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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A tuberculose nas comunidades indígenas brasileiras na virada do século]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors make a retrospective study of the behavior of the tuberculosis in the indigenous communites in the year of 2000, starting from a consolidated of data correspondents to the Department of Indigenous National Foundation of Health for 21 (61,8%) of the 34 Special Sanitary Indigenous Districts implanted in all the areas of the Brazilian territory, responsible for the execution of the actions of attendance to the health of the people. There were lifted up data about the discovery of tuberculosis cases, the result of the treatment of the cases that had increased in the period, and indicators as incidence coefficient, lethality, mortality, rates of cure and of treatment abandonment. In the Districts that it had informed, were discovered 526 new cases of tuberculosis, as long as 290 (55,1) were confirmed by the examination of the sputum. The medium coefficient of incidence of all the forms of the desease reached 264,5 for 100.000 inhabitants and only in the confirmed cases 139,6 for 100.000. The lethality in the confirmed cases reached levels superior to 10%. Everything results in a low rate of the patients'cure submitted to the treatment, of the order of only 73,0%, showing to be also the tuberculosis a serious problem of health among the indigenous communities]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[epidemiologia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp; </p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose nas    comunidades ind&iacute;genas brasileiras na virada do s&eacute;culo </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jorge Meireles    Amarante<sup>I</sup>; Vera L&uacute;cia de Ara&uacute;jo Costa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Colaborador    T&eacute;cnico COMOA / DESAI / FUNASA / MS    <br>   <sup>II</sup>Coordenadora COMOA / DESAI / FUNASA / MS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os autores fazem    um estudo retrospectivo do comportamento da tuberculose nas comunidades ind&iacute;genas    no ano 2000, a partir de um consolidado de dados enviados ao Departamento de    Sa&uacute;de Ind&iacute;gena da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    por 21 (61,8%) dos 34 Distritos Sanit&aacute;rios Especiais Ind&iacute;genas    implantados em todas as regi&otilde;es do territ&oacute;rio brasileiro, respons&aacute;veis    pela execu&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de destes povos. Foram avaliados dados relativos &agrave; descoberta    de casos de tuberculose, ao resultado do tratamento dos casos que tiveram alta    no per&iacute;odo, e aos indicadores como coeficiente de incid&ecirc;ncia, de    letalidade, de mortalidade, de taxa de cura e de abandono de tratamento. Nos    Distritos que informaram, foram descobertos 526 casos novos de tuberculose,    sendo que 290 (55,1%) foram confirmados pela baciloscopia direta do escarro.    O coeficiente m&eacute;dio de incid&ecirc;ncia de todas as formas da doen&ccedil;a    foi de 264,5 por 100.000 habitantes e de 139,6 por 100.000 nas formas confirmadas    bacteriologicamente. A letalidade nos casos confirmados chegou a patamares superiores    a 10% e a taxa m&eacute;dia de abandono de tratamento, nesses casos, chegou    a 10,7%. Isto tudo resulta em uma baixa taxa de cura dos pacientes submetidos    ao tratamento, da ordem de apenas 73,0%, mostrando ser a tuberculose um s&eacute;rio    problema de sa&uacute;de tamb&eacute;m entre as comunidades ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras chave:</b>    tuberculose, epidemiologia</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The authors make    a retrospective study of the behavior of the tuberculosis in the indigenous    communites in the year of 2000, starting from a consolidated of data correspondents    to the Department of Indigenous National Foundation of Health for 21 (61,8%)    of the 34 Special Sanitary Indigenous Districts implanted in all the areas of    the Brazilian territory, responsible for the execution of the actions of attendance    to the health of the people. There were lifted up data about the discovery of    tuberculosis cases, the result of the treatment of the cases that had increased    in the period, and indicators as incidence coefficient, lethality, mortality,    