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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes com perfurocortantes e cobertura vacinal contra hepatite B entre trabalhadores da Saúde no Município de Santa Rosa, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, 2008]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to investigate vaccination coverage against hepatitis B and to describe the occurrence of perforating injuries among health workers in the municipality of Santa Rosa, state of Rio Grande do Sul, Brazil, in 2008. METHODS: a cross-sectional study with 322 workers; statistic significance of the associations was evaluated by chi-square test and multivariate analysis by logistic regression. RESULTS: coverage of vaccination of 87.9%; less coverage of vaccination was observed in professionals with high school graduation (OR 2.13; IC95%: 1.01-4.48), working in hospitals (OR 4.91; CI95%: 1.67-14.47); the prevalence on immunized professionals with testing performed up to six months was 78.8%; and the rate of injury due perforating instruments, 40.5%. CONCLUSION: high occurrence of these accidents and insufficient vaccination coverage shows health professionals vulnerability to hepatitis B infection, and necessity of more investments in prevention of occupational infection.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cobertura Vacinal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><b>ARTIGO ORIGINAL</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"> <b><a name="topo"></a>Acidentes com perfurocortantes e cobertura vacinal contra hepatite  B entre trabalhadores da Sa&uacute;de no Munic&iacute;pio de Santa Rosa, Estado do Rio Grande  do Sul, Brasil, 2008<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> Perforating  injuries and vaccination against hepatitis B among health workers in the  Municipality of Santa Rosa, State of Rio Grande do Sul, Brazil, 2008</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Estela  Maris Rossato<sup>I</sup>; Jair  Ferreira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <sup>I</sup>Curso  de Mestrado Profissional em Epidemiologia: Gest&atilde;o de Tecnologias em Sa&uacute;de,  Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="verdana"><sup>II</sup>Departamento  de Medicina Social, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande  do Sul, Porto Alegre-RS, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">    <b>OBJETIVO: </b>investigar a cobertura e os fatores associados &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o contra hepatite B e  descrever a ocorr&ecirc;ncia de acidentes com instrumentos perfurocortantes entre  trabalhadores da Sa&uacute;de no munic&iacute;pio de Santa Rosa, estado do Rio Grande do Sul,  Brasil, em 2008.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo  transversal com 322 trabalhadores; a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica  das associa&ccedil;&otilde;es foi avaliada pelo teste de qui-quadrado e a an&aacute;lise  multivariada por regress&atilde;o log&iacute;stica.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>cobertura vacinal de 87,9%; as  coberturas vacinais foram menores entre trabalhadores com n&iacute;vel superior (OR 2,13; IC<sub>95%</sub>:  1,01-4,48), que atuam em hospitais (OR 4,91; IC<sub>95%</sub>: 1,67-14,47); a preval&ecirc;ncia de profissionais imunizados com testagem realizada em at&eacute;  seis meses foi de 78,8%; e 40,5% dos trabalhadores relataram ter sofrido  acidente com perfurocortante no trabalho.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>elevada ocorr&ecirc;ncia  desses acidentes e cobertura insuficiente da vacina&ccedil;&atilde;o evidenciam a  vulnerabilidade dos trabalhadores da Sa&uacute;de para a infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da  hepatite B e a necessidade de mais investimentos na preven&ccedil;&atilde;o de acidentes com  instrumentos perfurocortantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave: </b>Cobertura Vacinal; Hepatite B; Imuniza&ccedil;&atilde;o; Estudos Transversais; Acidentes  de Trabalho.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">    <b>OBJECTIVE: </b>to investigate vaccination coverage against hepatitis B and to describe  the occurrence of perforating injuries among health workers in the municipality  of Santa Rosa, state of Rio Grande do Sul, Brazil, in 2008.    <br> <b>METHODS: </b>a  cross-sectional study with 322 workers; statistic significance of the  associations was evaluated by chi-square test and multivariate analysis by  logistic regression.    <br>   <b>RESULTS: </b>coverage of vaccination of 87.9%; less  coverage of vaccination was observed in professionals with high school  graduation (OR 2.13; IC<sub>95%</sub>: 1.01-4.48), working in hospitals (OR  4.91; CI<sub>95%</sub>: 1.67-14.47); the prevalence on immunized professionals  with testing performed up to six months was 78.8%; and the rate of injury due  perforating instruments, 40.5%.