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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma nova perspectiva para acelerar a eliminação da hanseníase no Brasil: A integração na atenção básica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Exclusion of part of the population to diagnosis and treatment of leprosy at its earliest stage has been detected as a main problem to the elimination of leprosy in Brazil. It is Additional problems are the perception of the diagnosis and treatment as a complex and difficult task, the centralization of the knowledge, the negative approach of communities towards leprosy and a not reliable information system. Once identified these faults, CONASEMS arrived to the conclusion that it would be very important to improve accessibility and to attain this goal it was decided to constitute a task force (GT/HANSEN/CONASEMS) with the mission to identity the focal points in the municipal level, to involve the local leaders inducing them to take over the responsibility to eliminate leprosy in their communities. Main actions are decentralization of diagnosis and treatment, improving accessibility of populations to quality care, increase awareness in the community through information material and to improve information system. The political will of municipal leaders is the key stone in this process. GT/HANSEN/CONASEMS has selected some municipalities in endemic areas of Brazil to work with, including Palmas, Sobral, Santarem and Terezina. Initial results has shown a significative increase of accessibility, in many instance more than five folds the previous situation before the actions of the GT/HANSEN/CONASEMS. It is also concluded that social mobilization is important to the success of the proposal, that the decentralization of care make users less resistant to quality care actions and that the proposal of the GT/HANSEN/CONASEMS can be an important alternative to accelerate the global proposal of eliminating leprosy as a public health problem in endemic countries once it brings quality care to the most peripheral level of the basic health system, integrating leprosy diagnoses and treatment into other basic health activities]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[hanseníase]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[basic atention]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma nova perspectiva    para acelerar a elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase no Brasil - A    integra&ccedil;&atilde;o na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Vera Andrade<sup>I</sup>;    Gerson Fernando M. Pereira<sup>II</sup>; Marcos Virmond<sup>III</sup>; Reinaldo Gil Suares<sup>IV</sup>; Artur Custodio<sup>V</sup>;    Tadiana Moreira<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Coordenadora do    GT-Hansen-CONASEMS - SES - RJ    <br>   <sup>II</sup>Membro do GT-Hansen-CONASEMS - ATDS/SPS - Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    <br>   <sup>III</sup>Membro do GT-Hansen - CONASEMS - Instituto Lauro de Souza Lima,    Bauru - S    <br>   <sup>IV</sup>Membro do GT-Hansen-CONASEMS - OPS/OMS - Bras&iacute;lia - DF    <br>   <sup>V</sup>Membro do GT-Hansen-CONASEMS - MORHAM    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  <sup>VI</sup>Membro do GT-Hansen-CONASEMS - Coordena&ccedil;&atilde;o de Hansen&iacute;ase. SES-RJ</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O principal obst&aacute;culo    na elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase no Brasil, nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, tem sido a exclus&atilde;o de consider&aacute;vel parte da popula&ccedil;&atilde;o    ao acesso ao diagn&oacute;stico e ao tratamento da hansen&iacute;ase em sua    fase inicial. Al&eacute;m disso, identificam-se como dificuldades &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o,    a percep&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico e do tratamento como procedimento    de alta complexidade, a centraliza&ccedil;&atilde;o do conhecimento, a percep&ccedil;&atilde;o    negativa da doen&ccedil;a pela comunidade e um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    complexo e de pouca confiabilidade dos dados. Identificados estes aspectos,    o CONASEMS concluiu ser necess&aacute;rio aumentar este acesso e, para tal,    lan&ccedil;ou a id&eacute;ia de um grupo de trabalho (GT/HANSEN/CONASEMS) cuja    miss&atilde;o seria identificar os pontos focais no n&iacute;vel municipal,    envolvendo as lideran&ccedil;as e trabalhando no convencimento para que assumam    a responsabilidade da elimina&ccedil;&atilde;o em seus munic&iacute;pios. As    a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas se concentram na descentraliza&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico e do tratamento, facilitando o acesso da popula&ccedil;&atilde;o    ao tratamento com qualidade, a divulga&ccedil;&atilde;o de material de informa&ccedil;&atilde;o    &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e o aperfei&ccedil;oamento do sistema de informa&ccedil;&atilde;o.    