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<journal-title><![CDATA[Revista Paraense de Medicina]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará]]></publisher-name>
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<institution><![CDATA[,Psicologia Clínica pela PUC/SP Professora Adjunto III na UFPA ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Terapeuta Ocupacional, especialista em desenvolvimento infantil, mestrando em Psicologia pela UFPA linha de pesquisa Prevenção e Tratamento Psicológico ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-59072006000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0101-59072006000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0101-59072006000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: identificar a violência sexual intrafamiliar e sua tipologia contra a criança e o adolescente. MÉTODO: pesquisa de literatura atualizada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: a incidência da violência sexual intrafamiliar é freqüente, mesmo que a família seja considerada fonte de segurança.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To identify the violence sexual inside family and your typology against the child and the adolescent. METHOD: research of updated literature. FINAL CONSIDERATIONS: the incidence of the violence sexual inside family is frequent, even if the family are considered source of safety.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Viol&ecirc;ncia sexual intrafamiliar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Sexual violence inside family</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Adelma Pimentel<sup>I</sup>; Lucivaldo da Silva Araujo<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>'</sup><sup>I</sup>Dr<sup>a</sup> Psicologia Cl&iacute;nica pela    PUC/SP. Especialista em Desenvolvimento Infantil. Professora Adjunto III na    UFPA, Gradua&ccedil;&atilde;o e Mestrado em Psicologia. Pesquisadora e Editora    da Revista do NUFEN &#8211; N&uacute;cleo de pesquisas fenomenol&oacute;gicas    e pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas    <br>   <sup>II</sup>Terapeuta Ocupacional, especialista em desenvolvimento infantil, mestrando    em Psicologia pela UFPA, linha de pesquisa Preven&ccedil;&atilde;o e Tratamento    Psicol&oacute;gico, pesquisa: Abuso sexual intrafamiliar, sob orienta&ccedil;&atilde;o    da Dr<sup>a</sup> Adelma Pimentel</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>OBJETIVO:</i></b><i> identificar a viol&ecirc;ncia    sexual intrafamiliar e sua tipologia contra a crian&ccedil;a e o adolescente.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> pesquisa de literatura atualizada.    <br>   <b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS:</b> a incid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia    sexual intrafamiliar &eacute; freq&uuml;ente, mesmo que a fam&iacute;lia seja    considerada fonte de seguran&ccedil;a</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores:</b> Viol&ecirc;ncia sexual intrafamiliar;    crian&ccedil;as e adolescentes; &eacute;tica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> To identify the violence sexual    inside family and your typology against the child and the adolescent.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>METHOD:</b> research of updated literature.    <br>   <b>FINAL CONSIDERATIONS:</b> the incidence of the violence sexual inside family    is frequent, even if the family are considered source of safety.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> Sexual violence inside family;    children and adolescents; ethics of the care.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A viol&ecirc;ncia sexual nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas    tem se tornado um vasto campo de estudos de diversas ci&ecirc;ncias. A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de, no Relat&oacute;rio Mundial sobre Viol&ecirc;ncia e    a Sa&uacute;de define viol&ecirc;ncia como: o uso intencional da for&ccedil;a    f&iacute;sica ou do poder, real ou por amea&ccedil;a, contra a pr&oacute;pria    pessoa, outra pessoa, um grupo ou comunidade pode resultar ou tem alta probabilidade    em morte, les&atilde;o, dano psicol&oacute;gico, problemas de desenvolvimento    ou de priva&ccedil;&atilde;o (Eastman, 2002:12).