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>high occurrence of these accidents  and insufficient vaccination coverage shows health professionals vulnerability  to hepatitis B infection, and necessity of more investments in prevention of  occupational infection.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key  words: </b>Immunization Coverage; Hepatitis B; Immunization;  Cross-Sectional Studies; Accidents; Occupational.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As hepatites virais,  pela sua magnitude, constituem importante problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Para a  Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, at&eacute; o ano de 2003, cerca de 350 milh&otilde;es de pessoas  estavam cronicamente infectadas pelo v&iacute;rus da hepatite B (HBV) no mundo.<sup>1</sup> Al&eacute;m  disso, cerca de 70,0% dos acometidos  apresentam formas assintom&aacute;ticas ou oligossintom&aacute;ticas e por essa raz&atilde;o,  dificilmente s&atilde;o identificados na fase aguda da doen&ccedil;a. Aproximadamente, 5,0 a 10,0%  dos  indiv&iacute;duos adultos infectados cronificam.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os acidentes com materiais perfurocortantes devem ser considerados por representarem gravidade especial, devido &agrave;  possibilidade de contamina&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. O risco relacionado a esse tipo de  acidente &eacute; definido como objeto de vigil&acirc;ncia  epidemiol&oacute;gica pelos Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (CDC/EUA).<sup>3</sup> A hepatite  B &eacute; uma doen&ccedil;a ocupacional de grande import&acirc;ncia para os trabalhadores de  sa&uacute;de, considerando que pequenas quantidades de sangue s&atilde;o suficientes para  transmitir o v&iacute;rus da hepatite B. O HBV possui elevada resist&ecirc;ncia ambiental,  podendo sobreviver mais de uma semana no sangue seco, &agrave; temperatura ambiente,  al&eacute;m de ser resistente a detergentes comuns.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">De acordo com o  CDC/EUA,<sup>5</sup> estudos realizados na d&eacute;cada de 1970 indicavam preval&ecirc;ncia  de infec&ccedil;&atilde;o pelo HBV em profissionais de sa&uacute;de dez vezes mais alta que a da  popula&ccedil;&atilde;o geral. Em exposi&ccedil;&otilde;es percut&acirc;neas envolvendo sangue sabidamente  infectado pelo HBV e com presen&ccedil;a de HBeAg, o risco de hepatite cl&iacute;nica varia  de 22,0 a 31,0%, e o de evid&ecirc;ncia  sorol&oacute;gica de infec&ccedil;&atilde;o, de 37,0 a 62,0%. Quando o teste do  paciente-fonte acusa somente a presen&ccedil;a de HBsAg (HBeAg n&atilde;o reagente), o risco  de hepatite cl&iacute;nica varia de 1,0 a 6,0%, e o de soro  convers&atilde;o, de 23,0 a 37,0%.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As medidas de  precau&ccedil;&atilde;o-padr&atilde;o foram institu&iacute;das com o objetivo de minimizar o risco de  acidentes e transmiss&atilde;o ocupacional de material biol&oacute;gico. S&atilde;o   precau&ccedil;&otilde;es-padr&atilde;o, as  normatiza&ccedil;&otilde;es que visam reduzir a exposi&ccedil;&atilde;o a  material biol&oacute;gico, devendo ser utilizadas  na  manipula&ccedil;&atilde;o de artigos m&eacute;dico-hospitalares e na assist&ecirc;ncia a pacientes,  independentemente do diagn&oacute;stico definido ou presumido de doen&ccedil;a infecciosa.<sup>7</sup>  No entanto, apesar do sabido conhecimento dos profissionais de sa&uacute;de sobre o  risco de transmiss&atilde;o, frequentemente, essas precau&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o postas em  pr&aacute;tica.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A vacina para  hepatite B possui efic&aacute;cia de 95,0%  em adultos  imunocompetentes. A gamaglobulina hiperimune contra hepatite B deve ser  aplicada em profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o imunizados, com imuniza&ccedil;&atilde;o inadequada  ou desconhecida, e quando o paciente-fonte for desconhecido ou estiver sob  risco de infec&ccedil;&atilde;o pelo HBV.<sup>9</sup> A efic&aacute;cia da profilaxia est&aacute; associada  &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o precoce de imunoglobulina (24 a 48 horas ap&oacute;s o  acidente). Os n&iacute;veis de  anticorpos produzidos a partir da vacina&ccedil;&atilde;o (anti-HBs) apresentam significativo  decl&iacute;nio no primeiro ano ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o, que se torna mais lento  posteriormente. Este fator dificulta a  interpreta&ccedil;&atilde;o da resposta imune &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o, pois, de acordo com pesquisas  realizadas, a imunidade se mant&eacute;m, embora os n&iacute;veis de anticorpos estejam  diminu&iacute;dos ou indetect&aacute;veis.