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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão em ciência e tecnologia: desafio para os laboratórios de Saúde Pública no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Science and tecnology management: a challenge for Public Health laboratories in Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study had the objective to understand the perception of researchers about the conditions for scientific research production available in Brazilian reference laboratories for the diagnosis of dengue; yellow fever and spot fever. A questionnaire was sent to researchers with questions related to concepts and themes on scientific projects management and the environment for scientific production. It was a Likert type questionnaire with multiple response options. The purpose was to know the point of view of each researcher about the present situation and the desirable situation in their laboratory of origin. Results were plotted in graphs and their internal consistency was checked using Cronbach's alpha. This study has concluded that those reference laboratories are able to undertake scientific projects, although they have difficulties related mainly to scientific and technology planning and management.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Gest&atilde;o em ci&ecirc;ncia    e tecnologia: desafio para os laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica    no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Science and tecnology management: a challenge    for Public Health laboratories in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Nery Cunha Vital<sup>I</sup>; Maria de Lourdes    Vallad&atilde;o<sup>II</sup>; Jo&atilde;o Paulo Amaral Haddad<sup>III</sup>;    Cristina de Albuquerque Possas<sup>IV</sup>; Jos&eacute; Oswaldo Costa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Ezequiel Dias, Belo Horizonte-MG,    Brasil    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Farm&aacute;cia Social, Escola de Farm&aacute;cia, Universidade    Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Medicina Veterin&aacute;ria Preventiva, Escola de Veterin&aacute;ria,    Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico, Programa Nacional    de DST e Aids, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir da percep&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores,    objetivou-se inferir as condi&ccedil;&otilde;es para realiza&ccedil;&atilde;o    de pesquisas cient&iacute;ficas em todos os laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de    P&uacute;blica que, no Brasil, s&atilde;o refer&ecirc;ncia para o diagn&oacute;stico    de dengue, febre amarela e febre maculosa. Um question&aacute;rio foi enviado    aos pesquisadores, contemplando conceitos e temas sobre a gest&atilde;o de projetos    cient&iacute;ficos e o ambiente para a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.    Cada item investigado apresentava alternativas de resposta segundo a escala    de atitudes de Likert, de modo a captar o ponto de vista do pesquisador sobre    a situa&ccedil;&atilde;o atual e a situa&ccedil;&atilde;o desej&aacute;vel,    em seu pr&oacute;prio laborat&oacute;rio. Os resultados foram lan&ccedil;ados    em gr&aacute;ficos e avaliados pelo exame de consist&ecirc;ncia interna, de    acordo com o alfa de Cronbach. Concluiu-se que os laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia    para dengue, febre amarela e febre maculosa no Brasil disp&otilde;em de condi&ccedil;&otilde;es    para a execu&ccedil;&atilde;o de pesquisas cient&iacute;ficas mas enfrentam    dificuldades relacionadas, principalmente, ao planejamento e gest&atilde;o em    ci&ecirc;ncia e tecnologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> laborat&oacute;rios de    Sa&uacute;de P&uacute;blica; gest&atilde;o em ci&ecirc;ncia e tecnologia em    sa&uacute;de; question&aacute;rio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> This study had the objective to understand the    perception of researchers about the conditions for scientific research production    available in Brazilian reference laboratories for the diagnosis of dengue; yellow    fever and spot fever. A questionnaire was sent to researchers with questions    related to concepts and themes on scientific projects management and the environment    for scientific production. It was a Likert type questionnaire with multiple    response options. The purpose was to know the point of view of each researcher    about the present situation and the desirable situation in their laboratory    of origin. Results were plotted in graphs and their internal consistency was    checked using Cronbach's alpha. This study has concluded that those reference    laboratories are able to undertake scientific projects, although they have difficulties    related mainly to scientific and technology planning and management.