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<journal-title><![CDATA[Revista Paraense de Medicina]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos bucais deletérios]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Oral eleterius habits]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-59072006000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0101-59072006000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0101-59072006000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: identificar os hábitos bucais deletérios. MÉTODO: realizada uma revisão de literatura sobre o tema abordado. DISCUSSÃO: a maioria dos autores concorda com a afirmação de que nem sempre o hábito de succção causa maloclusão, pois para isso é necessário: intensidade, duração prolongada e predisposição genética. CONSIDERAÇÕES FINAIS: os hábitos bucais deletérios necessitam de uma abordagem odontopediátrica que englobe não só o controle mecânico do processo, mas, também, o controle psicológico, necessitando, assim, da interrelação multiprofissional, a fim de proporcionar um atendimento holístico ao paciente infantil.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: Identify oral deleterius habits. METHOD: it was realized literature revision about the subject. DISCUSSION: the majority of the authors agree that to occur maloclusion presence it is necessaary: intensity, long duration and genetics probabilities. CONCLUSION: oral deleterius habits need a multidisciplinar vision in the therapeutic approach including not only mecanic control but also psychology control to improve quality assistance.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[hábitos bucais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sucção não-nutritiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ATUALIZA&Ccedil;&Atilde;O/REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>H&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios<sup><font size="3">1</font></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Oral deleterius habits</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Eliana Lago Silva<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre em Odontologia pela UFPA,    Prof<sup>a</sup> substituta da Disciplina de Materiais Dent&aacute;rios do curso    de Odontologia-UFPA Cirurgi&atilde; Dentista, Especialista em Odontopediatria</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>OBJETIVO</i></b><i>: identificar os h&aacute;bitos    bucais delet&eacute;rios.    <br>   <b>M&Eacute;TODO</b>: realizada uma revis&atilde;o de literatura sobre o tema    abordado.    <br>   <b>DISCUSS&Atilde;O</b>: a maioria dos autores concorda com a afirma&ccedil;&atilde;o    de que nem sempre o h&aacute;bito de succ&ccedil;&atilde;o causa maloclus&atilde;o,    pois para isso &eacute; necess&aacute;rio: intensidade, dura&ccedil;&atilde;o    prolongada e predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica.    <br>   <b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b>: os h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios    necessitam de uma abordagem odontopedi&aacute;trica que englobe n&atilde;o s&oacute;    o controle mec&acirc;nico do processo, mas, tamb&eacute;m, o controle psicol&oacute;gico,    necessitando, assim, da interrela&ccedil;&atilde;o multiprofissional, a fim    de proporcionar um atendimento hol&iacute;stico ao paciente infantil.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores</b>: h&aacute;bitos bucais; suc&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o-nutritiva.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE</b>: Identify oral deleterius habits.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>METHOD</b>: it was realized literature revision about the subject.    <br>   <b>DISCUSSION</b>: the majority of the authors agree that to occur maloclusion    presence it is necessaary: intensity, long duration and genetics probabilities.    <br>   <b>CONCLUSION</b>: oral deleterius habits need a multidisciplinar vision in    the therapeutic approach including not only mecanic control but also psychology    control to improve quality assistance.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute;bito &eacute; o resultado da repeti&ccedil;&atilde;o    de um ato com determinado fim, tornando-se com o tempo resistente &agrave;s    mudan&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da 29<SUP>a</SUP> semana de vida intrauterina,    por meio de registros de ultrassonografia j&aacute; se pode observar a suc&ccedil;&atilde;o,    embora ela s&oacute; esteja, perfeitamente, madura na 32<sup>a</sup> semana.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos beb&ecirc;s come&ccedil;a a etapa    de coordena&ccedil;&atilde;o entre a boca, as m&atilde;os e os olhos, a partir    do 5<sup>o</sup> m&ecirc;s de vida, com a boca tornando-se um meio de descobrir e    investigar tudo o que aparece.<sup>2</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Identificar os h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Avaliando a preval&ecirc;ncia de maloclus&atilde;o    e h&aacute;bitos delet&eacute;rios <i>(suc&ccedil;&atilde;o digital, suc&ccedil;&atilde;o    de chupeta e onicofagia)</i>, para estabelecer poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es,    foram examinados 261 escolares de 6 a 12 anos na zona rural e na zona urbana.    Foi observado envolvimento do padr&atilde;o oclusal em ambas as amostras, obtendo    m&eacute;dia de 58,7% na amostra total para a presen&ccedil;a de maloclus&atilde;o,    bem como uma maior incid&ecirc;ncia de maus h&aacute;bitos nos escolares portadores    de maloclus&atilde;o, sendo 24 escolares com h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o    digital, 15 com h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o de chupeta e 55 com h&aacute;bito    de onicofagia. Apesar da preval&ecirc;ncia ter sido alta para as zonas avaliadas,    n&atilde;o foi poss&iacute;vel estabelecer estatisticamente causalidade entre    maus h&aacute;bitos e maloclus&atilde;o.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Num estudo para avalia&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia    de h&aacute;bitos bucais na instala&ccedil;&atilde;o de maloclus&otilde;es na    denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua de crian&ccedil;as de 3 a 5 anos de idade,    numa amostra de 329 crian&ccedil;as, alunas do Centro de Educa&ccedil;&atilde;o    e Recrea&ccedil;&atilde;o da Prefeitura Municipal de Araraquara (SP) foi encontrada    a presen&ccedil;a de h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o em 194 crian&ccedil;as,    sendo 149 com altera&ccedil;&otilde;es de oclus&atilde;o. Destas, 119 eram portadoras    de mordida aberta anterior, 18 possuiam mordida aberta anterior e mordida cruzada    posterior e 12, mordida cruzada posterior. Das 135 crian&ccedil;as cujas m&atilde;es    relataram n&atilde;o apresentar h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o, 22 possu&iacute;am    altera&ccedil;&otilde;es de oclus&atilde;o. Destas, 15 eram mordidas abertas    anteriores, 6 mordidas cruzadas posteriores e 1 mordida aberta anterior e mordida    cruzada posterior, sendo que, 113 n&atilde;o apresentaram altera&ccedil;&otilde;es    da oclus&atilde;o. Ainda neste mesmo estudo, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    faixa et&aacute;ria, 75,40% das crian&ccedil;as com h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o    aos 3 anos tinham altera&ccedil;&otilde;es de oclus&atilde;o, sendo que, das    que n&atilde;o apresentaram h&aacute;bitos, apenas 9,37% possu&iacute;am altera&ccedil;&otilde;es    oclusais. J&aacute; na faixa et&aacute;ria de 4 anos, 63,33% apresentaram h&aacute;bitos    de suc&ccedil;&atilde;o, sendo que, das livres de h&aacute;bitos, 84,19% n&atilde;o    possu&iacute;am altera&ccedil;&otilde;es. Os autores conclu&iacute;ram neste    estudo que as altera&ccedil;&otilde;es de oclus&atilde;o tamb&eacute;m podem    ocorrer em crian&ccedil;as livres de h&aacute;bitos, e tamb&eacute;m que a mordida    aberta anterior e a mordida cruzada posterior, muitas vezes est&atilde;o relacionadas    aos h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o, sendo que, no grupo estudado, a    mordida aberta anterior foi a altera&ccedil;&atilde;o mais comum em crian&ccedil;as    na faixa et&aacute;ria observada.