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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>CARTA DO EDITOR</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hilton Tulio Costi</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Editor Cient&iacute;fico</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2010, registramos a excelente repercuss&atilde;o  no meio acad&ecirc;mico nacional e internacional do v. 5, n. 1 do <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias  Naturais, </b>que publicou o primeiro levantamento da herpetofauna no Norte-Noroeste do Par&aacute;,  regi&atilde;o at&eacute; ent&atilde;o pouco conhecida para a zoologia. O artigo &quot;Notes on the Vertebrates of northern Par&aacute;,  Brazil: a forgotten part of the Guianan  Region, I. Herpetofauna&quot;, escrito por Teresa Cristina S. Avila-Pires, Marinus  S. Hoogmoed e W&aacute;ldima A. Rocha, apresenta e discute os resultados de sete  expedi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas ao setor paraense do planalto das Guianas. Ao longo destas expedi&ccedil;&otilde;es, foram  registradas 80 esp&eacute;cies de anf&iacute;bios (77 anuros  e tr&ecirc;s Gymnophiona) e 95 esp&eacute;cies de r&eacute;pteis (36 lagartos, tr&ecirc;s  anfisben&iacute;deos, 49 of&iacute;dios, cinco quel&ocirc;nios e duas esp&eacute;cies  de jacar&eacute;s). Seis dessas esp&eacute;cies s&atilde;o novas para a ci&ecirc;ncia (tr&ecirc;s anuros, um Gymnophiona, um lagarto e um  anfisben&iacute;deo), seis representam novos registros para o Brasil (cinco anuros e um Gymnophiona) e 23 novos registros para  o Par&aacute; (13 anuros, quatro lagartos e seis of&iacute;dios). Por fim, o trabalho tamb&eacute;m  contribui ao analisar comparativamente as sete &aacute;reas de coleta. O artigo  inaugurou a cole&ccedil;&atilde;o especial organizada pelo Dr. Alexandre Aleixo, que visa publicar os resultados das  expedi&ccedil;&otilde;es &agrave;quela regi&atilde;o. A reda&ccedil;&atilde;o em ingl&ecirc;s garante a ampla divulga&ccedil;&atilde;o  internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Registramos  tamb&eacute;m, com orgulho, o crescente n&uacute;mero de bibliotecas que solicitam  estabelecer o <i>link </i>de acesso ao site do Boletim. Ao mesmo tempo,  insistem em adquirir a edi&ccedil;&atilde;o impressa. Cito os <i>Electronic Resources from  Smithsonian Institution Libraries </i>(<a href="http://www.sil.si.edu/eresources/silpurl.cfm?purl=1981-8114" target="_blank">http://www.sil.si.edu/eresources/silpurl.cfm?purl=1981-8114</a>),  que mant&eacute;m vivo o interesse pela publica&ccedil;&atilde;o, e, mais recentemente, a Biblioteca  do Congresso dos Estados Unidos da Am&eacute;rica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outra boa  not&iacute;cia chegou no primeiro dia de dezembro, com o lan&ccedil;amento do Portal BHL SciELO (<a href="http://biodiversidade.scielo.br" target="_blank">http://biodiversidade.scielo.br</a>), parte  da rede global The Biodiversity Heritage Library (BHL), cons&oacute;rcio que re&uacute;ne os maiores museus  de hist&oacute;ria natural e bibliotecas de bot&acirc;nica no mundo. O servi&ccedil;o brasileiro  inclui o projeto &quot;Digitaliza&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o on-line de uma cole&ccedil;&atilde;o de  obras essenciais em biodiversidade das bibliotecas brasileiras&quot;. O Museu  Paraense Em&iacute;lio Goeldi &eacute; uma das oito institui&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em a rede de  bibliotecas que guarnecem o Portal, disponibilizando toda  a cole&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do &quot;Boletim do Museu Goeldi (Museu Paraense) de  Historia Natural e Ethnographia&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m das  cole&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas de livros e peri&oacute;dicos, a BHL SciELO disponibiliza uma  outra cole&ccedil;&atilde;o, a SciELO Biodiversidade, composta por peri&oacute;dicos atuais, com  destacado papel na difus&atilde;o de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira.  