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Segundo o Comit&ecirc; Consultivo de  Pr&aacute;ticas de Imuniza&ccedil;&otilde;es,<sup>11</sup> na rotina de vacina&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se justifica  a realiza&ccedil;&atilde;o de testagem para avalia&ccedil;&atilde;o de resposta imune (anti-HBs). O Comit&ecirc;  aconselha a avalia&ccedil;&atilde;o de pessoas que necessitam conhecer sua condi&ccedil;&atilde;o  imunol&oacute;gica. Entre elas, est&atilde;o os profissionais de sa&uacute;de sob risco de exposi&ccedil;&atilde;o  a acidentes com material biol&oacute;gico. A dosagem do anti-HBs &eacute; a &uacute;nica medida da  imunidade induzida pela vacina&ccedil;&atilde;o. A concentra&ccedil;&atilde;o de 10UI/L indica prote&ccedil;&atilde;o quase completa para preven&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o na  exposi&ccedil;&atilde;o com casos agudos ou cr&ocirc;nicos,  mesmo que  posteriormente, os n&iacute;veis se tornem mais baixos.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> De acordo com essas informa&ccedil;&otilde;es, torna-se necess&aacute;rio avaliar se as tecnologias utilizadas em grande escala, no Brasil, est&atilde;o a  produzir os resultados esperados. No caso da vacina&ccedil;&atilde;o contra hepatite B, essa  tecnologia est&aacute; sendo adequadamente utilizada pelos profissionais de sa&uacute;de?  Dada a import&acirc;ncia da vacina&ccedil;&atilde;o contra a hepatite B, s&atilde;o necess&aacute;rios estudos  que determinem sua cobertura entre os profissionais de sa&uacute;de, bem como o n&iacute;vel  de exposi&ccedil;&atilde;o e n&iacute;vel de imunidade entre os vacinados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O  presente estudo visou estimar  a cobertura de vacina&ccedil;&atilde;o  contra hepatite  B entre os trabalhadores  dedicados a servi&ccedil;os  de sa&uacute;de no munic&iacute;pio de Santa  Rosa, estado do Rio Grande do Sul,  investigar os fatores  associados &agrave; n&atilde;o vacina&ccedil;&atilde;o ou &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o incompleta, o conhecimento desses  profissionais sobre seu estado imunit&aacute;rio, bem como a ocorr&ecirc;ncia de acidentes com perfurocortantes em sua  atividade laboral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Trata-se de estudo epidemiol&oacute;gico observacional descritivo e  anal&iacute;tico do tipo transversal, que teve como popula&ccedil;&atilde;o-alvo os profissionais de  sa&uacute;de (m&eacute;dicos, enfermeiros, t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem, auxiliares de  consult&oacute;rio dent&aacute;rio, odont&oacute;logos, farmac&ecirc;uticos e auxiliares de laborat&oacute;rio) que atuam nos hospitais, no banco de sangue e nas  unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de de Santa Rosa-RS, munic&iacute;pio de m&eacute;dio porte da regi&atilde;o  noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Santa Rosa-RS somava 66.059 habitantes  em 2009, de acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e  Estat&iacute;stica (IBGE).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados foram coletados no per&iacute;odo de julho a setembro de 2008.  Para a coleta dos dados da popula&ccedil;&atilde;o selecionada, foi utilizado um formul&aacute;rio  autoaplic&aacute;vel. Os formul&aacute;rios n&atilde;o foram identificados, buscando o sigilo da  identidade do pesquisado. Foram distribu&iacute;dos envelopes fechados contendo o  formul&aacute;rio e o 'Termo de Consentimento Livre e Esclarecido' em duas vias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Para a identifica&ccedil;&atilde;o da cobertura vacinal, foram  elaboradas as tr&ecirc;s seguintes quest&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Est&aacute; vacinado contra a hepatite B?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Se sim, quantas doses?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Se n&atilde;o vacinou, qual o motivo?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> N&atilde;o foi solicitado o cart&atilde;o de vacina&ccedil;&atilde;o, sendo a an&aacute;lise  realizada a partir das informa&ccedil;&otilde;es referidas. Para a identifica&ccedil;&atilde;o da cobertura  dos testes anti-Hbs, questionou-se:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Realizou a dosagem de resposta vacinal (anti-HB)?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a identifica&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo da dosagem ap&oacute;s a &uacute;ltima dose de  vacina, havia a seguintes op&ccedil;&otilde;es: at&eacute; 6 meses; de 6 a 12 meses; e mais de 12  meses. E para a identifica&ccedil;&atilde;o do resultado do anti-HBs, havia cinco op&ccedil;&otilde;es:  &gt;10UI/L; &lt;10UI/L; n&atilde;o reagente; inconclusivo; e n&atilde;o sabe/n&atilde;o lembra.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Considerou-se, como ocorr&ecirc;ncia de acidente de trabalho, qualquer  acidente com material perfurocortante, sem especificar se material est&eacute;ril ou  contaminado. Para a identifica&ccedil;&atilde;o dessa vari&aacute;vel, foi elaborada a seguinte  quest&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Na sua atividade profissional voc&ecirc; sofreu acidente com material  perfurocortante?</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Se sim, quantas vezes?