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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mycobacterium tuberculosis resistente: de onde vem a resistência?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The author discusses the resistant tuberculosis bacillii problem. He comments on the history of the Mycobacterium tuberculosis development and its inserction in the human ambient. He discusses the bacterial mechanisms used for developing resistance to the antibiotics, focusing on those used by the tuberculosis bacili and showing results of studies on the genetic modifications that leads to resistance. He presents some laboratorial instruments that can be used in the detection of resistance, commenting on its practical use. He ends by commenting on how a tuberculous patient can develop lesions colonized by resistant bacilii and the ways to avoid it.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mycobacterium    tuberculosis resistente: de onde vem a resit&ecirc;ncia?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hisbello S.    Campos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&eacute;dico do    Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O autor aborda    o problema da resist&ecirc;ncia do bacilo tuberculoso aos principais quimioter&aacute;picos    usados no tratamento da tuberculose. Comenta a hist&oacute;ria do desenvolvimento    do <i>Mycobacterium tuberculosis</i> e sua inser&ccedil;&atilde;o no meio humano.    Discute os mecanismos bacterianos de desenvolvimento de resist&ecirc;ncia aos    antibi&oacute;ticos, particularizando aqueles usados pelo bacilo tuberculoso    e apresentando resultados de estudos sobre as modifica&ccedil;&otilde;es no    genoma bacteriano e conseq&uuml;ente resist&ecirc;ncia. Apresenta alguns instrumentos    laboratoriais que podem ser usados na detec&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia    bacteriana, comentando sua utiliza&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. Termina    por descrever como um doente tuberculoso pode desenvolver les&otilde;es colonizadas    por bacilos resistentes aos quimioter&aacute;picos e as maneiras de evitar a    multiplica&ccedil;&atilde;o deles.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Mycobacterium tuberculosis resistente, Tuberculose multidroga resistente, Mecanismos    bacterianos de resist&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The author discusses    the resistant tuberculosis bacillii problem. He comments on the history of the    <i>Mycobacterium tuberculosis</i> development and its inserction in the human    ambient. He discusses the bacterial mechanisms used for developing resistance    to the antibiotics, focusing on those used by the tuberculosis bacili and showing    results of studies on the genetic modifications that leads to resistance. He    presents some laboratorial instruments that can be used in the detection of    resistance, commenting on its practical use. He ends by commenting on how a    tuberculous patient can develop lesions colonized by resistant bacilii and the    ways to avoid it. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    Resistant Mycobacterium tuberculosis, Multidrug resistant tuberculosis, Bacterial    mechanisms of resistance.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tuberculose &eacute;    uma doen&ccedil;a infecciosa cr&ocirc;nica que vem afligindo a humanidade h&aacute;    mais de 5 mil&ecirc;nios. Seu agente etiol&oacute;gico, o <i>Mycobacterium tuberculosis</i>,    ou bacilo de Koch, &eacute; o pat&oacute;geno que, provavelmente, mais mortes    causou<sup>1</sup> at&eacute; o momento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos pa&iacute;ses    mais desenvolvidos, o impacto da doen&ccedil;a sobre a popula&ccedil;&atilde;o    foi reduzido pelas melhorias radicais nas condi&ccedil;&otilde;es de vida que    ocorreram em meados do s&eacute;culo XIX, e tornou-se ainda menor pela implementa&ccedil;&atilde;o    da quimioterapia efetiva nos &uacute;ltimos 50 anos. Nos pa&iacute;ses ainda    em desenvolvimento, ao contr&aacute;rio, a tuberculose manteve-se como um s&eacute;rio    problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica<sup>2</sup>. Atualmente, mesmo nas regi&otilde;es    onde a tuberculose n&atilde;o mais era prioridade nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de,    ela vem ressurgindo. As poss&iacute;veis raz&otilde;es para o recrudescimento    desse terr&iacute;vel flagelo incluem a epidemia da AIDS e os n&iacute;veis    crescentes de pauperiza&ccedil;&atilde;o e de uso de drogas<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A arma mais poderosa    contra esse flagelo &eacute; a moderna quimioterapia que, em seis meses, &eacute;    capaz de curar quase a totalidade dos casos. Idealmente, a frase anterior deveria    ser: &quot;... &eacute; capaz de curar todos os doentes&quot;, mas alguns fatores    o impedem. Um deles &eacute; a resist&ecirc;ncia do bacilo tuberculoso a um    ou mais dos quimioter&aacute;picos usados no tratamento da doen&ccedil;a. Resist&ecirc;ncia    bacteriana &eacute; t&atilde;o antiga quanto a quimioterapia da tuberculose.    Os principais fatos biol&oacute;gicos ligados &agrave; resist&ecirc;ncia do    bacilo tuberculoso aos quimioter&aacute;picos, tais como a exist&ecirc;ncia    de mutantes resistentes em cepas selvagens, sua prov&aacute;vel sele&ccedil;&atilde;o    pelo tratamento sob certas condi&ccedil;&otilde;es, a liga&ccedil;&atilde;o    entre resist&ecirc;ncia e tuberculose grave, e a preven&ccedil;&atilde;o in    vitro da resist&ecirc;ncia pelo uso combinado de drogas, foram todos demonstrados    nos primeiros cinco anos da hist&oacute;ria da quimioterapia efetiva da tuberculose.    Com a disponibilidade de rem&eacute;dios efetivos para o tratamento, estudos    cl&iacute;nicos controlados demonstraram, <i>in vivo</i>, o valor da associa&ccedil;&atilde;o    de f&aacute;rmacos no aumento da efici&ecirc;ncia da quimioterapia e na preven&ccedil;&atilde;o    do surgimento da resist&ecirc;ncia. Embora a situa&ccedil;&atilde;o particular    da tuberculose, com respeito &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia e &agrave; import&acirc;ncia    da emerg&ecirc;ncia da resist&ecirc;ncia bacteriana durante a quimioterapia    fosse reconhecida precocemente, houve desinteresse no acompanhamento da sua    freq&uuml;&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>Mycobacterium    tuberculosis</i> resistente &eacute; um s&eacute;rio problema por dois motivos    principais: 1) como h&aacute; apenas poucos f&aacute;rmacos efetivos dispon&iacute;veis,    uma infec&ccedil;&atilde;o pelo bacilo resistente pode levar a uma doen&ccedil;a    potencialmente intrat&aacute;vel; 2) embora apenas parte menor dos infectados    venha a adoecer (5-10%), a doen&ccedil;a &eacute; altamente contagiosa. Portanto,    se houver um n&uacute;mero elevado de doentes tuberculosos portadores de germes    resistentes a duas ou mais drogas potentes do arsenal terap&ecirc;utico contra    a