA, USA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> F&aacute;bio Lievano    <br>   K. Lisa Cairns</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria n<sup>o</sup> 33, de 14 de julho de 2005. Define a rela&ccedil;&atilde;o de    doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria para todo territ&oacute;rio    nacional &#091;legisla&ccedil;&atilde;o na Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,    Bras&iacute;lia, 15 jul. 2005. &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/do1_111.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/do1_111.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Pan American Health Organization. Measles    elimination by the year 2000. EPI Newsletter 1994;16:1-2.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Pan American Health Organization. Immunization    Newsletter &#091;serial on the Internet&#093;. 2006 &#091;cited   2008 Aug. 02&#093;;28(3). Available    from: em:<a href="http://www.paho.org/English/AD/FCH/IM/sne2803.pdf" target="_blank">http://www.paho.org/English/AD/FCH/IM/sne2803.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Prevots RD, Parise MS, Segatto TCV, Siqueira    MM, Santos ED, Ganter B, et al. Interruption of measles transmission in Brazil,    2000-2001. The Journal of Infectious Diseases 2003;187 Suppl 1:111-120.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Nota T&eacute;cnica de 27/12/2004: Brasil    completa quatro anos sem transmiss&atilde;o do sarampo &#091;monografia na Internet&#093;.    Bras&iacute;lia: MS &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portana/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=22154" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portana/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=22154</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Nota T&eacute;cnica: Detectado novo caso    de sarampo, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de refor&ccedil;a a recomenda&ccedil;&atilde;o    para o bloqueio vacinal dos contatos &#091;monografia na Internet&#093;. Bras&iacute;lia:    MS &#091;acesso 05 ago. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/nota_sarampo_2507.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/nota_sarampo_2507.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Pan American Health Organization. Immunization    Newsletter &#091;serial on the Internet&#093;. 2007 &#091;cited  2007 July 29&#093;;29(1). Available    from: <a href="http://www.paho.org/English/AD/FCH/IM/sne2901.pdf" target="_blank">http://www.paho.org/English/AD/FCH/IM/sne2901.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de. 44<sup>a</sup> Reuni&atilde;o do Conselho Diretivo, 2003 &#091;monografia na Internet&#093;.    Washington (DC): OPAS &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.paho.org/portuguese/gov/cd/cd44-11-p.pdf" target="_blank">http://www.paho.org/portuguese/gov/cd/cd44-11-p.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Situa&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    transmiss&iacute;veis no Brasil &#8211; agosto de 2004 &#8211; Rub&eacute;ola    &#091;monografia na Internet&#093;. Bras&iacute;lia: MS &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21905" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21905</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Nota t&eacute;cnica: Surto de Rub&eacute;ola,    Brasil - Alerta - 27/07/2007 &#091;monografia na Internet&#093;. Bras&iacute;lia: MS &#091;acesso    14 ago. 2008&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=26700" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=26700</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional da Sa&uacute;de.    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, v. I &#091;monografia na Internet&#093;.    Bras&iacute;lia: Funasa; 2002 &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/guia_vig_epi_vol_l.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/    arquivos/pdf/guia_vig_epi_vol_l.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Bahia L. O mercado de planos e seguros de    sa&uacute;de no Brasil: tend&ecirc;ncias p&oacute;s-regulamenta&ccedil;&atilde;o.    In: Negri B, Di Giovanni G, organizadores. Brasil: radiografia da sa&uacute;de.    Campinas: Editora; 2001. p 325-361.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar.    Dados sobre Benefici&aacute;rios &#091;dados na Internet&#093;. Rio de Janeiro: ANS &#091;acesso    29 nov. 2007&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ans.gov.br/portal/site/dados_setor/dadossobrebeneficiarios.asp" target="_blank">http://www.ans.gov.br/portal/site/dados_setor/dadossobrebeneficiarios.asp</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Conselho Regional de Medicina do Estado    de S&atilde;o Paulo. Guia M&eacute;dico, Pesquisa Detalhada &#091;dados na Internet&#093;.    S&atilde;o Paulo: CRM &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.cremesp.com.%20br/?siteAcao=GuiaMedico&pesquisa=proc">http://www.cremesp.com.    br/?siteAcao=GuiaMedico&amp;pesquisa=proc</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de    Campinas. Projeto de Expans&atilde;o da Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia PROESF-MS,    2004. Campinas: SMS. N&atilde;o editado.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 16. Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar.    &Iacute;ndice de reclama&ccedil;&otilde;es: anual 2004 &#091;dados na Internet&#093;.    Rio de Janeiro: ANS &#091;acesso 05 ago. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ans.gov.br/portalv4/site/home/default.asp" target="_blank">http://www.ans.gov.br/portal/site/rank/rank_default.asp</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de    S&atilde;o Paulo. Guia de vigil&acirc;ncia para erradica&ccedil;&atilde;o do    Sarampo, controle da Rub&eacute;ola e da S&iacute;ndrome da Rub&eacute;ola Cong&ecirc;nita    &#091;monografia na Internet&#093;. S&atilde;o Paulo: SES; 2001 &#091;acesso    15 mar. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/guiasarubsrc.pdf" target="_blank">ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/guiasarubsrc.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    Professor Alexandre Vranjac. Informe T&eacute;cnico &#8211; Surtos de Rub&eacute;ola    no Estado de S&atilde;o Paulo &#091;monografia na Internet&#093;. S&atilde;o Paulo: Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo; 2000 &#091;acesso 12 set. 2008&#093;. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/Inf_rubsurt.htm." target="_blank">http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/Inf_rubsurt.htm</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Paim JS, Teixeira MGLC. Reorganiza&ccedil;&atilde;o    do sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica na perspectiva do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1991;5:27-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Barata RCB. O desafio das doen&ccedil;as    emergentes e a revaloriza&ccedil;&atilde;o da epidemiologia descritiva. Revista    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;31(5):531-537.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Waldman EA, Freitas FRM. A vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica e sua interface com as pr&aacute;ticas da vigil&acirc;ncia    sanit&aacute;ria &#091;monografia na Internet&#093; &#091;acesso 02 nov. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.anvisa.gov.br/institucional/snvs/coprh/seminario/Vig_Epi_Sanit_Eliseu.pdf" target="_blank">http://www.anvisa.gov.br/institucional/snvs/coprh/seminario/Vig_Epi_Sanit_Eliseu.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Barreto ML. Papel da Epidemiologia no desenvolvimento    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de no Brasil: hist&oacute;rico, fundamento    e perspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia 2002;5(1):4-17.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 23. Hamman EM, Laguardia J. Reflex&otilde;es    sobre a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica: mais al&eacute;m da Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000;9(3):211-219.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 24. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Notas t&eacute;cnicas: Casos importados    de sarampo em Santa Catarina, 19/12/2003 &#091;monografia na Internet&#093;.    Bras&iacute;lia: MS &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21287" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/svs/    visualizar_texto.cfm?idtxt=21287</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 25. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Nota T&eacute;cnica: Brasil completa quatro    anos sem transmiss&atilde;o do Sarampo &#8211; 27/12/2004 &#091;monografia na    Internet&#093;. Bras&iacute;lia: MS &#091;acesso 25 jul. 2005&#093;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=22154" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/svs/    visualizar_texto.cfm?idtxt=22154</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Moraes JC, Barata RCB, Ribeiro MCSA, Castro    PC. Cobertura vacinal no primeiro ano de vida em quatro cidades do Estado de    S&atilde;o Paulo, Brasil. Revista Panamericana de Salud Publica 2000;8(5):332-341.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 27. Nordin JD, Harpaz R, Haraper P, Rush W.    Syndromic surveillance for measles illnesses in a managed care setting. The    Jounal of Infectious Diseases &#091;serial on the Internet&#093;. 2004 &#091;cited     2008 Aug. 1&#093;;189 Suppl 1:S222-S226. Available from: <a href="http://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/378775" target="_blank">http://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/378775</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 28. Harpaz R, Papania MJ. Can minimum rate of    investigation of measleslike illnesses serve as a standard for evaluating measles    surveillance? The Journal of Infectious Diseases 2004;89 Suppl 1: S204-S209.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 29. Waldman EA. Usos da vigil&acirc;ncia e da    monitoriza&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS &#091;peri&oacute;dico na Internet&#093;.1998 &#091;acesso 1 ago. 2008&#093;;7(3):7-26.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/iesus_vol7_3_usos.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/iesus_vol7_3_usos.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 30. Carre&ntilde;o AI, Cruz PM, Navarro FM.    Aplicaci&oacute;n del m&eacute;todo captura-recaptura en la evaluaci&oacute;n    del sistema de vigilancia epidemiol&oacute;gica de la enfermedad meningoc&oacute;cica    en Tenerife (1999-2001). Revista Espa&ntilde;ola de Salud Publica 2003; 77701-77711.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Vasco Fernandes Coutinho, 109,    <br>   Jardim Nossa Senhora Auxiliadora,    <br>   Campinas-SP, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 13076-030    <br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:brigina@terra.com.br">brigina@terra.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 27/02/2008    <br>   Aprovado em29/10/2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Este estudo foi    financiado pelos Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos    da Am&eacute;rica (CDC/USA) e pela Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de (OPAS-OMS). Os recursos foram administrados pelo Centro de Estudos    Leopoldo Ayrosa Galv&atilde;o (CEALAG), da Irmandade da Santa Casa de Miseric&oacute;rdia    de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a name="22"></a><a href="#topo">**</a></sup>Os    membros do Grupo de Trabalho VigiFEx s&atilde;o apresentados ao final deste    relato. </font></p>      ]]></body><back>
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