</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Aos que sofreram acidente com material perfurocortante, as op&ccedil;&otilde;es  de procedimento realizado ap&oacute;s o acidente foram: nenhum, pois est&aacute; vacinado;  nenhum, pois est&aacute; imunizado; nenhum e n&atilde;o &eacute; vacinado; uso de imunoglobulina  contra hepatite B, pois n&atilde;o &eacute; vacinado; uso de imunoglobulina contra hepatite  B, pois &eacute; vacinado mas a titula&ccedil;&atilde;o de anti-HBs &eacute; inferior a 10UI/L ou &eacute; n&atilde;o  reagente; e outro procedimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foi considerado vacinado contra a hepatite B o profissional com  tr&ecirc;s ou mais doses de vacina aplicadas; e n&atilde;o vacinado, o profissional com  nenhuma, uma ou duas doses da vacina recebidas. Considerou-se imunizado aquele  cujo resultado de dosagem do anti-HBs foi superior a 10UI/L. Para a verifica&ccedil;&atilde;o  do esquema vacinal dos trabalhadores de sa&uacute;de, foram consideradas as  informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos pesquisados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A digita&ccedil;&atilde;o dos dados e as an&aacute;lises estat&iacute;sticas univariada e bivariada foram realizadas  pelo <i>software </i>Epi Info vers&atilde;o 3.2.2, sendo analisadas as seguintes vari&aacute;veis: sexo;  idade; escolaridade; categoria profissional; tempo de atua&ccedil;&atilde;o na profiss&atilde;o;  estado vacinal; estado imunit&aacute;rio; e ocorr&ecirc;ncia de acidente perfurocortante com  material biol&oacute;gico. Para a an&aacute;lise multivariada pelo modelo de regress&atilde;o  log&iacute;stica, utilizou-se o <i>software </i>STATA vers&atilde;o 10.0, sendo comparados os  dados de cobertura vacinal com as seguintes vari&aacute;veis: sexo; escolaridade;  tempo de atua&ccedil;&atilde;o na profiss&atilde;o; e local de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica das associa&ccedil;&otilde;es foi avaliada usando-se o teste de  qui-quadrado, para a compara&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis categ&oacute;ricas de exposi&ccedil;&atilde;o com  vari&aacute;veis de desfecho. Para fins de an&aacute;lise, as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foram  transformadas em vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. Foi adotado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de  p&lt;0,05. Para a estimativa de cobertura e de preval&ecirc;ncias, foi utilizado o  intervalo de confian&ccedil;a de 95%, e para a inclus&atilde;o de vari&aacute;veis no modelo de  regress&atilde;o log&iacute;stica, utilizou-se um valor de p&lt;0,20.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Uma pesquisa junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos  de Sa&uacute;de (CNES)<sup>12</sup>  identificou 350 profissionais. Foram  distribu&iacute;dos 366 formul&aacute;rios,  correspondentes ao n&uacute;mero de profissionais que atuavam nessas institui&ccedil;&otilde;es, no per&iacute;odo da coleta dos dados. A diferen&ccedil;a encontrada entre os dados do CNES deve-se &agrave; alta rotatividade  de pessoal, especialmente nas institui&ccedil;&otilde;es hospitalares. A coleta dos dados realizou-se oito meses ap&oacute;s a  identifica&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o do estudo no CNES.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Previamente &agrave;  realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, foi solicitada a autoriza&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa  da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que em resposta, emitiu a Carta  de aprova&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 2007855. Tamb&eacute;m foi solicitada  a autoriza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de pesquisadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O estudo respeitou os  princ&iacute;pios &eacute;ticos de pesquisa envolvendo seres humanos constantes da Resolu&ccedil;&atilde;o  CNS n<sup>o</sup> 196, do Conselho Nacional  de Sa&uacute;de.<sup>13</sup> Os profissionais que forneceram as informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram  identificados, sendo o sigilo e a privacidade das   informa&ccedil;&otilde;es  assegurados. As pessoas que participaram da pesquisa assinaram um 'Termo de  Consentimento Livre e Esclarecido'.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Participaram desta  pesquisa 322 dos 366 profissionais que, no momento do  estudo, atuavam nas institui&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de selecionadas: 2 hospitais, 13 unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de e 1 banco de sangue.  Ocorreram 44 perdas ou recusas (12,0%). A coleta dos dados aconteceu  nos meses de julho a setembro de 2008.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Entre os profissionais de sa&uacute;de pesquisados (n=322), 96,6% informaram estarem  vacinados, enquanto 87,9% (IC<sub>95%</sub>: 83,8-91,2%) possu&iacute;am 3 ou mais doses de vacina (<a href="#f1">Figura 1</a>). A cobertura de vacina&ccedil;&atilde;o contra a hepatite B neste  estudo foi considerada adequada, portanto, dentro do padr&atilde;o adotado de 3 ou mais doses aplicadas. No entanto, apenas 31,4% desses  profissionais informaram saber que estavam imunes ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o  (anti-HBs&gt;10UI/L).