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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Epidemiologia      Descritiva: qualidade das informa&ccedil;&otilde;es e pesquisa nos servi&ccedil;os      de sa&uacute;de</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>Guilherme      Werneck</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Membro      do Comit&ecirc; Editorial</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Dentre as etapas fundamentais da pesquisa epidemiol&oacute;gica destaca-se a descri&ccedil;&atilde;o      detalhada da ocorr&ecirc;ncia de eventos relacionados &agrave; sa&uacute;de      nas popula&ccedil;&otilde;es. Com a inten&ccedil;&atilde;o de conhecer padr&otilde;es      gerais no comportamento de doen&ccedil;as e identificar subgrupos populacionais      mais vulner&aacute;veis, lan&ccedil;a-se m&atilde;o de estrat&eacute;gias      anal&iacute;ticas que t&ecirc;m como principais elementos a distribui&ccedil;&atilde;o      temporal, espacial e segundo atributos pessoais.<sup>1</sup> A import&acirc;ncia      destas abordagens para a compreens&atilde;o de fen&ocirc;menos epidemiol&oacute;gicos,      o que se convencionou denominar Epidemiologia descritiva, &eacute; salientada      nos textos cl&aacute;ssicos da disciplina, usualmente sob o t&iacute;tulo      &quot;descri&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as segundo pessoa-tempo-lugar&quot;.<sup>2,3</sup>      A partir da segunda metade do s&eacute;culo XX, no contexto do surgimento      e estabelecimento da assim chamada Epidemiologia Moderna, o interesse cient&iacute;fico      nestes tipos de estudo foi decrescendo paulatinamente na medida em que as      pesquisas epidemiol&oacute;gicas foram se orientando progressivamente para      a investiga&ccedil;&atilde;o das causas biol&oacute;gicas das doen&ccedil;as,      atrav&eacute;s dos desenhos de estudos denominados anal&iacute;ticos.<sup>1,4</sup>      Ainda que abordagens descritivas e anal&iacute;ticas sejam freq&uuml;entemente      consideradas mutuamente exclusivas, elas devem ser vistas como estrat&eacute;gias      complementares que se disp&otilde;em em um <i>continuum</i>.<sup>5,6</sup>      Esta falsa dicotomia entre estudos descritivos e anal&iacute;ticos n&atilde;o      contribui para o desenvolvimento do campo da Epidemiologia, particularmente      na sua interface com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Investiga&ccedil;&otilde;es      de cunho mais descritivo configuram um arsenal metodol&oacute;gico fundamental      para a compreens&atilde;o de problemas de sa&uacute;de, sendo que uma s&eacute;rie      de aspectos relacionados &agrave; concep&ccedil;&atilde;o, desenho e an&aacute;lise      destes estudos oferecem desafios t&atilde;o ou mais complexos do que aqueles      enfrentados nos demais tipos de delineamentos epidemiol&oacute;gicos.<sup>1</sup>      Dentre estes tantos desafios destaca-se a necessidade de se atentar para a      qualidade do processo de obten&ccedil;&atilde;o de dados, em particular quando      os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de s&atilde;o utilizados      como fontes de dados das pesquisas. Esta terceira edi&ccedil;&atilde;o da      <i>Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</i> no ano de 2009 traz,      al&eacute;m de uma republica&ccedil;&atilde;o, oito artigos originais que      exemplificam a import&acirc;ncia da Epidemiologia Descritiva e da avalia&ccedil;&atilde;o      da qualidade das informa&ccedil;&otilde;es para as pesquisas epidemiol&oacute;gicas.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Seis artigos utilizam abordagens descritivas para tratar de temas de grande interesse      epidemiol&oacute;gico. Campagna e colaboradores<sup>7</sup> utilizam dados      do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) para descrever      a magnitude e as varia&ccedil;&otilde;es temporais da mortalidade por doen&ccedil;as      respirat&oacute;rias relacionadas &agrave; influenza - pneumonias, influenza,      bronquites e obstru&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica das vias respirat&oacute;rias      - em pessoas com 60 anos de idade ou mais no Brasil no per&iacute;odo de 1992      a 2005. Os resultados indicam taxas de mortalidade mais elevadas entre os      indiv&iacute;duos com 80 anos de idade ou mais, assim como entre os homens,      em todas as faixas et&aacute;rias; e principalmente entre os residentes nas      Regi&otilde;es Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Pa&iacute;s; al&eacute;m de      taxas ascendentes entre os idosos com 60 anos de idade e mais. Estes dados      sustentam a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de novos estudos para      avaliar a efetividade das campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o. Santos e colaboradores<sup>8</sup>      descrevem a atividade diurna de flebotom&iacute;neos potencialmente transmissores      de leishmaniose tegumentar em &aacute;reas urbanas da cidade Maring&aacute;,      Paran&aacute;. Os resultados, sobretudo relacionados a <i>Nyssomyia whitmani</i>,      sugerem que a transmiss&atilde;o da leishmaniose tegumentar nas localidades      estudadas possa ocorrer inclusive durante o dia. O estudo de Marreiro e colaboradores<sup>9</sup>      descreve a situa&ccedil;&atilde;o de encerramento dos casos de tuberculose      ap&oacute;s o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es      de controle da doen&ccedil;a na cidade Manaus, Amazonas. Os resultados mostraram      taxa de cura abaixo da meta recomendada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial      de Sa&uacute;de (OMS), assim como &iacute;ndice de abandono de tratamento      superior ao preconizado pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose.      