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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Importância do pré-natal na prevenção da Sífilis Congênita]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: study the relationship between antenatal care and the occurrency of congenital syphilis. METHODS: the research was done at Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará by epidemiologic analisis of mothers that had newborns with congenital syphilis in the period of january to august of 1999. RESULTS: maternal syphilis diagnosis coming from congenital syphilis was done in 46 cases. In 58.7% of mothers who had syphilis in the pregnancy realized complete antenatal care, and in 19.6% the prenatal was done but incomplete; only 21,7% of the mothers did not realized antenatal care. And only in 5 mothers the VDRL was repeated more than one time. CONCLUSION: it is necessary to improve antenatal care to prevent congenital syphilis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Import&acirc;ncia do pr&eacute;-natal na preven&ccedil;&atilde;o    da S&iacute;filis Cong&ecirc;nita<sup><a href="#endereco"><font size="3">1</font></a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">The importance of prenatal    care in the prevention of Congenital Syphilis</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Eliete da Cunha Araujo<sup>I</sup>; Kelly de Souza Gama    Costa<sup>II</sup>; Rafaela de Souza e Silva<sup>II</sup>; Val&eacute;ria Nascimento da Gama Azevedo<sup>III</sup>;    F&aacute;bio Andr&eacute; Souto Lima<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Professora da Disciplina de Pediatria da Universidade    Federal do Par&aacute;    <br>   <sup>II</sup>Alunas do Curso de Medicina da Universidade Federal do Par&aacute;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Professores das Disciplinas de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia da Universidade    Federal do Par&aacute;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspod&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>OBJETIVO:</i></b><i> analisar a rela&ccedil;&atilde;o    entre a assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal e a ocorr&ecirc;ncia de casos de    s&iacute;filis cong&ecirc;nita.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> atrav&eacute;s da sele&ccedil;&atilde;o de pu&eacute;rperas    com VDRL positivo e/ou epidemiologia sugestiva de s&iacute;filis e RN com VDRL    positivo e/ou sintomatologia sugestiva de s&iacute;filis cong&ecirc;nita, realizou-se    uma an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica por meio de um question&aacute;rio    detalhado com a m&atilde;e com a finalidade de se obter dados sobre o pr&eacute;-natal:    se fez ou n&atilde;o pr&eacute;natal, se fez, a quantas consultas compareceu,    verificou-se se foi pesquisada s&iacute;filis no pr&eacute;-natal, se o VDRL    foi repetido e quantas vezes.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> foram estudados 46 casos de rec&eacute;m-nascidos (RN) com    diagn&oacute;stico confirmado de s&iacute;filis cong&ecirc;nita com VDRL positivo    e confirmado com FTA-Abs. Das 46 m&atilde;es com diagn&oacute;stico de s&iacute;filis,    36 (78,3%) tiveram acesso &agrave; assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal; sendo    que 27 (58,7%) com 5 consultas ou mais e 9 (19,6%) com menos de 5 consultas;    10 (21,7%) n&atilde;o realizaram pr&eacute;-natal. Das 36 m&atilde;es que realizaram    pr&eacute;-natal, somente 20 (55,6%) realizaram o VDRL, e destas, 15 realizaram    o teste apenas uma vez. Apenas em 5 m&atilde;es o VDRL foi repetido mais de    uma vez durante o pr&eacute;-natal. E das 13 m&atilde;es com VDRL positivo que    tiveram acesso completo ao pr&eacute;-natal, 5 receberam tratamento inadequado    e uma n&atilde;o recebeu tratamento.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> concluiu-se que &eacute; necess&aacute;rio melhorar    a qualidade da assist&ecirc;ncia m&eacute;dica pr&eacute;-natal em nosso meio    visando a preven&ccedil;&atilde;o da s&iacute;filis cong&ecirc;nita.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores:</b> pr&eacute;-natal, s&iacute;filis    cong&ecirc;nita</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> study the relationship between    antenatal care and the occurrency of congenital syphilis.    <br>   <b>METHODS:</b> the research was done at Funda&ccedil;&atilde;o Santa Casa de    Miseric&oacute;rdia do Par&aacute; by epidemiologic analisis of mothers that    had newborns with congenital syphilis in the period of january to august of    1999.    <br>   <b>RESULTS:</b> maternal syphilis diagnosis coming from congenital syphilis    was done in 46 cases. In 58.7% of mothers who had syphilis in the pregnancy    realized complete antenatal care, and in 19.6% the prenatal was done but incomplete;    only 21,7% of the mothers did not realized antenatal care. And only in 5 mothers    the VDRL was repeated more than one time.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> it is necessary to improve antenatal care to prevent congenital    syphilis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> antenatal care, congenital    syphilis</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A s&iacute;filis cong&ecirc;nita (SC), apesar    de ser uma doen&ccedil;a   pass&iacute;vel de preven&ccedil;&atilde;o, vem ocupando um lugar de   destaque no mundo todo, particularmente em pa&iacute;ses em   desenvolvimento.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A falta de acesso &agrave; assist&ecirc;ncia    pr&eacute;-natal &eacute;   considerada como um dos principais fatores   respons&aacute;veis pela persist&ecirc;ncia dos elevados &iacute;ndices de   s&iacute;filis cong&ecirc;nita.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos Estados Unidos, o n&uacute;mero de casos    de SC   tem aumentado recentemente, fato atribu&iacute;do as falhas   nos cuidados do pr&eacute;-natal, &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus    HIV e   ao uso de drogas. Entre os pa&iacute;ses em desenvolvimento,   pesquisas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, revelaram   uma incid&ecirc;ncia de s&iacute;filis na gesta&ccedil;&atilde;o de 10 a 15%    no   ano 1991.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, durante o per&iacute;odo de 1987 a    1994,   foram notificados apenas 2949 casos de SC, sendo o   maior n&uacute;mero no estado de S&atilde;o Paulo. Todavia,   sabendo-se que a sub-notifica&ccedil;&atilde;o &eacute; &oacute;bvia, a Secretaria   de Sa&uacute;de deste estado estimou, para o ano de 1994,   aproximadamente 130 mil poss&iacute;veis novos casos de   SC.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Estado do Par&aacute;, entre 1990 a 1996,    foram   notificados apenas 151 casos de SC. Entretanto, em   um estudo realizado no Hospital da Funda&ccedil;&atilde;o Santa   Casa do Par&aacute;, no per&iacute;odo de maio a setembro de 1996,   a incid&ecirc;ncia de s&iacute;filis cong&ecirc;nita foi de 9,1%. Estima-se   que na maternidade deste hospital, no per&iacute;odo de 1990   a 1996, tenham nascido 39 mil crian&ccedil;as, o que levaria   a notifica&ccedil;&atilde;o de 3630 casos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o do uso    da penicilina, em 1943,   a SC apresentou uma diminui&ccedil;&atilde;o progressiva, atingindo   n&iacute;veis pouco significativos. Entretanto, nos &uacute;ltimos   anos tem sido observado um recrudescimento desta doen&ccedil;a, tanto em paises    sub-desenvolvidos quanto nos   desenvolvidos.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Acredita-se que os principais fatores que estariam   relacionados ao aumento dos casos de SC seriam:   relaxamento das medidas preventivas por parte das   autoridades de sa&uacute;de e agentes de sa&uacute;de; a precocidade   e promiscuidade sexual; aumento de n&uacute;mero de m&atilde;es   solteiras e adolescentes; automedica&ccedil;&atilde;o;   desconhecimento por parte da popula&ccedil;&atilde;o sobre a   gravidade da doen&ccedil;a; AIDS; uso de drogas; e a falta ou   inadequa&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta-se ainda o aumento da incid&ecirc;ncia    das   formas latentes de s&iacute;filis e que mudan&ccedil;as no curso   cl&iacute;nico da doen&ccedil;a vem ocorrendo devido o uso de   antibi&oacute;ticos em doses insuficientes devido a   automedica&ccedil;&atilde;o ou prescri&ccedil;&atilde;o incorreta.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A medida mais eficaz para preven&ccedil;&atilde;o    da SC   consiste na realiza&ccedil;&atilde;o do rastreamento da s&iacute;filis durante   o pr&eacute;-natal, atrav&eacute;s do teste de VDRL que deve ser   realizado o mais precoce poss&iacute;vel, e depois deve ser   repetido por volta da 28&ordf; e da 38&ordf; semanas de gesta&ccedil;&atilde;o.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O VDRL &eacute; um teste n&atilde;o trepon&ecirc;mico    que tem   como base o ant&iacute;geno cardiolipina, apresentando pouca   especificidade, alta sensibilidade, baixo custo e r&aacute;pida   negativa&ccedil;&atilde;o em resposta ao tratamento sendo, portanto,   o ideal para o rastreamento da s&iacute;filis e para o controle   de cura.