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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento de um Sistema de Gerenciamento da Informação sobre a mortalidade infantil na Região Metropolitana da Baixada Santista]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: this article aims to present the development of an electronic information system that assists in monitoring and analysing of infant mortality (IM) in the metropolitan area of Santos, a region that despite favorable socioeconomic indicators has shown the worst indicators of child mortality in the state of São Paulo. METHODOLOGY: the system was developed using internet technologies with free software model, which allows developers, researchers and users (managers in health services), to monitor trends in the system, and to empower change according to specific interests. RESULTS: a prototype of this system allows to update death and birth data and submit them to management reports (tables, graphs and maps), which can be used to present information and contribute to the study of IM in a municipality or microregion; this prototype was evaluated by technicians of the Regional Health Board, in the region. CONCLUSION: using theproposed system helps in improving the activities and resources of municipal health surveillance, with emphasis on improving the quality of information.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b><a name="topo"></a><font size="4">Desenvolvimento de um Sistema de Gerenciamento da Informa&ccedil;&atilde;o sobre a mortalidade infantil na Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b> Development of a System of Information Management about infant mortality in the Metropolitan Area of Santos, State of S&atilde;o Paulo, Brasil </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Luciana Benzoni  Furlan<sup>I</sup></b><b>; Virgilio Cavicchioli Neto<sup>I</sup>; </b><b>Aylene Bousquat<sup>II</sup>; Paulo S&eacute;rgio de Andrade e Silva<sup>III</sup></b><b>; Ivan Torres Pisa<sup>IV</sup>; Domingos  Alves<sup>V</sup></b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Programa de  P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de, Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o  Paulo-SP, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Programa de  P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Cat&oacute;lica  de Santos, Santos-SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento Regional  de Sa&uacute;de IV, Baixada Santista, Santos-SP, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Departamento de  Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de, Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil    <br>   <sup>V</sup>Departamento de  Medicina Social, Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o  Paulo, Ribeir&atilde;o Preto-SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>apresentar o desenvolvimento de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nico que  auxilia no monitoramento e an&aacute;lise da mortalidade infantil (MI) na Baixada Santista, que, apesar de  indicadores socioecon&ocirc;micos favor&aacute;veis, vem apresentando os piores indicadores  de MI no Estado de S&atilde;o Paulo.    <br>   <b>METODOLOGIA: </b>sistema desenvolvido a partir  de tecnologias para internet, adotando <i>software </i>livre, que permite aos desenvolvedores, pesquisadores e usu&aacute;rios (gestores em servi&ccedil;os de sa&uacute;de) acompanhar a  evolu&ccedil;&atilde;o do sistema e capacitar-se para alter&aacute;-lo de acordo com interesses  espec&iacute;ficos.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>um prot&oacute;tipo desse sistema possibilita atualizar os  dados de &oacute;bitos e de nascidos vivos e apresent&aacute;-los em relat&oacute;rios gerenciais (tabelas,  gr&aacute;ficos e mapas) que podem ser utilizados para apresentar a informa&ccedil;&atilde;o e  contribuir para o estudo da MI em um munic&iacute;pio ou microrregi&atilde;o; esse prot&oacute;tipo  foi avaliado por t&eacute;cnicos da Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de na regi&atilde;o.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>o uso do sistema colabora no aperfei&ccedil;oamento das atividades e  recursos da gest&atilde;o da Sa&uacute;de, contribuindo para a moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema de  vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de municipal, com &ecirc;nfase na melhoria da qualidade da  informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">    <b>Palavras-chave: </b>sistemas de informa&ccedil;&otilde;es; mortalidade infantil; inform&aacute;tica em Sa&uacute;de  P&uacute;blica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>this  article aims to present the development of an electronic information system  that assists in monitoring and analysing of infant mortality (IM) in the  metropolitan area of Santos, a region that despite favorable socioeconomic  indicators has shown the worst indicators of child mortality in the state of S&atilde;o Paulo.    <br> <b>METHODOLOGY: </b>the system was developed using internet technologies with free software  model, which allows developers, researchers and users (managers in health  services), to monitor trends in the system, and to empower change according to  specific interests.    <br>   <b>RESULTS: </b>a prototype of this system allows to update  death and birth data and submit them to management reports (tables, graphs and  maps), which can be used to present information and contribute to the study of  IM in a municipality or microregion; this prototype was evaluated by  technicians of the Regional Health Board, in the region.