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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose na criança]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,FUNASA Centro de Referência Professor Hélio Fraga Universidade de Pouso Alegre]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2000000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2000000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2000000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A medida mais eficaz para a prevenção da tuberculose, tanto no adulto quanto na criança, é a busca sistemática de casos. Entre as crianças, os grupos de maior risco são os contatos de casos de tuberculose pulmonar positiva e as que vivem em precárias condições sócio-econômicas. É sabida a dificuldade para diagnosticar tuberculose em crianças, devido, entre outros fatores, à pouca expressão dos sintomas iniciais e à limitação dos métodos utilizados para a confirmação bacteriológica. Na prática, o diagnóstico baseia-se na identificação da fonte contagiante, nos dados clínicos, na presença de imagem radiológica e no resultado do teste tuberculínico. O diagnóstico clínico, na criança, não é esclarecedor; a baciloscopia é difícil nas crianças menores de 10 anos e os métodos sorológicos, ELISA, e a detecção do DNA, PCR, também não corresponderam à expectativa. O tratamento da tuberculose é bem tolerado pelas crianças e, como métodos de prevenção, a vacina BCG e a quimioprofilaxia são os indicados]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The most effective measure for the tuberculosis prevention in the child, it is the systematic search of cases smear-positive tuberculosis. The highers group risk of tuberculosis in children are the contacts of positive lung tuberculosis and the ones that live in precarious socioeconomic conditions. The diagnosis of childhood tuberculosis is often uncertain, there are a continuing inability to confirm the diagnosis of tuberculosis in many children. The clinical diagnosis, in the child, is not helpfull; the baciloscopia is difficult in the 10 year-old smaller children and the methods sorológicos, ELISA, and the detection of DNA, PCR, didn't also correspond the expectation. The tuberculin skin test and to find the source case remains very important for tuberculosis diagnosis in children. The treatment of the tuberculosis is well tolerated by the children and as prevention methods the vaccine BCG and the chemoprophylaxis are the suitable ones]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose na criança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tuberculose na    crian&ccedil;a </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sonia Natal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Centro de Refer&ecirc;ncia    Professor H&eacute;lio Fraga - FUNASA; Faculdades de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas    / Universidade de Pouso Alegre</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A medida mais    eficaz para a preven&ccedil;&atilde;o da tuberculose, tanto no adulto quanto    na crian&ccedil;a, &eacute; a busca sistem&aacute;tica de casos. Entre as crian&ccedil;as,    os grupos de maior risco s&atilde;o os contatos de casos de tuberculose pulmonar    positiva e as que vivem em prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas.    &Eacute; sabida a dificuldade para diagnosticar tuberculose em crian&ccedil;as,    devido, entre outros fatores, &agrave; pouca express&atilde;o dos sintomas iniciais    e &agrave; limita&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos utilizados para a confirma&ccedil;&atilde;o    bacteriol&oacute;gica. Na pr&aacute;tica, o diagn&oacute;stico baseia-se na    identifica&ccedil;&atilde;o da fonte contagiante, nos dados cl&iacute;nicos,    na presen&ccedil;a de imagem radiol&oacute;gica e no resultado do teste tubercul&iacute;nico.    O diagn&oacute;stico cl&iacute;nico, na crian&ccedil;a, n&atilde;o &eacute;    esclarecedor; a baciloscopia &eacute; dif&iacute;cil nas crian&ccedil;as menores    de 10 anos e os m&eacute;todos sorol&oacute;gicos, ELISA, e a detec&ccedil;&atilde;o    do DNA, PCR, tamb&eacute;m n&atilde;o corresponderam &agrave; expectativa. O    tratamento da tuberculose &eacute; bem tolerado pelas crian&ccedil;as e, como    m&eacute;todos de preven&ccedil;&atilde;o, a vacina BCG e a quimioprofilaxia    s&atilde;o os indicados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras chave:</b>    tuberculose na crian&ccedil;a, contato de tuberculose, diagn&oacute;stico da    tuberculose, tuberculose tratamento</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The most effective    measure for the tuberculosis prevention in the child, it is the systematic search    of cases smear-positive tuberculosis. The highers group risk of tuberculosis    in children are the contacts of positive lung tuberculosis and the ones that    live in precarious socioeconomic conditions. The diagnosis of childhood tuberculosis    is often uncertain, there are a continuing inability to confirm the diagnosis    of tuberculosis in many children. The clinical diagnosis, in the child, is not    helpfull; the baciloscopia is difficult in the 10 year-old smaller children    and the methods sorol&oacute;gicos, ELISA, and the detection of DNA, PCR, didn't    also correspond the expectation. The tuberculin skin test and to find the source    case remains very important for tuberculosis diagnosis in children. The treatment    of the tuberculosis is well tolerated by the children and as prevention methods    the vaccine BCG and the chemoprophylaxis are the suitable ones.