<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2000000100005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implantação de modelo de exelência no controle da tuberculose na área programática 4, município do Rio de Janeiro: relato de um começo promissor]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Lourdes da C.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[M. Junior]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Maximiniano]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sheila Melo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lucia Helena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria José Procopio R. de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hijjar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel Aiub]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruffino Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra Maria B. de Araújo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Secretaria Municipal de Saúde- Município do Rio de Janeiro Unidade Integrada de Saúde Hamilton Land ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,MS FUNASA CENEPI]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,MS SPS Área Técnica de Pneumologia Sanitária]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,UFRJ COPPE CENTEX]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2000</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2000</year>
</pub-date>
<volume>8</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>33</fpage>
<lpage>40</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2000000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2000000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2000000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O Plano Nacional de Controle da Tuberculose, 1999, prevê a construção de uma rede de excelência de combate a tuberculose aglutinando esforços dos três níveis de governo, da sociedade e de universidades. Um modelo desta proposta foi implantado na Área Programática 4 do município do Rio de Janeiro (Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus), integrando ações e parcerias. Neste trabalho, são apresentados os primeiros resultados obtidos em uma das Unidades de Saúde, a Unidade Integrada de Saúde Hamilton Land (UISHL), localizada na Cidade de Deus. Nela, o modelo visava aumentar a captação dos casos e diminuir o abandono de tratamento. São também descritos 1) a metodologia do planejamento conjunto com pactuação das metas e recursos necessários; 2) o treinamento das equipes multiprofissionais e dos agentes de saúde; 3) a implantação da supervisão da administração do tratamento; 4) o sistema de visita domiciliar e de busca ativa de faltosos, de contatos e de sintomáticos respiratórios; 5) o sistema de registro com controle de qualidade e 6) as estratégias para o envolvimento da comunidade. RESULTADOS: com a implantação do modelo, de novembro/99 a abril de 2000, houve aumento de 85,7% na captação dos casos novos; de 181,8% na captação dos sintomáticos respiratórios e o abandono foi reduzido a zero. Conclui-se que a busca da excelência no controle da tuberculose passa pela integração dos vários atores responsáveis, demandando esforço e uma metodologia apropriada em torno de objetivos comuns pactuados. Este pode ser o caminho para que o demonstrado na UISHL possa se reproduzir em outros locais do país.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The 1999 National Tuberculosis Control Plan includes the building of a network of excellence involving the Government, Universities and the Community. A model of this Network was assessed in Rio de Janeiro city - Programme Area 4 (Jacarepagua, Barra da Tijuca and Cidade de Deus). This report describes the results from one of the first trial health units, Unidade Integrada de Saúde Hamilton Land (UISHL), localized in Cidade de Deus. The aim of the programme was to increase the detection rate for tuberculosis in the community, and to reduce treatment non compliance. The authors describe 1) the planning processes involved in setting up this programme and the resources needed, 2) the training of the multidisciplinary teams,3) the implementation of directly observed treatment regimens,4) The domiciliary contact tracing system and the system for identifying those in the community suffering respiratory symptoms,5) the register system,6) the strategies used to involve the community. RESULTS showed that between November 1999 and April 2000 there was a 92% improvement in diagnosis and 83% improvement in the detection of those with respiratory symptoms. The non compliance rate was reduced to zero. The authors conclude that successful control of tuberculosis necessitates involvement of all agencies working together and this methodology could be reproduced in other parts of the country.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[controle da tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[abandono de tratamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[busca de faltosos]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[tuberculosis control]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[treatment non compliance]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[default]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Implanta&ccedil;&atilde;o    de modelo de exel&ecirc;ncia no controle da tuberculose na &aacute;rea program&aacute;tica    4, munic&iacute;pio do Rio de Janeiro - relato de um come&ccedil;o promissor</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ana Lourdes    da C. Rocha<sup>I</sup>; Jos&eacute; Maximiniano M. Junior<sup>I</sup>; Sheila    Melo Gon&ccedil;alves<sup>I</sup>; Lucia Helena Ferreira<sup>I</sup>; Maria    Jos&eacute; Procopio R. de Oliveira<sup>II</sup>; Miguel Aiub Hijjar<sup>II</sup>;    Antonio Ruffino Netto<sup>III</sup>; Sandra Maria B. de Ara&uacute;jo Garcia<sup>IV</sup>    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I</sup>Unidade    Integrada de Sa&uacute;de Hamilton Land &#8211; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de-    Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro    <br>   <sup>II</sup> Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga &#8211;    CENEPI/FUNASA/MS     <br>   <sup>III</sup>&Aacute;rea T&eacute;cnica de Pneumologia Sanit&aacute;ria &#8211; SPS/MS     <br> <sup>IV</sup>CENTEX/COPPE/UFRJ</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Plano Nacional    de Controle da Tuberculose, 1999, prev&ecirc; a constru&ccedil;&atilde;o de    uma rede de excel&ecirc;ncia de combate a tuberculose aglutinando esfor&ccedil;os    dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo, da sociedade e de universidades. Um    modelo desta proposta foi implantado na &Aacute;rea Program&aacute;tica 4 do    munic&iacute;pio do Rio de Janeiro (Jacarepagu&aacute;, Barra da Tijuca e Cidade    de Deus), integrando a&ccedil;&otilde;es e parcerias. Neste trabalho, s&atilde;o    apresentados os primeiros resultados obtidos em uma das Unidades de Sa&uacute;de,    a Unidade Integrada de Sa&uacute;de Hamilton Land (UISHL), localizada na Cidade    de Deus. Nela, o modelo visava aumentar a capta&ccedil;&atilde;o dos casos e    diminuir o abandono de tratamento. S&atilde;o tamb&eacute;m descritos 1) a metodologia    do planejamento conjunto com pactua&ccedil;&atilde;o das metas e recursos necess&aacute;rios;    2) o treinamento das equipes multiprofissionais e dos agentes de sa&uacute;de;    3) a implanta&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o    do tratamento; 4) o sistema de visita domiciliar e de busca ativa de faltosos,    de contatos e de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios; 5) o sistema de registro    com controle de qualidade e 6) as estrat&eacute;gias para o envolvimento da    comunidade.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> com a implanta&ccedil;&atilde;o do modelo, de novembro/99    a abril de 2000, houve aumento de 85,7% na capta&ccedil;&atilde;o dos casos    novos; de 181,8% na capta&ccedil;&atilde;o dos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    e o abandono foi reduzido a zero. Conclui-se que a busca da excel&ecirc;ncia    no controle da tuberculose passa pela integra&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios    atores respons&aacute;veis, demandando esfor&ccedil;o e uma metodologia apropriada    em torno de objetivos comuns pactuados. Este pode ser o caminho para que o demonstrado    na UISHL possa se reproduzir em outros locais do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Palavras-chaves:</b>    controle da tuberculose; abandono de tratamento; busca de faltosos</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The 1999 National    Tuberculosis Control Plan includes the building of a network of excellence involving    the Government, Universities and the Community. A model of this Network was    assessed in Rio de Janeiro city - Programme Area 4 (Jacarepagua, Barra da Tijuca    and Cidade de Deus). This report describes the results from one of the first    trial health units, Unidade Integrada de Sa&uacute;de Hamilton Land (UISHL),    localized in Cidade de Deus. The aim of the programme was to increase the detection    rate for tuberculosis in the community, and to reduce treatment non compliance.    The authors describe 1) the planning processes involved in setting up this programme    and the resources needed, 2) the training of the multidisciplinary teams,3)    the implementation of directly observed treatment regimens,4) The domiciliary    contact tracing system and the system for identifying those in the community    suffering respiratory symptoms,5) the register system,6) the strategies used    to involve the community.    <br>   <b>RESULTS</B> showed that between November 1999 and April 2000 there was a 92% improvement    in diagnosis and 83% improvement in the detection of those with respiratory    symptoms. The non compliance rate was reduced to zero. The authors conclude    that successful control of tuberculosis necessitates involvement of all agencies    working together and this methodology could be reproduced in other parts of    the country.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Key-words:</b>    tuberculosis control; treatment non compliance; default</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose,    flagelo que h&aacute; mil&ecirc;nios assola a humanidade, permanece como importante    problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil e no mundo. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS), 8 milh&otilde;es de casos novos e cerca de 3    milh&otilde;es de mortes ocorrem a cada ano. A OMS estima que no Brasil o n&uacute;mero    de casos de tuberculose esteja na faixa de 120.000 por ano. &Eacute; prov&aacute;vel    que ocorram 10.000 mortes anualmente no Pa&iacute;s devido &agrave; doen&ccedil;a.    No estado do Rio de Janeiro o problema tem assumido propor&ccedil;&otilde;es    preocupantes. Em 1998, o n&uacute;mero de casos novos notificados no Estado,    atingiu 13.219. O estado do Rio de Janeiro possui o maior coeficiente de incid&ecirc;ncia    e de mortalidade por tuberculose do Pa&iacute;s, sendo que 50% dos casos encontram-se    na capital, dos quais, aproximadamente, 15% na &Aacute;rea de Planejamento 4,    Jacarepagu&aacute;, Barra da Tijuca e Cidade de Deus (AP4). Em 1998 foram notificados    &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, 9.842 casos de tuberculose no    munic&iacute;pio. A AP4, notificou, em 1998, cerca de 1600 casos que foram tratados    na &aacute;rea (destes 770 eram residentes correspondendo a um coeficiente de    incid&ecirc;ncia de cerca de 129,2/100.000 habitantes).