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>using  theproposed system helps in improving the activities and resources of  municipal health surveillance, with emphasis on improving the quality of  information.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Key  words: </b>information systems; infant mortality; public  health information technology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A mortalidade  infantil, especialmente seu componente p&oacute;s-neonatal, &eacute; um dos indicadores mais  sens&iacute;veis &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida de determinada popula&ccedil;&atilde;o, enquanto seu  componente neonatal se associa fortemente ao acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e &agrave;  qualidade destes. Os dados de mortalidade infantil podem ser usados para v&aacute;rios  tipos de an&aacute;lises, tais como: varia&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas e temporais da distribui&ccedil;&atilde;o  dos &oacute;bitos infantis; avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o; estudos sobre as  causas da mortalidade infantil por subgrupos de faixa et&aacute;ria de menores de um  ano; defini&ccedil;&atilde;o de problemas relacionados ao parto e p&oacute;s-parto imediato,  identificando precariedade nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de de pr&eacute;-natal e parto; e, por  fim, auxilio ao planejamento, gest&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de de um  munic&iacute;pio.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudos sobre a mortalidade infantil est&atilde;o presentes na hist&oacute;ria da Sa&uacute;de  P&uacute;blica brasileira desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. A implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de  Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>2,3</sup>  em 1990, com a inclus&atilde;o da  Declara&ccedil;&atilde;o de Nascidos Vivos (DN) como documento obrigat&oacute;rio a ser preenchido  pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,<sup>4</sup> e a melhoria do registro de &oacute;bitos de  rec&eacute;m-nascidos pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM)<sup>5,6</sup>  abriram novas fronteiras para esse campo de investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Particularmente,  desde 1980, a Regi&atilde;o Metropolitana  da Baixada Santista vem apresentando coeficientes de mortalidade neonatal  superiores aos do conjunto do Estado de S&atilde;o Paulo. Em contrapartida, os nove  munic&iacute;pios que comp&otilde;em a regi&atilde;o est&atilde;o bem situados no <i>ranking </i>do &Iacute;ndice de  Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). Este quadro sugere a exist&ecirc;ncia de uma grande diferencia&ccedil;&atilde;o intraurbana que  merece ser analisada, tanto por pesquisadores quanto por formuladores de  pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, notadamente as da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Departamento  Regional de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista (DRS-IV), como em muitas outras regionais  de sa&uacute;de, o gerenciamento das informa&ccedil;&otilde;es da mortalidade infantil, de uma  maneira geral, era feito manualmente: consultas, c&aacute;lculos do coeficiente de  mortalidade, relat&oacute;rios administrativos etc. Al&eacute;m disso, o processamento da  informa&ccedil;&atilde;o de indicadores de morbimortalidade infantil n&atilde;o dispunha de ferramentas e  aplicativos computacionais que auxiliassem na gest&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es produzidas  pelos munic&iacute;pios que comp&otilde;em a regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Diante desse cen&aacute;rio,  estes autores desenvolveram um sistema de informa&ccedil;&otilde;es que tem por objetivo oferecer um ambiente  computacional gratuito, amig&aacute;vel, capaz de permitir o reconhecimento, a  monitora&ccedil;&atilde;o e a visualiza&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de &oacute;bitos infantis e nascimentos na regi&atilde;o, al&eacute;m de  calcular automaticamente as taxas de mortalidade infantil e seus componentes.  Tal sistema ainda oferece ferramentas que podem representar os dados desagregados em v&aacute;rias  escalas de tempo e espa&ccedil;o, com uma interface de visualiza&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios gerenciais bastante flex&iacute;vel,  proporcionando um melhor gerenciamento das informa&ccedil;&otilde;es e uma sens&iacute;vel melhora  na qualidade da informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O presente artigo tem  por objetivo detalhar o desenvolvimento  desse  sistema e apresentar possibilidades de sua incorpora&ccedil;&atilde;o no cotidiano dos  servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O protocolo da  investiga&ccedil;&atilde;o 'Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Mortalidade Neonatal e Perinatal na Regi&atilde;o Metropolitana da Baixa Santista', da qual o  desenvolvimento desse sistema &eacute; parte (Processo CNPq n<sup>o</sup> 403228/2004-8), foi aprovado pela  Comiss&atilde;o de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Cat&oacute;lica de Santos em janeiro de 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar de o estudo  envolver os bancos do SIM e do Sinasc, os dados s&atilde;o