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> pediatrics    tuberculosis, tuberculosis contact, tuberculosis diagnosis, tuberculosis treatment</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Como reduzir a    tuberculose na crian&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O n&uacute;mero    de casos de tuberculose na crian&ccedil;a, principalmente em menores de 5 anos,    est&aacute; diretamente relacionado com a preval&ecirc;ncia de tuberculose do    adulto. Por conseq&uuml;&ecirc;ncia, se o Programa de Controle da Tuberculose    (PCT) n&atilde;o diagnosticar e tratar precocemente a tuberculose do adulto,    n&atilde;o se reduzir&aacute; a tuberculose da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A medida mais eficaz    para a preven&ccedil;&atilde;o da tuberculose, tanto no adulto quanto na crian&ccedil;a,    &eacute; a busca sistem&aacute;tica de casos, uma a&ccedil;&atilde;o capaz de    realizar um diagn&oacute;stico oportuno e, assim, reduzir a dissemina&ccedil;&atilde;o    de bacilos na comunidade. No <a href="#q1">quadro 1</a>, est&atilde;o relacionados os grupos priorit&aacute;rios    para a busca e os exames que dever&atilde;o ser realizados para descobrir os    casos novos e trat&aacute;-los e para identificar as pessoas com maior risco    de adoecimento, para as quais est&atilde;o indicadas a quimioprofilaxia ou a    vacina BCG.</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a04q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> De acordo com    os exames utilizados para o diagn&oacute;stico, estabelecem-se combina&ccedil;&otilde;es    de resultados que geram condutas como os apresentados no <a href="#q2">quadro    2</a>.</font></p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a04q2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre as crian&ccedil;as,    os grupos de maior risco s&atilde;o os contatos de casos de tuberculose pulmonar    positiva e as que vivem em prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas.    H&aacute; outros importantes grupos de risco que est&atilde;o apresentados no    <a href="#q3">Quadro 3</a>.</font></p>     <p><a name="q3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a04q3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Diagn&oacute;stico</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; sabida    a dificuldade para diagnosticar tuberculose em crian&ccedil;as, devido, entre    outros fatores, &agrave; pouca express&atilde;o dos sintomas iniciais e &agrave;    limita&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos utilizados para a confirma&ccedil;&atilde;o    bacteriol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na pr&aacute;tica,    o diagn&oacute;stico baseia-se na identifica&ccedil;&atilde;o da fonte contagiante,    nos dados cl&iacute;nicos, na presen&ccedil;a de imagem radiol&oacute;gica e    no resultado do teste tubercul&iacute;nico. Apesar de o quadro cl&iacute;nico    quase sempre n&atilde;o ser esclarecedor e a radiologia do t&oacute;rax frequentemente    n&atilde;o apresentar imagens caracter&iacute;sticas de tuberculose como ocorre    no adulto - infiltrados com cavita&ccedil;&atilde;o nos 1/3 superiores - na    crian&ccedil;a, a reuni&atilde;o desses elementos com a hist&oacute;ria de contato    recente ou atual e o resultado do teste tubercul&iacute;nico, forma um conjunto    de dados que permitem chegar a um diagn&oacute;stico com aceit&aacute;vel grau    de certeza. (<a href="#q4">Quadro 4</a>)</font></p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a04q4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destes elementos    deve-se destacar o teste tubercul&iacute;nico, que &eacute; um poderoso auxiliar,    n&atilde;o s&oacute; para o diagn&oacute;stico como tamb&eacute;m para a indica&ccedil;&atilde;o    da quimioprofilaxia e da vacina&ccedil;&atilde;o BCG. Este teste &eacute; ainda    o &uacute;nico meio para detectar a infec&ccedil;&atilde;o por tuberculose em    assintom&aacute;ticos. Entretanto, sua baixa sensibilidade e especificidade    limitam seu uso para determinar os indiv&iacute;duos de maior risco de adoecimento.    Pode verificar-se anergia &agrave; tuberculina por causas como a desnutri&ccedil;&atilde;o,    a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e outras condi&ccedil;&otilde;es de imunodefici&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, emprega-se    a tuberculina PPD Rt23 e os resultados do teste s&atilde;o classificados em    tr&ecirc;s categorias: n&atilde;o reatores, reatores fracos e reatores fortes,    com os respectivos pontos de cortes: menor que 4 mm, menor que 9 mm e 10 mm    e mais. A interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados varia de acordo com a presen&ccedil;a    de cicatriz vacinal pelo BCG e com o tempo decorrido da vacina&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m da presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o pelo    HIV, como apresentado no <a href="#q5">quadro 5</a>.