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<journal-title><![CDATA[Revista Paraense de Medicina]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos da exposição perinatal à aguardente sobre o córtex cerebral de ratos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Biomédico e estagiário do LIKA- UFPE  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Doutorando em Ciências Biológicas - CCB - UFPE Professor Titular de Patologia ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Mestre em Anatomia Patológica - CCS - UFPE  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Doutor em Nutrição Professor Adjunto do departamento de Biologia - UFRPE ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: This paper evaluated the effects of ethanol in the body and brain weights of litters from matrix were submitted to ethanol exposition. Also were study vessels density, elastic and collagen fibers distribution; glycosaminoglycan expression and micronucleus number in the visual cortex of rats in two groups: control group (CG) and aguardente group (AG). The ponderal study of animals in three periods 3rd (P3), 25th (P25) and 40th (P40) days of life was perffomed. The brain was submitted to histological routine and histochemistry. In the morphometric study was evaluated the average of vessels number into cortex. RESULTS: The results indicate that the body weight shown differeces in P3, P25 and P40 period between to experimental groups. The AG had lower brain weight when compared to CG. There was higher expression of glycosaminoglycan and irregular distribution on PAS+ cells in cortical layer in AG. Also AG group plays a significant increase of vessels density and micronuceus number. CONCLUSION: The ethanol aguardente shown the deleterious effects into visual cortex structures during perinatal period.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Córtex cerebral]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Efeitos da exposi&ccedil;&atilde;o perinatal    &agrave; aguardente sobre o c&oacute;rtex cerebral de ratos<sup><a href="#nota"><font size="3">1</font></a><font size="3"></font></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Ethanol exposition in the perinatal to aguardente    into rats cerebral cortex<a href="#nota"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Bruno Pires Ferreira e Silva<sup>I</sup>;    Mario Ribeiro de Melo-J&uacute;nior<sup>II</sup>; Jorge Luiz Silva Araujo-Filho<sup>III</sup>;    Vasco Jos&eacute; Ramos Malta Patus<sup>IV</sup>; Carmelita Bezerra de Lima    Cavalanti<sup>V</sup>; Nicodemos Teles de Pontes-Filho<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Biom&eacute;dico e estagi&aacute;rio    do LIKA- UFPE    <br>   <sup>II</sup>Professor Titular de Patologia &#8211; ASCES, Doutorando em Ci&ecirc;ncias    Biol&oacute;gicas &#8211; CCB &#8211; UFPE    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Mestre em Anatomia Patol&oacute;gica &#8211; CCS &#8211; UFPE    <br>   <sup>IV</sup>Mestrando em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas &#8211; CCB &#8211;    UFPE    <br>   <sup>V</sup>Mestre em Bioqu&iacute;mica &#8211; CCB &#8211; UFPE    <br>   <sup>VI</sup>Professor Adjunto do departamento de Biologia - UFRPE, Doutor em    Nutri&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b><i>OBJETIVO:</i></b><i> avaliar os efeitos    da aguardente sobre o peso corporal e encef&aacute;lico dos filhotes, densidade    de vasos, distribui&ccedil;&atilde;o de fibras el&aacute;sticas e col&aacute;geno,    express&atilde;o de glicosaminoglicanos e o n&uacute;mero m&eacute;dio de micron&uacute;cleos    no c&oacute;rtex visual de ratos.    <br>   <b>M&Egrave;TODO:</b> os animais foram separados em dois grupos: grupo controle    (GC) e grupo aguardente (GA). A avalia&ccedil;&atilde;o ponderal dos animais    deu-se no 3<sup>o</sup> (P3), 25<sup>o</sup> (P25) e no 40<sup>o</sup> (P40)    dia de vida. Os cortes foram submetidos &agrave; rotina histol&oacute;gica e    t&eacute;cnicas de marca&ccedil;&atilde;o. No estudo morfom&eacute;trico foi    avaliado o n&uacute;mero m&eacute;dio de vasos no c&oacute;rtex.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>RESULTADOS:</b> os resultados indicam que os pesos corporais apresentaram    diferen&ccedil;a ao nascimento 3<sup>o</sup> no 25<sup>o</sup> e 40<sup>o</sup>    dias em rela&ccedil;&atilde;o ao GC. O peso encef&aacute;lico diminuiu no GA    em rela&ccedil;&atilde;o ao GC. Observou-se uma maior express&atilde;o de glicosaminoglicanos    no GA, e distribui&ccedil;&atilde;o irregular das c&eacute;lulas PAS+ nas camadas    corticais.. O n&uacute;mero de micron&uacute;cleos no GA tamb&eacute;m apresentou    um significativo aumento em rela&ccedil;&atilde;o ao GC, O GA apresentou significativo    aumento na densidade de vasos.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> a aguardente revelou efeitos delet&eacute;rios sobre    a estrutura do c&oacute;rtex visual durante o per&iacute;odo perinatal.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores:</b> C&oacute;rtex cerebral, etanol,    micron&uacute;cleo.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> This paper evaluated the effects    of ethanol in the body and brain weights of litters from matrix were submitted    to ethanol exposition. Also were study vessels density, elastic and collagen    fibers distribution; glycosaminoglycan expression and micronucleus number in    the visual cortex of rats in two groups: control group (CG) and aguardente group    (AG). The ponderal study of animals in three periods 3<sup>rd</sup> (P3), 25<sup>th</sup> (P25) and    40<sup>th</sup> (P40) days of life was perffomed. The brain was submitted to histological    routine and histochemistry. In the morphometric study was evaluated the average    of vessels number into cortex.    <br>   <b>RESULTS:</b> The results indicate that the body weight shown differeces in    P3, P25 and P40 period between to experimental groups. The AG had lower brain    weight when compared to CG. There was higher expression of glycosaminoglycan    and irregular distribution on PAS+ cells in cortical layer in AG. Also AG group    plays a significant increase of vessels density and micronuceus number.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> The ethanol aguardente shown the deleterious effects into    visual cortex structures during perinatal period.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> cerebral c&oacute;rtex, ethanol,    micronucleous.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O consumo de &aacute;lcool constitui um problema    social em todo o mundo, devido a seus efeitos delet&eacute;rios sobre o organismo    humano e principalmente no sistema nervoso. Evid&ecirc;ncias cl&iacute;nicas    e experimentais<sup>1</sup> demonstraram diferentes efeitos do &aacute;lcool sobre a estrutura    e a fun&ccedil;&atilde;o neural<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O etanol &eacute; uma neurotoxina que altera    as propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas das membranas plasm&aacute;ticas    afetando a embriog&ecirc;nese, a migra&ccedil;&atilde;o celular e a diferencia&ccedil;&atilde;o    celular. A exposi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal ao etanol afeta o desenvolvimento    de v&aacute;rios sistemas, incluindo o sistema m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico,    cardiovascular e o sistema nervoso central (SNC). O sistema nervoso central    &eacute;, no entanto mais suscept&iacute;vel &agrave; toxicidade pelo etanol,    que afeta v&aacute;rios componentes celulares e histoqu&iacute;micos cruciais    ao desenvolvimento cerebral, o qual &eacute; manifestado depois de um longo    tempo na prole, cujos resultados s&atilde;o mostrados como malforma&ccedil;&otilde;es    craniofaciais, bem como altera&ccedil;&otilde;es na morfologia e fun&ccedil;&atilde;o    do SNC<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Shibley e colaboradores<sup>4</sup> afirmam que tanto em    humanos quanto animais a teratogenicidade do etanol resulta de efeitos diretos    e indiretos. Para eles, os efeitos diretos s&atilde;o causados pela intera&ccedil;&atilde;o    do etanol com a c&eacute;lula fetal; e os indiretos podem ser definidos como    qualquer perturba&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento fetal resultante da exposi&ccedil;&atilde;o,    exclu&iacute;da a intera&ccedil;&atilde;o etanol-c&eacute;lula. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A forma&ccedil;&atilde;o da rede neuronal funcional    no sistema nervoso em desenvolvimento &eacute; dependente de tr&ecirc;s mecanismos,    os quais mostraram-se suscept&iacute;veis &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o ao    etanol. Estes s&atilde;o: aquisi&ccedil;&atilde;o celular,migra&ccedil;&atilde;o    celular e matura&ccedil;&atilde;o celular. A aquisi&ccedil;&atilde;o celular    pode ser diminu&iacute;da ou por defeito na prolifera&ccedil;&atilde;o ou por    um aumento na dele&ccedil;&atilde;o celular, al&eacute;m disso, a exposi&ccedil;&atilde;o    ao etanol durante o desenvolvimento diminui a velocidade com que os ax&ocirc;nios    em certas partes do SNC adquirem mielina. Essa diminui&ccedil;&atilde;o parece    ser relatada como uma altera&ccedil;&atilde;o na fun&ccedil;&atilde;o dos oligodendr&oacute;citos    e n&atilde;o como uma aberra&ccedil;&atilde;o no tamanho ou no n&uacute;mero    dos ax&ocirc;nios<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Costa &amp; Guizzeti<sup>5</sup>, a exposi&ccedil;&atilde;o    ao etanol durante o desenvolvimento causa uma severa morte neuronal por apoptose    no hipocampo e no c&oacute;rtex cerebral. An&aacute;lises ultraestruturais em    diferentes regi&otilde;es do c&eacute;rebro de animais expostos ao etanol durante    o desenvolvimento revelam decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de sinapses por    unidade de &aacute;rea do tecido cerebral, e an&aacute;lises morfom&eacute;tricas    dos neur&ocirc;nios hipocampais (in vitro), mostraram que a exposi&ccedil;&atilde;o    ao etanol diminui o n&uacute;mero de sinapses por dendrito. A exposi&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;-natal ao etanol inibe o tamanho da &aacute;rvore dendr&iacute;tica    e diminui o n&uacute;mero e as ramifica&ccedil;&otilde;es dos dendritos em v&aacute;rias    &aacute;reas cerebrais de roedores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m da disfun&ccedil;&atilde;o do sistema    nervoso central, o espectro do efeito teratog&ecirc;nico do &aacute;lcool inclui    desde a defici&ecirc;ncia de crescimento e anormalidades craniofaciais at&eacute;    patologias &oacute;rg&atilde;o-espec&iacute;ficas. O conjunto de todos esses    dist&uacute;rbios &eacute; denominado S&iacute;ndrome do Alcoolismo Fetal (FAS),    a qual foi descrita por Jones &amp; Smith<sup>6</sup> e que representa a mais severa express&atilde;o    das malforma&ccedil;&otilde;es fetais relacionadas ao uso abusivo do &aacute;lcool.    