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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>&Eacute;tica e moral</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Manoel Barbosa de Rezende</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Doutor em Doen&ccedil;as Tropicais. Editor adjunto    da Revista Paraense de Medicina da FSCMP. Membro da Diretoria da Associa&ccedil;&atilde;o    dos Professores Aposentados da UFPA</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sociedade compreende toda a tessitura das rela&ccedil;&otilde;es    humanas, sem possuir limites ou confins demarcativos, apresentando comportamentos    bons ou maus identificados pelos conceitos &eacute;ticos e morais.Ao longo do    tempo, n&atilde;o tem sido uniforme o uso dos termos &eacute;tica e moral, &agrave;s    vezes empregados como sin&ocirc;nimos, outras, com diferentes significados.    &Eacute;tica, express&atilde;o de origem grega entendida como interioridade    do ato &eacute;, na concep&ccedil;&atilde;o de Aur&eacute;lio, feminino substantivado    derivado do adjetivo &eacute;tico, aplicada no estudo dos ju&iacute;zos de aprecia&ccedil;&atilde;o    que se refere &agrave; conduta humana suscept&iacute;vel de qualifica&ccedil;&atilde;o    do ponto de vista do bem e do mal, seja relativo a determinada sociedade,seja    de modo absoluto para qualquer tempo e lugar, quer para grupo e/ou pessoa. A    moral, termo de origem latina, no sentido substantivo implica em codifica&ccedil;&atilde;o    de regras, leis, normas, valores e motiva&ccedil;&otilde;es que governam o agir    e a conduta humana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A &eacute;tica e a moral, desde antanho, s&atilde;o    preocupa&ccedil;&otilde;es constantes de toda a sociedade que quer aperfei&ccedil;oar    a rela&ccedil;&atilde;o pessoal de seus componentes. Sobre o assunto, este ano,    o Conselho Regional de Medicina do Estado do Par&aacute;, sob a presid&ecirc;ncia    do competente Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Cordero da Silva, fez editar o livro    &quot;&Eacute;tica em mosaico: apontamentos para uma hist&oacute;ria do Conselho    Regional de Medicina do Estado do Par&aacute;&quot;, de autoria de Arist&oacute;teles    Guilliod de Miranda e Maria de F&aacute;tima Guimar&atilde;es Couceiro, prefaciado    por Alfredo Oliveira, todos m&eacute;dicos de inabal&aacute;vel conceito &eacute;tico    e profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Sociedade M&eacute;dico Cir&uacute;rgica do    Par&aacute;, dirigida, com altivez e sabedoria, por Luiz Ab&iacute;lio da Silva    Oliveira, far&aacute; realizar, em novembro pr&oacute;ximo, o Congresso M&eacute;dico    da Amaz&ocirc;nia que tem como tema : &quot;<i>&Eacute;tica e responsabilidade:    compromisso da ci&ecirc;ncia com a sociedade</i>&quot;, sempre atual e oportuno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&eacute;lio Begliomini, urologista do Hospital    do Servidor P&uacute;blico de S&atilde;o Paulo e ex-presidente da Comiss&atilde;o    de &Eacute;tica M&eacute;dica e Defesa Profissional da Sociedade Brasileira    de Urologia, editou o livro &quot;<i>Urologia, Vida e &Eacute;tica</i>&quot;.    Sami Arap, professor titular de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade    de S&atilde;o Paulo, ora aposentado, assim se refere no pref&aacute;cio do referido    e excelente comp&ecirc;ndio: &quot;Essa talvez seja a maior virtude de H&eacute;lio    Begliomini: sua incans&aacute;vel capacidade de se manifestar, de forma clara    e consistente, sobre as quest&otilde;es &eacute;ticas que afetam nossa profiss&atilde;o,    a medicina e, tamb&eacute;m, nossas vidas&quot.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Revista Paraense de Medicina (RPM) &#8211;    V. 20 (2) abril-junho 2006) teve o privil&eacute;gio de publicar artigo de Helio    Begliomini intitulado: &quot;<i>An&aacute;lise &eacute;tica dos urolgistas    no Estado de S&atilde;o Paulo</i>&quot;. Quem a l&ecirc;, tem a prova convincente,    inequ&iacute;voca e fiel no pensamento de Sami Arap.