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro estudo com o objetivo de pesquisar a rela&ccedil;&atilde;o    entre o tipo de aleitamento e a presen&ccedil;a e dura&ccedil;&atilde;o dos    h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-nutritivos, bem como a influ&ecirc;ncia    destes &uacute;ltimos sobre a forma do arco superior e profundidade do palato,    numa amostra de 231 crian&ccedil;as, pertencentes a 5 escolas e creches de Porto    Alegre (RS), na faixa et&aacute;ria de 3 a 6 anos, foi observado que as crian&ccedil;as    aleitadas naturalmente at&eacute; os 6 meses de idade demonstraram menor freq&uuml;&ecirc;ncia    do h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-nutritivo. Tamb&eacute;m    que, crian&ccedil;as com h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o por mais de    3 anos tinham uma maior freq&uuml;&ecirc;ncia de arco maxilar em forma de V    (47,82%) e de palato profundo (52,17%), concluindo que o tempo de aleitamento    natural tem influ&ecirc;ncia direta na aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos    de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva, e estes poder&atilde;o ocasionar    altera&ccedil;&otilde;es na forma do arco e profundidade do palato.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando a crian&ccedil;a tem amamenta&ccedil;&atilde;o    natural ela suga o alimento o que lhe traz prazer oral e satisfaz sua fome,    al&eacute;m de exercitar sua musculatura. J&aacute; uma crian&ccedil;a que recebe    o alimento por mamadeiras apresenta tend&ecirc;ncia para colocar o dedo na boca    e, como o bico da mamadeira permite um maior fluxo de sa&iacute;da de leite,    &eacute; nesse momento que sugar se torna um h&aacute;bito.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na realiza&ccedil;&atilde;o de exame cl&iacute;nico    odontol&oacute;gico em 100 crian&ccedil;as atendidas em cl&iacute;nica odontopedi&aacute;trica    da Universidade Federal de Juiz de Fora, foi observado que nenhuma crian&ccedil;a    que fez uso exclusivo de amamenta&ccedil;&atilde;o materna chupava dedos, 82%    das mesmas n&atilde;o praticavam onicofagia e 73% delas n&atilde;o fizeram uso    de chupeta. Tamb&eacute;m foi relatado que foram mais comumente verificados    problemas ortod&ocirc;nticos e/ou ortop&eacute;dicos entre crian&ccedil;as que    receberam amamenta&ccedil;&atilde;o mista ou artificial, tais como mordidas    abertas anteriores, mordidas cruzadas posteriores.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No acompanhamento de 372 crian&ccedil;as do    nascimento at&eacute; os 5 anos, os h&aacute;bitos de sugar avaliados inclu&iacute;ram    tanto a suc&ccedil;&atilde;o para a nutri&ccedil;&atilde;o (como a realizada    durante a amamenta&ccedil;&atilde;o) quanto a n&atilde;o nutritiva, que inclui    as chupetas e o ato de chupar o dedo. No total, as crian&ccedil;as que chuparam    chupeta por mais de 2 anos ap&oacute;s o nascimento apresentavam uma tend&ecirc;ncia    maior do que as crian&ccedil;as que chuparam dedo a ter a arcada dent&aacute;ria    mais larga no maxilar inferior.<sup>8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em um trabalho realizado na Cl&iacute;nica de    Odontopediatria da Universidade de Santo Amaro (UNISA), onde foram examinadas    450 crian&ccedil;as de ambos os sexos, foi observado que a maioria das crian&ccedil;as    mantinha um ou mais h&aacute;bitos delet&eacute;rios associados, tais como:    bruxismo e onicofagia, ou bruxismo e suc&ccedil;&atilde;o digital. Al&eacute;m    disso, as crian&ccedil;as que foram diagnosticadas com bruxismo tiveram um maior    tempo de aleitamento artificial e apresentavam alergias, rinites e amigdalites    freq&uuml;entemente.