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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes com produtos perigosos no Brasil, no período 2006-2009: análise dos dados dos sistemas de informações como subsídio às ações de vigilância em saúde ambiental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hazardous materials acidentes in Brazil, in the period 2006-2009: information system data analysis as support for environmental health surveillance actions]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to analyse the information system data of hazardous materials accidents (HMA) notified in Brazil, in the period 2006-2009. METHODS: the research was based on three (situation, effects and actions) out of six data layers used to build environmental health indicators. RESULTS: 3,601 accidents with hazardous materials were notified; concerning to morbidity, 27,304 injuries related to exposure to chemicals in three different databases were notified, and to mortality, 4,852 injuries related to exposure to chemicals in two databases were notified; in terms of Health sector response capacity, Environmental Health Surveillance on Hazardous Materials Accidents wasfound in 14 states and the Federal District, and related committees were found in 10 states CONCLUSION: data differences and absence of integrated analysis point out the need of developing integrated and harmonized information systems to manage hazardous materials and monitoring of exposed population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidentes e Eventos com Materiais Perigosos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b><font face="verdana"><a name="topo"></a>Acidentes com produtos perigosos no Brasil, no per&iacute;odo 2006-2009:  an&aacute;lise dos dados dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es como subs&iacute;dio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de  vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de ambiental<sup><a href="#endereco">*</a></sup></font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">  Hazardous materials acidentes in  Brazil, in the period 2006-2009: information system data  analysis as support for environmental health surveillance actions   </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Aramis Cardoso  Beltrami<sup>I</sup>; Carlos Machado de  Freitas<sup>II</sup>; Jorge Huet Mesquita  Machado<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Ger&ecirc;ncia de Contratos  e Arrecada&ccedil;&atilde;o, Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Governo do  Distrito Federal, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Escola Nacional de  Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo  Cruz, Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>analisar os dados dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es sobre os acidentes com  produtos perigosos (APP) notificados no Brasil, no per&iacute;odo 2006-2009.    <br> <b>M&Eacute;TODOS: </b>os dados foram  organizados em tr&ecirc;s (situa&ccedil;&atilde;o, efeitos e respostas) das seis camadas utilizadas  para indicadores em sa&uacute;de ambiental.    <br> <b>RESULTADOS: </b>foram registrados 3.601 APP no  per&iacute;odo, relacionados com exposi&ccedil;&atilde;o a produtos qu&iacute;micos; para morbidade, foram  registrados 27.304 agravos em tr&ecirc;s bases de dados diferentes, e para mortalidade foram  registrados 4.852 agravos em duas bases de dados; como respostas institucionais, a Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de Ambiental relacionada ao tema foi identificada em 14 estados e no DF,  e &oacute;rg&atilde;os colegiados relacionados &agrave; urg&ecirc;ncias, emerg&ecirc;ncias e desastres foram  encontrados em 10 estados.    <br> <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>diverg&ecirc;ncias de  dados e aus&ecirc;ncia de an&aacute;lises integradas apontam para a necess&aacute;ria estrutura&ccedil;&atilde;o  de uma interface entre os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es para a gest&atilde;o dos acidentes  com produtos perigosos e o monitoramento de popula&ccedil;&otilde;es expostas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>Acidentes e Eventos com Materiais Perigosos; Vigil&acirc;ncia de Evento  Sentinela; Sa&uacute;de Ambiental.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>to analyse the information system data of hazardous materials accidents  (HMA) notified in Brazil, in the period 2006-2009.    <br> <b>METHODS: </b>the research  was based on three (situation, effects and actions) out of six data layers used  to build environmental health indicators.    <br> <b>RESULTS: </b>3,601 accidents with  hazardous materials were notified; concerning to morbidity, 27,304 injuries  related to exposure to chemicals in three different databases were notified,  and to mortality, 4,852 injuries  related to exposure to chemicals in two databases were notified; in terms of  Health sector response capacity, Environmental Health Surveillance on Hazardous  Materials Accidents wasfound in 14 states and the Federal District, and related  committees were found in 10 states    <br> <b>CONCLUSION: </b>data differences and absence of integrated  analysis point out the need of developing integrated and harmonized information  systems to manage hazardous materials and monitoring of exposed population.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key  words: </b>Accidents and Events with Hazardous Materials;  Sentinel Surveillance; Environmental Health.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Milhares de eventos  denominados, genericamente, Acidentes com Produtos Perigosos (APP), ocorrem por ano no Brasil, com potencial de causar  impactos ao meio ambiente e expor um n&uacute;mero n&atilde;o estimado de pessoas aos riscos  de efeitos &agrave; sa&uacute;de, desde traumas e doen&ccedil;as a &oacute;bitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os APP podem ser definidos como eventos agudos, a exemplo de explos&otilde;es,  inc&ecirc;ndios, vazamentos ou emiss&otilde;es de um ou mais produtos perigosos com  potencial de causar danos ao patrim&ocirc;nio, ao meio ambiente e &agrave; sa&uacute;de dos seres  humanos, no curto e longo prazos. S&atilde;o eventos que, al&eacute;m da possibilidade de  provocar graves les&otilde;es e traumas, podem alterar determinadas situa&ccedil;&otilde;es  ambientais e resultar em agravos &agrave; sa&uacute;de, doen&ccedil;as ou &oacute;bitos, em caso de  exposi&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A exposi&ccedil;&atilde;o ocorre  quando popula&ccedil;&otilde;es entram em contato  com o(s)  produto(s) perigoso(s) por uma ou mais vias - como a ingest&atilde;o de &aacute;gua ou alimentos contaminados, inala&ccedil;&atilde;o de poeiras t&oacute;xicas ou gases provenientes de vazamentos e  inc&ecirc;ndios -, les&otilde;es resultante de fragmentos de explos&otilde;es ou queimaduras  qu&iacute;micas e t&eacute;rmicas a partir do contato com produtos ou ondas de calor. Em  determinadas situa&ccedil;&otilde;es, pode haver uma complexa combina&ccedil;&atilde;o desses fatores. Os efeitos dessas  exposi&ccedil;&otilde;es manifestam-se desde a forma subcl&iacute;nica at&eacute; os mais intensos, como as  intoxica&ccedil;&otilde;es agudas; ou ainda, tomam a forma de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas ou mesmo carcinog&ecirc;nese, mutag&ecirc;nese e teratog&ecirc;nese.