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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To evaluate the nutritional status among new cases of tuberculosis (TB) in a Unit of Health in Rio de Janeiro, as part of the National Plan of Control Tuberculosis. Methodology: The sample of 40 patients in the age group 16 to 50 years, both sexes (43,6% women and 56,4% men) were diagnosed with TB, in the period November 1999 to June 2000. Social-demographic indicators, anthropometric measurements (weigh and height), serum retinol levels and food consumption (semi-quantitative questionnaire) were evaluated. Body mass index was used to evaluate the nutritional status in according to the cuts off by the WHO (1995). The determination of the serum retinol levels was determined by spectrophotometry according to the modified Bessey Lowry method having as a cut-off point for hypovitaminosis A 1,05 µmol/L. Results: In relation to the patient's social-demographic indicators, it was possible to observe that 69% of the sample had not concluded eight years of study, 97% of the patients referred to had access to drainage systems and 87% to electricity system. The average number of rooms per home was 1.9, 3.7 people per home. The prevalence of underweight in this sample was 32% and the prevalence of hypovitamonosis A was 17.8%. Conclusion: In conclusion, nutritional intervention is necessary for the clinical treatment of patients with TB, as well as to identify the association of hypovitaminosis A as a possible risk factor for TB]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="topo"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o    nutricional de pacientes com tuberculose pulmonar atendidos na UISHL<a href="#nota">*</a></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rejane Andrea    Ramalho<sup>I</sup>; Rosana Salles da Costa<sup>I</sup>; Ana Carolina R.E.Vieira<sup>II</sup>;    Luciane Barboza da Silva<sup>II</sup>; Fernanda Cristina P.Machado<sup>III</sup>;    Ellen Mayra da Silva Menezes<sup>III</sup>; Jane Ren&oacute; de Souza<sup>III</sup>; Ana    Paula Galv&atilde;o Salles<sup>III</sup>; Tatiana Meneses Barros<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto    de Nutri&ccedil;&atilde;o / Universidade Federal do Rio de Janeiro    <br>   <sup>II</sup>COPPE/UFRJ    <br>   <sup>III</sup>Volunt&aacute;rias IN/UFRJ    <br>   <sup>IV</sup>Volunt&aacute;ria, Universidade Gama Filho</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b>    Avaliar o estado nutricional de pacientes portadores de tuberculose (TB), em    uma Unidade de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, como parte    do Plano Nacional de Combate da Tuberculose.    <br>   <b>Metodologia:</b> Foram avaliados 40 pacientes diagnosticados com TB, na faixa    et&aacute;ria de 16 a 50 anos, de ambos os sexos (43,6% mulheres e 56,4% homens),    no per&iacute;odo de novembro de 1999 a junho de 2000, na Unidade Integrada    de Sa&uacute;de (UIS) Hamilton Land. Foram avaliados indicadores s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos,    medidas antropom&eacute;tricas (peso e altura), avalia&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o    s&eacute;rica de retinol e consumo alimentar (question&aacute;rio semi-quantitativo).    Para avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, foi utilizado o &Iacute;ndice    de Massa Corporal &#91;peso(Kg)/altura(m)<sup>2</sup>&#93;, tendo como pontos    de corte os valores adotados pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.    A determina&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de retinol s&eacute;rico foi    feita atrav&eacute;s de dosagem espectrofotom&eacute;trica pelo m&eacute;todo    Bessey-Lowry modificado e o ponto de corte utilizado para identificar a hipovitaminose    A foi &lt; 1,05 &micro;mol/L.    <br>   <b>Resultados:</b> Quanto &agrave; escolaridade dos pacientes, foi poss&iacute;vel    observar que cerca de 69% da amostra n&atilde;o concluiu o primeiro grau e 13%    apresentava curso t&eacute;cnico ou segundo grau incompleto. Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s caracter&iacute;sticas dos domic&iacute;lios, cerca de 97% dos pacientes    referiram ter &aacute;gua encanada, 87,2% sistema de esgoto e 94,7% luz el&eacute;trica.    