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na determina&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o    social dos h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o, a partir de indicadores econ&ocirc;micos,    foi verificado em 239 crian&ccedil;as brasileiras de ambos os sexos, em idade    pr&eacute;-escolar, que, dos h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios encontrados,    o mais prevalente foi a suc&ccedil;&atilde;o de chupeta (55,6%) em detrimento    ao h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o digital (7,5%). Os autores, tamb&eacute;m,    n&atilde;o evidenciaram rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante,    entre a presen&ccedil;a de h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel    s&oacute;cio-econ&ocirc;mico das fam&iacute;lias, embora as maiores freq&uuml;&ecirc;ncias    tenham sido encontradas em n&iacute;veis menos favorecidos.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na avalia&ccedil;&atilde;o de uma amostra de    20 crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de 5 anos atendidas em consult&oacute;rio    particular e que tinham h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva    foi constatado que as m&aacute;s oclus&otilde;es decorrentes de h&aacute;bitos    de suc&ccedil;&atilde;o s&atilde;o freq&uuml;entemente encontradas na cl&iacute;nica    ortod&ocirc;ntica, demonstrando que, quando o h&aacute;bito &eacute; interrompido    em idade precoce, ainda na fase da denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, no    geral, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio a utiliza&ccedil;&atilde;o de dispositivos    ortod&ocirc;nticos. Entretanto, se o h&aacute;bito persistir, o tratamento dever&aacute;    constar de remo&ccedil;&atilde;o do mesmo, associada ao uso de aparelhos ortod&ocirc;nticos.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A descontinuidade do h&aacute;bito est&aacute;    relacionada a uma abordagem interdisciplinar e, em qualquer caso de tratamento    dos h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva, deve-se conscientizar    a crian&ccedil;a e sua fam&iacute;lia.<sup>11</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os h&aacute;bitos, considerados por diversos    pesquisadores como causa freq&uuml;ente da instala&ccedil;&atilde;o de maloclus&otilde;es,    s&atilde;o padr&otilde;es de contra&ccedil;&atilde;o muscular aprendidos, de    natureza muito complexa, que, por ser tantas vezes praticado, torna-se inconsciente    e passa a ser incorporado &agrave; personalidade. Al&eacute;m disso, os h&aacute;bitos    s&atilde;o classificados em <i>n&atilde;o compulsivos</i>, quando s&atilde;o    de f&aacute;cil ado&ccedil;&atilde;o e abandono nos padr&otilde;es de comportamento    da crian&ccedil;a durante o seu amadurecimento, ou <i>compulsivos</i>, quando    est&aacute; fixado na personalidade, a ponto da crian&ccedil;a recorrer &agrave;    sua pr&aacute;tica quando sua seguran&ccedil;a est&aacute; amea&ccedil;ada.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios,    podemos citar: suc&ccedil;&atilde;o do polegar e outros dedos; proje&ccedil;&atilde;o    da l&iacute;ngua; suc&ccedil;&atilde;o e mordida do l&aacute;bio; degluti&ccedil;&atilde;o    at&iacute;pica; postura: <i>m&aacute; postura no sono</i>, <i>m&aacute; postura    na vig&iacute;lia</i>; onicofagia; suc&ccedil;&atilde;o habitual de l&aacute;pis,    chupetas e outros objetos; perturba&ccedil;&otilde;es funcionais gnatol&oacute;gicas:    <i>abras&atilde;o</i>, <i>bruxismo diurno e noturno</i>, <i>deslocamento mandibular    lateral por contatos prematuros</i> e respirador bucal. Alguns desses h&aacute;bitos    delet&eacute;rios infantis como: suc&ccedil;&atilde;o digital, suc&ccedil;&atilde;o    de chupeta, bruxismo, onicofagia, respira&ccedil;&atilde;o bucal e interposi&ccedil;&atilde;o    lingual devem ser corrigidos por determinarem diversas maloclus&otilde;es dent&aacute;rias.