A vontade pol&iacute;tica dos gestores locais &eacute; ponto fundamental em    todo este processo. O GT/HANSEN/CONASEMS selecionou alguns munic&iacute;pios    em &aacute;reas end&ecirc;micas no pa&iacute;s para suas atividades, incluindo,    entre outros, Palmas, Sobral, Terezina e Santar&eacute;m. Os resultados t&ecirc;m    demonstrado um incremento significativo do acesso, em muitos casos superior    a cinco vezes ao existente anteriormente &agrave; iniciativa do GT/HANSEN/CONASEMS.    Concluiu-se, tamb&eacute;m, que a mobiliza&ccedil;&atilde;o social &eacute;    essencial para o sucesso da proposta, que a descontra&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    e do tratamento faz com que o usu&aacute;rio n&atilde;o resista em receber cuidados    com qualidade em suas pr&oacute;prias comunidades e que a estrat&eacute;gia    proposta pelo GT/HANSEN/CONASEMS pode ser uma alternativa importante para auxiliar    no processo global de elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase em pa&iacute;ses    end&ecirc;micos, ao integrar aos n&iacute;veis perif&eacute;ricos do sistema    de sa&uacute;de, o diagn&oacute;stico e o tratamento com qualidade, &agrave;s    demais a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras chave:</b>    hansen&iacute;ase, aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, descentraliza&ccedil;&atilde;o</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Exclusion of part    of the population to diagnosis and treatment of leprosy at its earliest stage    has been detected as a main problem to the elimination of leprosy in Brazil.    It is Additional problems are the perception of the diagnosis and treatment    as a complex and difficult task, the centralization of the knowledge, the negative    approach of communities towards leprosy and a not reliable information system.    Once identified these faults, CONASEMS arrived to the conclusion that it would    be very important to improve accessibility and to attain this goal it was decided    to constitute a task force (GT/HANSEN/CONASEMS) with the mission to identity    the focal points in the municipal level, to involve the local leaders inducing    them to take over the responsibility to eliminate leprosy in their communities.    Main actions are decentralization of diagnosis and treatment, improving accessibility    of populations to quality care, increase awareness in the community through    information material and to improve information system. The political will of    municipal leaders is the key stone in this process. GT/HANSEN/CONASEMS has selected    some municipalities in endemic areas of Brazil to work with, including Palmas,    Sobral, Santarem and Terezina. Initial results has shown a significative increase    of accessibility, in many instance more than five folds the previous situation    before the actions of the GT/HANSEN/CONASEMS. It is also concluded that social    mobilization is important to the success of the proposal, that the decentralization    of care make users less resistant to quality care actions and that the proposal    of the GT/HANSEN/CONASEMS can be an important alternative to accelerate the    global proposal of eliminating leprosy as a public health problem in endemic    countries once it brings quality care to the most peripheral level of the basic    health system, integrating leprosy diagnoses and treatment into other basic    health activities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key-words:</b>    hansen disease , basic atention, descentralization</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fora algumas iniciativas    pr&eacute;vias e isoladas, a Poliquimioterapia/padr&atilde;o OMS (PQT/OMS)<sup>1</sup>,    s&oacute; foi oficialmente e extensivamente introduzida no Brasil em 1993. Cinco    anos ap&oacute;s, em 1997, observa-se uma importante diminui&ccedil;&atilde;o    da preval&ecirc;ncia, mas ainda cinco vezes superior ao definido como compat&iacute;vel    com a meta de elimina&ccedil;&atilde;o. O n&uacute;mero de casos novos descobertos    a cada ano tem aumentado significativamente. Para 1998, os dados oficias mostravam    um aumento destes em mais de 58% nos &uacute;ltimos 10 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma cuidadosa    an&aacute;lise das realiza&ccedil;&otilde;es na &uacute;ltima d&eacute;cada,    apontou como principal obst&aacute;culo ao processo de elimina&ccedil;&atilde;o    no Brasil a exist&ecirc;ncia de uma parcela consider&aacute;vel da popula&ccedil;&atilde;o    exclu&iacute;da do acesso ao diagn&oacute;stico e ao tratamento da hansen&iacute;ase    na fase inicial da doen&ccedil;a. Os dados mais recentes do Brasil <sup>(2)</sup> mostram    que mais de 2.000 casos novos de hansen&iacute;ase foram diagnosticados com    severa incapacidade f&iacute;sica. A este problema principal somam-se:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1) o alto grau    de complexidade dos procedimentos diagn&oacute;sticos e do tratamento que tem    desmotivado a iniciativa de aumentar a cobertura de servi&ccedil;os, dificultando    o acesso da popula&ccedil;&atilde;o de risco &agrave;s atividades de elimina&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2) a centraliza&ccedil;&atilde;o    do conhecimento que, associada &agrave; complexidade