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As a&ccedil;&otilde;es de resposta podem ser  de curto prazo, como a recupera&ccedil;&atilde;o ambiental do local impactado e o tratamento de pessoas afetadas,  ou de longo prazo, visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade das popula&ccedil;&otilde;es ao se  utilizar procedimentos de controle e preven&ccedil;&atilde;o mais eficazes, no sentido de  procurar interromper mecanismos de ocorr&ecirc;ncia dos eventos, exposi&ccedil;&atilde;o e  contamina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este &eacute; um tema  relevante para nosso pa&iacute;s, que se encontrava na s&eacute;tima posi&ccedil;&atilde;o mundial na  produ&ccedil;&atilde;o de produtos qu&iacute;micos<sup>4</sup> e d&eacute;cimo quinto na produ&ccedil;&atilde;o mundial de petr&oacute;leo  em 2009.<sup>5</sup> Entretanto, esse crescimento econ&ocirc;mico ainda n&atilde;o se traduziu  em sistemas de informa&ccedil;&otilde;es para notificar os APP de forma a possibilitar o  estabelecimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas integradas, de preven&ccedil;&atilde;o e controle  destes eventos, seus impactos ambientais e efeitos sobre a sa&uacute;de.<sup>6-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o setor Sa&uacute;de, mais do que  relevante, o tema constitui um compromisso constitucional, direito de todos e  dever do Estado. Envolve a participa&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) no  controle e na fiscaliza&ccedil;&atilde;o  da produ&ccedil;&atilde;o,  transporte, guarda e utiliza&ccedil;&atilde;o de produtos psicoativos, t&oacute;xicos e radioativos, al&eacute;m da colabora&ccedil;&atilde;o  no sentido de proteger o meio ambiente, nele compreendido o ambiente do  trabalho.<sup>9</sup> A Lei n<sup>o</sup> 8.080, em seu artigo 3<sup>o</sup>, ratifica esse  dispositivo ao afirmar que ao SUS compete participar, com &oacute;rg&atilde;os afins, da  defini&ccedil;&atilde;o de normas e mecanismos de controle de agravos sobre o meio ambiente,  ou deles decorrentes, que tenham repercuss&atilde;o sobre a sa&uacute;de humana.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Especificamente no  que tange &agrave; vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de ambiental, a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n<sup>o</sup> 1 define-a como o conjunto de a&ccedil;&otilde;es que proporcionam o conhecimento e a detec&ccedil;&atilde;o de  qualquer mudan&ccedil;a nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente  que interferem na sa&uacute;de humana. Tem a finalidade de identificar medidas de  preven&ccedil;&atilde;o e controle dos fatores de riscos ambientais relacionados &agrave;s doen&ccedil;as  ou outros agravos &agrave; sa&uacute;de, sendo a vigil&acirc;ncia dos APP uma das linhas de a&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;rias.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste artigo &eacute;  analisar dados dos setores da Defesa Civil, do  Meio Ambiente e da Sa&uacute;de sobre os APP, tendo como refer&ecirc;ncia informa&ccedil;&otilde;es sobre  a situa&ccedil;&atilde;o ambiental, exposi&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es, efeitos sobre a sa&uacute;de humana e respostas/a&ccedil;&otilde;es, de modo a contribuir  para o fortalecimento da Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Ambiental  (VSA).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A busca de dados em  diferentes sistemas de informa&ccedil;&otilde;es teve como base de  refer&ecirc;ncia tr&ecirc;s (situa&ccedil;&atilde;o, efeitos e resposta/a&ccedil;&atilde;o) das seis camadas de informa&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m sendo  utilizadas na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores em sa&uacute;de ambiental, quais sejam: for&ccedil;a  motriz; press&atilde;o; situa&ccedil;&atilde;o; exposi&ccedil;&atilde;o; efeitos; e resposta/a&ccedil;&atilde;o.<sup>14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Este modelo de camadas de informa&ccedil;&otilde;es serviu de base para a coleta e sistematiza&ccedil;&atilde;o dos dados oficiais da  Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Minist&eacute;rio do Meio  Ambiente (MMA) e do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), de abrang&ecirc;ncia nacional, cobrindo  os anos de 2006 a 2009, per&iacute;odo para o qual  se dispunha de dados de todos os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es quando a pesquisa foi  conclu&iacute;da. Os dados formaram as seguintes camadas de informa&ccedil;&otilde;es: eventos  compondo a camada de situa&ccedil;&atilde;o ambiental; dados de morbidade e mortalidade compondo a camada de  efeitos; e as informa&ccedil;&otilde;es sobre a&ccedil;&otilde;es compondo a &uacute;ltima camada. Dados sobre  popula&ccedil;&otilde;es expostas aos APP, embora fundamentais para as a&ccedil;&otilde;es de VSA, n&atilde;o se  encontravam dispon&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A sele&ccedil;&atilde;o dos sistemas de  informa&ccedil;&otilde;es utilizados na presente pesquisa seguiu os seguintes crit&eacute;rios para  consulta dos dados: 1) serem oficiais, objetivando a confiabilidade e seguran&ccedil;a dos  dados; 2) ter abrang&ecirc;ncia nacional, objetivando  a representatividade no &acirc;mbito de todo o territ&oacute;rio nacional; 3) estarem  dispon&iacute;veis publicamente, na rede mundial de computadores, para todo e qualquer cidad&atilde;o, objetivando a democratiza&ccedil;&atilde;o  no acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es e principalmente  &agrave;  reprodutibilidade do presente estudo; e 4) serem referentes a um mesmo per&iacute;odo (2006-2009), objetivando a  comparabilidade entre eles.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos dados de  'situa&ccedil;&atilde;o/eventos', a escolha dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es da Sedec<sup>15</sup>  e do Plano Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o, Prepara&ccedil;&atilde;o e Resposta R&aacute;pida a Emerg&ecirc;ncias  Ambientais com Produtos Qu&iacute;micos Perigosos (P2R2) do MMA<sup>16</sup> deve-se ao fato de serem os  sistemas nacionais oficiais sobre desastres e emerg&ecirc;ncias ambientais com produtos qu&iacute;micos perigosos, como tamb&eacute;m ao fato de  abrangerem os eventos geradores de exposi&ccedil;&otilde;es - desastres humanos de natureza tecnol&oacute;gica reconhecidos pela Sedec; e  emerg&ecirc;ncias ambientais com produtos qu&iacute;micos perigosos reconhecidas pelo P2R2.  Os dados foram sistematizados da seguinte maneira:</font> <font size="2" face="verdana">a) n&uacute;mero de desastres reconhecidos pela Sedec; e</font> <font size="2" face="verdana">b) n&uacute;mero de emerg&ecirc;ncias ambientais com produtos perigosos registradas no  P2R2.