</font></p>     <p><a name="q5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a04q5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como citado acima,    o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico n&atilde;o ajuda muito na crian&ccedil;a.    Esta pode apresentar febre, habitualmente moderada, persistente por mais de    15 dias e freq&uuml;entemente vespertina. S&atilde;o comuns: irritabilidade,    tosse, perda de peso, sudorese noturna, &agrave;s vezes profusa; a hemoptise    &eacute; rara. Podem ocorrer sibilos quando a adenopatia mediastinal comprime    um br&ocirc;nquio, possibilitando inclusive uma atelectasia do segmento adjacente    ao br&ocirc;nquio. Tamb&eacute;m &eacute; importante pensar-se em tuberculose    em casos de pneumonia que n&atilde;o apresentam melhora com o uso de antimicrobianos    para germes comuns.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A baciloscopia    do escarro, que &eacute; um m&eacute;todo simples e eficaz para o diagn&oacute;stico    da tuberculose do adulto, na crian&ccedil;a tem baixo rendimento, tanto pela    dificuldade que esta tem de produzir material adequado para exame, como pela    reduzida popula&ccedil;&atilde;o bacteriana que, em geral, apresenta. O lavado    g&aacute;strico como m&eacute;todo alternativo para coleta de material &eacute;    de baixa sensibilidade e tem o inconveniente de exigir a interna&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os testes sorol&oacute;gicos    propostos, como ELISA, foram desapontadores para o diagn&oacute;stico da tuberculose    na crian&ccedil;a<sup>3</sup> . A detec&ccedil;&atilde;o do DNA em escarro de    adultos com tuberculose pulmonar, utilizando-se o PCR, apresentou especificidade    de 100,0% e sensibilidade de 90,0%, em condi&ccedil;&otilde;es experimentais.    Entretanto, outras pesquisas mostraram que ambas, a sensibilidade e a especificidade,    variavam entre os laborat&oacute;rios que realizavam o estudo. No trabalho de    SCHLUGER <sup>4</sup>, 1994, o PCR apresentou sensibilidade de 100,0% e especificidade    de apenas 70,0%; o PCR foi positivo tanto em pessoas com tratamento anterior    para tuberculose quanto naquelas infectadas assintom&aacute;ticas. De acordo    com esses estudos, o PCR, quando negativo, seria &uacute;til para o diagn&oacute;stico,    pois afastaria a possibilidade de tuberculose, mas, se positivo, poderia indicar    tuberculose passada, vacina BCG e/ou infec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tratamento da    tuberculose na crian&ccedil;a, utilizando-se o esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o,    2RHZ/4RH, &eacute; bem tolerado, havendo poucos registros sobre intoler&acirc;ncia    &agrave;s drogas. No <a href="#q6">quadro 6</a>, est&atilde;o apresentadas as    situa&ccedil;&otilde;es em que a crian&ccedil;a deve ser tratada.</font></p>     <p><a name="q6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a04q6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O maior problema    para o controle do tratamento da tuberculose na crian&ccedil;a est&aacute; nas    fontes de cont&aacute;gio que poder&atilde;o ser adultos eliminadores de bacilos    resistentes - uma condi&ccedil;&atilde;o decorrente da irregularidade do tratamento    - que desenvolver&atilde;o na crian&ccedil;a tuberculose com resist&ecirc;ncia    prim&aacute;ria. J&aacute; a resist&ecirc;ncia adquirida est&aacute; ligada    ao uso inadequado das drogas, situa&ccedil;&atilde;o que depende diretamente    do adulto respons&aacute;vel pelo menor. Portanto crian&ccedil;as com tuberculose    que t&ecirc;m como respons&aacute;veis pessoas com problemas como desemprego,    uso de &aacute;lcool ou drogas il&iacute;citas, e/ou com hist&oacute;ria de    abandono de tratamento, condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas    prec&aacute;rias, devem receber tratamento supervisionado, pelo menos tr&ecirc;s    vezes por semana para garantir a cura da doen&ccedil;a e evitar seq&uuml;elas    pulmonares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Efeitos adversos    das drogas:</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Isoniazida:</i> o    mais grave efeito t&oacute;xico &eacute; a hepatite que &eacute; rara na crian&ccedil;a,    apesar de haver registro freq&uuml;ente de eleva&ccedil;&atilde;o das enzimas    hep&aacute;ticas; a neurite perif&eacute;rica, tamb&eacute;m rara, pode incidir    em crian&ccedil;as com grave desnutri&ccedil;&atilde;o, o que leva a utilizar-se    a piridoxina. A forma em suspens&atilde;o, deste produto, pode dar diarr&eacute;ia.    