dos procedimentos e a uma    concep&ccedil;&atilde;o &quot;vertical&quot; do programa, tem igualmente dificultado    a participa&ccedil;&atilde;o de outros setores da sa&uacute;de na decis&atilde;o    de integrar as a&ccedil;&otilde;es de elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase    nas atividades de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de seus munic&iacute;pios    <sup>(3)</sup>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3) a percep&ccedil;&atilde;o    negativa de lepra pela comunidade e pela maior parte dos trabalhadores de sa&uacute;de;    e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4) um sistema    de informa&ccedil;&atilde;o complexo e de pouca confiabilidade dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tomando como base    estes pontos de estrangulamento, o CONASEMS ( Conselho Nacional de Secret&aacute;rios    Municipais de Sa&uacute;de) concluiu que somente um adequado acesso da popula&ccedil;&atilde;o    &agrave; assist&ecirc;ncia com qualidade permitiria ao Brasil eliminar a hansen&iacute;ase    enquanto um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Com o prop&oacute;sito    de operacionalizar esta id&eacute;ia, em setembro de 1998, o CONASEMS assumiu    o compromisso de participar ativamente do processo de acelera&ccedil;&atilde;o    da elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase. Durante o Congresso Internacional    de Lepra em Beijing (1998), apresentou uma proposta para a OMS e para a Funda&ccedil;&atilde;o    NOVARTIS, visando obter apoio para acelerar a elimina&ccedil;&atilde;o da lepra    no n&iacute;vel municipal. Em seguida, no Congresso Nacional de Secret&aacute;rios    de Sa&uacute;de Municipais, em Goi&acirc;nia (novembro de 1998), a diretoria    do CONASEMS, ap&oacute;s an&aacute;lise e aprova&ccedil;&atilde;o da proposta,    assinou a &quot;Carta de Goi&acirc;nia&quot;, que inclui o compromisso dos    secret&aacute;rios de sa&uacute;de municipais de assumirem a descentraliza&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico e tratamento da hansen&iacute;ase em todas as unidades    b&aacute;sicas. Para viabilizar esta proposta, o CONASEMS constituiu um Grupo    T&eacute;cnico - o GT/HANSEN/CONASEMS. Trata-se de um grupo que objetiva a articula&ccedil;&atilde;o    das atividades nos diferentes n&iacute;veis do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS), com vistas &agrave;s propostas de descentraliza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    e do tratamento da hansen&iacute;ase.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os seus principais    prop&oacute;sitos podem ser resumidos em:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1 - integrar as    a&ccedil;&otilde;es de elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase nas atividades    da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, acelerando o processo de elimina&ccedil;&atilde;o    da hansen&iacute;ase em todos os munic&iacute;pios do Brasil;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2 - aumentar o    acesso da popula&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico e ao tratamento na fase    inicial da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Necessidade fundamental    neste processo &eacute; a garantia de sua sustentabilidade obtida pela:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1 - inclus&atilde;o    dos principais procedimentos do diagn&oacute;stico e acompanhamento do tratamento    PQT/OMS no Piso de Assist&ecirc;ncia B&aacute;sica (PAB) <sup>(4)</sup>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2 - compromisso    do gestor municipal com a proposta de elimina&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3 - repasse dos    medicamentos da PQT doados pela OMS para as tr&ecirc;s esferas do governo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4 - apoio do CONASEMS    e do Conselho Nacional de Sa&uacute;de;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5 - reconhecimento    desta estrat&eacute;gia pelos especialistas nacionais e internacionais da OMS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro grande passo    rumo &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o desta proposta e, em &uacute;ltima    an&aacute;lise, &agrave; acelera&ccedil;&atilde;o da elimina&ccedil;&atilde;o    da hansen&iacute;ase no n&iacute;vel municipal dado pelo CONASEMS foi a nomea&ccedil;&atilde;o    do Dr. Gilson Cantarino, em agosto de 2000, como o Embaixador da Elimina&ccedil;&atilde;o,    que seguramente ser&aacute; um catalisador dos compromissos pol&iacute;ticos    e promotor de uma alian&ccedil;a nacional em prol da elimina&ccedil;&atilde;o.    