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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento sobre uso de fluoretos em saúde bucal coletiva entre coordenadores municipais de saúde bucal do Estado de Santa Catarina, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: the study aimed to evaluate the knowledge of municipal oral health authorities in the 293 municipalities of the State of Santa Catarina, Brazil, about use of fluoride in community dentistry. METHODS: a descriptive study investigated questions regarding the use of different fluoride modalities and dental caries epidemiology through a self-completed pre-tested questionnaire, sent by courier, in 2005. RESULTS: the response rate was 43.7%; nearly 60.0% informed the existence of dental caries epidemiologic data in their cities; only ¼ showed knowledge about the percentage of Brazilian population benefit with water fluoridation access; the costeffectiveness of fluoridation was unaware by more than a half of the respondents (61.7%); half of the respondents recommended fluoride supplements for pregnant women; topical fluorides' indication were correctly answered by 63.3%; more than 80.0% revealed knowledge about mouthrinses and gels, while only 40.6% knew about the use of varnishes. CONCLUSION: there is a considerable lack of knowledge about the utilization of fluorides among oral health municipal authorities, suggesting need of training on this topic.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[public health policies]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Conhecimento sobre  uso de fluoretos em sa&uacute;de bucal coletiva entre  coordenadores municipais de sa&uacute;de bucal do Estado de Santa Catarina, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Knowledge about  the use of fluoride in community dentistry among municipal oral health  authorities of Santa Catarina State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Andreia Morales  Cascaes<sup>I</sup>; Luciana Claro Berben Kamimura<sup>II</sup>; Karen Glazer Peres<sup>III</sup>; Marco Aur&eacute;lio  Peres<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Programa de  P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas-RS,  Brasil    <br>     <sup>II</sup>Universidade  Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis-SC, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>III</sup>Departamento de  Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis-SC, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>verificar o grau de conhecimento dos coordenadores municipais de Sa&uacute;de  Bucal dos 293 munic&iacute;pios do Estado de Santa Catarina, Brasil, sobre o uso de fluoretos em  sa&uacute;de bucal coletiva.    <br>       <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo descritivo que investigou aspectos referentes  &agrave;s diversas formas de utiliza&ccedil;&atilde;o de fluoretos e informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas de  c&aacute;rie dent&aacute;ria mediante question&aacute;rios enviados a todos os 293 munic&iacute;pios do  estado, no ano de 2005.    <br>       <b>RESULTADOS: </b>a taxa de resposta foi de 43,7%; cerca de  60,0% informaram sobre epidemiologia da c&aacute;rie no munic&iacute;pio; apenas &frac14; conhecia o percentual da popula&ccedil;&atilde;o  brasileira com acesso a &aacute;gua fluoretada; o custo da fluoreta&ccedil;&atilde;o foi ignorado  por mais da metade dos profissionais (61,7%); metade dos pesquisados revelou recomendar suplementos  fluoretados para gestantes como m&eacute;todo de preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie; a indica&ccedil;&atilde;o de  fluoretos t&oacute;picos foi respondida corretamente por 63,3%; mais de 80,0% revelaram conhecer as recomenda&ccedil;&otilde;es sobre  bochechos e g&eacute;is fluoretados, enquanto apenas 40,6% conheciam o uso do verniz.    <br>       <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>aspectos fundamentais sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de  fluoretos foram desconhecidos por parte consider&aacute;vel de coordenadores  municipais, indicando necessidade de capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica sobre o tema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>fl&uacute;or; preven&ccedil;&atilde;o; pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>the study aimed to evaluate the knowledge of municipal oral health  authorities in the 293 municipalities of the State of Santa Catarina, Brazil,  about use of fluoride in community dentistry.    <br>       <b>METHODS: </b>a descriptive study investigated questions regarding the use of  different fluoride modalities and dental caries epidemiology through a  self-completed pre-tested questionnaire, sent by courier, in 2005.    <br>       <b>RESULTS: </b>the response rate was 43.7%; nearly 60.0% informed the existence of  dental caries epidemiologic data in their cities; only &frac14; showed knowledge about  the percentage of Brazilian population benefit with water fluoridation access;  the costeffectiveness of fluoridation was unaware by more than a half of the respondents  (61.7%); half of the respondents recommended fluoride supplements for pregnant  women; topical fluorides' indication were correctly answered by 63.3%; more  than 80.0% revealed knowledge about mouthrinses and gels, while only 40.6% knew  about the use of varnishes.    <br>       <b>CONCLUSION: </b>there is a considerable lack of knowledge about the utilization of  fluorides among oral health municipal authorities, suggesting need of training  on this topic.