utilizados apenas de  maneira quantitativa, n&atilde;o envolvendo qualquer identifica&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para elabora&ccedil;&atilde;o do prot&oacute;tipo do sistema em quest&atilde;o, trabalhou-se com uma s&eacute;rie hist&oacute;rica de dados do  SIM e do Sinasc para o per&iacute;odo de 2000 a 2005, coletados em cada munic&iacute;pio da  regi&atilde;o e fornecidos pela DRS-IV. Realizou-se um trabalho de auditoria nessas bases com o objetivo de verificar a  qualidade das informa&ccedil;&otilde;es e constatou-se  a veracidade  dos dados dispon&iacute;veis para consultas e an&aacute;lises. Al&eacute;m da auditoria, foi feito um  levantamento sobre o preenchimento de cada vari&aacute;vel contida na ficha de &oacute;bito e  na declara&ccedil;&atilde;o de nascimento das  bases de dados, possibilitando uma an&aacute;lise da porcentagem de preenchimento  dessas vari&aacute;veis. As an&aacute;lises dos dados foram feitas por meio de consultas SQL  (Structured Query Language, ou Linguagem de Consulta Estruturada, uma linguagem  de pesquisa declarativa para banco de dados relacional) em um gerenciador de  banco de dados cujos dados foram importados para este estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O sistema foi  desenvolvido a partir de tecnologias para internet, utilizando-se de programas  livres como o editor Notepad++ e o gerenciador de banco de dados MySQL 5.0,  al&eacute;m da  linguagem de programa&ccedil;&atilde;o  PHP. Estas  tecnologias foram escolhidas porque s&atilde;o gratuitas. O servidor utilizado &eacute; o  Windows 2003 Server  (disponibilizado pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo). Foi utilizado como  base-padr&atilde;o o <i>layout </i>e modelo do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o de Hospitais Universit&aacute;rios (SAHU),<sup>8</sup>  um modelo j&aacute; utilizado pela Coordenadoria de Planejamento em Sa&uacute;de (CPS) da  Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo (SES-SP). Usar um sistema <i>web </i>proporciona  facilidade n&atilde;o apenas de acesso ao usu&aacute;rio  desde qualquer m&aacute;quina que esteja conectada &agrave; internet; n&atilde;o h&aacute; a necessidade de  instalar um aplicativo na pr&oacute;pria m&aacute;quina, como de manuten&ccedil;&atilde;o do sistema &agrave;  dist&acirc;ncia. O procedimento &eacute; fundamental para que o sistema possa ser  incorporado em diferentes n&iacute;veis do sistema de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No processo de  desenvolvimento da engenharia do sistema, foi escolhido como modelo a  &quot;prototipa&ccedil;&atilde;o&quot;, que aborda uma vis&atilde;o evolutiva do processo de  desenvolvimento.<sup>9</sup> Essa abordagem cria um prot&oacute;tipo que &eacute; usado para  testes e aperfei&ccedil;oamentos do sistema a ser criado, o que permite uma avalia&ccedil;&atilde;o  de qualidade antes do sistema final ser entregue. Por fim, para modelar o  sistema, optou-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o da  Unified Modeling Language (UML), uma linguagem n&atilde;o propriet&aacute;ria. A modelagem  UML permite ao desenvolvedor visualizar o sistema e reconhecer a comunica&ccedil;&atilde;o  entre as partes e suas funcionalidades.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para possibilitar a  aplica&ccedil;&atilde;o dos mapas e georreferenciamento dos endere&ccedil;os, foi utilizada a Application  Programming  Interface (API) do Google&reg; Maps (<a href="http://code.google.com/apis/maps" target="_blank">http://code.google.com/apis/maps</a>);  e para a   gera&ccedil;&atilde;o e armazenagem  das coordenadas geogr&aacute;ficas criadas, um banco de dados espacial conhecido como  PostGIS,<sup>10</sup> um m&oacute;dulo de extens&atilde;o do banco de dados PostgreSQL.<sup>11</sup>  O PostGIS adiciona capacidades  espaciais ao PostgreSQL, permitindo que este se torne um reposit&oacute;rio de dados  para os Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas (SIG).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Um dos motivos para  se utilizar a API do Google &eacute; que ela pode ser acessada livremente (tem c&oacute;digo aberto), al&eacute;m de ser permanentemente atualizada pelo pr&oacute;prio Google  e, portanto, bastante confi&aacute;vel com rela&ccedil;&atilde;o a  endere&ccedil;os. A possibilidade de ser usada livremente vai ao encontro dos  preceitos quanto ao uso de <i>softwares </i>gratuitos e livres,  haja vista ela ser adotada em conjunto com o PostgreSQL  e o PostGIS, ambos gratuitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O sistema pode ser  dividido em dois m&oacute;dulos b&aacute;sicos. O primeiro deles &eacute; o <b>m&oacute;dulo  de visualiza&ccedil;&atilde;o, </b>a parte gerencial  do sistema  na qual o usu&aacute;rio visualiza e gerencia  os dados em  tabelas (modo-padr&atilde;o), com exibi&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade infantil desagregadas por ano e m&ecirc;s, em  gr&aacute;ficos (opcional) e em mapas georreferenciados (quando h&aacute; mapas vetoriais da  localidade, poss&iacute;veis de serem apresentados em sua totalidade, por munic&iacute;pio,  bairro ou &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia de hospitais). O outro m&oacute;dulo do sistema &eacute; o <b>m&oacute;dulo  de an&aacute;lise, </b>que realiza a auditoria dos dados e disp&otilde;e ao gestor uma  avalia&ccedil;&atilde;o por munic&iacute;pio, sobre o preenchimento dos dados e a qualidade da  informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A inser&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o dos dados no sistema  &eacute; feita mediante uma op&ccedil;&atilde;o no menu chamada 'Importar SIM' e 'Importar Sinasc'.  