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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento sobre doenças e agravos de notificação compulsória entre profissionais da Estratégia Saúde da Família no município de Teresina, estado do Piauí, Brasil - 2010]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Knowledge about mandatory notifiable diseases among professionals of Family Health Strategy in the municipality of Teresina, state of Piauí, Brazil - 2010]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to assess and compare knowledge of nurses and doctors of Family Health Strategy (FHS) on mandatory notifiable diseases. METHODS: cross-sectional study with 147 nurses and 135 doctors of FHS, in the municipality of Teresina, state of Piauí, Brazil, in 2010. RESULTS: the most part of interviewed nurses (78.6%) and doctors (75.8%) showed dopamine on concepts, with no statistically significant differences (p=0.570); there was statistically significant difference between nurses and doctors knowledge about negative reporting (95.9% versus 82.9%; p<0.001), mandatory reporting of exogenous poisoning (43.8% versus 30.1%; p=0.030) and immediate notification of botulism (58.3% versus 75.9%;p=0.004); deficiencies were identified on concepts and examples on mandatory notifiable diseases, immediate notification and eradicated diseases. CONCLUSION: the professionals presented deficiencies in knowledge about notification and their training with emphasis on mandatory reporting is recommended.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Notificação de Doenças]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Conhecimento sobre doen&ccedil;as e agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria  entre profissionais da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no munic&iacute;pio de Teresina,  estado do Piau&iacute;, Brasil - 2010<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> Knowledge  about mandatory notifiable diseases among professionals of Family Health  Strategy in the municipality of Teresina, state of Piau&iacute;, Brazil - 2010</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Sel&ocirc;nia Patr&iacute;cia Oliveira Sousa<sup>I</sup>; M&aacute;rcio D&ecirc;nis Medeiros Mascarenhas<sup>II</sup>; Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Brand&atilde;o Silva<sup>III</sup>; R&uacute;bria Ara&uacute;jo  Marins de Almeida<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <sup>I</sup>Hospital das Cl&iacute;nicas, Faculdade de Medicina, Universidade de S&atilde;o  Paulo, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil.   Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o  Paulo-SP, Brasil.   Curso de Bacharelado em Enfermagem, Centro de Ensino Unificado de  Teresina, Teresina-PI, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal do Piau&iacute;, Teresina-PI, Brasil. Funda&ccedil;&atilde;o  Municipal de Sa&uacute;de, Teresina-PI, Brasil.   Curso de Bacharelado em Enfermagem, Centro de Ensino Unificado de  Teresina, Teresina-PI, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Curso de Bacharelado em Enfermagem, Centro de Ensino Unificado de  Teresina, Teresina-PI, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>avaliar e comparar o  conhecimento de enfermeiros e m&eacute;dicos da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF)  sobre doen&ccedil;as e agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo  transversal com amostra de 147 enfermeiros e 135 m&eacute;dicos da ESF do munic&iacute;pio de  Teresina, estado do Piau&iacute;, Brasil, em 2010.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>a maioria dos  enfermeiros (78,6%) e m&eacute;dicos (75,8%) entrevistados domina o conceito de  notifica&ccedil;&atilde;o, sem diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p=0,570); houve  diferen&ccedil;a significativa no conhecimento entre enfermeiros e m&eacute;dicos sobre  notifica&ccedil;&atilde;o negativa (95,9% <i>versus </i>82,9%; p&lt;0,001), notifica&ccedil;&atilde;o  compuls&oacute;ria de intoxica&ccedil;&otilde;es ex&oacute;genas (43,8% <i>versus </i>30,1%;  p=0,030) e notifica&ccedil;&atilde;o imediata de botulismo (58,3% <i>versus </i>75,9%;  p=0,004); identificaram-se defici&ecirc;ncias sobre conceitos e exemplos de doen&ccedil;as e  agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, notifica&ccedil;&atilde;o imediata e doen&ccedil;as erradicadas.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>os profissionais apresentam defici&ecirc;ncias no conhecimento  sobre doen&ccedil;as e agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria e necessitam capacitar-se sobre o tema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Palavras-chave: </b>Notifica&ccedil;&atilde;o de  Doen&ccedil;as; Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria; Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica; Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>to assess and compare knowledge of nurses and doctors of Family Health  Strategy (FHS) on mandatory notifiable diseases.    <br> <b>METHODS: </b>cross-sectional  study with 147 nurses  and 135 doctors  of FHS, in the municipality of Teresina, state of Piau&iacute;, Brazil,  in 2010.    <br>   <b>RESULTS: </b>the most part of interviewed nurses (78.6%) and doctors (75.8%) showed dopamine  on concepts, with no statistically significant differences (p=0.570); there was  statistically significant difference between nurses and doctors knowledge about  negative reporting (95.9% versus 82.9%; p&lt;0.001), mandatory  reporting of exogenous poisoning (43.8% versus 30.1%; p=0.030) and immediate notification of botulism (58.3% versus 75.9%;p=0.004); deficiencies  were identified on concepts and examples on mandatory notifiable diseases,  immediate notification and eradicated diseases.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>the  professionals presented deficiencies in knowledge about notification and their  training with emphasis on mandatory reporting is recommended.