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b>fluoride; prevention; public health policies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O fl&uacute;or vem sendo  utilizado em Sa&uacute;de   P&uacute;blica desde meados do s&eacute;culo XX como elemento eficaz, efetivo e seguro na preven&ccedil;&atilde;o  e controle da c&aacute;rie dent&aacute;ria.<sup>1</sup> Existe uma variedade de formas de  utiliza&ccedil;&atilde;o dos fluoretos, por administra&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica e t&oacute;pica, embora esteja bem estabelecido que sua principal a&ccedil;&atilde;o preventiva &eacute; t&oacute;pica.<sup>2-3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No Brasil, a &aacute;gua de  abastecimento p&uacute;blico &eacute; o principal ve&iacute;culo do fl&uacute;or utilizado em escala  populacional, por ser um m&eacute;todo seguro, econ&ocirc;mico e de grande alcance social.<sup>4</sup> Juntamente com a fluoreta&ccedil;&atilde;o dos  dentifr&iacute;cios, massivamente utilizada a partir do final da d&eacute;cada de 1980, a adi&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or &agrave;  &aacute;gua tem sido apontada como uma das principais raz&otilde;es da redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia  de c&aacute;rie na popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<sup>5-6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o de  bochechos e g&eacute;is fluoretados alcan&ccedil;ou  popularidade  em programas de sa&uacute;de bucal coletiva  no Brasil,  especialmente em popula&ccedil;&otilde;es de risco &agrave; c&aacute;rie com mais de seis anos de idade,  devido ao bom custo-efetividade e facilidade de operacionaliza&ccedil;&atilde;o, enquanto os  vernizes fluoretados s&atilde;o recomendados para crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar,<sup>7</sup>  sendo pouco empregados em programas de sa&uacute;de bucal coletiva no pa&iacute;s.<sup>4</sup>  A utiliza&ccedil;&atilde;o de suplementos contendo fl&uacute;or &eacute; contraindicada em gestantes, uma  vez que n&atilde;o h&aacute; fundamenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica quanto ao mecanismo de a&ccedil;&atilde;o do fl&uacute;or, dose e  benef&iacute;cios para o beb&ecirc; que justifiquem seu  uso na gravidez.<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A&ccedil;&otilde;es preventivas  a base de fluoretos t&ecirc;m sido amplamente empregadas em programas de sa&uacute;de bucal  coletiva, embora sua adequa&ccedil;&atilde;o ao conhecimento cient&iacute;fico atual n&atilde;o seja  reconhecida. Recomenda&ccedil;&otilde;es ou guias de utiliza&ccedil;&atilde;o de fluoretos em Sa&uacute;de P&uacute;blica s&atilde;o  escassos no pa&iacute;s, destacando-se o elaborado para o Estado de S&atilde;o Paulo.<sup>8</sup>  Apenas no ano de 2009, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de publicou o primeiro  guia nacional de recomenda&ccedil;&otilde;es sobre o uso de fluoretos, tanto como m&eacute;todos  preventivos de &acirc;mbito populacional quanto para uso individual.<sup>4</sup>  O prop&oacute;sito desse guia &eacute; dispor aos profissionais a possibilidade de op&ccedil;&atilde;o pelo  m&eacute;todo ou associa&ccedil;&atilde;o de fluoretos mais adequado, a partir do diagn&oacute;stico da sua  realidade locorregional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho foi  realizado anteriormente &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o do guia nacional, quando n&atilde;o havia  disponibilidade, nas secretarias de sa&uacute;de dos munic&iacute;pios de Santa Catarina, de  orienta&ccedil;&otilde;es padronizadas sobre a correta utiliza&ccedil;&atilde;o dos fluoretos em sa&uacute;de bucal coletiva. O conhecimento dos coordenadores municipais de sa&uacute;de bucal sobre o uso dos  fluoretos no cotidiano dos servi&ccedil;os de  sa&uacute;de, aqui investigado, e o fato de este estudo ser anterior &agrave; publica&ccedil;&atilde;o do  guia nacional devem contribuir com futuras an&aacute;lises, na avalia&ccedil;&atilde;o da  dissemina&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o do material produzido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo foi  realizado com o prop&oacute;sito de investigar  o grau de  conhecimento sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de fluoretos em Sa&uacute;de P&uacute;blica por  parte dos coordenadores de sa&uacute;de bucal dos  munic&iacute;pios do Estado de Santa Catarina, Brasil, no ano de 2005.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tratou-se de um  estudo descritivo que incluiu todos os 293 munic&iacute;pios do Estado de Santa Catarina (SC),  Sul do Brasil. A popula&ccedil;&atilde;o de Santa Catarina &eacute; estimada em 6.248.436 habitantes,  sendo o d&eacute;cimo primeiro estado mais populoso do Brasil.<sup>9</sup> O Estado  est&aacute; dividido em nove macrorregi&otilde;es: Extremo Oeste; Foz do Rio Itaja&iacute;; Grande  Florian&oacute;polis (a Regi&atilde;o Metropolitana da capital do Estado, Florian&oacute;polis-SC);  Meio Oeste; Nordeste; Planalto Norte; Planalto Serrano; Sul; e Vale do Itaja&iacute;.  O n&uacute;mero de munic&iacute;pios e o percentual relativo da popula&ccedil;&atilde;o de cada regi&atilde;o em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o total s&atilde;o, respectivamente: 76  (11,7%); 11 (8,9<sup>o</sup>%); 25 (18,3<sup>o</sup>%); 55 (9,5<sup>o</sup>%); 13 (13,9<sup>o</sup>%); 13 (5,7<sup>o</sup>%); 18  (4,6%); 43 (14,5%); e 39 (12,9).