<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0101-5907</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Paraense de Medicina]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Para. Med.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0101-5907</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0101-59072006000200006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Analise ética dos urologistas no estado de São Paulo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ethical analysis of urologists in São Paulo's state]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Begliomini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto de Medicina Humanae Vitae Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<volume>20</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>29</fpage>
<lpage>33</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-59072006000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0101-59072006000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0101-59072006000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: análise ética dos urologistas no Estado de São Paulo. MÉTODO: pesquisa dos dados baseados em informações colhidas no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo CREMESP, durante os últimos 10 anos, de janeiro/1995 a março/2005. RESULTADOS: embora as denúncias contra médicos tenham aumentado 124,5% nesse período, as reclamações na área da Urologia não sofreram grandes variações, com uma média anual de 21, representando nesse período, apenas 0,88% do total das queixas no CREMESP e, bem abaixo da cirurgia plástica (3,3%), a quinta especialidade com maior número de reclamações. Das 213 reclamações recebidas, 50 (23,4%) transformaram-se em Processos Disciplinares. Entretanto, desses obtiveram-se 23 (46%) penalizações; 15 (30%) absolvições e 12 (24%) encontram-se em andamento. As principais causas de denúncias na área urológica são: negligência, imperícia e imprudência 14 (28%); publicidade médica 13 (26%); complicações cirúrgicas 7 (14%); honorários médicos 5 (10%); esterilização 4 (8%), entre outras. As modalidades de penalizações foram: advertência confidencial -7; censura confidencial -9; censura pública -3; suspensão do exercício profissional por 30 dias -3 e, suspensão definitiva do exercício profissional -1. CONCLUSÃO: a Urologia é uma especialidade com poucas reclamações no CREMESP, sendo a maioria delas arquivadas. Entretanto, os casos que se transformaram em Processos Disciplinares, têm grandes chances de penalizações (60,5%). Ao final do trabalho o autor conjectura sobre as possíveis causas dos urologistas terem poucas reclamações no CREMESP. É de se esperar que esses dados contribuam de forma igualmente preventiva, para que a Urologia e os urologistas tenham menores entraves éticos, o que trará maior prestígio e notoriedade à especialidade e aos especialistas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[PROPOSAL: ethical analysis of urologists in São Paulo&#8216;s State. METHOD: data researches based on information harvested in the Regional Council of Medicine of São Paulo&#8216;s State (Cremesp) during the last ten years, from janeiro/1995 to março/2005. RESULTS: although the accusations against doctor have increased 124,5% in this period, the complaints in the area of urology did not suffer great variations, with an annual average of 21, representing in this period just 0,88% from the total of the complaints in Cremesp, and very below the plastic surgery (3,3%), the fifth with the biggest number of complaints. Of the 213 received complaints, 50 (23,4%) were transformed in Discipline Processes. However, from this, was obtained 23 (46%) penalties; 15 (30%) acquittals and 12 (24%) meet themselves in process. the main accusations causes in the urological area are: negligence, inability and imprudence 14 (28%); medical publicity 13 (26%); surgical complications 7 (14%); medical remuneration 5 (10%); sterilization 4 (8%), among others. Penalties modalities were: confidential warning -7; confidential censorship -9; public censorship -3; suspension of the professional exercise for 30 days -3 and, definitive suspension of the professional exercise -1. CONCLUSION: Urology is a specialty with few complaints in Cremesp being most of them filed. However, the cases which were transformed in Discipline Processes, have great penalties chances (60,5%). At the end of the article the author conjecture about the possible causes of urology and of urologists have few complaints in Cremesp. It one wait that these data can equally contribute of preventive form, so that urology and urologists even have smaller ethical hindrances, what it will bring larger prestige and notoriety to the specialty and to the specialists.