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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hepatite B aguda em gestante - relato de caso]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (UFPA) Profa de Pediatria, Mestre em Medicina Tropical ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Graduandas do Curso de Medicina da UFPA e bolsistas da Pró- Reitoria de Extensão (PROEX) da UFPA  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: report a case of Hepatite B in pregnant woman, for probable sexual transmission. CASE REPORT : J.N.L, 23 years, brunette skin , resident and coming from Belém, pregnant of 4 months, professional of the health, was admitted at the maternity of the Fundation Santa Casa of Mercy of Para (FSCMPA) for presenting acute infection for the virus of the hepatitis B (positive HbsAg; Anti-HBc positive IgM; Anti-HBc positive Total; Anti-HAV negative IgM; Negative Anti-HCV). After the pacient had been at hospital for 15 days,she was discharged from hospital with improvement of the clinical state and after that she was in ambulatorial continuation for the GROUP OF THE LIVER of FSCMPA. After almost 10 months of the beginning of the picture, she developed marker compatible sorologic with immunity (Anti HBs). The childbirth happened in 03/01/2005, in FSCMPA, for vaginal way. Newly born term (36 weeks), weight 3400 grams, received vaccine and gamaglobulina hiperimune against hepatitis B inside of the first 12 hours of life, discharge from hospital after 48 hours in good conditions. The clinical accompanying was made and after continuation and after to 2nd dose of the vaccine in 04/02/2005, the infant developed Anti HBs. FINAL CONSIDERATIONS: the tracement of sorologics markers for the virus of the hepatitis B in the prenatal attendance, makes possible the accomplishment of the prophylaxis of the vertical transmission. Above the newborn baby, more than 80% will develop for the chronic form of the disease, capable to infect new individuals. To extend the application of the vaccine against hepatitis B to the women in fertile age would contribute to the reduction of the vertical transmission and, consequently, for the decrease of the circulation of the virus.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[hepatite B]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>RELATO DE    CASO</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Hepatite B aguda em gestante &#8211; relato    de caso<a href="#nota"><sup><font size="3">1</font></sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Acute hepatitis B in pregnant woman - case    report</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Eliete da Cunha Araújo<sup>I</sup>; Manoel    do Carmo Pereira Soares<sup>II</sup>; Vit&oacute;ria Carvalho Cardoso<sup>III</sup>    ; Daniela Maria Raulino da Silveira<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Prof<sup>a</sup> de Pediatria, Mestre    em Medicina Tropical, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade    Federal do Par&aacute; (UFPA)<sup>    <br>   II</sup>M&eacute;dico virologista do Instituto Evandro Chagas (IEC)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Graduandas do Curso de Medicina da UFPA e bolsistas da Pr&oacute;-    Reitoria de Extens&atilde;o (PROEX) da UFPA</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><i>OBJETIVO:</i></b><i> relatar um caso de    hepatite B em gestante, por prov&aacute;vel transmiss&atilde;o sexual.    <br>   <b>RELATO DO CASO:</b> J.N.L, 23 anos, faioderma, residente e procedente de    Bel&eacute;m-PA, gr&aacute;vida de 4 meses, agente de sa&uacute;de, ficou internada    na maternidade da Funda&ccedil;&atilde;o Santa Casa de Miseric&oacute;rdia do    Par&aacute; (FSCMPA) por apresentar infec&ccedil;&atilde;o aguda pelo v&iacute;rus    da hepatite B (HBsAg positivo; Anti-HBc IgM positivo; Anti-HBc Total positivo;    Anti-HAV IgM negativo; Anti-HCV negativo). A paciente teve alta com melhora    do quadro ap&oacute;s 15 dias de internamento e ficou em seguimento ambulatorial    pelo GRUPO DO F&Iacute;GADO da FSCMPA. Ap&oacute;s quase 10 meses do in&iacute;cio    do quadro, desenvolveu marcador sorol&oacute;gico compat&iacute;vel com imunidade    (Anti HBs). O parto ocorreu em 03/01/2005, na FSCMPA, por via vaginal. Rec&eacute;m-nascido    pr&eacute;-termo (36 semanas), peso 3400 gramas, recebeu vacina e gamaglobulina    hiperimune contra hepatite B dentro das primeiras 12 horas de vida, alta ap&oacute;s    48 horas em boas condi&ccedil;&otilde;es. Foi feito o seguimento ambulatorial    e ap&oacute;s a 2<sup>a</sup> dose da vacina em 04/02/2005, o lactente desenvolveu    Anti HBs.    <br>   <b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS:</b> o rastreamento de marcadores sorol&oacute;gicos    para o v&iacute;rus da hepatite B (VHB), na assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal,    possibilita a realiza&ccedil;&atilde;o da profilaxia da transmiss&atilde;o vertical.    