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> public health laboratories,    health science and technology management, questionnaire.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As atividades diagn&oacute;sticas de um laborat&oacute;rio    de Sa&uacute;de P&uacute;blica s&atilde;o complexas, em termos tecnol&oacute;gicos    e sociais. A emiss&atilde;o de um resultado ou laudo depende do n&iacute;vel    de conhecimentos cient&iacute;ficos e implica responsabilidade sanit&aacute;ria.    Seja qual for o resultado ou laudo, ele sempre ser&aacute; a express&atilde;o    das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo e da pr&oacute;pria    coletividade. Como no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, quando foi decisivo    para o controle das epidemias, o laborat&oacute;rio de Sa&uacute;de P&uacute;blica    no Brasil de hoje &eacute; determinante para o controle das doen&ccedil;as infecciosas    emergentes e reemergentes. Nesse sentido, desafios devem ser enfrentados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;rio que o laborat&oacute;rio    transcenda a rotina da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e se volte,    tamb&eacute;m, para a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. &Eacute;    imprescind&iacute;vel ao laborat&oacute;rio a incorpora&ccedil;&atilde;o de    inova&ccedil;&otilde;es como as t&eacute;cnicas da biologia molecular, a an&aacute;lise    de seq&uuml;&ecirc;ncias de &aacute;cidos nucl&eacute;icos, o isolamento dos    agentes etiol&oacute;gicos utilizando-se do cultivo celular, seja para a identifica&ccedil;&atilde;o    e a produ&ccedil;&atilde;o de ant&iacute;genos, seja para o desenvolvimento    de novas metodologias diagn&oacute;sticas. Dito de outra forma, o laborat&oacute;rio    de Sa&uacute;de P&uacute;blica &eacute; desafiado a compreender, acompanhar    e responder, no plano cient&iacute;fico, &agrave;s demandas que recebe. E deve    faz&ecirc;-lo com a rapidez imposta pelo avan&ccedil;o do conhecimento e por    um quadro epidemiol&oacute;gico em constante mudan&ccedil;a, tanto no plano    nacional como no internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Do ponto de vista administrativo, o desafio    principal &eacute; o de romper com a cultura do trabalho individual e o modelo    organizacional de estruturas compartimentadas em se&ccedil;&otilde;es, departamentos    e servi&ccedil;os, prevalecentes nos atuais laborat&oacute;rios. &Eacute; preciso    adotar instrumentos de gest&atilde;o em ci&ecirc;ncia e tecnologia que levem    ao desenvolvimento de trabalhos de car&aacute;ter interdisciplinar e conduzam    a pr&aacute;tica da pesquisa para al&eacute;m das fronteiras das &aacute;reas    tradicionais de conhecimento. Enfim, formas de trabalho e de pesquisa que levem    a compartilhar informa&ccedil;&otilde;es, conhecimentos, tecnologias e recursos    que permitam responder, efetivamente, &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es    ambientais, demogr&aacute;ficas, sanit&aacute;rias e epidemiol&oacute;gicas    que o mundo e o Brasil v&ecirc;m passando.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A tem&aacute;tica da gest&atilde;o em ci&ecirc;ncia    e tecnologia foi objeto de pesquisa qualitativa realizada em 2005, envolvendo    todas as unidades laboratoriais do Sistema Nacional de Laborat&oacute;rios de    Sa&uacute;de P&uacute;blica (Sislab) que s&atilde;o refer&ecirc;ncia para os    diagn&oacute;sticos de dengue, febre amarela e febre maculosa. A investiga&ccedil;&atilde;o    buscou, entre outros objetivos, avaliar a capacidade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    desses laborat&oacute;rios a partir da percep&ccedil;&atilde;o de seus pesquisadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este artigo apresenta os resultados desse estudo,    que refletem essa percep&ccedil;&atilde;o sobre v&aacute;rios aspectos: condi&ccedil;&otilde;es    para o trabalho interdisciplinar e interinstitucional; incorpora&ccedil;&atilde;o    de novas metodologias; capta&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros; acesso    a publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas; publica&ccedil;&otilde;es em    revistas cient&iacute;ficas; e patenteamento de resultados de pesquisas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa,    selecionou-se uma amostra dos laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia do Sislab    em fun&ccedil;&atilde;o de atribui&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; execu&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico de dengue, febre amarela e febre maculosa. Foram definidas,    de acordo com a rela&ccedil;&atilde;o constante da Portaria n<sup>o</sup> 70/2004,    da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (SVS/MS), seis unidades laboratoriais de refer&ecirc;ncia.