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No intuito de    reverter essa situa&ccedil;&atilde;o, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de dando    continuidade ao Plano Emergencial de 1994, lan&ccedil;ou, no primeiro semestre    de 1999, o Plano Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). O PNCT objetiva    ordenar as a&ccedil;&otilde;es de combate &agrave; tuberculose, buscando o controle    do flagelo com efic&aacute;cia em todas as faces da gest&atilde;o e nas a&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias ao alcance das metas estabelecidas. A&ccedil;&otilde;es estas    que decorram da uni&atilde;o de esfor&ccedil;os, de recursos e de compet&ecirc;ncias,    em rede nacional, que maximizem os benef&iacute;cios obtidos e que, envolvendo    todos os segmentos da sociedade, representem um movimento que possa ser reconhecido    pela sua excel&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, dando suporte    ao PNCT, o Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga (CRPHF) e a COPPE/CENTEX/UFRJ    formataram o Projeto Centro de Excel&ecirc;ncia de Combate &agrave; Tuberculose.    Este tem como objetivo aprimorar os esfor&ccedil;os para o controle desse agravo,    organizando uma rede de parceiros segundo diretrizes emanadas dos setores competentes    e operando de forma integrada e consensual. Um modelo desta proposta foi implantado    na &Aacute;rea de Planejamento 4, integrando a&ccedil;&otilde;es e parcerias    e os primeiros resultados, em uma das unidades de sa&uacute;de, s&atilde;o apresentados    a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O modelo implantado    na Unidade Integrada de Sa&uacute;de Hamilton Land faz parte do Plano de Controle    da Tuberculose da AP4 (PCT AP4), sendo um dos projetos do Centro de Excel&ecirc;ncia    de Combate &agrave; Tuberculose e desenvolvido como um modelo a ser demonstrado    e implantado em outros locais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1) O planejamento    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O PCT - AP4 foi    formulado como uma a&ccedil;&atilde;o conjunta das Coordena&ccedil;&otilde;es    Estaduais e Municipais do Programa de Controle da Tuberculose do Rio de Janeiro,    da Coordena&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da AP4, do CRPHF, do Hospital Municipal    Raphael de Paula Souza, do Hospital Santa Maria, das Unidades Municipais de    Sa&uacute;de da AP4 e da COPPE/UFRJ.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A proposta foi    concebida como um conjunto de a&ccedil;&otilde;es coordenadas, integrantes dos    esfor&ccedil;os do governo e sociedade para diagnosticar precocemente, tratar    e curar todos os pacientes com tuberculose de Jacarepagu&aacute; e Barra da    Tijuca, al&eacute;m de organizar e qualificar atividades de refer&ecirc;ncia    para outros locais. No campo de atua&ccedil;&atilde;o do Plano foi previsto    a promo&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de preventivas    e de assist&ecirc;ncia multidisciplinar ao doente com tuberculose e tamb&eacute;m    aos seus contatos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para implantar    este Modelo foi formado um Grupo de Trabalho do qual participam: representantes    das Coordena&ccedil;&otilde;es Estaduais e Municipais do Programa de Controle    da Tuberculose, representantes da Coordena&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de    da AP4, representantes das Dire&ccedil;&otilde;es das Unidades de Sa&uacute;de    e representantes do Projeto Centros de Excel&ecirc;ncia da COPPE/UFRJ. Para    coordenar esse grupo e o PCT da AP 4 foi nomeado o Dr. Jorge Alexandre Milagres,    Chefe do Servi&ccedil;o de Pneumologia e Coordenador do PCT do Hospital Municipal    Raphael de Paula Souza. Foi estabelecido que o Grupo de Trabalho se reuniria    periodicamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As primeiras reuni&otilde;es    tiveram como objetivo sensibilizar os presentes da necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o    de trabalho efetivo de melhoria da qualidade do atendimento e da integra&ccedil;&atilde;o    da Rede P&uacute;blica de Sa&uacute;de da &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Constituiu-se    uma equipe de t&eacute;cnicos com representantes das U.S que juntos v&ecirc;m    elaborando um modelo de excel&ecirc;ncia nas atividades de controle da tuberculose    para a AP4. As reuni&otilde;es dessa equipe ocorrem, em m&eacute;dia, uma vez    por semana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A linha de trabalho    seguida foi a de elabora&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico situacional    da &aacute;rea que indicasse as potencialidades e demonstrasse a realidade s&oacute;cio-econ&ocirc;mica    do local. Para isto foi feito um levantamento de dados do IBGE, IPLANRIO e Favela    Bairro. Para o diagn&oacute;stico das Unidades de Sa&uacute;de da AP4 foi criado    um question&aacute;rio para fazer um levantamento dos recursos dispon&iacute;veis    naquelas Unidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disto    foram feitas visitas a estas Unidades de Sa&uacute;de para se levantar, no local,    as dificuldades e melhorar o interc&acirc;mbio entre os Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de.    Desta forma, pretendia-se otimizar a integra&ccedil;&atilde;o das Unidades de    Sa&uacute;de com o PCT na AP4, melhorando o sistema de comunica&ccedil;&atilde;o    e de informa&ccedil;&atilde;o entre eles. Para o desenvolvimento de um trabalho    prot&oacute;tipo foi selecionada a UIS Hamilton Land, situada na Cidade de Deus.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os fatores cr&iacute;ticos    de sucesso para essa mobiliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: a execu&ccedil;&atilde;o    de trabalhos conjuntos, a otimizac&atilde;o do todo pela especial maneira de    trabalhar em rede e a obstina&ccedil;&atilde;o para incorpora&ccedil;&atilde;o    de novos parceiros. S&atilde;o parceiros em potencial: os pr&oacute;prios &oacute;rg&atilde;os    do governo em suas tr&ecirc;s inst&acirc;ncias, empresas privadas e entidades    nacionais, universidades e &oacute;rg&atilde;os do exterior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A rede inicialmente    formada preconiza a ades&atilde;o de outras Unidades de Sa&uacute;de da &aacute;rea    e de outras localidades e de outros &oacute;rg&atilde;os competentes do governo.    