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Urologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[urologistas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ética]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[infrações éticas]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[urology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[urologists]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ethical]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ethical infractions]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Analise &eacute;tica dos urologistas no estado    de S&atilde;o Paulo<sup><a href="#nota"><font size="3">1</font></a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Ethical analysis of urologists in S&atilde;o    Paulo's state</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Helio Begliomini</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Chefe do grupo de endourologia do Servi&ccedil;o    de Urologia do Hospital do Servidor P&uacute;blico do Estado de S&atilde;o Paulo-HSPE-FMO;    urologista do Instituto de Medicina Humanae Vitae - IMUVI -; ex-presidente da    Comiss&atilde;o de &Eacute;tica M&eacute;dica e Defesa Profissional da Sociedade    Brasileira de Urologia (2004-2005)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>OBJETIVO:</i></b><i> an&aacute;lise &eacute;tica    dos urologistas no Estado de S&atilde;o Paulo.    <br>   <b>M&Eacute;TODO: </b>pesquisa dos dados baseados em informa&ccedil;&otilde;es    colhidas no Conselho Regional de Medicina do Estado de S&atilde;o Paulo CREMESP,    durante os &uacute;ltimos 10 anos, de janeiro/1995 a mar&ccedil;o/2005.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> embora as den&uacute;ncias contra m&eacute;dicos tenham aumentado    124,5% nesse per&iacute;odo, as reclama&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da    Urologia n&atilde;o sofreram grandes varia&ccedil;&otilde;es, com uma m&eacute;dia    anual de 21, representando nesse per&iacute;odo, apenas 0,88% do total das queixas    no CREMESP e, bem abaixo da cirurgia pl&aacute;stica (3,3%), a quinta especialidade    com maior n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es. Das 213 reclama&ccedil;&otilde;es    recebidas, 50 (23,4%) transformaram-se em Processos Disciplinares. Entretanto,    desses obtiveram-se 23 (46%) penaliza&ccedil;&otilde;es; 15 (30%) absolvi&ccedil;&otilde;es    e 12 (24%) encontram-se em andamento. As principais causas de den&uacute;ncias    na &aacute;rea urol&oacute;gica s&atilde;o: neglig&ecirc;ncia, imper&iacute;cia    e imprud&ecirc;ncia 14 (28%); publicidade m&eacute;dica 13 (26%); complica&ccedil;&otilde;es    cir&uacute;rgicas 7 (14%); honor&aacute;rios m&eacute;dicos 5 (10%); esteriliza&ccedil;&atilde;o    4 (8%), entre outras. As modalidades de penaliza&ccedil;&otilde;es foram: advert&ecirc;ncia    confidencial -7; censura confidencial -9; censura p&uacute;blica -3; suspens&atilde;o    do exerc&iacute;cio profissional por 30 dias -3 e, suspens&atilde;o definitiva    do exerc&iacute;cio profissional -1.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> a Urologia &eacute; uma especialidade com poucas reclama&ccedil;&otilde;es    no CREMESP, sendo a maioria delas arquivadas. Entretanto, os casos que se transformaram    em Processos Disciplinares, t&ecirc;m grandes chances de penaliza&ccedil;&otilde;es    (60,5%). Ao final do trabalho o autor conjectura sobre as poss&iacute;veis causas    dos urologistas terem poucas reclama&ccedil;&otilde;es no CREMESP. &Eacute;    de se esperar que esses dados contribuam de forma igualmente preventiva, para    que a Urologia e os urologistas tenham menores entraves &eacute;ticos, o que    trar&aacute; maior prest&iacute;gio e notoriedade &agrave; especialidade e aos    especialistas.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores:</b> Urologia, urologistas, &eacute;tica,    infra&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>PROPOSAL:</b> ethical analysis of urologists    in S&atilde;o Paulo&#8216;s State.