Este estudo serviu tamb&eacute;m para identificar importantes falhas operacionais      tais como subnotifica&ccedil;&otilde;es, inconsist&ecirc;ncias, al&eacute;m      de incompletitudes e duplicidades de registros, achados que refor&ccedil;am      a import&acirc;ncia da capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e do      monitoramento das a&ccedil;&otilde;es no processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o.      Gontijo e colaboradores<sup>10</sup> realizaram inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico      com 63.673 neonatos em Minas Gerais com vistas a definir o risco de transmiss&atilde;o      vertical da infec&ccedil;&atilde;o pelo <i>Trypanosoma cruzi</i>, agente causador      da doen&ccedil;a de Chagas. O risco de transmiss&atilde;o vertical foi estimado      em 0,2%, sendo recomendado que a sorologia para diagn&oacute;stico de Doen&ccedil;a      de Chagas cong&ecirc;nita seja inclu&iacute;da no Programa de Triagem Neonatal      em &aacute;reas consideradas end&ecirc;micas. O estudo de Soares e colaboradores<sup>11</sup>      analisa as caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas de 2.532 v&iacute;timas      de acidentes e viol&ecirc;ncias atendidas durante um m&ecirc;s em unidades      de emerg&ecirc;ncia dos Munic&iacute;pios de Cuiab&aacute; e V&aacute;rzea      Grande, Mato Grosso. Os resultados mostram que os adultos jovens e do sexo      masculino foram as principais v&iacute;timas e a suspei&ccedil;&atilde;o de      uso de &aacute;lcool prevaleceu nas viol&ecirc;ncias. Os acidentes corresponderam      a 90,3% dos registros, com destaque para as quedas (54,8%) e os acidentes      de transporte (26,8%), dentre estes predominaram os de motocicleta (45,9%).      Os dados providos por este levantamento poder&atilde;o ser utilizados para      sensibilizar autoridades e gestores da &aacute;rea de sa&uacute;de e de outras      &aacute;reas para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas e programas de preven&ccedil;&atilde;o      de acidentes e viol&ecirc;ncias. Oliveira-Filho e Martinelli<sup>12</sup>      realizaram um levantamento dos casos notificados de mal&aacute;ria no Estado      do Par&aacute;, entre 1998 e 2006, com intuito de quantificar o risco de transmiss&atilde;o      da doen&ccedil;a, discriminar o n&uacute;mero de casos por esp&eacute;cies      de <i>Plasmodium</i> e destacar as &aacute;reas de maior incid&ecirc;ncia.      Os resultados mostraram que o Estado do Par&aacute; apresentou redu&ccedil;&atilde;o      significativa de casos notificados de mal&aacute;ria no per&iacute;odo analisado,      com tend&ecirc;ncia de aumento do n&uacute;mero de munic&iacute;pios com IPA      baixa e m&eacute;dia. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para estes      resultados seria a intensifica&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es governamentais      de controle e preven&ccedil;&atilde;o &agrave; mal&aacute;ria na Regi&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Dois artigos originais avaliam aspectos relacionados &agrave; qualidade dos dados      gerados atrav&eacute;s de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o. Oliveira e      colaboradores<sup>13</sup> avaliam a completitude das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o      epidemiol&oacute;gica de febre tif&oacute;ide notificados pelo Sinan na Bahia      de 2003 a 2006. Verificaram que a maioria dos campos apresentou completitude      regular (70%-89%) ou baixa (&#60;70%), sendo que apenas nas vari&aacute;veis      de identifica&ccedil;&atilde;o foi poss&iacute;vel observar 100% de completitude.      Os resultados evidenciam a necessidade de investimentos na melhoria do preenchimento      das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o e esclarecimento dos profissionais      de sa&uacute;de sobre a import&acirc;ncia destas informa&ccedil;&otilde;es      para o controle da doen&ccedil;a. Luquetti e Laguardia<sup>14</sup> avaliaram      a confiabilidade dos dados de atendimento odontol&oacute;gico registrados      em tr&ecirc;s diferentes instrumentos. Os resultados revelam alta concord&acirc;ncia      entre os dados coletados por um instrumento padronizado ou desenvolvido localmente      e os dados presentes nos relat&oacute;rios gerados pelo Sistema de Gerenciamento      de Unidade Ambulatorial B&aacute;sica (Sigab).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Completando esta edi&ccedil;&atilde;o, os leitores ter&atilde;o acesso &agrave; republica&ccedil;&atilde;o      do artigo de Barcellos e colaboradores,<sup>15</sup> em que s&atilde;o avaliados      cen&aacute;rios de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e ambientais para o Brasil.      