A m&eacute;dia de c&ocirc;modos por domic&iacute;lio foi de 1,9, sendo 3,7 pessoas    por domic&iacute;lio. Com rela&ccedil;&atilde;o ao estado nutricional dos pacientes,    33,3% das mulheres e 31,3% dos homens avaliados apresentaram baixo peso. Entre    as mulheres foi observada uma preval&ecirc;ncia de 22% de sobrepeso. Foi encontrada    uma preval&ecirc;ncia de 17,8% de hipovitaminose A na amostra. Na an&aacute;lise    qualitativa da freq&uuml;&ecirc;ncia de consumo de alimentos, foi poss&iacute;vel    observar baixo consumo de prote&iacute;nas de origem animal, um consumo elevado    de frituras e de carboidratos (farinhas) e um baixo consumo de fontes alimentares    de vitamina A.    <br>   <b>Conclus&atilde;o:</b> Com base nos resultados encontrados, torna-se necess&aacute;ria    a interven&ccedil;&atilde;o nutricional associada ao tratamento cl&iacute;nico    dos pacientes portadores de TB, como tamb&eacute;m identificar a associa&ccedil;&atilde;o    de defici&ecirc;ncias nutricionais espec&iacute;ficas, como a hipovitaminose    A, como poss&iacute;veis fatores de risco para a TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras chave:</b>    Tuberculose, estado nutricional, vitamina A</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objective:</b>    To evaluate the nutritional status among new cases of tuberculosis (TB) in a    Unit of Health in Rio de Janeiro, as part of the National Plan of Control Tuberculosis.    <br>   <b>Methodology:</b> The sample of 40 patients in the age group 16 to 50 years,    both sexes (43,6% women and 56,4% men) were diagnosed with TB, in the period    November 1999 to June 2000. Social-demographic indicators, anthropometric measurements    (weigh and height), serum retinol levels and food consumption (semi-quantitative    questionnaire) were evaluated. Body mass index was used to evaluate the nutritional    status in according to the cuts off by the WHO (1995). The determination of    the serum retinol levels was determined by spectrophotometry according to the    modified Bessey Lowry method having as a cut-off point for hypovitaminosis A    1,05 &micro;mol/L.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Results:</b> In relation to the patient's social-demographic indicators,    it was possible to observe that 69% of the sample had not concluded eight years    of study, 97% of the patients referred to had access to drainage systems and    87% to electricity system. The average number of rooms per home was 1.9, 3.7    people per home. The prevalence of underweight in this sample was 32% and the    prevalence of hypovitamonosis A was 17.8%.    <br>   <b>Conclusion:</b> In conclusion, nutritional intervention is necessary for the clinical    treatment of patients with TB, as well as to identify the association of hypovitaminosis    A as a possible risk factor for TB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    tuberculosis, hypovitaminosis A, malnutrition, Brazil</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente trabalho    tem como objetivo apresentar os resultados do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o    Nutricional inserido no Programa de Controle da Tuberculose realizado na Unidade    Integrada de Sa&uacute;de Hamilton Land, (UISHL) no bairro da Cidade de Deus,    no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este projeto foi    desenvolvido em parceria com o Centro de Excel&ecirc;ncia em Nutri&ccedil;&atilde;o    (CEN) e Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio de    Janeiro (IN/UFRJ).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Amostra</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o objetivo de realizar o diagnóstico nutricional de pacientes na UISHL, utilizou-se a avaliação do estado nutricional antropométrico, a análise quantitativa de marco e micronutrientes e, como marcador de carência de vitamina A, os niveis séricos de retinol.