<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2001000100002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose no idoso: Estado de São Paulo, 1940 - 1995]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mishima]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eduardo Osvaldo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Péricles Alves]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Medicina Instituto de Assistência Médica ao Servidor Estadual]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Professor Doutor Titular da Faculdade de Saúde Pública ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2001</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2001</year>
</pub-date>
<volume>9</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>5</fpage>
<lpage>11</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2001000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2001000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2001000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[INTRODUÇÃO: O aumento populacional dos idosos é acompanhado pelo crescimento da tuberculose, o que traz a necessidade de pesquisas neste segmento etário. OBJETIVO: Estudar a mortalidade por tuberculose todas as formas em pessoas idosas e subgrupos, 60 a 69 anos e 70 anos e mais, Estado de São Paulo, 1940-1995. METODOLOGIA: A partir dos dados populacionais e dos óbitos obtidos na Fundação SEADE, foram calculados coeficientes de mortalidade/100.000 hab. separados por grupos etários, distribuídos em tabelas qüinqüenais e por quatro períodos-chave: pré-quimioterapia; quimioterapia; desenvolvimento econômico e políticas de Saúde Pública; período da crise econômica e da SIDA. RESULTADOS: Entre 1940-1995 o coeficiente de mortalidade entre os idosos diminuiu menos do que na população global. No primeiro, segundo e terceiro períodos, os idosos mantiveram descensos importantes, estagnando a partir de 1980. No subgrupo "70 anos e mais", o descenso foi menor do que nas pessoas do grupo etário "60-69 anos". DISCUSSÃO: Nos idosos, os coeficientes diminuíram desde 1940-1945; mantiveram descensos com ajuda da quimioterapia no segundo período; e, beneficiados pelo desenvolvimento sócio-econômico e pelas políticas de Saúde Pública do terceiro período, mantiveram quedas até o primeiro qüinqüênio (1980-1985) do último período. Porém, a partir do período 1985-90, os coeficientes estagnaram devido à crise econômica e ao advento da SIDA. CONCLUSÃO: A mortalidade por tuberculose decresceu menos nos idosos, aumentando sua participação para um quarto dos óbitos em 1995, sendo o subgrupo "70 anos e mais" responsável pela metade das mortes; por isso, este grupo etário merece atenção especial daqueles que lidam com a tuberculose]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: The increase in the elderly population has been accompanied by an increase in the prevalence of tuberculosis, which raises the need for research into this age group. OBJECTIVE: Study the death rate from tuberculosis in all its form in the elderly and in the subgroups, 60 to 69 years and 70 years of age and above, in the state of São Paulo, Brazil, 1940-1995. METHODOLOGY: Mortality coefficients/100,000 inhabitants were calculated on the basis of populational data and of those taken from the death data obtained from the SEADE Foundation, and separated into age groups, distributed in five-year tables by four key periods: prior to chemotherapy; chemotherapy; economic development and Public Health policies; and period of economic crisis and AIDS. RESULTS: Between 1940 and 1995 the mortality coefficient among the elderly diminished less than that of the general population. In the first, second and third periods the elderly maintained considerable reductions which leveled out between 1980 and 1995. In the subgroup of 70 years of age and above the reduction was less than that for persons of 60-69 years of age. DISCUSSION: Among the elderly the coefficients diminished as from 1940-1945 and the reduction was maintained with the help of chemotherapy in the second period and further, benefited by socioeconomic development and Public Health policies in the third period, continued to fall into the first five years, 1980-1985, of the last period. However, as from 1985-1990 the coefficients stagnated due to the economic crisis and the advent of AIDS. CONCLUSION: Mortality from tuberculosis diminished less among the elderly, increasing its participation to a quarter of the total deaths in 1995, the subgroup of 70 years of age and above accounting for half of these; thus this age group is deserving of special attention on the part of those who deal with tuberculosis]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose no idoso]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Epidemiologia da tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mortalidade por tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tuberculosis in the elderly]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiology of tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mortality