doen&ccedil;a, a probabilidade desse n&uacute;mero aumentar exponencialmente    &eacute; grande, e estaremos de frente a um s&eacute;rio problema com poucas    possibilidades de solu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Internacionalmente,    multidroga resist&ecirc;ncia &eacute; definida como resist&ecirc;ncia &agrave;    rifampicina e &agrave; isoniazida<sup>4</sup>. No Brasil, contudo, optou-se    por uma defini&ccedil;&atilde;o operacional de &quot;tuberculose multidroga    resistente&quot;: &quot;qualquer forma cl&iacute;nica da doen&ccedil;a na qual    o exame bacteriol&oacute;gico detecta resist&ecirc;ncia &quot;<i>in vitro</i>&quot;    &agrave;, pelo menos, rifampicina, isoniazida e a mais uma ou mais das drogas    componentes dos esquemas I (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) ou III (estreptomicina,    etambutol, pirazinamida e etionamida)<sup>5</sup>&quot;. Possivelmente a tuberculose    multidroga-resistente &eacute; o resultado da acumula&ccedil;&atilde;o de diferentes    muta&ccedil;&otilde;es independentes e n&atilde;o &eacute; fruto de um &uacute;nico    evento. Sob o ponto de vista terap&ecirc;utico isso &eacute; muito importante    porque, se m&eacute;dicos e pacientes usam o esquema adequado da forma correta,    n&atilde;o h&aacute; amea&ccedil;a significativa ao futuro imediato da quimioterapia    de curta dura&ccedil;&atilde;o. Se as medidas apropriadas para prevenir a dissemina&ccedil;&atilde;o    de bacilos multirresistentes forem tomadas, o problema da multidroga resist&ecirc;ncia    deve ser auto-limitante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; objeto    do presente artigo comentar e discutir alguns mecanismos envolvidos no desenvolvimento    da resist&ecirc;ncia micobacteriana aos rem&eacute;dios da tuberculose e na    sua detec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A intera&ccedil;&atilde;o    do bacilo tuberculoso com o homem</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fam&iacute;lia    <i>Micobacteriaceae</i> antecede a evolu&ccedil;&atilde;o da vida animal e compreende    diversas bact&eacute;rias sapr&oacute;fitas do solo que desempenham fun&ccedil;&atilde;o    de decompor material vegetal morto, enriquecendo o solo, como parte do ciclo    vital de plantas e &aacute;rvores. Da mesma forma que outros g&ecirc;neros do    reino animal, na medida em que evolu&iacute;ram, muta&ccedil;&otilde;es ao acaso    produziram esp&eacute;cies capazes de parasitar animais (r&eacute;pteis, anf&iacute;bios,    peixes e p&aacute;ssaros, p. ex.). Muito mais tarde, quando os mam&iacute;feros    evolu&iacute;ram, um mutante chamado <i>Mycobacterium bovis</i>, desenvolveu    a capacidade de parasitar um amplo espectro de animais de sangue quente: bovinos,    roedores, marsupiais, cervos<sup>6</sup>, p.ex.. Permaneceu end&ecirc;mico em    muitas esp&eacute;cies, distribuindo-se entre presas e predadores. Sem dissemina&ccedil;&atilde;o    a&eacute;rea em espa&ccedil;os fechados, n&atilde;o se tornou epid&ecirc;mico.    Os primeiros contatos da micobact&eacute;ria com a ra&ccedil;a humana provavelmente    foram espor&aacute;dicos e causados pelo ato de comer carne crua ou inadequadamente    cozida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre 8.000 e 10.000    anos atr&aacute;s, com o h&aacute;bito de domesticar animais e de suplementar    a dieta com carne, leite e queijo, especula-se que tenha aumentado a freq&uuml;&ecirc;ncia    de infec&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com o <i>M. bovis</i> a partir    do leite. Embora a doen&ccedil;a resultante geralmente se limitasse ao aumento    e drenagem dos linfonodos cervicais (escr&oacute;fula), ocasionalmente comprometia    outros &oacute;rg&atilde;os e podia ser fatal. A d&uacute;vida sobre se uma    infec&ccedil;&atilde;o inicial pelo <i>M. bovis</i> conferiria prote&ccedil;&atilde;o    contra a tuberculose foi objeto de debate a partir dos trabalhos de Marfan em    1886<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A conviv&ecirc;ncia    do homem com o gado foi proposta como o fator que gerou a evolu&ccedil;&atilde;o    do <i>Mycobacterium tuberculosis</i>. Durante os invernos, as pessoas dividiam    suas casas com seus animais para a conserva&ccedil;&atilde;o do calor. Uma vaca    tossindo poderia expor uma fam&iacute;lia a uma infec&ccedil;&atilde;o aer&oacute;gena    pelo <i>M. bovis</i>. Isso criou um nicho para o desenvolvimento de um mutante    mais patog&ecirc;nico para humanos e menos agressivo para a maior parte dos    animais. Da mesma forma que o <i>M. bovis</i>, o <i>M. tuberculosis</i> n&atilde;o    podia sobreviver no meio ambiente, e sua sobreviv&ecirc;ncia dependia da transmiss&atilde;o    de hospedeiro para hospedeiro. Entretanto, isolamentos geogr&aacute;ficos, tanto    por desertos, como por oceanos ou montanhas, mantiveram as popula&ccedil;&otilde;es    razoavelmente isentas das press&otilde;es seletivas do <i>M. tuberculosis</i>    por s&eacute;culos. Estudos gen&eacute;ticos das micobact&eacute;rias, revelam    enormes semelhan&ccedil;as entre os DNAs do <i>M. bovis</i> e do <i>M. tuberculosis</i>,    e mesmo do <i>M. microtti</i> e do <i>M. africanum</i><sup>8</sup>, indicando    que essa teoria evolutiva possa ser real.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como diversos fatores    epidemiol&oacute;gicos importantes para a dissemina&ccedil;&atilde;o do bacilo    estavam ausentes, apesar de o do M. tuberculosis ter achado um meio ambiente    adequado para sua sobreviv&ecirc;ncia e multiplica&ccedil;&atilde;o em humanos,    as formas da doen&ccedil;a eram espor&aacute;dicas. Nas pessoas muito suscept&iacute;veis,    a doen&ccedil;a lembrava a febre tif&oacute;ide<sup>9,10</sup>, e matava o hospedeiro    muito rapidamente, n&atilde;o gerando um disseminador eficiente<sup>11</sup>.    Os indiv&iacute;duos que o acaso favoreceu com maior resist&ecirc;ncia ao bacilo    sobreviviam &agrave; infec&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Quanto maior o    n&uacute;mero dos sobreviventes, maior o n&uacute;mero daqueles que desenvolviam    tuberculose pulmonar e se tornavam eficientes propagadores do microrganismo.    Apesar disso, a tuberculose ainda permaneceu como uma doen&ccedil;a end&ecirc;mica    e espor&aacute;dica por muitos s&eacute;culos na Europa<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Epidemias t&ecirc;m    um ciclo que pode ser representado por uma curva. Todas apresentam uma eleva&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida paralela &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o,    diminuindo o crescimento na medida em que o n&uacute;mero de pessoas suscept&iacute;veis    vai sendo reduzido e passando a apresentar tend&ecirc;ncia de queda lenta, no    sentido da linha de base, quando o reservat&oacute;rio de pessoas suscept&iacute;veis    vai sendo diminu&iacute;do pela morte. A epidemia de tuberculose que ocorreu    na Europa no s&eacute;culo XVIII desenvolveu-se numa popula&ccedil;&atilde;o    na qual alguma sele&ccedil;&atilde;o pela resist&ecirc;ncia natural j&aacute;    existia. Nesse grupo, a tuberculose bovina e a humana eram end&ecirc;micas por    s&eacute;culos. Como resultado, indiv&iacute;duos infectados habitualmente sobreviviam    no est&aacute;gio prim&aacute;rio, mas desenvolviam formas cr&ocirc;nicas pulmonares.    