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Elaborou-se um  question&aacute;rio com perguntas sobre o conhecimento dos coordenadores municipais de  sa&uacute;de bucal acerca das diversas formas de utiliza&ccedil;&atilde;o de fluoretos e dados  epidemiol&oacute;gicos de c&aacute;rie dent&aacute;ria no munic&iacute;pio. Algumas quest&otilde;es seguiram um  padr&atilde;o previamente utilizado,<sup>2</sup>  enquanto outras foram elaboradas especificamente para este estudo. O  question&aacute;rio foi pr&eacute;-testado em alunos de Gradua&ccedil;&atilde;o e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o do curso de  Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina, professores e  profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O question&aacute;rio foi  enviado - via postal - &agrave;s Secretarias  Municipais de  Sa&uacute;de dos 293 munic&iacute;pios do estado, no ano de 2005, com orienta&ccedil;&otilde;es para que o respons&aacute;vel pela &aacute;rea de odontologia/sa&uacute;de bucal  do munic&iacute;pio o respondesse. Na aus&ecirc;ncia do coordenador de odontologia/sa&uacute;de  bucal municipal, solicitou-se a um cirurgi&atilde;o-dentista, indicado pelo secret&aacute;rio  municipal de sa&uacute;de, que o respondesse. Para facilitar a resposta, anexos ao  question&aacute;rio, foram enviados envelopes previamente selados. Foram considerados  como perdas os question&aacute;rios n&atilde;o respondidos passado um m&ecirc;s da segunda  postagem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O question&aacute;rio foi  estruturado em tr&ecirc;s blocos. O primeiro bloco de quest&otilde;es abordou os aspectos sociodemogr&aacute;ficos  e alusivos &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do profissional participante, como sexo, idade, categoria  profissional (cirurgi&atilde;o-dentista; outra categoria de n&iacute;vel superior; outra  categoria de n&iacute;vel t&eacute;cnico), e tempo no exerc&iacute;cio  na coordena&ccedil;&atilde;o. O segundo bloco referiu-se ao tipo de &aacute;gua mais frequentemente  consumida no munic&iacute;pio, &agrave; fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico, &agrave;  exist&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas de sistemas de vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria dos teores de  fl&uacute;or (heterocontrole) e &agrave; exist&ecirc;ncia de dados epidemiol&oacute;gicos de c&aacute;rie  dent&aacute;ria. O heterocontrole foi definido por Narvai como &quot;o princ&iacute;pio segundo o qual, se um  bem ou servi&ccedil;o qualquer implica risco ou representa fator de prote&ccedil;&atilde;o para a  sa&uacute;de p&uacute;blica e ent&atilde;o, al&eacute;m do controle do produtor sobre o processo de  produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e consumo, deve haver controle  por parte das institui&ccedil;&otilde;es do Estado&quot;.<sup>10</sup> Recomenda-se que o heterocontrole  da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico seja operacionalizado por  entidade ou institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, privada ou de ambas &iacute;ndoles, diferente da  companhia de abastecimento de &aacute;gua.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O terceiro bloco apresentava  quest&otilde;es referentes ao uso do fl&uacute;or, como abrang&ecirc;ncia da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas  no Brasil, concentra&ccedil;&atilde;o &oacute;tima recomendada de fl&uacute;or nas &aacute;guas e dentifr&iacute;cios e  custo da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas no Brasil. Adicionalmente, investigou-se o  conhecimento dos coordenadores sobre o risco toxicol&oacute;gico do fl&uacute;or, sobre a  recomenda&ccedil;&atilde;o de suplementos fluoretados a gestantes e grupos de risco &agrave; c&aacute;rie,  e sobre a forma de utiliza&ccedil;&atilde;o de g&eacute;is, solu&ccedil;&otilde;es para bochechos e vernizes  fluoretados em programas de sa&uacute;de bucal coletiva.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A defini&ccedil;&atilde;o das  respostas corretas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  vigil&acirc;ncia do fl&uacute;or e fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico no Brasil  foi baseada em artigos cient&iacute;ficos acerca do tema.<sup>10,11</sup> Para definir  a resposta correta sobre o custo da  fluoreta&ccedil;&atilde;o, considerou-se  o intervalo  entre R$1,00 e R$1,50, devido &agrave;s diferentes fontes de informa&ccedil;&atilde;o.<sup>11,12</sup>  As respostas sobre m&eacute;todos de aplica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de fl&uacute;or, utiliza&ccedil;&atilde;o de  fluoretos em programas preventivos, toxicologia do fl&uacute;or e grupos de risco &agrave;  c&aacute;rie foram referenciadas a partir do guia de recomenda&ccedil;&otilde;es do Centers for  Disease Control and Prevention/United  States of America (CDC/USA)<sup>2</sup> e de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas da Cochrane  Collaboration sobre o tema.<sup>13-16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao final do question&aacute;rio,  seguia um campo de dados, que deveria ser preenchido caso houvesse interesse  por parte do participante em receber gratuitamente um CD-ROM contendo informa&ccedil;&otilde;es sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o das  diversas formas de fluoretos, conforme publica&ccedil;&atilde;o de Cury e colaboradores.