from tuberculosis]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><a name="topo"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tuberculose  no idoso: Estado de S&atilde;o Paulo, 1940 - 1995</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#nota"><font size="4"><sup>*</sup></font></a></font><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eduardo Osvaldo    Mishima<sup>I</sup>; P&eacute;ricles Alves Nogueira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestre    em Sa&uacute;de P&uacute;blica pela Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica    da Universidade de S&atilde;o Paulo, Instituto de Assist&ecirc;ncia M&eacute;dica    ao Servidor Estadual<a href="#nota"></a>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>II</sup>Professor    Doutor Titular da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de  S&atilde;o Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O:</b>    O aumento populacional dos idosos &eacute; acompanhado pelo crescimento da tuberculose,    o que traz a necessidade de pesquisas neste segmento et&aacute;rio.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>OBJETIVO:</b> Estudar a mortalidade por tuberculose todas as formas em pessoas    idosas e subgrupos, 60 a 69 anos e 70 anos e mais, Estado de S&atilde;o Paulo,    1940-1995.    <br>   <b>METODOLOGIA:</b> A partir dos dados populacionais e dos &oacute;bitos obtidos    na Funda&ccedil;&atilde;o SEADE, foram calculados coeficientes de mortalidade/100.000    hab. separados por grupos et&aacute;rios, distribu&iacute;dos em tabelas q&uuml;inq&uuml;enais    e por quatro per&iacute;odos-chave: pr&eacute;-quimioterapia; quimioterapia;    desenvolvimento econ&ocirc;mico e pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de P&uacute;blica;    per&iacute;odo da crise econ&ocirc;mica e da SIDA.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Entre 1940-1995 o coeficiente de mortalidade entre os idosos    diminuiu menos do que na popula&ccedil;&atilde;o global. No primeiro, segundo    e terceiro per&iacute;odos, os idosos mantiveram descensos importantes, estagnando    a partir de 1980. No subgrupo &quot;70 anos e mais&quot;, o descenso foi menor    do que nas pessoas do grupo et&aacute;rio &quot;60-69 anos&quot;.    <br>   <b>DISCUSS&Atilde;O:</b> Nos idosos, os coeficientes diminu&iacute;ram desde    1940-1945; mantiveram descensos com ajuda da quimioterapia no segundo per&iacute;odo;    e, beneficiados pelo desenvolvimento s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e pelas pol&iacute;ticas    de Sa&uacute;de P&uacute;blica do terceiro per&iacute;odo, mantiveram quedas    at&eacute; o primeiro q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio (1980-1985) do &uacute;ltimo    per&iacute;odo. Por&eacute;m, a partir do per&iacute;odo 1985-90, os coeficientes    estagnaram devido &agrave; crise econ&ocirc;mica e ao advento da SIDA.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> A mortalidade por tuberculose decresceu menos nos idosos,    aumentando sua participa&ccedil;&atilde;o para um quarto dos &oacute;bitos em    1995, sendo o subgrupo &quot;70 anos e mais&quot; respons&aacute;vel pela    metade das mortes; por isso, este grupo et&aacute;rio merece aten&ccedil;&atilde;o    especial daqueles que lidam com a tuberculose.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores:</b> Tuberculose no idoso. Epidemiologia da tuberculose. Mortalidade por tuberculose.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODUCTION:</b>    The increase in the elderly population has been accompanied by an increase in    the prevalence of tuberculosis, which raises the need for research into this    age group.    <br>   <b>OBJECTIVE:</b> Study the death rate from tuberculosis in all its form in    the elderly and in the subgroups, 60 to 69 years and 70 years of age and above,    in the state of S&atilde;o Paulo, Brazil, 1940-1995.    <br>   <b>METHODOLOGY:</b> Mortality coefficients/100,000 inhabitants were calculated    on the basis of populational data and of those taken from the death data obtained    from the SEADE Foundation, and separated into age groups, distributed in five-year    tables by four key periods: prior to chemotherapy; chemotherapy; economic development    and Public Health policies; and period of economic crisis and AIDS.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>RESULTS:</b> Between 1940 and 1995 the mortality coefficient among the elderly    diminished less than that of the general population. In the first, second and    third periods the elderly maintained considerable reductions which leveled out    between 1980 and 1995. In the subgroup of 70 years of age and above the reduction    was less than that for persons of 60-69 years of age.    <br>   <b>DISCUSSION:</b> Among the elderly the coefficients diminished as from 1940-1945    and the reduction was maintained with the help of chemotherapy in the second    period and further, benefited by socioeconomic development and Public Health    policies in the third period, continued to fall into the first five years, 1980-1985,    of the last period. However, as from 1985-1990 the coefficients stagnated due    to the economic crisis and the advent of AIDS.