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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acompanhamento das condicionalidades da saúde do Programa Bolsa Família: estudo de caso no Município do Rio de Janeiro-RJ, Brasil, em 2008]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro Instituto de Nutrição Annes Dias ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Departamento de Nutrição]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to evaluate the monitoring of health conditionalities of the Bolsa Família Program (PBF) in the municipality of Rio de Janeiro-RJ, Brazil, concerning their suitability to federal regulations and municipal guidelines. METHODS: an evaluation study was carried with data of 128 units, obtained from a survey conducted by the PBF health municipal coordination in 2008; descriptive analysis and multivariate cluster analysis grouping were conducted. RESULTS: data showed compliance of units with basic activities (95.2% performed prenatal; 98.4% measured weight/height; and 100.0% performed vaccination); other actions offered for children and women had greater variation in the frequencies of the units that held them (48.2% held education group, while 91.4% performed monitoring of growth and development); in 48.4% of the units was not given priority to the inclusion of families in the actions offered. CONCLUSION: the results indicate the needfor strategies to qualify health monitoring of conditionalities in the city.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Programas e Políticas de Nutrição e Alimentação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Atenção Básica]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cross-Sectional Studies]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Acompanhamento das condicionalidades da sa&uacute;de do  Programa Bolsa Fam&iacute;lia: estudo de caso no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ,  Brasil, em 2008<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Monitoring health conditionalities of Bolsa Familia  Program: a case study in the Municipality of Rio de Janeiro-RJ,  Brazil,  in 2008</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jorginete de Jesus Dami&atilde;o Trevisani<sup>I</sup>; Patr&iacute;cia  Constante Jaime<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o Annes Dias,  Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil do Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>avaliar o acompanhamento das  condicionalidades de sa&uacute;de do Programa Bolsa Fam&iacute;lia (PBF) no munic&iacute;pio do Rio  de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, Brasil, quanto a sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;  regulamenta&ccedil;&atilde;o federal e &agrave;s diretrizes municipais.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>estudo de  avalia&ccedil;&atilde;o foi realizado com dados de 128 unidades de sa&uacute;de, obtidos a partir de levantamento  realizado pela coordena&ccedil;&atilde;o municipal do PBF em 2008;  realizou-se an&aacute;lise  descritiva e an&aacute;lise classificat&oacute;ria multivariada de agrupamento.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>os dados demostraram a ades&atilde;o das unidades &agrave;s atividades b&aacute;sicas  (95,2% realizavam pr&eacute;-natal; 98,4% mediam peso/estatura; e 100,0% realizavam  vacina&ccedil;&atilde;o); outras a&ccedil;&otilde;es oferecidas para crian&ccedil;as e mulheres  apresentaram maior varia&ccedil;&atilde;o nas frequ&ecirc;ncias de unidades que as realizavam (48,2% realizavam  grupo educativo, enquanto 91,4% realizavam acompanhamento de crescimento e  desenvolvimento); em 48,4% das unidades, n&atilde;o se priorizava a  inser&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias nas a&ccedil;&otilde;es oferecidas.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>os resultados  indicam a necessidade de estrat&eacute;gias para qualifica&ccedil;&atilde;o do acompanhamento das  condicionalidades de sa&uacute;de na cidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Programas e Pol&iacute;ticas de Nutri&ccedil;&atilde;o e  Alimenta&ccedil;&atilde;o; Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica; Avalia&ccedil;&atilde;o; Estudos Transversais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>to evaluate the  monitoring of health conditionalities of the Bolsa Fam&iacute;lia Program (PBF) in the  municipality of Rio   de Janeiro-RJ, Brazil,  concerning their suitability to federal regulations and municipal guidelines.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>METHODS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>an evaluation study was carried with data of 128 units, obtained from a  survey conducted by the PBF health municipal coordination in 2008; descriptive  analysis and multivariate cluster analysis grouping were conducted.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>data showed compliance of units with basic activities (95.2% performed  prenatal; 98.4% measured weight/height; and 100.0% performed vaccination);  other actions offered for children and women had greater variation in the  frequencies of the units that held them (48.2% held education group, while 91.4%  performed monitoring of growth and development); in 48.4% of the units was not  given priority to the inclusion of families in the actions offered.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUSION</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>the results indicate the needfor strategies to qualify health monitoring of  conditionalities in the city.