As caracter&iacute;sticas fenot&iacute;picas determinadas pela FAS: micrognatia,    assimetria auricular, encurtamento da ponte nasal, l&aacute;bio superior fino    (<a href="#fig1">Figura 1</a>) s&atilde;o mais evidentes dos 4 aos 14 anos,    podendo tornar-se menos distintas ou desaparecerem na adolesc&ecirc;ncia e vida    adulta<sup>7</sup>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Avaliar os efeitos da exposi&ccedil;&atilde;o    cr&ocirc;nica &agrave; aguardente sobre a citoarquitetura do c&oacute;rtex visual    de ratos durante o desenvolvimento perinatal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Animais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizaram-se 20 ratos machos jovens (40 dias)    provenientes do acasalamento de f&ecirc;meas adultas sem parentesco (matrizes    com 120 dias de vida e peso m&eacute;dio de 235 g).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os animais utilizados foram da linhagem Wistar    e oriundos da col&ocirc;nia do Biot&eacute;rio do Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o    do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de/UFPE. Durante o trabalho foram mantidos    em ambiente com ciclo claro-escuro de 12 horas (luminosidade entre 6:00 e 18:00    horas), com temperatura de 23&plusmn;1 oC e com oferta de &aacute;gua filtrada    <i>ad libitum</i> durante todo o experimento. O protocolo experimental desenvolvido    no presente trabalho foi submetido e aprovado pela Comiss&atilde;o de &eacute;tica    em experimenta&ccedil;&atilde;o animal (CCB _ UFPE _ of&iacute;cio 119/2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o acasalamento foram colocados em cada gaiola    3 f&ecirc;meas e 1 macho. A prenhez era confirmada pela identifica&ccedil;&atilde;o    de c&eacute;lulas descamativas, muco gestacional e espermatoz&oacute;ides ao    exame microsc&oacute;pio da secre&ccedil;&atilde;o vaginal dilu&iacute;da em    solu&ccedil;&atilde;o salina morna. No terceiro dia ap&oacute;s o parto executou-se    a sexagem excluindo-se as f&ecirc;meas devido &agrave; conhecida influ&ecirc;ncia    dos horm&ocirc;nios sexuais femininos no metabolismo do &aacute;lcool<sup>8</sup>. Os filhotes    machos de cada grupo experimental, gerados por diferentes matrizes foram misturadas    entre si e mantidos em ninhadas de 4 a 6 animais. Estes procedimentos foram    adotados no intuito de eliminar a forma&ccedil;&atilde;o de grupos contendo    apenas filhotes irm&atilde;os e de uma &uacute;nica m&atilde;e, excluindo-se    a possibilidade dos resultados serem influenciados pela susceptibilidade individual.    A padroniza&ccedil;&atilde;o do tamanho da ninhada teve como objetivo eliminar    a desnutri&ccedil;&atilde;o induzida por grandes ninhadas durante a lacta&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Grupos experimentais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quando confirmada a prenhez, as matrizes foram    separadas de acordo com o protocolo experimental, no m&aacute;ximo 2 por gaiola,    e ali mantidas at&eacute; o 18<sup>o</sup> dia de gesta&ccedil;&atilde;o. A partir deste    per&iacute;odo foram transferidas para gaiolas individuais at&eacute; o final    do aleitamento (25 dias de vida dos filhotes).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os filhotes das matrizes assim tratadas originaram    os 2 grupos desse trabalho: Grupo controle (GC), constitu&iacute;do por ratos    alimentados com dieta de manuten&ccedil;&atilde;o do biot&eacute;rio, LABINA<sup>&#174;</sup>,    desde o acasalamento das m&atilde;es at&eacute; a idade experimental (40 dias)    e Grupo aguardente (GA), constitu&iacute;do por ratos sob efeito indireto da    aguardente (3g.kg<sup>-1</sup>.dia<sup>-1</sup>) desde a gesta&ccedil;&atilde;o at&eacute; a idade    experimental (40 dias). Ap&oacute;s o desmame foram mantidos com a dieta padr&atilde;o    at&eacute; o diada perfus&atilde;o (40 dias). Administra&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria    de &aacute;gua filtrada ou de aguardente por gavagem (t&eacute;cnica de administra&ccedil;&atilde;o    intrag&aacute;strica atrav&eacute;s de c&acirc;nula orog&aacute;strica). A gavagem    foi executada sempre entre as 7:00 e 9:00 horas da manh&atilde;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise do peso corporal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os animais foram pesados em tr&ecirc;s per&iacute;odos    distintos: P3 &#8211; per&iacute;odo referente ao 3<sup>o</sup> dia ap&oacute;s o nascimento,    P25, referente ao 25<sup>o</sup> dia de vida (final da lacta&ccedil;&atilde;o) e P40 &#8211;    aos 40 dias de vida, utilizando-se balan&ccedil;a eletr&ocirc;nica (Marte, modelo    S000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Perfus&atilde;o e microtomia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos 40 dias de vida os filhotes foram pesados    e anestesiados, por via intraperitoneal, com solu&ccedil;&atilde;o aquosa contendo    uma mistura de Uretana a 10&#37; (1g/ Kg) e Cloralose a 0,4&#37; (40 mg/Kg) de acordo    com o peso corporal. Para execu&ccedil;&atilde;o da perfus&atilde;o procedeu-se    ampla abertura do t&oacute;rax para exposi&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o.    