<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, o primeiro caso de viol&ecirc;ncia    contra uma   crian&ccedil;a, denunciado &agrave; pol&iacute;cia, s&oacute; ocorreu em 1895.    Entre   1906 e 1912 surgiram os primeiros projetos de lei sobre   os direitos da crian&ccedil;a com interven&ccedil;&atilde;o do Estado, mas   somente em 1973 um caso foi estudado pela primeira vez   (Prado, 2004).<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Takeda (2004:12)<sup>5</sup> afirma que, devido &agrave;    situa&ccedil;&atilde;o   de mis&eacute;ria, ocorre a insatisfa&ccedil;&atilde;o pessoal e a frustra&ccedil;&atilde;o   dos componentes da fam&iacute;lia, levando a agress&otilde;es   freq&uuml;entes que acabam provocando, n&atilde;o raramente, o   desmantelamento das rela&ccedil;&otilde;es familiares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a pobreza esteja ligada ao aumento de    casos de abuso sexual infantil intrafamiliar, a rede de cuidados tem se mostrado    atenta para acompanhar crian&ccedil;as e jovens sem fam&iacute;lia ou cujas    m&atilde;es, chefes de casa, trabalham fora.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO E M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Identificar a viol&ecirc;ncia sexual intrafamiliar    e sua tipologia contra a crian&ccedil;a e o adolescente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pesquisa da literatura atualizada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>VIOL&Ecirc;NCIA SEXUAL INTRAFAMILIAR CONTRA    A CRIAN&Ccedil;A E O ADOLESCENTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, os pesquisadores e profissionais    que   trabalham com o desenvolvimento, escuta das crian&ccedil;as   e os adolescentes, e recebem informa&ccedil;&otilde;es mais   oportunas para conhecer como s&atilde;o constru&iacute;das as bases   da rela&ccedil;&atilde;o adulto e crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em meado do s&eacute;culo XX, a viol&ecirc;ncia    contra crian&ccedil;as e adolescentes deixou de ser considerada apenas um problema    interpessoal de car&aacute;ter privado, adquirindo uma fei&ccedil;&atilde;o    que expressa a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as da sociedade em que    acontece. Estud&aacute;-la significa trazer, a tona, rela&ccedil;&otilde;es    de opress&atilde;o embutidas na organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade como    &quot;normais e naturais&quot;, visando mudan&ccedil;as estruturais. Hazeu (2004).<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dos anos 60, o estado brasileiro iniciou    um   amplo processo de reconhecimento e identifica&ccedil;&atilde;o das   mais variadas formas de pr&aacute;ticas culturais, sociais e   familiares que atentavam contra os direitos da crian&ccedil;a e do   adolescente. A revela&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas tem evidenciado   que a viol&ecirc;ncia sobre a crian&ccedil;a, muitas vezes, &eacute; perpetrada    por adultos que s&atilde;o membros diretos de suas   fam&iacute;lias, em manifesta&ccedil;&otilde;es que podem ser de ordem f&iacute;sica,   sexual, neglig&ecirc;ncia, explora&ccedil;&atilde;o sexual, prostitui&ccedil;&atilde;o    e   trabalho for&ccedil;ado, etc. Benetti (2002)<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ara&uacute;jo (2002)<sup>8</sup> designa <b>viol&ecirc;ncia    intrafamiliar</b> como uma a&ccedil;&atilde;o que ocorre na fam&iacute;lia,    envolvendo parentes que vivem ou n&atilde;o sob o mesmo teto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No Par&aacute;, Rosa e Silva (2004)<sup>9</sup> realizaram    uma   pesquisa na regi&atilde;o metropolitana de Bel&eacute;m, e   identificaram que no per&iacute;odo 2000 a 2002, a maior   incid&ecirc;ncia de casos de viol&ecirc;ncia sexual contra crian&ccedil;as   ocorria na fam&iacute;lia, espa&ccedil;o considerado seguro para as   mesmas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta descoberta &eacute; ampliada pelas observa&ccedil;&otilde;es    de   Azevedo e Guerra (2002)<sup>10</sup> , as quais nos informam   que