A miss&atilde;o solicitada ao Embaixador da Elimina&ccedil;&atilde;o da Hansen&iacute;ase    ser&aacute; advogar, interceder a favor do parit&aacute;rio acesso da comunidade    ao diagn&oacute;stico precoce e ao tratamento adequado da hansen&iacute;ase    em todos os munic&iacute;pios do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A potencialidade    de convencimento do embaixador em motivar os gestores estaduais e municipais    a aumentarem o acesso &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e a promoverem uma efetiva    participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria na procura de um tratamento logo    ap&oacute;s o surgimento dos sinais iniciais da doen&ccedil;a, constitui-se    num dos alicerces mais importantes para impedir o avan&ccedil;o de doen&ccedil;as    preven&iacute;veis, em especial a hansen&iacute;ase, no grupo et&aacute;rio    de 5 a 15 anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Numa r&aacute;pida    demonstra&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o do embaixador, destaca-se    o estabelecimento da parceria entre o Embaixador e o CONASS (Conselho de Secret&aacute;rios    Estaduais de Sa&uacute;de) no desenvolvimento de um amplo plano de mobiliza&ccedil;&atilde;o.    O bin&ocirc;mio cidadaniasa&uacute;de da estrat&eacute;gia &quot;Brasil jovem    livre da hansen&iacute;ase&quot;, ser&aacute; mais um pilar para eliminar esta    doen&ccedil;a antes do ano 2005.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Miss&atilde;o<sup>(5)</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A miss&atilde;o    do GT/HANSEN/CONASEMS &eacute; iidentificar os &quot;pontos focais&quot; no    n&iacute;vel municipal. Entende-se como pontos focais as autoridades sanit&aacute;rias    com credibilidade na gest&atilde;o em sa&uacute;de, que assumam para si o sucesso    da tarefa de eliminar a hansen&iacute;ase no n&iacute;vel local e que sejam    capazes de influenciar outros gestores e outros atores sociais a se engajarem    nesta luta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As a&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As a&ccedil;&otilde;es    do GT/HANSEN/CONASEMS s&atilde;o fundamentadas para apoiar os gestores municipais    em quatro elementos chave:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; a descentraliza&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico e do tratamento, facilitando o acesso da popula&ccedil;&atilde;o    a um tratamento de qualidade;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; um programa    amplo de capacita&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos, de forma que, bem preparados,    possam efetivamente e seguramente diagnosticar, tratar e curar os casos;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; a divulga&ccedil;&atilde;o    de material de informa&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o aperfei&ccedil;oamento    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Modelo de atua&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como atividade    inicial, revisa-se, com o gestor municipal e sua equipe t&eacute;cnica, a situa&ccedil;&atilde;o    do munic&iacute;pio frente &agrave; endemia da hansen&iacute;ase e buscam-se    solu&ccedil;&otilde;es para a integra&ccedil;&atilde;o das atividades b&aacute;sicas    de elimina&ccedil;&atilde;o segundo os problemas e obst&aacute;culos locais    identificados, utilizando-se todos os recursos dispon&iacute;veis e potenciais    do sistema local de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a integra&ccedil;&atilde;o    das atividades b&aacute;sicas de elimina&ccedil;&atilde;o de hansen&iacute;ase,    o GT, junto com o gestor municipal, define os primeiros passos para viabilizar    a decis&atilde;o de integrar as atividades de diagn&oacute;stico e tratamento    na rede b&aacute;sica do munic&iacute;pio, que s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <i>Vontade pol&iacute;tica</i>    - qual ator conduzir&aacute; o processo no n&iacute;vel local?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>As necessidades    log&iacute;sticas para descentralizar o diagn&oacute;stico e o tratamento</i>    - quais s&atilde;o as necessidades imediatas? Capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais    de sa&uacute;de; descentraliza&ccedil;&atilde;o e desconcentra&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico e tratamento; informa&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o    e comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os <i>mecanismos de    articula&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis e conquist&aacute;veis</i> - como e    com quais parceiros se corrigir&atilde;o os obst&aacute;culos identificados?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pela din&acirc;mica    do processo e pela riqueza de diversidades locais, n&atilde;o existe um modelo    de atua&ccedil;&atilde;o previamente definido para cada munic&iacute;pio ou    estado. Tal fato pode ser demonstrado nas <a href="#tab1">Tabelas 1</a> e <a href="#tab2">2</a>,    que descrevem diferentes abordagens j&aacute; utilizadas pelo GT-Hansen-CONASEMS    em diferentes n&iacute;veis.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Acompanhamento    e monitoriza&ccedil;&atilde;o dos progressos da promo&ccedil;&atilde;o de acelera&ccedil;&atilde;o    da elimina&ccedil;&atilde;o pelo GT/HANSEN/CONASEMS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O GT/HANSEN/CONASEMS    sugere que a expans&atilde;o do acesso &agrave;s atividades b&aacute;sicas de    elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase seja medida pela compara&ccedil;&atilde;o    entre a capacidade atual e o investimento dos gestores municipais na descentraliza&ccedil;&atilde;o    e na desconcentra&ccedil;&atilde;o da oferta de servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.    