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos dados de  'efeitos', foram selecionados os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es que captam:  intoxica&ccedil;&otilde;es e &oacute;bitos atribu&iacute;dos &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a produtos qu&iacute;micos industriais,  registrados no Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es T&oacute;xico-farmacol&oacute;gicas (Sinitox);<sup>17</sup>  intoxica&ccedil;&otilde;es ex&oacute;genas atribu&iacute;das a produtos qu&iacute;micos, registradas no Sistema de  Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan);<sup>18</sup> interna&ccedil;&otilde;es  hospitalares, registradas no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema  &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH/SUS)<sup>19</sup> e tendo como causas a exposi&ccedil;&atilde;o ao fogo e &agrave;s chamas,  envenenamento, e intoxica&ccedil;&atilde;o por exposi&ccedil;&atilde;o a subst&acirc;ncias nocivas; e &oacute;bitos  registrados no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM)<sup>19</sup> como causados pela exposi&ccedil;&atilde;o ao fogo e &agrave;s chamas, envenenamento, e  intoxica&ccedil;&atilde;o por exposi&ccedil;&atilde;o a subst&acirc;ncias nocivas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na composi&ccedil;&atilde;o de  dados de morbidade e mortalidade (intoxica&ccedil;&otilde;es,  interna&ccedil;&otilde;es e &oacute;bitos), procurou-se  selecionar os efeitos que mais se aproximam dos ocasionados pelos APP. No  Sinitox,<sup>17</sup> foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es acerca do n&uacute;mero de  intoxica&ccedil;&otilde;es agudas e &oacute;bitos atribu&iacute;dos &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a produtos qu&iacute;micos  industriais. No Sinan,<sup>18</sup> foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es sobre o n&uacute;mero de  intoxica&ccedil;&otilde;es ex&oacute;genas atribu&iacute;das a produtos qu&iacute;micos. No SIH/SUS<sup>19</sup> e  no SIM,<sup>20</sup> foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es sobre o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es  hospitalares e &oacute;bitos tendo como causas a exposi&ccedil;&atilde;o ao fogo e &agrave;s chamas  (X00-X09), envenenamento, e  intoxica&ccedil;&atilde;o acidental por exposi&ccedil;&atilde;o a subst&acirc;ncias nocivas (X40-X49).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es  sobre 'respostas/a&ccedil;&otilde;es', a busca limitou-se &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sobre as unidades da  federa&ccedil;&atilde;o que possuem Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Ambiental dos Riscos Associados aos  Desastres de Origem Antropog&ecirc;nica, Resultantes de Acidentes com Produtos  Qu&iacute;micos Perigosos (Vigiapp), informa&ccedil;&otilde;es essas oriundas do Invent&aacute;rio Nacional  de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Ambiental. Com o objetivo de melhor compreender as a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e sua  complexidade, incluiu-se, tamb&eacute;m, informa&ccedil;&otilde;es  sobre os estados que disp&otilde;em de &oacute;rg&atilde;os colegiados desenvolvendo alguma a&ccedil;&atilde;o  sobre os APP, conforme publicado nos Di&aacute;rios Oficiais dos Estados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para efeitos  comparativos, os dados nacionais foram complementados com dados de determinados  sistemas de informa&ccedil;&otilde;es estaduais, no &acirc;mbito dos setores do Meio Ambiente e da  Defesa Civil, quais sejam: 1) Companhia Ambiental do Estado de S&atilde;o Paulo - Cetesb -,<sup>17</sup> centro colaborador da  Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de - OMS - para emerg&ecirc;ncias qu&iacute;micas, que disponibiliza as  vari&aacute;veis 'emerg&ecirc;ncias qu&iacute;micas por atividade geradora' e 'classes de risco'; e 2) Coordenadoria  Estadual de Defesa Civil do Paran&aacute; - Cedec/PR -,<sup>18</sup> que disponibiliza dados sobre o n&uacute;mero de  acidentes com produtos perigosos notificados e dados sobre exposi&ccedil;&atilde;o humana - pessoas envolvidas, levemente feridas, gravemente  feridas e &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto de pesquisa, do qual resultou este artigo, foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa  da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz - ENSP/Fiocruz - em 09/10/2009, sob o Protocolo n<sup>o</sup>  97/09.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os dados e  informa&ccedil;&otilde;es sobre eventos/situa&ccedil;&otilde;es, efeitos e a&ccedil;&otilde;es encontram-se sistematizados na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Na <a href="#f1">Figura 1</a>, inclu&iacute;mos as informa&ccedil;&otilde;es complementares sobre a&ccedil;&otilde;es nos Estado.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a09t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a09f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  situa&ccedil;&atilde;o/eventos que resultam na altera&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o ambiental e s&atilde;o  potencialmente geradores de exposi&ccedil;&otilde;es (<a href="#t1">Tabela 1</a>), os dados oriundos do P2R2 totalizaram 3.601 no per&iacute;odo, resultando em m&eacute;dias de 900 por ano e 75 por m&ecirc;s. A regi&atilde;o  Sudeste concentrou dois ter&ccedil;os dos APP (n=2.393), com S&atilde;o Paulo concentrando metade desses eventos e um ter&ccedil;o do total do  pa&iacute;s. Em rela&ccedil;&atilde;o aos estados da federa&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s S&atilde;o Paulo, aparece Minas Gerais  com 20,0% e Rio de Janeiro e  Paran&aacute; com cerca de 8,0% cada um. Destaca-se ainda a Bahia com 5,0%, Esp&iacute;rito Santo e Rio  Grande do Sul com 4,0% cada um. Somando-se os sete estados, tem-se quase 84,0% do total de eventos  (n=3.010) notificados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os dados da Sedec  demonstram n&atilde;o haver registro de eventos envolvendo APP reconhecido como  desastre (desastre humano de natureza tecnol&oacute;gica), ainda que esse tipo de evento esteja inclu&iacute;do no  &acirc;mbito de suas responsabilidades institucionais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados  de efeitos, particularmente a morbidade, observou-se um quadro bastante diversificado, apresentado na <a href="#t1">Tabela  1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados do Sinitox  sobre as intoxica&ccedil;&otilde;es agudas somaram 419.865 nos quatro anos, sendo que aquelas  atribu&iacute;das a produtos qu&iacute;micos de uso industrial totalizaram 23.724 intoxica&ccedil;&otilde;es (5,7% do total), 51,0% delas concentradas na  regi&atilde;o Sudeste. Em rela&ccedil;&atilde;o aos estados, S&atilde;o Paulo concentrou 39,0% do total,  seguido pelo Rio Grande do Sul com 19,0% e logo, com cerca de 5,0% cada,  Distrito