morrem 5% de jovens entre 10-14 anos, 66% dos   de 12-17, vitimados pela viol&ecirc;ncia intrafamiliar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora um acontecimento grave, a legisla&ccedil;&atilde;o    internacional e nacional em favor da crian&ccedil;a e do adolescente, como a    declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos da Crian&ccedil;a (1959), a Conven&ccedil;&atilde;o    Internacional dos Direitos da Crian&ccedil;a (1989) e o Estatuto da Crian&ccedil;a    e do Adolescente &#8211; ECA (1990) t&ecirc;m contribu&iacute;do para que a    sociedade civil organizada combata os tipos de viol&ecirc;ncia, e o Estado elabore    pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da    crian&ccedil;a e do adolescente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>TIPOLOGIA DA VIOL&Ecirc;NCIA INTRAFAMILIAR    E SEXUAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Azevedo e Guerra (2002a), consideram quatro tipos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>a) Neglig&ecirc;ncia:</b> omiss&atilde;o em    prover as necessidades f&iacute;sicas e emocionais de uma crian&ccedil;a ou    adolescente. Configura-se quando os pais ou respons&aacute;veis falham em alimentar,    vestir, adequadamente, seus filhos etc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>b) Viol&ecirc;ncia f&iacute;sica:</b> atos    que causam dor f&iacute;sica, e n&atilde;o apenas dano. Tamb&eacute;m encontrada    na literatura sob a denomina&ccedil;&atilde;o de s&iacute;ndrome de maus-tratos    f&iacute;sicos e abuso f&iacute;sico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das manifesta&ccedil;&otilde;es mais comuns    dessa viol&ecirc;ncia &eacute; a S&iacute;ndrome do Beb&ecirc; Sacudido (<i>Sharken    Baby Syndrome</i>): <i>les&otilde;es de gravidade vari&aacute;veis, que acontecem    quando a crian&ccedil;a, geralmente lactente, &eacute; violentamente sacudida,    na maioria das vezes pelos pr&oacute;prios pais, causando hemorragias intracranianas    e intraoculares que podem levar &agrave; morte ou deixar seq&uuml;elas no aprendizado    ou comportamento, hemiplegia, tetraplegia, convuls&otilde;es, etc. Theophilo(    2004)</i>.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>c) Viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica:</b>    atitudes e condutas perante a crian&ccedil;a que ocasionam medo, frustra&ccedil;&atilde;o,    experi&ecirc;ncia de temor quanto &agrave; pr&oacute;pria integridade f&iacute;sica    e psicol&oacute;gica, amea&ccedil;as verbais com conte&uacute;do violento, ou    emocional. Inclui a rejei&ccedil;&atilde;o, o n&atilde;o reconhecimento da crian&ccedil;a    em sua condi&ccedil;&atilde;o de sujeito; degrada&ccedil;&atilde;o ou subvaloriza&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a, expondo-a &agrave; humilha&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    e atribuindo apelidos depreciativos, amea&ccedil;as, surras, reprimendas, castigos,    isolamento, explora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>d) Viol&ecirc;ncia sexual:</b> ato ou jogo    sexual, rela&ccedil;&atilde;o hetero ou homossexual entre um ou mais adultos    e uma crian&ccedil;a ou adolescente, tendo por finalidade estimular, sexualmente,    essa crian&ccedil;a ou adolescente ou utiliz&aacute;-lo para obter uma estimula&ccedil;&atilde;o    sobre sua pessoa ou de outra pessoa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1) Abuso sexual</b> &eacute; um tipo de    agress&atilde;o definido como o envolvimento de crian&ccedil;as e adolescentes    dependentes e evolutivamente imaturos em atividades sexuais que eles n&atilde;o    compreendem, para os quais n&atilde;o s&atilde;o capazes de dar consentimento    informado, e que violam os tabus sexuais dos pap&eacute;is familiares. Fundamentalmente,    estabelece-se uma rela&ccedil;&atilde;o de poder ou controle entre o agressor    e a v&iacute;tima que, n&atilde;o necessariamente, &eacute; uma pessoa adulta.    