<sup>1</sup> A essa amostra incorporou-se    mais uma unidade, tendo em vista o documento da SVS/MS, de 22 de novembro de    2004, ter oficializado mais um laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia. Essas    institui&ccedil;&otilde;es constituem o universo dos laborat&oacute;rios de    refer&ecirc;ncia para o diagn&oacute;stico de febre amarela, dengue e febre    maculosa no Brasil. Optou-se por n&atilde;o identific&aacute;-los nominalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O nome e o endere&ccedil;o dos respons&aacute;veis    t&eacute;cnicos por esses laborat&oacute;rios foram obtidos junto &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral    dos Laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica, da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (CGLAB/SVS/MS). Por contato    telef&ocirc;nico, solicitou-se, de cada um dos laborat&oacute;rios selecionados,    a informa&ccedil;&atilde;o sobre o n&uacute;mero de seus pesquisadores em atividade    e, naturalmente, sua disposi&ccedil;&atilde;o em colaborar com o estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizou-se, para esta pesquisa, question&aacute;rio    padronizado, auto-aplic&aacute;vel, nos moldes recomendados por Wedeking.<sup>2</sup> A    escolha do question&aacute;rio como instrumento de coleta de dados e informa&ccedil;&otilde;es    possui as seguintes vantagens: possibilidade de abrang&ecirc;ncia de grande    n&uacute;mero de pessoas; possibilidade de obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    de pessoas que se encontram geograficamente dispersas; e efic&aacute;cia, quando    aplicado a um grupo de indiv&iacute;duos de n&iacute;vel instrucional alto.<sup>3</sup>    A pesquisa foi realizada entre os meses de janeiro e abril de 2005. Enviaram-se    56 question&aacute;rios, distribu&iacute;dos conforme mostra a <a href="#t1">Tabela    1</a>, com uma taxa de retorno de 84%. Considerando-se que, no momento do recebimento    dos question&aacute;rios, cinco dos t&eacute;cnicos inicialmente indicados para    participar da pesquisa haviam deixado sua institui&ccedil;&atilde;o, essa taxa    de retorno passa a ser de 92% sobre um total de 51 question&aacute;rios v&aacute;lidos,    efetivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a09t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O modelo do question&aacute;rio aplicado foi    elaborado sobre 14 conceitos e 28 quest&otilde;es (entre outras) que contemplavam    os temas '<b>Gest&atilde;o de projetos cient&iacute;ficos</b>' e '<b>Ambiente    para a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</b>', como se apresentam na    <a href="#f1">Figura 1</a>. Os temas foram selecionados entre aqueles j&aacute;    considerados pela literatura como indicadores de condi&ccedil;&otilde;es para    o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico nas institui&ccedil;&otilde;es.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#11"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a09f1.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para cada um dos conceitos, foram elaboradas    duas quest&otilde;es, apresentadas de forma positiva &#8211; uma sobre sua situa&ccedil;&atilde;o    atual e outra relativa &agrave; expectativa ou situa&ccedil;&atilde;o desejada    por parte do respondente &#8211;, estrat&eacute;gia utilizada por Pereira, Saes    &amp; Escuder.<sup>6</sup> As 28 quest&otilde;es foram dispostas seq&uuml;encialmente e,    por meio de uma planilha eletr&ocirc;nica, tiveram suas posi&ccedil;&otilde;es    modificadas aleatoriamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No question&aacute;rio, foram apresentadas afirmativas    sobre os temas a serem pesquisados. Em resposta, o pesquisador deveria escolher    uma das alternativas apresentadas, de acordo com a escala de Likert: (1) 'Concordo    totalmente'; (2) 'Concordo'; (3) 'N&atilde;o sei'; (4) 'Discordo'; e (5) 'Discordo    totalmente'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escala de Likert tornou-se um paradigma de    mensura&ccedil;&atilde;o qualitativa, largamente utilizada em pesquisas de opini&atilde;o.<sup>3,7-9</sup>    Consiste em um conjunto de itens, apresentados na forma de afirma&ccedil;&atilde;o    ou ju&iacute;zo, diante dos quais o respondente deve externar suas rea&ccedil;&otilde;es    mediante a escolha de um entre os cinco pontos da escala. A cada um dos cinco    pontos est&aacute; associado um valor num&eacute;rico. O somat&oacute;rio dos    valores indica atitude favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o    ao objeto (ou representa&ccedil;&atilde;o) que se avalia. A manifesta&ccedil;&atilde;o    de concord&acirc;ncia ou discord&acirc;ncia &eacute; tratada como uma vari&aacute;vel    categ&oacute;rica ordinal e seus intervalos s&atilde;o assumidos como regulares.