rates of cure and of treatment abandonment. In the Districts that it had informed,    were discovered 526 new cases of tuberculosis, as long as 290 (55,1) were confirmed    by the examination of the sputum. The medium coefficient of incidence of all    the forms of the desease reached 264,5 for 100.000 inhabitants and only in the    confirmed cases 139,6 for 100.000. The lethality in the confirmed cases reached    levels superior to 10%. Everything results in a low rate of the patients'cure    submitted to the treatment, of the order of only 73,0%, showing to be also the    tuberculosis a serious problem of health among the indigenous communities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    tuberculosis, epidemiology</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os povos ind&iacute;genas    desapareceram da face da terra como conseq&uuml;&ecirc;ncia do que hoje se chama,    num eufemismo envergonhado, &quot;o encontro de sociedades do antigo e do novo    mundo&quot;. Tal fato foi conseq&uuml;&ecirc;ncia de um processo complexo,    cujos agentes foram homens e microorganismos, mas cujos motores &uacute;ltimos    podem ser reduzidos a dois: gan&acirc;ncia e ambi&ccedil;&atilde;o, formas culturais    da expans&atilde;o do que se convencionou chamar &quot;capitalismo mercantil&quot;    (Cunha,1988). Motivos mesquinhos e n&atilde;o uma deliberada pol&iacute;tica    de exterm&iacute;nio, conseguiram o espantoso resultado de reduzir uma popula&ccedil;&atilde;o    que estava na casa dos 4 milh&otilde;es em 1.500 (Denevan, 1976) para os parcos    320 mil &iacute;ndios que hoje habitam o Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir do descobrimento,    a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena brasileira passou a ser submetida    a quatro grandes marcos traum&aacute;ticos com repercuss&otilde;es extremas    sobre sua sobreviv&ecirc;ncia f&iacute;sica e cultural: 1) chegada dos europeus;    2) tr&aacute;fico de escravos; 3) ciclos extrativistas; 4) Pol&iacute;tica de    Integra&ccedil;&atilde;o Nacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ocupa&ccedil;&atilde;o    europ&eacute;ia foi marcada por massacres, escraviza&ccedil;&atilde;o e introdu&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as at&eacute; ent&atilde;o inexistentes, como var&iacute;ola,    sarampo e mal&aacute;ria. Com o tr&aacute;fico de escravos, chegaram ao Brasil    a febre amarela, a oncocercose e a esquistossomose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os povos ind&iacute;genas    da Amaz&ocirc;nia s&oacute; passaram a ser intensamente agredidos a partir de    meados do s&eacute;culo XIX, com os ciclos extrativistas da borracha, sorva,    peles de animais, e outros. Com isso, houve dissemina&ccedil;&atilde;o da tuberculose,    da hansen&iacute;ase, da mal&aacute;ria e das viroses da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mais recentemente,    a partir dos anos 70, a &quot;Pol&iacute;tica de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional&quot;    dos governos militares patrocinou uma ocupa&ccedil;&atilde;o mais intensiva    da Amaz&ocirc;nia, com subs&iacute;dios, incentivos fiscais e grandes projetos    vi&aacute;rios, agropecu&aacute;rios, de coloniza&ccedil;&atilde;o e hidrel&eacute;tricos.    Isto resultou em migra&ccedil;&atilde;o em massa, destrui&ccedil;&atilde;o ambiental,    exacerba&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o de doen&ccedil;as (Moura, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos quatro grupos    ind&iacute;genas existentes hoje no Brasil, classificados por Darcy Ribeiro    em 1) isolados; 2) contato intermitente; 3) contato permanente; 4) integrados    (Ribeiro, 1996), apenas os isolados e, talvez, alguns poucos de contato intermitente,    podem se considerar ainda indenes &agrave; tuberculose. Em maior ou menor grau,    a progress&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o dos povos ind&iacute;genas &agrave;    sociedade nacional, transformou a tuberculose em doen&ccedil;a end&ecirc;mica    de dif&iacute;cil controle tamb&eacute;m entre os &iacute;ndios, com incid&ecirc;ncia    significativamente maior que a encontrada na popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    &iacute;ndia. Atividades de minera&ccedil;&atilde;o, extra&ccedil;&atilde;o    da madeira, agropecu&aacute;rias, aliadas &agrave; falta de demarca&ccedil;&atilde;o    de grande parte do territ&oacute;rio ind&iacute;gena e ao intenso interc&acirc;mbio    