As empresas privadas t&ecirc;m papel relevante no Plano em fun&ccedil;&atilde;o    de serem potenciais executantes de projetos e criadoras de insumos como medicamentos,    de softwares etc.; de serem campos de atua&ccedil;&atilde;o para projetos espec&iacute;ficos    e de preven&ccedil;&atilde;o e de se constitu&iacute;rem em potenciais patrocinadoras    das a&ccedil;&otilde;es. O marketing social direto e indireto gerado para a    empresa, como contrapartida ao patroc&iacute;nio, pode ser bastante promissor    no caso da tuberculose que, agora, se dissemina pela classe m&eacute;dia e alta,    em fun&ccedil;&atilde;o da aids e dos bacilos multirresistentes e, portanto,    come&ccedil;a a se transformar em tema de como&ccedil;&atilde;o nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As entidades nacionais    e internacionais, como as ONG&#8217;s, associa&ccedil;&otilde;es de moradores,    movimentos religiosos e outros, possuem, muitas vezes, grande poder de mobiliza&ccedil;&atilde;o    e sensibiliza&ccedil;&atilde;o popular e desenvolvem a&ccedil;&otilde;es de    assist&ecirc;ncia em comunidades carentes, que trazem grandes benef&iacute;cios    &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Considerando que o Plano tem interesse na    promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e que muitas    dessas entidades t&ecirc;m o mesmo objetivo, a parceria entre ambos representa    a potencializa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e redu&ccedil;&atilde;o    dos custos para realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos conjuntos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2) Linhas    de a&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Integra&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es das Unidades de Sa&uacute;de da AP4</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Promo&ccedil;&atilde;o    de uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es integradas entre as Unidades de Sa&uacute;de    da AP4, desenvolvendo trabalhos conjuntos, normas e procedimentos, otimizando    o sistema de comunica&ccedil;&atilde;o e o sistema de registro e informa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica dentro das unidades e entre elas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Cria&ccedil;&atilde;o    de Modelo de Assist&ecirc;ncia na AP4</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Plano de Controle    da Tuberculose da AP4 est&aacute; sendo desenvolvido como um modelo prot&oacute;tipo    de interven&ccedil;&atilde;o em tuberculose, que pretende servir de par&acirc;metro    para outras regi&otilde;es e de modelo integral para a AP4. Por suas caracter&iacute;sticas,    ser&aacute; poss&iacute;vel oferecer est&aacute;gios e treinamento para profissionais    de sa&uacute;de da rede p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><u>Envolvimento da    sociedade e mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos</u></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Busca de estabelecimento    de parcerias estrat&eacute;gicas com os v&aacute;rios segmentos da sociedade,    somando recursos e esfor&ccedil;os na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    e no controle da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Diagn&oacute;stico    de situa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A AP4, do munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro, engloba as Regi&otilde;es Administrativas (RA) de Jacarepagu&aacute;,    Barra da Tijuca e Cidade de Deus, possuindo uma &aacute;rea territorial de 30.353    ha, que representa 24,2% do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. Os bairros que    comp&otilde;em as RAs da AP4 s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 XVI RA -    Jacarepagu&aacute;: Jacarepagu&aacute;, Anil, Gard&ecirc;nia Azul, Curicica,    Freguesia, Pechincha, Taquara, Tanque, Pra&ccedil;a Seca e Vila Valqueire.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226;</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    XXIV RA - Barra da Tijuca: Barra da Tijuca, Jo&aacute;, Itanhang&aacute;, Camorim,    Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes e Grumari.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; XXXIX    RA - Cidade de Deus: Cidade de Deus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes bairros    possuem realidades s&oacute;cioecon&ocirc;micas muito diversificadas, fato que    deve ser considerado na an&aacute;lise geral de seus indicadores. Convivem na    mesma AP conjuntos de comunidades carentes, como os da Cidade de Deus e do Rio    das Pedras, e condom&iacute;nios de grande luxo, como os da Barra da Tijuca    e Jo&aacute;. Al&eacute;m disso, s&atilde;o desenvolvidas atividades industriais    e agropecu&aacute;rias na mesma &aacute;rea. A regi&atilde;o tem alcan&ccedil;ado    intenso desenvolvimento industrial, tendo arrecadado em 91 uma receita total    de US&#36; 213.288.726,00. O desenvolvimento imobili&aacute;rio tamb&eacute;m tem    sido muito grande. A &aacute;rea apresenta o maior &iacute;ndice de crescimento    demogr&aacute;fico do munic&iacute;pio, tanto para &aacute;reas de favelas quanto    para outras &aacute;reas, sendo que a RA Barra da Tijuca &eacute; o segundo    lugar em arrecada&ccedil;&atilde;o de IPTU residencial da Cidade. O n&uacute;mero    de domic&iacute;lios particulares permanentes em 91 era de 143.249, com n&uacute;mero    m&eacute;dio de c&ocirc;modos de 5,8, sendo 5,3 na RA Jacarepagu&aacute; e de    7,6 na RA Barra da Tijuca. Os bairros de Cidade de Deus, Vargem Pequena e Vargem    Grande possuem os menores n&uacute;meros de c&ocirc;modos por domic&iacute;lio    da AP4 e os maiores n&uacute;meros de pessoas morando em um s&oacute; domic&iacute;lio,    caracterizando n&iacute;veis cr&iacute;ticos quanto &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o    de pessoas em um s&oacute; ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A RA Barra da    Tijuca apresentou crescimento demogr&aacute;fico de 34% nos &uacute;ltimos 10    anos, registrando a maior m&eacute;dia do Pa&iacute;s. Segundo dados do IPLANRIO,    os