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados obtidos  foram digitados pelo programa Excel e, posteriormente, analisados pelo programa  STATA 9.0. Realizou-se an&aacute;lise descritiva,  obtendo-se as frequ&ecirc;ncias relativas e absolutas das vari&aacute;veis categ&oacute;ricas; e medidas de  tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o, para vari&aacute;veis quantitativas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto de estudo, de n<sup>o</sup>  203/04, foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa  com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina. Obteve-se 'Termo  de Consentimento Livre e Esclarecido' de todos os participantes. As respostas fornecidas tiveram car&aacute;ter sigiloso e  volunt&aacute;rio, o nome de cada e todo participante n&atilde;o foi associado a qualquer uma  das respostas dadas, as quais somente foram usadas para as finalidades  expostas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do total de 293 munic&iacute;pios  de Santa Catarina, 128 (43,7%) responderam &agrave;  pesquisa. O n&uacute;mero de munic&iacute;pios e a taxa de resposta, em ordem crescente para  cada macrorregi&atilde;o, foi: 4 (30,8%) para a regi&atilde;o  Nordeste; 4 (36,4%) na regi&atilde;o de Foz do  Rio Itaja&iacute;; 5 (38,5%) para o  Planalto Serrano; 7 (38,9%) para o Planalto Norte; 16 (41,0%) para a regi&atilde;o do Vale  do Itaja&iacute;; 11 (44,0%) para a Grande  Florian&oacute;polis; 19 (44,2%) para o Sul;  25 (45,5%) para a regi&atilde;o Meio Oeste; e 37 (48,7%) para o Extremo Oeste. O somat&oacute;rio da popula&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios respondentes  representa 60,0% da popula&ccedil;&atilde;o do Estado de Santa Catarina.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A m&eacute;dia de idade dos  coordenadores foi de 32,4 anos (desvio-padr&atilde;o,  DP=8,5) e pouco mais da metade era do sexo feminino (52,3%). O tempo m&eacute;dio de  formado foi igual a 8,8 anos (DP=8,1) sendo  que apenas um coordenador n&atilde;o apresentava forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria. O tempo m&eacute;dio  de atividade de coordena&ccedil;&atilde;o foi de 3,2 anos (DP=4,3).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O tipo de &aacute;gua  relatada como mais consumida nos munic&iacute;pios estudados (70,3%) foi a &aacute;gua tratada  pela companhia de abastecimento. Ao responder sobre a presen&ccedil;a de fl&uacute;or na  &aacute;gua, 68,0% e 5,5% dos coordenadores  afirmaram apresentar em seus munic&iacute;pios, respectivamente, &aacute;gua artificialmente  e naturalmente fluoretada. Entre os munic&iacute;pios que apresentavam &aacute;gua fluoretada  artificialmente, 58,6% afirmaram haver heterocontrole das &aacute;guas (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Embora a presen&ccedil;a de heterocontrole tenha sido  confirmada em mais da metade dos munic&iacute;pios, cerca de 30% dos coordenadores  relataram n&atilde;o saber qual a periodicidade  da avalia&ccedil;&atilde;o  dos teores de fl&uacute;or. A exist&ecirc;ncia de dados epidemiol&oacute;gicos sobre a c&aacute;rie  dent&aacute;ria foi relatada pelos coordenadores de 78 munic&iacute;pios (60,9%); entre estes  coordenadores, a m&eacute;dia - em anos - do &uacute;ltimo levantamento epidemiol&oacute;gico sobre c&aacute;rie  no munic&iacute;pio foi de 3,2 (DP=3,5). Apenas 67 coordenadores souberam informar o valor m&eacute;dio do  n&uacute;mero de dentes cariados, perdidos e restaurados (&iacute;ndice CPO-D) aos 12 anos de  idade, obtido por ocasi&atilde;o do &uacute;ltimo  levantamento epidemiol&oacute;gico. A m&eacute;dia do CPO-D entre os respondentes foi de 3,8 (DP=1,8), com valores variando de 1,2 a 8,2.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a09t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Observa-se (<a href="#f1">Figura 1</a>) que mais da metade dos coordenadores (55,5%)  desconhecia qual o percentual da popula&ccedil;&atilde;o brasileira com acesso a &aacute;gua de  abastecimento p&uacute;blico fluoretada. Quando o custo por habitante da fluoreta&ccedil;&atilde;o das  &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico foi investigado, observou-se  que 31,3% dos coordenadores responderam corretamente (entre R$1,00 e R$1,50). Mais da metade deles (61,7%), entretanto,  n&atilde;o soube precis&aacute;-lo e responder a essa quest&atilde;o. O  conhecimento sobre a concentra&ccedil;&atilde;o &oacute;tima de fl&uacute;or recomendada na &aacute;gua de  abastecimento p&uacute;blico - entre 0,6 ppmF e 0,9 ppmF - foi observado em 59,4% das  respostas obtidas; por&eacute;m, 28,9% dos coordenadores afirmaram n&atilde;o saber quais os  n&iacute;veis adequados de fl&uacute;or. Quando foi abordada a influ&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es  clim&aacute;ticas sobre a concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or na &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico, a  grande maioria dos coordenadores (71,9%) respondeu, corretamente, que ela deve  ser maior em cidades com climas mais frios.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a09f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A pergunta a respeito da faixa et&aacute;ria recomendada para utiliza&ccedil;&atilde;o  de bochechos com fl&uacute;or em crian&ccedil;as revelou que grande parte dos coordenadores  (86,7%) det&eacute;m a informa&ccedil;&atilde;o correta, da utiliza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo em crian&ccedil;as com 6  anos ou mais. O mesmo foi observado quando se perguntou sobre a frequ&ecirc;ncia  recomendada - semanal - para a realiza&ccedil;&atilde;o dos bochechos com fluoreto de s&oacute;dio a 0,2%:  um percentual de 88,3% dos coordenadores responderam corretamente. N&atilde;o  obstante, aproximados 30% de coordenadores desconhecia a frequ&ecirc;ncia m&iacute;nima de  aplica&ccedil;&atilde;o de gel fl&uacute;or fosfato acidulado em programas de sa&uacute;de bucal coletiva (<a href="#f2">Figura  