de pessoas entre as cidades e as aldeias, incumbem-se, ainda hoje, de disseminar    a tuberculose entre os &iacute;ndios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    ind&iacute;gena brasileira &eacute; estimada em 350 mil pessoas pertencentes    a cerca de 210 povos que falam mais de 170 l&iacute;nguas diferentes e expressam    das formas mais diversas os seus valores culturais. Os povos ind&iacute;genas    est&atilde;o presentes em todos os estados brasileiros, exceto no Piau&iacute;    e no Rio Grande do Norte, vivendo em 567 terras ind&iacute;genas, ocupando cerca    de 12% do territ&oacute;rio nacional (DESAI, 2001). A partir de 1999 a responsabilidade    pela aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de ind&iacute;gena no    Brasil passou a ser exclusivamente da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    (FUNASA), atrav&eacute;s de seu Departamento de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena    (DESAI), que tra&ccedil;ou um novo modelo de assist&ecirc;ncia para todo o territ&oacute;rio    nacional, dividindo as terras ind&iacute;genas em 34 Distritos Sanit&aacute;rios    Especiais Ind&iacute;genas (DISEIs), considerando os diferentes aspectos geogr&aacute;ficos,    s&oacute;cio-culturais, econ&ocirc;micos e epidemiol&oacute;gicos. Esses Distritos    Sanit&aacute;rios, por sua vez, s&atilde;o divididos em um n&uacute;mero vari&aacute;vel    de P&oacute;los Bases, dependendo da regi&atilde;o, onde existe uma equipe multidisciplinar    de sa&uacute;de que atua como refer&ecirc;ncia prim&aacute;ria para as diversas    aldeias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pelo fato de ainda    encontrar-se em fase de organiza&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o,    a base de dados informatizados do DESAI, a Coordena&ccedil;&atilde;o de Monitoramento    de A&ccedil;&otilde;es e Servi&ccedil;os (COMOA) enviou aos 34 DISEIs formul&aacute;rio    para preenchimento com dados espec&iacute;ficos da tuberculose no ano de 2000,    inspirado nos instrumentos utilizados nacionalmente pela Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    do qual constavam informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas sobre o comportamento    da tuberculose no ano 2000 nas comunidades ind&iacute;genas, que foram consolidados    e analisados em n&iacute;vel central.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados demogr&aacute;ficos    foram obtidos no SIASI (Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o    a Sa&uacute;de Ind&iacute;gena) nos distritos onde o censo foi conclu&iacute;do    e informado. Em alguns DISEIs, foi utilizada a popula&ccedil;&atilde;o estimada    pelo n&iacute;vel local, repassadas pela FUNAI.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram encaminhados    em tempo h&aacute;bil a todos os DISEIs tr&ecirc;s planilhas para preenchimento,    nas quais eram solicitadas informa&ccedil;&otilde;es do ano de 2000, sobre:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; descoberta    de casos novos de tuberculose, segundo a forma cl&iacute;nica e a faixa et&aacute;ria    em 2000;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; descoberta    de casos de retratamento, segundo a forma cl&iacute;nica e o motivo do reingresso    no sistema de sa&uacute;de (recidiva ou readmiss&atilde;o ap&oacute;s abandono    de tratamento);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; resultado    do tratamento segundo o motivo da alta e a forma cl&iacute;nica dos casos que    encerraram tratamento no ano de 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As <a href="#tab1">tabelas    1</a>, <a href="#tab2">2</a> e <a href="#tab3">3</a>, que ser&atilde;o analisadas    adiante, reproduzem esses instrumentos de coleta de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram obtidas    informa&ccedil;&otilde;es de 21 (61,8%) DISEIs e suas respectivas etnias :</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alagoas/Sergipe:</b>    Kalank&oacute;, Tingu&iacute;, Bot&oacute;, Wass&uacute;, Cocal, Xucuru, Kariri,    Genipank&oacute;, Karuazu, Karir&iacute;, Xok&oacute;, Karapat&oacute;; <b>Amap&aacute;/Norte    do Par&aacute;:</b> Tyri&oacute;, Karipuna, Palikur, Galib&iacute;, Marworno,    Wai&atilde;p&iacute;; <b>Altamira:</b> Arara, Kuruaia, Karara&ocirc;, Parakan&atilde;,    Arawet&eacute;, Apiterewa, Xikrim, Assurin&iacute;, Juruna; <b>Alto Rio Juru&aacute;:</b>    Katukina, Kaxinawa, Kulina, Kampa, Nukini, Poyanawa, Jaminawa, Yauanauw&aacute;;    <b>Alto Rio Purus:</b> Jaminawa, Manxineri, Kulina, Kaxinaw&aacute;, Apurin&atilde;,    Baware, Jamamadi, Kaxarari; <b>Alto Rio Negro:</b> Tucano, Desana; <b>Araguaia:</b>    Karaj&aacute;, Tap&uacute;ia, Tapirap&eacute;; <b>Interior Sul:</b> Kaigang,    Guarani, Xokleng, Krenak, Terena; <b>Kaiap&oacute; (PA):</b> Kaiap&oacute;;    <b>Kaiap&oacute; (MT):</b> Kaiabi, Munduruku, Apiaka, Kaiap&oacute;; <b>Maranh&atilde;o:</b>    Guaj&aacute;, Guajajara, Gavi&atilde;o, Kaapor, Kanela, Timbira, Krikati; <b>Parintins:</b>    Sater&eacute;-Maw&eacute;, Hixkaryana, Wai-Wai, Mawayana, Xereu, Zatuena, Zo&eacute;;    <b>Porto Velho:</b> Makurap, Tupari, Kano&eacute;, Aru&aacute;, Jaboti, Uru-eu-wau-wau,    Juma, Or&oacute;-Na&oacute;, Oro Bone, Oro Waran, Oro Win, Oro Mixem, Oro D&atilde;o,    Gavi&atilde;o, Zor&oacute;, Arara, Parintintim, Karipuna, Karitiana, Arikapu,    Tenharim, Pirah&atilde;; <b>Potiguara:</b> Potyguara; <b>Cuiab&aacute;:</b> Bororo, Iranxe,    Menky, Pareci, Bakari, Umutina, Nambikwara, Enawen&ecirc;-Naw&ecirc;; <b>Rio Tapaj&oacute;s:</b>    Munduruku, Kayabi; <b>M&eacute;dio Solim&otilde;es :</b> Kambeba, Mayoruna, Miranha,    Kulina, Kanamari, Deni, Kaixana, Madij&aacute;, Tikuna, Katukina, Kokama; <b>Tocantins:</b>    Kra&ocirc;, Java&eacute;, Apinaj&eacute;, Karaj&aacute;, Xambio&aacute;, Xerente;    <b>Vilhena:</b> Zor&oacute;, Arara, Cinta Larga, Nambikwara, Saban&ecirc;, Kithaulu,    Rikbaktsa, Kayabi, Negarot&ecirc;, Munduruku, Apiaka, Paresi, Suru&iacute;,    Aikan&atilde;, Kwaz&aacute;, Latund&ecirc;, Makurape, Tupari, Sakirabia; <b>Xavante:</b>    Xavante, Bororo; <b>Yanomami:</b> Yanomami, Yekuana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As an&aacute;lises    e as conclus&otilde;es devem ser encaradas com ju&iacute;zo cr&iacute;tico e    por uma &oacute;tica complacente, em virtude de n&atilde;o existirem ainda par&acirc;metros    sobre o comportamento da tuberculose em comunidades ind&iacute;genas, a n&atilde;o    ser em raros estudos pontuais; de ser escassa a bibliografia dispon&iacute;vel    sobre sa&uacute;de, de um modo geral e, especificamente, sobre a tuberculose    entre os &iacute;ndios; das enormes dificuldades encontradas para a obten&ccedil;&atilde;o    de dados, em virtude das grandes dist&acirc;ncias entre as aldeias e os P&oacute;los    Bases, da extrema dificuldade de acesso &agrave;s aldeias em algumas regi&otilde;es,    da inexist&ecirc;ncia de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;vel,    da car&ecirc;ncia de recursos humanos, dentre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As informa&ccedil;&otilde;es    foram solicitadas em novembro de 2000. Em 20 de fevereiro de 2001, os dados    dispon&iacute;veis foram consolidados da forma que se segue:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tuberculose como    causa de mortalidade</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Consideradas as    categorias de patologias relacionados na Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional    de Doen&ccedil;as (CID-10), a tuberculose est&aacute; inclu&iacute;da entre    as Doen&ccedil;as Infecciosas e Parasit&aacute;rias (DIP) que representa a segunda    causa conhecida de morte entre os &iacute;ndios dos DISEIs que informaram (<a href="#g1">Gr&aacute;fico    1</a>).</font></p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02g1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A maior parte    dos &oacute;bitos ocorre no grupo das causas mal definidas, apontando para a    defici&ecirc;ncia do sistema de informa&ccedil;&atilde;o, e, principalmente,    para a grande ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bitos sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O diagn&oacute;stico    de tuberculose aparece como a segunda causa de mortalidade entre as DIP, suplantando,    inclusive, os &oacute;bitos decorrentes das doen&ccedil;as diarreicas, muito    mais significativas na demanda aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de (<a href="#g2">Gr&aacute;fico    2</a>).</font></p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02g2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso    ter em mente que existe um n&uacute;mero consider&aacute;vel de casos de tuberculose    sem confirma&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica, muitos dos quais envolvidos    no obitu&aacute;rio, que podem corresponder a um vi&eacute;s no diagn&oacute;stico.    