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a14f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A m&eacute;dia de idade dos entrevistados foi de 38,1 anos  (desvio-padr&atilde;o: 10,2), com uma varia&ccedil;&atilde;o de 20 a 79 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de  atua&ccedil;&atilde;o na profiss&atilde;o, a m&eacute;dia foi de 13 anos (mediana: 11,5 anos), variando de  1 m&ecirc;s a 52 anos; 64,3% eram profissionais de n&iacute;vel m&eacute;dio e fundamental; e 35,7%  possu&iacute;am n&iacute;vel superior de escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o pesquisada, de acordo com o local de  trabalho, foi a seguinte: 78 profissionais em unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de; 179  atuavam em hospital; 12 em banco de sangue; 8 em laborat&oacute;rio; 16 em unidade  b&aacute;sica de sa&uacute;de e hospital; 2 em hospital e banco de sangue; 21 em hospital e consult&oacute;rio;  e finalmente, 6 atuavam em hospital, consult&oacute;rio e unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de.  Para a an&aacute;lise descrita na <a href="#t1">Tabela 1</a>, foram agrupados os profissionais que  atuavam em hospital (sendo tamb&eacute;m inclu&iacute;dos nesta categoria os que, al&eacute;m de  atuar em hospital, trabalhavam simultaneamente em outras institui&ccedil;&otilde;es),  considerando na categoria 'outros' os profissionais de outras institui&ccedil;&otilde;es &agrave; exce&ccedil;&atilde;o  dos hospitais.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a14t1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os profissionais com atua&ccedil;&atilde;o em hospital apresentaram cobertura  vacinal inferior &agrave; observada em profissionais que n&atilde;o atuavam em hospital. Quem  possu&iacute;a curso superior informou menores coberturas, quando comparado aos  profissionais que referiram ensino fundamental e m&eacute;dio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Indiv&iacute;duos do sexo feminino apresentaram cobertura maior. Quanto  a faixa et&aacute;ria, at&eacute; os 39 anos, a cobertura vacinal foi pouco maior, quando  comparada &agrave; da popula&ccedil;&atilde;o com idade superior a 40 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Profissionais com menos de dez anos de atua&ccedil;&atilde;o apresentaram  melhores coberturas vacinais, quando comparados aos com mais de dez anos. A  cobertura de vacina&ccedil;&atilde;o &eacute; superior nos profissionais que n&atilde;o sofreram acidentes  de trabalho. Esses resultados, entretanto, n&atilde;o se mostraram estatisticamente  significativos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Odont&oacute;logos,  farmac&ecirc;uticos e auxiliares  de consult&oacute;rio dent&aacute;rio  apresentaram as maiores coberturas vacinais, seguidos pelos t&eacute;cnicos de  enfermagem. Auxiliares de laborat&oacute;rio e m&eacute;dicos apresentaram as menores  coberturas. &Eacute; importante ressaltar que odont&oacute;logos, farmac&ecirc;uticos e auxiliares  de consult&oacute;rio dent&aacute;rio representaram apenas 6,2% da amostra, e os t&eacute;cnicos de  enfermagem, 49,6% (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a14t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre os motivos referidos para n&atilde;o vacina&ccedil;&atilde;o, 14 profissionais  responderam a essa quest&atilde;o: 4 referiram n&atilde;o haver necessidade; 4 esqueceram; 2  referiram n&atilde;o haver indica&ccedil;&atilde;o; 2 indicaram outros motivos; 1 esqueceu de  vacinar; e 1 informou n&atilde;o haver vacina na unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Neste estudo, 130 profissionais relataram ter sofrido algum  acidente com material perfurocortante, perfazendo 40,5% (IC<sub>95%</sub>:  35,1-46,1%). N&atilde;o eram vacinados 19. Destes, 6 referiram ter sofrido um  acidente, 7 sofreram dois acidentes, 2 sofreram tr&ecirc;s acidentes e 2 sofreram  quatro ou mais acidentes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A categoria profissional que referiu maior percentual de  acidentabilidade foi a dos odont&oacute;logos, seguida pelos auxiliares de enfermagem  e m&eacute;dicos. Os farmac&ecirc;uticos n&atilde;o referiram acidentes (n=8).