bairros Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes,    Gard&ecirc;nia Azul apresentaram no per&iacute;odo de 95/97 os maiores &iacute;ndices    de crescimento demogr&aacute;fico. O n&uacute;mero de favelas tamb&eacute;m    aumentou consideravelmente nos &uacute;ltimos anos, somando cerca de 103, com    as maiores taxas de crescimento de domic&iacute;lios em favelas e bairros da    Cidade entre 91 e 96 (27,8% e 14,5 %, respectivamente). &Eacute; na &aacute;rea    de Jacarepagu&aacute; que se concentra o maior n&uacute;mero de favelas e assentamentos    da AP4, destacando-se Rio das Pedras e Cidade de Deus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    da AP4 foi estimada em 595.868 habitantes, em 1998, e os 4 bairros de maior    popula&ccedil;&atilde;o absoluta s&atilde;o a Taquara, Barra da Tijuca, Jacarepagu&aacute;    e Pra&ccedil;a Seca. Todavia, quando se fala em densidade populacional bruta    os 4 bairros com maior n&uacute;mero m&eacute;dio de pessoas por domic&iacute;lio    s&atilde;o Cidade de Deus, Pechincha, Vila Valqueire e Curicica. A popula&ccedil;&atilde;o    residente na AP4 &eacute; predominantemente jovem, tendo maiores porcentagens    de habitantes na faixa et&aacute;ria de 4 a 14 anos e de 25 a 34 anos. Quando    consideramos essa an&aacute;lise por bairros, vemos que as diferen&ccedil;as    s&atilde;o poucas, destacando-se a Cidade de Deus que possui predomin&acirc;ncia    das faixas de 0 a 4, 20 a 25 e 25 a 29 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A infra-estrutura    da regi&atilde;o n&atilde;o acompanhou seu crescimento demogr&aacute;fico e    apresenta precariedade de saneamento em ambas as RAs. Segundo o IPLANRIO (1995)    apenas 68,3% dos domic&iacute;lios permanentes da AP4 tinham instala&ccedil;&otilde;es    sanit&aacute;rias, destes 46,5% na Barra da Tijuca, e 73,5% em Jacarepagu&aacute;.    O Recreio dos Bandeirantes se destaca nessa an&aacute;lise em fun&ccedil;&atilde;o    de que somente 8,5% dos domic&iacute;lios apresentavam instala&ccedil;&otilde;es    sanit&aacute;rias adequadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave;    renda per-capita, existem grandes disparidades. Enquanto a renda m&eacute;dia    da AP4 alcan&ccedil;a 7,7 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, a RA Jacarepagu&aacute;    registra 5,4 sal&aacute;rios e a RA Barra da Tijuca 18,1. A Cidade de Deus,    inserida na RA Jacarepagu&aacute;, apresenta renda m&eacute;dia de 2 sal&aacute;rios    m&iacute;nimos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Indicadores    de sa&uacute;de </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No quadro de mortalidade    geral a AP4 apresenta taxas melhores que as do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro,    em fun&ccedil;&atilde;o dos resultados da XXIV RA &#8211; Barra da Tijuca que,    no ano de 1997, foi de 5,3%, enquanto na XVI RA &#8211; Jacarepagu&aacute; a    taxa foi de 9,0%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A distribui&ccedil;&atilde;o    da Mortalidade Proporcional por Causa na AP4 acompanha a tend&ecirc;ncia do    Munic&iacute;pio. &Eacute; importante ressaltar, em rela&ccedil;&atilde;o as    Causas Mal Definidas, a diferen&ccedil;a entre as RAs (XVI RA &#8211; Jacarepagu&aacute;    &#8211; 8,2% e XXIV RA &#8211; Barra da Tijuca &#8211; 5,6%), o que nos leva    a hip&oacute;tese de melhor acompanhamento da doen&ccedil;a e melhor assist&ecirc;ncia    no momento do &oacute;bito na XXIV RA &#8211; Barra da Tijuca. A an&aacute;lise    da Mortalidade por faixa et&aacute;ria revela que, nas crian&ccedil;as menores    de 1 ano, as Afec&ccedil;&otilde;es Perinatais respondem por 50% dos &oacute;bitos.    Novamente n&atilde;o encontramos homogeneidade entre as Regi&otilde;es Administrativas,    pois esta causa responde por 72,2% dos &oacute;bitos, nesta faixa et&aacute;ria,    na XXIV RA. Cabe ressaltar que, a partir de um ano de idade at&eacute; os 49    anos, a principal causa de morte, em 1997 e 1998, classifica-se no conjunto    &#8220;Causas Externas&#8221;. Com rela&ccedil;&atilde;o a Mortalidade Infantil,    podemos observar a tend&ecirc;ncia decrescente na avalia&ccedil;&atilde;o 1994    a 1998, tanto na AP4 quanto no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, com taxas    inferiores &agrave;s do restante da cidade, apesar da grande semelhan&ccedil;a    na tend&ecirc;ncia da AP4 com o Munic&iacute;pio, quando analisamos a Mortalidade    Infantil por seus componentes. Na avalia&ccedil;&atilde;o das Regi&otilde;es    Administrativas, fica evidente a rela&ccedil;&atilde;o direta da Mortalidade    Infantil com as condi&ccedil;&otilde;es de vida e o acesso aos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de (XVI RA &#8211; Jacarepagu&aacute; &#8211; 18,2% e XXIV RA &#8211;    Barra da Tijuca &#8211; 14,8%).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Causas    de atendimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observa-se que    a <i>Doen&ccedil;a Hipertensiva</i> &eacute; a primeira causa de atendimento na &aacute;rea.    A <i>Infec&ccedil;&atilde;o Respirat&oacute;ria Aguda (IRA)</i> surge em segundo lugar    na UIS Hamilton Land (Cidade de Deus) &#8211; regi&atilde;o onde se localizam    muitas ind&uacute;strias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entretanto, deve    ser ressaltado que a an&aacute;lise do perfil de morbidade fica dificultada,    pois os relat&oacute;rios que fundamentam esta an&aacute;lise s&oacute; s&atilde;o    obtidos atrav&eacute;s do sistema de informa&ccedil;&atilde;o - SIGAB - que    se encontra implantado em apenas tr&ecirc;s unidades. Isto inviabiliza a obten&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es do restante da &aacute;rea, fato que se agrava,    particularmente, em rela&ccedil;&atilde;o ao PAM Jacarepagu&aacute;, que responde    por aproximadamente 50% da produ&ccedil;&atilde;o ambulatorial no AP4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Unidade    Integrada de Sa&uacute;de Hamilton Land </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Unidade Integrada    de