<sup>8</sup>    Assim, para este trabalho, foram utilizados os valores 100%, 50%, 0, -50% e    -100%, respectivamente para as cinco categorias &#8211; 'Concordo totalmente',    'Concordo', 'N&atilde;o sei', 'Discordo' e 'Discordo totalmente' &#8211; utilizadas    no question&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O instrumento de investiga&ccedil;&atilde;o foi    submetido a um pr&eacute;-teste, com o objetivo de verificar a clareza das afirmativas    e sua adequa&ccedil;&atilde;o ao que se desejava pesquisar, al&eacute;m do tempo    necess&aacute;rio para a escolha das alternativas de resposta apresentadas.    Conclu&iacute;da essa etapa pr&eacute;via ao estudo, promoveram-se os ajustes    detectados como necess&aacute;rios. O pr&eacute;-teste foi realizado em dezembro    de 2004, com um grupo de pesquisadores da Funed, institui&ccedil;&atilde;o escolhida    por sua localiza&ccedil;&atilde;o e facilidade de acesso aos pesquisadores,    os quais n&atilde;o participaram da amostra do estudo definitivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Uma vez colhidos, os dados foram armazenados    em banco de dados preparado para planilha eletr&ocirc;nica e, para a an&aacute;lise    dos resultados, foi aplicada a teoria do diferencial sem&acirc;ntico de Osgood,    <i>apud</i> Pereira,<sup>8</sup> &agrave; escala de Likert, permitindo medidas de dist&acirc;ncias    da neutralidade em dire&ccedil;&atilde;o aos dois valores opostos, de concord&acirc;ncia    e discord&acirc;ncia. A codifica&ccedil;&atilde;o das respostas permite que    o c&aacute;lculo de sua m&eacute;dia represente uma propor&ccedil;&atilde;o    ponderada de aprova&ccedil;&atilde;o ou reprova&ccedil;&atilde;o dos conceitos    apresentados na forma de afirmativas. Assim, uma m&eacute;dia negativa representa    propor&ccedil;&atilde;o de discord&acirc;ncia ou reprova&ccedil;&atilde;o de    uma vari&aacute;vel, sendo ponderados os efeitos de neutralidade e concord&acirc;ncia    ou aprova&ccedil;&atilde;o. Uma m&eacute;dia positiva tem a mesma interpreta&ccedil;&atilde;o,    em sentido contr&aacute;rio. A m&eacute;dia de c&oacute;digos com valores discretos    ponderados por sua freq&uuml;&ecirc;ncia, dentro de uma dada amostra (uma fun&ccedil;&atilde;o    matem&aacute;tica que soma os produtos de cada valor e sua probabilidade em    um universo amostral), &eacute; a melhor aproxima&ccedil;&atilde;o da expectativa,    a situa&ccedil;&atilde;o desejada.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A consist&ecirc;ncia da medida derivada dos    indicadores de cada tema foi aferida pelo teste de confiabilidade de Cronbach    (<a href="#t2">Tabela 2</a>), que mede um coeficiente geral de correla&ccedil;&atilde;o    entre os itens considerados &#8211; o alfa &#8211;, cujos valores podem variar    dentro de um intervalo de correla&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima, isto &eacute;,    de <b>zero</b> at&eacute; a correla&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, <b>um</b>.    O alfa de Cronbach mede a consist&ecirc;ncia ou confiabilidade de um indicador    e pode ser interpretado como um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o ao quadrado    (R<sup>2</sup>), com uma suposta medida real do fen&ocirc;meno estudado.<sup>8,10</sup>    Assim, avaliou-se a participa&ccedil;&atilde;o de cada conceito na composi&ccedil;&atilde;o    de cada tema e, para o c&aacute;lculo do alfa, utilizou-se a biblioteca 'psy'    do pacote estat&iacute;stico 'R' vers&atilde;o 2.10 (acessada pelo endere&ccedil;o    eletr&ocirc;nico <a href="http://www.r-project.org" target="_blank">http://www.r-project.org</a>).    Os intervalos de confian&ccedil;a das vari&aacute;veis foram trabalhados no    n&iacute;vel de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de 95%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t2"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a09t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os indicadores dos temas propostos apresentaram    consist&ecirc;ncia, pelo alfa de Cronbach, variando de 0,684 a 0,895. Se considerarmos    que o alfa de Cronbach pode ser interpretado como R<sup>2</sup>, &eacute; poss&iacute;vel    concluir que o indicador de 'Gest&atilde;o de projetos cient&iacute;ficos' de    0,829 para a situa&ccedil;&atilde;o atual, por exemplo, mediria, de fato, 82,9%    nesse tema. A mesma interpreta&ccedil;&atilde;o pode ser feita para o tema 'Ambiente    para a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica', que apresentou uma medida    de 0,895 para a situa&ccedil;&atilde;o