Dos rec&eacute;m-nascidos infectados, mais de 80% evoluir&atilde;o para a forma    cr&ocirc;nica da doen&ccedil;a, capazes de infectar novos indiv&iacute;duos.    Estender a aplica&ccedil;&atilde;o da vacina contra hepatite B &agrave;s mulheres    em idade f&eacute;rtil contribuiria para a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o    vertical e, conseq&uuml;entemente, para a diminui&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o    do v&iacute;rus.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores:</b> hepatite B, gravidez, profilaxia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> report a case of Hepatite B    in pregnant woman, for probable sexual transmission.    <br>   <b>CASE REPORT :</b> J.N.L, 23 years, brunette skin , resident and coming from    Bel&eacute;m, pregnant of 4 months, professional of the health, was admitted    at the maternity of the Fundation Santa Casa of Mercy of Para (FSCMPA) for presenting    acute infection for the virus of the hepatitis B (positive HbsAg; Anti-HBc positive    IgM; Anti-HBc positive Total; Anti-HAV negative IgM; Negative Anti-HCV). After    the pacient had been at hospital for 15 days,she was discharged from hospital    with improvement of the clinical state and after that she was in ambulatorial    continuation for the GROUP OF THE LIVER of FSCMPA. After almost 10 months of    the beginning of the picture, she developed marker compatible sorologic with    immunity (Anti HBs). The childbirth happened in 03/01/2005, in FSCMPA, for vaginal    way. Newly born term (36 weeks), weight 3400 grams, received vaccine and gamaglobulina    hiperimune against hepatitis B inside of the first 12 hours of life, discharge    from hospital after 48 hours in good conditions. The clinical accompanying was    made and after continuation and after to 2nd dose of the vaccine in 04/02/2005,    the infant developed Anti HBs.    <br>   <b>FINAL CONSIDERATIONS:</b> the tracement of sorologics markers for the virus    of the hepatitis B in the prenatal attendance, makes possible the accomplishment    of the prophylaxis of the vertical transmission. Above the newborn baby, more    than 80% will develop for the chronic form of the disease, capable to infect    new individuals. To extend the application of the vaccine against hepatitis    B to the women in fertile age would contribute to the reduction of the vertical    transmission and, consequently, for the decrease of the circulation of the virus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> Hepatitis B, pregnancy , prophylaxis.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As hepatites virais s&atilde;o doen&ccedil;as    necroinflamat&oacute;rias difusas do f&iacute;gado, causadas por v&iacute;rus,    predominantemente, hepatotr&oacute;picos, com tropismo prim&aacute;rio pelo    tecido hep&aacute;tico. Essas afec&ccedil;&otilde;es s&atilde;o infectocontagiosas,    constituindo um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, n&atilde;o    s&oacute; no Brasil, como no mundo<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    de Sa&uacute;de (OMS), cerca de 2 bilh&otilde;es de pessoas j&aacute; tiveram    contato com o v&iacute;rus da hepatite B (VHB), sendo que 325 milh&otilde;es    s&atilde;o portadoras cr&ocirc;nicas do v&iacute;rus. No Brasil, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS) estima que pelo menos 15% da popula&ccedil;&atilde;o j&aacute;    teve contato com o v&iacute;rus. Os casos cr&ocirc;nicos de hepatite B devem    corresponder a cerca de 1% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. A maioria    das pessoas desconhece seu estado de portador e constitui elo importante na    cadeia de transmiss&atilde;o<sup>1, 2,3,4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transmiss&atilde;o percut&acirc;nea sang&uuml;&iacute;nea,    os produtos   do sangue ou instrumentos perfuro-cortantes   contaminados, a via sexual e a transmiss&atilde;o perinatal   (da m&atilde;e para o concepto) se constituem nas principais   vias de transmiss&atilde;o. O leite materno tamb&eacute;m pode   conter o VHB, por&eacute;m n&atilde;o possui import&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica<sup>5, 6</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A transmiss&atilde;o perinatal &eacute; o mecanismo    predominante de dissemina&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de maior preval&ecirc;ncia    do estado de portador cr&ocirc;nico do v&iacute;rus, pois ainda n&atilde;o h&aacute;    conscientiza&ccedil;&atilde;o em tornar parte da rotina m&eacute;dica a triagem    das gr&aacute;vidas no per&iacute;odo gestacional<sup>7</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relatar um caso de hepatite B em gestante, infectada    no 4<sup>o</sup> m&ecirc;s e a administra&ccedil;&atilde;o em tempo h&aacute;bil    da profilaxia da transmiss&atilde;o vertical.