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> Mortality from tuberculosis diminished less among the elderly,    increasing its participation to a quarter of the total deaths in 1995, the subgroup    of 70 years of age and above accounting for half of these; thus this age group    is deserving of special attention on the part of those who deal with tuberculosis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Tuberculosis    in the elderly. Epidemiology of tuberculosis. Mortality from tuberculosis.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose    &eacute; uma doen&ccedil;a provocada pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, cujas    origens prov&aacute;veis remontam h&aacute; cerca de 8000 a 4000 anos a.C.,    mas cuja presen&ccedil;a inconteste no ser humano foi encontrada em m&uacute;mias    descobertas em Tebas e datadas como sendo de 1.000 a.C<sup><i>(1)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi no s&eacute;culo    XVIII que a tuberculose atingiu picos epid&ecirc;micos na Europa, quando foi    respons&aacute;vel por 25% de todos os &oacute;bitos<sup><i>(2)</i></sup>. Gra&ccedil;as a v&aacute;rios    fatores, sendo os principais as melhorias s&oacute;cio-econ&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o    e os investimentos na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, os indicadores    de mortalidade por tuberculose come&ccedil;aram a apresentar quedas a partir    do final do s&eacute;culo XIX. No final da d&eacute;cada de 1940, descensos    maiores nos coeficientes, provocados pela introdu&ccedil;&atilde;o do tratamento    quimioter&aacute;pico e pelas a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de combate    &agrave; doen&ccedil;a come&ccedil;aram a ser observados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir de 1985,    coincidindo com o aparecimento da S&iacute;ndrome da Imunodefici&ecirc;ncia    Adquirida (SIDA), a crise econ&ocirc;mica mundial e a emigra&ccedil;&atilde;o    de refugiados oriundos de pa&iacute;ses em desenvolvimento para os pa&iacute;ses    industrializados detectou-se, nestes pa&iacute;ses, uma revers&atilde;o da curva    descendente de incid&ecirc;ncia da tuberculose, prenunciando o recrudescimento    desta doen&ccedil;a, cognominada em &eacute;pocas passadas como &quot;Peste    Branca&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com a queda nos    indicadores da tuberculose, notou-se, principalmente nos pa&iacute;ses desenvolvidos,    que os idosos (considerados nestes pa&iacute;ses as pessoas com 65 anos e mais)    come&ccedil;aram a ser proporcionalmente mais acometidos, chegando a representar    at&eacute; 84% dos &oacute;bitos espec&iacute;ficos no Canad&aacute;, em 1995,    e 60% nos EUA, em 1994<sup><i>(3)</i></sup>. Esta tend&ecirc;ncia tamb&eacute;m foi detectada    em pa&iacute;ses em desenvolvimento como na Argentina, em 1993, com percentuais    de 40%; M&eacute;xico, em 1995, com 36% e Brasil,, em 1992, com 21%<sup><i>(3)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos de mortalidade    por tuberculose, realizados na cidade de S&atilde;o Paulo, mostraram que, em    1968, os idosos (consideradas as pessoas com 60 anos e mais, segundo recomenda&ccedil;&atilde;o    da OMS para os pa&iacute;ses em desenvolvimento), subdivididos nos subgrupos    de &quot;60 a 69 anos&quot; e &quot;70 anos e mais&quot;, foram os que tiveram    os maiores coeficientes de mortalidade por 100.000 habitantes. por <i>tuberculose    todas formas</i>, respectivamente, 47,6/100.000 hab e 51,5/100.000 hab<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro estudo<sup><i>(5)</i></sup>,    na mesma cidade, mostrou que, de 375 &oacute;bitos ocorridos entre pessoas com    15 anos e mais cuja causa principal ou associada foi a tuberculose, 19,8% foram    de pessoas com 60 anos e mais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os fatores respons&aacute;veis    por esta migra&ccedil;&atilde;o dos picos de mortalidade para as idades mais    avan&ccedil;adas s&atilde;o imputados, principalmente, ao aumento da popula&ccedil;&atilde;o    idosa, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias da idade, aos componentes    s&oacute;cio-econ&ocirc;micos e &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um dado muito    importante &eacute; o aumento no n&uacute;mero de idosos em todo o mundo, com    proje&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas<sup><i>(6)</i></sup> prevendo um crescimento de 102% na popula&ccedil;&atilde;o mundial    e de 224% de aumento dos idosos, no per&iacute;odo de 1975 a 2025. O mais preocupante    &eacute; que 2/3 deles estar&atilde;o vivendo em pa&iacute;ses em desenvolvimento,    nos quais n&atilde;o foram criadas condi&ccedil;&otilde;es sociais nem econ&ocirc;micas    para absorver este contigente et&aacute;rio em r&aacute;pido crescimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil<sup><i>(6)</i></sup>,    observa-se que, no per&iacute;odo de 1980 a 1991, enquanto a popula&ccedil;&atilde;o    com menos de 20 anos teve crescimento de 12%, a popula&ccedil;&atilde;o idosa    aumentou em 46%. Neste ritmo, projeta-se para o ano de 2025 que 15,1% da popula&ccedil;&atilde;o    estar&atilde;o com idade igual ou acima de 60 anos, situando o Brasil como o    sexto pa&iacute;s com maior contigente de idosos no mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O que mais preocupa    neste acelerado envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o mundial &eacute; a    constata&ccedil;&atilde;o de que, nos pa&iacute;ses desenvolvidos, o aumento    no n&uacute;mero de idosos foi gradativo e concomitante com as melhorias econ&ocirc;micas    e sociais. Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, tal mudan&ccedil;a ocorre num    per&iacute;odo menor e num contexto de enormes dificuldades sociais e grave    crise econ&ocirc;mica, com repercuss&otilde;es negativas na assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de e &agrave; previd&ecirc;ncia, com as aposentadorias cada    vez mais insuficientes para atender &agrave;s necessidades b&aacute;sicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Deste modo, al&eacute;m    de conviverem com os males pr&oacute;prios da idade avan&ccedil;ada, como: diminui&ccedil;&atilde;o    da capacidade f&iacute;sica e mental, perda de mem&oacute;ria, maior susceptibilidade    de adoecer e maior depend&ecirc;ncia nas suas atividades di&aacute;rias, somam-se    as condi&ccedil;&otilde;es de vida dif&iacute;ceis do passado, agravadas pela    deteriora&ccedil;&atilde;o social advinda da velhice<sup><i>(8)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crescimento populacional    dos idosos, associado ao recrudescimento da tuberculose, imp&otilde;em maior    preocupa&ccedil;&atilde;o para os estudiosos e para as autoridades respons&aacute;veis    pela Sa&uacute;de P&uacute;blica, justificando estudos pormenorizados e a&ccedil;&otilde;es    mais incisivas contra esta doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este trabalho    &eacute; um estudo da evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da mortalidade    por <i>tuberculose todas as formas</i>, tanto em termos de participa&ccedil;&atilde;o    percentual dos &oacute;bitos quanto de seus coeficientes de mortalidade, com    &ecirc;nfase nos idosos (60 anos e mais e subgrupos 60 a 69 anos e 70 anos e    mais) no Estado de S&atilde;o Paulo, abrangendo o per&iacute;odo de 1940 a 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para as an&aacute;lises,    foram obtidos dados populacionais e de &oacute;bitos fornecidos pela Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados - Seade. A partir destas informa&ccedil;&otilde;es,    foram elaboradas tabelas q&uuml;inq&uuml;enais com os n&uacute;meros de &oacute;bitos,    percentuais de participa&ccedil;&atilde;o, coeficientes de mortalidade por 100.000    hab. e tabelas englobando q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios em per&iacute;odos denominados    chaves, contendo as varia&ccedil;&otilde;es percentuais dos coeficientes, que    s&atilde;o os seguintes:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; primeiro    per&iacute;odo-chave: 1940-1945 (um q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio) - &eacute;poca    anterior &agrave; descoberta dos quimioter&aacute;picos eficazes para o tratamento    da tuberculose;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; segundo    per&iacute;odo-chave: 1945-1960 (tr&ecirc;s q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios) - descoberta    e consolida&ccedil;&atilde;o do uso dos quimioter&aacute;picos e cria&ccedil;&atilde;o    da Campanha Nacional de Luta Contra a Tuberculose;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; terceiro    per&iacute;odo-chave: 1960 a 1980 (quatro q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios) - ado&ccedil;&atilde;o    de normas t&eacute;cnicas para o controle da tuberculose, padroniza&ccedil;&atilde;o    do uso dos quimioter&aacute;picos e crescimento econ&ocirc;mico;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; quarto    per&iacute;odo-chave: 1980 a 1995 (tr&ecirc;s q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios) -    ado&ccedil;&atilde;o da quimioterapia de curta dura&ccedil;&atilde;o, advento    da SIDA, retra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e problemas na sa&uacute;de    p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No c&aacute;lculo    das varia&ccedil;&otilde;es dos coeficientes interper&iacute;odos-chaves, tomou-se    a diferen&ccedil;a percentual entre o coeficiente do ano inicial e o do final    do per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo, segundo    a <a href="#tab1">Tabela 1</a>, mostra que o n&uacute;mero de &oacute;bitos    por <i>tuberculose todas as formas</i>, em todas as idades, no Estado de S&atilde;o    Paulo diminuiu de 1940 at&eacute; 1985; por&eacute;m, a partir deste ano, aumentaram    os &oacute;bitos nos dois q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios seguintes.