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transmiss&atilde;o vertical da s&iacute;filis    pode se dar em   qualquer per&iacute;odo da gravidez. Admite-se que o risco   de transmiss&atilde;o fetal ocorra entre 30 e 100% dos casos   dependendo do est&aacute;gio da doen&ccedil;a materna. Quanto mais   recente for a infec&ccedil;&atilde;o e maior for a espiroquetemia   maior ser&aacute; o risco de contamina&ccedil;&atilde;o fetal.<sup>8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A s&iacute;filis materna n&atilde;o tratada pode    determinar o   abortamento espont&acirc;neo, parto prematuro, baixo peso   ao nascer, &oacute;bito fetal, &oacute;bito neonatal e as les&otilde;es e   complica&ccedil;&otilde;es da s&iacute;filis cong&ecirc;nita.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pelo fato da s&iacute;filis cong&ecirc;nita ser    uma doen&ccedil;a   facilmente preven&iacute;vel, que apresenta um rastreamento   de baixo custo, com a identifica&ccedil;&atilde;o da s&iacute;filis materna   no pr&eacute;-natal, objetivou-se neste estudo procurar   identificar as causas ou falhas que condicionam alta   incid&ecirc;ncia de s&iacute;filis cong&ecirc;nita.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a assist&ecirc;ncia    pr&eacute;-natal e   a ocorr&ecirc;ncia de casos de s&iacute;filis cong&ecirc;nita.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa foi realizada atrav&eacute;s da   identifica&ccedil;&atilde;o de pu&eacute;rperas com antecedentes de s&iacute;filis   e/ou com VDRL positivo atendidas na enfermaria de   puerp&eacute;rio da Maternidade da Funda&ccedil;&atilde;o Santa Casa do Par&aacute;    e pela identifica&ccedil;&atilde;o de rec&eacute;m-nascidos com VDRL   positivo confirmado com FTA-Abs e/ou com   sintomatologia sugestiva de s&iacute;filis cong&ecirc;nita (icter&iacute;cia,   hepato-esplenomegalia e/ou p&ecirc;nfigo palmo-plantar)   examinados no alojamento conjunto ou no ber&ccedil;&aacute;rio do   setor de neonatologia desta maternidade. Trabalho   aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do   Hospital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudaram-se os casos ocorridos no per&iacute;odo    de janeiro a agosto de 1999. Ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o, os rec&eacute;m-nascidos    foram inclu&iacute;dos na pesquisa com a autoriza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es,    que foram informadas sobre os objetivos da pesquisa e assinavam termo de consentimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se uma an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica    atrav&eacute;s   de um question&aacute;rio detalhado com a finalidade de se   obter os seguintes dados: idade materna (at&eacute; 19 anos x   20 anos ou mais); escolaridade (analfabetas, 1&ordm; grau,   2&ordm; grau e 3&ordm; grau); estado civil (solteiras e casadas);   n&uacute;mero de parceiros sexuais durante a gravidez (at&eacute; 1   ou 2 ou mais); sorologia para HIV (positiva ou   negativa); cuidados de pr&eacute;-natal (se fez ou n&atilde;o o pr&eacute;natal,   se fez, quantas consultas realizou: at&eacute; 4 ou 5 ou   mais); se foi pedido o VDRL, se foi, quantas vezes foi   repetido (nenhuma, 1 ou 2 ou mais); se o diagn&oacute;stico   de s&iacute;filis foi feito na gravidez pesquisou-se se ela foi   tratada ou n&atilde;o, se foi, se o tratamento foi ou n&atilde;o   adequado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para an&aacute;lise dos resultados utilizou-se    o teste   exato de Fisher e o teste do Qui-quadrado (x<sup>2</sup>). Em   ambos os testes o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia escolhido foi   p&lt;0.05, sendo assinalado com um asterisco(*) as   diferen&ccedil;as estatisticamente significantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t6.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/1a08t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como a s&iacute;filis &eacute; facilmente diagnosticada    pelo   VDRL e, com efic&aacute;cia tratada pela penicilina, a n&atilde;o   realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal &eacute; considerada como um dos   principais fatores respons&aacute;veis pelos casos de s&iacute;filis   cong&ecirc;nita.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal    de forma incompleta   ou inadequada, seja pelo in&iacute;cio tardio ou por falta de   comparecimento &agrave;s consultas tamb&eacute;m representa   importante fator para explicar diversos casos de s&iacute;filis   cong&ecirc;nita.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a adolesc&ecirc;ncia seja considerada   importante fator de risco para aquisi&ccedil;&atilde;o das Doen&ccedil;as   Sexualmente Transmiss&iacute;veis (DST) incluindo a s&iacute;filis,   apenas 26% das m&atilde;es deste estudo eram adolescentes.   