Ap&oacute;s a inje&ccedil;&atilde;o 0,1ml de heparina (Liquemine<sup>&#174;</sup>) no ventr&iacute;culo    esquerdo para evitar a coagula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea, introduziu-se    na mesma regi&atilde;o uma c&acirc;nula de polietileno (por onde foram injetadas    as solu&ccedil;&otilde;es de perfus&atilde;o) e concomitantemente fez-se a abertura    do &aacute;trio direito. Desta forma, tanto o sangue quanto as solu&ccedil;&otilde;es    de perfus&atilde;o eram eliminadas por aquela abertura. Ap&oacute;s o bloqueio    da art&eacute;ria aorta abdominal com uma pin&ccedil;a hemost&aacute;tica procedeu-se    a perfus&atilde;o com aux&iacute;lio de um compressor com press&atilde;o regulada    em torno de 90/mmHg. Para a remo&ccedil;&atilde;o do sangue e manuten&ccedil;&atilde;o    da integridade tecidual injetou-se atrav&eacute;s da c&acirc;nula um volume    em torno de 300ml de formalde&iacute;do a 10%, dilu&iacute;do em salina a 0,9%,    controlando-se a fixa&ccedil;&atilde;o do tecido pelo volume inoculado e a rigidez    da cabe&ccedil;a e dos membros superiores, a microtomia foi realizada sempre    entre 12 e 24 horas ap&oacute;s a perfus&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No momento anterior a microtomia, o enc&eacute;falo    foi dividido em tr&ecirc;s partes, mediante 2 cortes coronais (<a href="#fig2">Figura    2</a>), utilizando-se navalha para microtomia e uma lupa estereosc&oacute;pica    com ocular milim&eacute;trica (Olympus, modelo TGHM), obtendo-se tr&ecirc;s    fragmentos que foram denominados: posterior, m&eacute;dio e anterior.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fragmento posterior correspondia &agrave; regi&atilde;o    encef&aacute;lica posterior, indo da por&ccedil;&atilde;o voltada para lambda    e para o cerebelo at&eacute; 5,5mm em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o    anterior do c&eacute;rebro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fragmento m&eacute;dio iniciava-se no bordo    da superf&iacute;cie de corte voltada para o fragmento posterior indo at&eacute;    outra superf&iacute;cie de corte distante 4,5mm, tamb&eacute;m voltada para    a parte anterior do enc&eacute;falo. Finalmente, o fragmento anterior era constitu&iacute;do    pelo segmento iniciado no bordo da superf&iacute;cie de corte voltada para o    fragmento m&eacute;dio e contendo o restante do enc&eacute;falo anterior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse procedimento foi adotado para obten&ccedil;&atilde;o    de cortes histol&oacute;gicos coronais seriados do c&oacute;rtex posterior (fragmento    posterior) correspondente &agrave; &aacute;rea visual (<a href="#fig3">Figura    3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise do peso encef&aacute;lico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a perfus&atilde;o realizou-se a abertura    da caixa craniana, o enc&eacute;falo foi retirado excluindo-se o bulbo olfat&oacute;rio,    nervos cranianos e cerebelo, sendo pesado empregando-se a balan&ccedil;a anal&iacute;tica    (Zeiss, modelo Sartorius).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Procedimento histoqu&iacute;mico e morfometria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fragmentos de c&eacute;rebro selecionados    foram incubados num per&iacute;odo m&iacute;nimo de 48 horas em formalina 10&#37;    tamponada e em seguida emblocados em parafina. A partir disto, foram obtidos    cortes histol&oacute;gicos com 4 &#181;m de espessura atrav&eacute;s de micr&oacute;tomo    horizontal Yamato Koki (Japan) e montados em l&acirc;minas histol&oacute;gicas    albuminizadas. Os cortes obtidos foram previamente expostos &agrave; rotina    histol&oacute;gica e submetidos a diferentes t&eacute;cnicas de marca&ccedil;&atilde;o:    Hematoxilina-Eosina (HE), para observa&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas    histol&oacute;gicas gerais; e Tricr&ocirc;mico de Masson (TM), &Aacute;cido    Peri&oacute;dico de Schiff (PAS), Van Gienson (VG) e Feulgen (F) que mapearam,    respectivamente, a deposi&ccedil;&atilde;o de col&aacute;geno, a express&atilde;o    de glicosaminoglicanos (RUBIN; FARBER, 1999)<sup>10</sup>, fibras el&aacute;sticas    e an&aacute;lise de micron&uacute;cleos. Todos os protocolos experimentais foram    desenvolvidos segundo Spicer<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios utilizados na sele&ccedil;&atilde;o    das l&acirc;minas para as an&aacute;lises histol&oacute;gicas foram a integridade    do corte, a boa marca&ccedil;&atilde;o com os respectivos corantes, e o reconhecimento    dos limites do c&oacute;rtex, que foi realizado atrav&eacute;s de compara&ccedil;&atilde;o    com um atlas estereot&aacute;xico<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a verifica&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o    de glicosaminoglicanos, foi realizada uma compara&ccedil;&atilde;o quantitativa    das c&eacute;lulas PAS+ nos dois grupos experimentais estudados, analisando-se    10 campos (com magnifica&ccedil;&atilde;o de 400X por campo, distribu&iacute;dos    aleatoriamente por todo o c&oacute;rtex e sem distin&ccedil;&atilde;o dos hemisf&eacute;rios    cerebrais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a avalia&ccedil;&atilde;o da densidade de    micron&uacute;cleos, foram analisados, para cada prepara&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica,    cinco campos (400X por campo) distribu&iacute;dos aleatoriamente por todo o    c&oacute;rtex e sem distin&ccedil;&atilde;o dos hemisf&eacute;rios cerebrais.    Em cada campo foram analisados 10 neur&ocirc;nios e por fim feito uma m&eacute;dia    de micron&uacute;cleos por campo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A densidade m&eacute;dia dos vasos nos cortes    histol&oacute;gicos foi analisada utilizando-se prepara&ccedil;&otilde;es histol&oacute;gicas    coradas com HE (Hematoxilina &#8211; Eosina). Para cada prepara&ccedil;&atilde;o,    foram analisados 10 campos (com aumento de 400X por campo, distribu&iacute;dos    aleatoriamente por todo o c&oacute;rtex e sem distin&ccedil;&atilde;o dos hemisf&eacute;rios    cerebrais) e obtida uma m&eacute;dia a partir destes<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica foi    utilizado o teste de t Student. Em todos os casos, considerou-se como n&iacute;vel    de signific&acirc;ncia para rejei&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;tese nula um    valor de P&lt;0,05, atrav&eacute;s do programa Prisma 3.0.