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos autores concorda com a afirma&ccedil;&atilde;o    de que nem sempre o h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o causa maloclus&atilde;o,    pois para isso &eacute; necess&aacute;rio intensidade e dura&ccedil;&atilde;o    prolongadas, associadas &agrave; predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica    do paciente. A gravidade da maloclus&atilde;o depende da freq&uuml;&ecirc;ncia,    intensidade e dura&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito - Tr&iacute;ade de Graber.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da grande incid&ecirc;ncia das maloclus&otilde;es    no grupo portador de h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o, foi observado que    pequena porcentagem de crian&ccedil;as que apresentaram altera&ccedil;&otilde;es    de oclus&atilde;o n&atilde;o possu&iacute;am h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o.    Este mesmo autor comenta que a persist&ecirc;ncia de h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios,    tais como suc&ccedil;&atilde;o de polegar ou chupeta provocam deforma&ccedil;&otilde;es    nas estruturas bucais devido a quebra do equil&iacute;brio muscular entre l&aacute;bios,    bochecha, l&iacute;ngua e pela presen&ccedil;a de obstru&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica    entre os dentes, sendo a mordida aberta anterior, a maloclus&atilde;o mais freq&uuml;ente.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As altera&ccedil;&otilde;es na denti&ccedil;&atilde;o    e na oclus&atilde;o provocadas pelo h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o da    chupeta ou por suc&ccedil;&atilde;o digital em geral s&atilde;o semelhantes.Quanto    a isso h&aacute; controv&eacute;rsias na literatura sugerindo que os maiores    efeitos delet&eacute;rios provocados pela suc&ccedil;&atilde;o do dedo sejam    em fun&ccedil;&atilde;o da dificuldade da remo&ccedil;&atilde;o deste h&aacute;bito    quando comparada aos de remo&ccedil;&atilde;o da chupeta.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo    em que os h&aacute;bitos podem permanecer sem que resultem em problemas de ordem    geral para o sistema estomatogn&aacute;tico, &eacute; afirmado que, quando o    h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o persiste at&eacute; os 4 anos de idade,    h&aacute; uma preval&ecirc;ncia maior de mordida aberta anterior, mordida cruzada    posterior e sobressali&ecirc;ncia excessiva. Inclusive a probabilidade da revers&atilde;o    da maloclus&atilde;o &eacute; considerada satisfat&oacute;ria quando o h&aacute;bito    &eacute; removido. Se a crian&ccedil;a abandonar o h&aacute;bito durante a 1<sup>a</sup>    denti&ccedil;&atilde;o, entre 3 e 4 anos de idade,existe a possibilidade da    mordida aberta anterior se autocorrigir.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A persist&ecirc;ncia do h&aacute;bito por, no    m&iacute;nimo, 2 anos de idade foi capaz de produzir efeitos significantes no    arco superior, diminuindo a dist&acirc;ncia intercanina.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na literatura observa-se que os h&aacute;bitos    de suc&ccedil;&atilde;o que cessam entre 3 e 4 anos de idade, normalmente n&atilde;o    acarretam o estabelecimento de uma m&aacute;-oclus&atilde;o. Contudo, quando    persistem ap&oacute;s os 4 anos, principalmente durante o per&iacute;odo de    erup&ccedil;&atilde;o dos incisivos permanentes, a oclus&atilde;o pode tornar-se    prejudicada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Warren (2001) em seu estudo relatou que as altera&ccedil;&otilde;es    foram evidentes mesmo em crian&ccedil;as que pararam de usar, chupeta ou sugar    os dedos at&eacute; os 2 ou 3 anos de idade . Afirma ainda que o ideal &eacute;    que as crian&ccedil;as deixem o h&aacute;bito de sugar at&eacute; os 24 meses    de idade. Observando que o costume de sugar o dedo &eacute; particularmente    dif&iacute;cil de ser deixado ressalta ainda que &eacute; melhor nem deixar    que se inicie. Este autor ainda afirma que a amamenta&ccedil;&atilde;o durante    o primeiro ano de vida n&atilde;o parece ter nenhum efeito sobre a denti&ccedil;&atilde;o    infantil.