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A coleta de dados    foi realizada no per&iacute;odo de novembro de 1999 a julho de 2000, atrav&eacute;s    do contato com casos novos que procuraram o Servi&ccedil;o de Pneumologia da    UISHL para diagn&oacute;stico, sendo diagnosticados 65 casos novos. Destes,    foram avaliados 40 pacientes, na faixa et&aacute;ria de 16 a 50 anos, de ambos    os sexos (43,6% mulheres e 56,4% homens), sendo 32 casos novos e 8 j&aacute;    acompanhados no Ambulat&oacute;rio de Pneumologia da Unidade de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A avalia&ccedil;&atilde;o    dos pacientes foi feita ap&oacute;s duas semanas do diagn&oacute;stico e in&iacute;cio    do tratamento, atrav&eacute;s de entrevistas individuais com a utiliza&ccedil;&atilde;o    de question&aacute;rio preenchido pelo entrevistador, acompanhado de termo de    consentimento previamente assinado e consulta aos prontu&aacute;rios para obter    informa&ccedil;&otilde;es das vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas    (escolaridade, idade, caracter&iacute;sticas do domic&iacute;lio, ocupa&ccedil;&atilde;o,    carga hor&aacute;ria, turno de trabalho e situa&ccedil;&atilde;o conjugal),    consumo de bebidas alco&oacute;licas e fumo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estado nutricional    foi avaliado atrav&eacute;s da aferi&ccedil;&atilde;o de medidas antropom&eacute;tricas    (peso e altura), da an&aacute;lise dos n&iacute;veis s&eacute;ricos de vitamina    A e da avalia&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar (freq&uuml;&ecirc;ncia de    consumo semi-quantitativa por grupos de alimentos). Para a determina&ccedil;&atilde;o    do peso, utilizou-se balan&ccedil;a digital da marca Filizola, com capacidade    de 150 Kg e varia&ccedil;&atilde;o de 0,1 Kg. Para a aferi&ccedil;&atilde;o    da altura, foi usada fita m&eacute;trica de material n&atilde;o el&aacute;stico,    com 150 cm de comprimento e varia&ccedil;&atilde;o de 0,5 mm.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os n&iacute;veis    s&eacute;ricos de vitamina A foram determinados em amostras de 5ml de sangue    obtidas por pun&ccedil;&atilde;o venosa, ap&oacute;s jejum noturno de, no m&iacute;nimo,    8 horas. Essas amostras, submetidas &agrave; centrifuga&ccedil;&atilde;o (3.000    rpm) para separa&ccedil;&atilde;o e extra&ccedil;&atilde;o do soro, eram depois    transportadas para o Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o da UFRJ, onde se processaram    as an&aacute;lises.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o diagn&oacute;stico    nutricional, utilizou-se o &iacute;ndice de massa corporal (peso&#91;Kg&#93;/altura&#91;m<sup>2</sup>&#93;),    tendo como pontos de corte os valores propostos pela Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (1995):</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Baixo    peso - IMC &lt; 18.50</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Eutrofismo    - IMC <u>&gt;</u> 18.50 - 24.99</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Sobrepeso    - IMC <u>&gt;</u> 25.00</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os n&iacute;veis    s&eacute;ricos de vitamina A foram determinados segundo o m&eacute;todo Bessey-Lowrey    modificado (Ara&uacute;jo &amp; Flores, 1978) e classificados de acordo com    as recomenda&ccedil;&otilde;es da World Health Organization (WHO, 1996). No    presente estudo, consideraram-se adequados os valores de retinol s&eacute;rico    <u>&gt;</u> 1,05 &#181;mol/L e o ponto de corte &lt; 1,05 &#181;mol/L (&lt; 30 &#181;g/dl)    foi utilizado para indicar hipovitaminose A.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    quantitativa de macro e micronutrientes foi realizada com base na tabela de    composi&ccedil;&atilde;o da Escola Paulista de Medicina, atrav&eacute;s do Programa    de Apoio &agrave; Nutri&ccedil;&atilde;o (1993). Para a elabora&ccedil;&atilde;o    do banco de dados e an&aacute;lises estat&iacute;sticas utilizou-se o programa    Epi-Info, vers&atilde;o 6.04.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram avaliados    40 pacientes - 17 mulheres e 23 homens; destes, 2 se recusaram a responder o    question&aacute;rio, sendo considerados faltosos. Na avalia&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional, consideraram-se apenas os pacientes diagnosticados na    UISHL</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Vari&aacute;veis    S&oacute;cio-demogr&aacute;ficas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A m&eacute;dia    de idade foi de 41 anos entre os homens e de 38 entre as mulheres. Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas, tendo como base    as caracter&iacute;sticas dos domic&iacute;lios (<a href="#fig1">figura 1</a>),    foi poss&iacute;vel observar que a maioria dos pacientes relatou dispor de condi&ccedil;&otilde;es    b&aacute;sicas satisfat&oacute;rias no que tange a saneamento, luz el&eacute;trica    e sistema de &aacute;gua encanada. Quanto aos aparelhos eletr&ocirc;nicos, observou-se    que a maioria dos domic&iacute;lios apresentava, pelo menos, televis&atilde;o    e geladeira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avaliando o n&uacute;mero    de c&ocirc;modos que serviam como dormit&oacute;rios, 77% apresentavam um ou    dois c&ocirc;modos no domic&iacute;lio (m&eacute;dia = 1,9 ), enquanto que a    m&eacute;dia de pessoas por domic&iacute;lio era de 3,7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; situa&ccedil;&atilde;o conjugal (<a href="#tab1">tabela 1</a>), foi    observado que 42,5% da amostra tinha uni&atilde;o est&aacute;vel; 40% eram solteiros    (30,5% homens e 52,9% mulheres) e 12,5%, separados (13% homens e 11,8% mulheres).    Cerca de 10% da amostra era analfabeta (10%) n&atilde;o completou o primeiro    grau de estudo (57,5%). Este padr&atilde;o foi compat&iacute;vel com a avalia&ccedil;&atilde;o    das profiss&otilde;es dos pacientes: 90% tinham empregos considerados tempor&aacute;rios,    como ajudante de pedreiro, lavador de carros e pintor.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisando o h&aacute;bito    de fumar e de consumir bebidas alco&oacute;licas, 48,7% da amostra declararam    que fumavam (59,1% homens e 35,3% mulheres) e 28,2% referiram usar algum tipo    de bebida alco&oacute;lica (36,4 homens e 17,6% mulheres), sendo considerado,    no momento da entrevista, em ambos os casos, o h&aacute;bito incidente antes    do diagn&oacute;stico de tuberculose. Entretanto, quando avaliados os prontu&aacute;rios    daqueles que, na entrevista, relataram n&atilde;o consumir bebidas alco&oacute;licas,    observou-se que 6 pacientes referiram, por ocasi&atilde;o da consulta cl&iacute;nica,    consumo importante de algum tipo de bebida alco&oacute;lica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o    Nutricional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A m&eacute;dia    de peso e de altura foi maior entre os homens (60,3 Kg e 170,9 cm, respectivamente)    e a m&eacute;dia do &iacute;ndice de massa corporal foi maior entre as mulheres    (21,7 Kg/m<sup>2</sup>. (<a href="#tab2">tabela 2</a>) Observou-se uma preval&ecirc;ncia    de baixo peso semelhante entre mulheres e homens, 33,3% e 31,3%, respectivamente,    preval&ecirc;ncia de eutr&oacute;ficos maior entre os homens (62,4%), quando    comparada com a das mulheres (44,5%). Apenas um homem (6,3%) e duas mulheres    (22,2%) foram classificados como sobrepeso (<a href="#fig2">figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto ao estado    nutricional de vitamina A, 6,0% dos pacientes apresentavam valores de retinol    s&eacute;rico inferiores a 0,35 &#181;mol/L e 11,8% situavam-se 4 na faixa    de valores entre 0,70 |- 1,05 &#181;mol/L, totalizando 17,8% de hipovitaminose    A na amostra estudada (retinol s&eacute;rico &lt; 1,05 &#181;mol/L; <a href="#fig3">figura    3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avaliando o consumo    alimentar atrav&eacute;s da an&aacute;lise semiquantitativa por grupo de alimentos,    observou-se, com rela&ccedil;&atilde;o aos latic&iacute;nios (<a href="#fig4">figura    4</a>) que entre 29 pacientes avaliados, o leite figurou como o de maior consumo    - cerca de 70% dos pacientes o consumiam diariamente. Os demais alimentos apresentaram    um consumo reduzido, associado a seu alto custo, conforme justificado pelos    pacientes.</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise    do grupo das carnes, que inclui ovo, (<a href="#fig5">figura 5</a>) mostrou    que o consumo di&aacute;rio de carne de frango foi superior ao das outras (69%),    seguida pela carne bovina (20,7%) e pelo ovo (27,6%). No grupo das leguminosas    e das massas (<a href="#fig6">figura 6</a>), todos os pacientes referiram consumir    diariamente arroz e feij&atilde;o, destacando-se um consumo semanal elevado    de batata e de macarr&atilde;o. Na freq&uuml;&ecirc;ncia de consumo de a&ccedil;&uacute;cares    e de frituras, observou-se o consumo di&aacute;rio elevado de a&ccedil;&uacute;car    refinado (76%) e de refrigerantes, com 55% dos pacientes relatando consumir,    pelo menos uma vez por semana, um destes itens. J&aacute; entre as frituras,    72% dos pacientes consumiam alimentos ou prepara&ccedil;&otilde;es fritas, no    per&iacute;odo de uma semana (<a href="#fig7">figura 7</a>). Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s frutas e vegetais (<a href="#fig8">figura 8</a>), registrou-se um    baixo consumo di&aacute;rio destes alimentos entre os pacientes. Analisando    este grupo como uma importante fonte alimentar para a vitamina A, atrav&eacute;s    da avalia&ccedil;&atilde;o detalhada dos question&aacute;rios, verifica-se que,    entre as frutas, as mais consumidas s&atilde;o banana, ma&ccedil;&atilde; e    laranja e, entre os vegetais, alface e tomate.</font></p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f6.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a03f8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As condi&ccedil;&otilde;es    s&oacute;cio-econ&ocirc;micas est&atilde;o intimamente relacionadas com a incid&ecirc;ncia    de tuberculose (OPAS, 1983; Rouquayrol, 1993; Young et al, 1998). Sua incid&ecirc;ncia    constitui um s&eacute;rio problema de sa&uacute;de p&uacute;blica em nosso meio.    Dos pa&iacute;ses que notificam a tuberculose aos &oacute;rg&atilde;os internacionais,    o Brasil ocupa o quarto lugar, com cerca de 90.000 novos casos notificados em    1997. Acredita-se, entretanto, que este n&uacute;mero represente menos de 70%    do n&uacute;mero de casos esperados (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na popula&ccedil;&atilde;o    em quest&atilde;o, algumas caracter&iacute;sticas referentes &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    b&aacute;sicas de saneamento merecem ser comentadas. Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; luz el&eacute;trica, a freq&uuml;&ecirc;ncia de liga&ccedil;&otilde;es    irregulares em comunidades carentes &eacute; muito grande, o que pode ser comprovado    atrav&eacute;s das visitas domiciliares realizadas pelos agentes de sa&uacute;de    da comunidade. Da mesma forma, quando comparados os question&aacute;rios preenchidos    com o relato dos agentes de sa&uacute;de, foi poss&iacute;vel observar diferen&ccedil;as    importantes entre o relato dos pacientes nas entrevistas e o que os agentes    de sa&uacute;de observaram nas suas visitas, o que sugere a possibilidade de    vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o por parte dos pacientes.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante    ressaltar que, para a elabora&ccedil;&atilde;o das perguntas do question&aacute;rio    s&oacute;cio-demogr&aacute;fico, optou-se por utilizar perguntas j&aacute; validadas    em estudos anteriores (Faerstein et al, 1999) e realizar o treinamento espec&iacute;fico    dos entrevistadores que participaram da coleta de dados, na tentativa de minimizar    as possibilidades de vi&eacute;s no estudo. Uma possibilidade para contornar    este vi&eacute;s nos pr&oacute;ximos trabalhos seria registrar os dados das    caracter&iacute;sticas dos domic&iacute;lios durante as visitas dos agentes    de sa&uacute;de da comunidade, uma vez que &eacute; f&aacute;cil a rela&ccedil;&atilde;o    dos pacientes com esta equipe de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando avaliadas    a m&eacute;dia encontrada para o n&uacute;mero de c&ocirc;modos que servem como    dormit&oacute;rio (1,9) e a m&eacute;dia de pessoas por domic&iacute;lio (3,7),    observam-se resultados semelhantes aos dados fornecidos pelo IPLANRIO (IPLANRIO,    1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O baixo n&iacute;vel    de escolaridade, o tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o e o subemprego dos pacientes    avaliados refor&ccedil;am a associa&ccedil;&atilde;o entre as condi&ccedil;&otilde;es    s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e o aumento da incid&ecirc;ncia de tuberculose    no nosso pa&iacute;s (OPAS, 1983).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando-se os    question&aacute;rios do estudo com o registro nos prontu&aacute;rios da equipe    m&eacute;dica, pode-se verificar outra importante possibilidade de vi&eacute;s    de informa&ccedil;&atilde;o no que se refere &agrave; an&aacute;lise dos registros    de consumo de bebidas alco&oacute;licas e do h&aacute;bito de fumar,</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    ao estado nutricional, as diferen&ccedil;as encontradas nas m&eacute;dias de    peso, de altura e de &iacute;ndice de massa corporal, entre homens e mulheres,    &eacute; semelhante ao padr&atilde;o brasileiro, como demonstrado