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Key  words: </b>Disease Notification; Mandatory Reporting;  Epidemiological Surveillance; Primary Health Care.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entende-se por notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria a comunica&ccedil;&atilde;o oficial &agrave;s autoridades  sanit&aacute;rias sobre a ocorr&ecirc;ncia de uma doen&ccedil;a ou agravo &agrave; sa&uacute;de, feita por  qualquer profissional de sa&uacute;de ou cidad&atilde;o, para fins de ado&ccedil;&atilde;o de  medidas de interven&ccedil;&atilde;o pertinentes. Institu&iacute;da no final do s&eacute;culo XIX, a  notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria constitui importante precursor dos servi&ccedil;os  de vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de P&uacute;blica, sendo utilizada at&eacute; hoje como estrat&eacute;gia para  melhorar o conhecimento do comportamento de doen&ccedil;as na comunidade.<sup>1-3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Para fins de notifica&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;a consiste no desajustamento ou falha nos  mecanismos de adapta&ccedil;&atilde;o do organismo, ou na aus&ecirc;ncia de rea&ccedil;&atilde;o aos est&iacute;mulos a  cuja a&ccedil;&atilde;o est&aacute; exposta. Tal  desequil&iacute;brio conduz a uma perturba&ccedil;&atilde;o da estrutura ou da fun&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o,  sistema ou de todo o organismo, ou de suas fun&ccedil;&otilde;es vitais, causada por um  agente infeccioso (doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis) ou n&atilde;o (doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis).  Agravos, por sua vez, referem-se a quadros que n&atilde;o  representam, obrigatoriamente, uma doen&ccedil;a classicamente definida e podem ser  exemplificados pelas les&otilde;es decorrentes de viol&ecirc;ncia, acidentes, envenenamentos, entre outros.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dada a natureza  espec&iacute;fica de cada doen&ccedil;a ou agravo &agrave; sa&uacute;de, a notifica&ccedil;&atilde;o segue um processo  din&acirc;mico, vari&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as no perfil epidemiol&oacute;gico, dos  resultados obtidos com as a&ccedil;&otilde;es de controle e da disponibilidade de novos  conhecimentos cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos. As normas de notifica&ccedil;&atilde;o devem se  adequar, no tempo e no espa&ccedil;o, &agrave;s caracter&iacute;sticas de distribui&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as  consideradas, ao conte&uacute;do de informa&ccedil;&atilde;o requerido, aos crit&eacute;rios de defini&ccedil;&atilde;o  de casos, &agrave; periodicidade da transmiss&atilde;o dos dados, &agrave;s modalidades de  notifica&ccedil;&atilde;o indicadas e &agrave; representatividade das fontes de notifica&ccedil;&atilde;o.<sup>6</sup>  A notifica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as aumenta a oportunidade e a sensibilidade do sistema de  vigil&acirc;ncia ao garantir que a maioria dos casos verdadeiros seja notificada,  mesmo que, posteriormente, alguns sejam descartados.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na atual organiza&ccedil;&atilde;o do  sistema de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Brasil, verifica-se o empenho dedicado &agrave; reorganiza&ccedil;&atilde;o do modelo de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de  por meio da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), como processo de  descentraliza&ccedil;&atilde;o de um conjunto de medidas e programas espec&iacute;ficos,  transferindo para os munic&iacute;pios a responsabilidade das a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sa&uacute;de.  Como alternativa para garantir a oferta de cuidados individuais e coletivos &agrave;  sa&uacute;de das fam&iacute;lias no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), devem-se realizar as a&ccedil;&otilde;es de  vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de a partir da ESF, entre elas a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de  doen&ccedil;as e agravos de interesse da Sa&uacute;de P&uacute;blica.<sup>8-10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Considerando-se a  import&acirc;ncia da notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria como elemento primordial para o desencadeamento  de a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de e contando com a ESF como um instrumento  privilegiado para a capta&ccedil;&atilde;o oportuna de enfermidades de interesse sanit&aacute;rio, o  presente estudo tem por objetivo avaliar e comparar o conhecimento de  enfermeiros e m&eacute;dicos da ESF em rela&ccedil;&atilde;o aos conceitos e exemplos relacionados &agrave;s doen&ccedil;as e agravos  de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria (DANC) no munic&iacute;pio de Teresina, estado do Piau&iacute;,  Brasil, no ano de 2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudo observacional,  de corte transversal, realizado no munic&iacute;pio de  Teresina, capital do Piau&iacute;, localizado na regi&atilde;o Nordeste do Brasil. Em 2010, o munic&iacute;pio contava  com popula&ccedil;&atilde;o de 814.230 habitantes,<sup>11</sup>  predominantemente urbana (95,0%), com densidade  demogr&aacute;fica de 463,9 habitantes/km<sup>2</sup>.  &Agrave; mesma &eacute;poca, atuavam em Teresina-PI 229 equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (208 na zona urbana e  21 na zona rural), resultando em uma cobertura de aproximadamente 95,0% da popula&ccedil;&atilde;o  residente, distribu&iacute;das em tr&ecirc;s &aacute;reas administrativas denominadas de  Coordenadorias Regionais de Sa&uacute;de (CRS) Centro/Norte, Leste/Sudeste e Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A popula&ccedil;&atilde;o do estudo  foi composta por enfermeiros e m&eacute;dicos que trabalhavam na ESF da zona urbana  do munic&iacute;pio &agrave; &eacute;poca da coleta de dados: agosto a  outubro de 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Tendo em vista a impossibilidade de pesquisar todos os indiv&iacute;duos do grupo,  foi utilizado o m&eacute;todo de amostragem  aleat&oacute;ria  sistem&aacute;tica. Considerando-se  uma  preval&ecirc;ncia hipot&eacute;tica m&aacute;xima de 50,0% de acertos sobre o conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as e agravos de  notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, o tamanho m&iacute;nimo da amostra foi estimado em 135  equipes da ESF dentro do universo de 208 equipes da zona urbana. A esse n&uacute;mero  foi acrescido o valor de 10,0% referente &agrave;s poss&iacute;veis perdas e recusas,  resultando em 149 equipes, as quais continham um total de 298 profissionais de  sa&uacute;de (149 enfermeiros e 149 m&eacute;dicos). Por meio de consulta ao Sistema de  Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (SIAB), da Ger&ecirc;ncia de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica da  Funda&ccedil;&atilde;o Municipal de Sa&uacute;de de Teresina, as equipes da zona urbana foram  ordenadas segundo CRS (Centro/Norte, Leste/Sudeste e Sul) e numeradas de 1 a  208. A seguir, foram sorteadas 149 equipes, respeitando o intervalo de 1,39 a  partir da equipe de n&uacute;mero 1 e o in&iacute;cio casual entre 1 e 1,39.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foi utilizado question&aacute;rio padronizado, previamente testado,  autoaplic&aacute;vel e an&ocirc;nimo, contendo quest&otilde;es divididas em dois blocos: Bloco I -  Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos profissionais (foram inclu&iacute;das perguntas sobre aspectos  demogr&aacute;ficos, tempo de forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o na ESF, institui&ccedil;&atilde;o de origem, aulas  sobre DANC no curso de gradua&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o em cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,  outro local de trabalho al&eacute;m da ESF e treinamentos em servi&ccedil;o); Bloco II -  Conhecimentos sobre DANC (foram inclu&iacute;das quest&otilde;es com resposta do tipo Verdadeiro &#91;V&#93; ou  Falso &#91;F&#93; sobre defini&ccedil;&otilde;es, aspectos epidemiol&oacute;gicos, normatiza&ccedil;&otilde;es do tema e  exemplos de DANC, doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria imediata e doen&ccedil;as  erradicadas, conforme determinam a Lei n<sup>o</sup> 6.259, de 30 de outubro de 1975, e a  Portaria n<sup>o</sup> 5   SVS/MS, de 21 de fevereiro de 2006).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> As assertivas com os conceitos e diretrizes sobre DANC analisadas  pelos entrevistados foram:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">1. Notifica&ccedil;&atilde;o &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de determinada doen&ccedil;a ou  agravo &agrave; sa&uacute;de, feita &agrave; autoridade sanit&aacute;ria por profissionais de sa&uacute;de ou  qualquer cidad&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> 2. De acordo com o C&oacute;digo Penal Brasileiro, a omiss&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o  de doen&ccedil;a &agrave; autoridade p&uacute;blica por parte do profissional de sa&uacute;de &eacute; crime, com  pena de deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois anos e multa;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> 3. Para a maioria dos agravos, n&atilde;o se deve aguardar a confirma&ccedil;&atilde;o do  caso para se efetuar a notifica&ccedil;&atilde;o, pois isso pode significar perda da  oportunidade de intervir eficazmente;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> 4. A notifica&ccedil;&atilde;o deve ser sigilosa, s&oacute; podendo ser divulgada fora do  &acirc;mbito m&eacute;dico-sanit&aacute;rio em caso de   risco para a comunidade, respeitando-se o direito   de anonimato dos cidad&atilde;os;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">5. O envio de instrumentos de  notifica&ccedil;&atilde;o deve ser   feito mesmo na aus&ecirc;ncia de casos, configurando-se   o que se denomina notifica&ccedil;&atilde;o negativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados foram submetidos a dupla digita&ccedil;&atilde;o e analisados por meio  de estat&iacute;stica descritiva. As associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis foram verificadas  mediante testes estat&iacute;sticos como o do qui-quadrado, para as vari&aacute;veis  categ&oacute;ricas, e o t de Student,  para as cont&iacute;nuas, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia inferior a  5% (p&lt;0,05). Os programas Epi Info 3.5.1 e Microsoft Excel 2007 foram utilizados nas  etapas de c&aacute;lculo da amostra, sorteio das equipes, tabula&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos  dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O projeto de pesquisa foi previamente autorizado pela Comiss&atilde;o de  &Eacute;tica da Funda&ccedil;&atilde;o Municipal de Sa&uacute;de de Teresina e aprovado pelo Comit&ecirc; de  &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal do Piau&iacute;, sob o protocolo de n<sup>o</sup>  0250.0.045.000-10. Todos os entrevistados assinaram um 'Termo de consentimento  livre e esclarecido', conforme recomenda&ccedil;&otilde;es da Resolu&ccedil;&atilde;o CNS n<sup>o</sup>  196/1996, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Foram entrevistados 282 profissionais (147 enfermeiros e 135  m&eacute;dicos), evidenciando-se perda de 5,4%. Por&eacute;m, atingiu-se o n&uacute;mero amostral  m&iacute;nimo estimado para cada categoria profissional (n=135). Os enfermeiros eram,  significativamente, mais jovens (m&eacute;dia&plusmn;desvio-padr&atilde;o &#91;DP&#93;: 42,0&plusmn;10,3 anos;  p=0,003) e com menos tempo de formados (m&eacute;dia&plusmn;DP: 16,1&plusmn;9,4 anos; p=0,027) do  que os m&eacute;dicos (m&eacute;dia de idade&plusmn;DP: 45,9&plusmn;12,0 anos; m&eacute;dia de tempo de  formados&plusmn;DP: 18,9&plusmn;11,6 anos). N&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa na m&eacute;dia do  tempo de atua&ccedil;&atilde;o na ESF entre enfermeiros (m&eacute;dia&plusmn;DP: 7,5&plusmn;3,5 anos) e m&eacute;dicos  (m&eacute;dia&plusmn;DP: 6,8&plusmn;3,7 anos; p=0,145).