Sa&uacute;de Hamilton Land (UISHL) &eacute; definida como uma unidade de    assist&ecirc;ncia em servi&ccedil;o de pronto atendimento (SPA), ambulat&oacute;rio    b&aacute;sico e cl&iacute;nicas especializadas que realiza os Programas de Sa&uacute;de    Coletiva, dentre eles, o Programa de Controle da Tuberculose (PCT). As principais    causas de atendimento na UISHL s&atilde;o: doen&ccedil;as hipertensivas, infec&ccedil;&atilde;o    respirat&oacute;ria, supervis&atilde;o de sa&uacute;de da crian&ccedil;a, triagem    para neoplasias, doen&ccedil;as dermatol&oacute;gicas, ginecol&oacute;gicas    e obstetr&iacute;cia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Implanta&ccedil;&atilde;o    do modelo assistencial na UISHL </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ficou estabelecido    que para implantar o plano de a&ccedil;&atilde;o da AP4 deveriam ser realizados    treinamentos para profissionais de sa&uacute;de de n&iacute;vel superior e m&eacute;dio,    nos meses de setembro, outubro e novembro, com especial aten&ccedil;&atilde;o    aos profissionais da USIHL, e logo a seguir foram treinados os agentes de sa&uacute;de    j&aacute; previamente selecionados na comunidade. A programa&ccedil;&atilde;o    destes treinamentos deu &ecirc;nfase a forma&ccedil;&atilde;o e funcionamento    de equipes multiprofissionais e sua integra&ccedil;&atilde;o com os agentes    de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disto    foi previsto a implanta&ccedil;&atilde;o das seguintes estrat&eacute;gias: 1)    a implanta&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o    do tratamento; 2) o sistema de visita domiciliar e de busca ativa de faltosos,    de contatos e de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios; 3) o sistema de registro    com controle de qualidade e 4) estrat&eacute;gias de envolvimento da comunidade.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Material    e m&eacute;todo </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para melhoria    da qualidade do atendimento foi realizada uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do    servi&ccedil;o, sendo definido como primeiras necessidades:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1.<i>Treinamento    do pessoal em servi&ccedil;o</i>: sob a coordena&ccedil;&atilde;o do CRPHF, foi    treinado o pessoal espec&iacute;fico dos programas que requer forma&ccedil;&atilde;o    mais especializada e que atua nas fun&ccedil;&otilde;es de normatiza&ccedil;&atilde;o,    coordena&ccedil;&atilde;o, supervis&atilde;o e controle de servi&ccedil;os de    refer&ecirc;ncia, bem como o pessoal dos servi&ccedil;os gerais de sa&uacute;de    com a responsabilidade de execu&ccedil;&atilde;o direta das a&ccedil;&otilde;es,    particularmente nos n&iacute;veis prim&aacute;rio e secund&aacute;rio de atendimento,    incluindo os Programas de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Agentes Comunit&aacute;rios    de Sa&uacute;de, laborat&oacute;rios e ambulat&oacute;rios em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. <i>Reforma    do local de atendimento</i>: adequa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o atrav&eacute;s    da reforma de 3 salas no andar t&eacute;rreo, incluindo todo mobili&aacute;rio    espec&iacute;fico, e da &aacute;rea externa frontal &agrave;s salas, onde foi    constru&iacute;do um caramanch&atilde;o tornando o local mais apraz&iacute;vel,    al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o para palestras e um    mural informativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. <i>Implanta&ccedil;&atilde;o    da supervis&atilde;o do tratamento</i>: inicialmente foi previsto o tratamento    supervisionado aos pacientes com tuberculose pulmonar positiva (bacil&iacute;feros).    A supervis&atilde;o por uma terceira pessoa (geralmente profissional de sa&uacute;de,    no caso o agente de sa&uacute;de) foi implantada 03 vezes por semana, nos dois    primeiros meses, e posteriormente uma vez por semana, at&eacute; completar 06    meses de tratamento. Para tanto foi necess&aacute;rio a adequa&ccedil;&atilde;o    de material burocr&aacute;tico como prontu&aacute;rio, documentos pr&oacute;prios    para consulta de enfermagem, consultas de assistente social e da equipe multidisciplinar;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>4. Implanta&ccedil;&atilde;o    da visita domiciliar a pacientes faltosos;</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>5. Controle    dos contatos e busca de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios;</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para as    atividades programadas a Unidade contava com 2 m&eacute;dicos, 1 enfermeiro,    2 auxiliares de enfermagem, 5 agentes de sa&uacute;de e um 1 t&eacute;cnico    de Raios X, 3 nutricionistas e 3 assistentes sociais, que atendiam tamb&eacute;m    &agrave;s demais demandas dos servi&ccedil;os.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi criada uma    supervis&atilde;o interna para o Programa e se cuidou da sensibiliza&ccedil;&atilde;o    di&aacute;ria dos profissionais envolvidos com as a&ccedil;&otilde;es, avaliando,    analisando e adequando atua&ccedil;&otilde;es para, cada vez mais, acolher melhor.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na reorganiza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o, foi percebida a necessidade de modifica&ccedil;&atilde;o    da porta de entrada a fim de aumentar a capta&ccedil;&atilde;o dos sintom&aacute;tico    respirat&oacute;rios. Desta forma, facilitou-se o fluxo de entrada destes pacientes    com a elimina&ccedil;&atilde;o do agendamento, o que levou &agrave; capta&ccedil;&atilde;o    e atendimento imediatos e, consequentemente, ao aumento da descoberta de portadores    de tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi implantado    tamb&eacute;m um Programa de Nutri&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico para tratamento    do paciente com tuberculose e do comunicante, com avalia&ccedil;&atilde;o do    estado nutricional, o tratamento e preven&ccedil;&atilde;o da desnutri&ccedil;&atilde;o,    anemia ferropriva e hipovitaminose A. Este componente foi realizado com a parceria    do Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o da UFRJ.