O acompanhamento do sucesso deste investimento tamb&eacute;m deve ser confrontado    pelo n&uacute;mero total de novas unidades ambulatoriais que descentralizar&atilde;o    as atividades com as atuais, assim como com a totalidade de indiv&iacute;duos    curados sem deformidades e sem altera&ccedil;&atilde;o da apar&ecirc;ncia f&iacute;sica.    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>)</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A promo&ccedil;&atilde;o    da implanta&ccedil;&atilde;o da descentraliza&ccedil;&atilde;o das atividades    de elimina&ccedil;&atilde;o ser&aacute; acompanhada por tr&ecirc;s categorias    de indicadores:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - indicador do    compromisso - vontade pol&iacute;tica;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - indicador de    transforma&ccedil;&atilde;o da vontade pol&iacute;tica em a&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - indicador de    transforma&ccedil;&atilde;o do compromisso em a&ccedil;&atilde;o de qualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sugere-se que    os gestores que adotarem o compromisso de acelerar a elimina&ccedil;&atilde;o    no n&iacute;vel municipal possam acompanhar a efetividade de suas a&ccedil;&otilde;es,    nas diversas unidades sanit&aacute;rias, e utilizem um instrumento segundo o    modelo l&oacute;gico de avalia&ccedil;&atilde;o <sup>(8)</sup>, sem que haja uma descontinuidade    do aperfei&ccedil;oamento e import&acirc;ncia do SINAN (Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma das principais    justificativas da necessidade de promover a implanta&ccedil;&atilde;o deste    instrumento &eacute; que ele permitir&aacute; informar aos gestores o panorama    da utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos do PAB (Piso de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica) e da PPI-CDE <sup>(9)</sup> (Programa&ccedil;&atilde;o Pactuada    Integrada)-(Controle de Doen&ccedil;as End&ecirc;micas) al&eacute;m do desempenho    do diagn&oacute;stico e tratamento descentralizados das unidades sanit&aacute;rias.    Este instrumento ser&aacute; &uacute;til para a pr&oacute;pria valida&ccedil;&atilde;o    e alimenta&ccedil;&atilde;o do SINAN.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Parceiros do Controle    Social</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os COSEMS (Conselho    Estadual de Secret&aacute;rios Municipais de Sa&uacute;de), constituem-se na    representa&ccedil;&atilde;o estadual do CONASEMS, ocupando, neste momento, espa&ccedil;os    e import&acirc;ncia crescentes na articula&ccedil;&atilde;o e na mobiliza&ccedil;&atilde;o    dos secret&aacute;rios municipais de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O TELEHANSEN (TOLL    FREE) do MORHAN (Movimento para Reabilita&ccedil;&atilde;o dos Pacientes Doentes    de Hansen), apoiado pelo GT/CONASEMS com sua implanta&ccedil;&atilde;o financiada    pela Funda&ccedil;&atilde;o Novartis, recebeu, no per&iacute;odo de jan/set    de 1998, 100 chamadas, enquanto, a partir do trabalho integrado do MORHAN com    o GT, passou a receber 645 chamadas no mesmo per&iacute;odo do ano de 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Jornal do CONASEMS    &eacute; o principal ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o de todos os    secret&aacute;rios municipais do pa&iacute;s. Tabl&oacute;ide com tiragem de    17.000 exemplares mensais, o jornal chega a todos os munic&iacute;pios brasileiros,    informando e esclarecendo sobre a&ccedil;&otilde;es e fatos de interesse dos    Profissionais e Gestores de Sa&uacute;de. As publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o    remetidas gratuitamente &agrave;s Secretarias Estaduais e Municipais de Sa&uacute;de    e a um expressivo n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas    e privadas do setor sa&uacute;de. A distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; gratuita,    via correio, mala direta do Conselho Nacional de Secret&aacute;rios Municipais    de Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Principais a&ccedil;&otilde;es    e produtos do GT/HANSEN/CONASEMS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A cria&ccedil;&atilde;o    de uma imagem positiva</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma an&aacute;lise    de materiais de campanhas municipais de elimina&ccedil;&atilde;o revela o uso    constante de imagens negativas, estimulando, com isto, o medo e o preconceito    &agrave; hansen&iacute;ase. Difusora do medo, este tipo de comunica&ccedil;&atilde;o,    em lugar de ampliar o horizonte da cura e da solidariedade, aumenta a segrega&ccedil;&atilde;o    e o temor, estimulando o sil&ecirc;ncio e, com isso, a imprevid&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Decidiu-se utilizar    uma imagem positiva, mostrando pessoas normais indicando a possibilidade do    progresso social ap&oacute;s a doen&ccedil;a, ou seja: mostrar que h&aacute;    futuro para o portador de hansen&iacute;ase: &quot;Voc&ecirc; diria que eu    j&aacute; tive hansen&iacute;ase?