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words: </b>Nutrition  Programs and Policies; Primary Care; Evaluation; Cross-Sectional Studies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Programa Bolsa Fam&iacute;lia (PBF) foi criado em 2003 como uma pol&iacute;tica p&uacute;blica intersetorial de combate  &agrave; pobreza, baseado na conjuga&ccedil;&atilde;o de transfer&ecirc;ncia de renda a condicionalidades  relacionadas &agrave;s &aacute;reas da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o. Com a institui&ccedil;&atilde;o do PBF, o  governo federal reuniu os quatro programas de transfer&ecirc;ncia de renda existentes  - Bolsa-alimenta&ccedil;&atilde;o, Bolsa-escola,  Aux&iacute;lio G&aacute;s  e Cart&atilde;o Alimenta&ccedil;&atilde;o -, sob gest&atilde;o &uacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o Censo de 2010,  16,2 milh&otilde;es de brasileiros recebem renda familiar de at&eacute; R$70 por pessoa,  vivendo em situa&ccedil;&atilde;o de extrema pobreza. O desenho de transfer&ecirc;ncia condicionada  de renda (TCR) &eacute; considerado uma inova&ccedil;&atilde;o na agenda p&uacute;blica, capaz de  interferir no ciclo intergeracional da pobreza. Esse potencial &eacute; atribu&iacute;do &agrave; compreens&atilde;o  de que as condicionalidades podem-se constituir em elemento fundamental para a  melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida e para a inclus&atilde;o social sustent&aacute;vel das  fam&iacute;lias, promovendo o acesso aos direitos  sociais b&aacute;sicos &agrave; sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> No que diz respeito ao direito  &agrave; sa&uacute;de, &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre a pobreza e a  desigualdade e &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o  do acesso  aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o PBF coloca-se como um desafio. Nesse sentido, seu  desenho pode ser visto como uma estrat&eacute;gia de promo&ccedil;&atilde;o de equidade no acesso  aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Contudo, a efetividade dessa fun&ccedil;&atilde;o depende da organiza&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em 2004, foi publicada a  Portaria Interministerial n<sup>o</sup> 2.509,  que disp&otilde;e  sobre as atribui&ccedil;&otilde;es e normas para a oferta e o monitoramento das a&ccedil;&otilde;es de  sa&uacute;de no cumprimento das condicionalidades das fam&iacute;lias benefici&aacute;rias do PBF. A  Portaria delega aos munic&iacute;pios a provis&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sa&uacute;de que fazem  parte das condicionalidades.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora os objetivos e as a&ccedil;&otilde;es das condicionalidades  de sa&uacute;de do PBF estejam expl&iacute;citos nas legisla&ccedil;&otilde;es existentes, o modo de  operacionaliza&ccedil;&atilde;o dessas a&ccedil;&otilde;es depende das caracter&iacute;sticas municipais da rede  de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde sua cria&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;mero de fam&iacute;lias benefici&aacute;rias pelo PBF tem aumentado. Em julho de 2012, havia 10.322.561 fam&iacute;lias  benefici&aacute;rias com perfil de acompanhamento das condicionalidades da sa&uacute;de no  Brasil e 150.522 no munic&iacute;pio do Rio  de Janeiro-RJ. Passados nove anos da implementa&ccedil;&atilde;o do Programa Bolsa Fam&iacute;lia,  poucos estudos foram realizados sobre como os munic&iacute;pios t&ecirc;m implementado a&ccedil;&otilde;es na rede de sa&uacute;de voltadas a essas fam&iacute;lias. &Eacute; de grande relev&acirc;ncia e interesse,  portanto, para a gest&atilde;o local dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, a avalia&ccedil;&atilde;o do  acompanhamento das condicionalidades de sa&uacute;de no programa. Avalia&ccedil;&otilde;es que  utilizam estudos de adequa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m-se  mostrado  &uacute;teis, pois s&atilde;o capazes de identificar se as atividades do programa v&ecirc;m cumprindo os objetivos esperados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste artigo &eacute;  avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o do acompanhamento das condicionalidades da sa&uacute;de do  Programa Bolsa Fam&iacute;lia no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ, a partir de um modelo  te&oacute;rico constru&iacute;do para o munic&iacute;pio. O modelo te&oacute;rico utilizado baseou-se tanto na  regulamenta&ccedil;&atilde;o federal do programa quanto nas diretrizes municipais para essa a&ccedil;&atilde;o. Embora o PBF seja um programa federal, existem  diferen&ccedil;as em sua implementa&ccedil;&atilde;o face &agrave;s caracter&iacute;sticas dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e  de gest&atilde;o, bem como de outras quest&otilde;es do contexto local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo de avalia&ccedil;&atilde;o. Os dados analisados foram obtidos a partir do levantamento de  a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas para fam&iacute;lias do PBF na rede municipal de sa&uacute;de do Rio de  Janeiro-RJ, realizado pela coordena&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de do PBF no munic&iacute;pio, no  ano de 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cidade do Rio de Janeiro-RJ possui popula&ccedil;&atilde;o estimada em 6.186.710 (para 2009), assentada sobre &aacute;rea  territorial de 1.224,561km,<sup>2</sup> dividida em 160 bairros. Para o planejamento e  gest&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, adota-se a divis&atilde;o por &Aacute;rea Program&aacute;tica da Sa&uacute;de  (AP).