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>METHOD:</b> data researches based on information harvested in the Regional    Council of Medicine of S&atilde;o Paulo&#8216;s State (Cremesp) during the last    ten years, from janeiro/1995 to mar&ccedil;o/2005.    <br><b>RESULTS:</b> although the    accusations against doctor have increased 124,5% in this period, the complaints    in the area of urology did not suffer great variations, with an annual average    of 21, representing in this period just 0,88% from the total of the complaints    in Cremesp, and very below the plastic surgery (3,3%), the fifth with the biggest    number of complaints. Of the 213 received complaints, 50 (23,4%) were transformed    in Discipline Processes. However, from this, was obtained 23 (46%) penalties;    15 (30%) acquittals and 12 (24%) meet themselves in process. the main accusations    causes in the urological area are: negligence, inability and imprudence 14 (28%);    medical publicity 13 (26%); surgical complications 7 (14%); medical remuneration    5 (10%); sterilization 4 (8%), among others. Penalties modalities were: confidential    warning -7; confidential censorship -9; public censorship -3; suspension of    the professional exercise for 30 days -3 and, definitive suspension of the professional    exercise -1.    <br><b>CONCLUSION:</b> Urology is a specialty with few complaints in    Cremesp being most of them filed. However, the cases which were transformed    in Discipline Processes, have great penalties chances (60,5%). At the end of    the article the author conjecture about the possible causes of urology and of    urologists have few complaints in Cremesp. It one wait that these data can equally    contribute of preventive form, so that urology and urologists even have smaller    ethical hindrances, what it will bring larger prestige and notoriety to the    specialty and to the specialists.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> urology, urologists, ethical,    ethical infractions.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A medicina &eacute;, tradicionalmente, uma profiss&atilde;o    com predom&iacute;nio de profissionais do sexo masculino, embora o incremento    feminino tenha ganhado expressivo espa&ccedil;o nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1957 houve a obrigatoriedade do registro no    Conselho Regional de Medicina do Estado de S&atilde;o Paulo CREMESP para a atua&ccedil;&atilde;o    profissional. Nesse ano, havia 1265 homens exercendo a profiss&atilde;o no Estado    de S&atilde;o Paulo para apenas 113 mulheres (8%). Hoje em dia (2005) existem    85.601 m&eacute;dicos atuantes (1), sendo que 53.902 s&atilde;o do sexo masculino    (63%) e 31.699 s&atilde;o do sexo feminino (37%) (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Infelizmente a Urologia, ainda, &eacute; uma    especialidade com forte predom&iacute;nio masculino. A Sociedade Brasileira    de Urologia (SBU) tem hoje em dia 3591 membros cadastrados, sendo que apenas    37 (1 %) correspondem ao sexo feminino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inexistem dados na literatura correlacionando    a Urologia e os urologistas com infra&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas. O objetivo    deste trabalho &eacute; fazer uma analise &eacute;tica dos urologistas no Estado    de S&atilde;o Paulo, onde h&aacute; mais m&eacute;dicos registrados na federa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pesquisa dos dados baseados em informa&ccedil;&otilde;es    colhidas no Conselho Regional de Medicina do Estado de S&atilde;o Paulo durante    os &uacute;ltimos 10 anos (janeiro de 1995 a mar&ccedil;o de 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Apura&ccedil;&atilde;o de dados gerais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde 1995, tem-se observado de modo geral, um    incremento gradativo e persistente do n&uacute;mero das den&uacute;ncias anuais    contra m&eacute;dicos (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1995, o CREMESP recebeu 1509 den&uacute;ncias    contra m&eacute;dicos. Em 2004 esse n&uacute;mero chegou a 3388, o que representou    um aumento de 124,5% em rela&ccedil;&atilde;o a 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As