Kristensen <i>e col</i> (2001:110)<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Suas formas s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1.1) Incesto-</b> qualquer rela&ccedil;&atilde;o    de car&aacute;ter sexual entre um adulto e uma crian&ccedil;a ou adolescente,    entre um adolescente e uma crian&ccedil;a, ou ainda, entre adolescentes, quando    existe um la&ccedil;o familiar, direto ou n&atilde;o, ou mesmo uma mera rela&ccedil;&atilde;o    de responsabilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1.2) Estupro-</b> do ponto de vista legal,    &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o em que ocorre penetra&ccedil;&atilde;o vaginal    com uso de viol&ecirc;ncia ou grave amea&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1.3) Sedu&ccedil;&atilde;o-</b> situa&ccedil;&atilde;o    em que h&aacute; penetra&ccedil;&atilde;o vaginal sem uso de viol&ecirc;ncia    em adolescentes virgens, de 14 a 18 anos incompletos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1.4) Atentado violento ao pudor-</b> circunst&acirc;ncia    em que h&aacute; constrangimento de algu&eacute;m a praticar atos libidinosos,    sem penetra&ccedil;&atilde;o vaginal, utilizando viol&ecirc;ncia ou grave amea&ccedil;a,    sendo que, em crian&ccedil;as e adolescentes de at&eacute; 14 anos, a viol&ecirc;ncia    &eacute; presumida, como no estupro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1.5) Ass&eacute;dio sexual-</b> propostas    de contrato sexual; na maioria das vezes, h&aacute; posi&ccedil;&atilde;o de    poder do agente sobre a v&iacute;tima, que &eacute; chantageada e amea&ccedil;ada    pelo agressor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d.1.6) Explora&ccedil;&atilde;o Sexual-</b>    &eacute; a inser&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes no mercado    do sexo. Inclu&iacute; a pornografia infantil e a prostitui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REPERCUSS&Otilde;ES DA VIOL&Ecirc;NCIA SEXUAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sanderson (2005)<sup>14</sup> nos mostra que n&atilde;o    h&aacute; unanimidade entre os autores, quanto aos tipos de efeitos e impactos    que a viol&ecirc;ncia sexual causa no psiquismo infanto-juvenil, por&eacute;m,    o que est&aacute; em discuss&atilde;o &eacute; a dire&ccedil;&atilde;o do impacto,    positiva ou negativa. O que est&aacute; claro &eacute; que o impacto n&atilde;o    &eacute; apenas na esfera sexual, e, tamb&eacute;m, na emocional e social. (p.169).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sanderson (<i>ibdem</i>) delimita as repercuss&otilde;es    que podem estar ligadas aos impactos do abuso sexual: a) a idade da crian&ccedil;a/adolescente    na &eacute;poca do abuso; b) a dura&ccedil;&atilde;o e freq&uuml;&ecirc;ncia    do abuso; c) o(s) tipo(s) de ato(s) sexual(is); d) o uso da for&ccedil;a ou    viol&ecirc;ncia; e) o relacionamento da crian&ccedil;a com o abusador; f) a    idade e o sexo do abusador e os efeitos da revela&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Loeber e Hay, citados por Silva e Hutz (2002),<sup>15</sup>    consideram que a ocorr&ecirc;ncia do abuso &eacute;, a longo prazo, uma das    causas da delinq&uuml;&ecirc;ncia. Isso n&atilde;o significa que toda crian&ccedil;a    abusada se tornar&aacute; um delinq&uuml;ente, mas o fato de ter sido abusada    a coloca numa situa&ccedil;&atilde;o de risco, aumentando as chances de que    ela venha apresentar esse problema de comportamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em s&iacute;ntese, a viol&ecirc;ncia sexual pode    se apresentar em diferentes formas, ocorrendo em contextos espec&iacute;ficos    que fazem com que seja necess&aacute;rio diferenci&aacute;-la. A abordagem das    conseq&uuml;&ecirc;ncias do abuso sexual requer para o seu enfrentamento estrat&eacute;gias    conjugadas, quais sejam, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para as &aacute;reas    sociais e deslocamento de recursos para o capital produtivo, a fim de criar    emprego e renda; tratamento interdisciplinar dos sistemas familiares ou rede    de cuidadores, envolvendo o agente e a v&iacute;tima da viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">03. EASTMAN, A. C. Relat&oacute;rio mundial sobre    a viol&ecirc;ncia e a sa&uacute;de da OMS: Uma resposta ao desafio da viol&ecirc;ncia.    <i>Revista da sa&uacute;de</i>. ano 3, n. 3. dez, 2002. p. 12.