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o de  estudo segundo aspectos demogr&aacute;ficos, de forma&ccedil;&atilde;o e profissionais encontram-se  descritas na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Houve predom&iacute;nio de profissionais do sexo feminino em  ambas as categorias. A propor&ccedil;&atilde;o de mulheres foi maior entre os enfermeiros e,  comparada com a do grupo de m&eacute;dicos, apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente  significativa (p&lt;0,001). Os profissionais eram oriundos, em sua maioria, de  institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino, de onde a maior propor&ccedil;&atilde;o era de m&eacute;dicos  (p=0,011). Assist&ecirc;ncia a aulas sobre  DANC na gradua&ccedil;&atilde;o (p=0,017) e participa&ccedil;&atilde;o em cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica/Coletiva/Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia  (p&lt;0,001) e treinamentos em servi&ccedil;o (p&lt;0,001) foram referidos em  propor&ccedil;&atilde;o significativamente maior pelos enfermeiros. Tamb&eacute;m foi maior a  propor&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos que referiu ter outra atividade profissional al&eacute;m da ESF, comparativamente  aos  enfermeiros, com diferen&ccedil;a estatisticamente  significativa  entre as categorias profissionais analisadas (p=0,005).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a12t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta a propor&ccedil;&atilde;o de respostas corretas sobre conhecimentos  relacionados aos conceitos e diretrizes  das DANC  entre enfermeiros e m&eacute;dicos da ESF. A maior parte dos entrevistados demonstrou  dominar o conceito de notifica&ccedil;&atilde;o, sendo verificada propor&ccedil;&atilde;o semelhante de  acertos entre enfermeiros (78,6%)  e m&eacute;dicos (75,8%), sem diferen&ccedil;a  estatisticamente significativa (p=0,570). A pergunta sobre a penalidade da  omiss&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o apresentou o pior n&iacute;vel de acerto, tanto entre  enfermeiros (61,4%) quanto entre os  m&eacute;dicos (57,7%), sem apresentar diferen&ccedil;a estatisticamente   significativa  (p=0,541). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o dos casos suspeitos, os m&eacute;dicos  apresentaram maior propor&ccedil;&atilde;o de acertos (94,5%) do que os enfermeiros (88,9%),  embora n&atilde;o se  verificasse diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p=0,098). Quanto &agrave;  import&acirc;ncia que o profissional d&aacute; ao sigilo da notifica&ccedil;&atilde;o, mais uma vez, os  m&eacute;dicos obtiveram maior propor&ccedil;&atilde;o de acertos (96,9%) em rela&ccedil;&atilde;o aos enfermeiros (92,4%),  tampouco com  uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p=0,094). Ao se investigar o conhecimento sobre a  notifica&ccedil;&atilde;o negativa, os enfermeiros (95,9%) apresentaram maior propor&ccedil;&atilde;o de acertos, significativamente (p&lt;0,001)  superior &agrave; observada entre os m&eacute;dicos (82,9%).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a12t2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta a propor&ccedil;&atilde;o  de acertos dos profissionais da ESF quanto a exemplos de DANC. Os enfermeiros  apresentaram maior propor&ccedil;&atilde;o de acertos do que os m&eacute;dicos, para 60,0% dos exemplos  apresentados. Por&eacute;m, n&atilde;o foi percebida diferen&ccedil;a significativa nas propor&ccedil;&otilde;es  de respostas corretas entre as duas  categorias profissionais, exceto  para  notifica&ccedil;&atilde;o de intoxica&ccedil;&atilde;o ex&oacute;gena, com pequena propor&ccedil;&atilde;o de acerto  nas duas categorias profissionais mas com propor&ccedil;&atilde;o de acertos  significativamente maior entre os enfermeiros (43,8%), na compara&ccedil;&atilde;o com os m&eacute;dicos (30,1%; p=0,030). Em se tratado de doen&ccedil;as e agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria  imediata, a propor&ccedil;&atilde;o de respostas corretas foi maior entre os m&eacute;dicos, com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o imediata de casos de botulismo (75,9% entre m&eacute;dicos <i>versus </i>58,3% entre enfermeiros; p=0,004).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a12t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quando indagados  sobre os exemplos de doen&ccedil;as consideradas erradicadas, percebeu-se que n&atilde;o  houve diferen&ccedil;a significativa nas respostas de enfermeiros e m&eacute;dicos. A maioria  dos profissionais atestou, corretamente,  que doen&ccedil;as  como rub&eacute;ola e sarampo ainda n&atilde;o foram erradicadas. A menor propor&ccedil;&atilde;o de  acertos foi encontrada para doen&ccedil;as como c&oacute;lera e poliomielite, que tamb&eacute;m n&atilde;o  se encontram erradicadas. Quanto &agrave; var&iacute;ola, aproximadamente 14,0% dos enfermeiros e 8,0% dos m&eacute;dicos atestaram  tratar-se de uma doen&ccedil;a n&atilde;o  erradicada (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O presente trabalho  permitiu averiguar e comparar o conhecimento de enfermeiros e m&eacute;dicos da ESF  acerca das DANC no munic&iacute;pio de Teresina-PI. De maneira geral, percebe-se um bom n&iacute;vel de conhecimento quanto &agrave;s defini&ccedil;&otilde;es e diretrizes, embora identifiquem-se defici&ecirc;ncias em  rela&ccedil;&atilde;o aos exemplos desses agravos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Apesar de o estudo  ter contribu&iacute;do com informa&ccedil;&otilde;es in&eacute;ditas sobre o  tema, encontrou algumas limita&ccedil;&otilde;es: a) n&atilde;o foi utilizada  uma escala num&eacute;rica para mensurar valores e classificar o