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao procedimento realizado p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o a  material biol&oacute;gico (n=130): mais da metade (58,5%) n&atilde;o realizou qualquer  procedimento porque considerou que estando vacinado, n&atilde;o haveria </font><font size="2" face="verdana">necessidade de outro  procedimento. Apenas 13,1% responderam que n&atilde;o  realizaram qualquer outro procedimento porque sabiam estar imunizados, 3,1% n&atilde;o realizaram  qualquer procedimento e n&atilde;o estavam vacinados, e 25,4% referiram realizar  outro procedimento. Entre esses procedimentos, os mais citados foram a  comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; equipe de seguran&ccedil;a do trabalho e a utiliza&ccedil;&atilde;o de medicamentos  para profilaxia do HIV. Nenhum profissional que sofreu acidente com material  perfurocortante referiu utiliza&ccedil;&atilde;o da imunoglobulina contra a hepatite B. Este  procedimento &eacute; preconizado para os n&atilde;o imunizados ou que n&atilde;o conhecem seu  estado imunit&aacute;rio no momento do acidente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Analisando-se a  preval&ecirc;ncia de imunizados entre os vacinados, 167 indiv&iacute;duos relataram ter realizado a dosagem do anti-HBs, e entre eles, 137 conheciam seu estado imunit&aacute;rio; e destes, 101 referiram estar imunizados (anti-HBs&gt;10UI/L).  Quando avaliado o per&iacute;odo em que foi realizada a dosagem, a preval&ecirc;ncia de imunizados esteve  maior quando a coleta foi realizada nos primeiros seis meses ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a14t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> M&eacute;dicos, auxiliares  de consult&oacute;rio dent&aacute;rio e auxiliares de laborat&oacute;rio informaram maiores preval&ecirc;ncias   de imunidade  p&oacute;s-vacinal. Os profissionais com menor tempo de atua&ccedil;&atilde;o e profissionais do sexo masculino tamb&eacute;m apresentaram as maiores  preval&ecirc;ncias de imunizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foi realizada, ainda,  uma an&aacute;lise multivari&aacute;vel utilizando o modelo de regress&atilde;o  log&iacute;stica. Inclu&iacute;ram-se no modelo as vari&aacute;veis independentes que apresentaram  um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia na an&aacute;lise bivariada (valor de p) menor que 0,20 (sexo; escolaridade;  tempo de atua&ccedil;&atilde;o; e local de trabalho).  Os resultados est&atilde;o descritos na <a href="#t4">Tabela 4</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n3/3a14t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A an&aacute;lise multivari&aacute;vel pelo m&eacute;todo de regress&atilde;o log&iacute;stica confirma as  associa&ccedil;&otilde;es de cobertura vacinal relacionadas a escolaridade e local de  trabalho. Menores coberturas de  vacina&ccedil;&atilde;o contra a hepatite B foram observadas entre trabalhadores com  escolaridade de n&iacute;vel superior (OR ajustado 2,13; IC<sub>95%</sub>: 1,01-4,48), comparados &agrave;queles com  n&iacute;vel m&eacute;dio, e entre trabalhadores  de hospitais  (OR ajustado 4,91; IC<sub>95%</sub>: 1,6714,47), em compara&ccedil;&atilde;o com  trabalhadores de outras unidades de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. As outras vari&aacute;veis n&atilde;o  se mostraram estatisticamente significativas, ao aplicar-se o modelo de regress&atilde;o  log&iacute;stica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os resultados deste  estudo indicam que a cobertura vacinal contra a hepatite B em profissionais de  sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Santa Rosa-RS (87,9%) foi mais alta do que a encontrada por outras pesquisas realizadas, que  apresentavam coberturas vacinais de 64,61% em profissionais da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica,<sup>14</sup> 74,9% em  cirurgi&otilde;es-dentistas,<sup>15</sup> 73,4% em cirurgi&otilde;es-dentistas e 39,4%  em auxiliares  de consult&oacute;rio dent&aacute;rio;<sup>16</sup> e negativa (mais baixa) em rela&ccedil;&atilde;o a  outro estudo, dirigido a m&eacute;dicos ginecologistas de  Porto Alegre-RS, que identificou cobertura de vacina&ccedil;&atilde;o de 92,3%.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ao observar-se a distribui&ccedil;&atilde;o da  cobertura vacinal de acordo com a categoria profissional, percebe-se que odont&oacute;logos,  farmac&ecirc;uticos  e auxiliares de consult&oacute;rio dent&aacute;rio apresentaram maiores coberturas, seguidos  por t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os acidentes por material perfurocortante t&ecirc;m import&acirc;ncia especial, pela  virtual contamina&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. Entre boa parte dos profissionais que atuam  nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, trata-se de um acidente cujos poss&iacute;veis efeitos  negativos, frequentemente, parecem ser desconsiderados. As normas b&aacute;sicas de  biosseguran&ccedil;a n&atilde;o s&atilde;o valorizadas, tampouco a busca de atendimento adequado  ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o. Lopes e colaboradores<sup>18</sup> identificaram preval&ecirc;ncia  de 24,3% de infec&ccedil;&atilde;o entre os 152 profissionais de uma unidade de hemodi&aacute;lise que  sofreram acidentes com instrumento perfurocortante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Os resultados aqui  apresentados sobre a ocorr&ecirc;ncia de acidentes com perfurocortantes (40,5%) foram semelhantes aos  encontrados pelos autores de estudo realizado em hospitais p&uacute;blicos de  Bras&iacute;lia-DF, que identificou um coeficiente de acidentabilidade de 39,1%.