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os coeficientes    de mortalidade por 100.000 hab. tamb&eacute;m apresentaram quedas at&eacute;    1985, quando passaram a aumentar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os &oacute;bitos    entre os idosos oscilaram de maneira inconstante at&eacute; 1980 quando, ap&oacute;s    uma queda entre os anos de 1980 - 1985, apresentaram aumentos nos dois &uacute;ltimos    q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os coeficientes    de mortalidade entre os idosos mantiveram descensos constantes, com exce&ccedil;&atilde;o    do ano de 1990, quando ocorreu um aumento, seguido por queda em 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em valores percentuais,    ocorreram aumentos nos &oacute;bitos espec&iacute;ficos entre os idosos, come&ccedil;ando    com 5,1%, em 1940, at&eacute; chegar a 25,3%, em 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> De acordo com    a <a href="#tab2">Tabela 2</a>, observa-se que as varia&ccedil;&otilde;es percentuais    nos per&iacute;odos-chaves, resultaram no seguinte: no primeiro e no quarto    per&iacute;odos, ocorreram quedas maiores nos coeficientes de mortalidade entre    os idosos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral e,    no segundo e terceiro per&iacute;odos, as maiores quedas foram no segmento &quot;todas    as idades&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Acompanhando as    quedas percentuais dos coeficientes, v&ecirc;-se que, tanto no grupo dos idosos    quanto no grupo &quot;todas as idades&quot;, foram ocorrendo descensos gradativamente    maiores at&eacute; o terceiro per&iacute;odo. No quarto per&iacute;odo-chave,    principalmente no grupo &quot;todas as idades&quot;, os valores percentuais    mostram um refreamento nas quedas dos coeficientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No segundo per&iacute;odo-chave,    chama a aten&ccedil;&atilde;o a queda percentual dos coeficientes entre os idosos,    pois foi a metade da ocorrida no segmento &quot;todas as idades&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab3">Tabela    3</a>, o subgrupo &quot;70 anos e mais&quot;, a partir de 1955, passa a ter    coeficientes de mortalidade maiores que os do subgrupo de 60 a 69 anos e, em    1995, torna-se respons&aacute;vel pela metade dos &oacute;bitos ocorridos entre    os idosos.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a02t3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab4">Tabela    4</a>, os subgrupos dos idosos mantiveram quedas percentuais nos coeficientes    em todos os per&iacute;odos-chaves; por&eacute;m o subgrupo &quot;70 anos e    mais&quot; teve seus percentuais de descensos menores que os do subgrupo &quot;60    a 69 anos&quot;.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n1/1a02t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O grupo dos idosos    manteve, desde o in&iacute;cio do estudo, coeficientes de mortalidade maiores    que os apresentados pelo segmento <i>todas as idades</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes coeficientes,    persistentemente maiores entre os idosos gra&ccedil;as a uma menor queda nos    seus coeficientes de mortalidade espec&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o    ao segmento &quot;todas as idades&quot;, resultou em uma maior participa&ccedil;&atilde;o    percentual nos &oacute;bitos por tuberculose <i>todas as formas</i> entre os idosos,    que passou de 5,1%, em 1940, para 25,3%, em 1995.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O subgrupo &quot;70    anos e mais&quot;, por apresentar um menor descenso nos seus coeficientes de    mortalidade espec&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o ao subgrupo &quot;60    a 69 anos&quot;, teve elevada sua participa&ccedil;&atilde;o percentual nos    &oacute;bitos dentro do grupo dos idosos, passando para mais da metade em 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As explica&ccedil;&otilde;es    para estes comportamentos diferentes nos indicadores espec&iacute;ficos por    grupos et&aacute;rios s&atilde;o devidas, entre outros, aos seguintes fatores:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; crescimento    proporcionalmente maior da popula&ccedil;&atilde;o de idosos, em rela&ccedil;&atilde;o    a outras faixas et&aacute;rias;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; fen&ocirc;meno    de coorte em que esta popula&ccedil;&atilde;o de idosos viveu sua inf&acirc;ncia    e juventude em &eacute;pocas de alta preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, sendo    ent&atilde;o infectados pela tuberculose, mantendo focos quiescentes com o bacilo    vivo;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; reativa&ccedil;&atilde;o    dos focos end&oacute;genos respons&aacute;veis por at&eacute; 95% dos casos    de tuberculose nesta faixa