n&iacute;vel de conhecimento  sobre DANC; b) n&atilde;o foi poss&iacute;vel avaliar o conhecimento acerca de todas as 44  doen&ccedil;as ou agravos constantes da nova lista de DANC; c) n&atilde;o foram inclu&iacute;das  todas as categorias profissionais da ESF, como o cirurgi&atilde;o-dentista e os  profissionais de n&iacute;vel m&eacute;dio; d) a divulga&ccedil;&atilde;o da nova Lista Nacional de  Doen&ccedil;as e Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria, por meio da Portaria n<sup>o</sup> 2.472 GM/MS, de 31 de agosto de 2010, pode ter interferido nas respostas dos entrevistados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o aos  conceitos e diretrizes sobre DANC, a maioria dos entrevistados possui um bom conhecimento da defini&ccedil;&atilde;o de  notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, procedimento que faz parte da organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,  principalmente na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. A notifica&ccedil;&atilde;o consiste no ponto de partida  para investiga&ccedil;&otilde;es que beneficiem diretamente o paciente, e que subsidiem as medidas de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica,  preven&ccedil;&atilde;o e controle.<sup>2,6,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O conhecimento sobre  a penalidade para omiss&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o demonstrou maior fragilidade, como a  quest&atilde;o com a menor propor&ccedil;&atilde;o de acertos. Sabe-se que os profissionais de sa&uacute;de, no exerc&iacute;cio de sua profiss&atilde;o, s&atilde;o obrigados  a comunicar &agrave;s autoridades sanit&aacute;rias a ocorr&ecirc;ncia de casos suspeitos ou confirmados  de doen&ccedil;as de relev&acirc;ncia para a Sa&uacute;de P&uacute;blica. Caso contr&aacute;rio, poder-se-ia  acionar os conselhos de classe e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico para tomarem as medidas cab&iacute;veis, conforme  previsto nos instrumentos que regulamentam a mat&eacute;ria: Lei n<sup>o</sup> 6.259, de 30 de outubro de 1975; e Portaria n<sup>o</sup> 5 SVS/MS, de 21 de fevereiro de 2006.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Embora o C&oacute;digo  Penal, no artigo 269 do Decreto-Lei n<sup>o</sup> 2.848, de 7 de dezembro de 1940, estabele&ccedil;a que somente o profissional m&eacute;dico est&aacute; sujeito a deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois  anos e multa, a quest&atilde;o da obrigatoriedade da notifica&ccedil;&atilde;o estende-se aos demais  profissionais de sa&uacute;de e implica responsabilidades formais para todo cidad&atilde;o.  De maneira geral, muitos profissionais n&atilde;o notificam adequadamente, apesar da  obrigatoriedade legal e da possibilidade de virem a sofrer penalidades. Talvez  porque n&atilde;o percebam o sentido no procedimento e n&atilde;o reconhe&ccedil;am a import&acirc;ncia e  os resultados obtidos a partir da notifica&ccedil;&atilde;o.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apenas 5,0% dos m&eacute;dicos e 11,0% dos enfermeiros foram  favor&aacute;veis a n&atilde;o notificar casos suspeitos. Tal resultado &eacute; positivo: quanto  mais precoce (oportuna) &eacute; a notifica&ccedil;&atilde;o, maior &eacute; a possibilidade de captar os  verdadeiros casos. Ao garantir que a maioria verdadeira dos casos seja notificada, ainda que alguns deles sejam posteriormente  descartados, aumenta-se a sensibilidade do sistema de vigil&acirc;ncia.<sup>7,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quase todos os profissionais afirmaram ser correto manter o sigilo - fora do &acirc;mbito  m&eacute;dico-sanit&aacute;rio - dos casos  notificados, divulgando somente aqueles que impliquem risco para a comunidade. Essa recomenda&ccedil;&atilde;o sobre as DANC justifica-se, tendo em vista a  exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as que carregam grande estigma social. O sigilo garante a  confidencialidade de informa&ccedil;&otilde;es, principalmente quando se trata de indiv&iacute;duos  facilmente identific&aacute;veis em seu meio social.<sup>6</sup> No entanto, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, sabe-se  que a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria constitui justa causa para o rompimento do sigilo  profissional diante das autoridades.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o negativa, foi encontrada diferen&ccedil;a  estatisticamente significativa entre os profissionais entrevistados. Os  enfermeiros atestaram, em maior propor&ccedil;&atilde;o do que os m&eacute;dicos, ser correto fazer  o registro da n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de DANC, que se configura no envio de instrumentos  de notifica&ccedil;&atilde;o mesmo na aus&ecirc;ncia de casos na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da unidade de  sa&uacute;de. Al&eacute;m de constituir uma excelente medida da efici&ecirc;ncia do sistema de  informa&ccedil;&otilde;es, por indicar que os profissionais e o sistema de vigil&acirc;ncia da  &aacute;rea est&atilde;o alertas para a ocorr&ecirc;ncia de tais eventos, o envio desse instrumento  pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; essencial para a vigil&acirc;ncia, especialmente em  situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica de redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de certos agravos.