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O h&aacute;bito de sugar existe para fins nutritivos    e normalmente &eacute; realizado no seio materno. Por v&aacute;rias raz&otilde;es,    algumas vezes o aleitamento natural &eacute; substitu&iacute;do pelo aleitamento    artificial atrav&eacute;s da mamadeira; esta, deixa passar um fluxo bem maior    de leite, fazendo com que a crian&ccedil;a atinja, em apenas alguns minutos,    a sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude alimentar, por&eacute;m, o beb&ecirc;    n&atilde;o realiza suc&ccedil;&otilde;es suficientes para obter &ecirc;xtase    emocional, procurando satisfa&ccedil;&atilde;o em suc&ccedil;&atilde;o de dedos    ou chupeta. Crian&ccedil;as que come&ccedil;aram a receber aleitamento artificial    mais cedo, adquiriram mais facilmente h&aacute;bitos bucais nocivos que aquelas    que receberam aleitamento natural por mais tempo.<sup>6,15</sup> Crian&ccedil;as as quais    tiveram um tempo maior de aleitamento natural exclusivo demonstraram uma menor    freq&uuml;&ecirc;ncia de h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o persistentes    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas que tiveram um per&iacute;odo de aleitamento    natural mais curto<sup>5,16,17</sup>. As crian&ccedil;as tentam suprir atrav&eacute;s    dos h&aacute;bitos orais a sua necessidade neural inerente a uma etapa de suas    vidas e de seu desenvolvimento da maneira como encontram possibilidades.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comparando as formas de aleitamento, existe    forte tend&ecirc;ncia a valorizar o aleitamento natural como o mecanismo que    promove melhor desenvolvimento orofacial, garantindo a satisfa&ccedil;&atilde;o    e posterior substitui&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de degluti&ccedil;&atilde;o    infantil pelo chamado padr&atilde;o de degluti&ccedil;&atilde;o maduro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; terap&ecirc;utica, a abordagem    psicol&oacute;gica e a utiliza&ccedil;&atilde;o de alguns dispositivos podem    auxiliar no abandono do h&aacute;bito. Dentre os dispositivos utilizados, a    grade palatina pode ser citada como um dispositivo ortod&ocirc;ntico que desestimula    o h&aacute;bito ou dificulta a suc&ccedil;&atilde;o.<sup>2,5</sup> Os aparelhos usados    para desestimular h&aacute;bitos devem permanecer 6 meses na boca, para extinguir,    completamente, esse costume.<sup>6</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios necessitam    de uma abordagem odontopedi&aacute;trica que englobe n&atilde;o s&oacute; o    controle mec&acirc;nico do processo, mas, tamb&eacute;m, o controle psicol&oacute;gico,    com a interrela&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, a fim de proporcionar um    atendimento hol&iacute;stico ao paciente infantil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. CORREA,M.S.N.P.;ODONTOPEDIATRIA NA PRIMEIRA    INF&Acirc;NCIA- 2<sup>a</sup>Reimpress&atilde;o.Ed Santos:2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. GELLIN,M.E.-Digital sucking and tongue thrusting    in children.<i>Dent.Clin North AM</i>,V.22,p 603-619,1978.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. ALMEIDA, R.V.D;NOGUEIRA FILHO,J.J;JARDIM,M.C.A.M    Preval&ecirc;ncia de Maloclus&atilde;o e Sua Rela&ccedil;&atilde;o com H&aacute;bitos    Bucais Delet&eacute;rios em Escolares, <i>Rev Pesq Bras Odontoped Clin Integr</i>    2002; v.2,n.1: 43-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. ZUANON,A .C .C.;OLIVEIRA,M.F.;GIRO,E.M.A.;    MAIA,J.P.; Rela&ccedil;&atilde;o entre H&aacute;bito Bucal e Maloclus&atilde;o    na Dentadura Dec&iacute;dua, <i>Jornal Brasileiro de Odontopediatria e Odontologia    do Beb&ecirc;</i> 2000; v.1,n.12 :105-108.