Como as comunidades eram basicamente rurais, mesmo nas grandes cidades n&atilde;o    havia aglomeramento. O ingrediente essencial para a dissemina&ccedil;&atilde;o    epid&ecirc;mica foi o in&iacute;cio da Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial no    s&eacute;culo XVIII, quando as cidades se tornaram populosas e as condi&ccedil;&otilde;es    de pobreza reinantes facilitaram o in&iacute;cio da epidemia<sup>13</sup>. Na    &eacute;poca, a tuberculose foi chamada a &quot;Grande Praga Branca&quot;, n&atilde;o    se sabe se para diferenci&aacute;-la da praga bub&ocirc;nica (a &quot;morte    negra&quot;) ou se porque estava limitada aos caucasianos<sup>14</sup>. A crescente    densidade populacional das cidades forneceu as condi&ccedil;&otilde;es ideais    para a dissemina&ccedil;&atilde;o aer&oacute;gena do bacilo, como de diversos    outros microrganismos. A epidemia cresceu e espalhou-se pela Europa ocidental.    Naquela &eacute;poca, virtualmente todos nas cidades europ&eacute;ias estavam    infectados na idade de 25 a 30 anos, e cerca de 25% de todas as mortes eram    atribu&iacute;das &agrave; tuberculose<sup>14</sup>. Lentamente, a doen&ccedil;a    se propagou para a Europa oriental, &quot;protegida&quot; pelo atraso na industrializa&ccedil;&atilde;o    e pelos obst&aacute;culos &agrave;s viagens oferecidos pelas montanhas ou pelas    fronteiras pol&iacute;ticas<sup>15,16</sup>. At&eacute; as &uacute;ltimas d&eacute;cadas    do s&eacute;culo XIX, a tuberculose era raramente notificada na R&uacute;ssia<sup>17</sup>    e relativamente incomum na &Iacute;ndia<sup>18</sup>. A epidemia foi levada    para a Am&eacute;rica do Norte &quot;colonial&quot; pelos pecuaristas europeus<sup>19</sup>    e foi crescendo de import&acirc;ncia na medida em que os nativos eram for&ccedil;ados    a viver aglomerados em reservas<sup>20</sup>. Os jesu&iacute;tas tamb&eacute;m    foram respons&aacute;veis pela introdu&ccedil;&atilde;o da tuberculose nas Am&eacute;ricas,    principalmente na do Sul. &Agrave; medida em que os europeus colonizavam outras    regi&otilde;es, portadores de tuberculose pulmonar cr&ocirc;nica levavam a doen&ccedil;a    para outros portos. As formas primitivas de transporte e a hostilidade dos colonizados    dificultavam a penetra&ccedil;&atilde;o da tuberculose no interior dessas regi&otilde;es.    Por exemplo, a tuberculose chegou &agrave; costa da &Aacute;frica e &agrave;    Nova Guin&eacute; no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, mas s&oacute; penetrou    o interior da &Aacute;frica perto de 1910 e a Nova Guin&eacute; pr&oacute;ximo    a 1950<sup>21</sup>. A tuberculose era rara entre africanos que viviam em pequenas    vilas remotas e ao ar livre. Foram expostos &agrave; doen&ccedil;a pelos europeus.    Quando os jovens e saud&aacute;veis senegaleses foram alistados no ex&eacute;rcito    franc&ecirc;s durante a I Guerra Mundial, tiveram seus primeiros contatos com    o <i>M. tuberculosis</i> ao viverem em contato pr&oacute;ximo com os soldados    franceses e foram dizimados<sup>22</sup>. O mesmo ocorreu com soldados do interior    do Sud&atilde;o, ao serem recrutados pelo ex&eacute;rcito eg&iacute;pcio. Naquela    &eacute;poca, enquanto os soldados eg&iacute;pcios desenvolviam les&otilde;es    pulmonares cr&ocirc;nicas, os sudaneses morriam rapidamente por formas subagudas    disseminadas da tuberculose<sup>23</sup>. Certamente as popula&ccedil;&otilde;es    dessas &aacute;reas eram mais suscept&iacute;veis &agrave; infec&ccedil;&atilde;o    do que europeus e eg&iacute;pcios, e isso sugere fortemente uma diferen&ccedil;a    racial relativa &agrave; resist&ecirc;ncia, que poderia ser produto de experi&ecirc;ncia    ancestral com a doen&ccedil;a resultando, assim, em heran&ccedil;a gen&eacute;tica    que conferia resist&ecirc;ncia natural. Na verdade, nunca houve uma grande epidemia    mundial de tuberculose e, sim, muitas epidemias concurrentes, que come&ccedil;avam    em diferentes momentos<sup>24,25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sele&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos resistentes a um dado microrganismo ocorre apenas se a    exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; freq&uuml;ente e a doen&ccedil;a resultante    produz altos &iacute;ndices de letalidade antes ou durante a idade reprodutiva.    A hist&oacute;ria da humanidade foi pontuada por diversas &quot;press&otilde;es    evolucion&aacute;rias&quot; de diversos pat&oacute;genos infecciosos na luta    pela sobreviv&ecirc;ncia. &Agrave; medida em que sucessivas gera&ccedil;&otilde;es    iam sendo sujeitadas &agrave; inexor&aacute;vel elimina&ccedil;&atilde;o dos    jovens mais suscept&iacute;veis &agrave; doen&ccedil;a, a propor&ccedil;&atilde;o    de pessoas resistentes ao microrganismo ia aumentando gradualmente. Epidemias    infecciosas terminam como fruto da combina&ccedil;&atilde;o da imunidade &agrave;    adapta&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica. A natureza providenciou suficiente    flexibilidade no genoma humano para permitir adapta&ccedil;&otilde;es eventuais    a qualquer amea&ccedil;a letal atrav&eacute;s de v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es.    Foi dessa forma que diversas doen&ccedil;as infecciosas como sarampo, caxumba    e varicela, por exemplo, tornaramse &quot;doen&ccedil;as benignas da inf&acirc;ncia&quot;.    O aumento da resist&ecirc;ncia natural a essas infec&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s    da sele&ccedil;&atilde;o natural explica os baixos &iacute;ndices de mortalidade    infantil por essas doen&ccedil;as<sup>26</sup>. Sabe-se que as press&otilde;es    seletivas de alguns microrganismos colaboraram no sentido de, atrav&eacute;s    do processo de sele&ccedil;&atilde;o natural, eliminar ou manter gens para algumas    doen&ccedil;as adquiridas, evitando a destrui&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies.    O melhor exemplo desse fato, em humanos, &eacute; a vantagem compensat&oacute;ria    promovida pelo gen da anemia falciforme. Portadores homozig&oacute;ticos do    gen geralmente morrem cedo, antes da idade da reprodu&ccedil;&atilde;o. Os portadores    heterozig&oacute;ticos, que s&atilde;o em maior n&uacute;mero, resistem &agrave;    mal&aacute;ria melhor do que indiv&iacute;duos sem o gen. Essa resist&ecirc;ncia    especial dos heterozigotos explica a persist&ecirc;ncia do gen em popula&ccedil;&otilde;es    de &aacute;reas end&ecirc;micas de mal&aacute;ria. Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; tuberculose, um bom exemplo de menor susceptibilidade, ou maior resist&ecirc;ncia,    &eacute; dado com os descendentes de judeus. Teoricamente, a urbaniza&ccedil;&atilde;o    for&ccedil;ada daquela ra&ccedil;a em guetos muito populosos na Europa durante    os picos da epidemia tuberculosa selecionou sobreviventes &quot;resistentes&quot;<sup>27</sup>.    