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2008, estimava-se que o munic&iacute;pio  possu&iacute;a 188.987 fam&iacute;lias pobres com  perfil do PBF. Em junho de 2010,  o n&uacute;mero de  fam&iacute;lias benefici&aacute;rias do PBF era de 163.747; destas, 141.562 possu&iacute;am perfil para  o acompanhamento das condicionalidades de sa&uacute;de por apresentarem crian&ccedil;as de  at&eacute; sete anos e mulheres de 14 a 44 anos de idade.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O instrumento de coleta consistiu em question&aacute;rio estruturado, a ser  prenchido pelo gestor da unidade. Esse instrumento foi enviado pela Coordena&ccedil;&atilde;o  de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o das  condicionalidades da sa&uacute;de do PBF) para todas as unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de da  rede municipal. Os question&aacute;rios foram respondidos por unidades de todas as 10  AP, correspondendo a cerca de 71,0% das unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria (128).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O question&aacute;rio apresentava quest&otilde;es  fechadas e abertas contendo informa&ccedil;&otilde;es acerca das a&ccedil;&otilde;es previstas nas  orienta&ccedil;&otilde;es sobre o acompanhamento das condicionalidades de sa&uacute;de -  avalia&ccedil;&atilde;o vacinal, acompanhamento do crescimento, inser&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;natal, pr&aacute;ticas  educativas, outras a&ccedil;&otilde;es priorit&aacute;rias de Sa&uacute;de Integral, fluxo para o  acompanhamento das condicionalidades e o cuidado das fam&iacute;lias e opini&atilde;o dos  gestores sobre essa a&ccedil;&atilde;o. Para as an&aacute;lises apresentadas neste artigo, utilizou-se  apenas o bloco de quest&otilde;es fechadas. Algumas dessas a&ccedil;&otilde;es foram abordadas por  diferentes quest&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi avaliada a adequa&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o  implantada nas unidades aos objetivos propostos pelo programa, tendo como base  o modelo te&oacute;rico das a&ccedil;&otilde;es de acompanhamento das condicionalidades de sa&uacute;de do  PBF na cidade do Rio de Janeiro-RJ (<a href="#f1">Figura 1</a>), constru&iacute;do, como foi dito, a  partir da regulamenta&ccedil;&atilde;o e de documentos orientadores do governo federal para  as a&ccedil;&otilde;es que visam a atender as condicionalidades do PBF, assim como das diretrizes do  munic&iacute;pio para a a&ccedil;&atilde;o. Os elementos que compuseram o modelo foram divididos em  tr&ecirc;s dom&iacute;nios: cuidado &agrave; sa&uacute;de; gest&atilde;o na coordena&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do PBF; e  gest&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a03f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os componentes relativos ao cuidado  &agrave; sa&uacute;de, dom&iacute;nio que constitui o objeto de estudo deste artigo, foram agrupados  segundo categoriza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de no &acirc;mbito do PBF, quais sejam:  atividades b&aacute;sicas - a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que s&atilde;o acompanhadas no sistema de  informa&ccedil;&atilde;o do PBF na Sa&uacute;de e est&atilde;o expl&iacute;citas na regulamenta&ccedil;&atilde;o federal como  condicionalidades de sa&uacute;de -; atividades essenciais - outras a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de  sa&uacute;de, voltadas &agrave;s crian&ccedil;as e &agrave;s mulheres, grupos priorit&aacute;rios no  acompanhamento das condicionalidades  -; atividades voltadas &agrave; fam&iacute;lia - a&ccedil;&otilde;es de cuidado da  sa&uacute;de voltadas aos demais membros da fam&iacute;lia, estrat&eacute;gias de inser&ccedil;&atilde;o da  fam&iacute;lia nas a&ccedil;&otilde;es oferecidas pelas unidades -; e atividades voltadas &agrave;  articula&ccedil;&atilde;o intersetorial, tais como participar de f&oacute;runs de gest&atilde;o local  intersetorial do PBF ou realizar atividade em parceria com outras secretarias  envolvidas no PBF. Para cada dom&iacute;nio do modelo, foram elencados recursos, atividades,  produtos e resultados, conforme a teoria do programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dos componentes do modelo  te&oacute;rico constru&iacute;do, foi proposto um conjunto de vari&aacute;veis para a avalia&ccedil;&atilde;o da  adequa&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o implementada nas unidades, com foco no dom&iacute;nio de cuidado &agrave;  sa&uacute;de. Os indicadores de estudo corresponderam ao percentual de unidades que  realizavam as atividades. Nesse sentido, foram constru&iacute;das vari&aacute;veis para  diferentes componentes do modelo te&oacute;rico (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a03f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A primeira etapa de an&aacute;lise  consistiu na caracteriza&ccedil;&atilde;o geral de como est&atilde;o implementadas as condicionalidades de sa&uacute;de no  munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ, mediante an&aacute;lise descritiva, com frequ&ecirc;ncias  dos indicadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na etapa seguinte, as unidades de sa&uacute;de foram agrupadas segundo  caracter&iacute;sticas de a&ccedil;&otilde;es de cuidado &agrave; sa&uacute;de voltadas &agrave;s fam&iacute;lias do PBF, mediante an&aacute;lise classificat&oacute;ria  multivariada de agrupamento denominada k-m&eacute;dias, que visa formar agrupamentos  de forma a minimizar a vari&acirc;ncia intragrupos e maximizar a varian&ccedil;a  intergrupos.