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<institution><![CDATA[,Bacharel em Psicologia pela UFPA  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Dra em Saúde Mental pela UNICAMP/SP Professora Adjunto do DPSE/CFCH/UFPA ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ESPECIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>O que &eacute; especial &#8230;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Cristina Freitas Heringer<sup>I</sup>; Airle Miranda    de Souza<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Bacharel em Psicologia pela UFPA    <br>   <sup>II</sup>Dr<sup>a</sup> em Sa&uacute;de Mental pela UNICAMP/SP. Professora    Adjunto do DPSE/CFCH/UFPA</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O ingresso do aluno de gradua&ccedil;&atilde;o    na organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de marca o in&iacute;cio de uma nova    etapa do viver, no que diz respeito ao campo pessoal e profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adentrando no hospital novos olhares ser&atilde;o    requeridos e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais ser&atilde;o estabelecidas,    assim como, a integra&ccedil;&atilde;o entre conte&uacute;do te&oacute;rico    e pr&aacute;tico. Essa integra&ccedil;&atilde;o harm&ocirc;nica entre a bagagem    te&oacute;rica trazida pelo aluno e a pr&aacute;tica que ser&aacute; desenvolvida,    exigir&aacute; um pensar, olhar e fazer sens&iacute;veis ao novo campo que se    configura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, apresentamos as percep&ccedil;&otilde;es    de uma aluna acerca da psicoterapia de grupo-suporte em enfermaria, ou seja,    um espa&ccedil;o de acolhimento, troca de experi&ecirc;ncias e de express&atilde;o    dos sentimentos, disponibilizado aos indiv&iacute;duos internados e seus acompanhantes.    Essas remetem a um sentir, pensar e olhar permeados por sensibilidade e disposi&ccedil;&atilde;o...</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Come&ccedil;ando...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O grupo come&ccedil;ou por meio de convite, face    a face, feito aos pacientes e acompanhantes de uma enfermaria, alas feminina    e masculina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Eles foram informados acerca dos objetivos do    grupo, de forma simples e acolhedora, ficando a decis&atilde;o de participar    ao crit&eacute;rio de cada um, segundo sua possibilidade e desejo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos poucos, os pacientes e acompanhantes foram    chegando e se acomodando e, ao todo, participaram doze pessoas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A reuni&atilde;o come&ccedil;ou com as boas-vindas    e apresenta&ccedil;&atilde;o da coordenadora e das duas estagi&aacute;rias de    psicologia, passando &agrave; auto-apresenta&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea    dos presentes, entre esses, pacientes e acompanhantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Vivendo...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O grupo foi se realizando atrav&eacute;s dos    depoimentos individuais, fazendo emergir as dificuldades, as compensa&ccedil;&otilde;es,    as lutas vencidas, as expectativas, os medos, enfim as ang&uacute;stias predominantes    de pacientes e acompanhantes internados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A din&acirc;mica foi envolvendo uns, mais do    que outros, suscitando emo&ccedil;&otilde;es, descontentamentos, alegrias e    reconhecimento de aspectos do viver fora e dentro do hospital, de lidar com    a enfermidade pr&oacute;pria e com a do outro, com a falta de algo que se considera    perdido, ora a fam&iacute;lia que est&aacute; longe ora a sa&uacute;de que se    espera recuperar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um aspecto da din&acirc;mica que nos chamou a    aten&ccedil;&atilde;o foi a constru&ccedil;&atilde;o ocorrida: o grupo se fez,    se conduziu, auto-geriu e se desfez. Um espa&ccedil;o constru&iacute;do onde    foram depositadas as ang&uacute;stias e esperan&ccedil;as que, ao se desfazer,    desfez tamb&eacute;m muitas ang&uacute;stias e teve como conseq&uuml;&ecirc;ncia    a produ&ccedil;&atilde;o de bem-estar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; como se, em sendo agrupadas, tais ang&uacute;stias    fossem aglutinadas e depois pulverizadas com a volta &agrave; enfermaria, possibilitando    o resgate emocional do sentido de estar interno como uma etapa a ser vivida,    de doente como um estado de paci&ecirc;ncia e do cuidado de si como o principal    passo para cuidar dos demais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de referencial te&oacute;rico, houve    predomin&acirc;ncia de um olhar fenomenol&oacute;gico-existencial para esse    grupo, especialmente, a compreens&atilde;o heideggeriana do Ser-A&iacute; ou    <i>Dasein</i>, sendo no mundo a partir da doen&ccedil;a e do contexto hospitalar,    movendo-se em busca do ser sadio, vivendo na sua casa, com a fam&iacute;lia,    os filhos, dormindo no seu canto que lhe &eacute; familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lidar com a imprevisibilidade do dia de amanh&atilde;,    n&atilde;o sabendo o que este ser&aacute;, &eacute; uma caracter&iacute;stica    do existir humano, apesar de termos a ilus&atilde;o de que vai ser do jeito    que planejamos ou desejamos. A condi&ccedil;&atilde;o humana da temporalidade,    representada mais de perto pelas ang&uacute;stias da morte e do adoecimento,    se desvela na viv&ecirc;ncia grupal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O resgate, no grupo, dos significados, do pertencimento,    do sentimento e reconhecimento do outro como algu&eacute;m que <i>est&aacute;    em mim</i> preenche vazios e renova a energia vital, ajudando a suportar essa    luta que &eacute; estar doente e internado num hospital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Finalizando...</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi muito importante para n&oacute;s esta viv&ecirc;ncia,    a primeira junto ao paciente e ao grupo de trabalho da Psicologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sentimos, profundamente, o desenvolvimento dos    sujeitos e o significado da din&acirc;mica de falar, escutar, ser visto e olhar,    no contexto hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conduzida de forma a dar lugar para sentimentos    nada f&aacute;ceis, a fala foi se construindo do sujeito para o grupo e do grupo    para o sujeito. E, ao serem compartilhados os sentimentos, houve o acolhimento    de cada um dos participantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com o t&eacute;rmino do grupo, todos sa&iacute;ram,    visivelmente, melhores do que entraram, mais amparados em suas ang&uacute;stias    e renovados em suas buscas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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