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">04. PRADO, M. C. C. A (Coord.). <i>O mosaico    da viol&ecirc;ncia:</i> a pervers&atilde;o na vida cotidiana. 1.ed. S&atilde;o    Paulo: Vetor, 2004</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">05. TAKEDA, A. E.; SILVA, E. M. <i>Relat&oacute;rio    de pesquisa:</i> Interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ocupacional junto    a crian&ccedil;as v&iacute;timas de maus-tratos. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://br.geocities.com/terapeutas2002" target="_blank">http://geocities.com.br/terapeutas2002</a>.    Acesso em: 02 maio de 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">06. HAZEU, M. <i>Direitos sexuais da crian&ccedil;a    e adolescente:</i> uma vis&atilde;o interdisciplinar para o enfretamento da    viol&ecirc;ncia sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes. Movimento Rep&uacute;blica    de Ema&uacute;s, Bel&eacute;m: Sagrada fam&iacute;lia, 2004. 141p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">07. BENETTI, S. P. C. Maus-tratos da crian&ccedil;a:    Abordagem preventiva. In: HUTZ, C. S. <i>Situa&ccedil;&otilde;es de risco e    vulnerabilidade da inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia: aspectos te&oacute;ricos    e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Casa    do psic&oacute;logo, 2002. p. 132-50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">08. ARA&Uacute;JO, M. F. <i>Viol&ecirc;ncia e    abuso sexual na fam&iacute;lia</i>. Psicologia em Estudo. v.7, n.2. p.3-11.    jul./dez. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">09. ROSA, S.; SILVA, S. M. Prote&ccedil;&atilde;o    <i>versus</i> agress&atilde;o: Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica como a grande    contradi&ccedil;&atilde;o familiar. In: <i>Movimento Rep&uacute;blica de Ema&uacute;s</i>.    Viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as e adolescentes em Abaetetuba, Bel&eacute;m,    Camet&aacute; e Paragominas. Bel&eacute;m: Centro de defesa da crian&ccedil;a    e do adolescente, 2004. p. 20-4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. AZEVEDO, M. A; GUERRA, U. N. A. (a) <i>Inf&acirc;ncia    e Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica</i>. v.1. S&atilde;o Paulo: LACRI USP, 2002</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. THEOPHILO, R. <i>Viol&ecirc;ncia Psicof&iacute;sica    na crian&ccedil;a e no adolescente</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.psicologia.org.br/internacional/ap26.htm" target="_blank">http://www.psicologia.org.br/internacional/    ap26.htm</a>. Acesso em: 15 maio de 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. KRISTENSEN, C. H.; FLORES, R. Z.; GOMES,    W. B. Revelar ou n&atilde;o revelar: uma abordagem fenomenol&oacute;gica do    abuso sexual em meninos. In: BUINS, M. A. T; HOLANDA, A. F. <i>Psicologia e    Pesquisa Fenomenol&oacute;gica</i>. S&atilde;o Paulo: &Ocirc;mega, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. SANDERSON, C. <i>Abuso sexual em crian&ccedil;as:</i>    fortalecendo pais e professores para proteger crian&ccedil;as de abusos sexuais.    S&atilde;o Paulo: M.Books, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. LOEBER E HAY citados por Silva e Hutz, 200    . Abuso infantil e comportamento delinquente na adolesc&ecirc;ncia:preven&ccedil;&atilde;o    e interven&ccedil;&atilde;o. In:HUTZ, CS. (org.) <i>Situa&ccedil;&otilde;es    de risco e vulnerabilidade da inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia: aspectos    te&oacute;ricos e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o    Paulo:Casa do psic&oacute;logo, 2002.p.151-18</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para Correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Adelma Pimentel    <br>   Tv. Mariz e Barros, 2765, ap. 401- 66.085-170 -    <br>   Marco Bel&eacute;m/PA - Fone/fax: (91) 3254-8292    <br>   E-mail: <a href="mailto:adelmapi@ufpa.br">adelmapi@ufpa.br    <br>   </a>Site: <a href="http://www.cultura.ufpa.br/adelmapi" target="_blank">www.cultura.ufpa.br/adelmapi</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 06.06.2006    ]]></body>
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