<sup>6,13,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ao se verificar o conhecimento dos profissionais quanto aos  exemplos de DANC, percebeu-se elevada propor&ccedil;&atilde;o de acertos (&gt;90,0%) para o  grupo das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis (dengue, hansen&iacute;ase, meningites infecciosas, leishmaniose visceral,  coqueluche), sem diferen&ccedil;a estatisticamente  significativa entre as categorias profissionais. Entretanto, a propor&ccedil;&atilde;o de  acertos foi reduzida (&lt;70,0%) para o grupo de agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis  (viol&ecirc;ncia sexual/dom&eacute;stica, intoxica&ccedil;&atilde;o ex&oacute;gena, tentativa de suic&iacute;dio) e para  a notifica&ccedil;&atilde;o de casos de HIV em todas as idades, o que &eacute; sabidamente incorreto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A notifica&ccedil;&atilde;o de casos de HIV em todas as idades apresentou reduzido percentual de  acertos, demonstrando defici&ecirc;ncia de conhecimento dos profissionais sobre a  condi&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o enquanto objeto de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria. Atualmente, a  notifica&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o por HIV &eacute; recomendada somente para gestantes e crian&ccedil;as  vulner&aacute;veis ou expostas &agrave; possibilidade da transmiss&atilde;o vertical - da m&atilde;e para  a crian&ccedil;a -, que acontece principalmente durante o parto, nas maternidades. A  notifica&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia s&atilde;o imprescind&iacute;veis para o monitoramento e redu&ccedil;&atilde;o da  transmiss&atilde;o vertical. A infec&ccedil;&atilde;o por HIV pela m&atilde;e deve ser  notificada e investigada, em virtude dos benef&iacute;cios resultantes do tratamento  precoce, para o diagn&oacute;stico da sorologia da crian&ccedil;a.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os profissionais parecem estar mais familiarizados com as doen&ccedil;as  transmiss&iacute;veis como objeto de notifica&ccedil;&atilde;o, em detrimento  dos agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis. Al&eacute;m disso, houve uma revers&atilde;o na expectativa  de que os principais agentes infecciosos  teriam sido identificados e doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis n&atilde;o mais dominariam o  quadro de doen&ccedil;as e as preocupa&ccedil;&otilde;es da Sa&uacute;de P&uacute;blica. As enfermidades  infecciosas continuam a afligir as  autoridades sanit&aacute;rias, especialmente com o surgimento de novos agentes  etiol&oacute;gicos e suas muta&ccedil;&otilde;es, quando n&atilde;o pela pr&oacute;pria ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as  transmiss&iacute;veis emergentes e reemergentes.<sup>2,15,16</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A baixa propor&ccedil;&atilde;o de acertos nos exemplos referentes &agrave;s  &quot;epidemias modernas&quot; (intoxica&ccedil;&atilde;o ex&oacute;gena, viol&ecirc;ncia  sexual/dom&eacute;stica e tentativa de suic&iacute;dio) pode ser justificada por sua inser&ccedil;&atilde;o  relativamente recente na agenda da Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil. N&atilde;o obstante, h&aacute;  evid&ecirc;ncias do impacto desses agravos no perfil de morbimortalidade da popula&ccedil;&atilde;o  e sua inclus&atilde;o como agravo de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria poder&aacute; ampliar o escopo  da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e das proposi&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o.<sup>17</sup>  Esses &quot;novos agravos&quot;, uma vez incorporados como objeto de  vigil&acirc;ncia, refor&ccedil;am a necessidade de articula&ccedil;&atilde;o interdisciplinar e intersetorial  em sua abordagem. E a despeito do efetivo mal que causam &agrave; sociedade, eles  constituem uma oportunidade &uacute;nica para questionar um sistema de sa&uacute;de  fragmentado, integrando e ampliando o alcance das a&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de P&uacute;blica,  especialmente na assist&ecirc;ncia cl&iacute;nica e na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ainda foi poss&iacute;vel perceber defici&ecirc;ncia no conhecimento sobre as  doen&ccedil;as que devem ser notificadas imediatamente (em menos de 24 horas da  suspeita inicial), em maiores propor&ccedil;&otilde;es para os casos de raiva humana, influenza A H1N1 e c&oacute;lera.  O imediatismo imposto &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o justifica-se pela necessidade de desencadear  medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle em tempo h&aacute;bil, nos casos de doen&ccedil;as com  elevada gravidade ou potencial de dissemina&ccedil;&atilde;o e desencadeamento de surtos. &Eacute; quando  a informa&ccedil;&atilde;o deve ser r&aacute;pida, lan&ccedil;ando m&atilde;o de instrumentos de comunica&ccedil;&atilde;o como  correio eletr&ocirc;nico, telefone, fax ou formul&aacute;rios on line, a exemplo do que &eacute;  disponibilizado pelo Centro de Informa&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas e Resposta em  Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (CIEVS), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, uma das principais  estrat&eacute;gias para fortalecer a capacidade de resposta &agrave;s emerg&ecirc;ncias de Sa&uacute;de  P&uacute;blica no Brasil.<sup>2,7,12,16,19,20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Observou-se conhecimento insuficiente  dos profissionais quanto &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o imediata de casos suspeitos de  hantavirose, botulismo e febre amarela; e a classifica&ccedil;&atilde;o equivocada de s&iacute;filis  em gestante, mal&aacute;ria e evento adverso p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o como agravos de notifica&ccedil;&atilde;o  imediata. Conclui-se da&iacute; a necessidade de  os servi&ccedil;os de sa&uacute;de disporem de profissionais treinados, capazes de atuar com sentido de  oportunidade, inclusive diante de casos suspeitos.