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos em rela&ccedil;&atilde;o    aos efeitos do tratamento com aguardente no per&iacute;odo gestacional (P3),    no final do per&iacute;odo de amamenta&ccedil;&atilde;o (P25) e no dia do sacrif&iacute;cio    (P40) revelaram diminui&ccedil;&atilde;o significativa do peso corporal dos    animais tratados em rela&ccedil;&atilde;o aos animais controle (<a href="#fig4">Figuras    4</a>, <a href="#fig5">5</a> e <a href="#fig6">6</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig6"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise dos pesos m&eacute;dios encef&aacute;licos    aos 40 dias de vida (P40) demonstrou que houve diferen&ccedil;a significativa    (p&lt;0,05) entre o grupo experimental e controle (<a href="#fig7">Figura 7</a>).</font></p>     <p><a name="fig7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a metodologia, n&atilde;o foram    observados dep&oacute;sitos de fibras de col&aacute;geno e/ou de fibras el&aacute;sticas    no grupo tratado com aguardente e nem no grupo controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de    c&eacute;lulas PAS+, foram observadas diferen&ccedil;as significativas entre    os 2 grupos atrav&eacute;s de an&aacute;lise quantitativa. O grupo GA apresentou    um maior n&uacute;mero de c&eacute;lulas PAS+, distribu&iacute;das aleatoriamente    por todo o c&oacute;rtex visual, com exce&ccedil;&atilde;o da camada molecular,    apresentando uma maior concentra&ccedil;&atilde;o nas camadas inferiores (<a href="#fig8">Figura    8</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise comparativa da densidade dos    vasos demonstrou uma diferen&ccedil;a significativa quando comparados os grupos    GC e GA (<a href="#fig9">Figura 9</a>).</font></p>     <p><a name="fig9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f9.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se diferen&ccedil;a estat&iacute;stica    entre os grupos GC e GA em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero m&eacute;dio    de micron&uacute;cleos das c&eacute;lulas da neur&oacute;pila. O grupo experimental    apresentou uma maior quantidade de micron&uacute;cleos (<a href="#fig10">Figuras    10</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a02f10.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos mecanismos de toxidade indireta do etanol    sobre o c&eacute;rebro &eacute; decorrente de sua a&ccedil;&atilde;o sobreos    vasos sangu&iacute;neos. A circula&ccedil;&atilde;o placent&aacute;ria e a circula&ccedil;&atilde;o    cerebral fetal s&atilde;o meios de transporte fundamentais para o fornecimento    de subst&acirc;ncias essenciais ao desenvolvimento e matura&ccedil;&atilde;o    do SNC<sup>4</sup>. Portanto, qualquer condi&ccedil;&atilde;o fisiopatol&oacute;gica que    venha a interferir na perfus&atilde;o sangu&iacute;nea cerebral comprometer&aacute;    o amadurecimento deste &oacute;rg&atilde;o<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Altera&ccedil;&otilde;es do transporte de nutrientes    pela placenta t&ecirc;m sido descritas ap&oacute;s o uso cr&ocirc;nico de etanol,    assim como altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas da placenta. O peso    da placenta pode estar aumentado ou diminu&iacute;do, e foram relatados trombos    intervilosos e vilite n&atilde;o espec&iacute;fica. Estes achados podem estar    envolvidos na etiologia do retardo do crescimento fetal e podem explicar o agravamento    do desenvolvimento fetal na presen&ccedil;a de desnutri&ccedil;&atilde;o materna,    onde a m&atilde;e j&aacute; apresenta defici&ecirc;ncia s&eacute;rica de nutrientes<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos, em rela&ccedil;&atilde;o    aos efeitos do tratamento com aguardente durante a gesta&ccedil;&atilde;o (P3),    indica que houve interfer&ecirc;ncia do tratamento no peso corporal. Observou-se    concord&acirc;ncia dos nossos resultados com aqueles obtidos por Abel e Hanningan<sup>15</sup>,    onde os animais que receberam aguardente apresentaram peso menor que os tratados    com &aacute;gua. Este resultado leva-nos a supor que a diminui&ccedil;&atilde;o    do peso em (P3) foi ocasionado pelos efeitos indiretos do &aacute;lcool<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Modifica&ccedil;&otilde;es no transporte placent&aacute;rio    de nutrientes, bem como altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas da placenta    descritas ap&oacute;s o uso cr&ocirc;nico de &aacute;lcool, explicado por uma    diminui&ccedil;&atilde;o geral do fluxo sangu&iacute;neo placent&aacute;rio    e umbilical e hip&oacute;xia, podem estar envolvidos na etiologia do retardo    do crescimento fetal<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto da nutri&ccedil;&atilde;o materna,    alguns pesquisadores<sup>16,17</sup> enfatizam a anorexia como importante fator de desnutri&ccedil;&atilde;o.    