Brevemente, o <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias Naturais </b>integrar&aacute;  essa cole&ccedil;&atilde;o. Hoje, a revista pode ser acessada por meio do site institucional,  elencado na primeira p&aacute;gina do Portal BHL SciELO, e por meio da BVS/BIREME.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O objetivo para 2011 permanece o mesmo que norteou o planejamento  dos n&uacute;meros que vieram a p&uacute;blico em 2010: a busca por qualidade. Seja por meio  do constante aprimoramento dos processos editoriais e gr&aacute;ficos, aos quais se  alia o compromisso institucional pela garantia da periodicidade, ou da aten&ccedil;&atilde;o  &agrave; condu&ccedil;&atilde;o do processo que autoriza a publica&ccedil;&atilde;o dos artigos. Qualificar a  revista, portanto, significa estar apto ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias  de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e  Tecnol&oacute;gico (CNPq) e a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento  de Pessoal de N&iacute;vel Superior  (CAPES), e &agrave;s atuais exig&ecirc;ncias de bases indexadoras para ampla divulga&ccedil;&atilde;o e reconhecimento  em &acirc;mbito nacional e internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o  comum, em 29 de setembro de 2010, foi encaminhado ao CNPq e &agrave; CAPES  um documento com o resultado do I Simp&oacute;sio de Avalia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, realizado nove dias antes em Bras&iacute;lia. O documento,  que resultou interessante sob v&aacute;rios aspectos, est&aacute; dispon&iacute;vel na p&aacute;gina de  diversas sociedades cient&iacute;ficas. &Eacute; de especial interesse dos Editores em suas  observa&ccedil;&otilde;es finais, quando destaca que a 'excessiva &ecirc;nfase' que as ag&ecirc;ncias  deram a quantidade de artigos publicados pelos cientistas levou a um crescente  n&uacute;mero de colabora&ccedil;&otilde;es 'parcialmente artificiais' e recomenda expressamente:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) &Eacute; anti&eacute;tico assinar  trabalhos cient&iacute;ficos para os quais o pesquisador n&atilde;o tenha dado efetiva contribui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) As cita&ccedil;&otilde;es devem ter  o papel de orientar o leitor e dar suporte &agrave;s conclus&otilde;es de um trabalho  cient&iacute;fico. N&atilde;o devem ser por cortesia a amigos, pois assim n&atilde;o cumpririam seu  real prop&oacute;sito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">c) A utiliza&ccedil;&atilde;o de um  laborat&oacute;rio para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa n&atilde;o justifica, por si s&oacute;, a  inclus&atilde;o do seu &quot;propriet&aacute;rio&quot; na lista de autores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">d) As ag&ecirc;ncias de  fomento devem estar atentas a pl&aacute;gios cient&iacute;ficos e posicionar-se aos ocorridos no Pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tradicionalmente, com  propriedade, o di&aacute;logo cient&iacute;fico se mant&eacute;m por meio de artigos publicados em  peri&oacute;dicos   cient&iacute;ficos. Assim  s&atilde;o validadas hip&oacute;teses, ideias e novos conceitos para a ci&ecirc;ncia. A qualidade  do que &eacute; publicado &eacute; de responsabilidade de todos os interlocutores envolvidos  e, sem d&uacute;vida alguma, como extens&atilde;o, denota a disposi&ccedil;&atilde;o moral ou intelectual  das pessoas que produzem conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse n&uacute;mero,  organizado a partir dos trabalhos submetidos ao fluxo cont&iacute;nuo de balc&atilde;o, est&atilde;o  publicados sete artigos originais e uma nota de pesquisa. O primeiro trabalho &eacute;  um estudo de gr&atilde;os de p&oacute;len de Polygalaceae e Polygonaceae; respondem pela  autoria dele Fl&aacute;via Cristina Ara&uacute;jo Lucas (Universidade do Estado