Entretanto, o registro chama a aten&ccedil;&atilde;o para a tuberculose como    um s&eacute;rio problema de sa&uacute;de das comunidades ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para um total    de 1575 &oacute;bitos por todas as causas informados at&eacute; o dia 20 de    fevereiro de 2001, a tuberculose contribuiu com 47 (3,0 %).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tuberculose como    causa de morbidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Num total de 253.944    atendimentos por todas as causas informadas no per&iacute;odo de mar&ccedil;o    a dezembro 2000, 104.145 (41,0%) deveram-se &agrave;s doen&ccedil;as infecciosas    e parasit&aacute;rias (DIP). Foram realizados, no mesmo per&iacute;odo, 665    consultas por tuberculose, correspondendo a apenas 0,63% dos atendimentos por    DIP e a 0,26% da demanda por assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de por todas as    causas (DESAI, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como se pode notar,    embora sendo muito pequena a demanda ao atendimento por tuberculose na rede    ambulatorial, o que faz suspeitar de que n&atilde;o esteja existindo um acompanhamento    sistematizado dos doentes, &eacute; muito significativa a participa&ccedil;&atilde;o    da tuberculose no obitu&aacute;rio geral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descoberta de    casos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos Distritos    que prestaram informa&ccedil;&atilde;o, foram descobertos 526 casos novos de    tuberculose, dos quais 290 (55,1%) foram confirmados bacteriologicamente e os    restantes - 236 (44,1%) - foram casos pulmonares em que o diagn&oacute;stico    foi presuntivo ou de localiza&ccedil;&atilde;o extrapulmonar (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se que,    em um n&uacute;mero consider&aacute;vel de pacientes pulmonares na faixa et&aacute;ria    de 15 anos e mais sem confirma&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica (17),    a baciloscopia direta de escarro n&atilde;o foi sequer realizada, o que somente    seria admiss&iacute;vel em rar&iacute;ssimos casos em que o tuberculoso adulto    n&atilde;o consegue fornecer material para exame (comatosos, doentes mentais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No <a href="#diagrama">diagrama</a>    encontramos as formas cl&iacute;nicas da tuberculose distribu&iacute;das de    acordo com as faixas et&aacute;rias de adultos e crian&ccedil;as. Est&atilde;o    dispostos em grafia normal os par&acirc;metros nacionais preconizados pelo MS    e em it&aacute;lico o que foi encontrado nos DISEIs que informaram.</font></p>     <p><a name="diagrama"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02d1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se que existe    um exagero de formas de tuberculose incidindo sobre os menores de 15 anos, faixa    et&aacute;ria em que o diagn&oacute;stico bacteriol&oacute;gico &eacute; mais    dif&iacute;cil, baseado, quase sempre, somente em sinais cl&iacute;nicos e radiol&oacute;gicos.    Entretanto, &eacute; importante observar que o n&uacute;mero de casos positivos    entre as crian&ccedil;as est&aacute; acima do esperado, o que aponta para a    gravidade da doen&ccedil;a na comunidade ind&iacute;gena, em que as pessoas    estariam sendo infectadas em idades muito baixas e apresentando formas de tuberculose    p&oacute;s-prim&aacute;ria muito cedo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em todas as idades,    h&aacute; uma predomin&acirc;ncia maior do que seria esperado de formas pulmonares    sobre as extrapulmonares, demonstrando as dificuldades t&eacute;cnicas existentes    nos DISEIs para diagnosticar estas &uacute;ltimas, por falta de recursos proped&ecirc;uticos    diferenciados, que geralmente s&oacute; existem nos centros urbanos maiores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora em algumas    regi&otilde;es seja consp&iacute;cuo o h&aacute;bito de fazer diagn&oacute;stico    de formas pulmonares com base unicamente em dados cl&iacute;nicos e radiol&oacute;gicos,    de um modo geral, a confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico pela baciloscopia    direta de escarro ocorre mais ou menos dentro do esperado, sugerindo um bom    rendimento laboratorial e um diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de qualidade    aceit&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No total de casos    positivos descobertos (novos+reingressos), os casos de retratamento