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    ao tratamento, os pacientes foram distribu&iacute;dos em dois grupos: &#8220;A&#8221;,    auto administrado e &#8220;B&#8221;, supervisionado. A organiza&ccedil;&atilde;o    desses dois grupos se deu a partir do fluxograma que o sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio    segue na Unidade, o qual prev&ecirc; a entrada atrav&eacute;s do Sistema de    Pronto Atendimento, e de encaminhamento interno ou externo, podendo ou n&atilde;o,    j&aacute; estar de posse dos exames complementares (baciloscopia do escarro    ou radiografia do t&oacute;rax). A partir da&iacute;, estes doentes s&atilde;o    encaminhados ao setor de Pneumologia, onde uma equipe multiprofissional faz    o acolhimento, consulta e diagn&oacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No caso de se    confirmar o diagn&oacute;stico o paciente &eacute; inscrito no PCT e, neste    momento, lhe &eacute; oferecida a possibilidade de ingressar no grupo de tratamento    auto administrado ou no de supervis&atilde;o. Nesta etapa de escolha os pacientes    s&atilde;o esclarecidos sobre as caracter&iacute;sticas das duas estrat&eacute;gias    de tratamento: auto administrado, que consiste em consulta mensal de controle,    ocasi&atilde;o em que o paciente recebe o medicamento para o per&iacute;odo;    ou com a supervis&atilde;o em que o paciente se compromete a vir &agrave; Unidade    3 vezes por semana, quando lhe &eacute; ministrada a dose do dia e entregue    a do dia seguinte, al&eacute;m de receber vale transporte e lanche.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nestes casos o    atendimento &eacute; feito de forma mais pr&oacute;xima, com maior aporte de    informa&ccedil;&otilde;es e cuidados executados pelos agentes de sa&uacute;de    a quem cabe entregar, observar e registrar a ingest&atilde;o de cada dose, promover    atividade educativa, informar da visita domiciliar em caso de falta &agrave;    consulta, tornando assim esta estrat&eacute;gia mais humana e solid&aacute;ria.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante a implanta&ccedil;&atilde;o    a pr&oacute;pria equipe constr&oacute;i sua bandeira de ACOLHIMENTO DEZ ABANDONO    ZERO, que foi alcan&ccedil;ada ao t&eacute;rmino dos seis meses iniciais do    Programa, no per&iacute;odo de novembro de 1999 a abril de 2000, resultado este    examinado a seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No per&iacute;odo    de seis meses anteriores a implanta&ccedil;&atilde;o do modelo - maio a outubro    de 1999 - foram diagnosticados 35 casos de tuberculose; nos seis meses seguintes    - novembro de 1999 a abril de 2000 &#8211; ap&oacute;s implanta&ccedil;&atilde;o    do modelo assistencial, o n&uacute;mero de casos diagnosticados chegou a 65,    um aumento de 85,7% na capta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; busca de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios, observou-se que,    no primeiro per&iacute;odo, houve uma capta&ccedil;&atilde;o de 66, cifra que    se elevou para 186 no segundo per&iacute;odo, todos submetidos &agrave; baciloscopia,    ou seja, um aumento de 181,8% na capta&ccedil;&atilde;o e consequentemente aumento    na detec&ccedil;&atilde;o de casos de tuberculose. Tal fato ocorreu &agrave;    medida em que a Unidade, em todas as suas especialidades, passou a acolher prontamente    os sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios e encaminh&aacute;-los para o Programa    de Controle da Tuberculose. &Eacute; importante ressaltar que neste per&iacute;odo    28% dos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios eram portadores de tuberculose,    o que indica que este grupo &eacute; altamente selecionado. O percentual de    baciloscopia n&atilde;o realizada manteve-se em 10% em ambos os per&iacute;odos.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nestes seis meses    foram diagnosticados 65 casos no per&iacute;odo de novembro/99 a abril/2000,    observando-se que 57% dos pacientes foram inscritos no grupo A, tratamento supervisionado    e 43% no auto administrado. Durante o per&iacute;odo, a ades&atilde;o dos pacientes    a supervis&atilde;o foi aumentando, chegando em abril/2000 a 100% dos pacientes    realizando tratamento supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atingiu-se a meta    de zerar o abandono do tratamento no PCT em 6 meses, o que se deu gra&ccedil;as    &agrave; busca ativa dos pacientes em abandono anterior, obtendo-se ent&atilde;o    a recupera&ccedil;&atilde;o de 9 pacientes, seis retratamentos, uma transfer&ecirc;ncia    e duas curas cl&iacute;nicas. A <a href="#tab1">tabela 1</a> demonstra os resultados    de tratamento nos 2 per&iacute;odos comparados. Apesar do pequeno n&uacute;mero    de pacientes, estamos convencidos serem os resultados significativos, seja pela    compara&ccedil;&atilde;o com os resultados anteriores, seja na convic&ccedil;&atilde;o    que temos da melhoria da qualidade do atendimento que agora prestamos, ganho    que esperamos seja permanente.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v8n1/1a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 17 de novembro    de 1999, implantou-se um modelo assistencial na UISHL, com o intuito de otimizar    o Plano de Controle da Tuberculose na AP4, como um projeto estrat&eacute;gico    do Centro de Excel&ecirc;ncia de Combate &agrave; Tuberculose, que segundo a    metodologia preconizada, reuniu parceiros, formou uma equipe t&eacute;cnica    e trabalhou na busca da melhoria da qualidade da assist&ecirc;ncia, da descoberta    dos casos principalmente pela baciloscopia entre os sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    da demanda dos servi&ccedil;os gerais de sa&uacute;de, na monitoriza&ccedil;&atilde;o    do tratamento atrav&eacute;s da evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nico-bacteriol&oacute;gica    e promoveu o tratamento com dose supervisionada nos 6 meses de dura&ccedil;&atilde;o    do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Algumas dificuldades    foram vencidas &agrave; medida em que as adequa&ccedil;&otilde;es foram feitas,    sendo as principais delas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Rigidez    na exig&ecirc;ncia do comparecimento inicial de 3 vezes por semana: houve adequa&ccedil;&atilde;o    para uma presen&ccedil;a semanal, de acordo com as possibilidades dos pacientes,    e na medida em que os pacientes foram sendo mais conhecidos. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia    registrou-se aumento na capta&ccedil;&atilde;o para a supervis&atilde;o, maior    aceita&ccedil;&atilde;o do Programa e crestamento das faltas.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Dificuldades    na busca de pacientes de &aacute;reas de alta periculosidade, bem como aqueles    resistentes &agrave; disciplina do tratamento, devido a quest&otilde;es sociais    como tr&aacute;fico de drogas e popula&ccedil;&atilde;o de rua.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Pouca    sensibiliza&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de para a capta&ccedil;&atilde;o    do paciente com tuberculose.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Dificuldade,    por parte de alguns profissionais, em utilizar o fluxograma para capta&ccedil;&atilde;o    do sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Alto    &iacute;ndice de pacientes com baciloscopia inadequada.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Dificuldade    em retratar os abandonos. &middot; No inicio, houve dificuldade em buscar os    faltosos, que foi vencida pelo trabalho do agente de sa&uacute;de.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; O acesso    do paciente ainda n&atilde;o atingiu a efetividade desejada.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Cota    para o lanche insuficiente devido ao aumento do n&uacute;mero de beneficiados.    </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Preserva&ccedil;&atilde;o    da qualidade do lanche o que constitui um desafio.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; O ponto    cr&iacute;tico observado paira nas quest&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas.    Portanto, &eacute; importante o desenvolvimento e amplia&ccedil;&atilde;o de    parcerias que possam dar suporte a essa problem&aacute;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Frente &agrave;s    situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas no percurso da implanta&ccedil;&atilde;o    e operacionaliza&ccedil;&atilde;o das atividades, percebeu-se a import&acirc;ncia    de promover, cada vez mais, a sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais    de sa&uacute;de para a aplica&ccedil;&atilde;o das medidas de controle da tuberculose.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste particular,    o agente de sa&uacute;de &eacute; de vital import&acirc;ncia, tendo em vista    o ganho de qualidade e efetividade de atendimento que foi poss&iacute;vel obter,    a partir da presen&ccedil;a desse profissional na equipe. Sob esta vis&atilde;o,    e pensando em novas perspectivas, como implanta&ccedil;&atilde;o do PSF e PACS,    queremos ressaltar que o agente de sa&uacute;de em seu trabalho junto &agrave;    comunidade, poder&aacute; ter um grande valor, tanto para as atividades de busca    a faltosos e supervis&atilde;o das tomadas, mas principalmente na busca do sintom&aacute;tico    respirat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conclu&iacute;mos    que a busca da excel&ecirc;ncia no controle da tuberculose passa pela integra&ccedil;&atilde;o    dos v&aacute;rios atores respons&aacute;veis, demanda esfor&ccedil;o e uma metodologia    apropriada em torno de objetivos comuns pactuados. Este pode ser o caminho para    que o demonstrado na UISHL possa se reproduzir em outros locais do pa&iacute;s.    Esperamos que a descri&ccedil;&atilde;o de nossa experi&ecirc;ncia possa inspirar    novas perspectivas a equipes de profissionais de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de/FUNASA/CENEPI/ CRPHF, Manual de Normas T&eacute;cnicas &#8211;    Estrutura e Operacionaliza&ccedil;&atilde;o do Programa, Bras&iacute;lia. 5<sup>a</sup>;    Ed. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Natal, S.;    Valente, J.; Gerhardt, G.; Penna, M.L. Modelo de predi&ccedil;&atilde;o para    o abandono do tratamento da tuberculose pulmonar, Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro 1999; Vol. 7, N<sup>o</sup>; 1 jan/jun.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Muniz, J.N.;    Villa, T.C.S.; Pedersolli, C.E. Tratamento supervisionado no controle da tuberculose    em Ribeir&atilde;o Preto: Novo modo de agir em sa&uacute;de, Boletim de Pneumologia    Sanit&aacute;ria, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro 1999. Vol.    7, N<sup>o</sup>; 1 jan/jun.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil^dMinistério da Saúde</collab>
<collab>FUNASA^dCENEPI</collab>
<collab>CRPHF</collab>
<source><![CDATA[Manual de Normas Técnicas: Estrutura e Operacionalização do Programa]]></source>
<year>2000</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Natal]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valente]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gerhardt]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Penna]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelo de predição para o abandono do tratamento da tuberculose pulmonar]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></source>
<year></year>
<volume>7</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.C.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pedersolli]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento supervisionado no controle da tuberculose em Ribeirão Preto: Novo modo de agir em saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></source>
<year></year>
<volume>7</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