Um autor<sup>28</sup> sugeriu que a codifica&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica    dessa resist&ecirc;ncia estaria ligada de perto ao gen respons&aacute;vel pela    doen&ccedil;a de Tay-Sachs, uma doen&ccedil;a geneticamente transmitida e fatal    em crian&ccedil;as menores. Os judeus heterozigotos para esse gen s&atilde;o    mais resistentes &agrave; tuberculose. Isso representa um exemplo de um gen    determinante de uma rara e fatal doen&ccedil;a persistindo numa popula&ccedil;&atilde;o    porque, ao mesmo tempo, representa tamb&eacute;m uma &quot;vantagem&quot; gen&eacute;tica,    j&aacute; que protege contra outra doen&ccedil;a (a tuberculose). Por muitas    gera&ccedil;&otilde;es, o estado heterozig&oacute;tico determinou uma condi&ccedil;&atilde;o    especial de resist&ecirc;ncia &agrave; tuberculose em diversas regi&otilde;es    da Europa<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os mecanismos que    permitem o desenvolvimento de resist&ecirc;ncia natural &agrave; tuberculose    v&ecirc;m sendo estudados por grande n&uacute;mero de investigadores. Estudos    em coelhos revelaram que aqueles muito resistentes ao <i>M. bovis</i> apresentavam    les&otilde;es pulmonares localizadas ap&oacute;s inalarem o bacilo, enquanto    os coelhos suscept&iacute;veis desenvolviam doen&ccedil;a rapidamente progressiva    e disseminada ap&oacute;s a inala&ccedil;&atilde;o de pequenas quantidades de    <i>M. bovis</i><sup>29</sup>. Recentemente, um autor demonstrou que a resist&ecirc;ncia    do camundongo &agrave; infec&ccedil;&atilde;o por pequenas doses de <i>M. bovis</i>    est&aacute; sob o controle de um &uacute;nico gen<sup>30</sup>. Esse gen regula    a capacidade do hospedeiro em restringir a prolifera&ccedil;&atilde;o do bacilo    tuberculoso nas fases pr&eacute;imune, macrof&aacute;gica, da infec&ccedil;&atilde;o.    A resist&ecirc;ncia &eacute; expressa pela macr&oacute;fagos, independentemente    dos linf&oacute;citos T e B, e das c&eacute;lulas T <i>killer</i>. A ativa&ccedil;&atilde;o    dos macr&oacute;fagos dos camundongos resistentes seria mais r&aacute;pida e    mais potente, permitindo a lise dos bacilos fagocitados<sup>31</sup>. Num outro    estudo, avaliando 41.000 pessoas brancas e negras residentes em asilos no Arkansas,    EUA<sup>32</sup>, verificou-se que os brancos eram mais resistentes que os negros    &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo <i>M. tuberculosis</i>. Ao mesmo tempo,    outro estudo demonstrou que os macr&oacute;fagos dos negros permitem significativamente    maior replica&ccedil;&atilde;o bacilar que os macr&oacute;fagos dos brancos<sup>33</sup>.    Em outro<sup>34</sup>, foi demonstrado que os mon&oacute;citos t&ecirc;m um    padr&atilde;o nato de resist&ecirc;ncia ao <i>M. tuberculosis</i> em 70% dos    brancos, contra 30% dos negros. Esses achados s&atilde;o consistentes com as    conclus&otilde;es de outros estudos nos quais a resist&ecirc;ncia natural ao    bacilo tuberculoso &eacute; duas vezes mais freq&uuml;ente em descendentes de    europeus do que em descendentes de africanos<sup>35</sup>. Recentemente, foi    reportada uma descoberta potencialmente importante que explicaria, com bases    gen&eacute;ticas, a impress&atilde;o de que a ra&ccedil;a negra &eacute; mais    suscept&iacute;vel &agrave; tuberculose<sup>36</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    e popula&ccedil;&otilde;es bacilares</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As bact&eacute;rias    usam diferentes estrat&eacute;gias para desenvolver resist&ecirc;ncia aos antibi&oacute;ticos.    De um modo geral, esses mecanismos de defesa podem ser divididos em tr&ecirc;s    grupos: 1) mecanismos de &quot;barreira&quot; (redu&ccedil;&atilde;o da permeabilidade    e bombas de efluxo); 2) degrada&ccedil;&atilde;o ou inativa&ccedil;&atilde;o    de enzimas (&#946;-lactamases, p. ex.); 3) modifica&ccedil;&atilde;o do &quot;alvo&quot;    do f&aacute;rmaco (muta&ccedil;&atilde;o de um gen chave). As informa&ccedil;&otilde;es    gen&eacute;ticas para tais propriedades podem ser adquiridas via elementos gen&eacute;ticos    m&oacute;veis ex&oacute;genos (plasm&iacute;deos, p. ex.) ou podem residir nos    cromossomos da bact&eacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Basicamente, as    micobact&eacute;rias n&atilde;o s&atilde;o diferentes de muitas outras bact&eacute;rias    no que se refere ao uso das estrat&eacute;gias descritas acima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Sua parede    celular tem a capacidade de variar sua permeabilidade a diferentes compostos<sup>37</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Produzem    enzimas que degradam ou modificam f&aacute;rmacos<sup>38</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Modificam    espont&acirc;nea e previsivelmente cromossomos de gens alvos das drogas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na maior parte    das vezes, a resist&ecirc;ncia aos f&aacute;rmacos usados no tratamento da tuberculose    depende desse terceiro mecanismo de resist&ecirc;ncia. A tuberculose multidroga    resistente reflete a acumula&ccedil;&atilde;o de etapas de muta&ccedil;&otilde;es    individuais de diversos gens independentes<sup>39</sup>, e n&atilde;o a aquisi&ccedil;&atilde;o    em bloco de resist&ecirc;ncia a m&uacute;ltiplas drogas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resist&ecirc;ncia    &eacute; um fen&ocirc;meno fundamentalmente ligado &agrave;s grandes popula&ccedil;&otilde;es    bacterianas. Na tuberculose humana, as maiores popula&ccedil;&otilde;es est&atilde;o    nas les&otilde;es cavit&aacute;rias e h&aacute; mais de meio s&eacute;culo se    sabe que a resist&ecirc;ncia &eacute; mais freq&uuml;ente durante o tratamento    das formas cavit&aacute;rias, quando comparada &agrave;s formas n&atilde;o-cavit&aacute;rias<sup>40,41</sup>.    Quanto maior a popula&ccedil;&atilde;o bacteriana, maior a chance de haver bacilos    resistentes antes do in&iacute;cio da quimioterapia. Dados oriundos de doentes    submetidos &agrave; ressec&ccedil;&atilde;o sem quimioterapia pr&eacute;via    permitiram estimativas da grandeza da popula&ccedil;&atilde;o bacilar inicialmente    presente nos diferentes tipos de les&otilde;es tuberculosas. As popula&ccedil;&otilde;es    encontradas em cavidades eram da ordem de 10<sup>7</sup> a 10<sup>8</sup> bacilos,    enquanto que, nas les&otilde;es caseosas endurecidas, n&atilde;o excediam 10<sup>2</sup>    a 10<sup>4</sup> bacilos<sup>42</sup>. Ao mesmo tempo, as freq&uuml;&ecirc;ncias    das resist&ecirc;ncias aos diferentes f&aacute;rmacos anti-tuberculose usualmente    variam entre um em cada 10<sup>6</sup> bacilos e um em cada 10<sup>8</sup> bacilos.    