2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a09f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Sobre em que situa&ccedil;&otilde;es a associa&ccedil;&atilde;o de outro m&eacute;todo t&oacute;pico de fluoreto - al&eacute;m do dentifr&iacute;cio fluoretado  - &eacute; recomendada, apenas 32,8% dos coordenadores responderam corretamente: na  aus&ecirc;ncia de fl&uacute;or na &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O conhecimento sobre os grupos de risco para a fluorose dent&aacute;ria  foi corretamente apontado por 86,7% dos coordenadores e menos de 1,0% relatou  desconhecer quais eram os grupos de risco (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar de apenas 3,1% terem afirmado desconhecer as situa&ccedil;&otilde;es  para as quais se recomenda o uso de suplementos com fl&uacute;or para gestantes,  metade dos coordenadores n&atilde;o respondeu &agrave; quest&atilde;o corretamente: nunca existiu  tal recomenda&ccedil;&atilde;o. O mesmo foi observado quando questionados sobre o uso de  verniz fluoretado em programas de sa&uacute;de bucal coletiva: uma pequena propor&ccedil;&atilde;o (4,7%)  dos  coordenadores n&atilde;o soube responder para que faixa et&aacute;ria &eacute; mais recomendado o  uso de verniz, enquanto 40,6% responderam corretamente: em menores de 6 anos de idade. Resultado quase id&ecirc;ntico foi  observado ao se questionar a frequ&ecirc;ncia com que o verniz fluoretado deve ser  utilizado: apenas 3,1% n&atilde;o souberam responder  e pouco menos da metade (46,7%) respondeu corretamente - semestralmente (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os resultados  encontrados no presente estudo apontaram o desconhecimento, por grande parte  dos coordenadores participantes, de aspectos relevantes relacionados ao uso de  fluoretos em   Sa&uacute;de P&uacute;blica. Trata-se de um estudo original, desconhecem-se outros realizados com  o mesmo objetivo. Se os resultados  apresentados s&atilde;o capazes de contribuir para o desenho de a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas  espec&iacute;ficas da &aacute;rea, a baixa taxa de resposta pode ser considerada uma  limita&ccedil;&atilde;o do trabalho em tela. Hipoteticamente, a aus&ecirc;ncia de resposta por  parte dos que n&atilde;o concordaram em participar da pesquisa deve-se a seu menor grau de  interesse ou maior dificuldade em responder &agrave;s quest&otilde;es formuladas. Ainda  assim, a taxa de resposta em estudos que utilizam o correio costuma ser baixa e  os resultados deste artigo levam a conclus&otilde;es otimistas,<sup>18</sup> independentemente da estrat&eacute;gia adotada,<sup>19</sup> o que evidencia a  dificuldade em realizar estudos com uma metodologia pouco tradicional no  Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A fluoreta&ccedil;&atilde;o das  &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico &eacute; um m&eacute;todo eficaz, seguro, de baixo custo e  f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o. Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, sua continuidade e expans&atilde;o devem ser  estimuladas como elemento central das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de bucal em todos os  munic&iacute;pios brasileiros.<sup>4</sup> Paralelamente &agrave; expans&atilde;o da fluoreta&ccedil;&atilde;o, devem-se adotar sistemas de  vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria dos teores de fl&uacute;or com base no princ&iacute;pio do  heterocontrole, contribuindo, efetivamente, para melhorar a qualidade da  fluoreta&ccedil;&atilde;o.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Panizzi e Peres  avaliaram o heterocontrole por per&iacute;odo de dez anos, em munic&iacute;pio da regi&atilde;o do  Extremo Oeste de SC, revelando grande varia&ccedil;&atilde;o na concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or ao  longo do tempo e nos diferentes pontos de coleta.<sup>21</sup> A vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria da fluoreta&ccedil;&atilde;o subsidiou  interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-jur&iacute;dica da secretaria municipal de sa&uacute;de, obtendo resultados efetivos (eram parciais, at&eacute;  ent&atilde;o) no controle da adequa&ccedil;&atilde;o da fluoreta&ccedil;&atilde;o.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os  coordenadores que afirmaram a exist&ecirc;ncia de um sistema de heterocontrole no  munic&iacute;pio, 30,0% demonstraram n&atilde;o  compreender a proposta desse sistema: ou seja, n&atilde;o souberam informar corretamente a frequ&ecirc;ncia de monitoramento,<sup>10</sup> nem a institui&ccedil;&atilde;o que  o realiza, apenas indicaram o respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o do heterocontrole, a  esta&ccedil;&atilde;o de tratamento e abastecimento estadual que promove o controle  operacional dos teores de fl&uacute;or. O desconhecimento do funcionamento do sistema  de heterocontrole implica poss&iacute;vel ocorr&ecirc;ncia  de super ou subdosagem da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico, em  alguns munic&iacute;pios de Santa Catarina. Subdosagens   tornam a medida  in&oacute;cua, enquanto a superdosagem aumenta o risco de fluorose dent&aacute;ria.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O fato de desconhecer  a epidemiologia das doen&ccedil;as e os agravos bucais na popula&ccedil;&atilde;o restringe o  planejamento de a&ccedil;&otilde;es  efetivas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal voltados &agrave;s reais necessidades da popula&ccedil;&atilde;o. A  execu&ccedil;&atilde;o regular de levantamentos epidemiol&oacute;gicos de sa&uacute;de bucal, recomendada pela Organiza&ccedil;&atilde;o  Mundial da Sa&uacute;de - OMS -, pretende contribuir para a vigil&acirc;ncia  epidemiol&oacute;gica e o monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o das medidas de interven&ccedil;&atilde;o  preventivas e de controle da c&aacute;rie.