Em seguida, os dados est&atilde;o prontos para serem usados nas an&aacute;lises e auditorias  a serem feitas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O sistema inicial foi  discutido com os gestores em sa&uacute;de. Na ocasi&atilde;o, foram elencadas as  funcionalidades que eles gostariam que o sistema apresentasse. Ap&oacute;s o  desenvolvimento e incorpora&ccedil;&atilde;o dos pedidos, foi aplicado um teste de  &quot;usabilidade&quot;, para valida&ccedil;&atilde;o da interface e identifica&ccedil;&atilde;o de  poss&iacute;veis problemas. Esse teste consistia de um total de 14 quest&otilde;es sobre a interface do  sistema, o aprendizado, a capacidade do <i>website </i>e a expectativa do  usu&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na auditoria dos dados contidos nas tabelas do SIM, foram encontrados  alguns erros de preenchimento, como por exemplo, 'idade'. A idade &eacute; codificada da seguinte maneira: minutos de vida (c&oacute;digo 0); horas (c&oacute;digo 1); dias (c&oacute;digo 2); meses (c&oacute;digo 3); e anos (c&oacute;digo 4). Como o estudo focou apenas a mortalidade infantil (que consiste nas mortes de crian&ccedil;as durante o seu primeiro ano de vida), os casos com idade acima de um ano n&atilde;o foram contabilizados. As vari&aacute;veis 'peso', 'tipo de gravidez e de parto' e 'tempo de gesta&ccedil;&atilde;o' tamb&eacute;m apresentaram alto percentual de n&atilde;o preenchimento: 35,0%, 33,0%, 34,0% e 34,0%, respectivamente, em 2.900 registros de mortalidade infantil; e 18,0%, 7,0%, 7,0% e 6,0%, respectivamente, em 1.987 registros de natimortos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> J&aacute; no banco do Sinasc, foi verificada a qualidade de preenchimento de algumas vari&aacute;veis consideradas importantes, como 'peso ao nascer' e o Apgar do 1&deg; e 5&deg; minutos de vida: observou-se uma perda de informa&ccedil;&atilde;o de 0,2%, 8,0% e 11,0%, respectivamente, sobre um total de 151 mil registros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O processamento das informa&ccedil;&otilde;es no sistema consiste, basicamente, na agrega&ccedil;&atilde;o dos dados entre os diversos n&iacute;veis operacionais (micro&aacute;rea, &aacute;rea, segmento, munic&iacute;pio, regionais de sa&uacute;de) e na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores cujas sa&iacute;das s&atilde;o relat&oacute;rios de dados; e de indicadores agregados voltados ao acompanhamento e avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho de hospitais e da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o em cada micro&aacute;rea de cada munic&iacute;pio. Esse processo redefine as &quot;fronteiras&quot; de mortalidade infantil dentro de cada munic&iacute;pio, discriminadas por per&iacute;odos de tempo, instrumentaliza o planejamento em n&iacute;vel local, identifica e reclassifica cada microrregi&atilde;o quanto ao risco coletivo de ocorr&ecirc;ncia - por exemplo, de um &oacute;bito -, al&eacute;m de permitir a&ccedil;&otilde;es direcionadas aos locais que concentram o maior n&uacute;mero de &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> &Eacute; importante frisar que, de uma maneira geral, o conte&uacute;do do sistema est&aacute; vinculado a dois fatores. O primeiro deles - e mais importante - &eacute; a adequa&ccedil;&atilde;o dessas ferramentas ao dia-a-dia dos trabalhadores e gestores da Sa&uacute;de no servi&ccedil;o local e sua pertin&ecirc;ncia &agrave;s an&aacute;lises feitas por eles, sempre com o prop&oacute;sito de priorizar o aspecto visual frente ao aprofundamento te&oacute;rico de cada ferramenta. O segundo fator a ser destacado na escolha das ferramentas apresentadas pelo sistema &eacute; sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; auditoria dos dados que foi realizada e a qualidade esperada de preenchimento dos dados consolidados a cada dia, nos servi&ccedil;os locais.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o ao sistema em si, o m&oacute;dulo de visualiza&ccedil;&atilde;o dos dados possibilita a exibi&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios pr&eacute;-determinados, na forma de tabelas. Pode-se escolher a exibi&ccedil;&atilde;o da taxa de mortalidade infantil separada por cidade ou hospital. S&atilde;o exibidos dados como quantidade de &oacute;bitos e de nascidos vivos, taxa de mortalidade infantil, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Al&eacute;m da apresenta&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade infantil por cidade e hospital, o sistema possibilita a apresenta&ccedil;&atilde;o de outros tipos de relat&oacute;rios informativos: dados de &oacute;bitos separados por faixa et&aacute;ria (minutos, horas, dias, meses e anos de vida, al&eacute;m dos registros com idade ignorada); dados de &oacute;bitos separados pelo momento de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito (neonatal, p&oacute;s-neonatal ou mesmo antes do parto); dados referentes a &oacute;bitos infantis ocorridos na regi&atilde;o, que podem ou n&atilde;o ter resid&ecirc;ncia na pr&oacute;pria Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista, entre outros. &Eacute; mister destacar outra caracter&iacute;stica do sistema: a multiplicidade de desagrega&ccedil;&atilde;o dos dados, seja temporal (por ano, m&ecirc;s) como espacialmente (cidade, bairro, hospital).