<sup>4</sup> A t&eacute;cnica permite a forma&ccedil;&atilde;o de grupos com perfis  distintos, com homogeneidade entre as unidades de cada grupo. Procurou-se,  ainda, identificar a contribui&ccedil;&atilde;o de cada vari&aacute;vel na distin&ccedil;&atilde;o dos grupos,  demonstrada por meio da estat&iacute;stica F de vari&acirc;ncia. As vari&aacute;veis usadas para a  an&aacute;lise consistiram em: acompanhar e prover condicionalidades; realizar  consultas individuais para crian&ccedil;as e mulheres; realizar consultas de outros  membros da fam&iacute;lia; realizar grupo educativo; intervir no risco nutricional;  promover a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; articula&ccedil;&atilde;o intersetorial; e participar de f&oacute;rum de  gest&atilde;o local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada  por meio dos <i>softwares </i>Epi Info 3.5.1.,  para an&aacute;lise univariada, e SPSS (vers&atilde;o 19), para a an&aacute;lise multivariada com o  m&eacute;todo K-means.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi aprovado pelos Comit&ecirc;s  de &Eacute;tica da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo (Protocolo  n<sup>o</sup> 2032, aprovado em 6 de julho de 2010) e da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e  Defesa Civil do Rio de Janeiro (Protocolo n<sup>o</sup> 144, aprovado em 24 de agosto de  2009).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta a frequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es  desenvolvidas segundo as quatro categorias das atividades de</font> <font size="2" face="Verdana">cuidado &agrave; sa&uacute;de, a  saber: atividades b&aacute;sicas; atividades</font> <font size="2" face="Verdana">essenciais</font><font size="2" face="Verdana">;</font><font size="2" face="Verdana">atividades voltadas ao cuidado  da fam&iacute;lia;</font><font size="2" face="Verdana">e</font> <font size="2" face="Verdana">atividades voltadas &agrave; articula&ccedil;&atilde;o  intersetorial.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a03t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave;s atividades b&aacute;sicas, todas as     atividades dessa categoria t&ecirc;m  grande frequ&ecirc;ncia, </font><font size="2" face="Verdana">variando de 95,2% para unidades que  realizavam pr&eacute;-natal at&eacute; 100,0% para unidades  que realizavam vacina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades essenciais,  observa-se grande varia&ccedil;&atilde;o na frequ&ecirc;ncia de unidades por atividade, com  intervalo entre 48,4% para unidades que realizavam grupo educativo e 92,1% para  unidades que realizavam consulta individual para crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a aferi&ccedil;&atilde;o de peso e estatura  para crian&ccedil;as seja relatada por 98,4% das unidades e a realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional por  90,3%, observou-se que somente 65,6% referiram realizar interven&ccedil;&atilde;o no risco nutricional. No que  diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica em mulheres, 73,4% das unidades  relataram a aferi&ccedil;&atilde;o de peso e estatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s atividades voltadas ao  cuidado da fam&iacute;lia, a inser&ccedil;&atilde;o dos membros das fam&iacute;lias do PBF em a&ccedil;&otilde;es de  sa&uacute;de foi relatada por um grande n&uacute;mero de unidades, chegando a 84,3% para  unidades que mencionaram inseri-los no Programa de Diabetes e Hipertens&atilde;o e  79,7% para as que relataram realizar a vacina&ccedil;&atilde;o de adolescentes. No entanto,  aproximadamente metade das unidades - apenas 51,6% - afirmou ter algum  mecanismo ou estrat&eacute;gia de prioriza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias para inser&ccedil;&atilde;o nessas a&ccedil;&otilde;es.  A consulta individual para outros membros da fam&iacute;lia foi relatada por 57,8%  das unidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A participa&ccedil;&atilde;o nas atividades  voltadas &agrave; articula&ccedil;&atilde;o intersetorial foi relatada por 53,1% das unidades. Por  sua vez, a participa&ccedil;&atilde;o em f&oacute;runs descentralizados de gest&atilde;o do programa foi  relatada por apenas 17,2% das unidades. Esses f&oacute;runs s&atilde;o espa&ccedil;os no territ&oacute;rio  de articula&ccedil;&atilde;o dos profissionais respons&aacute;veis pelas a&ccedil;&otilde;es do PBF das  Secretarias de Sa&uacute;de e Defesa Civil, Educa&ccedil;&atilde;o e Assist&ecirc;ncia Social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por meio da an&aacute;lise de agrupamento,  foi poss&iacute;vel identificar dois perfis de unidades em rela&ccedil;&atilde;o ao acompanhamento  das condicionalidades,  denominados Grupo A e Grupo B. A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta as frequ&ecirc;ncias de a&ccedil;&otilde;es  nos dois grupos de unidades de sa&uacute;de formados e seus respectivos valores de vari&acirc;ncia (F). No Grupo  A, foram alocadas 49 unidades, e no Grupo B, 79 unidades. As vari&aacute;veis que mais  contribu&iacute;ram para separa&ccedil;&atilde;o dos grupos foram a realiza&ccedil;&atilde;o de consultas  individuais para outros membros da fam&iacute;lia e a realiza&ccedil;&atilde;o de consultas  individuais para crian&ccedil;as e mulheres.