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. BRAGHINI,M.;DOLCI,G.S.;FERREIRA,E.J.B.;DREHMER,    T.M Rela&ccedil;&atilde;o entre Aleitamento Materno, H&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o    , forma do arco e profundidade do palato, <i>Rev. Ortodontia Ga&uacute;cha</i>    2002; v . VI, n.1 : 57-64.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. BRUNELI,B.L;MELO,J.M.;PACHECO,M.C.T , H&aacute;bitos    Bucais Indesej&aacute;veis: diagn&oacute;stico e tratamento, UFES <i>Rev. Odontol</i>    1998; v.1,n.1: 20-26.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. LEITE, I.C. G.; RODRIGUES, C.C.; FARIA, A.    R.; MEDEIROS,G. V.; PIRES, L.A., Associa&ccedil;&atilde;o entre Aleitamento    Materno e H&aacute;bitos de Suc&ccedil;&atilde;o N&atilde;o Nutritivos, <i>Rev    Ass Paul Cir Dent</i> 1999, 53(2):151-155.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. WARREN,J.J et al. Effects of oral habit&acute;s    duration on dental characteristics in the primary dentition.<i>J Am Dent Assoc</i>,    Chicago 2001, 132: 1685-1693.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9.LAUCIS-PINTO,S;DIEGUES,M.B;FERREIRA,S.L.M;SIMONATO,C.A.S.,Bruxismo    em Odontopediatria e sua correla&ccedil;&atilde;o com h&aacute;bitos orais ,    <i>Rev.Paulista de Odontologia</i> 2000; 06 :16-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. BITTENCOURT, L.P.;BASTOS,E.P.S; MODESTO,    A; TURA,L.F.R H&aacute;bitos de Suc&ccedil;&atilde;o: Desigualdades Sociais    na &Aacute;rea de Sa&uacute;de <i>Rev Pesq Bras Odontoped Clin Integr</i> 2002;    v.2,n.2/3: 63-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.RAMOS-JORGE,M.L.;REIS,M.C.S.;SERRA-MEGRA,J.M.C.    Como Eliminar os H&aacute;bitos de Suc&ccedil;&atilde;o N&atilde;o-nutritiva    <i>Jornal Brasileiro de Odontopediatria e Odontologia do Beb&ecirc;</i> 2000;    v.3, n.11 :49-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12.QUELUZ, D.P.; GIMENEZ,C.M.M.; Aleitamento    e H&aacute;bitos Delet&eacute;rios relacionados &agrave; oclus&atilde;o <i>Rev.Paulista    de Odontologia</i> 2000; 05 :11-18</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. ADAIR,O.; STEVEN M.- Non &#8211;nutritive    sucking. In: Annual Session American Acadeny of Pediatric Dentistry, 50.Philadelphia,May,1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. OLIVEIRA,P.M.L.C- Preval&ecirc;ncia da mordida    aberta anterior em crian&ccedil;a na faixa et&aacute;ria de 3-6 anos . S&atilde;o    Paulo,1995.57 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) &#8211; Faculdade de Odontologia    da USP.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15.FERREIRA,M.I.D.T,;TOLEDO,O .A. Rela&ccedil;&atilde;o    entre tempo de aleitamento materno e h&aacute;bitos bucais. <i>Revista ABO nacional</i>.1997,    5(6): 317-320, S&atilde;o Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. ROBLES,F.R.P.et al .A influ&ecirc;ncia do    per&iacute;odo de amamenta&ccedil;&atilde;o nos h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o    persistentes e a ocorr&ecirc;ncia de maloclus&otilde;es em crian&ccedil;as com    denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua completa. <i>Rev.Paul.Odont</i> 1999;21,3:4-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. SERRA-NEGRA,J.M.C.et al Estudo da associa&ccedil;&atilde;o    entre Aleitamento , H&aacute;bitos Bucais e Maloclus&otilde;es. Rev Odont Univ    S&atilde;o Paulo1997, 11: 79-86.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rpm/v20n2/seta.gif" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Eliana Lago Silva    <br>   Rua Edvaldo Reinaldo 3175 ININGA Teresina - PI - 640.48600    <br>   e-mail<i>:</i><a href="mailto:elianalago@ig.com.br">elianalago@ig.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 22/02/2006    <br>   Aprovado em 28/06/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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