<sup>22</sup> Aproximadamente metade dos  coordenadores soube relatar o CPO-D m&eacute;dio do &uacute;ltimo levantamento epidemiol&oacute;gico  de c&aacute;rie realizado em seu munic&iacute;pio.  Segundo dados do Levantamento Nacional de Sa&uacute;de Bucal - SB-Brasil 2002/2003 -, o &iacute;ndice CPO-D da regi&atilde;o Sul era de 2,3.<sup>23</sup> Estudos transversais  realizados no Estado de Santa Catarina apontam as seguintes m&eacute;dias de CPO-D aos  12 anos de idade: 1,4 em munic&iacute;pio da  regi&atilde;o da Grande Florian&oacute;polis;<sup>24</sup> 1,91 e 1,84 em munic&iacute;pios da  regi&atilde;o Sul de SC;<sup>25</sup> e 1,5 em munic&iacute;pio da regi&atilde;o do Vale do Itaja&iacute;.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao  percentual da popula&ccedil;&atilde;o brasileira com acesso a &aacute;gua fluoretada, apenas &frac14; dos  coordenadores soube se aproximar da propor&ccedil;&atilde;o correta, em torno dos 50,0% quando da realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa. Entende-se que o acesso a &aacute;gua  tratada e fluoretada &eacute; fundamental para as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. A  viabiliza&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantam a implanta&ccedil;&atilde;o da fluoreta&ccedil;&atilde;o  das &aacute;guas e a amplia&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios com sistemas de tratamento &eacute; a forma  mais abrangente - e socialmente justa - de acesso ao fl&uacute;or.<sup>27</sup> O  desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es intersetoriais de  amplia&ccedil;&atilde;o da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas no Brasil tamb&eacute;m foi atribu&iacute;do ao  conhecimento da import&acirc;ncia dessa medida e sua populariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto ao custo da  fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico no Brasil, a maioria dos  participantes desconhecia ou n&atilde;o soube informar corretamente seu valor (em  Reais). Esse custo social, economicamente suport&aacute;vel, de R$1,00 a R$1,50  pessoa/ano, torna-se uma das vari&aacute;veis atuantes na transforma&ccedil;&atilde;o  significativa do perfil epidemiol&oacute;gico da c&aacute;rie, al&eacute;m de diminuir a  desigualdade social no acesso a um produto fluorado, beneficiando,  indistintamente, todos os estratos da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>12</sup> &Eacute; um valor que  varia de acordo com o tamanho da popula&ccedil;&atilde;o do  munic&iacute;pio, n&uacute;mero de pontos de fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua de abastecimento, quantidade  e tipo de equipamentos de monitoramento utilizados, quantidade e custo dos  produtos qu&iacute;micos fluorados, custo de transporte, entre outros aspectos.<sup>2,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao abordar a  concentra&ccedil;&atilde;o &oacute;tima de fl&uacute;or na &aacute;gua de  abastecimento p&uacute;blico, pouco mais da metade dos pesquisados respondeu  corretamente &agrave; quest&atilde;o. A concentra&ccedil;&atilde;o &oacute;tima de fl&uacute;or na &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico no Brasil varia de 0,6 ppmF a 0,9 ppmF,<sup>28</sup> a depender da m&eacute;dia de  temperatura da &aacute;rea. Popula&ccedil;&otilde;es de lugares com clima mais quente necessitam  menor concentra&ccedil;&atilde;o de fluoretos na &aacute;gua - que consomem em maior quantidade -, ao contr&aacute;rio dos habitantes de regi&otilde;es  com temperaturas m&eacute;dias mais baixas.<sup>29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cumpre destacar que  mais da metade dos coordenadores  pesquisados  indicou o uso de suplementos fluoretados para gestantes em alguma situa&ccedil;&atilde;o,  quando n&atilde;o h&aacute; justificativa cient&iacute;fica que recomende seu uso por essa  popula&ccedil;&atilde;o.<sup>2</sup> Evid&ecirc;ncias apontam aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas  na redu&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie de crian&ccedil;as cujas m&atilde;es ingeriram fl&uacute;or durante a gesta&ccedil;&atilde;o,  comparativamente ao grupo-controle.<sup>30</sup> Suplementos de fl&uacute;or,  como medicamentos, s&atilde;o de prescri&ccedil;&atilde;o individual, sem efetividade como medida de Sa&uacute;de  P&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar das  recomenda&ccedil;&otilde;es sobre o uso de fluoretos em programas preventivos terem sido  respondidas corretamente  pela maioria  dos pesquisados, os m&eacute;todos de utiliza&ccedil;&atilde;o dos vernizes e g&eacute;is s&atilde;o menos  conhecidos do que o bochecho fluoretado. A utiliza&ccedil;&atilde;o de bochechos em programas  preventivos surgiu nas d&eacute;cadas de 1960 e 1970, nos pa&iacute;ses escandinavos e nos  Estados Unidos da Am&eacute;rica, alcan&ccedil;ando grande popularidade como medida de sa&uacute;de  bucal coletiva. Este estudo confirmou que a grande maioria dos participantes  recomenda o uso de bochechos com 0,2% de fluoreto de s&oacute;dio para crian&ccedil;as com idade igual ou maior que 6 anos, uma  vez por semana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As formas  cientificamente embasadas de utiliza&ccedil;&atilde;o de gel fluoretado n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o  conhecidas