confirmados    pela baciloscopia direta corresponderam a 24,8% da preval&ecirc;ncia de bacil&iacute;feros,    o que sugere uma alta taxa de &quot;cronifica&ccedil;&atilde;o&quot; e, portanto,    um baixo rendimento do tratamento &agrave;s custas, provavelmente, de altas    taxas de abandono subnotificado (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultado de tratamento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os casos    que conclu&iacute;ram tratamento em 2.000, 477 (92,1%) eram pulmonares e apenas    29 (7,9%) extrapulmonares (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No total de casos,    55,8% foram formas confirmadas bacteriologicamente, por&eacute;m, entre os pulmonares,    apenas 60,6% o foram, mostrando um exagero de diagn&oacute;sticos firmados com    base apenas em dados cl&iacute;nicos e radiol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Consideradas todas    as formas cl&iacute;nicas da tuberculose a cura alcan&ccedil;ou 74,9%, o que    &eacute; um percentual reduzido considerada a meta nacional de curar pelo menos    85% dos casos que iniciam tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O abandono, nesses    casos, alcan&ccedil;ou somente 8,3% dos pacientes tratados, o que pode corresponder    a subregistro, embora as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas sejam geralmente    pequenas, permitindo um controle mais efetivo desses eventos, tanto que &eacute;    muito baixo o percentual de casos sem informa&ccedil;&atilde;o do resultado    do tratamento (0,8%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A letalidade pela    tuberculose correspondeu a 7,7% de todos os casos tratados, sugerindo um retardo    no diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a e, consequentemente, a exist&ecirc;ncia    de formas muito graves, muito avan&ccedil;adas da enfermidade. Pelos par&acirc;metros,    a taxa m&aacute;xima toler&aacute;vel &eacute; de 5%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando considerados    apenas os casos confirmados pela baciloscopia de escarro, sobre os quais existem    teoricamente poucas d&uacute;vidas de precis&atilde;o do diagn&oacute;stico,    a cura &eacute; igualmente muito reduzida, apenas 73,0%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A taxa de abandono    sobe para 10,7% nos casos positivos e a letalidade sobe para 10,4%, apontando    para a extrema gravidade da situa&ccedil;&atilde;o. Vale dizer, os pacientes    n&atilde;o est&atilde;o logrando a cura, talvez muito menos por causa do abandono    de tratamento, e muito mais pelo exagerado n&uacute;mero de casos confirmados    que chegam ao &ecirc;xito letal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Indicadores epidemiol&oacute;gicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em que pesem insistentes    gest&otilde;es do DESAI junto &agrave;s Coordena&ccedil;&otilde;es, apenas 21    (61,8) DISEI prestaram informa&ccedil;&otilde;es sobre a tuberculose (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a02t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando o    total de casos de tuberculose registrados de todas as formas cl&iacute;nicas    da doen&ccedil;a, o coeficiente de incid&ecirc;ncia de tuberculose na amostra    alcan&ccedil;ou 264,5 casos por 100.000 habitantes. Considerando os casos positivos,    a incid&ecirc;ncia foi de 139,6 por 100.000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A incid&ecirc;ncia    de casos positivos variou de zero em Altamira, a 426,6 %<sup>ooo</sup> nos Kaiap&oacute; de    Reden&ccedil;&atilde;o no Par&aacute;. As maiores taxas de incid&ecirc;ncia    de casos positivos foram encontradas, por ordem de magnitude, em Reden&ccedil;&atilde;o    (426,6), Vilhena (403,5), Araguaia (406,2), Rio Tapaj&oacute;s (337,0), Amap&aacute;    e Norte do Par&aacute; (192,6), Cuiab&aacute; (186,3), M&eacute;dio Solim&otilde;es    (181,9), Xavante (171,7) e Alto Purus (165,7), todos acima de 150 casos por    100.000 habitantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em alguns DISEIs    (Alagoas/Sergipe, Amap&aacute;/Norte do Par&aacute;, Potiguara, Cuiab&aacute;    e M&eacute;dio Solim&otilde;es) a incid&ecirc;ncia de casos positivos foi exatamente    igual &agrave; de casos de todas as formas de tuberculose, o que &eacute; improv&aacute;vel,    apontando para uma certa dificuldade em diagnosticar casos pulmonares sem confirma&ccedil;&atilde;o    bacteriol&oacute;gica, principalmente nas crian&ccedil;as, e