do Par&aacute;), L&eacute;a  Maria Medeiros Carreira (Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi), Ely Simone Cajueiro  Gurgel (Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi) e Th&aacute;lia do Socorro Serra Gama  (Universidade do Estado do Par&aacute;). O segundo, de Douglas Rossman (Museu de  Ci&ecirc;ncias Naturais de Louisiana), trata sobre a varia&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica de <i>Helicops  trivittatus, </i>cobra aqu&aacute;tica end&ecirc;mica da Amaz&ocirc;nia  oriental. O terceiro  artigo &eacute; um levantamento da avifauna, executado na Esta&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica do Rio  Acre (ESEC Rio Acre), de autoria de Alexandre Aleixo (Museu Paraense Em&iacute;lio  Goeldi) e Edson Guilherme (Universidade Federal do Acre). Al&eacute;m do registro de 365 esp&eacute;cies de aves obtidos na ESEC Rio Acre, s&atilde;o discutidos v&aacute;rios aspectos  da sua relev&acirc;ncia biogeogr&aacute;fica e para a conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O quarto trabalho, de  autoria de Luiz Mestre (Doutorando na South Dakota State University), Gregory  Thom (Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi), Mark A. Cochrane (South Dakota State  University) e Jos Barlow (Lancaster  University), descreve a avifauna amostrada na Reserva Extrativista Chico  Mendes, Acre, Brasil, onde foram registradas 345  esp&eacute;cies de aves. Os  dados contribuem para ampliar o conhecimento da regi&atilde;o. O quinto t&iacute;tulo deste  sum&aacute;rio, &quot;Vertical distribution and ecology of vascular epiphytes in  a lowland tropical rain forest of  Brazil&quot;, de Edwin Theodoor Pos (Utrecht University) em coautoria com Adrianus David Michel Sleegers  (Utrecht University), apresenta um estudo que visa investigar a distribui&ccedil;&atilde;o  vertical e ecologia de ep&iacute;fitas vasculares. No total, 476  ep&iacute;fitas foram amostradas e distribu&iacute;das  em 60 esp&eacute;cies e 19 fam&iacute;lias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&quot;Samambaias e  lic&oacute;fitas do munic&iacute;pio de Caxias, Maranh&atilde;o, Brasil&quot; &eacute; o sexto t&iacute;tulo deste  sum&aacute;rio, cuja autoria &eacute; de Rozijane Santos Fernandes (Museu Paraense Em&iacute;lio  Goledi), Gon&ccedil;alo Mendes da Concei&ccedil;&atilde;o (Universidade Estadual do Maranh&atilde;o),  Jeferson Miranda Costa (Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do  Par&aacute;) e Eliete Lima de Paula-Z&aacute;rate (Universidade Federal da Para&iacute;ba). O s&eacute;timo  artigo &eacute; de Fl&aacute;vio Fran&ccedil;a (Universidade Estadual de Feira de Santana), e  informa sobre a lectotipifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cie brasileira de <i>Vitex </i>Tour. ex L. (Lamiaceae).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O trabalho final &eacute; a Nota de Pesquisa intitulada &quot;On a poorly known Amazonian ant-plant association: <i>Myrcia  madida </i>McVaugh (Myrtaceae) and <i>Myrcidrisepicharis </i>Ward (Hymenoptera: Formicidae: Pseudomyrmecinae)&quot;,  de autoria de Leandro Valle Ferreira  (Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi) e Heraldo  Luis de Vasconcelos (Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia), que descreve  a rela&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica entre a formiga <i>Myrcidris epicharis </i>Ward e a planta amaz&ocirc;nica <i>Myrcia madida </i>McVaugh  (Myrtaceae).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Encerramos o volume 5 do <b>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio  Goeldi. Ci&ecirc;ncias Naturais, </b>como tradicionalmente fazemos, agradecendo  nominalmente aos pesquisadores que cederam uma parcela de seu tempo emitindo pareceres para auxiliar os Editores na revis&atilde;o dos  artigos. A vitalidade do peri&oacute;dico reside na qualidade desse di&aacute;logo.</font></p>      ]]></body>
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