Federal, Goi&aacute;s, Bahia e Esp&iacute;rito Santo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todavia, no que  concerne &agrave; morbidade, os dados de intoxica&ccedil;&otilde;es ex&oacute;genas atribu&iacute;das a produtos qu&iacute;micos  dispon&iacute;veis no Sinan demonstraram que, dos 3.389 registros, 41,0% concentram-se na regi&atilde;o Sul, particularmente no Rio Grande do Sul,  que concentrou 86,0% dos registros e pouco mais de dois ter&ccedil;os do total do  pa&iacute;s. A regi&atilde;o Sudeste registrou um ter&ccedil;o do total no per&iacute;odo, com pouco mais  da metade concentrada em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sobre as interna&ccedil;&otilde;es  hospitalares, os dados demonstraram  que ocorreram  191, 45,0% delas no Sul, com o  Paran&aacute; concentrando 93,0% das ocorr&ecirc;ncias na regi&atilde;o. A regi&atilde;o Sudeste registrou  30,0%, dos quais 75,0% em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; raz&atilde;o de  efeitos de morbidade por APP registrados no P2R2, durante o  per&iacute;odo (2006-2009), foi de 6,6 casos no Sinitox, 0,9 no Sinan e 0,05 no SIH/SUS. Ainda em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; raz&atilde;o de efeitos por APP, chama a aten&ccedil;&atilde;o o n&uacute;mero de casos de  intoxica&ccedil;&otilde;es por evento no Distrito Federal, que foi de 91 em todo o per&iacute;odo no Sinitox. No Sinan, com exce&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Sudeste que  teve uma raz&atilde;o de 0,4 registro por evento,  todas as outras tiveram uma raz&atilde;o superior a 1, sendo a maior a de regi&atilde;o Sul, que foi de 2,8 por APP, destacando o estado do PR, com 4,3 por APP.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados  de efeitos, particularmente mortalidade, observamos tamb&eacute;m um quadro bastante  diversificado apresentado na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos 78 &oacute;bitos registrados no Sinitox, destacam-se as regi&otilde;es Sudeste e Centro-Oeste,  com 30,0% e 27,0% respectivamente. Em  rela&ccedil;&atilde;o aos estados, Goi&aacute;s sozinho concentrou o maior n&uacute;mero, quando comparado  com outros estados, 13,0% do pa&iacute;s e 90,0% da respectiva macrorregi&atilde;o. Dos 4.774 registros de &oacute;bitos  observados no SIM, 41,0% se concentraram na  regi&atilde;o Sudeste, sendo que quase metade destes (45,0%) ocorreram em SP. Em seguida aparecem as regi&otilde;es Nordeste com 22,0% e Sul com 21,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; raz&atilde;o  dos efeitos de mortalidade por APP no per&iacute;odo de 2006 a 2009, os resultados  foram de 0,02 para os dados no  Sinitox e 1,3 para os dados do SIM.  Sobre os dados do SIM, o Sudeste apresentou a menor raz&atilde;o de &oacute;bitos por APP,  com 0,7 por evento, e o Rio de Janeiro foi o &uacute;nico Estado a apresentar uma  raz&atilde;o maior que um &oacute;bito por evento. A regi&atilde;o Norte, com uma raz&atilde;o de 4,2 &oacute;bitos por APP, foi a que apresentou maior valor  para o per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de VSA, constatou-se, de acordo com os  dados apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>, que a Vigiapp se  encontra estruturada em mais da metade dos estados e no Distrito Federal,  totalizando 15. Na macrorregi&atilde;o  Sudeste, todos os estados contam com Vigiapp, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo. Nas regi&otilde;es Norte e Sul, a Vigiapp encontra-se estruturada em pelo  menos dois ter&ccedil;os dos estados, na Centro-Oeste em metade dos estados e na  Nordeste em apenas um ter&ccedil;o dos estados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ainda sobre &agrave;s a&ccedil;&otilde;es,  constatou-se, segundo os dados apresentados na <a href="#f1">Figura 1</a>, a exist&ecirc;ncia de diversos comit&ecirc;s,  comiss&otilde;es e  grupos sobre o tema no pa&iacute;s; alguns estados, inclusive, possuem mais de um. Ao  todo, s&atilde;o dez estados que os possuem, sendo a regi&atilde;o Sul a &uacute;nica onde eles se  fazem presentes em todos os estados, seguida da regi&atilde;o  Sudeste, com metade dos Estados nessa condi&ccedil;&atilde;o, e a regi&atilde;o Nordeste, com quase  metade. Na regi&atilde;o Norte, apenas o estado do Par&aacute; possui comit&ecirc;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo  revelou que sete estados nos quais se concentraram 84,0% dos eventos - Bahia, Paran&aacute;, Rio Grande do Sul e os quatro da regi&atilde;o Sudeste -, reuniam 51,0% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira em 2010,  72,0% do Produto Interno Bruto (PIB)  nacional em 2009 e 90,0% das f&aacute;bricas de  produtos qu&iacute;micos do pa&iacute;s (n=892). Somente o estado de S&atilde;o Paulo concentrava  57,0% dessas f&aacute;bricas.<sup>4</sup> Esta concentra&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas relacionadas a produtos perigosos (produ&ccedil;&atilde;o,  armazenamento e transporte), em que  seis desses estados estabelecem divisas e conectam-se entre si pela mesma malha  vi&aacute;ria de escoamento desses produtos, circulando entre os p&oacute;los petroqu&iacute;micos  de Cama&ccedil;ari-BA (Nordeste) e Triunfo-RS (Sul), aponta para os estados - e estradas - sob risco de maior concentra&ccedil;&atilde;o de APP.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O percentual de  eventos nesses estados &eacute; relativamente  compat&iacute;vel  com o percentual de atividades envolvendo a manipula&ccedil;&atilde;o de produtos perigosos  nos mesmos estados. N&atilde;o obstante, tamb&eacute;m deve-se considerar que foram  encontradas limita&ccedil;&otilde;es nos registros de APP em n&iacute;vel nacional, em que eventos  geradores de altera&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o ambiental resultam em exposi&ccedil;&otilde;es de  popula&ccedil;&otilde;es, com potenciais efeitos sobre a sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quando comparamos com  os dados de estados que possuem estrutura de defesa civil ou &oacute;rg&atilde;o ambiental  preparados para o registro de APP, essas limita&ccedil;&otilde;es tornam-se ainda mais  evidentes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados  do sistema de informa&ccedil;&otilde;es da Sedec, constata-se que, apesar de haver sido registrado grande n&uacute;mero de desastres  durante os anos de 2006 a 2009, n&atilde;o foi encontrado qualquer registro de evento envolvendo  APP (desastre humano de natureza tecnol&oacute;gica). Essa aus&ecirc;ncia de registros reflete a limita&ccedil;&atilde;o desse sistema nacional  de informa&ccedil;&otilde;es, focado principalmente nas demandas de socorro aos desastres  naturais e suas v&iacute;timas, independentemente de os munic&iacute;pios possu&iacute;rem estrutura  de Defesa Civil - por vezes inexistente, ou prec&aacute;ria.