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a03t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Grupo A apresentou maior frequ&ecirc;ncia de  unidades que participavam de grupos descentralizados, embora a frequ&ecirc;ncia dessa  atividade tenha sido muito baixa para os dois grupos. O Grupo B teve maiores  frequ&ecirc;ncias de unidades que faziam acompanhamento de condicionalidades, consultas individuais para crian&ccedil;as e mulheres e consultas  individuais de outros membros das fam&iacute;lias que recebem PBF. O Grupo B tamb&eacute;m  obteve maior frequ&ecirc;ncia das atividades voltadas para a interven&ccedil;&atilde;o no risco  nutricional e para a articula&ccedil;&atilde;o intersetorial. N&atilde;o houve diferen&ccedil;a  significativa entre os grupos A e B para a realiza&ccedil;&atilde;o de grupos educativos, n&atilde;o  sendo esse um atributo que tenha contribu&iacute;do para a diferencia&ccedil;&atilde;o entre os dois  grupos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo de unidade, o Grupo B teve maior percentual de  unidades da estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em rela&ccedil;&atilde;o ao Grupo A (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a03f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram identificadas diferen&ccedil;as entre  o conjunto de atividades oferecidas no acompanhamento das condicionalidades do  PBF pelas unidades de sa&uacute;de no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Como limita&ccedil;&atilde;o do estudo, &eacute; preciso  considerar que a utiliza&ccedil;&atilde;o de dados secund&aacute;rios produzidos por question&aacute;rios respondidos  pelo gestor da unidade de sa&uacute;de pode representar poss&iacute;vel vi&eacute;s de aferi&ccedil;&atilde;o.  Outra limita&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada &agrave; propor&ccedil;&atilde;o de unidades que n&atilde;o responderam,  de quase 30,0%. Possivelmente, estas unidades apresentavam menor frequ&ecirc;ncia de  realiza&ccedil;&atilde;o das atividades de acompanhamento das condicionalidades do PBF, frente &agrave;quelas que foram inclu&iacute;das no estudo. Cabe  ressaltar que o presente artigo apresenta um estudo de caso na cidade do Rio de  Janeiro-RJ. Embora n&atilde;o se pretenda generalizar os achados, os resultados  permitem a reflex&atilde;o sobre quest&otilde;es referentes &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o das condicionalidades de sa&uacute;de no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, o SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se que as atividades  b&aacute;sicas acompanhadas no sistema de informa&ccedil;&atilde;o do PBF na Sa&uacute;de - vacina&ccedil;&atilde;o, medi&ccedil;&atilde;o de peso e  estatura e inser&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;-natal - eram realizadas pela quase totalidade das unidades. Um estudo realizado no  Semi&aacute;rido brasileiro n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as na atualiza&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio  vacinal entre crian&ccedil;as que pertenciam a fam&iacute;lias que recebiam PBF e fam&iacute;lias  que n&atilde;o recebiam PBF.<sup>5</sup> A avalia&ccedil;&atilde;o de impacto do PBF, realizada pelo  Minist&eacute;rio de Desenvolvimento Social (MDS), encontrou resultados semelhantes,  com diferen&ccedil;as, entretanto, na propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as vacinadas, desfavor&aacute;veis  ou n&atilde;o significativas para as crian&ccedil;as de fam&iacute;lias benefici&aacute;rias. Isso ocorreu  tanto quando comparadas &agrave;s crian&ccedil;as de fam&iacute;lias benefici&aacute;rias de outros  programas, quanto ao serem comparadas &agrave;s crian&ccedil;as n&atilde;o benefici&aacute;rias de  programas de transfer&ecirc;ncia de renda. No relat&oacute;rio desse estudo, a resid&ecirc;ncia em  &aacute;reas de menor acesso aos servi&ccedil;os  de sa&uacute;de foi apresentada como poss&iacute;vel hip&oacute;tese para justificar essa diferen&ccedil;a.  Para o pr&eacute;-natal, na mesma avalia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o houve diferen&ccedil;as significativas entre  os grupos estudados.<sup>6</sup> Os dados do presente estudo demonstraram boa  ades&atilde;o das unidades na realiza&ccedil;&atilde;o dessa a&ccedil;&atilde;o para fam&iacute;lias do PBF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A grande frequ&ecirc;ncia de unidades com relato de realiza&ccedil;&atilde;o das medidas de  peso e estatura tamb&eacute;m representa um bom indicativo para o acompanhamento das  condicionalidades PBF pelas unidades do munic&iacute;pio. Destaca-se que a aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o de peso e estatura n&atilde;o  era um impedimento para que a fam&iacute;lia fosse considerada como fam&iacute;lia  acompanhada no sistema de informa&ccedil;&atilde;o do PBF  na sa&uacute;de, diferentemente das informa&ccedil;&otilde;es de vacina&ccedil;&atilde;o e pr&eacute;-natal. Frente a  isso, a alta frequ&ecirc;ncia observada do acompanhamento dos indicadores antropom&eacute;tricos  (peso/estatura)  assume maior relev&acirc;ncia quanto &agrave; aten&ccedil;&atilde;o das unidades ao estado nutricional dos  benefici&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; as outras a&ccedil;&otilde;es oferecidas pelas  unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de sa&uacute;de para crian&ccedil;as e mulheres, grupos  priorizados pelo desenho das condicionalidades de sa&uacute;de, agrupadas aqui como  atividades essenciais,  apresentaram  maior varia&ccedil;&atilde;o nas frequ&ecirc;ncias de unidades que as realizavam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; alta frequ&ecirc;ncia identificada na aferi&ccedil;&atilde;o de peso e  estatura, a interven&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de risco nutricional foi observada em  menor frequ&ecirc;ncia nas unidades (98,4% <i>versus </i>65,6%). Esse fato corrobora  os resultados de pesquisas anteriores, que sinalizaram impacto modesto, ou  restrito a determinados grupos et&aacute;rios, dos programas de transfer&ecirc;ncia de  renda condicionada (PTCR) no Brasil, para melhoria das condi&ccedil;&otilde;es nutricionais  de crian&ccedil;as.