Essas taxas correspondem &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia m&eacute;dia esperada    de muta&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas nos cromossomos do <i>M. tuberculosis</i>,    e constituem uma das bases para a poliquimioterapia da tuberculose. Acredita-se    que quando a resist&ecirc;ncia surge durante a quimioterapia, isso se deve &agrave;    sele&ccedil;&atilde;o e multiplica&ccedil;&atilde;o de mutantes resistentes,    pr&eacute;-existentes nas popula&ccedil;&otilde;es das les&otilde;es. Com a    destrui&ccedil;&atilde;o de grande parte dos bacilos sens&iacute;veis, que normalmente    s&atilde;o a maioria, a primeira conseq&uuml;&ecirc;ncia &eacute; a r&aacute;pida    queda na popula&ccedil;&atilde;o bacteriana total no in&iacute;cio do tratamento.    Posteriormente, o n&uacute;mero de bacilos poder&aacute; voltar a crescer devido    &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o dos mutantes resistentes. A repositiva&ccedil;&atilde;o    do escarro &eacute; um fen&ocirc;meno conhecido h&aacute; muito<sup>43,44,45</sup>    e de import&acirc;ncia pr&aacute;tica &oacute;biva, porque permite a detec&ccedil;&atilde;o    da resist&ecirc;ncia por um m&eacute;todo simples como a baciloscopia, desde    que haja a certeza de que os rem&eacute;dios est&atilde;o sendo usados conforme    prescritos. Em locais onde n&atilde;o seja poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o    de testes de sensibilidade, a repositiva&ccedil;&atilde;o da baciloscopia pode    ser considerada como um &quot;marcador&quot; de resist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; o momento,    estudos sobre a resist&ecirc;ncia do M. tuberculosis aos f&aacute;rmacos antimicobacterianos    (<a href="#qua1">Quadro 1</a>) identificaram alguns alvos das drogas e mecanismos    de resist&ecirc;ncia (<a href="#qua2">Quadro 2</a>). Dos quatro principais mecanismos    de resist&ecirc;ncia aos agentes antimicrobianos - inativa&ccedil;&atilde;o    da droga<sup>46</sup>, preven&ccedil;&atilde;o do acesso da droga ao seu alvo<sup>47</sup>,    redu&ccedil;&atilde;o da droga por superprodu&ccedil;&atilde;o do alvo<sup>4</sup>    e altera&ccedil;&atilde;o do alvo por muta&ccedil;&atilde;o<sup>48</sup> - apenas    os dois &uacute;ltimos foram demonstrados no <i>M. tuberculosis</i> at&eacute;    o momento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="qua1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v7n1/1a06q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="qua2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v7n1/1a06q2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    &agrave; rifampicina</b> - A rifampicina (RMP), uma ansamicina lipof&iacute;lica,    &eacute; muito ativa contra o <i>M. tuberculosis</i>, porque se difunde rapidamente    atrav&eacute;s do envelope celular hidrof&oacute;bico. Atua ligando-se &agrave;    enzima RNA-polimerase bloqueando a transcri&ccedil;&atilde;o. A resist&ecirc;ncia    resulta de muta&ccedil;&otilde;es no gen <i>rpoB</i>, que codifica a subunidade    &#946; da RNA-polimerase<sup>49,50,51</sup>. Resist&ecirc;ncia a ela, embora    rara (~10<sup>-8</sup>) resulta na sele&ccedil;&atilde;o veloz de mutantes resistentes    a outros f&aacute;rmacos do esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o. Da&iacute;,    a resist&ecirc;ncia &agrave; rifampicina poder ser considerada como um efetivo    marcador de multidroga resist&ecirc;ncia<sup>52</sup>. Por outro lado, alguns    dados preliminares indicam que determinadas muta&ccedil;&otilde;es no <i>rpoB</i>,    ao mesmo tempo em que determinam resist&ecirc;ncia &agrave; RMP, tornam a micobact&eacute;ria    mais suscept&iacute;vel &agrave; rifabutina<sup>53</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    &agrave; isoniazida</b> - A isoniazida, ou hidrazida do &aacute;cido isonicot&iacute;nico    (INH) &eacute;, provavelmente, o mais antigo f&aacute;rmaco sint&eacute;tico    efetivo contra o <i>M. tuberculosis</i>. Foi descrita pela primeira vez em 1912<sup>54</sup>,    mas s&oacute; foi reconhecida como potente agente contra o <i>M. tuberculosis</i>    em 1951<sup>55</sup>. Sua concentra&ccedil;&atilde;o inibit&oacute;ria m&iacute;nima    muito baixa (0,02 - 0,05 mg/ml) indubitavelmente contribui para sua efic&aacute;cia.    Um outro fator respons&aacute;vel pela sua pot&ecirc;ncia pode ser o fato de    que a droga age em diversos alvos na c&eacute;lula micobacteriana. A inibi&ccedil;&atilde;o    da s&iacute;ntese de &aacute;cidos mic&oacute;licos<sup>56</sup>, enfraquecendo    a parede bacteriana, foi uma das primeiras a&ccedil;&otilde;es descritas da    INH sobre o bacilo tuberculoso. Esses &aacute;cidos gordurosos e insaturados    de cadeia longa contribuem para a impermeabilidade do envelope celular e, por    serem restritos &agrave;s micobact&eacute;rias, configuram um alvo seletivo    para os f&aacute;rmacos. Pouco depois da introdu&ccedil;&atilde;o da INH no    arsenal terap&ecirc;utico contra a tuberculose, observou-se que alguns isolados    altamente resistentes a ela n&atilde;o continham a enzima catalase-peroxidase,    e que eram freq&uuml;entemente avirulentos para o cobaio<sup>57</sup>. Sabe-se    hoje que a toxicidade da INH resulta de uma rea&ccedil;&atilde;o peroxidativa    catalisada pela catalaseperoxidase, a qual &eacute; codificada pelo gen <i>katG</i><sup>58,59</sup>.    A aus&ecirc;ncia desse gen em isolados de <i>M. tuberculosis</i> altamente resistentes    &agrave; INH pode ser uma evid&ecirc;ncia de uma liga&ccedil;&atilde;o entre    a catalase- - peroxidase e a resist&ecirc;ncia &agrave; INH<sup>60</sup>. Uma    outra forma de desenvolvimento da resist&ecirc;ncia &agrave; INH pode se dar    por muta&ccedil;&otilde;es que levem &agrave; express&atilde;o reduzida do gen    ou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da atividade peroxidativa. Essas muta&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o mais freq&uuml;entes que as dela&ccedil;&otilde;es<sup>61</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, dois    outros gens foram ligados &agrave; resist&ecirc;ncia &agrave; INH, o <i>inhA</i>    e o <i>mabA</i>. Muta&ccedil;&otilde;es nesses gens resultam em menor n&iacute;vel    de resist&ecirc;ncia tanto em micobact&eacute;rias de crescimento r&aacute;pido    como nas de crescimento lento, e &eacute; acompanhada por resist&ecirc;ncia    cruzada a um outro f&aacute;rmaco, a etionamida<sup>62</sup>, que aparentemente    tem o mesmo alvo que a INH. Aparentemente, 10 a 20% dos isolados resistentes    &agrave; INH n&atilde;o apresentam muta&ccedil;&otilde;es nos gens <i>katG</i>    e <i>inhA</i>. Na busca por gens adicionais, chegou-se a uma outra muta&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;tica relacionada &agrave; resist&ecirc;ncia &agrave; INH. Ela se    daria no gen <i>ahpC</i>, que regula a alquil-hidroper&oacute;xido redutase    C. Embora os mecanismos determinantes da resist&ecirc;ncia por esse gen ainda    sejam desconhecidos<sup>63</sup>, acredita-se que aquela enzima retire o poder    t&oacute;xico do intermedi&aacute;rio ativo da INH<sup>64,65</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sintetizando, os    mecanismos