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Inclusive nos estados com estrutura de Defesa Civil e registro de APP, as  limita&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel nacional para a constitui&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es  ficam bastante evidentes. Tomemos como exemplo o estado do Paran&aacute;. De acordo  com resultados de Beltrami,<sup>22</sup> durante o ano de 2006, a Coordenadoria  Estadual de Defesa Civil do Paran&aacute; registrou 74 eventos, com 9 &oacute;bitos, 5  pessoas gravemente feridas, 24 levemente feridas e 77 envolvidas. J&aacute; em 2007, foram 89 eventos, com 14  &oacute;bitos, 7 pessoas gravemente feridas, 4 levemente feridas e 43 envolvidas de alguma forma nesses acidentes. Totalizou-se,  nesses dois anos, 163 eventos, 23 &oacute;bitos e 40 pessoas lesionadas, resultando  numa raz&atilde;o de 0,14 &oacute;bito por acidente  (ou 1 &oacute;bito a cada 7  acidentes) e 0,24 pessoas lesionadas por acidente (ou 1 les&atilde;o a cada 4  acidentes).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados do Paran&aacute;  demonstram que, mesmo um estado que possui estrutura de Defesa Civil organizada  para registrar dados referentes aos APP e seus efeitos sobre a sa&uacute;de, tais  dados n&atilde;o se encontram registrados no sistema de informa&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel nacional,  representando muito mais um reflexo das limita&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel nacional que da  n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de eventos desse tipo, cujo registro &eacute; da responsabilidade da  Sedec, segundo a Pol&iacute;tica Nacional de Defesa Civil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ainda em rela&ccedil;&atilde;o aos  dados de situa&ccedil;&atilde;o oriundos do P2R2, se por um lado temos os registros de dados  em um sistema de informa&ccedil;&otilde;es de n&iacute;vel nacional, esse sistema permanece com  relativas limita&ccedil;&otilde;es, poss&iacute;veis de serem superadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Beltrami,<sup>22</sup>  ao analisar os anos de 2006 e 2007, demonstra que a partir dos dados dispon&iacute;veis,  n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel concluir que o aumento de 32,0% no n&uacute;mero de eventos registrados em 2007, frente aos dados de 2006, deve-se  ao incremento real no n&uacute;mero de acidentes  ou ao  prov&aacute;vel aprimoramento nesse sistema de registro de APP, bastante abrangente e  n&atilde;o exclusivo dos &oacute;rg&atilde;os ambientais estaduais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tal sistema tamb&eacute;m  conta com fonte os registros das defesas civis estaduais, corpos de bombeiros, pol&iacute;cias rodovi&aacute;rias federais,  policiais ambientais, Ibama, empresas de atendimento a emerg&ecirc;ncias qu&iacute;micas, e  com a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ind&uacute;strias Qu&iacute;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">E, mesmo tendo como  refer&ecirc;ncia um &oacute;rg&atilde;o ambiental estadual, integrante  do sistema nacional de meio ambiente, Beltrami<sup>22</sup> demonstrou  limita&ccedil;&otilde;es no que se refere aos registros nacionais. Comparativamente, enquanto os dados da base de  dados do P2R2 apontavam que em   S&atilde;o Paulo, durante 2006, foram 330 eventos, e em 2007, 380  APP, a atual Companhia Ambiental do Estado de S&atilde;o Paulo - Cetesb -, conhecida  naquele per&iacute;odo como Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento B&aacute;sico,  registrava a ocorr&ecirc;ncia de 397 eventos em 2006 (27,0% acima dos dados do P2R2) e 454 em 2007 (26,0% acima dos dados do  P2R2).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O conjunto de dados  sobre situa&ccedil;&atilde;o/eventos potenciais geradores de  exposi&ccedil;&otilde;es demonstrou que o registro de acidentes com produtos perigosos  envolve, setorialmente, situa&ccedil;&otilde;es diametralmente opostas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo analisado,  o Decreto Presidencial n<sup>o</sup> 5.376/2005, que dispunha sobre o Sistema  Nacional de Defesa Civil (Sindec) e previa a implanta&ccedil;&atilde;o de Sistemas de  Informa&ccedil;&otilde;es sobre Desastres no Brasil (Sindesb) de forma a possibilitar que se  conhecesse o perfil da ocorr&ecirc;ncia  de eventos e se aprofundasse a realiza&ccedil;&atilde;o  de estudos  epidemiol&oacute;gicos e, principalmente, servisse de subs&iacute;dio &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o do  planejamento estrat&eacute;gico e ao processo de tomada de decis&atilde;o, orientou a  organiza&ccedil;&atilde;o dos dados pela Sedec. Por&eacute;m, como j&aacute; se observou aqui, os &uacute;nicos  dados todavia dispon&iacute;veis na Sedec nos dias de hoje s&atilde;o os desastres 'naturais'  (ou de origem natural) notificados e reconhecidos por essa Secretaria  envolvendo solicita&ccedil;&atilde;o de recursos federais. Sendo assim, eventos que n&atilde;o  envolvam tal processo e que n&atilde;o possuam especifica&ccedil;&atilde;o de desalojados e desabrigados, bem  como afetados imediatos, acabam n&atilde;o sendo registrados, ainda que envolvam  potenciais riscos para essas situa&ccedil;&otilde;es, com pessoas tendo de deixar habita&ccedil;&otilde;es  em &aacute;reas contaminadas ou sob risco de contrair doen&ccedil;as no m&eacute;dio e longo prazos.  Apesar dessas limita&ccedil;&otilde;es, constatou-se que no estado do Paran&aacute;, h&aacute; um sistema  de informa&ccedil;&otilde;es que tem primado por promover a visibilidade dos dados sobre os  eventos ocorridos, incluindo os APP.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o setor Meio  Ambiente, h&aacute; o P2R2, entendido como a s&iacute;ntese de uma pol&iacute;tica de abrang&ecirc;ncia  nacional voltada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, prepara&ccedil;&atilde;o e resposta r&aacute;pida a situa&ccedil;&otilde;es  emergenciais envolvendo produtos qu&iacute;micos perigosos. Ele foi institu&iacute;do pelo  Decreto Presidencial n<sup>o</sup> 5.098/2004, a partir da articula&ccedil;&atilde;o entre os ministros de Estado da Sa&uacute;de, Meio Ambiente  e Integra&ccedil;&atilde;o Nacional frente &agrave;s dificuldades enfrentadas quando de um grande  acidente qu&iacute;mico, tendo como objetivo aproximar e estruturar respostas integrais e  harm&ocirc;nicas, promovendo a  articula&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis e setores de governo, do setor privado, das representa&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e  demais atores, para a prote&ccedil;&atilde;o da  sa&uacute;de humana e a qualidade ambiental. A despeito do m&eacute;rito de sistematizar os  dados nacionais e oferecer maior visibilidade sobre o tema, o P2R2 apresenta  alguns limites e diverg&ecirc;ncias em seus dados, quando comparados aos de S&atilde;o  Paulo, um dos poucos estados da federa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o s&oacute; registra esses eventos  como tamb&eacute;m oferece acesso p&uacute;blico aos respectivos dados. A Cetesb &eacute; um Centro  Colaborador da OMS para emerg&ecirc;ncias qu&iacute;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos dados do  setor Sa&uacute;de, tamb&eacute;m se observa