et&aacute;ria<i><sup>(9)</sup></i>;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; imunossenesc&ecirc;ncia    devida a uma queda da imunidade celular pr&oacute;pria da idade, decorrente    da involu&ccedil;&atilde;o do timo com conseq&uuml;ente queda no n&uacute;mero    dos linf&oacute;citos T, afetando o principal mecanismo de defesa contra a tuberculose<i><sup>(10)</sup></i>;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; sobreposi&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas debilitantes como o diabetes insulino-dependente,    insufici&ecirc;ncia renal, c&acirc;ncer, agranulocitose, silicose;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; uso de    imunossupressores, tais como corticoster&oacute;ides e drogas para tratamento    de c&acirc;ncer;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; desnutri&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; alcoolismo;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; tabagismo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; situa&ccedil;&atilde;o    s&oacute;cio-econ&ocirc;mica prec&aacute;ria devida &agrave; queda dos rendimentos    das aposentadorias e pens&otilde;es insuficientes;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; moradias    multigeracionais, onde o conv&iacute;vio com familiares de v&aacute;rias idades    facilita a infec&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; idosos    confinados em asilos, deixando-os mais expostos &agrave; doen&ccedil;a;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; moradias    insalubres ou falta de moradias;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; migrantes    oriundos de pa&iacute;ses ou regi&otilde;es com grande preval&ecirc;ncia da    doen&ccedil;a;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; dificuldades    de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de que, quando existem, n&atilde;o    atendem &agrave;s demandas espec&iacute;ficas deste segmento et&aacute;rio;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; demora    na procura de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica devido &agrave; pouca import&acirc;ncia    dada aos sintomas, tanto pelos familiares quanto pelo pr&oacute;prio paciente,    pois acham que os sintomas s&atilde;o pr&oacute;prios das doen&ccedil;as comuns    que acometem os idosos;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; quadro    cl&iacute;nico, muitas vezes at&iacute;picos, retardando a busca ou diagn&oacute;stico    de casos;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; falta    de aten&ccedil;&atilde;o ou despreparo dos profissionais da sa&uacute;de quanto    &agrave; possibilidade de ocorrer tuberculose nesta faixa et&aacute;ria;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; receio    de se submeter os idosos a exames invasivos na busca diagn&oacute;stica;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o surgimento    do v&iacute;rus HIV, em que os portadores, gra&ccedil;as aos novos tratamentos,    est&atilde;o com uma maior sobrevida, tornando-a uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> An&aacute;lisando    os per&iacute;odos-chaves, onde determinados fatores puderam exercer maiores    influ&ecirc;ncias na evolu&ccedil;&atilde;o da tuberculose, observa-se o seguinte:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o primeiro    per&iacute;odo foi at&iacute;pico, pois os idosos tiveram uma queda do coeficiente    muito superior &agrave; do segmento &quot;todas as idades&quot;, podendo a explica&ccedil;&atilde;o    ser devida a um poss&iacute;vel falseamento dos dados;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; no segundo    per&iacute;odo, o in&iacute;cio do tratamento quimioter&aacute;pico espec&iacute;fico    no final do q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio de 1945, aliado ao refor&ccedil;o proporcionado    pela cria&ccedil;&atilde;o da Campanha Nacional de Luta Contra a Tuberculose    exerceram pap&eacute;is importantes na queda acentuada do coeficiente de mortalidade    espec&iacute;fico, que chegou a -70,5% no grupo todas as idades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este valor foi    bem pr&oacute;ximo aos ocorridos nos Estados Unidos (-72,6%, entre 1940-1957<i><sup>(11)</sup></i>);    Brasil (-69,2% - m&eacute;dia de 21 capitais de estados - entre 1945 -1953<i><sup>(12)</sup></i>)    e Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo (-79,6%, entre 1945-1960<i><sup>(4)</sup></i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Deve-se destacar    que esta queda percentual nos coeficientes espec&iacute;ficos entre os idosos    foi bem menor, praticamente a metade da ocorrida entre o segmento todas as idades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto aos subgrupos,    os idosos com 70 anos e mais tiveram uma queda menor nos seus coeficientes espec&iacute;ficos    do que o subgrupo &quot;60 a 69 anos&quot;, mostrando uma rela&ccedil;&atilde;o    inversamente proporcional &agrave; idade, ou seja, quanto maior a faixa et&aacute;ria,    menor a queda dos coeficientes de mortalidade por tuberculose, fen&ocirc;meno    este que tamb&eacute;m ocorreu nos outros per&iacute;odos-chave.