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto ao  conhecimento de doen&ccedil;as consideradas erradicadas, as defici&ecirc;ncias percebidas  podem comprometer a sensibilidade do  sistema de vigil&acirc;ncia. Embora se saiba que a  var&iacute;ola foi erradicada h&aacute; mais de 30 anos, 14,2% dos enfermeiros e 7,9% dos m&eacute;dicos referiram  que ainda existem casos da doen&ccedil;a no mundo. Profissionais que desconhecem a atual situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica  de certas doen&ccedil;as atestaram que rub&eacute;ola, sarampo, c&oacute;lera e poliomielite j&aacute;  foram erradicadas quando, ao contr&aacute;rio, tais doen&ccedil;as encontram-se em processo  de elimina&ccedil;&atilde;o, permanecendo como desafios para a Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil e  comportando-se de maneira end&ecirc;mica em outros pa&iacute;ses. Esse desconhecimento pode comprometer  programas e as a&ccedil;&otilde;es de elimina&ccedil;&atilde;o e erradica&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m incorrer em uma  vigil&acirc;ncia mais fr&aacute;gil ao n&atilde;o suspeitar da ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as de grande  import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, como c&oacute;lera e poliomielite.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel  apontar um &uacute;nico fator que justifique os  resultados aqui analisados; entretanto, a literatura apresenta diverg&ecirc;ncias na  atribui&ccedil;&atilde;o de import&acirc;ncia &agrave; pr&oacute;pria responsabilidade profissional pela  notifica&ccedil;&atilde;o e conhecimento sobre o tema, em diferentes pa&iacute;ses.<sup>21-23</sup> Pesquisa  realizada em Taiwan observou que m&eacute;dicos consideraram o ato de notificar um  procedimento simples, alegaram falta de tempo e sugeriram encarreg&aacute;-lo aos profissionais de  enfermagem ou secret&aacute;rias;  contudo, em  sua maioria, os mesmos m&eacute;dicos afirmaram que a concess&atilde;o de uma boa recompensa  pela notifica&ccedil;&atilde;o ou a imposi&ccedil;&atilde;o de uma penalidade pela n&atilde;o notifica&ccedil;&atilde;o  melhoraria o n&uacute;mero de casos relatados &agrave;s autoridades sanit&aacute;rias.<sup>22</sup>  Estudo realizado com m&eacute;dicos de um hospital privado na &Aacute;frica do Sul apresentou  defici&ecirc;ncia do conhecimento sobre DANC e apontou que: a) complexidade da  notifica&ccedil;&atilde;o, b) falta de motiva&ccedil;&atilde;o e c) uma percep&ccedil;&atilde;o de que &eacute; in&uacute;til   notificar DANC  contribuem para a subnotifica&ccedil;&atilde;o e m&aacute; qualidade dos registros.<sup>24</sup> Em  Seatlle, Estados Unidos da Am&eacute;rica, verificou-se que 55,0% dos enfermeiros e 63,0% dos m&eacute;dicos da  aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia tinham conhecimentos suficientes  sobre DANC, embora se recomendasse treinamento para atualiza&ccedil;&atilde;o desses conhecimentos.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os estudos ressaltam  que a participa&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros e m&eacute;dicos, como de  outros profissionais de sa&uacute;de, &eacute; ponto cr&iacute;tico para a qualidade da coleta de  dados, sendo necess&aacute;rio o esclarecimento desses profissionais sobre a  import&acirc;ncia da notifica&ccedil;&atilde;o para o aprimoramento dos servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia &agrave;  sa&uacute;de. Cabe salientar que a ades&atilde;o dos enfermeiros e m&eacute;dicos &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o  sistem&aacute;tica de casos est&aacute; condicionada, em boa medida, &agrave; frequ&ecirc;ncia e agilidade  com que vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica devolve &agrave;queles profissionais as informa&ccedil;&otilde;es  devidamente analisadas, acrescidas de recomenda&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas &uacute;teis ao  aprimoramento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No presente estudo,  identificaram-se algumas defici&ecirc;ncias sobre conceitos e exemplos referentes a  doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, de notifica&ccedil;&atilde;o imediata e doen&ccedil;as  erradicadas, entre os profissionais da ESF de Teresina-PI. &Eacute; preciso investir em estrat&eacute;gias  de  capacita&ccedil;&atilde;o sobre DANC tendo como alvo os trabalhadores da ESF, visando  corrigir e fortalecer os conceitos e diretrizes do processo de notifica&ccedil;&atilde;o, bem como da responsabilidade &eacute;tica e legal  relacionada ao tema. &Eacute; importante, tamb&eacute;m, que sejam realizados outros estudos,  com abordagens diferentes, relacionando  teoria e  pr&aacute;tica na verifica&ccedil;&atilde;o da efetividade  da  notifica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as no cen&aacute;rio local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Contribui&ccedil;&atilde;o  dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Sousa SPO, Silva MCB  e Almeida RAM contribu&iacute;ram no planejamento da pesquisa, coleta, tabula&ccedil;&atilde;o e  an&aacute;lise dos dados, reda&ccedil;&atilde;o do texto e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Mascarenhas MDM colaborou no delineamento do estudo, interpreta&ccedil;&atilde;o dos  resultados, revis&atilde;o cr&iacute;tica do texto e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Teixeira MG, Risi J&uacute;nior JB, Costa MCN. Vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. In: Rouquayrol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia e Sa&uacute;de. Rio de Janeiro: Medsi; 2003.  p. 313-356.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Pereira MG. Epidemiologia teoria e pr&aacute;tica. 8<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro:  Guanabara Koogan; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Waldman EA. Vigil&acirc;ncia  como pr&aacute;tica de sa&uacute;de p&uacute;blica. In: Campos GWS, Minayo MCS, Akerman M, Drumond J&uacute;nior M,  Carvalho YM, organizadores. Tratado de sa&uacute;de coletiva. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2006. p. 487-528.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Almeida Filho N, Rouquayrol MZ. Elementos de metodologia  epidemiol&oacute;gica. In: Rouquayrol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia e sa&uacute;de. Rio  de Janeiro: Medsi; 2003. p. 149-177.