Esse dado foi semelhante ao encontrado no Estado do   Rio de Janeiro no per&iacute;odo de 1995 a 1997, quando foi   verificado que 30% das m&atilde;es dos RNs com s&iacute;filis eram   adolescentes.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No mesmo hospital onde foi realizada esta   pesquisa, Araujo (1999)<sup>4</sup> verificou que 15,2% das m&atilde;es   de RNs com s&iacute;filis tinham menos de 20 anos,   observando-se um aumento da preval&ecirc;ncia de s&iacute;filis em   adolescentes em nosso meio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico    est&aacute; associado &agrave;   baixa escolaridade, esta, por sua vez, est&aacute; relacionada   &agrave; falta de conhecimento sobre DST e a import&acirc;ncia dos   cuidados do pr&eacute;-natal.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo foi observado que a maioria das    m&atilde;es (67,4%) possu&iacute;am o 1<sup>o</sup> grau incompleto o que ajudaria a explicar    parte dos casos de s&iacute;filis cong&ecirc;nita em m&atilde;es que por conta    do baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e por desinforma&ccedil;&atilde;o,    n&atilde;o realizaram o pr&eacute;-natal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente trabalho, verificou-se que 78,3%    das   m&atilde;es eram casadas e 87% tiveram rela&ccedil;&atilde;o sexual apenas   com 1 parceiro na gravidez, o que sugere prov&aacute;vel   contamina&ccedil;&atilde;o da mulher por seu parceiro prom&iacute;scuo.   De maneira oposta, em um estudo americano, Mascola   et al (1984)<sup>13</sup> verificaram que 66% de m&atilde;es com s&iacute;filis   eram solteiras, o que sugere um comportamento sexual   e/ou epidemiol&oacute;gico de contamina&ccedil;&atilde;o bem diferentes   entre esses dois estudos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observaram-se que 78,3% das m&atilde;es deste    estudo realizaram o pr&eacute;-natal, sendo 58,7% de maneira completa e 19,6%    de forma incompleta. Estes dados foram semelhantes aos apresentados por Araujo    em 1999, quando foi verificado que 63,5% de m&atilde;es cujos RNs tiveram s&iacute;filis    cong&ecirc;nita, haviam realizado pr&eacute;-natal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esses dados apontam para falhas na assist&ecirc;ncia   pr&eacute;-natal. O pr&eacute;-natal inadequado impede a realiza&ccedil;&atilde;o   da rotina para o diagn&oacute;stico da s&iacute;filis e sua interven&ccedil;&atilde;o   precoce.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A falta de realiza&ccedil;&atilde;o de exames    para o diagn&oacute;stico   da s&iacute;filis; dificuldade em reconhecer os sinais da doen&ccedil;a   na m&atilde;e; falhas na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados de testes   sorol&oacute;gicos e falhas ou aus&ecirc;ncia de tratamento da m&atilde;e   e/ou do parceiro s&atilde;o fatores relacionados ao pr&eacute;-natal   inadequado.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de preconiza    que para o rastreamento da s&iacute;filis durante o pr&eacute;-natal deve ser    realizado pelo menos dois exames de VDRL na gravidez, sendo o primeiro na primeira    consulta que deveria ser realizada no 1&ordm; trimestre e outro VDRL no in&iacute;cio    do 3<sup>o</sup> trimestre.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo se verificou que das gestantes que    realizaram pr&eacute;-natal, apenas 55,6% fizeram o VDRL e somente 13,9% repetiram    o teste no 3<sup>o</sup> trimestre. O que demonstrou pouca import&acirc;ncia dada &agrave;    preven&ccedil;&atilde;o da s&iacute;filis cong&ecirc;nita, por desconhecimento,    ou principalmente por esquecimento da necessidade de rastrear a s&iacute;filis    durante o pr&eacute;-natal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho mostrou ainda que apenas 53,8%   das m&atilde;es que tiveram o diagn&oacute;stico da s&iacute;filis durante o   pr&eacute;-natal receberam tratamento adequado, dado este   que tamb&eacute;m mostrou a baixa qualidade da assist&ecirc;ncia   pr&eacute;-natal em nosso meio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em pa&iacute;ses em desenvolvimento, a s&iacute;filis    &eacute; uma   doen&ccedil;a comum, representando um s&eacute;rio problema de   sa&uacute;de p&uacute;blica.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da s&iacute;filis cong&ecirc;nita ser    uma doen&ccedil;a de   notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, n&atilde;o se conhece a sua exata   magnitude devido a subnotifica&ccedil;&atilde;o evidente.