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#f1">Figura 1</a> d&aacute; no&ccedil;&atilde;o de algumas das caracter&iacute;sticas do sistema apresentado. Nela podemos observar a tabela fornecida a partir de uma consulta para a cidade de Santos, assim discriminada: na primeira coluna, a quantidade de nascidos vivos naquele ano; na segunda, a quantidade de &oacute;bitos; na terceira, os &oacute;bitos menores de um ano; na quarta, a taxa de mortalidade infantil (n&uacute;mero de &oacute;bitos infantis no ano, dividido pelo n&uacute;mero de nascidos vivos no mesmo ano); e na &uacute;ltima coluna, a taxa de mortalidade infantil multiplicada por 1000, que &eacute; a maneira mais adequada de apresentar a taxa de mortalidade infantil de uma cidade com mais de 80 mil habitantes, segundo recomenda&ccedil;&atilde;o do Programa de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, via Pacto pela Sa&uacute;de - Redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil e materna.<sup>12</sup></font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a03f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Al&eacute;m da apresenta&ccedil;&atilde;o de tabelas, tamb&eacute;m se pode visualizar as informa&ccedil;&otilde;es automaticamente, em gr&aacute;ficos. Esta op&ccedil;&atilde;o disp&otilde;e das mesmas possibilidades de desagrega&ccedil;&atilde;o dos dados, apresentados por bairro de ocorr&ecirc;ncia, de resid&ecirc;ncia, por hospital, entre outras possibilidades. Em qualquer inst&acirc;ncia do sistema, &eacute; poss&iacute;vel escolher para pesquisa tanto o banco do SIM como o do Sinasc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na <a href="#f2">Figura 2</a>, mostra-se, graficamente, o total de &oacute;bitos infantis registrados para as nove cidades da Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista. Em caso dessa Bairro de Resid&ecirc;ncia' ou 'Por Bairro de Ocorr&ecirc;ncia', entre outros listados no menu. A figura mostra, ainda, outras possibilidades de exibi&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, como 'Por Hospital' ou 'Por Local de Ocorr&ecirc;ncia' (domic&iacute;lio, hospital, via p&uacute;blica, local ignorado etc.).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a03f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil, estudada no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico de &aacute;reas com elevado grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m &eacute; importante no sentido de priorizar pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de P&uacute;blica voltadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o materno-infantil, sempre com o objetivo de contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o do coeficiente de mortalidade infantil. Uma das possibilidades do sistema &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de mapas para apresenta&ccedil;&atilde;o de dados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Temos, outrossim, a possibilidade de escolha de quais filtros queremos visualizar no mapa: por   exemplo, escolhemos o ano de apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados se queremos visualizar as informa&ccedil;&otilde;es por cidade e hospital de ocorr&ecirc;ncia de um evento (aqui, escolhendo as duas op&ccedil;&otilde;es, ser&atilde;o apresentados os &oacute;bitos ocorridos, por exemplo, no hospital escolhido e que s&atilde;o residentes da cidade escolhida), por cidade (&oacute;bitos ocorridos e que s&atilde;o residentes da cidade escolhida) ou por hospital (&oacute;bitos ocorridos no hospital escolhido, provenientes de qualquer cidade da Baixada Santista).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#f3">Figura 3</a> exemplifica o uso de mapas ao se escolher um ano e uma cidade espec&iacute;fica (no exemplo da figura, o Munic&iacute;pio de S&atilde;o Vicente). Os casos de &oacute;bitos est&atilde;o representados pelos pontos em formato circular apresentados no mapa.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a03f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Outra  alternativa de apresenta&ccedil;&atilde;o &eacute; a visualiza&ccedil;&atilde;o em  mapas dos dados desagregados para os &oacute;bitos ocorridos em um determinado servi&ccedil;o de  sa&uacute;de da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute;  importante frisar que o georreferenciamento, ao utilizar a op&ccedil;&atilde;o de  exibi&ccedil;&atilde;o  em mapas, &eacute; autom&aacute;tico: conecta-se ao IntegraEPI-GIS,<sup>13</sup>  um sistema desenvolvido  com o intuito de disponibilizar uma biblioteca de mapas, grafos  sint&eacute;ticos e derivados dos dados da representa&ccedil;&atilde;o de um  sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica (SIG), que  transforma os endere&ccedil;os do banco de dados em coordenadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Uma  das limita&ccedil;&otilde;es do sistema &eacute; que, ao se utilizar a API do  Google para a gera&ccedil;&atilde;o dos mapas, n&atilde;o existe  uma padroniza&ccedil;&atilde;o de endere&ccedil;os. Antes  de enviar esses dados aos servidores do Google ou  para os algoritmos de geocodifica&ccedil;&atilde;o, essas informa&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m de  ser tratadas, pois no banco de dados do SIM/Sinasc, o campo  destinado ao endere&ccedil;o, muitas vezes, tamb&eacute;m possui outras  informa&ccedil;&otilde;es - como  telefone, refer&ecirc;ncia de casa, ou