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RELATO DO CASO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> J.N.L, 23 anos, faioderma, residente e procedente    de Bel&eacute;m-PA, agente de sa&uacute;de, gr&aacute;vida de 4 meses, deu entrada    na FSCMPA em 24/08/2004 com quadro de icter&iacute;cia, mialgia, astenia, hipocolia    e col&uacute;ria. Relata que seu parceiro apresentou quadro semelhante h&aacute;    um m&ecirc;s, sendo diagnosticado hepatite B. A pesquisa de marcadores sorol&oacute;gicos    foi realizada no Instituto Evandro Chagas (IEC), sendo compat&iacute;vel com    infec&ccedil;&atilde;o aguda pelo v&iacute;rus da hepatite B (<a href="#quad1">Quadros    1</a>, <a href="#quad2">2</a> e <a href="#quad3">3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Exame f&iacute;sico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Regular estado geral, consciente, orientada,    hipocorada (+++/4+), (<a href="#fig1">Figura 1</a>), ict&eacute;rica (4+), (<a href="#fig2">Figura    2</a>), afebril, normotensa, ausculta pulmonar sem altera&ccedil;&atilde;o ou    ru&iacute;dos advent&iacute;cios, ausculta card&iacute;aca com bulhas normofon&eacute;ticas    em 2 tempos e sem sopros, abdome doloroso &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o em    hipoc&ocirc;ndrio direito e epig&aacute;strio, apresentando hepatomegalia (f&iacute;gado    a 7-8 cm do rebordo costal direito).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultado dos exames laboratoriais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="quad1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/3a11quad1.gif" border="0"></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><a name="quad2"></a></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/3a11quad2.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="quad3"></a></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/3a11quad3.gif" border="0"></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="quad4"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/3a11quad4.gif" border="0"></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/3a11fig1.gif" border="0"></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><a name="fig2"></a></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/3a11fig2.gif" border="0"></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Evolu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A paciente teve alta com melhora do quadro ap&oacute;s    15 dias de internamento e ficou em seguimento ambulatorial pelo GRUPO DO F&Iacute;GADO    da FSCMPA. Ap&oacute;s quase 10 meses do in&iacute;cio do quadro desenvolveu    marcador sorol&oacute;gico compat&iacute;vel com imunidade (Anti HBs).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O parto ocorreu em 03 de janeiro de 2005, na    FSCMPA, por via vaginal. O beb&ecirc; nasceu em boas condi&ccedil;&otilde;es    com idade gestacional de 36 semanas pesando 3400 gramas. Foi administrado dentro    das primeiras 12 horas de vida, vacina e gamaglobulina hiperimune contra hepatite    B. Teve alta ap&oacute;s 48 horas de vida em boas condi&ccedil;&otilde;es. Foi    feito o seguimento ambulatorial da crian&ccedil;a e, ap&oacute;s a 2<sup>a</sup>    dose da vacina, em 04/02/2005, o lactente desenvolveu marcador sorol&oacute;gico    compat&iacute;vel com imunidade (Anti HBs), (<a href="#quad4">Quadro 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda n&atilde;o faz parte da rotina m&eacute;dica    a triagem para VHB no per&iacute;odo gestacional<sup>6</sup>. Esse v&iacute;rus &eacute;    respons&aacute;vel por patologia hep&aacute;tica cr&ocirc;nica em crian&ccedil;as    nascidas de m&atilde;es infectadas e as conseq&uuml;&ecirc;ncias dessa infec&ccedil;&atilde;o    levam, a curto e m&eacute;dio prazo &agrave; hepatite cr&ocirc;nica, e em longo    prazo, &agrave; cirrose e a complica&ccedil;&otilde;es neopl&aacute;sicas como    o carcinoma hepatocelular<sup>8</sup>. Gestantes com hepatite B aguda, diagnosticadas no    1<sup>o</sup> e 2<sup>o</sup> trimestres de gravidez, em 5 a 10% das vezes transmitem a infec&ccedil;&atilde;o    ao filho; para gestantes infectadas no 3<sup>o</sup> trimestre ou para portadoras cr&ocirc;nicas,    a probabilidade de comprometimento do rec&eacute;m-nascido &eacute; da ordem    de 60%<sup>5, 9</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A profilaxia da hepatite B no rec&eacute;m-nascido    est&aacute; baseada na administra&ccedil;&atilde;o de imunoglobulina hiperimune    seguida de 3 doses de vacina da hepatite B (1<sup>a</sup> dose ao nascimento,    2<sup>a</sup> dose com 1 m&ecirc;s de vida e 3<sup>a</sup> dose aos 6 meses).    Esse esquema de profilaxia institu&iacute;do logo ap&oacute;s o nascimento,    diminui o risco de a crian&ccedil;a tornar-se portadora cr&ocirc;nica para 2%.    