<sup>6-9</sup> Outros PTCR na Am&eacute;rica Latina t&ecirc;m demonstrado  aumento na utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, sobretudo para monitoramento da vacina&ccedil;&atilde;o e das  condi&ccedil;&otilde;es nutricionais, como em Honduras e no M&eacute;xico.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os achados encontrados para o terceiro grupo de atividades - atividades voltadas ao cuidado  da fam&iacute;lia - levam a outros  questionamentos sobre a a&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de no PBF.  Primeiramente, constatou-se  alguma  articula&ccedil;&atilde;o entre outros programas institu&iacute;dos na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de,  como por exemplo, entre o Programa de Diabetes e Hipertens&atilde;o e o cuidado das  fam&iacute;lias benefici&aacute;rias, apesar de metade das unidades terem relatado que n&atilde;o  existiam mecanismos de prioriza&ccedil;&atilde;o para inser&ccedil;&atilde;o dos membros das fam&iacute;lias  nessas a&ccedil;&otilde;es. &Eacute; poss&iacute;vel que o  achado refletisse apenas a demanda  natural dos usu&aacute;rios. Ou seja, em parte das unidades, n&atilde;o &eacute; dada prioridade  para membros de fam&iacute;lias de PBF mas eles podem acessar as a&ccedil;&otilde;es e programas das  unidades, da mesma forma que outros usu&aacute;rios. Draibe<sup>11</sup> afirma que,  no contexto de sociedades desiguais, a focaliza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica de pol&iacute;ticas  universais - n&atilde;o em oposi&ccedil;&atilde;o a  elas - visa a impedir que  desigualdades sociais reproduzam-se &quot;sob o manto&quot; dos programas  universais. Fam&iacute;lias de menor renda est&atilde;o mais vulner&aacute;veis a diversas situa&ccedil;&otilde;es  de inseguran&ccedil;a alimentar e de sa&uacute;de. Nesse sentido, a l&oacute;gica das pol&iacute;ticas de  combate &agrave; pobreza, inclu&iacute;dos os PTCR, &eacute; de uma discrimina&ccedil;&atilde;o positiva, atuando  em manifesta&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas de priva&ccedil;&otilde;es.<sup>12</sup>  Desta forma, est&aacute; na pauta a possibilidade de equidade no acesso aos servi&ccedil;os  de sa&uacute;de. Tal entendimento aponta que a maior prioriza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias do PBF  nas a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria possibilitaria qualifica&ccedil;&atilde;o do cuidado &agrave; sa&uacute;de  desse grupo e melhorias dos indicadores do terceiro bloco de atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra quest&atilde;o explicitada pelos  resultados foi a maior frequ&ecirc;ncia de atividades voltadas ao grupo  materno-infantil, tradicionalmente priorizado nas a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria  em sa&uacute;de.<sup>13</sup> Observaram-se  baixas frequ&ecirc;ncias de unidades que relataram realizar consultas individuais  para os adolescentes e para outros membros da fam&iacute;lia. Contudo, como no modelo  te&oacute;rico do programa, a abordagem familiar &eacute; pretendida e seria esperado um  foco maior nas atividades voltadas para as necessidades da fam&iacute;lia e n&atilde;o  somente das crian&ccedil;as e das mulheres. A complexidade do perfil de sa&uacute;de da  popula&ccedil;&atilde;o requer estrat&eacute;gias que incluam o homem e outras fases do curso de  vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A identifica&ccedil;&atilde;o dos dois perfis  distintos de unidades refor&ccedil;ou as diferen&ccedil;as nos n&iacute;veis de implanta&ccedil;&atilde;o das condicionalidades de sa&uacute;de do PBF na cidade. O Grupo A, que incluiu em torno de um  ter&ccedil;o das unidades estudadas, demonstrou a implementa&ccedil;&atilde;o fragmentada, n&atilde;o sendo  relatadas atividades complementares &agrave;s atividades b&aacute;sicas desenvolvidas pela  maioria de suas unidades. Nesse grupo, mesmo as atividades b&aacute;sicas n&atilde;o foram  referidas por 15,0% das unidades. Os indicadores que tiveram maiores vari&acirc;ncias e, por  conseguinte, melhor definiram a discrimina&ccedil;&atilde;o dos dois perfis de unidades,  foram: realizar consultas individuais para crian&ccedil;as e mulheres; e realizar  consultas individuais para outros membros da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fonseca e Viana<sup>13</sup> alertam  que as condicionalidades  previstas para acompanhamento n&atilde;o introduzem compromissos  com o cuidado integral &agrave; sa&uacute;de e n&atilde;o funcionam como porta de entrada para  outros n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o. Sua implementa&ccedil;&atilde;o, por meio de a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas,  n&atilde;o garantiria melhoria de indicadores de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior presen&ccedil;a de unidades da  Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no agrupamento de melhor implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es  para as fam&iacute;lias PBF (Grupo B) expressa a afinidade do modelo te&oacute;rico do  acompanhamento das condicionalidades  na cidade do Rio de Janeiro-RJ com a l&oacute;gica da  estrat&eacute;gia, sobretudo no que diz respeito &agrave; integralidade das a&ccedil;&otilde;es e &agrave;s  abordagens com foco na fam&iacute;lia, como de territ&oacute;rio.