gen&eacute;ticos determinantes da resist&ecirc;ncia &agrave; INH    se dariam em tr&ecirc;s n&iacute;veis: 1) Bloqueio da ativa&ccedil;&atilde;o    da droga (<i>katG</i>); 2) Inativa&ccedil;&atilde;o do intermedi&aacute;rio    t&oacute;xico (para a bact&eacute;ria) da INH (<i>ahpC</i>) e 3) Bloqueio da    bioss&iacute;ntese do &aacute;cido mic&oacute;lico (<i>mabA e inhA</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    &agrave; estreptomicina</b> - A estreptomicina (SM), um antibi&oacute;tico de    amplo espectro, foi a primeira droga usada para tratar a tuberculose. Sua a&ccedil;&atilde;o    sobre o <i>M. tuberculosis</i> se d&aacute; ao n&iacute;vel do ribossomo, evitando    a transla&ccedil;&atilde;o do RNAm. A resist&ecirc;ncia a ela resulta predominantemente    de muta&ccedil;&otilde;es no gen <i>rpsL</i>, que codifica a prote&iacute;na    riboss&ocirc;mica S12. Cerca de 70% dos isolados cl&iacute;nicos resistentes    &agrave; SM t&ecirc;m uma transi&ccedil;&atilde;o de A para G no codon 43 que    leva &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o da lisina pela arginina<sup>66,67</sup>.    Uma pequena fra&ccedil;&atilde;o dos bacilos resistentes &agrave; SM tem muta&ccedil;&otilde;es    nas al&ccedil;as do RNAr 16S, que &eacute; codificada pelo gen <i>rrs</i><sup>68</sup>.    Entretanto, em cerca de 30% dos isolados resistentes &agrave; SM n&atilde;o    se encontram muta&ccedil;&otilde;es nos gens <i>rpsL</i> ou <i>rrs</i><sup>69</sup>.    Estudos nesse grupo mostraram menor grau de resist&ecirc;ncia e levantaram suspeitas    de que tenham altera&ccedil;&otilde;es na permeabilidade da parede celular<sup>70</sup>.    Possivelmente, mecanismos adicionais ainda desconhecidos sejam respons&aacute;veis    por 24-40% das resist&ecirc;ncias cl&iacute;nicas<sup>28,71</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    ao etambutol</b> - A atividade antibacteriana do etambutol &eacute; restrita    ao <i>M. tuberculosis</i>, indicando que o alvo dessa droga &eacute; uma estrutura    &uacute;nica do bacilo tuberculoso. H&aacute; ind&iacute;cios de que os gens    <i>embA</i> e <i>embB</i> estariam envolvidos na bios&iacute;ntese da arabinogalactan    e da lipoarabinomanan, componentes estruturais chaves da parede celular da micobact&eacute;ria,    e que muta&ccedil;&otilde;es nos gens da regi&atilde;o emb determinariam a resist&ecirc;ncia<sup>72</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    &agrave; pirazinamida</b> - O conhecimento dispon&iacute;vel sobre o(s) mecanismo(s)    de a&ccedil;&atilde;o da pirazinamida &eacute; inferior ao sobre os outros agentes    antimicobacterianos. Cepas sens&iacute;veis de <i>M. tuberculosis</i> produzem    a enzima pirazinamidase, que converte a pirazinamida ao &aacute;cido pirazin&oacute;ico,    o f&aacute;rmaco ativo contra a micobact&eacute;ria. A participa&ccedil;&atilde;o    da enzima pirazinamidase, presente nos bacilos suscept&iacute;veis mas marcadamente    reduzida na maior parte das cepas resistentes, aponta para a via metab&oacute;lica    do nucleot&iacute;deo nicotinamida-adenina do bacilo como o alvo dessa droga.    Por outro lado, n&atilde;o h&aacute; concord&acirc;ncia entre a perda da atividade    da pirazinamidase e a resist&ecirc;ncia &agrave; pirazinamida<sup>73</sup>.    Outras micobact&eacute;rias podem ser resistentes &agrave; pirazinamida apesar    de possuir atividade da pirazinamidase<sup>74</sup>. Recentemente, descri&ccedil;&otilde;es    publicadas sobre as muta&ccedil;&otilde;es dos gens respons&aacute;veis pela    codifica&ccedil;&atilde;o da pirazinamidase nas micobact&eacute;rias<sup>75</sup>    podem ampliar o conhecimento sobre o tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resist&ecirc;ncia    &agrave;s fluoroquinolonas</b> - Recentemente demonstrou-se a poderosa atividade    tuberculocida desse grupo de antibi&oacute;ticos<sup>76</sup>. Seu emprego no    tratamento da doen&ccedil;a foi impulsionado pelos recentes surtos de tuberculose    multi-droga resistente. Entretanto, o emprego freq&uuml;ente das fluoroquinolonas    no tratamento de diversas outras doen&ccedil;as infecciosas est&aacute; gerando    cepas de <i>M. tuberculosis</i> resistentes a essas drogas<sup>77,78</sup>.    Altos n&iacute;veis de resist&ecirc;ncia ao ciprofloxacin, e resist&ecirc;ncia    cruzada a outras fluoroquinolonas (ofloxacin, p. ex.)<sup>79</sup> est&atilde;o    associados com um n&uacute;mero limitado de muta&ccedil;&otilde;es no gen gyrA,    que codifica a subunidade A do DNA girase, uma topoisomerase do tipo II<sup>80,81,82</sup>    . Acredita-se que mecanismos adicionais de resist&ecirc;ncia, ainda n&atilde;o    identificados, possam ser respons&aacute;veis por at&eacute; 25% das resist&ecirc;ncias    cl&iacute;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pouco se sabe sobre    as bases moleculares da resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas de segunda linha    no tratamento da tuberculose: amicacina, capreomicina, kanamicina, &aacute;cido    para-amino-salic&iacute;lico, etionamida, tiacetazona, cicloserina e viomicina.    A maior parte dos compostos deste segundo grupo s&atilde;o fracamente ativos    e provocam altos &iacute;ndices de efeitos secund&aacute;rios, a maior parte    t&oacute;xicos. A kanamicina e a capreomicina, tais como a estreptomicina, s&atilde;o    inibidoras da s&iacute;ntese proteica. Embora as bases moleculares da resist&ecirc;ncia    a essas drogas sejam desconhecidas, possivelmente envolvem modifica&ccedil;&atilde;o    das estruturas ribossomicas, j&aacute; que resist&ecirc;ncia cruzada &eacute;    observada freq&uuml;entemente. H&aacute; dois mecanismos de a&ccedil;&atilde;o    propostos para o &aacute;cido para-aminosalic&iacute;lico: interfer&ecirc;ncia    com a bioss&iacute;ntese do &aacute;cido f&oacute;lico e inibi&ccedil;&atilde;o    do <i>uptake</i> de ferro<sup>83</sup>, mas inexistem trabalhos para melhor    avaliar esse f&aacute;rmaco. A cicloserina inibe a s&iacute;ntese de peptideoglican,    bloqueando a a&ccedil;&atilde;o da alanina racemase e da d-alanina sintetase.    A express&atilde;o dessa &uacute;ltima resulta em resist&ecirc;ncia &agrave;    cicloserina<sup>84</sup>. A etionamida, estruturalmente relacionada &agrave;    INH, possivelmente tem como alvo a bioss&iacute;ntese do &aacute;cido mic&oacute;lico.    