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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ESPECIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Cinq&uuml;enten&aacute;rio dos m&eacute;dicos    de 1957</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Al&iacute;pio Augusto Bordalo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do Conselho Estadual de Cultura do Par&aacute;.    Da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Editores Cient&iacute;ficos ABEC</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma cola&ccedil;&atilde;o de grau &eacute; um    fato marcante em nossas vidas. &Eacute; a meta almejada ap&oacute;s 18 anos    de estudo e dedica&ccedil;&atilde;o, desde a alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Assim foi &agrave; noite de 8 de dezembro de    1957. Ao sairmos da imponente Bas&iacute;lica de N. S. de Nazar&eacute;, ap&oacute;s    a ben&ccedil;&atilde;o dos an&eacute;is pelo Arcebispo Metropolitano, uma demorada    chuva nos acompanhou at&eacute; chegarmos ao pavilh&atilde;o do Audit&oacute;rio    maior da tradicional Faculdade de Medicina e Cirurgia do Par&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute;ramos 24 jovens graduandos que proferiram    o juramento de Hip&oacute;crates, algumas vezes n&atilde;o obedecido. O paraninfo    escolhido foi o saudoso Prof. Gerv&aacute;sio de Britto Melo, da Cadeira de    Doen&ccedil;as Tropicais, discursando sobre o tema -<i> A mentira m&eacute;dica</i>    -. Mestre competente, di&aacute;logo aberto, cora&ccedil;&atilde;o bondoso e    maior amigo da turma. Oriundo do Piau&iacute;, quando jovem, pretendia estudar    Medicina na Bahia, mas, quis o destino que viesse para o Par&aacute;, onde ficou    e se graduou pela Faculdade de Medicina e Cirurgia, em 1939. Quando rec&eacute;m    graduado, fez parte dos pesquisadores pioneiros do, ent&atilde;o, Instituto    de Patologia Tropical do Norte, hoje, Instituto Evandro Chagas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O colega Oziel Rodrigues Carneiro, com esp&iacute;rito    extrovertido e de lideran&ccedil;a, foi o orador escolhido e soube cumprir a    miss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cabe citar os nomes dos componentes da Turma    de 1957. Em primeiro lugar aqueles que j&aacute; partiram para a eternidade,    como sejam: Albanir Leal, Adalcides Galo, Agostinho Marques, Jos&eacute; C&acirc;mara,    Joel Guimar&atilde;es, Carlos Cunha, Rodolfo Tourinho, Neuza Dilon, Neide Rocha    e Cheker Naim. Que Deus os tenha na santa paz.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Guardo com carinho o livro que a saudosa colega    Neuza Lima Dilon me ofereceu, sob t&iacute;tulo <i>Mestres da Dermatologia Paulista,    S&atilde;o Paulo: JSN Editora 2002</i>, onde, o autor narra e ressalta o trabalho    abnegado de Neuza em organizar, ao in&iacute;cio dos anos 60, o Departamento    de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Botucatu da UNESP. Decerto, foi    uma paraense que, com seu valor e dedica&ccedil;&atilde;o, deixou sua marca    na hist&oacute;ria da Dermatologia em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dentre os vivos e com mais de setenta anos, est&atilde;o    - Alcir Ara&uacute;jo, Arival Brito, Al&iacute;pio Bordalo, Altair Lemos, Carlos    Borges, Clara Ventura, Hiran Soares, Iaci Pina de Nazar&eacute;, Maria Jos&eacute;    Chaves, Mario Ernesto Rodrigues, Neide Brito, Neusa Carneiro, Oziel Carneiro    e Reinaldo Oliveira. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Acreditamos que os escul&aacute;pios de 1957    da UFPA n&atilde;o desonraram a nobre profiss&atilde;o. Vivemos uma fase de    transi&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, do exerc&iacute;cio da Medicina liberal    para a assist&ecirc;ncia &quot;massificada&quot; pelos governos estadual e federal    e mercantilizada pelos planos de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o cabe, aqui, elogiar cada um, pois    poder&iacute;amos melindrar algu&eacute;m. Apenas, citaremos alguns nomes com    atua&ccedil;&atilde;o no contexto hist&oacute;rico-cultural regional e nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A hist&oacute;ria da Faculdade de Medicina e    Cirurgia do Par&aacute;, fundada em 1919, e as gera&ccedil;&otilde;es de m&eacute;dicos    que graduou, nortistas, nordestinos e goianos, se integram &agrave; hist&oacute;ria    do Par&aacute; e do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A cronologia hist&oacute;rica da Medicina no    Par&aacute;, desde o sec. XIX, nos mostra os nomes de Ferreira Cant&atilde;o,    Fructuoso Guimar&atilde;es, Jos&eacute; da Gama Malcher, Joaquim Corr&ecirc;a    de Freitas e Jos&eacute; Paes de Carvalho, do Corpo cl&iacute;nico do Hospital    de Caridade da Santa Casa de Miseric&oacute;rdia. Paes de Carvalho governou    o Par&aacute;, durante a &uacute;ltima d&eacute;cada do referido s&eacute;culo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Durante o s&eacute;c. XX, ressaltam os nomes    de Acilino de Le&atilde;o Rodrigues, cl&iacute;nico renomado, mestre de gera&ccedil;&otilde;es    e deputado estadual; Catete Pinheiro, ministro da sa&uacute;de do Gov. J&acirc;nio    Quadros; Ep&iacute;logo de Campos, ardoroso deputado federal que muito lutou    pela cria&ccedil;&atilde;o, nos anos 50, da Universidade Federal do Par&aacute;    UFPA; Celso Malcher, Prefeito de Bel&eacute;m e Aracy Barreto, Reitor da UFPA.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Da pl&ecirc;iade de 1957, o colega Oziel Carneiro,    tamb&eacute;m, teve atividade pol&iacute;tica como senador da Rep&uacute;blica,    candidato a governador do Estado do Par&aacute; e Presidente do Banco do Brasil.    &Eacute; justo citar os colegas, Carlos Salgado Borges, Diretor do Centro de    Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de CCS da Universidade Federal do Maranh&atilde;o    e Arival Cardoso de Brito, Diretor do CCS da UFPA. Felizmente, voltou a tradicional    denomina&ccedil;&atilde;o - Faculdade de Medicina.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Merecem uma homenagem especial os saudosos e    ilustres mestres, Jos&eacute; da Silveira Neto, incans&aacute;vel batalhador    da Faculdade e criador do <i>campus do Guam&aacute;</i> da UFPA, Gerv&aacute;sio    de Britto Meio, Orlando Rodrigues da Costa, Afonso Rodrigues Filho, Abelardo    Santos, Pedro Rosado, Cl&aacute;udio Dacier Lobato, Domingos Barbosa da Silva,    Dion&iacute;sio de Oliveira Bentes e ainda vivos, os octogen&aacute;rios Guaraciaba    Quaresma da Gama, Jos&eacute; Monteiro Leite e Clodoaldo Ribeiro Beckman.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O espa&ccedil;o dispon&iacute;vel &eacute; curto    para contar as muitas est&oacute;rias de viv&ecirc;ncia acad&ecirc;mica na tradicional    Faculdade de Medicina e na tricenten&aacute;ria Santa Casa de Miseric&oacute;rdia    do Par&aacute;, merecedora da nossa maior homenagem, pois, &agrave;quela &eacute;poca    era o principal hospital-escola do Par&aacute;. A hist&oacute;ria da Medicina    no Par&aacute; ainda vive e respira o ar do antigo Largo de Santa Luzia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Agradecemos a Deus e aos queridos pais, pelo    que somos e fizemos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Bel&eacute;m, junho/2007</font></p>      ]]></body>
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