s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es, apesar de que,  indiscutivelmente, seja o que mais possui normas e regulamentos sobre sistemas  de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados de morbidade e mortalidade, s&atilde;o v&aacute;rias as limita&ccedil;&otilde;es e  dificuldades de harmoniza&ccedil;&atilde;o entre os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es. Os dados do  Sinitox traduzem-se em  liga&ccedil;&otilde;es e atendimentos realizados pelos Centros de Informa&ccedil;&otilde;es e Assist&ecirc;ncia  Toxicol&oacute;gica (Ciats), os quais se encontram localizados e estruturados de  forma diferenciada, em universidades, unidades de sa&uacute;de ou servi&ccedil;os de  vigil&acirc;ncia. Os dados dispon&iacute;veis no Sinan representam as intoxica&ccedil;&otilde;es ex&oacute;genas  atendidas em unidades de sa&uacute;de, assim como os dados do SIH/SUS, os quais dizem  respeito &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das a exposi&ccedil;&otilde;es a produtos qu&iacute;micos. Por fim,  os dados do SIM tratam dos &oacute;bitos atribu&iacute;dos a estas mesmas exposi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Constatou-se, apesar  da multiplicidade de sistemas de informa&ccedil;&otilde;es que registram efeitos - envolvendo morbidade e mortalidade por intoxica&ccedil;&otilde;es  atribu&iacute;das &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a produtos qu&iacute;micos industriais (Sinitox), intoxica&ccedil;&otilde;es ex&oacute;genas  (Sinan), interna&ccedil;&otilde;es e &oacute;bitos  por exposi&ccedil;&atilde;o ao fogo e &agrave;s chamas, envenenamentos, e intoxica&ccedil;&atilde;o por exposi&ccedil;&atilde;o a  subst&acirc;ncias nocivas (SIH/SUS e SIM) - n&atilde;o ser poss&iacute;vel estabelecer rela&ccedil;&otilde;es  diretas entre esses efeitos e os eventos envolvendo APP. Portanto, acaba sendo  dificultado o relacionamento entre eventos relacionados a APP e seus efeitos &agrave;  sa&uacute;de humana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por exemplo, quando  comparamos a raz&atilde;o de efeitos de morbidade por APP registrados no P2R2, de 6,6 casos no Sinitox, 0,9 no Sinan e 0,05 no SIH, encontramos  uma diferen&ccedil;a de 7 vezes entre os dados  do Sinitox e do Sinan, de 132 vezes entre os dados  do Sinitox e do SIH/SUS, e de 18 vezes entre os dados  do Sinan e do SIH/SUS. Sobre a raz&atilde;o dos efeitos de mortalidade por APP, de 0,02 para os dados no  Sinitox e de 1,3 no SIM, encontramos  uma diferen&ccedil;a de 65 vezes entre ambos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">S&atilde;o exemplos  demonstrativos do quanto os registros de efeitos (morbidade e mortalidade)  ainda est&atilde;o longe de serem associados aos eventos que alteram a situa&ccedil;&atilde;o ambiental  e geram exposi&ccedil;&otilde;es por subst&acirc;ncias qu&iacute;micas com  potenciais danos &agrave; sa&uacute;de no curto, m&eacute;dio e longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As diverg&ecirc;ncias ou  mesmo sobreposi&ccedil;&otilde;es de dados sobre APP e seus efeitos n&atilde;o s&atilde;o exclusividades do  Brasil e j&aacute; tinham sido apontadas para a realidade dos Estados Unidos da  Am&eacute;rica em investiga&ccedil;&otilde;es realizadas na d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo passado.<sup>23,24</sup> Para o Brasil, temos estudos realizados  na primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI,<sup>7,8</sup> reafirmando os mesmos problemas  de diverg&ecirc;ncias nos registros de  dados por diferentes institui&ccedil;&otilde;es, tanto para os eventos como para seus  impactos sobre a sa&uacute;de. Nossos resultados demonstraram situa&ccedil;&otilde;es extremas em  que, independentemente da responsabilidade  institucional por sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, como no caso da Sedec, h&aacute; uma  completa aus&ecirc;ncia de registros, ainda que &oacute;rg&atilde;os estaduais do sistema se  encarreguem deles e enviem-nos para o P2R2 do MMA.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nardocci e Leal<sup>7</sup>  tamb&eacute;m tratam de diverg&ecirc;ncias observadas entre notifica&ccedil;&atilde;o de acidentes e  consequentes danos ao ambiente (e efeitos &agrave; sa&uacute;de humana). Seus autores  demonstram que, ao menos no &acirc;mbito do Estado de S&atilde;o Paulo, a realiza&ccedil;&atilde;o desse  tipo de estudo &eacute; dificultada pela baixa confian&ccedil;a que merecem as informa&ccedil;&otilde;es  existentes, tanto pela n&atilde;o representatividade da realidade como pela n&atilde;o  uniformidade nos conceitos fundamentais entre as principais  institui&ccedil;&otilde;es que participam do atendimento emergencial, nesses eventos. S&atilde;o  limites a dificultar a realiza&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise dos dados de forma integrada e  um efetivo diagn&oacute;stico da real situa&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia desse tipo de evento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por fim, em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave;s respostas traduzidas em a&ccedil;&otilde;es  de VSA, observou-se que, apesar de a  Vigiapp se fazer presente em 14 estados e no Distrito  Federal, ainda restavam em 2009  12 unidades da  federa&ccedil;&atilde;o onde era necess&aacute;rio implementar esse servi&ccedil;o, com destaque para  aqueles dentre entre os sete estados que concentram maior n&uacute;mero de APP, como  ES e PR.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s  respostas, foi poss&iacute;vel constatar a exist&ecirc;ncia de diversos comit&ecirc;s, comiss&otilde;es e  grupos sobre o tema no pa&iacute;s, que, se por um lado, convergem para aproximar os  temas de urg&ecirc;ncias, emerg&ecirc;ncias e desastres, por outro, tampouco demonstram  rela&ccedil;&atilde;o direta com a exist&ecirc;ncia de  Vigiapp ou com a quantidade de eventos geradores de exposi&ccedil;&otilde;es. A situa&ccedil;&atilde;o do  Esp&iacute;rito Santo &eacute; a mais cr&iacute;tica: apesar de encontrar-se entre os estados com grande n&uacute;mero de eventos, n&atilde;o apresenta qualquer  estrutura institucional de resposta a eles.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; not&oacute;ria a  diverg&ecirc;ncia entre os dados registrados pelos diferentes sistemas de  informa&ccedil;&otilde;es, tanto no que diz respeito a eventos geradores de exposi&ccedil;&otilde;es quanto  a efeitos. Os autores deste estudo compartilham a preocupa&ccedil;&atilde;o de outros autores  sobre a limita&ccedil;&atilde;o que isso significa para a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas  adequadas e abrangentes, voltadas aos APP, seja nos n&iacute;veis estadual ou  nacional.