No presente caso a interven&ccedil;&atilde;o em tempo h&aacute;bil pode ter    impedido a transmiss&atilde;o do VHB para o rec&eacute;m-nascido<sup>10</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &Eacute; importante o rastreamento da hepatite    B cr&ocirc;nica na assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal, por meio da pesquisa    de HBsAg no in&iacute;cio da gesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estender a aplica&ccedil;&atilde;o da vacina    contra hepatite B &agrave;s mulheres em idade f&eacute;rtil, possibilitaria    a preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical e, conseq&uuml;entemente,    contribuiria para a diminui&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o do    v&iacute;rus.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">01 . BEL&Eacute;M. Instituto Evandro Chagas,    Se&ccedil;&atilde;o de Hepatologia, Estudo e Pesquisa. <i>Sorologia e Biologia    Molecular no Diagn&oacute;stico das Hepatites &#8211; Informa&ccedil;&otilde;es    Elementares</i>, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">02. SOUTO, FJD. Distribui&ccedil;&atilde;o da    Hepatite B no Brasil: atualiza&ccedil;&atilde;o do mapa epidemiol&oacute;gico    e proposi&ccedil;&otilde;es para seu controle. <i>Rev. GED</i>, v. 18, n. 4,    p.143-150, jul/ago. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">03. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. <i>Situa&ccedil;&atilde;o    da Preven&ccedil;&atilde;o e Controle das Doen&ccedil;as Transmiss&iacute;veis    no Brasil</i>. Bras&iacute;lia: MS, 2002. p. 31-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">04. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria Executiva. Programa Nacional de Hepatites Virais. <i>Hepatites Virais:    O Brasil est&aacute; atento</i>. S&eacute;rie A. Normas e Manuais T&eacute;cnicos.    Bras&iacute;lia - DF, 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">05. NABULSI, MM. et al. Prevalence of hepatitis    B surface antigen in pregnant Lebanese Women. <i>International Journal of Ginecology    &amp; Obstetrics</i>, v. 58, p. 243-244, march. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">06. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    - Funasa, Instituto Evandro Chagas (Bel&eacute;m). Se&ccedil;&atilde;o de Hepatologia.    Sorologia e biologia molecular no diagn&oacute;stico das hepatites; informa&ccedil;&otilde;es    elementares. Bel&eacute;m, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">07. DINIZ, EMA.; <i>Infec&ccedil;&otilde;es Cong&ecirc;nitas    e Perinatais</i>. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 1991.p:165-185. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de - Funasa, Instituto Evandro Chagas (Bel&eacute;m). Se&ccedil;&atilde;o    de Hepatologia. Sorologia e biologia molecular no diagn&oacute;stico das hepatites;    informa&ccedil;&otilde;es elementares. Bel&eacute;m, 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">08. CALIL, KF. In: AZEVEDO, RA. <i>Infectologia    Pedi&aacute;trica</i>. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 1998. p: 414-426.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">09. PAR&Aacute;. Secretaria de Estado de Sa&uacute;de    P&uacute;blica. Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual do Programa de DST/AIDS.    <i>Distribui&ccedil;&atilde;o do N&uacute;mero de Casos de DST no Par&aacute;</i>.    Bel&eacute;m: SESPA, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Documento    Cient&iacute;fico. Consenso do Departamento de Gastroenterologia da Sociedade    Brasileira de Pediatria. Hepatites Virais - Vacinas, abril. 2004.</font><p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao GRUPO DO F&Iacute;GADO da Funda&ccedil;&atilde;o    Santa Casa de Miseric&oacute;rdia do Par&aacute;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/rpm/v20n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   Daniela Maria Raulino da Silveira    <br>   Avenida Gentil Bittencourt, 1390. Apt<sup>o</sup> 329-B    <br>   Nazar&eacute;, Bel&eacute;m - PA. CEP: 66040-000    <br>   Fone: (0xx91)3212.98.02 / (0xx91)8114.35.27    <br>   E-mail: <a href="mailto:danielaraulino@yahoo.com.br">danielaraulino@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vit&oacute;ria Carvalho Cardoso    <br>   Rua Curu&ccedil;&aacute;, 289    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Umarizal, Bel&eacute;m-PA. CEP: 66050-080    <br>   Fone: (0xx91)3225.26.08/ (0xx91)8162.1339    <br>   E-mail: <a href="mailto:vit%F3ria.cardoso@gmail.com.br">vit&oacute;ria.cardoso@gmail.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 23.01.2006    <br>   Aprovado em 17.05.2006 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo"><sup>1</sup></a>Trabalho realizado na Maternidade do Hospital Funda&ccedil;&atilde;o Santa Casa    de Miseric&oacute;rdia do Par&aacute; (FSCMPA).</font></p>      ]]></body><back>
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