No presente trabalho, foi verificado que durante a gesta&ccedil;&atilde;o algumas    matrizes demonstravam irritabilidade no momento da gavagem para administra&ccedil;&atilde;o    de aguardente, al&eacute;m de apresentarem sinais de embriaguez e demora na    recupera&ccedil;&atilde;o desta. Tais condi&ccedil;&otilde;es, em intensidade    vari&aacute;vel entre as gestantes, retardaram a procura pelo alimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quando foram analisados os pesos nos per&iacute;odos    P25 e P40 tamb&eacute;m se observou diminui&ccedil;&atilde;o do peso dos animais    tratados com aguardente em rela&ccedil;&atilde;o ao controle. Estudos feitos    por Abel<sup>18</sup> no que se refere a animais tratados com etanol n&atilde;o apresentou    diferen&ccedil;a ponderal no dia do desmame (P25) em animais expostos &agrave;    mesma dose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Silva<sup>2</sup>, no per&iacute;odo de abstin&ecirc;ncia    m&atilde;es e filhotes apresentaram maior necessidade cal&oacute;rica,devido    &agrave; supress&atilde;o das calorias derivadas do &aacute;lcool; essa exig&ecirc;ncia    induz um aumento na procura do alimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o    do peso nos animais tratados com aguardente visto em nosso trabalho, sup&otilde;e-se    que devido &agrave; aguardente ser formada por diferentes &aacute;lcoois, e    principalmente por ser ado&ccedil;ada artificialmente, daria um suporte cal&oacute;rico    maior aos lactantes fazendo com que a procura pelo leite materno fosse menos    freq&uuml;ente, ao contr&aacute;rio do etanol que fornece calorias vazias<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; a&ccedil;&atilde;o do &aacute;lcool    na massa encef&aacute;lica, estudos experimentais feitos por Woozniak<sup>19</sup> utilizando    etanol, demonstraram haver grande perda celular em algumas regi&otilde;es cerebrais.    Para Costa e Guizzetti<sup>5</sup>, quando o etanol &eacute; administrado durante o terceiro    trimestre de gravidez em humanos e durante as duas primeiras semanas p&oacute;s-natal    em ratos, o efeito mais not&aacute;vel &eacute; a microcefalia, observada em    80% dos casos de S&iacute;ndrome do Alcoolismo Fetal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Miller &amp; Potempa<sup>20</sup>, em trabalho semelhante    ao nosso e referindo-se &agrave; presen&ccedil;a desta caracter&iacute;stica    em animais com noventa dias de idade , a microcefalia seria decorrente da redu&ccedil;&atilde;o    da quantidade e do volume dos neur&ocirc;nios e dos componentes da neur&oacute;pila.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos recentes feitos por Wozniak<sup>19,21</sup> afirmam    que essa exposi&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria ao etanol ocasiona uma extensa    onda de neurodegenera&ccedil;&atilde;o por apoptose em diferentes regi&otilde;es    do c&eacute;rebro de ratos em desenvolvimento, sendo esta a causa principal    da redu&ccedil;&atilde;o na massa cerebral e conseq&uuml;entemente seu peso.    Estes estudos corroboram os achados deste trabalho, no qual houve uma diminui&ccedil;&atilde;o    no peso cerebral de ratos expostos a aguardente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da diferen&ccedil;a significativa na densidade    m&eacute;dia dos vasos sangu&iacute;neos no c&oacute;rtex visual dos ratos tratados    em rela&ccedil;&atilde;o aos controles observada no nosso trabalho n&atilde;o    encontramos na literatura trabalhos que pudessem comprovar esse fato.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos semelhantes a este, relacionados a outros    &oacute;rg&atilde;os<sup>22,23</sup> demonstraram aumento no n&uacute;mero de vasos ap&oacute;s    a exposi&ccedil;&atilde;o ao etanol e sugeriram serem decorrentes de angiog&ecirc;nese.    Ao nosso ver, no nosso experimento o aumento da densidade vascular pode ser    justificado pela miniaturiza&ccedil;&atilde;o (empacotamento) do c&eacute;rebro<sup>24</sup>.    Esse efeito, que &eacute; determinado pela redu&ccedil;&atilde;o dos componentes    celulares da neur&oacute;pila faz com que os vasos aglutinem-se dando falsa    impress&atilde;o de maior n&uacute;mero.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos<sup>22</sup>, demonstram que o etanol tem    a capacidade de depositar col&aacute;geno em diversos tecidos e &oacute;rg&atilde;os.    No entanto, de acordo com a nossa metodologia n&atilde;o foi observado dep&oacute;sitos    de fibras col&aacute;genas ou el&aacute;sticas em animais tratados com aguardente,    inclusive no controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &aacute;lcool pode ter alterado a distribui&ccedil;&atilde;o    das fibras de col&aacute;geno e el&aacute;sticas, todavia, nossa t&eacute;cnica    de marca&ccedil;&atilde;o para essas fibras restringiu-se a an&aacute;lise por    microscopia &oacute;ptica, como no tecido cerebral a quantidade dessas &eacute;    normalmente muito pequena, n&atilde;o foi poss&iacute;vel detect&aacute;-las;    sendo poss&iacute;vel, talvez, a sua observa&ccedil;&atilde;o utilizando-se    a microscopia eletr&ocirc;nica ou outras t&eacute;cnicas mais espec&iacute;ficas    de imunohistoqu&iacute;mica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para Nishimura<sup>25</sup> os glicosaminoglicanos t&ecirc;m    um papel importante na media&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es entre    c&eacute;lulas durante o desenvolvimento do (SNC), entretanto, mucopolissacar&iacute;deos    e oligossacar&iacute;deos foram detectados em dep&oacute;sitos no c&eacute;rebro    de pessoas idosas e em pacientes com S&iacute;ndrome de Down e Alzheimer, indicando    processo degenerativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O termo degenera&ccedil;&atilde;o indica les&otilde;es    revers&iacute;veis decorrentes de