<sup>6-8,27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tendo Barcellos e Quit&eacute;rio como refer&ecirc;ncia,<sup>25</sup> pode-se considerar  a exposi&ccedil;&atilde;o como o objeto central da Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Ambiental - VSA -, no sentido de se  deslocar o tradicional foco dos agravos para a vigil&acirc;ncia dos fatores coletivos  de risco. Por&eacute;m, do modo como est&atilde;o estruturados os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es nacionais, o  que se observa s&atilde;o sistemas de informa&ccedil;&otilde;es que tornam a exposi&ccedil;&atilde;o o &quot;elo  perdido&quot;, n&atilde;o sendo ainda contemplada de forma efetiva.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O processo de tomada  de decis&atilde;o quando da elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a Sa&uacute;de, especificamente  em VSA, ou mesmo para outros setores,  como Defesa  Civil e Meio Ambiente, deveria estar apoiado em informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis para a  defini&ccedil;&atilde;o de diretrizes de atua&ccedil;&atilde;o. Logo, a aus&ecirc;ncia de  dados ou mesmo exist&ecirc;ncia de diverg&ecirc;ncia entre eles constitui um s&eacute;rio fator limitante &agrave;  conforma&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas setoriais e intersetoriais eficientes e  adequadas. Principalmente quando consideramos que, em muitos casos, os efeitos  dos APP n&atilde;o aparecem de modo imediato, podem levar dias, semanas, meses ou anos  para se manifestar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados deste  estudo apontam o quanto urge estruturar um sistema integrado e harmonizado de informa&ccedil;&otilde;es intersetoriais, e  mesmo setoriais, de forma a subsidiar as tr&ecirc;s esferas do SUS no enfrentamento  dos agravos e doen&ccedil;as condicionadas pela complexa rela&ccedil;&atilde;o sa&uacute;de-ambiente, que  adquire diferentes conforma&ccedil;&otilde;es  nos distintos  territ&oacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como passo inicial da estrutura&ccedil;&atilde;o desse sistema integrado e harmonizado, sugere-se a identifica&ccedil;&atilde;o de  &quot;campos-chave&quot; nos sistemas de registros atualmente existentes, que  possibilitem interligar as informa&ccedil;&otilde;es  sobre  eventos, exposi&ccedil;&atilde;o e efeitos, permitindo, tamb&eacute;m, o acompanhamento das a&ccedil;&otilde;es  imediatas relacionadas a triagem e atendimentos &agrave;s vitimas e a conten&ccedil;&atilde;o do(s)  produto(s) e consequente remedi&ccedil;&atilde;o ambiental do local impactado, bem como  daquelas atividades de longo  prazo, a exemplo do monitoramento da sa&uacute;de de expostos no &acirc;mbito do SUS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A Portaria n<sup>o</sup>  104 do Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de,26 definida com base no Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional 2005, define terminologias,  a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, agravos e eventos em Sa&uacute;de P&uacute;blica de notifica&ccedil;&atilde;o  compuls&oacute;ria e estabelece fluxo, crit&eacute;rios, responsabilidades e atribui&ccedil;&otilde;es dos  profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, constituindo um indicador de avan&ccedil;os e  possibilidades. A Portaria n<sup>o</sup> 104/2006 tamb&eacute;m aponta, via a&ccedil;&atilde;o de registro no Sinan  e de investiga&ccedil;&atilde;o dos casos prescrita aos CIEVS, a possibilidade de fechamento  do ciclo eventos/exposi&ccedil;&otilde;es/efeitos. Cabe, entretanto, a integra&ccedil;&atilde;o  intersetorial envolvendo os &oacute;rg&atilde;os ambientais e de defesa civil, para uma maior  amplitude de capta&ccedil;&atilde;o dos eventos e efetiva&ccedil;&atilde;o de mecanismos preventivos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A aprova&ccedil;&atilde;o da Lei n<sup>o</sup>  12.608, de 10 de abril de 2012, instituindo uma nova Pol&iacute;tica Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa Civil,  autorizou a cria&ccedil;&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&otilde;es e monitoramento de desastres,  incluindo os de origem qu&iacute;mica, e constitui uma possibilidade bastante recente  de se avan&ccedil;ar nesse processo, tornando  poss&iacute;vel a  coloca&ccedil;&atilde;o em pr&aacute;tica do registro harmonizado de eventos por parte dos setores Sa&uacute;de, Meio Ambiente, Defesa Civil, al&eacute;m de  pol&iacute;cias rodovi&aacute;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos  autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Beltrami AC e Freitas CM conceberam, executaram, redigiram e revisaram o  artigo. Machado JMH participou da concep&ccedil;&atilde;o e  revis&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Freitas CM, Porto MFS, Gomez CM. Acidentes  qu&iacute;micos ampliados: um desafio para a sa&uacute;de p&uacute;blica. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1995; 29(6):503-514.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Porto MFS, Freitas CM. An&aacute;lise de riscos  tecnol&oacute;gicos ambientais: perspectivas para o campo da sa&uacute;de do trabalhador.  Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1997; 13 Supl 2:S59-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Bertazzi PA. Industrial disasters and epidemiology. A  review of recent experiences. Scandinavian Journal of Work Environmental  Health. 1989; 15(2):85-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria Qu&iacute;mica.  Apresenta&ccedil;&atilde;o sobre o setor &#91;acessado em 04 jan. 2011&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.abiquim.org.br/conteudo.asp?princ=ain" target="_blank">http://www.abiquim.org.br/conteudo.asp?princ=ain</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, G&aacute;s Natural e  Biocombust&iacute;veis. Anu&aacute;rio estat&iacute;stico brasileiro do petr&oacute;leo, g&aacute;s natural e  biocombust&iacute;veis &#91;acessado em 18 set. 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anp.gov.br/conheca/anuario_2009.asp#secao_1" target="_blank">http://www.anp.gov.br/conheca/anuario_2009.asp#secao_1</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Nunes FP. Contribui&ccedil;&atilde;o para a estrutura&ccedil;&atilde;o da  vigil&acirc;ncia ambiental em sa&uacute;de dos acidentes com produtos perigosos: constru&ccedil;&atilde;o  de um sistema de registro integrado &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro  (RJ): Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica Sergio Arouca; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Nardocci AC, Leal OL. Informa&ccedil;&otilde;es sobre  acidentes com transporte rodovi&aacute;rio de produtos perigosos no Estado de S&atilde;o  Paulo: os desafios para a vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de ambiental. Sa&uacute;de e Sociedade. 2006; 15(2):113-121.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Freitas CM, Amorim AE. Vigil&acirc;ncia ambiental  em sa&uacute;de de acidentes qu&iacute;micos ampliados no transporte rodovi&aacute;rio de cargas  perigosas. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS. 2001; 10(1):31-42.