atual, conforme apresentado na <a href="#t2">Tabela    2</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Miles &amp; Huberman, <i>apud</i> Pereira,<sup>8</sup>    recomendam que a an&aacute;lise de dados qualitativos se ampare em representa&ccedil;&otilde;es    visuais, como gr&aacute;ficos ou esquemas, em lugar de modos narrativos. Para    os autores, o que se busca em um processamento que instrumentalize a an&aacute;lise    &eacute; sempre a redu&ccedil;&atilde;o de dimensionalidades; ou seja, ap&oacute;s    a observa&ccedil;&atilde;o de seu objeto, em toda sua complexidade, por meio    de diferentes medidas, interessa ao investigador obter uma medida geral que    lhe permita alguma conclus&atilde;o para seu estudo. Seguindo essa orienta&ccedil;&atilde;o,    procurou-se, neste relato, apresentar os resultados da pesquisa na forma de    gr&aacute;ficos, buscando-se a obten&ccedil;&atilde;o de uma maior clareza nas    an&aacute;lises.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi enviada correspond&ecirc;ncia de formaliza&ccedil;&atilde;o    da solicita&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o, para os diretores    e/ou respons&aacute;veis por cada laborat&oacute;rio. Nessa correspond&ecirc;ncia,    foram apresentados os objetivos da pesquisa e o compromisso destes autores em    resguardar o anonimato dos respondentes, os pesquisadores. Estes receberam correspond&ecirc;ncia    espec&iacute;fica, com as mesmas informa&ccedil;&otilde;es e a solicita&ccedil;&atilde;o    de sua colabora&ccedil;&atilde;o na resposta ao question&aacute;rio &#8211;    anexo &agrave; mesma correspond&ecirc;ncia. Com o prop&oacute;sito de facilitar    a devolu&ccedil;&atilde;o da resposta, foi enviado envelope, endere&ccedil;ado    e selado, n&atilde;o sem antes tomar-se o cuidado de criar uma numera&ccedil;&atilde;o    seq&uuml;encial para os question&aacute;rios que permitisse a posterior identifica&ccedil;&atilde;o    do laborat&oacute;rio pesquisado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A percep&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores    quanto a aspectos da '<b>Gest&atilde;o de projetos cient&iacute;ficos</b>' est&aacute;    ilustrada na <a href="#f2">Figura 2</a>. Observe-se que os pesquisadores avaliaram    positivamente a situa&ccedil;&atilde;o atual, no que tange ao quesito 'Est&iacute;mulos    para parcerias com outras institui&ccedil;&otilde;es para projetos de pesquisa'    (m&eacute;dia de aprova&ccedil;&atilde;o de 29,79%), e desejam um cen&aacute;rio    mais favor&aacute;vel (m&eacute;dia de 67,02%). O incentivo para pesquisas participativas,    isto &eacute;, com a 'Participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de outras    institui&ccedil;&otilde;es', recebeu avalia&ccedil;&atilde;o positiva (23,4%).    A situa&ccedil;&atilde;o desejada &#8211; expressa na afirmativa de que essa    conduta &eacute; essencial &#8211; recebeu aprova&ccedil;&atilde;o em um grau    ainda maior: 52%. Por&eacute;m, internamente &agrave; pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o,    a 'Integra&ccedil;&atilde;o intersetorial e multidisciplinar' para o desenvolvimento    de projetos obteve um grau baixo de aprova&ccedil;&atilde;o (9,5%). Os pesquisadores,    entretanto, esperam que a institui&ccedil;&atilde;o incentive projetos que facilitem    a integra&ccedil;&atilde;o interna (m&eacute;dia de aprova&ccedil;&atilde;o    de 68,09%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="f2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a09f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No que diz respeito ao investimento em pesquisa,    a percep&ccedil;&atilde;o &eacute; positiva quanto ao est&iacute;mulo &agrave;    'Capta&ccedil;&atilde;o de recursos por meio de projetos' (m&eacute;dia de 42%    de aprova&ccedil;&atilde;o); por&eacute;m, tende a ser negativa quanto ao investimento    de recursos do pr&oacute;prio laborat&oacute;rio em inova&ccedil;&otilde;es    na &aacute;rea de diagn&oacute;stico (m&eacute;dia: -3,26%). Observou-se uma    grande aspira&ccedil;&atilde;o por investimento pr&oacute;prio (m&eacute;dia    de 73,91%) e para que a capta&ccedil;&atilde;o externa continue a ser um instrumento    de obten&ccedil;&atilde;o de recursos (76,9%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa,    h&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o positiva no que tange &agrave; 'Apropria&ccedil;&atilde;o    dos resultados de pesquisas da institui&ccedil;&atilde;o na melhoria dos servi&ccedil;os'    (m&eacute;dia de 56%). Para o futuro, essa expectativa &eacute; de um cen&aacute;rio    melhor (m&eacute;dia de 64%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maneira como os pesquisadores percebem a situa&ccedil;&atilde;o    atual &#8211; e a