especialidades com menos reclama&ccedil;&otilde;es    no CREMESP, no per&iacute;odo de janeiro de 1995 a mar&ccedil;o de 2005, foram    Tisiologia, Nutrologia, Dermatologia, Foniatria e Medicina geral comunit&aacute;ria    com apenas uma queixa cada, correspondendo a 0,004% cada qual do total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por sua vez, as especialidades com mais reclama&ccedil;&otilde;es    nesse mesmo per&iacute;odo foram: Ginecologia /Obstetr&iacute;cia 2168 (9%);    Pediatria 1147 (4,7%); Ortopedia 1027 (4,2%); Medicina do trabalho 1020 (4,2%)    e cirurgia pl&aacute;stica 800 (3,3%) (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Apura&ccedil;&atilde;o de dados referentes    &agrave; urologia e aos urologistas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o foi revelada a classifica&ccedil;&atilde;o    da Urologia no contexto geral. Entretanto, as reclama&ccedil;&otilde;es representaram,    aproximadamente, &frac14; (213) da quinta classificada (800), estando, portanto,    bem distante dessa marca (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se as reclama&ccedil;&otilde;es contra os m&eacute;dicos,    de uma maneira geral, t&ecirc;m crescido, ano-a-ano, (<a href="#fig2">Figura    2</a>), esse fen&ocirc;meno n&atilde;o tem ocorrido com os urologistas, que    t&ecirc;m recebido uma m&eacute;dia de 21 reclama&ccedil;&otilde;es por ano    no CREMESP (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As den&uacute;ncias contra urologistas, per&iacute;odo    de janeiro de 1995 &agrave; mar&ccedil;o de 2005, representaram apenas 0,88%    do total recebido pelo CREMESP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de 213 reclama&ccedil;&otilde;es na    &aacute;rea da Urologia,   per&iacute;odo de janeiro de 1995 a mar&ccedil;o de 2005, que   representou uma m&eacute;dia anual e mensal,   respectivamente de 21 e 1,75 reclama&ccedil;&otilde;es, houve os   seguintes desdobramentos das sindic&acirc;ncias:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1) Total de sindic&acirc;ncias arquivadas: 137    (m&eacute;dia anual 13)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2) Total de sindic&acirc;ncias transformadas    em Processos Disciplinares: 50 (m&eacute;dia anual 5)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3) Total de sindic&acirc;ncias em andamento de    2002 a mar&ccedil;o de 2005: 26</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Das 213 sindic&acirc;ncias no CREMESP, &aacute;rea    de Urologia, per&iacute;odo de 1995 a mar&ccedil;o de 2005, 50 (23,4%) evolu&iacute;ram    para Processos Disciplinares (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Embora o n&uacute;mero de Processos Disciplinares    oriundos das den&uacute;ncias na &aacute;rea de Urologia tenha sido pequeno    (23,4%), observou-se um grande &iacute;ndice de penaliza&ccedil;&atilde;o dos    m&eacute;dicos submetidos aos Processos Disciplinares (<a href="#q1">Quadro    1</a>).</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06q2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Tramita&ccedil;&atilde;o de queixas no CREMESP</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todas as queixas recebidas , transformam-se em    sindic&acirc;ncia para a devida investiga&ccedil;&atilde;o dos fatos. A sindic&acirc;ncia    poder&aacute; resultar em dois caminhos: arquivamento da den&uacute;ncia ou    transform&aacute;-la em Processo Disciplinar, quando houver suspeitas de infra&ccedil;&atilde;o    do C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tanto a sindic&acirc;ncia quanto ao Processo    Disciplinar poder&atilde;o demandar, cada qual, at&eacute; 5 anos de tramita&ccedil;&atilde;o.    