altera&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas    que resultam em ac&uacute;mulo de subst&acirc;ncias no interior das c&eacute;lulas    e essa degenera&ccedil;&atilde;o &eacute; agrupada de acordo com a natureza    da subst&acirc;ncia acumulada. A deposi&ccedil;&atilde;o aumentada de carboidratos    nas c&eacute;lulas se deve a defici&ecirc;ncia de enzimas respons&aacute;veis    por sua metaboliza&ccedil;&atilde;o; as glicogenoses e as mucopolissacaridoses    s&atilde;o os principais exemplos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, al&eacute;m das disfun&ccedil;&otilde;es    morfol&oacute;gicas resultantes da ingest&atilde;o de aguardente, pode ocorrer    uma s&eacute;rie de dist&uacute;rbios bioqu&iacute;micos que geram ac&uacute;mulo    de subst&acirc;ncias indicadoras de estresse celular dentre elas a presen&ccedil;a    de glicosaminoglicanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Champe e Harvey<sup>26</sup>, as glicosaminoglicanas    (GAGs) &#8211; uma classe de compostos antigamente denominados mucopolissacar&iacute;deos    &#8211; estabilizam e suportam os componentes celulares e fibrosos do tecido    &#8211; j&aacute; que geralmente se associam a proteoglicanos formando grandes    complexos na matriz extracelular e por vezes a prote&iacute;nas fibrosas da    matriz, como o col&aacute;geno. O &aacute;cido hialur&ocirc;nico &eacute; o    principal componente dos glicosaminoglicanos e &eacute; encontrado abundantemente    nos tecidos embrion&aacute;rios conferindo &agrave; subst&acirc;ncia fundamental    maior fluidez, favorecendo a migra&ccedil;&atilde;o celular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito ao n&uacute;mero das c&eacute;lulas    PAS+ no grupo experimental de nosso trabalho, houve concord&acirc;ncia com estudos    feitos no c&eacute;rebro de ratos submetidos &agrave; aguardente nos per&iacute;odos    pr&eacute; e p&oacute;s-natal<sup>27</sup>. Houve um aumento no n&uacute;mero das c&eacute;lulas,    bem como uma desorganiza&ccedil;&atilde;o destas c&eacute;lulas na neur&oacute;pila.    A observa&ccedil;&atilde;o feita quanto ao posicionamento das c&eacute;lulas    PAS+ s&atilde;o sugestivas quanto ao efeito da aguardente em P40. A distribui&ccedil;&atilde;o    aleat&oacute;ria por todo oc&oacute;rtex, exceto na camada molecular, bem como    uma maior concentra&ccedil;&atilde;o nas camadas inferiores indica que no per&iacute;odo    de migra&ccedil;&atilde;o a a&ccedil;&atilde;o da aguardente no desenvolvimento    da neur&oacute;pila foi mais acentuada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste trabalho, a presen&ccedil;a acentuada de    micron&uacute;cleos nas c&eacute;lulas dos animais do grupo experimental demonstra    uma poss&iacute;vel neurotoxicidade da aguardente sobre as c&eacute;lulas do    c&oacute;rtex cerebral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As exposi&ccedil;&otilde;es ambientais podem    ser ocasionais ou devido a um ac&uacute;mulo seq&uuml;encial de diversos agentes    que podem, por sua vez, promover efeitos interativos acentuando ou inibindo    a mutagenicidade. Desse modo, a an&aacute;lise de micron&uacute;cleos em c&eacute;lulas    esfoliadas da mucosa bucal, bexiga, ureter, c&eacute;rvice uterina e es&ocirc;fago    permite identificar danos genot&oacute;xicos nos tecidos que s&atilde;o alvos    espec&iacute;ficos de certos carcin&oacute;genos, identificando est&aacute;gios    pr&eacute;-cl&iacute;nicos no desenvolvimento de neoplasias<sup>28</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O consumo de bebida alco&oacute;lica &eacute;    conhecido como carcin&oacute;geno humano, estando envolvido no aumento do risco    de c&acirc;ncer no trato gastrintestinal; a forma&ccedil;&atilde;o do acetalde&iacute;do    como metab&oacute;lito do etanol &eacute; o principal agente causador de c&acirc;ncer,    estando relacionado com o dano genot&oacute;xico e conseq&uuml;entemente um    aumento no n&uacute;mero de micron&uacute;cleos em linf&oacute;citos humanos<sup>29</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &aacute;lcool &eacute; um dos agentes qu&iacute;micos    relacionados a danos cromoss&ocirc;micos. O micron&uacute;cleo &eacute; um n&uacute;cleo    adicional e separado do n&uacute;cleo principal de uma c&eacute;lula, formado    durante a divis&atilde;o celular por cromossomos ou fragmentos de cromossomos    que se atrasam em rela&ccedil;&atilde;o aos demais. Resulta de altera&ccedil;&otilde;es    estruturais cromoss&ocirc;micas espont&acirc;neas ou experimentalmente induzidas<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O micron&uacute;cleo cont&eacute;m material gen&eacute;tico    que foi perdido do genoma durante a mitose e ocorrem antes de qualquer mudan&ccedil;a    histopatol&oacute;gica pr&eacute;-neopl&aacute;sica tornar-se evidente<sup>30</sup>. A    presen&ccedil;a de micron&uacute;cleos aumentada devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o    alco&oacute;lica &eacute; reportada em linf&oacute;citos perif&eacute;ricos    de alcoolistas, em eritr&oacute;citos de medula &oacute;ssea, c&eacute;lulas    esfoliadas da l&iacute;ngua, sugerindo ent&atilde;o, ser um forte agente potencializador    no desencadeamento de les&otilde;es cromoss&ocirc;micas<sup>31</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Reis e colaboradores<sup>31</sup>, trabalhando com alcoolistas    e utilizando-se tamb&eacute;m da colora&ccedil;&atilde;o de Feulgen para contagem    de micron&uacute;cleos, observaram um aumento estatisticamente significativo    da freq&uuml;&ecirc;ncia de micron&uacute;cleos em c&eacute;lulas esfoliadas    do bordo lateral da l&iacute;ngua (local mais prevalente de c&acirc;ncer bucal)    no grupo de indiv&iacute;duos expostos ao etanol em rela&ccedil;&atilde;o ao    grupo controle (p&lt;0,01), comprovando assim o efeito genot&oacute;xico do    etanol.