na Pesquisa    Nacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o, em 1989 (Coitinho e col,    1991). Como era de se esperar, a preval&ecirc;ncia de baixo peso foi elevada    em ambos os sexos, sendo um pouco maior entre as mulheres. A preval&ecirc;ncia    de sobrepeso encontrada n&atilde;o deve ser encarada como uma poss&iacute;vel    modifica&ccedil;&atilde;o no perfil dos pacientes com tuberculose, uma vez que,    por se tratar de uma amostra pequena (40 pacientes), o n&uacute;mero com sobrepeso    n&atilde;o &eacute; relevante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Existe consider&aacute;vel    evid&ecirc;ncia de que a incid&ecirc;ncia de tuberculose est&aacute; fortemente    associada com a desnutri&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria (Dayle, 1973; Corman,    1993; Macallan et al, 1998). Estudos epidemiol&oacute;gicos demonstraram que    esse coeficiente &eacute; maior entre indiv&iacute;duos com peso abaixo dos    limites de normalidade, e est&aacute; associado ao baixo consumo diet&eacute;tico    de calorias, de prote&iacute;nas de origem animal e de outros nutrientes (Mainali    &amp; McMurray, 1998; Macallan, 1999). Desta forma, os resultados encontrados    fortalecem a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o nutricional dos pacientes    com tuberculose e justificam a interven&ccedil;&atilde;o nutricional principalmente    nos casos de baixo peso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; vitamina A, at&eacute; o momento s&atilde;o poucos os trabalhos associando    os n&iacute;veis s&eacute;ricos desta vitamina com tuberculose (Rwangabwoba    et al, 1998). Entretanto, sabe-se que nenhuma outra defici&ecirc;ncia nutricional    apresenta maior sinergismo com doen&ccedil;a infecciosa do que a car&ecirc;ncia    de vitamina A (Arroyave et al, 1979, Underwood, 1994). Esta condi&ccedil;&atilde;o    nutricional confere uma maior suscetibilidade &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es    do epit&eacute;lio muco-secretor e, portanto, &agrave;s doen&ccedil;as respirat&oacute;rias.    Por outro lado, certas infec&ccedil;&otilde;es parecem favorecer o desenvolvimento    de defici&ecirc;ncia cl&iacute;nica de vitamina A, decorrente da diminui&ccedil;&atilde;o    dos n&iacute;veis de retinol circulante por mecanismo de seq&uuml;estro desta    vitamina. &Eacute; conhecido o efeito adverso da hipovitaminose A no sistema    imunol&oacute;gico (Sommer, 1995). Seu principal impacto se d&aacute; na resposta    inflamat&oacute;ria do organismo, aumentando a suscetibilidade &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es    bacterianas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na amostra avaliada,    foi encontrada uma preval&ecirc;ncia de 17,8% de pacientes com n&iacute;veis    s&eacute;ricos de vitamina A abaixo do ponto de corte. Algumas dificuldades    encontradas durante a coleta de dados, contribu&iacute;ram para um tamanho amostral    insuficiente para avaliar o papel da vitamina A como um poss&iacute;vel fator    de risco para a tuberculose. Entretanto, estes resultados corroboram com a necessidade    de realiza&ccedil;&atilde;o de novos estudos na comunidade em quest&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma das vantagens    da an&aacute;lise de alimentos ou de grupos de alimentos, quando comparada &agrave;    an&aacute;lise dos nutrientes (Sichieri, 1998), &eacute; a possibilidade de    ser mais f&aacute;cil propor modifica&ccedil;&otilde;es de consumo. Na an&aacute;lise    dos resultados encontrados por grupos de alimentos, observou-se um consumo baixo    daqueles de origem animal, principalmente no grupo das carnes, que pode ser    justificado pelo seu custo elevado. Neste grupo, cerca de 82% da popula&ccedil;&atilde;o    referiu consumir ovos pelo menos uma vez por semana. O consumo de leite foi    elevado (70% de consumo di&aacute;rio), o que era esperado, uma vez que a utiliza&ccedil;&atilde;o    deste alimento no tratamento da tuberculose j&aacute; faz parte da cultura de    nossa popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de ser uma das bebidas oferecidas    no Posto de Sa&uacute;de, associada &agrave; medica&ccedil;&atilde;o antituberculosa.    