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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos de avaliação econômica em saúde: definição e aplicabilidade aos sistemas e serviços de saúde]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><span style="line-height:115%; font-family:'Arial','sans-serif'; font-size:9.0pt; "><font color="#990033">http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742016000100023</font></span></p>     <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O ECON&Ocirc;MICA</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a>Estudos de avalia&#231;&#227;o    econ&#244;mica em sa&#250;de: defini&#231;&#227;o e aplicabilidade aos sistemas    e servi&#231;os de sa&#250;de</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="3">Health economic evaluation studies: definition    and applicability to health systems and services</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Everton Nunes da Silva<sup>1</sup>; Marcus    Tolentino Silva<sup>2</sup>; Maur&#237;cio Gomes Pereira<sup>1</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Universidade de Bras&#237;lia, Bras&#237;lia-DF,    Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>2</sup>Universidade de Sorocaba, Sorocaba-SP, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo inicia uma s&#233;rie de textos    sobre os estudos de avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica. Nele s&#227;o abordadas    generalidades sobre o tema, entre as quais, os conceitos b&#225;sicos e a sua    aplicabilidade. Os pr&#243;ximos t&#243;picos lidam com aspectos centrais da    avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica, entre os quais se destacam os custos (diretos,    indiretos e intang&#237;veis), os desfechos em sa&#250;de (monet&#225;rio, efic&#225;cia,    efetividade e qualidade de vida), os modelos anal&#237;ticos (&#225;rvore de    decis&#227;o, modelos de Markov, eventos discretos e modelos din&#226;micos)    e as incertezas nos procedimentos (an&#225;lise de sensibilidade determin&#237;stica    e probabil&#237;stica). Espera-se que a s&#233;rie facilite o entendimento das    bases da avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica e estimule a sua utiliza&#231;&#227;o    por maior n&#250;mero de pessoas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os sistemas e servi&#231;os de sa&#250;de s&#227;o    influenciados por um conjunto de fatores, destacando-se o envelhecimento da    popula&#231;&#227;o, o aumento da carga de doen&#231;a devido principalmente    &#224;s enfermidades cr&#244;nicas e &#224; maior oferta de tecnologias, as    quais t&#234;m exigido cada vez mais recursos financeiros para adquiri-las,    comprometendo a sustentabilidade do or&#231;amento da sa&#250;de. Neste cen&#225;rio,    interven&#231;&#245;es para preven&#231;&#227;o, diagn&#243;stico, tratamento,    reabilita&#231;&#227;o e controle de doen&#231;as e agravos competem entre si    por recursos escassos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em economia, trabalha-se com a no&#231;&#227;o    de custo de oportunidade, em que h&#225; usos alternativos para os recursos    limitados. Esse conceito pressup&#245;e que, ao se optar por uma interven&#231;&#227;o    equivocada - aquela que n&#227;o gere benef&#237;cios adicionais -, perde-se    a oportunidade de usar a mesma quantia de dinheiro para investir em alternativas    que poderiam trazer mais ganhos para a popula&#231;&#227;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica em sa&#250;de    teve in&#237;cio na d&#233;cada de 1960, como ferramenta para auxiliar o processo    de tomada de decis&#227;o e possibilitar maior retorno aos investimentos.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Define-se avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica    como uma an&#225;lise comparativa de estrat&#233;gias em termos de custos e    desfechos em sa&#250;de.<sup>2</sup> A defini&#231;&#227;o evidencia duas caracter&#237;sticas    principais destes estudos. A primeira &#233; a &#234;nfase em compara&#231;&#245;es,    pois, para que haja escolha, devem-se confrontar pelo menos duas interven&#231;&#245;es    que tenham a mesma finalidade - por exemplo, diferentes insulinas para o controle    da diabetes tipo 1. A segunda caracter&#237;stica    diz respeito &#224; rela&#231;&#227;o entre custos e desfechos em sa&#250;de,    sendo que para cada rela&#231;&#227;o investigada se devem sistematizar informa&#231;&#245;es    relevantes ao longo de determinado per&#237;odo de tempo, referido como horizonte    temporal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica auxiliar    a tomada de decis&#227;o, deve-se informar a perspectiva adotada na an&#225;lise,    a qual indica quem tem a prerrogativa de selecionar alguma das estrat&#233;gias    em investiga&#231;&#227;o. As tr&#234;s perspectivas mais comuns referem-se    ao prestador de servi&#231;os (hospital, cl&#237;nica), ao sistema de sa&#250;de    (p&#250;blico ou privado) e &#224; sociedade. Nesta &#250;ltima, inclui-se ampla    gama de agentes, tais como os pacientes, a previd&#234;ncia e a assist&#234;ncia    social. A op&#231;&#227;o por alguma das tr&#234;s perspectivas influencia a    identifica&#231;&#227;o, a mensura&#231;&#227;o e a valora&#231;&#227;o dos    custos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Tipos de avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A teoria do bem-estar &#233; a base metodol&#243;gica    da avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica (<i>welfare economics</i>), em que se    busca maximizar a satisfa&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o a partir dos recursos    dispon&#237;veis.