como os bochechos. Mais de 30,0% dos respondentes demonstrou desconhecer a  frequ&ecirc;ncia m&iacute;nima recomendada para obten&ccedil;&atilde;o efetiva de redu&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie, o que  pode influenciar na tomada de decis&atilde;o relacionada ao uso de fluoretos. Parece  que a utiliza&ccedil;&atilde;o de g&eacute;is fluoretados enquanto agente remineralizador - na pr&aacute;tica cl&iacute;nica individual - e como medida  preventiva de car&aacute;ter populacional n&atilde;o est&aacute;  bem conhecida entre os coordenadores pesquisados. &Eacute; importante destacar que o  gel tem alta concentra&ccedil;&atilde;o de fluoretos e, se utilizado constantemente, aumenta  o risco de ingest&atilde;o e, consequentemente, de fluorose dent&aacute;ria. Sabe-se, igualmente, que a  m&uacute;ltipla exposi&ccedil;&atilde;o aos fluoretos aumenta o risco de fluorose.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Baseado em revis&otilde;es  sistem&aacute;ticas da Cochrane Collaboration, o uso semanal regular  de bochechos fluoretados est&aacute; claramente associado &agrave; efetiva redu&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie, em  at&eacute; 26,0%.<sup>13</sup> O gel fl&uacute;or fosfato acidulado, se aplicado duas vezes  ao ano, tem potencial de reduzir a experi&ecirc;ncia da c&aacute;rie em 21,0%.<sup>15</sup>  Por&eacute;m, crian&ccedil;as menores de 6 anos de idade, de maneira geral, n&atilde;o deveriam realizar bochechos e  g&eacute;is fluoretados, haja vista n&atilde;o apresentarem reflexo motor de controle da  ingest&atilde;o, o que aumentaria o risco para fluorose dent&aacute;ria.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro m&eacute;todo t&oacute;pico &eacute;  o verniz fluoretado, efetivo na redu&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie  em at&eacute; 46,0% em dentes permanentes  e em 33,0% em dentes dec&iacute;duos,  quando  aplicado com frequ&ecirc;ncia semestral:<sup>16</sup> sua consist&ecirc;ncia pegajosa, por  mais tempo em contato com o esmalte dent&aacute;rio, torna-o mais indicado para  menores de 6 anos de idade.<sup>2 </sup>Menos da metade dos coordenadores pesquisados informou corretamente a idade (40,6%) e frequ&ecirc;ncia (46,7%) mais recomendada para  o uso desse m&eacute;todo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como tudo na  natureza, o fl&uacute;or tamb&eacute;m pode ser t&oacute;xico. Sua toxicidade pode-se caracterizar como aguda  ou cr&ocirc;nica: aguda, quando  relacionada &agrave; ingest&atilde;o de grande quantidade de fl&uacute;or de uma &uacute;nica vez; e cr&ocirc;nica pela  ingest&atilde;o de pequenas, por&eacute;m excessivas quantidades de fl&uacute;or, por  per&iacute;odo prolongado.<sup>17</sup> A 'dose provavelmente t&oacute;xica' (DPT) para a  ocorr&ecirc;ncia de manifesta&ccedil;&atilde;o aguda da intoxica&ccedil;&atilde;o por fl&uacute;or &eacute; de 5 mgF/kg, enquanto uma dose de 0,05-0,07 mgF/kg/dia tem sido  sugerida como limite m&aacute;ximo de risco para a fluorose dent&aacute;ria, manifesta&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica da intoxica&ccedil;&atilde;o por  fl&uacute;or.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Crian&ccedil;as menores de 9 anos de idade que usam dentifr&iacute;cio fluoretado em  excesso - frequ&ecirc;ncia maior que  tr&ecirc;s vezes ao dia -, sem supervis&atilde;o dos  pais ou respons&aacute;veis, est&atilde;o inclu&iacute;das no grupo de risco para fluorose dent&aacute;ria.<sup>2</sup>  No presente estudo, 86,7% dos coordenadores  identificou corretamente esse grupo de risco.  O guia de recomenda&ccedil;&otilde;es brasileiro recomenda que crian&ccedil;as menores de 9 anos  utilizem pequenas quantidades de pasta (0,3 grama, correspondente a um gr&atilde;o de arroz) como forma de  reduzir o risco para fluorose.<sup>4</sup> Portanto, uma frequ&ecirc;ncia de  escova&ccedil;&atilde;o de duas vezes ao dia, com quantidade suficiente de dentifr&iacute;cio  fluoretado, diminui a poss&iacute;vel ingest&atilde;o de fl&uacute;or e reduz a c&aacute;rie em at&eacute; 24,0%.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em sa&uacute;de bucal coletiva, a indica&ccedil;&atilde;o do uso dos fluoretos deve estar de  acordo com o risco &agrave; c&aacute;rie da popula&ccedil;&atilde;o beneficiada. Grupos com baixo risco &agrave;  c&aacute;rie podem manter essa condi&ccedil;&atilde;o apenas com a frequente exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua  de abastecimento fluoretada, em n&iacute;veis adequados e acompanhada do uso de dentifr&iacute;cios fluoretados.<sup>2</sup>  O uso de fluoretos t&oacute;picos em popula&ccedil;&atilde;o de baixo risco &agrave; c&aacute;rie n&atilde;o adiciona efeito  preventivo, al&eacute;m de aumentar o risco para fluorose.<sup>31</sup> Grupos e  indiv&iacute;duos considerados de alto risco, entretanto, deveriam ser beneficiados  com a exposi&ccedil;&atilde;o adicional de fluoretos, como bochechos, g&eacute;is ou vernizes.  Grupos de maior risco &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria incluem: a) expostos a &aacute;gua de  abastecimento sem fl&uacute;or; b) expostos a &aacute;gua de abastecimento com teores de fluoretos abaixo da  concentra&ccedil;&atilde;o indicada (at&eacute; 0,54 ppmF); c) cujo CPO-D m&eacute;dio (aos 12 anos de  idade) seja maior do que 3; d) em que menos de 30,0% de seus indiv&iacute;duos do  grupo sejam livres de c&aacute;rie aos 12 anos de idade; e e) residentes em &aacute;reas de  pobreza, onde se estima serem menores os n&iacute;veis de exposi&ccedil;&atilde;o geral aos fluoretos.