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A categoria  profissional que mais referiu acidentes por material perfurocortante foi a dos  odont&oacute;logos. Em outros estudos, de resultados semelhantes, os profissionais que mais relataram  acidentes com material biol&oacute;gico foram cirurgi&atilde;o-dentista (64,3%), m&eacute;dico (47,8%) e t&eacute;cnico de  laborat&oacute;rio (46,0%), enquanto o menor  &iacute;ndice foi observado para a categoria dos farmac&ecirc;uticos.<sup>19</sup> Em  Florian&oacute;polis-SC, pesquisa identificou  que 94,5% dos  cirurgi&otilde;es-dentistas e 80,8% dos auxiliares de  consult&oacute;rio dent&aacute;rio sofreram algum acidente resultante de contato biol&oacute;gico,  n&atilde;o exclusivamente com material perfurocortante.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em estudo realizado  para avaliar a preval&ecirc;ncia de acidentes com material biol&oacute;gico em Londrina-PR,  o profissional com maior percentual de acidente de trabalho (39,5%) foi o auxiliar de  enfermagem.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os resultados  encontrados neste estudo demonstram uma preval&ecirc;ncia de  imunizados inferior ao preconizado pelo CDC/EUA e Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>5,6,9,11</sup> Os resultados  encontrados em pesquisa realizada no Paquist&atilde;o identificaram 86,2% de preval&ecirc;ncia de imunizados.<sup>23</sup>  Outra pesquisa, na &Iacute;ndia, com 317 militares vacinados  com esquema de 3 doses de vacina&ccedil;&atilde;o, identificou 96,5% de preval&ecirc;ncia de imunizados (anti-HBs&gt;10UI/L), com testagem realizada 1 m&ecirc;s ap&oacute;s o esquema vacinal.<sup>24</sup>  Petry e  Kupeck<sup>25</sup> identificaram preval&ecirc;ncia de 88,7% de imunizados em  doadores de sangue.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para este estudo,  considerou-se imunizado o indiv&iacute;duo cuja titula&ccedil;&atilde;o de anti-HBs fosse &gt;10UI/L, de acordo com  evid&ecirc;ncias identificadas em estudos anteriores,<sup>5,6,9,10</sup> embora  alguns estudos considerem a titula&ccedil;&atilde;o de 10 a 99UI/L como soroconvers&atilde;o e uma  titula&ccedil;&atilde;o maior que 100UI/L como soroprote&ccedil;&atilde;o.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Auxiliares e t&eacute;cnicos  de enfermagem informaram as menores preval&ecirc;ncias de imunizados, 57,7%; entretanto, os mesmos  profissionais apresentaram alto percentual de acidentabilidade, 38,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A an&aacute;lise  multivariada, ao utilizar o modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica, demonstrou  associa&ccedil;&atilde;o significativa, estatisticamente,  entre cobertura vacinal adequada (tr&ecirc;s ou mais doses  de vacina) e escolaridade: profissionais que possuem ensino m&eacute;dio ou inferior  apresentaram melhores coberturas vacinais. Outra associa&ccedil;&atilde;o considerada  significativa foi o local de atua&ccedil;&atilde;o  desses  profissionais: os que atuam nos hospitais, podendo, tamb&eacute;m, atuar em mais de  uma institui&ccedil;&atilde;o, apresentam menores coberturas do que aqueles que n&atilde;o atuam em  hospitais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Por ser um estudo  baseado em informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos pesquisados, &eacute;  poss&iacute;vel que haja dificuldade no preenchimento de quest&otilde;es relativas a essa  vari&aacute;vel, o que vem a ser uma limita&ccedil;&atilde;o para a pesquisa. Estudos baseados em  registros oficiais ou que considerem as condi&ccedil;&otilde;es ideais de dosagem de anti-HBs  poder&atilde;o demonstrar melhores resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outra limita&ccedil;&atilde;o do  estudo residiu na possibilidade da ocorr&ecirc;ncia de erros sistem&aacute;ticos - a exemplo do vi&eacute;s de mem&oacute;ria -, pois foram utilizados dados retrospectivos para aferir vari&aacute;veis  dependentes (vacina&ccedil;&atilde;o e estado imunit&aacute;rio). Neste, como na maioria dos estudos  transversais, n&atilde;o se pode estabelecer rela&ccedil;&atilde;o temporal entre causa e  consequ&ecirc;ncia porque todas as observa&ccedil;&otilde;es foram feitas em uma &uacute;nica  oportunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A verifica&ccedil;&atilde;o da  vacina&ccedil;&atilde;o e do estado imunit&aacute;rio com base em relato dos profissionais pode  superestimar a cobertura, considerando-se  que os  profissionais de sa&uacute;de conhecem a import&acirc;ncia da vacina&ccedil;&atilde;o (vi&eacute;s de  informa&ccedil;&atilde;o). Nesse sentido, a n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o do profissional constitui uma  estrat&eacute;gia para aumentar a fidedignidade da informa&ccedil;&atilde;o, objetivando a valida&ccedil;&atilde;o interna  do estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Dos resultados obtidos, os autores deste estudo concluem ser mister sensibilizar  os profissionais de sa&uacute;de e gestores das