A adequa&ccedil;&atilde;o do consumo de arroz e feij&atilde;o (100% de consumo    di&aacute;rio) &eacute; um fator importante que deve ser destacado nos resultados,    uma vez que esta combina&ccedil;&atilde;o contribui para a oferta de prote&iacute;na    de alto valor biol&oacute;gico. Quanto ao grupo das massas, foi observado um    consumo di&aacute;rio e semanal elevado, principalmente farinha (35% de consumo    di&aacute;rio), macarr&atilde;o (76% de consumo semanal) e batata (83% de consumo    semanal); ressalta-se que estes alimentos s&atilde;o de baixo custo, quando    comparados &agrave;s fontes prot&eacute;icas. No caso das frutas e dos vegetais,    a freq&uuml;&ecirc;ncia de consumo di&aacute;rio destes alimentos entre os pacientes    foi muito baixa, sendo de 41% e 38%, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Padr&atilde;o    semelhante aos resultados aqui encontrados foi descrito por Sichieri (1998)    na Pesquisa sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o realizada em uma amostra    probabil&iacute;stica do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. Neste estudo, a    autora observou que, na classe de renda per capita inferior a R$ 600,00, o consumo    de arroz, feij&atilde;o e ovos foi maior, enquanto que o consumo di&aacute;rio    de leite, de frutas e de vegetais era maior na classe de renda per capita acima    de R$ 600,00.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base nos resultados    encontrados, foi poss&iacute;vel observar uma elevada preval&ecirc;ncia de baixo    peso e a inadequa&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar, com redu&ccedil;&atilde;o    dos n&iacute;veis s&eacute;ricos de retinol, associada a uma preval&ecirc;ncia    de 17,8% de hipovitaminose A entre pacientes com tuberculose estudados pelo    Programa de Interven&ccedil;&atilde;o Nutricional, inserido no Programa de Controle    da Tuberculose da UISHL.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes achados    sugerem a import&acirc;ncia de interven&ccedil;&atilde;o nutricional entre pacientes    com tuberculose, evitando um agravo maior do estado nutricional e, conseq&uuml;entemente,    da pr&oacute;pria doen&ccedil;a. Representa fator essencial para o sucesso e    para o aprimoramento do tratamento, concorrendo, assim, para a preven&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a na comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Recomenda-se a    continuidade deste estudo para que seja poss&iacute;vel avaliar detalhadamente    a associa&ccedil;&atilde;o entre a tuberculose e outros fatores nutricionais,    a exemplo do que se demonstrou com a vitamina A, que tem importante papel no    desempenho do sistema imunol&oacute;gico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Anu&aacute;rio    Estat&iacute;stico da Cidade do Rio de Janeiro 1995/97. Rio de Janeiro: IPLANRIO;    1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Ara&uacute;jo    CRC, Flores H. Improved spectrophotometric vitamin A assay. Clin Chem 1978;    24(2):386.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Arroyave G,    Calcano M. Descenso de los niveles sericos de retinol y su proteina de enlace    (RBP) durante las infecciones. Arch Latinoam Nutr 1979; 29(2):233-60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Coutinho DC,    Le&atilde;o MM, Recine E, Sichieri R. Condi&ccedil;&otilde;es nutricionais da    popula&ccedil;&atilde;o brasileira: adultos e idosos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de/Instituto Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o;    1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Corman LC.    Nutri&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Cl&iacute;nicas M&eacute;dicas da Am&eacute;rica    do Norte. 1993; 4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Dayle JM, Copeland    EM, Guinn E, et al. Relationship of protein nutrition to growth and host immunocompetence.    Surg Forum 1976; 27:113.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Faerstein E,    Lopes CS, Valente K. Sol&eacute; Pl&aacute; MA, Ferreira MB. Pr&eacute;-testes    de um question&aacute;rio multidimensional autopreench&iacute;vel: a experi&ecirc;ncia    do estudo pr&oacute;-sa&uacute;de. UERJ. Physis 1999; 9(2):117-30.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Macallan DC,    McNurlan MA, Kurpard AV, et al. Whole body protein metabolism in human pulmonary    tuberculosis and undernutrition:evidence for anabolic block in tuberculosis.    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