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os ratos jovens submetidos indiretamente &agrave;    a&ccedil;&atilde;o da aguardente durante o desenvolvimento peri-natal apresentam:    redu&ccedil;&atilde;o de peso corporal ao nascer, no desmame e aos 40 dias de    vida; redu&ccedil;&atilde;o de peso encef&aacute;lico; altera&ccedil;&atilde;o    na citoarquitetura com presen&ccedil;a de ectopia e heterotopia; diferen&ccedil;a    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; densidade de vascular quando comparado ao    grupo controle; maior n&uacute;mero de c&eacute;lulas PAS+ quando comparada    com o controle; distribui&ccedil;&atilde;o irregular das c&eacute;lulas PAS+    nas v&aacute;rias camadas corticais, aumento no n&uacute;mero de micron&uacute;cleos    quando comparado com o grupo controle.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. GUEDES RCA, FRADE SF. Effect of ethanol on    cortical speading depression, <i>Brazilian Med. Biol. Res</i>.26: 1241-1244,    1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. SILVA VA. Ambiente e desenvolvimento: efeitos    do &aacute;lcool et&iacute;lico e da desnutri&ccedil;&atilde;o. <i>Mundo e vida</i>.    2(1), 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. &Ouml;ZER E, SARIOGLU S, G&Uuml;RE A. Effects    of prenatal exposure on neuronal migration, neuronogenesis and brain myelination    in the mice brain. <i>Clin. Neuropath</i>..19: 121-25, 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. SHIBLEY IA, McINTYRE TA, PENNINGTON SN. Experimental    models used to measure direct and indirect ethanol teratogenicity. <i>Alcohol    and Alcoholism</i>. 34: 125-140, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. COSTA LG, GUIZZETTI M. 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Cortical and    caudate spreading depression as na indicator of neural changes induced by early    malnutrition in rats. <i>Activitas Nervosa Superior</i>. 19:130-131, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. RUBIN, E.; FARBER, J. Cell injury. IN: RUBIN,    E.; FARBER, J. (Eds.) Pathology. Lippincott, PA, p. 13, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. SPICER SS. Histochemistry in pathologic diagnosis.    New York: Dekker. 1041p, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12 PAXINOS G, WATSON C. The rat brain in stereotaxic    <i>coordinates</i>. 4. ed. Calif&oacute;rnia: Academic Press, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. PONTES-FILHO NT. Morfometria e histoqu&iacute;mica    do c&oacute;rtex cerebral de ratos jovens submetidos ao &aacute;lcool e a desnutri&ccedil;&atilde;o.    58p., Tese de Doutorado. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Nutri&ccedil;&atilde;o,    Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o- CCS, Univer. Fed. de Pernambuco, 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. PHILLIPS DE, KRUEGER SK, WALL KA, SMOYER-DEARING    LH, SIKORA AK. The development of the blood-brain barrier in alcohol-exposed    rats. <i>Alcohol</i>. 14: 333-343, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. ABEL EL, HANNIGAN JN. Risc factors pathogenesis.    In:SPOOHR, H. L.; STEINHAUSEN, H. A. <i>Alcohol, Pregnancy and Developing child</i>,    Cambridge University Press, Cambridge. p..63-75, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. PALENCIA G, TEIXEIRA F, ORTIZ A, PEREZ R,    RIOS C, SOTELO J. Detrimental effects of malnutrition on the damage induced    by alcoholism: A study of animal models that simulate chronic alcoholism and    malnutrition of large human groups. <i>J. Stud. 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PEDRA-FIXE MG. <i>Estudo morfom&eacute;trico    do c&oacute;rtex cerebral de ratos expostos &agrave; aguardente e a desnutri&ccedil;&atilde;o    nos per&iacute;odos pr&eacute; e p&oacute;s-natal</i>. Recife: UFPE, (Monografia    de conclus&atilde;o de curso- Biomedicina &#8211; Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas    da Universidade Federal de Pernambuco), 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. RAMIREZ A. An&aacute;lise de C&eacute;lulas    Metanucleadas de Alco&oacute;licos Portadores de Carcinomas Orais, 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. BROOKS PJ, THERUVATHU JA. DNA adducts from    acetaldehyde: implications for alcohol-related carcinogenesis. <i>Alcohol</i>.    35: 187-193, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. BLOCHING M, HOFMANN A, LAUTENSCHLAGER C,    BERGHAUS A, GRUNMT T. 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<body><![CDATA[<br>   Prof. Dr. Nicodemos Teles de Pontes-Filho    <br>   Laborat&oacute;rio de Imunopatologia Keizo Asami, LIKA, Setor de Patologia,    Universidade Federal de Pernambuco UFPE. Av. Prof. Morais R&ecirc;go s/n, Campus    Universit&aacute;rio, CEP 50670-910.    <br>   e-mail: <a href="mailto:ntpf@ig.com.br%20">ntpf@ig.com.br</a></font> </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 03.01.2006    <br>   Aprovado em 30.03.2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo"><sup>1</sup></a>Trabalho  realizado no Laborat&oacute;rio de Imunopatologia Keizo Asami &#8211; LIKA da  Universidade Federal de Pernambuco - UFPE</font>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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