&quot;, pergunta uma pessoa saud&aacute;vel    em cada pe&ccedil;a da campanha. &quot;Hansen&iacute;ase tem cura&quot;, &eacute;    uma assinatura que consta em todas elas e que tomou como centro uma invers&atilde;o    de expectativas pela via positiva, persuasiva, e n&atilde;o alarmista. Este    contingente de informa&ccedil;&otilde;es foi definido por portadores de hansen&iacute;ase,    parentes de pacientes, popula&ccedil;&otilde;es inseridas ou lim&iacute;trofes    das &aacute;reas mais afetadas, gestores, agentes comunit&aacute;rios e sociedade    civil, todos eles instrumentos de invers&atilde;o de expectativa <sup>(6)</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O material final    explica, de maneira persuasiva, que pouco precisa mudar na vida do paciente,    caso o diagn&oacute;stico seja realizado na fase inicial da doen&ccedil;a. O    impacto imediato &eacute; de que a popula&ccedil;&atilde;o procure espontaneamente    o servi&ccedil;o de sa&uacute;de o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel, para    ser diagnosticado e curado; que o tema esteja na agenda dos l&iacute;deres e    autoridades pol&iacute;ticas assim como dos formadores de opini&atilde;o e que    os servi&ccedil;os de sa&uacute;de estejam preparados para assistirem com qualidade    os casos suspeitos, diagnosticarem e acompanharem o tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Espera-se, em    curto tempo, que esta gera&ccedil;&atilde;o e as pr&oacute;ximas passem a pensar    em uma nova face da hansen&iacute;ase no Brasil e no mundo; que os casos de    hansen&iacute;ase sejam curados na fase inicial da doen&ccedil;a sem incapacidade    ou sem altera&ccedil;&atilde;o da apar&ecirc;ncia f&iacute;sica das pessoas    acometidas pela doen&ccedil;a; que haja diminui&ccedil;&atilde;o do preconceito    junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Principais atividades    desenvolvidas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em conson&acirc;ncia    com o modo de atuar do GT-Hansen-CONASEMS, descrevem-se abaixo algumas atividades    j&aacute; realizadas que exemplificam os procedimentos adotados para a implementa&ccedil;&atilde;o    da proposta do grupo:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Workshops    para secret&aacute;rios municipais de sa&uacute;de, visando a uma sistematiza&ccedil;&atilde;o    do conhecimento e das pr&aacute;ticas em torno da descentraliza&ccedil;&atilde;o    e da integra&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase na aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica (Tocantins - julho/1999; Dom Eliseu - outubro/1999    e Santar&eacute;m - maio/2000).</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Oferecimento    de suporte t&eacute;cnico e operacional aos gestores municipais e estaduais    para a descentraliza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico e do tratamento    PQT. O diagn&oacute;stico e o tratamento foram disponibilizados adicionalmente    em mais de 190 unidades b&aacute;sicas de 148 munic&iacute;pios (Tocantins,    Piau&iacute;, Sobral, Teresina, Santar&eacute;m).</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Apoio    t&eacute;cnico aos Coordenadores Estaduais na capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal    de sa&uacute;de, distribui&ccedil;&atilde;o de blisters de PQT em todas as unidades    sanit&aacute;rias e na an&aacute;lise dos dados do SINAN.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Cria&ccedil;&atilde;o,    produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o do material de comunica&ccedil;&atilde;o,    construindo uma imagem positiva da hansen&iacute;ase. O material &eacute; impresso    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, pretendendo-se uma padroniza&ccedil;&atilde;o    em todo o territ&oacute;rio nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Desenvolvimento    de material de treinamento para os agentes de sa&uacute;de, objetivando a suspei&ccedil;&atilde;o    de casos de hansen&iacute;ase e o acompanhamento do tratamento perto de casa.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Estabelecimento    e manuten&ccedil;&atilde;o por um ano do Telehansen&reg; (chamadas gratuitas)    em n&iacute;vel nacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Mobiliza&ccedil;&atilde;o    de outros grupos sociais como promotores da elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase    (por exemplo, benzedeiras e rezadeiras em Sobral; escolares e professores em    Dom Eliseu; clero em Santar&eacute;m).</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Suporte t&eacute;cnico    ao COSEMS e dos coordenadores municipais e estaduais, na an&aacute;lise do impacto    das atividades desenvolvidas e suas medidas corretivas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Principais resultados    das &aacute;rea de demonstra&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nas tabelas que    seguem, pode-se aquilatar os resultados iniciais obtidos pelas autoridades sanit&aacute;rias    locais ap&oacute;s as atividades desenvolvidas pelo GT-Hansen-CONASEMS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o    do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o da elimina&ccedil;&atilde;o da    hansen&iacute;ase apresenta modifica&ccedil;&otilde;es positivas em munic&iacute;pios    do estados do Tocantins e do Piau&iacute;, o que pode ser visto nas <a href="#tab4">Tabelas    4</a>, <a href="#tab5">5</a> , <a href="#tab6">6</a>.