Muta&ccedil;&otilde;es no gen <i>inhA</i> podem conferir resist&ecirc;ncia cruzada    com a INH, mas outros gens possivelmente est&atilde;o envolvidos na resist&ecirc;ncia    seletiva &agrave; etionamida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo geral,    com exce&ccedil;&atilde;o da rifampicina, a resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas    anti-tuberculose resulta de mudan&ccedil;as em v&aacute;rios &quot;gens alvos&quot;,    v&aacute;rios dos quais ainda n&atilde;o foram identificados. A altera&ccedil;&atilde;o    do alvo da droga por muta&ccedil;&otilde;es dos gens cromossomiais ocorre com    os antibi&oacute;ticos de amplo espectro: fluoroquinolonas, estreptomicina e,    &agrave;s vezes, com a isoniazida, embora a resist&ecirc;ncia espec&iacute;fica    a essa &uacute;ltima e &agrave; etionamida possa ocorrer por superprodu&ccedil;&atilde;o    do <i>InhA</i>. Altera&ccedil;&atilde;o da permeabilidade &agrave;s drogas como    um mecanismo causal de resist&ecirc;ncia ainda n&atilde;o foi demonstrada, mas    poderia explicar os baixos &iacute;ndices de resist&ecirc;ncia &agrave; estreptomicina<sup>85</sup>    e &agrave; ciprofloxacina<sup>36</sup>. Um outro mecanismo comum de resist&ecirc;ncia,    decorrente dos sistemas de efluxo de antibi&oacute;ticos<sup>86</sup>, nunca    foi demonstrado no <i>M. tuberculosis</i>. Possivelmente isso reflete o fato    de que, na natureza, o <i>M. tuberculosis</i> &eacute; predominantemente um    parasita intracelular, e da&iacute; menos exposto aos determinantes mais comuns    de resist&ecirc;ncia, freq&uuml;entes nos microrganismos extracelulares<sup>87</sup>.    Aparentemente, a resist&ecirc;ncia concomitante a diferentes drogas (multidroga    resist&ecirc;ncia) resulta da acumula&ccedil;&atilde;o de muta&ccedil;&otilde;es    individuais em gens codificadores de &quot;alvos&quot; para os f&aacute;rmacos.    Certamente, esquemas terap&ecirc;uticos inadequados, irregularidade na tomada    dos rem&eacute;dios e controle insatisfat&oacute;rio do doente durante o tratamento    s&atilde;o os principais fatores causais da tuberculose multidroga resistente    (resist&ecirc;ncia secund&aacute;ria).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; contradi&ccedil;&otilde;es    na literatura sobre a associa&ccedil;&atilde;o resist&ecirc;ncia &#8211; menor    virul&ecirc;ncia. Ainda n&atilde;o h&aacute; elementos que permitam definir    se essa associa&ccedil;&atilde;o existe. Num estudo em cobaio, n&atilde;o se    pode demonstrar perda consistente de virul&ecirc;ncia em bacilos multidroga    resistentes, mas sim uma ampla varia&ccedil;&atilde;o na virul&ecirc;ncia das    cepas. Infelizmente, nesse estudo n&atilde;o houve caracteriza&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;tica dos isolados, n&atilde;o havendo qualquer informa&ccedil;&atilde;o    sobre a identifica&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o das muta&ccedil;&otilde;es    causadoras da resist&ecirc;ncia<sup>88</sup>. Em outro, com isolados de <i>M.    bovis</i> geneticamente bem caracterizados, perda da virul&ecirc;ncia para o    cobaio foi associada &agrave; perda da atividade da catalase mas n&atilde;o    com muta&ccedil;&otilde;es no <i>inhA</i>, que tamb&eacute;m confere resist&ecirc;ncia    &agrave; INH<sup>89</sup>. Enfim, por que a resist&ecirc;ncia a uma ou mais    drogas determinaria perda da virul&ecirc;ncia? Talvez a resposta esteja ligada    ao fato de muitos dos alvos dos antimicrobianos serem gens &quot;cuidadosamente    conservados&quot; importantes na mec&acirc;nica celular, que s&atilde;o restritos    na toler&acirc;ncia a muta&ccedil;&otilde;es. Modifica&ccedil;&otilde;es nesses    gens poderia resultar em impedimento funcional. Isso j&aacute; foi demonstrado    em bact&eacute;rias de crescimento r&aacute;pido, como a <i>E. coli</i>, mas    n&atilde;o em micobact&eacute;rias de crescimento lento<sup>90</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A detec&ccedil;&atilde;o    da resist&ecirc;ncia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O teste da sensibilidade    da micobact&eacute;ria &agrave;s drogas anti-tuberculose tanto pode ser feito    para fornecer informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis para a defini&ccedil;&atilde;o    do esquema terap&ecirc;utico de um indiv&iacute;duo como para o planejamento    das estrat&eacute;gias de tratamento em grande escala. Al&eacute;m disso, o    monitoramento da resist&ecirc;ncia &eacute; um importante indicador da efetividade    de um programa de controle da tuberculose<sup>91</sup>. H&aacute; tr&ecirc;s    m&eacute;todos cl&aacute;ssicos para testar a susceptibilidade do bacilo tuberculoso    &agrave;s drogas no meio de Lowenstein-Jensen: o da concentra&ccedil;&atilde;o    absoluta, o do rateio da resist&ecirc;ncia e o das propor&ccedil;&otilde;es.    Esse &uacute;ltimo representa a base para a implementa&ccedil;&atilde;o de variantes    mais modernas de testagem: m&eacute;todo das propor&ccedil;&otilde;es utilizando    meio s&oacute;lido semisint&eacute;tico e m&eacute;todo radiom&eacute;trico    usando o Bactec. Embora o sistema Bactec TB-460 para detec&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria e subseq&uuml;ente testagem da sensibilidade tenha trazido economia    significativa de tempo (o isolamento do <i>M. tuberculosis</i> &eacute; poss&iacute;vel    em 1 a 2 semanas, e 7 a 10 dias adicionais s&atilde;o necess&aacute;rios para    os resultados dos testes de sensibilidade), ainda h&aacute; problemas t&eacute;cnicos    na padroniza&ccedil;&atilde;o dos testes de sensibilidade (dificuldades na defini&ccedil;&atilde;o    do tamanho apropriado do in&oacute;culo, estabiliza&ccedil;&atilde;o dos f&aacute;rmacos    nos diferentes meios de cultura e confiabilidade dos resultados com rela&ccedil;&atilde;o    a alguns dos f&aacute;rmacos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Modernamente, estrat&eacute;gias    moleculares para a detec&ccedil;&atilde;o laboratorial da resist&ecirc;ncia    v&ecirc;m sendo desenvolvidas. Como, teoricamente, a necessidade de crescimento    em culturas &eacute; m&iacute;nima ou nenhuma para a detec&ccedil;&atilde;o    de marcadores gen&eacute;ticos de resist&ecirc;ncia, os testes baseados nessas    t&eacute;cnicas trazem vantagens como a redu&ccedil;&atilde;o do tempo necess&aacute;rio    para o resultado e a possibilidade de automa&ccedil;&atilde;o do exame. A an&aacute;lise    das muta&ccedil;&otilde;es que conferem resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas &agrave;s    micobact&eacute;rias geralmente envolvem 1) ruptura da parede micobacteriana    por aquecimento ou por dano mec&acirc;nico, 2) amplifica&ccedil;&atilde;o da    regi&atilde;o gen&ocirc;mica que confere resist&ecirc;ncia pela rea&ccedil;&atilde;o    em cadeia da polimerase (PCR) e 3) an&aacute;lise p&oacute;s-amplifica&ccedil;&atilde;o    das muta&ccedil;&otilde;es. Entretanto, esses m&eacute;todos de an&aacute;lise    requerem grandes quantidades de produtos da amplifica&ccedil;&atilde;o para    que resultados amb&iacute;guos possam ser evitados. Embora essa limita&ccedil;&atilde;o    pr&aacute;tica n&atilde;o se aplique &agrave; an&aacute;lise de col&ocirc;nias    isoladas ou de culturas pelo Bactec, a detec&ccedil;&atilde;o direta de marcadores    de resist&ecirc;ncia em esp&eacute;cimes cl&iacute;nicos pode ser limitada pela    presen&ccedil;a de inibidores nas amostras processadas ou pelo pequeno n&uacute;mero    de genomas micobacterianos no material. Para superar esses obst&aacute;culos,    desenvolveu-se uma t&eacute;cnica de rea&ccedil;&atilde;o de amplifica&ccedil;&atilde;o    que aumenta a sensibilidade da detec&ccedil;&atilde;o do <i>M. tuberculosis</i>    no escarro<sup>92</sup>. Na pr&aacute;tica, na aus&ecirc;ncia dessa t&eacute;cnica,    a an&aacute;lise da resist&ecirc;ncia fica limitada &agrave;s culturas positivas    pelo Bactec (&iacute;ndice de crescimento &#8805; 100) ou a col&ocirc;nias em    meio s&oacute;lido, ou a amostras de escarro fortemente positivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>O doente e    a resist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conceitualmente,    um paciente diagnosticado como portador de tuberculose que inicia o tratamento    quimioter&aacute;pico tanto pode ter suas les&otilde;es colonizadas por bacilos    que adquiriram resist&ecirc;ncia durante o tratamento como pode ser portador    de <i>M. tuberculosis</i> que, desde o processo de infec&ccedil;&atilde;o, j&aacute;    eram resistentes a uma ou mais drogas. A primeira situa&ccedil;&atilde;o &eacute;    denominada resist&ecirc;ncia adquirida e a segunda resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria.    