algum outro texto inserido livremente no campo  'endere&ccedil;o'. Mesmo que se adeque o endere&ccedil;o, se o Google n&atilde;o encontrar o  &quot;ponto&quot;, ser&atilde;o duas as op&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis: georreferenciar por bairro,  caso haja um CEP cadastrado; ou o descarte do processamento desse caso  espec&iacute;fico. O &quot;efeito colateral&quot; de se utilizar   esse sistema &eacute; que,  no modo de exibi&ccedil;&atilde;o em mapas, somente s&atilde;o apresentados os dados onde o endere&ccedil;o  pode ser georreferenciado automaticamente. H&aacute;, de fato, uma perda de informa&ccedil;&atilde;o  quando o endere&ccedil;o n&atilde;o &eacute; encontrado na API do Google e, a  despeito de o sistema apresentar um relat&oacute;rio dos endere&ccedil;os n&atilde;o  georreferenciados, seria interessante, a partir do uso do sistema, que a DRS  distribu&iacute;sse um informativo aos munic&iacute;pios para que eles digitassem os  endere&ccedil;os dentro da padroniza&ccedil;&atilde;o dessa API. A limita&ccedil;&atilde;o poder&aacute;  ser minimizada - em grande parte - com a implanta&ccedil;&atilde;o total do  Cart&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, o SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outra possibilidade  do sistema aqui apresentado &eacute; a de realizar, automaticamente, uma auditoria dos  dados importados, verificando a quantidade de vari&aacute;veis com falta de  preenchimento, por exemplo, em n&iacute;vel municipal. Pode-se escolher para verifica&ccedil;&atilde;o tanto o banco do SIM como  o banco do Sinasc, selecionando-se  o ano e, em  seguida, cinco op&ccedil;&otilde;es - por vez - de vari&aacute;veis a serem verificadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Um exemplo de consulta nesse m&oacute;dulo do sistema pode ser visto na <a href="#f4">Figura 4</a>, onde se apresenta uma consulta a cinco vari&aacute;veis  escolhidas dentro do banco do SIM: 'N&uacute;mero do registro no cart&oacute;rio'; 'Tipo de  &oacute;bito'; 'Idade do falecido'; 'C&oacute;digo do munic&iacute;pio do endere&ccedil;o de resid&ecirc;ncia'; e  'Peso ao nascer (para &oacute;bitos de menores de um ano)'. O  relat&oacute;rio da auditoria sempre &eacute; exibido separado por cidade. No caso da  consulta mostrada na <a href="#f4">Figura 4</a>, vemos que, para o  munic&iacute;pio de Bertioga, em 134  fichas n&atilde;o  foi preenchido o n&uacute;mero do registro no cart&oacute;rio, em tr&ecirc;s fichas de &oacute;bito n&atilde;o  foi preenchida a idade e em 128,  o peso ao  nascer n&atilde;o &eacute; informado, o que est&aacute; longe de ser um cen&aacute;rio ideal no cuidado com  a informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a03f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> O fato de se oferecer  um m&oacute;dulo de auditoria, com possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o de quantidade de vari&aacute;veis preenchidas ou n&atilde;o,  permite ao gestor analisar como est&aacute;, em n&iacute;vel municipal, a qualidade do preenchimento das fichas do  SIM/Sinasc e se as vari&aacute;veis importantes para o monitoramento da mortalidade  infantil s&atilde;o preenchidas. Um aspecto que merece ser ressaltado &eacute; o de que esses  relat&oacute;rios podem ser emitidos diariamente, permitindo que a&ccedil;&otilde;es para melhoria do  preenchimento possam ser executadas de forma r&aacute;pida, focalizada, n&atilde;o sendo  necess&aacute;rios relat&oacute;rios consolidados anuais para que as a&ccedil;&otilde;es sejam desencadeadas.  A partir da&iacute;, &eacute; poss&iacute;vel instrumentalizar o gestor com um quadro mais detalhado  de como &eacute; feita a coleta de dados em cada  munic&iacute;pio e, eventualmente, auxiliar na gest&atilde;o da melhoria de preenchimento das  vari&aacute;veis mais importantes nas fichas de &oacute;bitos e de nascidos vivos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ap&oacute;s o  desenvolvimento e apresenta&ccedil;&atilde;o, foi aplicado um teste de  &quot;usabilidade&quot;, junto aos pr&oacute;prios usu&aacute;rios do sistema, com a  finalidade de validar a interface do sistema criado ou identificar poss&iacute;veis  problemas. A aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, aliada &agrave; t&eacute;cnica Think Aloud,<sup>14,15</sup>  a qual consiste em pedir ao usu&aacute;rio que comente suas a&ccedil;&otilde;es, pensamentos e opini&otilde;es em voz alta enquanto interage com o <i>software, </i>permite observar o  comportamento dos usu&aacute;rios durante a navega&ccedil;&atilde;o e uso do sistema. Essa t&eacute;cnica &eacute;  uma forma eficaz e barata de obter uma grande quantidade de informa&ccedil;&atilde;o  qualitativa durante o teste de &quot;usabilidade&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O question&aacute;rio foi  elaborado com quest&otilde;es sobre a interface do sistema, o aprendizado, a  capacidade do <i>website </i>e a expectativa do usu&aacute;rio. Todas as respostas eram de alternativas, padronizadas em uma escala de 1 (concorda pouco) a 5 (concorda muito), representando  os diferentes n&iacute;veis de concord&acirc;ncia com determinada afirma&ccedil;&atilde;o ou pergunta.  