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es    deste per&iacute;odo de atua&ccedil;&atilde;o:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Analisando-se    a proposta central de atua&ccedil;&atilde;o do GT-Hansen-CONASEMS, os resultados    obtidos pelos gestores locais com sua vontade pol&iacute;tica e experi&ecirc;ncias    vividas na pr&aacute;tica deste processo, pode-se descrever as seguintes conclus&otilde;es:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - o aumento do    acesso da popula&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de diagn&oacute;stico    e tratamento em n&iacute;vel superior a 70% no estado do Tocantins e de 44%    no estado do Piau&iacute;.;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - a melhora de    acesso da ordem superior a 30 vezes para o munic&iacute;pio de Sobral, de cinco    vezes em Palmas e tr&ecirc;s vezes em Santar&eacute;m e Teresina;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- a oferta isolada    e centralizada de tratamento, somada ao reduzido n&uacute;mero de t&eacute;cnicos    capacitados e &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria de material    de divulga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o t&ecirc;m mostrado evid&ecirc;ncias    de impacto;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - a experi&ecirc;ncia    desenvolvida em Sobral e Dom Eliseu revelou-se fundamental para uma mobiliza&ccedil;&atilde;o    da sociedade, em especial da comunidade de rezadeiras e de escolares. Observou-se    que, tanto os alunos como as rezadeiras, ao tratar o tema &quot;hansen&iacute;ase&quot;,    apresentavam conceitos e atitudes elaborados a partir de sua linguagem. As expectativas,    cren&ccedil;as e saberes eram, muitas vezes, diferenciados e distanciados do    conhecimento t&eacute;cnico;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- a experi&ecirc;ncia    de desconcentra&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico e tratamento em Palmas,    Sobral e Santar&eacute;m mostra que os usu&aacute;rios, quando bem orientados    e confiantes nos servi&ccedil;os locais de sa&uacute;de, n&atilde;o resistem    em receber cuidados com qualidade em suas pr&oacute;prias comunidades, ou seja,    mais perto de suas resid&ecirc;ncias;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- atualmente,    os servi&ccedil;os de sa&uacute;de ainda perdem importantes oportunidades de    descobrir casos de hansen&iacute;ase na rotina de assist&ecirc;ncia para outros    programas ou &aacute;reas program&aacute;ticas, especialmente quando a popula&ccedil;&atilde;o    &eacute; atendida nos programas de hipertens&atilde;o/diabetes, gestantes, urg&ecirc;ncia/emerg&ecirc;ncias,    idosos, c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero, etc;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- a maioria    das Secretarias Municipais de Sa&uacute;de ainda n&atilde;o iniciou a avalia&ccedil;&atilde;o    do desempenho da assist&ecirc;ncia aos portadores de hansen&iacute;ase na rede    ambulatorial por meio da compatibiliza&ccedil;&atilde;o dos dados do PAB/SIA/SUS    com os do SINAN/hansen&iacute;ase;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- a demanda    espont&acirc;nea para diagn&oacute;stico da hansen&iacute;ase parece que ainda    &eacute; reprimida;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- ainda    se verifica um n&uacute;mero importante de casos novos diagnosticados em uma    fase tardia e altos n&iacute;veis de detec&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a    em crian&ccedil;as;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- a alian&ccedil;a    do COSEMS (apoiado pelo GT) com as secretarias estaduais, em torno da meta de    descentraliza&ccedil;&atilde;o ou desconcentra&ccedil;&atilde;o, &eacute; essencial    para o sucesso da elimina&ccedil;&atilde;o;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - a disponibilidade    de instrumentos formais de acompanhamento da evolu&ccedil;&atilde;o da detec&ccedil;&atilde;o    dos casos pelos indicadores da Programa&ccedil;&atilde;o Pactuada Integrada    de epidemiologia e controle de doen&ccedil;as/PPI-ecd pode ser considerada como    mais um fator propulsor da descentraliza&ccedil;&atilde;o e monitoramento das    a&ccedil;&otilde;es de elimina&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - que a estrat&eacute;gia    de acelera&ccedil;&atilde;o da elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase    do CONASEMS pode ser adaptada para outras endemias, como por exemplo a tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Andrade V,    Virmond M, Gil Su&aacute;rez R, Moreira T, Pereira GFM, Souza AC. New approach    to accelerate the elimination of leprosy. Hansen. Int 1999; 24(1): 49-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Andrade VLG    , Coelho MAS. O processo educacional na promo&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    comunit&aacute;rias em sa&uacute;de. Rev Bras Canc 1997; 43 (1): 57-63.