<sup>4</sup> Cerca de 1/3 dos coordenadores pesquisados afirmou - corretamente  - que m&eacute;todos t&oacute;picos de aplica&ccedil;&atilde;o coletiva, al&eacute;m de dentifr&iacute;cio fluoretado,  s&atilde;o indicados para popula&ccedil;&otilde;es de alto risco &agrave; c&aacute;rie. O uso adicional de fluoretos t&oacute;picos s&oacute; &eacute;  recomendado para popula&ccedil;&otilde;es consideradas de alto risco &agrave; c&aacute;rie, alcan&ccedil;ando  importante efeito preventivo.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O uso correto de fluoretos reduz a  preval&ecirc;ncia, incid&ecirc;ncia e gravidade da c&aacute;rie dent&aacute;ria e suas sequelas, de  maneira segura e efetiva, com &oacute;tima rela&ccedil;&atilde;o custo/benef&iacute;cio.  Recomenda&ccedil;&otilde;es oficiais acerca do uso de fluoretos em sa&uacute;de bucal coletiva s&atilde;o desej&aacute;veis e  deveriam ser amplamente adotadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo  concluiu que aspectos fundamentais relacionados ao uso de fluoretos em sa&uacute;de  bucal coletiva eram desconhecidos  por parte consider&aacute;vel dos coordenadores de sa&uacute;de bucal participantes da  pesquisa. Essa &eacute; a principal raz&atilde;o porque seus autores consideram necess&aacute;ria a  capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do conjunto de coordenadores municipais de sa&uacute;de bucal do  Estado de Santa Catarina na utiliza&ccedil;&atilde;o de fluoretos em sa&uacute;de bucal coletiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos  autores</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Cascaes AM planejou o  estudo, participou da coleta e  an&aacute;lise de dados e redigiu o manuscrito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Kamimura LCB planejou  o estudo, participou da coleta e an&aacute;lise de dados e  colaborou na reda&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Peres KG e Peres MA  orientaram o planejamento do estudo, participaram da an&aacute;lise dos dados e  realizaram a revis&atilde;o cr&iacute;tica do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="3" face="verdana">Refer&ecirc;ncias</font></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1.  Centers for Disease Control and  Prevention. Ten great public health achievements: United States, 1900-1999.  Morbidity and Mortality Weekly Report. 1999; 48(12):241-243.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2.  Centers for Disease Control and  Prevention. Recommendations for using fluoride to prevent and control dental  caries in United States.  Morbidity and Mortality Weekly Report. 2001; 50(RR14):1-42.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3.  Tenuta LM, Cury JA. Fluoride: its role in dentistry. Brazilian Oral Research. 2010; 24 Suppl 1:9-17.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.  Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Guia para  recomenda&ccedil;&otilde;es do uso de fluoretos no Brasil. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Cury JA, Tenuta  LMA, Ribeiro CCC, Paes Leme AF. The importance of fluoride dentifrices to the current dental caries  prevalence in Brazil.  Brazilian Dental Journal. 2004; 15(3):167-174.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Ramires I,  Buzalaf MA. A fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico e seus benef&iacute;cios no  controle da c&aacute;rie dent&aacute;ria - cinquenta anos no Brasil. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva. 2007; 12(4):1057-1065.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Carvalho DM,  Salazar M, Oliveira BH, Coutinho ES. Fluoride varnishes and decrease in caries incidence in preschool  children: a systematic review. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2010; 13(1):139-149.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Narvai PC, Forni  TIB, Junqueira RS, Cury JA, Castellanos RA, Soares MC. Uso de produtos fluorados  conforme o risco de c&aacute;rie dent&aacute;ria: uma revis&atilde;o cr&iacute;tica. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o  Paulista dos Cirurgi&otilde;es-Dentistas. 2002; 56(2):101-107.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Instituto  Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Censo brasileiro de 2010. Rio de  Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Narvai PC. Fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua: heterocontrole no  munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo no per&iacute;odo 1990-1999. Revista Brasileira de Odontologia em Sa&uacute;de Coletiva. 2000; 1(2):50-56.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de. &Aacute;rea t&eacute;cnica de sa&uacute;de bucal: fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua de consumo p&uacute;blico:  parecer t&eacute;cnico cient&iacute;fico de sa&uacute;de bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Frias AC, Narvai  PC, Ara&uacute;jo ME, Zilbovicius C, Antunes JLF. Custo da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de  abastecimento p&uacute;blico, estudo de caso - Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil, per&iacute;odo de 1985-2003. 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<body><![CDATA[<br>   Universidade Federal  de Pelotas    <br>   Av. Marechal Deodoro,  1160, 3<sup>o</sup> Piso    <br>   Pelotas-RS, Brasil.    <br>   CEP: 96020-220    <br>   <i>E-mail</i>: <a href="mailto:andreiacascaes@hotmail.com">andreiacascaes@hotmail.com</a> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 28/02/2011    <br>   Aprovado em 13/03/2012</font></p>      ]]></body><back>
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