<sup>14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia da provis&atilde;o adequada e  da qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; sinalizada como um aspecto importante para a  melhoria dos efeitos dos PTCR na sa&uacute;de, conforme foi destacado por recente  revis&atilde;o sistem&aacute;tica que encontrou resultados pouco claros.<sup>15</sup> O  potencial em promover o acesso das fam&iacute;lias benefici&aacute;rias aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de  depender&aacute; da organiza&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios e dos servi&ccedil;os.<sup>16</sup> Em  pesquisa de opini&atilde;o realizada pelo Instituto P&oacute;lis junto aos benefici&aacute;rios do  PBF, 39,5% acharam dif&iacute;cil e 17,8% disseram ser muito dif&iacute;cil ter acesso a  atendimento em servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de.<sup>17</sup> Tomando a defini&ccedil;&atilde;o de  Donabedian que considera a acessibilidade como a capacidade de produzir  servi&ccedil;os e responder &agrave;s demandas de sa&uacute;de de uma determinada popula&ccedil;&atilde;o, os  resultados do referido estudo apresentam desafios &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o do PBF na Sa&uacute;de,  para promover o acesso.<sup>18,19</sup> Ir &agrave; unidade para acompanhar condicionalidades do Bolsa Fam&iacute;lia n&atilde;o necessariamente significa inser&ccedil;&atilde;o nas a&ccedil;&otilde;es  de cuidado oferecidas pelas unidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pobreza est&aacute; implicada com as iniquidades de  sa&uacute;de, por diferentes mecanismos que dizem respeito n&atilde;o somente &agrave; maior  exposi&ccedil;&atilde;o a esses riscos de sa&uacute;de, como tamb&eacute;m &agrave; maior vulnerabilidade a eles e  ao menor acesso aos cuidados de sa&uacute;de.<sup>20</sup> A&ccedil;&otilde;es e programas de sa&uacute;de  isolados n&atilde;o conseguiriam levar &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de desse grupo.  Antes sim, programas e a&ccedil;&otilde;es que pretendam sinergia entre estrat&eacute;gias de combate  &agrave; pobreza e acesso &agrave;s a&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica de sa&uacute;de para os grupos de maior  vulnerabilidade social, apresentam potencial na diminui&ccedil;&atilde;o das iniquidades de  sa&uacute;de. Esse potencial s&oacute; pode ser alcan&ccedil;ado se houver integra&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es  referentes &agrave;s duas pol&iacute;ticas em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de o desenho do  acompanhamento das condicionalidades ser de regulamenta&ccedil;&atilde;o federal e,  explicitamente, n&atilde;o existirem componentes que demandem propostas municipais  para defini&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es, observam-se especificidades na maneira como  as unidades de sa&uacute;de do Rio de Janeiro-RJ operacionalizam o programa. Os  munic&iacute;pios implantam programas federais na rede de sa&uacute;de de acordo com a  organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia local, podendo dispor de componentes particulares  que deem conta de suas especificidades  locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observaram-se, outrossim, diferen&ccedil;as  entre as caracter&iacute;sticas, conforme a implanta&ccedil;&atilde;o do programa na rede e as  diretrizes municipais, sistematizadas no modelo te&oacute;rico utilizado. Quest&otilde;es  expl&iacute;citas nos documentos de refer&ecirc;ncia federal e, sobretudo, nos instrumentos  de acompanhamento do programa est&atilde;o mais presentes nas a&ccedil;&otilde;es oferecidas nas  unidades. Este &eacute; o caso de acompanhamento de pr&eacute;-natal, vacina&ccedil;&atilde;o e medidas de  peso e estatura. Os resultados indicam necessidade de estrat&eacute;gias para  qualifica&ccedil;&atilde;o do acompanhamento das condicionalidades de sa&uacute;de na cidade,  envolvendo discuss&atilde;o do processo de trabalho no contexto dessa a&ccedil;&atilde;o com os  profissionais de sa&uacute;de e gestores das unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trevisani JJD participou de todas as  etapas do estudo, incluindo elabora&ccedil;&atilde;o do projeto, an&aacute;lise, interpreta&ccedil;&atilde;o e  reda&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Jaime PC  participou da an&aacute;lise, interpreta&ccedil;&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Portaria n<sup>o</sup> 551, de 09 de novembro  de 2005. Regulamenta a gest&atilde;o das condicionalidades do Programa Bolsa Fam&iacute;lia. Di&aacute;rio  Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 117, 11 nov. 2005. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Portaria n<sup>o</sup> 2.509, de 18 de novembro  de 2004. Disp&otilde;e sobre as atribui&ccedil;&otilde;es e normas para a oferta e o monitoramento  das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de relativas ao cumprimento das condicionalidades das fam&iacute;lias benefici&aacute;rias do Programa. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p.58, 22 nov. 2004. Se&ccedil;&atilde;o  1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Minist&eacute;rio de Desenvolvimento  Social. Secretaria Nacional de Renda de Cidadania. Informa&ccedil;&otilde;es cadastro &uacute;nico  &#91;acessado em 06 out. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mds.gov.br/adesao/mib/matrizview.asp?IBGE=3304557" target="_blank">http://www.mds.gov.br/adesao/mib/matrizview.asp?IBGE=3304557</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Mcqueen J. Some methods for  classification and analysis of multivariate observations. In: Proceedings of  the Fifth Berkeley Symposium on Mathematical  Statistics and Probability; 1967; Berkeley,   California. Berkeley:  University of California Press; 1967.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Soares FV, Ribas RP, Os&oacute;rio RG. Avaliando o impacto do programa bolsa fam&iacute;lia: uma compara&ccedil;&atilde;o com  programas de transfer&ecirc;ncia condicionada de renda de outros pa&iacute;ses. Bras&iacute;lia:  International Poverty Centre; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social  e Combate &agrave; Fome. Secretaria de Avalia&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o. Avalia&ccedil;&atilde;o de  impacto do programa bolsa fam&iacute;lia: sum&aacute;rio executivo. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio do  Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Souza ALM. Programas de  transfer&ecirc;ncia condicionada de renda e seu impacto sobre o estado nutricional de  crian&ccedil;as e adultos na regi&atilde;o nordeste do Brasil. &#91;Tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo  (SP): Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Universidade de S&atilde;o Paulo; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Paes-Sousa R, Santos LMP, Miazaki ES. Effects of a conditional cash  transfer programme on child nutrition in Brazil. Bulletin of the World  Health Organization. 2011; 89(7):496-503.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Oliveira FCC, Cotta RMM, Ribeiro AQ,  Sant'Ana LFR, Priore SE, Franceschini SCC. Estado  nutricional e fatores  determinantes do d&eacute;ficit estatural em crian&ccedil;as cadastradas no Programa Bolsa Fam&iacute;lia.  Epidemiologia  e Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de. 2011; 20(1):7-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Doetinchem OXK, Carrin G.  Conditional cash transfers: what's in it for health? Genebra: World Health  Organization; 2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Draibe S. A pol&iacute;tica social no  per&iacute;odo FHC e o  sistema de prote&ccedil;&atilde;o social. Revista Tempo Social. 2003; 15(2):63-101.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Bichir RM. O bolsa fam&iacute;lia na berlinda? Os desafios  atuais dos programas de transfer&ecirc;ncia de renda. Revista Novos Estudos. 2010; 87:115-129.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Fonseca AMM, Viana ALD. Direito &agrave; sa&uacute;de, aten&ccedil;&atilde;o  b&aacute;sica e transfer&ecirc;ncias condicionadas de renda na Am&eacute;rica Latina. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva. 2007; 12(6):1505-1512.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de  Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da Comunidade. Sa&uacute;de da fam&iacute;lia: uma  estrat&eacute;gia para a reorienta&ccedil;&atilde;o do modelo assistencial. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Lagarde M, Haines A, Palmer N.  Conditional Cash transfers for improving uptake of health interventions in  low-and middle-income countries: a systematic review. The Journal of the  American Medical Association. 2007; 298(16):1900-1910.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Kerstenetzky CL. Redistribui&ccedil;&atilde;o e  desenvolvimento? A economia pol&iacute;tica do programa  bolsa fam&iacute;lia. Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais. 2009; 52(1):53-83.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Vaitsman J, Paes-Sousa R. organizadoes.  Avalia&ccedil;&atilde;o  de pol&iacute;ticas e programas do MDS. Resultados: bolsa fam&iacute;lia e assist&ecirc;ncia social. Bras&iacute;lia: MDS; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Donabedian A. The seven pillars  of quality. Archives of Pathology &amp; Laboratory Medicine. 1990; 114(11):1115-1118.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Travassos C, Martins M. Uma revis&atilde;o sobre os conceitos de acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2004; 20 Supl 2: S190-198.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Comiss&atilde;o Nacional sobre Determinantes Sociais da  Sa&uacute;de. As causas sociais das iniquidades em sa&uacute;de no Brasil, 2008: relat&oacute;rio final da comiss&atilde;o nacional  sobre determinantes sociais da sa&uacute;de; 2008.</font><p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o    <br> da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,    <br> Avenida Pasteur, 44, Botafogo,    <br> Rio de  Janeiro-RJ, Brasil.    <br> CEP: 22290-240    <br> <i>E-mail: </i><a href="mailto:jjdamiao@usp.br">jjdamiao@usp.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 16/07/2012    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aprovado em 03/09/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>O artigo integra a tese &quot;Avalia&ccedil;&atilde;o da  implementa&ccedil;&atilde;o das condicionalidades de sa&uacute;de do Programa Bolsa Fam&iacute;lia e seu  papel no cuidado &agrave; sa&uacute;de - estudo de caso do munic&iacute;pio do Rio de  Janeiro&quot;; apresentada para obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de doutor em Nutri&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de  P&uacute;blica pela Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP, em 2012.</font></p>      ]]></body><back>
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<collab>Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde</collab>
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