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Andrade VLG.    A urbaniza&ccedil;&atilde;o do tratamento da hansen&iacute;ase. Hansenologia    Internationalis 1995; 20: 51-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Hartz ZMA .    Institucionalizing the evaluation of health programs and policies in France:    cuisine internationales over fast food and sur mesure over ready-made. Cad Sa&uacute;de    Publ 1999; 15(2) 229-60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Dados b&aacute;sicos referentes ao ano 1997 sobre o controle    da hansen&iacute;ase no Brasil. Bras&iacute;lia: Funda&ccedil;&atilde;o Nacional    de Sa&uacute;de/Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Dermatologia Sanit&aacute;ria/MS;    1998. (mimeo.).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Departamento de Imprensa Nacional. Portaria n<sup>o</sup> 1882/GM,    Pub. no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, DOU (18 de dezembro de 1997).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Departamento de Imprensa Nacional. Portaria n<sup>o</sup> 1073/GM,Pub.    no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, DOU(28 de setebro de 2000).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Departamento de Imprensa Nacional.Portaria n<sup>o</sup> 1399/GM,    Pub. no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, DOU (15 de dezembro de 1999).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. World Health    Organization. Chemotherapy of leprosy for control programmes: study group. Geneva:    WHO; 1982.( Techical Report Series, 675)</font><p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os t&eacute;cnicos    do Grupo Tarefa de acelera&ccedil;&atilde;o da Elimina&ccedil;&atilde;o da Hansen&iacute;ase    como Problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica em n&iacute;vel municipal do CONASEMS    agradecem &agrave;s autoridades sanit&aacute;rias e aos demais profissionais    dos COSEMS Tocantins, Par&aacute;, Minas Gerais e Cear&aacute;, &agrave;s Secretarias    de Estado de Sa&uacute;de e Secretarias Municipais pela cordialidade, compreens&atilde;o,    amabilidade, respeito e a oportunidade de desenvolver este trabalho conjunto    que &eacute; fruto do compromisso e seriedade dos Governos na busca de uma efetiva    equidade na assist&ecirc;ncia aos pacientes de hansen&iacute;ase no Brasil.    Agradecemos tamb&eacute;m a sustentabilidade pol&iacute;tica, t&eacute;cnica    e financeira do CONASEMS, da &Aacute;rea T&eacute;cnica de Dermatologia Sanit&aacute;ria    (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de), do Instituto Nacional do C&acirc;ncer (Funda&ccedil;&atilde;o    Ary Frauzino (FAF), da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de do Rio de Janeiro,    Instituto Lauro de Souza Lima, da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    e Pan Americana de Sa&uacute;de, da Funda&ccedil;&atilde;o Novartis e do MORHAN.    Agradecemos a Dra. T&acirc;mara St&eacute;lvia (Piau&iacute;), Dra. Ivana Andrade    (Sobral), Angeluza C&aacute;tia Adolfo Papacosta (Tocantins), Aparecida Jacomo    (Palmas), Tadiana Moreira (RJ) e Nubia Roberta Dias (COSEMS Minas Gerais) pela    presteza em fornecer os dados atualizados para a confec&ccedil;&atilde;o deste    relat&oacute;rio. Um super obrigado &agrave; equipe do escrit&oacute;rio do    CONASEMS, com destaque &agrave; secret&aacute;ria executiva Sra. Maria Aparecida    Carricondo Leite e a Rita de C&aacute;ssia Bert&atilde;o Cataneli do Instituto    Sallus pelo sempre pronto apoio log&iacute;stico e administrativo. Agradecemos    tamb&eacute;m ao escrit&oacute;rio do MORHAN nacional, a Vera Muniz da Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Dermatologia Sanit&aacute;ria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    a Paula Opromolla pela permanente cordialidade em atender nossas necessidades    emerg&ecirc;nciais e a Sra. M&ocirc;nica e Nelson da gr&aacute;fica do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Obrigada tamb&eacute;m &agrave;s professoras Elizabete Moreira    e Zulmira Hartz pelo constante suporte t&eacute;cnico na elabora&ccedil;&atilde;o    do modelo l&oacute;gico de avalia&ccedil;&atilde;o. Ao Dr. Silvio Mendes pelo    inestim&aacute;vel apoio pol&iacute;tico oferecido e ao Dr. Odorico M. de Andrade    pelo estimulo e motiva&ccedil;&atilde;o. Ao Dr. Gerson Fernando Mendes Pereira,    ao Dr. Neilton Oliveira, ao Dr. Denis Daumerie e a Sra. Penny Grewall, pela    demonstra&ccedil;&atilde;o de apoio constante com o compromisso da proposta    de integra&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.    Especial reconhecimento e gratid&atilde;o ao Dr. Gilson Cantarino que acreditou    e apoiou esta pro posta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Anexo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v8n2/2a07q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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