O trabalho visa tamb&eacute;m contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o      de recursos que podem ser utilizados para desenvolver uma rede de diagn&oacute;stico,      modelagem, an&aacute;lise e interven&ccedil;&atilde;o sobre as repercuss&otilde;es      dessas mudan&ccedil;as sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da      popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Dentre as doen&ccedil;as que potencialmente      podem ser afetadas por estas mudan&ccedil;as, o artigo destaca as de veicula&ccedil;&atilde;o      h&iacute;drica, as respirat&oacute;rias e as transmitidas por vetores, em      especial a mal&aacute;ria e a dengue. Os estudos que comp&otilde;em esta edi&ccedil;&atilde;o      trazem, al&eacute;m de informa&ccedil;&otilde;es relevantes sobre temas importantes      para a sa&uacute;de p&uacute;blica, exemplos de diferentes estrat&eacute;gias      para auxiliar a compreens&atilde;o de problemas, e ainda m&eacute;todos para      avaliar a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o gerada nos servi&ccedil;os      de sa&uacute;de.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Barata RCB. O desafio das doen&ccedil;as emergentes e a revaloriza&ccedil;&atilde;o      da epidemiologia descritiva. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1997;      31(5):531-537.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. MacMahon B, Pugh TFH. Epidemiology: principles and methods. Boston: Little      Brown &amp; Co.; 1970.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Lilienfeld AM, Lilienfeld DE. Foundations of epidemiology. 2nd ed. New York:      Oxford University Press; 1980.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Krieger N. Epidemiology and social sciences: towards a critical reengagement      in the 21st century. Epidemiologic Reviews 2000; 22(1):155-163.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Kleinbaum DG, Kupper LL, Morgenstern H. Epidemiologic Research Principles      and Quantitative Methods. Belmont: Lifetime Learning Publications; 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Schoenbach VJ, Rosamond WD. Understanding    the Fundamentals of Epidemiology: an evolving text. Chapel Hill: North Carolina;    2000. &#91;acessado em 27 Maio 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.epidemiolog.net/evolving/FundamentalsOfEpidemiology.pdf" target="_blank">http://www.epidemiolog.net/evolving/FundamentalsOfEpidemiology.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Campagna AS, Dourado I, Duarte EC, Daunfenbach LZ. Mortalidade por causas      relacionadas &agrave; influenza em idosos no Brasil, 1992 a 2005. Epidemiologia      e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3):209-218.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Santos DR, Santos AR, Santos ES, Oliveira O, Poiani LP, Silva AM. Observa&ccedil;&otilde;es      sobre a atividade diurna de <i>Nyssomyia whitmani</i> (Diptera: Psychodidae)      na &aacute;rea urbana de Maring&aacute;, Paran&aacute;, Brasil. Epidemiologia      e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3): 227-236.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Marreiro LS, Cruz MA, Oliveira MNF, Garrido MS. Tuberculose em Manaus, Estado      do Amazonas: resultado de tratamento ap&oacute;s a descentraliza&ccedil;&atilde;o.      Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3):237-242.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Gontijo ED, Andrade GMQ, Santos SE, Galv&atilde;o LMC, Moreira EF, Pinto FS,      Dias JCP, Janu&aacute;rio JN. Triagem neonatal da infec&ccedil;&atilde;o pelo      <i>Trypanosoma cruzi</i> em Minas Gerais, Brasil: transmiss&atilde;o cong&ecirc;nita      e mapeamento das &aacute;reas end&ecirc;micas. Epidemiologia e Servi&ccedil;os      de Sa&uacute;de 2009; 18(3):243-254.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Soares BAC, Scatena JH, Galv&atilde;o ND. Acidentes e viol&ecirc;ncias na      Grande Cuiab&aacute;: o que retrata a demanda dos servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia.      Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3):265-276.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Oliveira-Filho AB, Martinelli JM. Casos notificados de mal&aacute;ria no Estado      do Par&aacute;, Amaz&ocirc;nia Brasileira, de 1998 a 2006. Epidemiologia e      Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3):277-284.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Oliveira MEP, Soares MRAL, Costa MCN, Mota ELA. Avalia&ccedil;&atilde;o da      completitude dos registros de febre tif&oacute;ide notificados no Sinan pela      Bahia. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3):219-226.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Luquetti LB, Laguardia J. Confiabilidade dos dados de atendimento odontol&oacute;gico      do Sistema de Gerenciamento de Unidade Ambulatorial B&aacute;sica (Sigab)      em Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro.      Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18(3):255-264.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Barcellos C, Monteiro AMV, Corval&aacute;n      C, Gurgel HC, Carvalho MS, Artaxo P, Hacon S, Ragoni V. Mudan&ccedil;as      clim&aacute;ticas    e ambientais e as doen&ccedil;as infecciosas: cen&aacute;rios e incertezas   para  o Brasil. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2009; 18 (3):   285-304.</font> ]]></body><back>
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