Caso as partes envolvidas n&atilde;o aceitem as delibera&ccedil;&otilde;es da    sindic&acirc;ncia ou do Processo Disciplinar poder&atilde;o recorrer ao Conselho    Federal de Medicina (CFM), que consumir&aacute; outro per&iacute;odo de tempo    para avalia&ccedil;&atilde;o. Se o CFM julgar improcedente a avalia&ccedil;&atilde;o    do CREMESP, determinar&aacute; o que dever&aacute; ser seguido: arquivamento    da Sindic&acirc;ncia; instaura&ccedil;&atilde;o de Processo Disciplinar; ratifica&ccedil;&atilde;o    ou n&atilde;o de penaliza&ccedil;&atilde;o e sua respectiva gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O CREMESP classifica as den&uacute;ncias relativas    &agrave; &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o da especialidade, n&atilde;o querendo    significar que as mesmas sejam, necessariamente, de especialistas afins. Assim,    nas den&uacute;ncias urol&oacute;gicas poder&atilde;o ter sido envolvidos m&eacute;dicos    n&atilde;o urologistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante salientar que um &uacute;nico    Processo Disciplinar poder&aacute; penalizar mais de um profissional que, eventualmente    esteja associado &agrave; den&uacute;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pelo fato do Estado de S&atilde;o Paulo ser o    mais populoso e o que alberga o maior col&eacute;gio de m&eacute;dicos da federa&ccedil;&atilde;o,    os dados ora apresentados poder&atilde;o, por analogia e nas devidas propor&ccedil;&otilde;es,    ser sobrepon&iacute;veis a outras regi&otilde;es do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es aduzidas neste artigo    mostram que a Urologia &eacute; uma especialidade com &iacute;ndices relativamente    pouco expressivos de reclama&ccedil;&otilde;es no CREMESP. Mas, quais seriam    as causas desse privil&eacute;gio? Dentre elas, se sugerem:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. Especialistas melhor formados, melhor orientados    e mais adestrados?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Maiores exig&ecirc;ncias da SBU na obten&ccedil;&atilde;o    e, agora, na manuten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de especialista?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Propor&ccedil;&atilde;o de especialistas mais    adequada &agrave;s exig&ecirc;ncias da demanda e da distribui&ccedil;&atilde;o    populacional?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">4. Especialidade menos sujeita aos dissabores    terap&ecirc;uticos e entraves &eacute;ticos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Especialidade mais objetiva auferida pelos    atuais recursos diagn&oacute;sticos e, portanto, menos fact&iacute;vel a erros    na condu&ccedil;&atilde;o dos pacientes?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Atua&ccedil;&atilde;o formativa e informativa,    preventiva e continuada da SBU nacional e da seccional paulista junto aos seus    associados?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Desconhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    de seus direitos; indol&ecirc;ncia ou descren&ccedil;a na mobiliza&ccedil;&atilde;o    de pacientes mal-atendidos ou maltratados de registrarem suas queixas nas delegacias    do CREMESP?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Excessiva morosidade no processo de sindic&acirc;ncia    que ocorre no CREMESP, bem como em &oacute;rg&atilde;os cong&ecirc;neres para    obten&ccedil;&atilde;o de uma resposta frente a uma queixa formulada?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Talvez a verdade dos fatos se encontre num ponto    eq&uuml;idistante de cada uma dessas indaga&ccedil;&otilde;es (<a href="#fig5">Figura    5</a>).</font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/2a06f5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. C&oacute;digo de &Eacute;tica Medica, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Jovens m&eacute;dicas falam do futuro profissional.    Reportagem do Jornal do Cremesp, n<sup>o</sup> 211/mar&ccedil;o: 11, 2005.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/seta.gif" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Helio Begliomini    <br>   Rua Bias, 234 - Trememb&eacute;    <br>   02371-020 - S&atilde;o Paulo - SP    <br>   Tel: 11-3531-6666</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 03/03/2006    <br>   Aprovado em 17/05/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="nota"></a><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo"><sup>1</sup></a>Trabalho    realizado no Instituto de Medicina Humanae Vitae - IMUVI - S&atilde;o Paulo    SP</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Código de Ética Medica]]></source>
<year>1988</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Jovens médicas falam do futuro profissional]]></article-title>
<source><![CDATA[Cremesp]]></source>
<year>març</year>
<month>o:</month>
<day> 1</day>
<numero>211</numero>
<issue>211</issue>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