desejada &#8211; no '<b>Ambiente para a produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica</b>' &eacute; retratada pela <a href="#f3">Figura 3</a>. Fica    evidente que, atualmente, o 'Acesso &agrave; internet' &eacute; o quesito em    que a aprova&ccedil;&atilde;o foi a mais intensa (m&eacute;dia de 51,06%), seguido    pelos quesitos 'Reprodu&ccedil;&atilde;o de material bibliogr&aacute;fico' (22,34%    de aprova&ccedil;&atilde;o) e 'Acesso a bases de dados eletr&ocirc;nicos' (20,21%),    ambos aprovados, embora com menor intensidade. As respostas obtidas para os    quesitos 'Divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados de pesquisa em eventos' (15,96%),    'Acesso a publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas' (11,7%) e 'Acompanhamento    a pesquisas' (3,26%) apontam apenas uma tend&ecirc;ncia, de aprova&ccedil;&atilde;o.    Da mesma forma, o posicionamento dos pesquisadores em rela&ccedil;&atilde;o    a 'Patenteamento de resultados de pesquisas' e 'Publica&ccedil;&atilde;o em    revistas cient&iacute;ficas' deve ser interpretado como uma tend&ecirc;ncia    a reprova&ccedil;&atilde;o (m&eacute;dias de -8,51% e -6,52%, respectivamente).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n2/2a09f3.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As expectativas em rela&ccedil;&atilde;o ao    ambiente para a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica s&atilde;o, contudo,    altamente positivas. Salvo o 'Patenteamento de resultados de pesquisas' (m&eacute;dia    de aprova&ccedil;&atilde;o de 58,51%), os demais quesitos obtiveram m&eacute;dias    acima de 70%, com destaque para 'Divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados das    pesquisas em eventos', 'Acesso &agrave; internet' e 'Acesso a bases de dados    eletr&ocirc;nicos', com m&eacute;dias acima de 80% (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os pesquisadores dos laborat&oacute;rios de    refer&ecirc;ncia que responderam ao question&aacute;rio percebem dificuldades    ou apontam pontos de estrangulamento para a produ&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o    de projetos cient&iacute;ficos nas institui&ccedil;&otilde;es em que atuam.    Destacam-se a falta ou insufici&ecirc;ncia de procedimentos de acompanhamento    e avalia&ccedil;&atilde;o de projetos, de apoio a publica&ccedil;&otilde;es    e ao patenteamento. Trata-se de quest&otilde;es desafiadoras para a gest&atilde;o    tecnol&oacute;gica na &aacute;rea da Sa&uacute;de, conforme ressaltam trabalhos    sobre o tema j&aacute; realizados.<sup>11-13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Percebe-se, ademais, a car&ecirc;ncia de projetos    que promovam, internamente &agrave; institui&ccedil;&atilde;o, a integra&ccedil;&atilde;o    dos diferentes setores e profissionais. Na vis&atilde;o desses pesquisadores,    h&aacute; mais apoio e incentivo ao relacionamento com profissionais de outras    institui&ccedil;&otilde;es do que com profissionais do mesmo laborat&oacute;rio.    Eles aspiram a mudan&ccedil;as que possibilitem trabalhos de natureza inter-intradisciplinar    e inter-intra-institucional, justamente onde, paradoxalmente, &eacute; baixa    a integra&ccedil;&atilde;o intersetorial e multidisciplinar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo esses pesquisadores, o ambiente dos laborat&oacute;rios    onde atuam &eacute; prop&iacute;cio ao trabalho em rede e &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de pesquisas em parceria com outras institui&ccedil;&otilde;es. Tal vis&atilde;o    sugere uma predisposi&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento desse modelo de    trabalho, poss&iacute;vel de ser potencializado com o incentivo institucional    a iniciativas dessa natureza. Resta uma indaga&ccedil;&atilde;o: se a mudan&ccedil;a    desejada propiciaria o estabelecimento de trabalhos na &aacute;rea de diagn&oacute;stico-laboratorial    de dengue, febre amarela e febre maculosa de diferentes organiza&ccedil;&otilde;es    compartilhassem projetos, dados, id&eacute;ias, equipamentos, recursos e resultados.<sup>14,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outra dificuldade percebida pelos profissionais    consultados diz respeito &agrave; car&ecirc;ncia de recursos internos ao pr&oacute;prio    laborat&oacute;rio, para investimento em inova&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas.    