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa  do Brasil. Bras&iacute;lia; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Brasil. Lei n<sup>o</sup> 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disp&otilde;e  sobre as condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a  organiza&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos  servi&ccedil;os correspondentes e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,  Bras&iacute;lia, p. 614, 29 dez. 2006. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Portaria n<sup>o</sup> 1172/2004/GM. Refere-se &agrave;s  compet&ecirc;ncias da Uni&atilde;o, Estados, Munic&iacute;pios e Distrito Federal na &aacute;rea de  vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de ambiental. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 35, 22 mar&ccedil;o 2005. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Radicchi ALA, Lemos AF. Sa&uacute;de ambiental. Belo  Horizonte: Coopmed; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 420. Aprova as  instru&ccedil;&otilde;es complementares ao regulamento do transporte terrestre de produtos.  Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 31 de maio. 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de. Departamento de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Ambiental e Sa&uacute;de do Trabalhador.  Sa&uacute;de ambiental: guia b&aacute;sico para constru&ccedil;&atilde;o de indicadores. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011. (S&eacute;rie B. Textos B&aacute;sicos de Sa&uacute;de).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Minist&eacute;rio de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional. Secretaria  Nacional de Defesa Civil. Desastres notificados &agrave; SEDEC/MI &#91;acessado em 02 fev. 2012&#93;. Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.defesacivil.gov.br/desastres/desastres.asp" target="_blank">http://www.defesacivil.gov.br/desastres/desastres.asp</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Decreto n<sup>o</sup> 5098, de 3 de Junho de 2004. Disp&otilde;e  sobre a cria&ccedil;&atilde;o do plano nacional de preven&ccedil;&atilde;o, prepara&ccedil;&atilde;o e resposta r&aacute;pida a  emerg&ecirc;ncias ambientais com produtos qu&iacute;micos perigosos - P2R2, e d&aacute;  outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 2004  &#91;acessado em 23 dez. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=106" target="_blank">http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;idEstrutura=106</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sistema Nacional de  Informa&ccedil;&otilde;es T&oacute;xico farmacol&oacute;gicas. Registro de intoxica&ccedil;&otilde;es: dados regionais &#91;acessado em 02 fev. 2012&#93;. Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.fiocruz.br/sinitox_novo/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=9" target="_blank">http://www.fiocruz.br/sinitox_novo/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=9</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de. Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.</font> <font size="2" face="verdana">Sistema de  Informa&ccedil;&otilde;es de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o-Sinan &#91;acessado em 23 dez. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/" target="_blank">http://dtr20047saude.gov.br/Sinanweb</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es  Hospitalares do SUS. Morbidade hospitalar do SUS &#91;acessado em 23 dez. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/nruf.def" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/nruf.def</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es  sobre Mortalidade-Brasil &#91;acessado em 23 dez. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/nruf.def" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/obtuf.def</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Valencio N. O Sistema Nacional de Defesa  Civil (SINDEC) diante das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: desafios e limita&ccedil;&otilde;es da  estrutura e din&acirc;mica institucional. In: Valencio N, Siena M, Marchezini V,  Gon&ccedil;alves JC. Sociologia dos desastres: constru&ccedil;&atilde;o, interfaces e perspectivas  no Brasil. S&atilde;o Carlos: Rima; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Beltrami AC. Acidentes com produtos  perigosos: an&aacute;lise de dados dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es como subs&iacute;dio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de  vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de ambiental &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ):  Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica Sergio Arouca; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Shaw GM, Windham GC, Leonard A,  Neutra RR. Characteristics  of hazardous materials spills from reporting systems in California. American  Journal of Public Health. 1986; 76(5):540-543.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24. Binder S. Deaths, injuries and  evacuations from acute hazardous materials releases. American Journal of Public  Health. 1989; 79(8):1042-1044.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25. Barcellos C, Quit&eacute;rio LAD. Vigil&acirc;ncia ambiental em sa&uacute;de e sua implanta&ccedil;&atilde;o no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2006; 40(1):170-177.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">26. Portaria n<sup>o</sup> 104, de 25 de Janeiro de 2011. Define  as terminologias adotadas em legisla&ccedil;&atilde;o nacional, conforme o disposto no  regulamento sanit&aacute;rio internacional 2005 (RSI 2005), a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as,  agravos e eventos em sa&uacute;de p&uacute;blica de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria em todo o  Territ&oacute;rio Nacional. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 26 de janeiro 2011. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">27. Freitas CM, Porto MFS, Machado JMH.  Introdu&ccedil;&atilde;o: a quest&atilde;o dos acidentes industriais ampliados. In: Freitas CM,  Porto MFS, Machado JMH. organizadores. Acidentes industriais ampliados:  desafios e perspectivas para o controle e a preven&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: FIOCRUZ;  2000.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o para  correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Ger&ecirc;ncia de Contratos  e Arrecada&ccedil;&atilde;o,    <br> Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural,    <br> SAIN, s/n,  Parque Rural, Bras&iacute;lia-DF,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Brasil. CEP: 70620-000    <br>   <i>E-mail: </i><a href="mailto:aramis.beltrami@gmail.com">aramis.beltrami@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 10/02/2012    <br> Aprovado em 03/08/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Este manuscrito  tem como base os resultados do Mestrado Profissional em Sa&uacute;de P&uacute;blica e Meio  Ambiente da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz,  conclu&iacute;do em 2009.</font></p>      ]]></body><back>
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