Algumas quest&otilde;es, dissertativas, referiam-se a pontos positivos e negativos do <i>website </i>e sugest&otilde;es dos  usu&aacute;rios, sem car&aacute;ter quantitativo para an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Como resultado, o  sistema foi avaliado positivamente  pelos  usu&aacute;rios: &eacute; bem organizado, de f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o, disp&otilde;e tarefas e procedimentos  simples e, portanto, conta com boas expectativas quanto a seu uso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A motiva&ccedil;&atilde;o geral  deste artigo foi apresentar as caracter&iacute;sticas de um sistema desenvolvido para  servir de apoio no monitoramento da mortalidade infantil, pelos gestores da DRS  da Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista, que pode ser estendido,  facilmente, a qualquer regi&atilde;o ou munic&iacute;pio do Estado de S&atilde;o Paulo ou do Brasil.  O sistema como um todo apresenta v&aacute;rias maneiras de agregar e desagregar os  dados no espa&ccedil;o e no tempo, com v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es de relat&oacute;rios gerenciais, incluindo mapas  tem&aacute;ticos a partir de uma ferramenta simples e gratuita. Um dos relat&oacute;rios emitidos pelo sistema  apresenta o percentual de vari&aacute;veis n&atilde;o preenchidas, o que &eacute; relevante na  medida em que a falha no preenchimento de vari&aacute;veis importantes prejudica a  investiga&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil pelos agentes da DRS-IV.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O sistema proposto  deve concorrer para o aperfei&ccedil;oamento  das atividades  e recursos da gest&atilde;o da Sa&uacute;de, contribuindo com a moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema de  vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de municipal e oferecendo ao gestor um ambiente computacional  simples, capaz de monitorar e analisar padr&otilde;es de &oacute;bitos infantis (perinatais  e neonatais), particularmente na Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Este &eacute; um trabalho  que tem por objetivo facilitar a an&aacute;lise desses dados, automatizando as  alternativas de tratamento e visualiza&ccedil;&atilde;o para obter um diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o  da mortalidade infantil nos munic&iacute;pios que comp&otilde;em a regi&atilde;o de estudo. O  panorama criado deve ser utilizado como um instrumento de aux&iacute;lio &agrave; vigil&acirc;ncia  da sa&uacute;de municipal e regional, com &ecirc;nfase na melhoria da qualidade das  informa&ccedil;&otilde;es. Pode, tamb&eacute;m, servir de base &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de diretrizes pol&iacute;ticas com o  objetivo de prevenir e reverter os problemas de Sa&uacute;de P&uacute;blica encontrados na  regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Cabe ressaltar que, nesse sistema, foi utilizado o modelo de <i>software </i>livre, que permite  aos desenvolvedores e usu&aacute;rios acompanhar  a evolu&ccedil;&atilde;o do sistema e capacitar-se  a alter&aacute;-lo  de acordo com interesses espec&iacute;ficos. Ademais, como um sistema pretendido para  o servi&ccedil;o p&uacute;blico municipal, todos os aplicativos utilizados no  desenvolvimento s&atilde;o gratuitos, incluindo a ferramenta de georreferenciamento  para a WEB.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o aos mapas  tem&aacute;ticos oferecidos pelo sistema, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel desenvolver e incorporar  t&eacute;cnicas de an&aacute;lise geoestat&iacute;stica. Ora, ainda &eacute; rara a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas  de an&aacute;lise espacial propriamente  ditas, para  representa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos mapas de risco de mortalidade infantil e seus  componentes, neonatal e p&oacute;s-neonatal. Entre aquelas que podem ser empregadas no  estudo do padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o espacial da mortalidade infantil, ressalta-se  a an&aacute;lise explorat&oacute;ria de dados espaciais, que visa descrever e explicar como o  padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade  infantil se  expressa no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico; ou seja, essa an&aacute;lise procura verificar se  existe depend&ecirc;ncia espacial na determina&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o da mortalidade infantil e  quais as rela&ccedil;&otilde;es espaciais presentes nessa determina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Assim, uma das ideias  de extens&atilde;o deste trabalho &eacute; incorporar essas t&eacute;cnicas ao sistema, de forma  interativa, investigar o padr&atilde;o espacial da mortalidade neonatal e p&oacute;s-neonatal e produzir mapas que identifiquem, automaticamente,  &aacute;reas de risco para os dois componentes da mortalidade infantil no espa&ccedil;o   urbano de cada  munic&iacute;pio da Regi&atilde;o Metropolitana da Baixada Santista, mediante t&eacute;cnicas de  an&aacute;lise de dados espaciais.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na pr&aacute;tica, todavia,  o sistema descrito apresenta alguns aspectos a serem otimizados e incorporados  com a inten&ccedil;&atilde;o de torn&aacute;-lo um sistema de apoio &agrave; gest&atilde;o, que auxilie no  conhecimento e controle dos mais diversos tipos de agravos &agrave; sa&uacute;de, de forma a  subsidiar as decis&otilde;es. &Eacute; gratuito e est&aacute; dispon&iacute;vel para instala&ccedil;&atilde;o em Diretorias Regionais e  munic&iacute;pios interessados, mediante uma requisi&ccedil;&atilde;o enviada aos autores. A  instala&ccedil;&atilde;o requer uma customiza&ccedil;&atilde;o  local e o  fornecimento de um guia de implanta&ccedil;&atilde;o e uso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Agradecimentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Os autores agradecem a autoriza&ccedil;&atilde;o para o uso dos dados concedida pela  Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados - SEADE -, vinculada ao Governo do Estado de S&atilde;o Paulo, e o financiamento do Conselho  Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) do Minist&eacute;rio da  Ci&ecirc;ncia e Tecnologia/Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Decit) do  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Processo no 403593/2004-2; Edital 36/2004).