A resist&ecirc;ncia adquirida &eacute; um indicador sens&iacute;vel para avaliar    se tanto o m&eacute;dico como o paciente seguem as recomenda&ccedil;&otilde;es    padronizadas para o tratamento da tuberculose. Como essa forma de resist&ecirc;ncia    depende do uso pr&eacute;vio de drogas anti-tuberculose, pacientes tratados    anteriormente podem ser conjugados como um grupo onde a chance de haver resist&ecirc;ncia    &eacute; maior. Esse grupo inclui quatro tipos de doentes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Pacientes    nos quais houve fal&ecirc;ncia do tratamento, isto &eacute;, eram bacil&iacute;feros    no in&iacute;cio da quimioterapia e assim permaneceram, ou repositivaram a partir    do quinto m&ecirc;s de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Pacientes    que voltaram a ser bacil&iacute;feros ap&oacute;s terminar o tratamento e terem    tido alta por cura (recidiva).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Pacientes    que interromperam o tratamento por mais de dois meses ap&oacute;s terem recebido    os rem&eacute;dios por pelo menos um m&ecirc;s e que retornam com exame positivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Pacientes    que continuam positivos ap&oacute;s completarem esquema de retratamento (cr&ocirc;nicos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A resist&ecirc;ncia    prim&aacute;ria &eacute; um conceito te&oacute;rico que se refere a doentes    que nunca tomaram rem&eacute;dios para tuberculose ou que s&oacute; o fizeram    por menos de um m&ecirc;s, e que t&ecirc;m bacilos resistentes a uma ou mais    drogas anti-tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como o tratamento    irregular pode levar &agrave; resist&ecirc;ncia?<sup>93</sup>. Durante a quimioterapia,    ciclos de destrui&ccedil;&atilde;o bacteriana (durante a tomada das drogas)    se alternam com ciclos de crescimento bacilar (quando a droga &eacute; suspensa).    Em cada um desses ciclos ocorre sele&ccedil;&atilde;o, favorecendo os mutantes    resistentes em detrimento dos sens&iacute;veis. O recrudescimento da popula&ccedil;&atilde;o    bacteriana ao tamanho da popula&ccedil;&atilde;o inicial, pr&eacute;-in&iacute;cio    da quimioterapia, pode ocorrer com a presen&ccedil;a de propor&ccedil;&otilde;es    crescentes de bacilos resistentes ao in&iacute;cio de cada ciclo. Diferentes    mecanismos, incluindo o efeito bactericida precoce das drogas usadas, a &quot;monoterapia&quot;    durante a esteriliza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es bacterianas    especiais (bacilos semidormentes) e inatividade metab&oacute;lica da micobact&eacute;ria    p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o ao f&aacute;rmaco favoreceriam a sele&ccedil;&atilde;o    de mutantes resistentes. <i>O efeito bactericida</i> precoce, ou seja, a velocidade    com a qual a droga come&ccedil;a a destruir o bacilo &eacute; importante na    redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o bacteriana. Esquemas medicamentosos    que contenham a isoniazida come&ccedil;am a matar mais rapidamente que esquemas    com a rifampicina (mas sem a INH)<sup>94,95</sup>. Assim, nos primeiros dois    dias de tratamento<sup>96</sup> com um esquema contendo apenas INH e RMP, os    mutantes INH-resistentes seriam selecionados. Como a popula&ccedil;&atilde;o    inicial em les&otilde;es cavit&aacute;rias &eacute; grande, haver&aacute; tamb&eacute;m    bacilos resistentes &agrave; RMP e, em pouco tempo a les&atilde;o estar&aacute;    colonizada por uma popula&ccedil;&atilde;o crescente e resistente &agrave;s    duas drogas. Por isso, um esquema terap&ecirc;utico deve conter, pelo menos,    tr&ecirc;s drogas na sua fase inicial e. idealmente, todas com alto efeito bactericida    precoce, o que reduziria a probabilidade de sele&ccedil;&atilde;o de mutantes    resistentes a uma ou mais drogas. O papel particular da rifampicina e da pirazinamida    sobre a popula&ccedil;&atilde;o semi-dormente de bacilos, faz com que sejam    consideradas drogas altamente esterilizantes. A rifampicina destr&oacute;i o    bacilo sens&iacute;vel que desenvolva atividade metab&oacute;lica m&iacute;nima    e a pirazinamida destr&oacute;i o bacilo localizado em ambientes &aacute;cidos    (intramacrof&aacute;gico). Em esquemas que contenham essas duas drogas acompanhadas    pelo etambutol (EMB) e/ou isoniazida, certamente haver&aacute; monoterapia nessas    duas popula&ccedil;&otilde;es bacterianas, j&aacute; que nem a INH nem o EMB    t&ecirc;m a&ccedil;&atilde;o naquelas situa&ccedil;&otilde;es. Dependendo do    seu n&uacute;mero nas les&otilde;es pr&eacute;-in&iacute;cio da quimioterapia,    mutantes resistentes teriam, ent&atilde;o, maior chance de sobreviverem. O bacilo    tuberculoso sofre um hiato metab&oacute;lico de dura&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel    para cada f&aacute;rmaco ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; droga.    Se o intervalo entre as tomadas de rem&eacute;dio &eacute; superior a esse hiato,    haver&aacute; recrudescimento da popula&ccedil;&atilde;o bacteriana. Os dois    primeiros mecanismos ocorreriam nas fases de destrui&ccedil;&atilde;o ou de    inibi&ccedil;&atilde;o bacilar, e o &uacute;ltimo durante o crescimento bacteriano    subseq&uuml;ente. Na maior parte das vezes, a resist&ecirc;ncia emerge primeiro    de uma das drogas do esquema terap&ecirc;utico, seguindo-se o desenvolvimento    de resist&ecirc;ncia a outra(s), produzindo a tuberculose multidroga resistente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agrade&ccedil;o    &agrave; Maria Beatriz Campos pela revis&atilde;o gramatical deste texto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. ISEMAN MD. Proc    Natl Acad Sci USA 1994; 91: 2428-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. KOCHI A. Tubercle    1991; 72: 1-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Snider Jr DE,    Roper WL. N Engl J Med 1992; 326: 703-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. WHO / IUATLD.    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