Eles n&atilde;o se mostram acomodados com essa situa&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m    expectativas de mudan&ccedil;as para essa &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cabe ressaltar que a falta de investimentos pr&oacute;prios    para a pesquisa, al&eacute;m de refletir a restri&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria    imposta &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas,<sup>16</sup> inibe o desenvolvimento    de projetos voltados a solu&ccedil;&otilde;es de problemas espec&iacute;ficos,    de interesse para o pr&oacute;prio laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia. A    capta&ccedil;&atilde;o de recursos externos requer, entre outros procedimentos,    planejamento institucional e capacidade de gerenciamento de projetos, pr&aacute;ticas    modernas e pouco exploradas na administra&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de.<sup>17-19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos cient&iacute;ficos    e tecnol&oacute;gicos e sua divulga&ccedil;&atilde;o demandam, igualmente, efici&ecirc;ncia    em planejamento e gest&atilde;o, atividades que os pesquisadores consultados    consideram pouco desenvolvidas em suas institui&ccedil;&otilde;es. Segundo eles,    faltam incentivos &agrave; publica&ccedil;&atilde;o em revistas indexadas, assim    como ao patenteamento de resultados de trabalhos cient&iacute;ficos. Al&eacute;m    de promover seu acesso a publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, todavia    deficiente, a institui&ccedil;&atilde;o, segundo eles, deveria otimizar a divulga&ccedil;&atilde;o,    em eventos cient&iacute;ficos, dos resultados de suas pesquisas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Percebeu-se um interesse e compromisso institucional    por parte desses pesquisadores. Al&eacute;m de priorizarem aspectos fundamentais    ao bom andamento dos servi&ccedil;os e pesquisas sob sua responsabilidade, eles    buscam a valoriza&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o onde realizam    seu trabalho. Manifestam n&atilde;o apenas preocupa&ccedil;&atilde;o com seu    desenvolvimento pessoal, tamb&eacute;m desejam progredir na carreira institucional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;rio que os laborat&oacute;rios    de Sa&uacute;de P&uacute;blica de refer&ecirc;ncia no Brasil reconsiderem o    planejamento de suas a&ccedil;&otilde;es no sentido de tamb&eacute;m privilegiar    a pesquisa e o desenvolvimento cient&iacute;fico. Seu ponto de partida estaria    em uma profunda avalia&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico de seu pr&oacute;prio    ambiente e sua adequa&ccedil;&atilde;o para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es    em ci&ecirc;ncia e tecnologia, fundada na identifica&ccedil;&atilde;o das prioridades    de a&ccedil;&atilde;o e peculiaridades da tradi&ccedil;&atilde;o de cada laborat&oacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Aos diretores e pesquisadores dos laborat&oacute;rios    de Sa&uacute;de P&uacute;blica de refer&ecirc;ncia, pela prestimosa participa&ccedil;&atilde;o    na pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; coordena&ccedil;&atilde;o e aos t&eacute;cnicos    da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    &#8211; CGLAB/ SVS/MS &#8211;, pela colabora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Portaria n<sup>o</sup> 70, de 23 de dezembro    2004. Estabelece os crit&eacute;rios e a sistematiza&ccedil;&atilde;o para habilita&ccedil;&atilde;o    de Laborat&oacute;rios de Refer&ecirc;ncia Nacional e Regional para as Redes    Nacionais de Laborat&oacute;rios de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica e    Ambiental em Sa&uacute;de [legisla&ccedil;&atilde;o na Internet]. Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 54, 24 fev. 2005. Se&ccedil;&atilde;o    1 [acesso 15 jan. 2005]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.gov.br/svs" target="_blank">http://www.saude.gov.br/svs</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Wedeking L. Designing survey questions [monography    on the Internet]. TGSA: 1998 [cited 2001 Sept. 10]. Available from: <a href="http://www.tgsa.edu/online/cybrary/lwedekin.html" target="_blank">http://www.tgsa.edu/online/cybrary/lwedekin.html</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. G&uuml;nther J. Como elaborar um question&aacute;rio.    In: Pasquali L. Instrumentos psicol&oacute;gicos: manual pr&aacute;tico de elabora&ccedil;&atilde;o    [monografia na Internet]. Bras&iacute;lia: UnB; 1999 [acesso 29 out. 2001].    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.psi-ambiental.net/PU/PPCS/PPCS.htm" target="_blank">http://www.unb.br/ip/lpa/elaborarquestionaquio.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Pereira JCR, Bai&atilde;o MS, Fischer AL.    Avalia&ccedil;&atilde;o de projetos em institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa.    Revista de Administra&ccedil;&atilde;o 1996;31(4):77-92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Willcox LCB. Avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento    tecnol&oacute;gico e transfer&ecirc;ncia de tecnologia: o caso Instituto Oswaldo    Cruz &#8211; Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de    Coletiva 2004;9(2):389-398.