<sup>8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal estendida    a todas as   gr&aacute;vidas seria a maneira mais l&oacute;gica de se eliminar a   s&iacute;filis materna e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto isto n&atilde;o foi encontrado neste    trabalho   onde observou-se que 78,3% das m&atilde;es que tiveram   s&iacute;filis na gravidez tinham tido acesso ao servi&ccedil;o de   sa&uacute;de em algum momento da gravidez, quando poderia   ter sido feito o diagn&oacute;stico ou o tratamento adequado   ou ainda, ter sensibilizado essa m&atilde;e para comparecer a   todas as consultas do pr&eacute;-natal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, verificou-se a necessidade de maiores   esclarecimentos &agrave;s gr&aacute;vidas sobre a gravidade e o modo   de transmiss&atilde;o da s&iacute;filis e de suas conseq&uuml;&ecirc;ncias para   o concepto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">E, principalmente, a necessidade de divulga&ccedil;&atilde;o   dos dados deste trabalho para a classe m&eacute;dica que   realiza &agrave; assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal para se tentar reverter    os   erros observados nesta assist&ecirc;ncia que foram   respons&aacute;veis pela maioria dos casos de s&iacute;filis cong&ecirc;nita   estudados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. VALDERRAMA J; ZACARIAS F; MAZIN R. &#8211;    S&iacute;filis materna y s&iacute;filis cong&ecirc;nita em Am&eacute;rica Latina    um problema grave de soluci&oacute;n sencilla. <i>Rev Panam Salud Publica</i>.    2004; 16 (3): 211-217.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. MULLICK S; BRONTET N; HTUN Y; TEMMERMANN M;    NDOWA F. &#8211; Controlling congenital syphilis in the era of HIV/AIDS. <i>Bull    World Health Organ</i>. 2004; 82 (6): 431-432.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. PEELING RW; MABEY D; FITZGERALD DW; WATSON-JONES    D. - Avoiding HIV and dying of syphilis. <i>Lancet</i>. 2004; 364 (9445): 1561-1563.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. ARAUJO EC - S&iacute;filis cong&ecirc;nita:    Incid&ecirc;ncia em rec&eacute;m-nascidos. <i>Jornal de Pediatria</i>. 1999;    75 (2): 119-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. PEELING RW; YE H.- Diagnostic tools for preventing    and managing maternal and congenital syphilis: na overview.<i> Bull Word Health    Organ</i>. 2004; 82 (6(: 439-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. VALDERRAMA J; URGUIA BA; ORLICH G; HERNANDEZ    Y. - Maternal and congenital syphilis case definitions. <i>Epidemiol Bull</i>.    2005; 26 (1):12-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. JONES H; TAYLOR D; MONTGOMERY CA; REKART ML.    - Prenatal and congenital syphilis in British Columbia. <i>J Obstet Gynaecol</i>.    2005; 27 (5): 467-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Centro Nacional de Epidemiologia.    <i>Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica</i>. 3&ordf; Ed. Bras&iacute;lia,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de 1994. p. 309-14.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. SALVO AF - Controle serologico (VDRL) del    embarazo em prevencion de la s&iacute;filis cong&eacute;nita. Evaluc&iacute;on    de 3 a&ntilde;os. <i>Dermatologia</i>. 1994; 10 (3): 174-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Doen&ccedil;as Sexualmente Transmiss&iacute;veis    e AIDS. DST-<i>Boletim Epidemiol&oacute;gico</i>. 1997; III: 3-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. STARLING SP - Syphilis in infants and Young    children. <i>Pediatr Ann</i>. 1994; 23 (7): 334-340.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. ASKIN DF. - Intrauterine infections. <i>Neonatal    Netw</i>. 2004; 23 (5): 23-30.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. MASCOLA L, PELOSE R, BLOUNT JH, CATES Jr    W - Congenital Syphilis: Why it still occurring? <i>JAMA</i>. 1984; 252 (13):    1719-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. SCHIMID G; BROUTET N; BERNIS L; HAWKES S.    - The Lancet&#8217;s neonatal survival series. Elimination of congenital syphilis.    <i>Lancet</i>. 2005; 365 (9474): 1845-7.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rpm/v20n1/seta.gif" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   F&aacute;bio Andr&eacute; Souto Lima    <br>   Av. Braz de Aguiar, 365    <br>   Nazar&eacute; - Bel&eacute;m - Par&aacute;    <br>   CEP: 66035-000    <br>   e-mail: <a href="mailto:limasouto@ig.com.br">limasouto@ig.com.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Fone: 3224 9998 - Cel: 8809 0607</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 27.01.2006    <br>   Aprovado em 29.03.2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo"><sup>1</sup></a>Trabalho realizado    na Universidade Federal do Par&aacute; e Funda&ccedil;&atilde;o Santa Casa de    Miseric&oacute;rdia do Par&aacute;</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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