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<publisher-name><![CDATA[Instituto Evandro Chagas. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S2176-62232011000400009</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sustentabilidade socioambiental da extração de janaúba (Himatanthus Willd. Ex schult.) no Município de Alcântara, Estado do Maranhão, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social and environmental sustainability of the harvesting process of frangipani (Himatanthus Willd. Ex Schult.) in the Municipality of Alcântara, Maranhão State, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus Botucatu Doutorando em Agronomia (Horticultura) ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão Doutor em Biologia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO DE TESE E DISSERTA&Ccedil;&Atilde;O | SUMMARY OF THESIS AND DISSERTATION | RESUMEN DE TESIS Y DISERTACI&Oacute;N</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Sustentabilidade socioambiental da extra&ccedil;&atilde;o de jana&uacute;ba (<i>Himatanthus </i>Willd. Ex schult.) no Munic&iacute;pio de Alc&acirc;ntara, Estado do Maranh&atilde;o, Brasil<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Social and environmental sustainability of the harvesting process of frangipani (<i>Himatanthus </i>Willd. Ex Schult.) in the Municipality of Alc&acirc;ntara, Maranh&atilde;o State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Sostenibilidad socio-ambiental de la extracci&oacute;n de frangipani (<i>Himatanthus </i>Willd. Ex schult.) en el Municipio de Alc&acirc;ntara, Estado de Maranh&atilde;o, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Jairo Fernando Pereira Linhares<sup>I</sup>; Claudio Urbano Bittencourt Pinheiro<sup>II</sup></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">  <sup>I</sup><i>Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho, Campus Botucatu, Botucatu, S&atilde;o Paulo, Brasil</i>    <br> <sup>II</sup><i>Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranh&atilde;o, S&atilde;o Luis, Maranh&atilde;o, Brasil</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">    <br> Correspondence    <br> Direcci&oacute;n para correspondencia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O:</b> Jana&uacute;ba &eacute; o nome popular mais conhecido usado para as esp&eacute;cies do g&ecirc;nero <i>Himatanthus </i>que ocorrem no Estado do Maranh&atilde;o. Possui um amplo espectro de usos que vai desde o tratamento de inflama&ccedil;&otilde;es uterinas, gastrite, uso veterin&aacute;rio, fortificante, complemento alimentar, at&eacute; tratamento de c&acirc;ncer, etc. O l&aacute;tex da planta &eacute; muito utilizado e conhecido regionalmente como &quot;leite de jana&uacute;ba&quot;. No Munic&iacute;pio de Alc&acirc;ntara a extra&ccedil;&atilde;o de l&aacute;tex de jana&uacute;ba &eacute; tradicionalmente realizada em popula&ccedil;&otilde;es naturais de ecossistemas florestais, e representa fonte de renda complementar para parte da popula&ccedil;&atilde;o rural.    <br>   <b>OBJETIVO: </b>O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a sustentabilidade da  explora&ccedil;&atilde;o atual da jana&uacute;ba em suas dimens&otilde;es ecol&oacute;gica, social e econ&ocirc;mica no Munic&iacute;pio de Alc&acirc;ntara. Mais especificamente, procurou-se: 1) Identificar botanicamente as duas etnoesp&eacute;cies de jana&uacute;ba, a vermelha e a branca que ocorrem nas &aacute;reas estudadas; 2) Caracterizar os ambientes de ocorr&ecirc;ncia e sua flora acompanhante; 3) Caracterizar o sistema de explora&ccedil;&atilde;o atual de l&aacute;tex de jana&uacute;ba em seus aspectos t&eacute;cnicos, operacionais e econ&ocirc;micos, em especial a(s) t&eacute;cnica(s) empregada(s) na extra&ccedil;&atilde;o do l&aacute;tex; 4) Estimar a produtividade de l&aacute;tex de jana&uacute;ba nos seus v&aacute;rios ambientes de ocorr&ecirc;ncia, empregando a t&eacute;cnica de extra&ccedil;&atilde;o mais usual (esponja e &aacute;gua); 5) gerar indicador de qualidade microbiol&oacute;gica do produto extra&iacute;do em sistema de extra&ccedil;&atilde;o tradicional, empregando metodologia padr&atilde;o para an&aacute;lise de alimentos, utilizando os  microorganismos indicadores (coliformes<i>, Escherichia coli, </i>enterobact&eacute;rias, enterococos, <i>Staphylococcus aureus</i>)<i>; </i>6) Identificar os tensores ambientais existentes sobre as popula&ccedil;&otilde;es de jana&uacute;ba; 7) Estimar os custos de produ&ccedil;&atilde;o da extra&ccedil;&atilde;o de l&aacute;tex; 8) Avaliar as potencialidades das esp&eacute;cies como recurso natural regional.    <br>   <b>METODOLOGIA: </b>A metodologia consistiu de v&aacute;rias etapas: forma&ccedil;&atilde;o de um banco de dados para o munic&iacute;pio; caracteriza&ccedil;&atilde;o das unidades de paisagem e tipologias vegetacionais de ocorr&ecirc;ncia de <i>Himatanthus; </i>an&aacute;lise fitossociol&oacute;gica para determina&ccedil;&atilde;o de flora acompanhante; aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio etnobot&acirc;nico para caracteriza&ccedil;&atilde;o do informante e do sistema de extra&ccedil;&atilde;o de l&aacute;tex; extra&ccedil;&atilde;o experimental nas &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia; estimativa dos custos de produ&ccedil;&atilde;o; an&aacute;lise microbiol&oacute;gica.