formas extrapulmonares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; A tuberculose    representa um importante problema de sa&uacute;de para as comunidades ind&iacute;genas,    sendo a s&eacute;tima causa de demanda aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de por    doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias (DIP), constituindo-se na segunda    causa de mortes por DIP e na nona por todas as causas no ano 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; A tuberculose    entre os &iacute;ndios apresentou, em 2000, uma incid&ecirc;ncia m&eacute;dia    anual de casos confirmados bacteriologicamente de 139,6 por 100.000 habitantes,    muitas vezes maior que a incid&ecirc;ncia nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; Os baixos    percentuais de cura, as altas taxas de abandono de tratamento, os coeficientes    elevados de incid&ecirc;ncia e letalidade, ajustam-se aos crit&eacute;rios que    definem as &aacute;reas priorit&aacute;rias para investimento no controle da    tuberculose, estabelecidos pela Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia    Sanit&aacute;ria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (CRHF/CNPS,1999).</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; &Eacute;    preciso melhorar o sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, atrav&eacute;s    do decisivo apoio &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o plena do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    da Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de Ind&iacute;gena (SIASI) em todos    os DISEIs, para que se tenha uma base de dados confi&aacute;vel, que permita    o planejamento adequado das a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose a    serem implementadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#8226; Em virtude    das peculiaridades s&oacute;cio-culturais das comunidades ind&iacute;genas,    um conjunto de a&ccedil;&otilde;es sistematizadas para o controle da tuberculose    deve ser implementado, em estreita integra&ccedil;&atilde;o com os programas    dos estados e munic&iacute;pios aos quais os &iacute;ndios s&atilde;o vinculados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncia    bibliogr&aacute;fica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Coordena&ccedil;&atilde;o    de Monitoramento de A&ccedil;&otilde;es e Servi&ccedil;os (COMOA) - DESAI/FUNASA.    Relat&oacute;rio anual. Bras&iacute;lia: 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria/Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio    Fraga &#8211; FNS/MS. Plano nacional de controle da tuberculose. Bras&iacute;lia:    1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Cunha MC. Hist&oacute;ria    dos &iacute;ndios no Brasil. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Schwarcz; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Denevan WM.    The native population of the Americas in 1492. Madison: University of Wisconsin    Pres; 1976.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Departamento    de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena / FUNASA-MS. Informe de sa&uacute;de ind&iacute;gena.    2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Moura RCS.    Expectativa de vida dos povos ind&iacute;genas brasileiros.1994 Bras&iacute;lia:FUNAI;    (mimeo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Ribeiro D.    Os &iacute;ndios e a civiliza&ccedil;&atilde;o. 3<sup>a</sup> ed. S&atilde;o    Paulo: Schwarcz; 1996.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>DESAI/FUNASA^dCoordenação de Monitoramento de Ações e Serviços (COMOA)</collab>
<source><![CDATA[Relatório anual]]></source>
<year>2000</year>
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<collab>FNS/MS^dCoordenação Nacional de Pneumologia Sanitária/Centro de Referência Prof. Hélio Fraga</collab>
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<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
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<source><![CDATA[História dos índios no Brasil]]></source>
<year>1988</year>
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<surname><![CDATA[Denevan]]></surname>
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<source><![CDATA[The native population of the Americas in 1492]]></source>
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<collab>FUNASA-MS^dDepartamento de Saúde Indígena</collab>
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