Neste caso, deve-se administrar comprimidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Rifampicina:</i> o    mais comum efeito adverso &eacute; sintomatologia gastrointestinal; outros efeitos    como erup&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea, hepatite, colestase, s&atilde;o raros.    &Euml; importante informar ao respons&aacute;vel que a urina, a saliva e as    l&aacute;grimas poder&atilde;o apresentar cor alaranjada, pois os metab&oacute;litos    da rifampicina s&atilde;o excretados pelos fluidos corporais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Pirazinamida:</i>    provoca poucos efeitos adversos na crian&ccedil;a. Contudo, elas podem apresentar    sintomas gastrointestinais, disfun&ccedil;&atilde;o hep&aacute;tica e &quot;<i>rash</i>&quot;    cut&acirc;neo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etambutol:</i> deve-se    evitar o uso desta droga em crian&ccedil;as menores de 6 anos devido ao risco    de neurite retrobulbar, com sintomas de altera&ccedil;&atilde;o das cores e    vis&atilde;o borrada. No caso de ser indispens&aacute;vel, deve-se utiliz&aacute;-la    em doses menores - 15 mg/kg/dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Estreptomicina:</i>    o maior inconveniente &eacute; a via de administra&ccedil;&atilde;o, que &eacute;    intramuscular. O efeito adverso mais grave &eacute; a otite, com presen&ccedil;a    de zumbidos e de vertigem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ideal seria sempre    tentar esclarecer o diagn&oacute;stico, o que nem sempre &eacute; poss&iacute;vel    por falta de recursos t&eacute;cnicos e/ou pela necessidade de uma interven&ccedil;&atilde;o    imediata para evitar o agravamento do quadro cl&iacute;nico da crian&ccedil;a.    A melhor conduta, no caso desta impossibilidade, &eacute; fazer teste terap&ecirc;utico    com antibi&oacute;tico de largo espectro, por 14 dias; se houver melhora cl&iacute;nica    e radiol&oacute;gica importante, afasta-se o diagn&oacute;stico de tuberculose;    caso contr&aacute;rio, indicar e avaliar a prova terap&ecirc;utica para tuberculose,    especialmente em pacientes usu&aacute;rios de &aacute;lcool e/ou drogas il&iacute;citas,    condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas muito prec&aacute;rias,    HIV positivo, diab&eacute;tico, uso de cortic&oacute;ide prolongado, menor de    5 anos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Preven&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O principal meio    de preven&ccedil;&atilde;o &eacute; a busca de casos de tuberculose e o tratamento    adequado dos casos descobertos, pois tanto a vacina quanto a quimioprofilaxia    n&atilde;o protegem totalmente do adoecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vacina BCG: &eacute;    de grande import&acirc;ncia para reduzir as formas graves da tuberculose na    crian&ccedil;a. A an&aacute;lise de 26 estudos prospectivos, caso-controle de    vacina com BCG intrad&eacute;rmica, por COLDITZ<sup>5</sup> , 1994, mostrou que a vacina&ccedil;&atilde;o    reduziria o risco de adoecer em 50,0% para a tuberculose todas as formas. Entretanto,    a prote&ccedil;&atilde;o da vacina BCG contra as formas graves, meningo-encefalite,    miliar e mortes por tuberculose, j&aacute; est&aacute; bem estabelecida, reduzindoas    mesmo nas regi&otilde;es onde a preval&ecirc;ncia da tuberculose bacil&iacute;fera    se mant&eacute;m alta. A vacina BCG est&aacute; recomendada nos rec&eacute;m-nascidos,    mesmo filhos de m&atilde;es HIV +, desde que a crian&ccedil;a n&atilde;o apresente    sinais de imunodefici&ecirc;ncia. Deve-se revacinar na idade escolar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quimioprofilaxia:    a isoniazida deve ser considerada para as crian&ccedil;as menores de 5 anos,    reatores fortes ao teste tubercul&iacute;nico, contato de doente com tuberculose.    Em maiores de 5 anos, deve-se verificar o risco e o benef&iacute;cio da quimioprofilaxia,    considerando-se a condi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as pertencentes ao    grupo de risco, como exposto no <a href="#q2">quadro 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncia    bibliogr&aacute;fica</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Colditz G,    Brewer T, Berkey C, Wilson M, Burdick E, et al. Efficacy of BCG vaccine in prevention    of tuberculosis: meta-analysis of the published literature. JAMA 1994; 271:    698-702.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Daniel T, Debane    S. The serodiagnoses of tuberculosis and other mycobacterial diseases by enzyme-linked    immunosorbbent assay. Am Rev Respir Dis 1987; 135: 1137-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Schluger N,    Kinney D, Harkin T, Rom W. Clinical utility of the polymerase chain reaction    in the diagnosis of infections due to mycobacterium tuberculosis. Chest 1994;    105: 1116- 1121.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Stamos JK,    Rowley AH. Pediatric tuberculosis: na update. Curr Probl Pediatr 1995; 25(4):    131-136.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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