<sup>3</sup> A efici&#234;ncia alocativa deriva desta teoria,    que tem como fundamento aproveitar as oportunidades para garantir que alguns    indiv&#237;duos possam melhorar sem que outros piorem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica engloba    quatro tipos de estudo: i) custo-efetividade; ii) custo-utilidade; iii) custo-benef&#237;cio;    e iv) custo-minimiza&#231;&#227;o. De modo geral, o que os diferencia &#233;    a forma de mensurar os desfechos em sa&#250;de.<sup>4</sup> A <a href="#f1">Figura    1</a> sintetiza as caracter&#237;sticas de cada tipo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v25n1/1a23f1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A op&#231;&#227;o por um determinado desfecho    depende de fatores como a perspectiva do estudo, a modalidade de estrat&#233;gia    e a disponibilidade de evid&#234;ncia cient&#237;fica. A perspectiva do estudo    refere-se &#224; escolha da medida mais relevante para o tomador de decis&#227;o,    al&#233;m de delimitar a identifica&#231;&#227;o, a mensura&#231;&#227;o e a    valora&#231;&#227;o dos custos. Quanto &#224; modalidade de estrat&#233;gia,    opta-se pela que apresente maior impacto em termos de efic&#225;cia, efetividade,    qualidade de vida ou benef&#237;cio monet&#225;rio. Finalmente, tudo depende    de haver evid&#234;ncias de boa qualidade sobre o desfecho selecionado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios pa&#237;ses t&#234;m elaborado orienta&#231;&#245;es    de boas pr&#225;ticas em avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica, com vistas a dispor    de recomenda&#231;&#245;es que se ajustem &#224;s especificidades de cada sistema    de sa&#250;de. Segundo a International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes    Research (ISPOR), 38 pa&#237;ses adotam guias pr&#243;prios.<sup>5</sup> Desde    2008, o Brasil possui as suas Diretrizes Metodol&#243;gicas para Estudos de    Avalia&#231;&#227;o Econ&#244;mica em Sa&#250;de.<sup>6</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Por que a avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica    se tornou um t&#243;pico importante para gestores e profissionais da sa&#250;de?</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cada vez mais, os conceitos de avalia&#231;&#227;o    econ&#244;mica fazem parte da rotina dos sistemas e servi&#231;os de sa&#250;de.    As restri&#231;&#245;es or&#231;ament&#225;rias e de recursos humanos imp&#245;em    decis&#245;es complexas. Dessa forma, a sistematiza&#231;&#227;o de evid&#234;ncias    sobre custos e resultados em sa&#250;de torna-se quest&#227;o-chave para possibilitar    melhores decis&#245;es quanto aos investimentos a serem feitos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A decis&#227;o sobre disponibilizar uma determinada    tecnologia no sistema de sa&#250;de, por sua vez, envolve gestores, profissionais    de sa&#250;de, fornecedores e usu&#225;rios, os quais n&#227;o est&#227;o isentos    de potenciais conflitos de interesse. Uma forma de mitig&#225;-los &#233; por    meio de uso de evid&#234;ncias de boa qualidade, respaldando cientificamente    as pol&#237;ticas p&#250;blicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">1. Gold M, Siegel J, Russel L, Weinstein M. Cost-effectiveness    in health and medicine. New York: Oxford University Press; 1996.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">2. Drummond MF, Sculpher MJ, Claxton K, Stoddart    GL, Torrance GW. Methods for the economic evaluation of health care programmes.    3th ed. New York: Oxford University Press; 2005.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">3. Silva EN, Sousa TRV. Avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica    no &#226;mbito das doen&#231;as raras: isto &#233; poss&#237;vel? Cad. Saude    Publica. 2015 mar;31(3):496-506.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">4. Silva EN, Galv&#227;o TF, Pereira MG, Silva    MT. Estudos de avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica de tecnologias em sa&#250;de:    roteiro para an&#225;lise cr&#237;tica. Rev Panam Salud Publica. 2014 mar;35(3):219-27.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">5. International Society for Pharmacoeconomics    and Outcomes Research. Pharmacoeconomic guidelines around the world [Internet].    Lawrenceville: International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research;    2016 [citado 2016 jan 6]. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ispor.org/PEguidelines/index.asp" target="_blank">http://www.ispor.org/PEguidelines/index.asp</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">6. Minist&#233;rio da Sa&#250;de (BR). Secretaria    de Ci&#234;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&#233;gicos. Departamento de Ci&#234;ncia    e Tecnologia. Diretrizes metodol&#243;gicas: diretriz de avalia&#231;&#227;o    econ&#244;mica. 2. ed. Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2014.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&#231;o    para correspond&#234;ncia:</b></font>    <br>   <font face="Verdana" size="2"><b>Everton Nunes da Silva -    <br>   </b>Centro Metropolitano, conjunto A,    <br>   lote 01, Bras&#237;lia - DF. CEP: 72220-900.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail: </i><a href="mailto:evertonsilva@unb.br">evertonsilva@unb.br</a></font></p>      ]]></body>
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