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Pereira JCR, Saes SG, Escuder MML. Definindo    prioridades de gest&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia em sa&uacute;de.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;31:624-631.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Guimar&atilde;es TA. Impactos socioecon&ocirc;micos    do patenteamento em biotecnologia: um estudo comparativo entre pa&iacute;ses    de diferentes est&aacute;gios de desenvolvimento econ&ocirc;mico. Cadernos de    Ci&ecirc;ncia e Tecnologia 1998;15:83-102.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Pereira JCR. An&aacute;lise de dados qualitativos:    estrat&eacute;gias metodol&oacute;gicas para as ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de,    humanas e sociais. S&atilde;o Paulo: Edusp; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Santos SR, Paula AFA, Lima JP. O enfermeiro    e sua percep&ccedil;&atilde;o sobre o sistema manual de registro no prontu&aacute;rio.    Revista Latino Americana de Enfermagem 2003;11(1):80-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Judd CM. Measurement: from abstract concepts    to concrete representations. In: Judd CM. Research methods in social relations.    Fort Worth: Holt, Rinehart &amp; Winston; 1991. p. 41-67.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Pellegrini Filho A. Ciencia en pro de la    salud: notas sobre la organizaci&oacute;n de la actividad cient&iacute;fica    para el desarrollo de la salud en America Latina y el Caribe. Washington (DC):    OPAS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Schwartzman S. A pesquisa cient&iacute;fica    e o interesse p&uacute;blico. Revista Brasileira de Inova&ccedil;&atilde;o 2002;1(2):361-395.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Scholze S, Chamas C. Institui&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas de pesquisa e o setor empresarial: o papel da inova&ccedil;&atilde;o    e da propriedade intelectual. Parcerias Estrat&eacute;gicas 2000;(8):85-92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Produzir    e aplicar conhecimento na busca da universalidade e eq&uuml;idade, com qualidade    da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. In: Anais    da 2<sup>a</sup> Confer&ecirc;ncia Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de; 2004 jul. 25-28; Bras&iacute;lia, DF. Bras&iacute;lia: MS;    2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Velho L. Redes regionais de coopera&ccedil;&atilde;o    em C&amp;T e o Mercosul. Parcerias Estrat&eacute;gicas 2001;(10):58-74.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Noronha JC, Lima LD, Machado CV. A gest&atilde;o    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de: caracter&iacute;sticas e tend&ecirc;ncias.    In: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sa&uacute;de no Brasil: contribui&ccedil;&otilde;es    para a agenda de prioridades de pesquisa. Bras&iacute;lia: MS; 2004. p. 45-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Salles Filho S, Bonacelli MB, Mello D. Metodologia    para o estudo da reorganiza&ccedil;&atilde;o institucional da pesquisa p&uacute;blica.    Parcerias Estrat&eacute;gicas 2000; (9):86-108.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Vital NC, Saes GS. Moderniza&ccedil;&atilde;o    das atividades de gest&atilde;o em ci&ecirc;ncia e tecnologia: o caso do IOM.    Cadernos de Gest&atilde;o Tecnol&oacute;gica 1999;45Suppl:80-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Pereira JCR, Saes SG. Avalia&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gias de gest&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia: um estudo    de caso. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995;29(4):308-317.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua Sapuca&iacute;, 429, Sala 213,    <br>   Belo Horizonte-MG, Brasil.    <br>   CEP: 30150-050    <br>   <em>E-mail</em>:<a href="mailto:neryvital@gmail.com">neryvital@gmail.com</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 02/10/2008    <br>   Aprovado em 16/02/2009</font></p>      ]]></body><back>
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<collab>Brasil. Ministério da Saúde^dSecretaria de Vigilância em Saúde</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Portaria nº 70, de 23 de dezembro 2004: Estabelece os critérios e a sistematização para habilitação de Laboratórios de Referência Nacional e Regional para as Redes Nacionais de Laboratórios de Vigilância Epidemiológica e Ambiental em Saúde [legislação na Internet]]]></article-title>
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