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta menor queda    dos coeficientes entre os idosos em compara&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o    em geral pode ser explicada pela demora na procura de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica,    pelas formas graves da doen&ccedil;a e pela maior freq&uuml;&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es    adversas aos medicamentos. Todos estes fatores, mais comuns entre os idosos,    podem ter dificultado o sucesso da quimioterapia;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; No terceiro    per&iacute;odo-chave, 1960-1980, ocorreram quedas importantes nos coeficientes    (novamente maior entre o segmento &quot;todas as idades&quot;. Esta continuidade    nos descensos dos coeficientes foi devida &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o    nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de (quando foram adotadas Normas T&eacute;cnicas    para o uso dos quimioter&aacute;picos e controle da tuberculose), concomitantes    a um per&iacute;odo de crescimento econ&ocirc;mico e a uma crescente urbaniza&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o rural, &agrave; procura de melhores condi&ccedil;&otilde;es    de vida e de emprego nas cidades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No grupo de idosos,    em compara&ccedil;&atilde;o com os outros per&iacute;odos-chaves, a queda percentual    de seus coeficientes espec&iacute;ficos foi a que mais se aproximou da ocorrida    no segmento &quot;todas as idades&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes resultados    mostram que medidas adotadas para melhorar a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de,    aliadas ao desenvolvimento econ&ocirc;mico e ao maior acesso &agrave;s redes    de sa&uacute;de, juntamente com condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias menos    insalubres existentes nos centros urbanos, puderam proporcionar significativos    avan&ccedil;os na luta contra a tuberculose e outras doen&ccedil;as infecciosas,    ocorridos neste e no per&iacute;odo-chave anterior.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; No quarto    e &uacute;ltimo per&iacute;odo-chave (1980-1995), ocorreu uma mudan&ccedil;a    brusca, quando os descensos dos coeficientes, principalmente no segmento &quot;todas    idades&quot;, apresentaram menores percentuais. Para uma melhor an&aacute;lise    deste per&iacute;odo, deve-se separar os seus tr&ecirc;s q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; no primeiro    q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio (1980-1985), ainda beneficiado pelo per&iacute;odo    anterior, associado com a introdu&ccedil;&atilde;o da quimioterapia de curto    prazo, obtiveram-se quedas nos coeficientes, tanto no segmento &quot;todas    as idades&quot; quanto entre os idosos e seus subgrupos;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; no q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio    1985-1990, os coeficientes mudaram suas trajet&oacute;rias descendentes quando    ocorreu, no segmento &quot;todas as idades&quot;, um aumento no coeficiente    de mortalidade por tuberculose e, entre os idosos, uma estabiliza&ccedil;&atilde;o.    Dividindo em subgrupos, os com 60 a 69 anos tamb&eacute;m tiveram seu coeficiente    aumentado, passando de 11,5/100.000 hab., em 1985, para 13,8/100.000 hab., em    1990, enquanto os com 70 anos e mais tiveram um discreto descenso;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; no q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio    1990-1995, o segmento &quot;todas as idades&quot; manteve aumento no seu coeficiente    de mortalidade espec&iacute;fico e o grupo de idosos apresentou uma queda, bem    como o seu subgrupo de 60 a 69 anos, enquanto os com 70 anos e mais tiveram    um ligeiro aumento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em estudo realizado    no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, 1986 a 1990, foi observado que os coeficientes    de mortalidade por tuberculose na popula&ccedil;&atilde;o total apresentaram    aumentos em 1990 e em 1995, enquanto nos subgrupos &quot;60 a 69 anos&quot;    e &quot;70 anos e mais&quot; ocorreram aumentos nos coeficientes em 1990,    seguidos de quedas em 1995<sup><i>(13)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta evolu&ccedil;&atilde;o    desfavor&aacute;vel dos coeficientes de mortalidade por tuberculose nos dois    &uacute;ltimos q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nios do quarto per&iacute;odo-chave tem    sua explica&ccedil;&atilde;o nos tr&ecirc;s seguintes fatores ocorridos neste    per&iacute;odo:</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o surgimento    da SIDA na d&eacute;cada de 80 (a epidemia mais intrigante e letal dos &uacute;ltimos    tempos), que impulsionou a revers&atilde;o da curva descendente dos indicadores    da