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contempor&acirc;neos de S&oacute;crates, os sofistas,    que se auto-proclamavam s&aacute;bios, desenvolveram a ret&oacute;rica, a eloq&uuml;&ecirc;ncia    e a gram&aacute;tica. Considerado, por alguns, como sofista, S&oacute;crates    afirmava que n&atilde;o basta crer que sabemos; &eacute; necess&aacute;rio descobrir    o que n&atilde;o sabemos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As pessoas, na maioria das vezes, n&atilde;o    s&atilde;o conscientes ou modestas e julgam-se donas da verdade. S&oacute;crates    n&atilde;o deixou nada escrito, seus pensamentos foram perpetuados por disc&iacute;pulos,    principalmente Plat&atilde;o, Arist&oacute;fanes e Xenofonte. &quot;O di&aacute;logo    de M&eacute;non&quot; escrito por Plat&atilde;o, mostra que S&oacute;crates    desenvolveu o projeto pedag&oacute;gico chamado de mai&ecirc;utica, ou ato de    partejar, que consiste em dar &agrave; luz conhecimento que forma a mente das    pessoas. Demonstrava que escravo submetido a complicado problema de matem&aacute;tica,    se bem conduzido, pode ter acesso a dif&iacute;ceis quest&otilde;es cient&iacute;ficas.    Mostrava que as dist&acirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, entre os indiv&iacute;duos,    eram exteriores e provis&oacute;rias, e, que todos os seres s&atilde;o, intrinsecamente,    semelhantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Rompendo com a moral teocr&aacute;tica dominante    na Idade M&eacute;dia, Descartes, no per&iacute;odo renascentista, atrav&eacute;s    do &quot;<i>Discurso do M&eacute;todo</i>&quot;, estabeleceu a cren&ccedil;a    de sua exist&ecirc;ncia pelo fato de poder pensar, construindo um sistema filos&oacute;fico,    perpetuado pela frase latina &quot;<i>Cogito, ergo sum</i>&quot; (Penso, logo    existo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo o fil&oacute;sofo Karl Popper, nascido    no in&iacute;cio do s&eacute;culo passado, a ci&ecirc;ncia n&atilde;o pode jamais    alegar ter alcan&ccedil;ado a verdade ou, at&eacute; mesmo o substituto dela:    a probabilidade. N&oacute;s n&atilde;o sabemos; s&oacute; podemos conjeturar.    N&atilde;o existe a certeza, absoluta. Toda afirmativa cient&iacute;fica &eacute;    provis&oacute;ria, para sempre.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sintetizando o pensamento destes tr&ecirc;s fil&oacute;sofos,    lembramos o poeta Thomas Stearns Elliot, pr&ecirc;mio Nobel de Literatura de    1948, que afirmou: &quot;<i>A &uacute;nica sabedoria que podemos adquirir &eacute;    a humildade</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O peri&oacute;dico cient&iacute;fico &eacute;    meio de comunica&ccedil;&atilde;o, de apoio ao conhecimento que &eacute; o objetivo    da pesquisa. A comunica&ccedil;&atilde;o engloba a produ&ccedil;&atilde;o, o    tratamento e a dissemina&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es. Tanto    a pesquisa, quanto a respectiva publica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o embasadas    no cumprimento de r&iacute;gidos princ&iacute;pios &eacute;ticos e morais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para facilitar o trabalho dos revisores e do    Conselho Editorial, aconselha-se aos autores das pesquisas terem a humildade    e a prud&ecirc;ncia de ouvir a opini&atilde;o e poss&iacute;vel aconselhamento    de especialistas no assunto, bem como, de outros profissionais sobre a avalia&ccedil;&atilde;o    do estudo no aspecto do conte&uacute;do t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, da    metodologia, dos resultados, da conclus&atilde;o, da correta reda&ccedil;&atilde;o,    da clareza, precis&atilde;o e concis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao revisor compete dar parecer, de modo confidencial,    sobre o conte&uacute;do cient&iacute;fico e a formata&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conhecendo o parecer do revisor, cabe ao competente    e dedicado editor respons&aacute;vel pela Revista Paraense de Medicina, (RPM),    Al&iacute;pio Augusto Bordalo, a miss&atilde;o de receber o autor do trabalho    e transmitir-lhe as sugest&otilde;es, ficando sempre dispon&iacute;vel para    orient&aacute;-lo na dif&iacute;cil e prazerosa miss&atilde;o de pesquisar e    redigir trabalhos cient&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, o Conselho Editorial da RPM, composto    por cultos membros, d&aacute; o parecer final sobre a publica&ccedil;&atilde;o    do artigo. Publicado o trabalho, o editor &eacute; respons&aacute;vel pelo aspecto    formal do documento e os autores pelas afirma&ccedil;&otilde;es e dados nele    contidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em toda sociedade que cultiva os preceitos &eacute;ticos    e morais, seus componentes viver&atilde;o felizes e em harmonia, respeitando    e sendo respeitados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Bel&eacute;m, setembro/2006</font></p>      ]]></body>
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