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es para a  Sa&uacute;de. Indicadores b&aacute;sicos para a sa&uacute;de no Brasil: conceitos e aplica&ccedil;&otilde;es  &#91;Internet&#93;. 2<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de; 2008 &#91;acessado em 06 fev.2009&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ripsa.org.br/php/level.php?lang=pt&component=68&item=20" target="_blank">http://www.ripsa.org.br/php/level.php?lang=pt&amp;component=68&amp;item=20</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Barros FC, Victora CG, Vaughan JP. The  Pelotas birth cohort  study, 1982-1987: strategies for following up 6,000 children in a developing country.  Paediatric and Perinatal Epidemiology. 1990; 4(2):267-282.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Mello-Jorge MHP, Gotlieb SL, Soboll ML, Baldij&atilde;o MFA, Latorre MR. O sistema de informa&ccedil;&otilde;es sobre nascidos vivos. S&atilde;o  Paulo: Centro Brasileiro de Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Estatuto da crian&ccedil;a e do  adolescente: Projeto Minha Gente. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1991.</font><p><font size="2" face="verdana"> 5. Mello-Jorge MHP, Gotlieb SLD, Soboll MLMS, Almeida MF,  Latorre MRDO. Avalia&ccedil;&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&atilde;o sobre nascidos vivos e o uso  de seus</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> dados em  epidemiologia e estat&iacute;sticas de sa&uacute;de. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1993; 27(6 Supl):1-46 &#91;acessado em 05 fev. 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101993000700001&lng=pt" target="_blank">http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-89101993000700001&amp;lng=pt</a></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Carvalho DM. Grandes sistemas nacionais de  informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o e discuss&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual. Informe  Epidemiol&oacute;gico do SUS. 1997; 6(4):7-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Furlan LB. Desenvolvimento de um sistema para  o monitoramento e an&aacute;lise da mortalidade infantil na regi&atilde;o metropolitana da baixada  santista &#91;Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): Universidade Federal de S&atilde;o Paulo,  Departamento de Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Serafim  RC, Gazela G, Zavitoski L, Almeida AH, Carvalho LMI, Bittar, OJN. Sistema de  avalia&ccedil;&atilde;o de hospitais universit&aacute;rios da secretaria de estado da sa&uacute;de de S&atilde;o  Paulo. In: Anais do 10<sup>a</sup> Congresso Brasileiro de Inform&aacute;tica em  Sa&uacute;de; 2006 &#91;Internet&#93;. Santa Catarina, Brasil. Santa Catarina: Sociedade Brasileira de Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de; 2006 &#91;acessado em 10 jun.  2008&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sbis.org.br/cbis/arquivos/998.pdf" target="_blank">http://www.sbis.org.br/cbis/arquivos/998.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Sommerville I.  Engenharia de Software. 6<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Addison Wesley; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10. Documentation PostGIS &#91;Internet&#93;  s. L.: c2005-2010 &#91;acessado em 30 jul. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://postgis.refractions.net/" target="_blank">http://postgis.refractions.net/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. PostgreSQL Global Development Group.  Documentation PostgreSQL &#91;Internet&#93; s.L: c1996-2010  &#91;acessado em 30 jul.  2010&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.postgresql.org/" target="_blank">http://www.postgresql.org/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Departamento de Apoio &agrave; Gest&atilde;o Descentralizada.  Orienta&ccedil;&otilde;es acerca dos indicadores de monitoramento: avalia&ccedil;&atilde;o do pacto pela  sa&uacute;de, nos componentes pela vida e de gest&atilde;o para o bi&ecirc;nio 2010-2011  &#91;Internet&#93;. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009 &#91;acessado em 16 dez. 2010&#93;.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://portalweb04.saude.gov.br/sispacto/Instrutivo_2010.pdf" target="_blank">http://portalweb04.saude.gov.br/sispacto/Instrutivo_2010.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Cavicchioli Neto V, Furlan LB, Souza FS, Silva  LTN, Pisa IT, Alves D. Desenvolvimento e integra&ccedil;&atilde;o de mapas din&acirc;micos  georreferenciados para o gerenciamento e vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de. In: Anais do 11<sup>a</sup> Congresso Brasileiro de  Inform&aacute;tica em Sa&uacute;de; &#91;Internet&#93; S&atilde;o Paulo, Brasil. 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