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>RESULTADOS: </b>A jana&uacute;ba  vermelha e a jana&uacute;ba branca tiveram suas identidades bot&acirc;nicas esclarecidas como <i>Himatanthus drasticus </i>(Mart.) Plumel e <i>Himatanthus obovatus </i>(M&uuml;ll Arg) Woodson, respectivamente. Ocorrem predominantemente em terra firme, mas tamb&eacute;m em &aacute;reas inund&aacute;veis, como as v&aacute;rzeas de restinga. A principal tipologia vegetacional &eacute; a mata secund&aacute;ria. A flora acompanhante do g&ecirc;nero &eacute; composta por bacuri (<i>Platonia insignis </i>Mart.), tucum (<i>Astrocaryum vulgare </i>Mart.) e a murta verdadeira (<i>Myrcia selloi </i>(Spreng.) N. Silveira). O l&aacute;tex &eacute; obtido geralmente de &aacute;rvores com espessuras entre 64 e 68 cm. A produtividade nas &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia est&aacute; mais diretamente relacionada &agrave; quantidade de &aacute;rvores em fase  produtiva do que propriamente ao porte das mesmas. As &aacute;rvores produzem em m&eacute;dia  0,73 L na esta&ccedil;&atilde;o seca. O modo como &eacute; extra&iacute;do tradicionalmente o l&aacute;tex  torna o produto aparentemente suscet&iacute;vel &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica. Os ro&ccedil;ados e a sobre explora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os principais tensores ambientais da jana&uacute;ba. O sistema de extra&ccedil;&atilde;o apresentou rentabilidade positiva, muito embora, se o extrativista quisesse receber o valor correspondente &agrave; di&aacute;ria praticada na regi&atilde;o, teria que extrair aproximadamente 29 L de l&aacute;tex no dia, o que torna a atividade declinante e economicamente invi&aacute;vel a m&eacute;dio e longo prazo.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>Conclui-se, portanto, que medidas de manejo devem ser definidas e implementadas para controle da sobre explora&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, prote&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia,  melhoria do sistema de produ&ccedil;&atilde;o, tornando-o mais rent&aacute;vel e seguro, do ponto de vista ambiental e da sa&uacute;de p&uacute;blica. Para que essas medidas possam ser desenvolvidas, &eacute; necess&aacute;rio o atendimento de quest&otilde;es referentes a: n&uacute;mero efetivo de extrativistas em atividade; levantamento do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos de jana&uacute;ba em fase produtiva nas popula&ccedil;&otilde;es regionais; determina&ccedil;&atilde;o de intervalo  padr&atilde;o entre as extra&ccedil;&otilde;es; avalia&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos utilizados tradicionalmente, com determina&ccedil;&atilde;o daquele que menos exp&otilde;e o produto a fontes de contamina&ccedil;&atilde;o; est&iacute;mulo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o de extrativistas; efetiva fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos  &oacute;rg&atilde;os ambientais; e, por &uacute;ltimo, defini&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica de garantia de pre&ccedil;o m&iacute;nimo para o produto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Palavras-chave: </b>Plantas Medicinais; <i>Himatanthus; </i>Etnobot&acirc;nica; Desenvolvimento Sustent&aacute;vel; Conserva&ccedil;&atilde;o de Recursos Naturais; L&aacute;tex.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><font size="3">Apoio financeiro:</font> </b>Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco" id="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rpas/v2n3/seta.gif" border="0"></a></b></font><font size="2" face="verdana"><b>Correspond&ecirc;ncia/Correspond&ecirc;ncia /Correspondence:</b>    <br>   Jairo Fernando Pereira Linhares    <br>   Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Campus  Botucatu, Fazenda  Experimental Lageado,    <br>   rua Jos&eacute; Barbosa de   Barros,  1780,    <br>   CEP: 18610-307    <br>   Botucatu-S&atilde;o Paulo- Brasil    <br>   E-mail: <a href="mailto:jairoivini29@yahoo.com.br">jairoivini29@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em / Received / Recibido en: 10/6/2012    <br> Aceito em / Accepted / Aceito en: 8/8/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Resumo de disserta&ccedil;&atilde;o apresentada ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o  em Sustentabilidade  de Ecossistemas da Universidade Federal do Maranh&atilde;o, sob a orienta&ccedil;&atilde;o do Prof. Dr. Claudio Urbano Bittencourt  Pinheiro, para obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Mestre em Sustentabilidade de Ecossistemas, em 4 de abril de 2010. S&atilde;o Luis, Maranh&atilde;o, Brasil.</font></p> <script type="text/javascript"> var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www."); document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E"));   </script>   <script type="text/javascript"> try { var pageTracker = _gat._getTracker("UA-7885746-4"); pageTracker._setDomainName("none"); pageTracker._setAllowLinker(true); pageTracker._trackPageview(); } catch(err) {}</script>     ]]></body>
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