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Paim JS. O que &eacute; SUS? Rio de Janeiro: Fiocruz; 2009. (Cole&ccedil;&atilde;o  Temas em Sa&uacute;de).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento  de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 7<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009. (S&eacute;rie A. Normas e Manuais  T&eacute;cnicos).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Braga J, Werneck GL. Vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. In: Medronho RA. Epidemiologia. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2009. p. 103-121.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Akerman M, Feuerwerker L.  Estou me formando (ou eu me formei) e quero trabalhar: que oportunidades o  sistema de sa&uacute;de me oferece na sa&uacute;de coletiva? Onde posso atuar e que  compet&ecirc;ncias preciso desenvolver? In: Campos GWS, Minayo MCS, Akerman M,  Drumond J&uacute;nior M, Carvalho YM, organizadores. Tratado de sa&uacute;de coletiva. S&atilde;o  Paulo: Hucitec; 2006.   p.183-198.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Fletcher RH, Fletcher SW. Epidemiologia cl&iacute;nica: elementos essenciais. 4<sup>a</sup> ed.  Porto Alegre: Artmed;   2006. p.179-201.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10. Maciel ELN, Ara&uacute;jo WK, Glacomin SS, Jesus FA, Rodrigues PM, Dietze R. O conhecimento de  enfermeiros e m&eacute;dicos que trabalham na estrat&eacute;gia de sa&uacute;de da fam&iacute;lia acerca da tuberculose no munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria  (ES): um estudo de corte transversal. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva. 2009;   14 Supl 1:S1395-1402.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de &#91;Internet&#93;. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#91;acessado   em 13 jun. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.datasus.gov.br" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o a Sa&uacute;de. Vigil&acirc;ncia em  sa&uacute;de: dengue, esquistossomose,  hansen&iacute;ase, mal&aacute;ria, tracoma e tuberculose. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Silva J&uacute;nior JB. A nova face da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. 2003; 12(1):5-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Saliba O, Garbin CAS, Garbin AJI, Dossi AP. Responsabilidade do profissional de sa&uacute;de sobre a  notifica&ccedil;&atilde;o de casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Revista   de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007; 41(3):472-477.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Pontes RJS, Ramos AN Jr, Pontes LRSK, Bosi MLM. Transi&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica. In: Medronho RA,  Bloch KV, Luiz RR, Werneck GL, editores. Epidemiologia. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o  Paulo: Atheneu; 2009. p.123-152</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Guia de bolso:  doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias. 8<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de;   2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Silva J&uacute;nior JBS, Gomes FBC, Cez&aacute;rio AC,  Moura L. Doen&ccedil;as e agravos n&atilde;o-transmiss&iacute;veis: bases epidemiol&oacute;gicas. In:  Rouquayrol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia e sa&uacute;de. Rio de Janeiro: Medsi;  2003. p.289-311.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Drumond J&uacute;nior M. Epidemiologia em servi&ccedil;os de sa&uacute;de. In: Campos GWS,  Minayo MCS, Akerman M, Drumond J&uacute;nior M, Carvalho YM, organizadores. Tratado de  sa&uacute;de coletiva. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2006. p.419-456.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Diretrizes  nacionais da vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de. 8<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Vigil&acirc;ncia em  sa&uacute;de: panoramas, conjunturas, cartografias: gest&atilde;o 2009-2010. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de; 2010. (S&eacute;rie C Projetos, Programas e  Relat&oacute;rios).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. Spedding RL, Jenkins MG, O'Reilly SA. Notification of infectious  diseases by junior doctors in accident and emergency departments. Journal of  Accident &amp; Emergency Medicine. 1998;   15(2):102-104.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Tan HF, Yeh CY, Chang HW, Chang CK, Tseng HF. Private doctor's practices, knowledge, and attitude to  reporting of communicable diseases: a national survey in Taiwan. BMC Infectious  Diseases. 2009; 9(11):1-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 23. Kirsch T, Shesser R. A survey of emergency department communicable disease  reporting practices. The Journal of Emergency Medicine. 1991; 9(4):211-214.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 24. Abdol Karim SS, Dilraj A. Reasons for under-reporting of notifiable  conditions. South African Medical Journal. 1996; 86(7):834-836.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 25. Turnerg  W, Daniell W, Duchin J. Notifiable infectious disease reporting awareness among  physicians and registered nurses in primary care and emergency department  settings. American Journal of Infection Control. 2010; 38(5):410-412.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua General Lages, 545, Apto 1202,    <br>   J&oacute;quei Clube, Teresina-PI,  Brasil.    <br>   CEP: 64048-350</font>    <br>   <font size="2" face="verdana"><i>E-mail: </i><a href="mailto:mdm.mascarenhas@gmail.com">mdm.mascarenhas@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Recebido em 07/07/2011    <br> Aprovado em 15/07/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Elaborado a partir de monografia de conclus&atilde;o  de curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro de Ensino Unificado de Teresina  - CEUT -, defendida em dezembro de 2010.</font></p>     ]]></body>
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