institui&ccedil;&otilde;es sobre a necessidade de  seguir os protocolos de preven&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da hepatite B,  mantendo boas coberturas de vacina&ccedil;&atilde;o e testagem da resposta imune para todos  os profissionais submetidos ao esquema completo de vacina&ccedil;&atilde;o. O estudo sugere,  ademais, que se d&ecirc; especial aten&ccedil;&atilde;o aos  profissionais de n&iacute;vel superior e aos que atuam em hospitais: eles apresentaram  cobertura vacinai significativamente mais baixa, independentemente de  outras vari&aacute;veis. Prop&otilde;e-se, tamb&eacute;m, estudos adicionais de investiga&ccedil;&atilde;o da soropreval&ecirc;ncia de imunidade p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o e de procedimentos frente aos acidentes  de trabalho com perfurocortantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Muitas pessoas apoiaram, direta ou indiretamente, esta pesquisa.  Estes autores agradecem ao Dr. Ricardo Kuchenbecker, pela disposi&ccedil;&atilde;o e aux&iacute;lio na an&aacute;lise  multivariada. &Agrave; Secretaria Estadual da Sa&uacute;de do Rio Grande do Sul, pela  libera&ccedil;&atilde;o e apoio. &Agrave; Sociedade Educacional Tr&ecirc;s de  Maio (Setrem), pelo apoio nesta caminhada. &Agrave;s institui&ccedil;&otilde;es e profissionais de  sa&uacute;de pesquisados, por disponibilizarem as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias a esta  pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Contribui&ccedil;&atilde;o  dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Rossato EM contribuiu  com a coleta e an&aacute;lise inicial dos  dados, culminando com a constru&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ferreira J contribuiu  no acompanhamento de toda a execu&ccedil;&atilde;o da pesquisa, corre&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&atilde;o para a  defesa da disserta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.  Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica: hepatites virais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005. (S&eacute;rie A.  Normas e Manuais T&eacute;cnicos).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.  Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Hepatites virais: o Brasil est&aacute;  atento. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Centers for Disease Control and  Prevention. 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Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Garcia LP, Facchini LA. Vacina&ccedil;&atilde;o contra a  hepatite B entre trabalhadores da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de. Cadernos de Sa&uacute;de  P&uacute;blica. 2008; 24(5):1130-1140.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Martins AMEBL, Barreto SM. Vacina&ccedil;&atilde;o contra a  hepatite B entre cirurgi&otilde;es dentistas. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003; 37(3):333-338.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Garcia LP, Blank VLG, Blank N. Ader&ecirc;ncia a  medidas de prote&ccedil;&atilde;o individual contra a hepatite B entre cirurgi&otilde;es-dentistas e  auxiliares de consult&oacute;rio dent&aacute;rio. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2007; 10(6):525-535.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Silveira TR, Cunha J, Krebs LS, Ramalho L.  Avalia&ccedil;&atilde;o do Grau de conhecimento e de prote&ccedil;&atilde;o de ginecologistas e obstetras  do Rio Grande do Sul em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hepatite B. Revista AMRIGS. 2003; 47(3):193-201.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Lopes CLR, Martins RMB, Teles AS, Silva AS,  Maggi PS, Yoshida CFT. Perfil soroepidemiol&oacute;gico da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da  hepatite B em profissionais de unidades de hemodi&aacute;lise de Goiania-Goi&aacute;s, Brasil  Central. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 2001. 34(6):543-548.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Caixeta RB, Barbosa-Branco A. Acidente de  trabalho, com material biol&oacute;gico, em profissionais de sa&uacute;de de hospitais  p&uacute;blicos do Distrito Federal, Brasil, 2002/2003. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005; 21(3):737-746.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20 Garcia LP, Blank  VL. 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<body><![CDATA[<br>   Santa Rosa-RS,  Brasil.    <br>   CEP: 98900-000    <br>   <i>E-mail: </i><a href="mailto:estela.rossato@hotmail.com">estela.rossato@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 03/06/2012    <br> Aprovado em 09/08/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Baseado  na disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada ao Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Medicina: Epidemiologia, da Universidade Federal do  Rio Grande do Sul, para obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Mestre, em 2009.</font></p>      ]]></body><back>
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