tuberculose nos pa&iacute;ses desenvolvidos e provocou o agravamento da doen&ccedil;a    end&ecirc;mica nos pa&iacute;ses em desenvolvimento;</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; o desmantelamento    das pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil, comandadas por    um governo que iniciou, em 1991, um desmonte da administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica, provocando o caos e trazendo como conseq&uuml;&ecirc;ncia uma    descontinuidade nas a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica, deixando    muitas unidades desabastecidas de medicamentos necess&aacute;rios para a continuidade    dos v&aacute;rios programas;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; a derrocada    final do modelo de desenvolvimento do pa&iacute;s com o aprofundamento da crise    econ&ocirc;mica, limitando severamente todas as a&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas    sociais.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante    ressaltar que a tuberculose continua a merecer maiores aten&ccedil;&otilde;es,    tanto das autoridades governamentais quanto dos profissionais da sa&uacute;de,    cabendo maior cuidado para com a popula&ccedil;&atilde;o idosa, uma vez que    ela est&aacute; sendo respons&aacute;vel por parcela crescente desta doen&ccedil;a,    com prov&aacute;vel continuidade no aumento de sua participa&ccedil;&atilde;o    nos &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portanto, cabe    alertar os profissionais de sa&uacute;de e os m&eacute;dicos em especial para    que estejam atentos quanto &agrave; possibilidade de ocorr&ecirc;ncia da tuberculose    nos idosos, pois o quadro cl&iacute;nico, podendo ser at&iacute;pico, dificulta    e retarda o seu diagn&oacute;stico, causando assim uma maior letalidade neste    grupo et&aacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Carvalho Filho    ET, Alencar YMG. Teorias do envelhecimento. In: Carvalho Filho ET, Papal&eacute;o    Netto M. Geriatria: fundamentos, cl&iacute;nica e terap&ecirc;utica. S&atilde;o    Paulo: Atheneu 1994. p. 1-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Dutt AK, Stead    W W. Tuberculosis in the elderly. Med Clin North Am 1993; 77:1353-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Funda&ccedil;&atilde;o    SEADE. O idoso na grande S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo 1990. p. 1-8. &#91;Cole&ccedil;&atilde;o    Realidade Paulista&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Galesi VMN.    Mortalidade por tuberculose no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, an&aacute;lise    de uma d&eacute;cada, 1986 a 1995. S&atilde;o Paulo 1998. &#91;Tese de Mestrado -    Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Haas F, Haas    SS. The origins of <i>Mycobacterium Tuberculosis</i> and the notion of its contagiousness.    In Rom WN, Garay S. editors. Tuberculosis Boston: Little, Brown and Company;    1995. p. 3-19 .</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Monteiro MFG,    Alves MIC. Aspectos demogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o idosa no    Brasil. In: Veras R. Terceira idade : um envelhecimento digno para o cidad&atilde;o    do futuro. Rio de Janeiro. Relume - Dumar&aacute; / UnATI 1995. p. 65-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Nogueira PA.    Tuberculose como causa de &oacute;bito em adultos residentes no Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo em 1980. S&atilde;o Paulo 1984. &#91;Tese de Doutorado-Faculdade    de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Rodrigues BA.    Panorama sanit&aacute;rio. Rev Serv Nac Tuberc 1963; 7(25):3-35.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Sayeg MA. A    vida ap&oacute;s os 80 anos de idade. Arq Geriatr Gerontol 1996: 5-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Steade WW,    Bates JH. Geographic and evolutionary epidemiology of tuberculosis, In: Rom    WN, Garay. S, editors. Tuberculosis. Boston: Little, Brown and Company; 1995.    p. 77-83.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. United Nations.    Demographic Year Book 1996. New York 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Villas B&ocirc;as    A. O controle da tuberculose nos Estados Unidos. Rev Serv Nac Tuberc 1960; 4(13):5-26.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Vranjac, A.    Epidemiologia da tuberculose: estudo da mortalidade por tuberculose no Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo 1980. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado    - Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP&#93;.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup><a name="fim"></a><a href="#topo"><font size="3">*</font></a></sup></b>Dado    atualizado conforme errata publicada no <a href="http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0103-460X20010002&lng=pt&nrm=iso" target="_blank">volume 9, n<sup>o</sup> 2, jul/dez -    2001</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 30/04/2001.    <br> Aprovado em 31/05/2001.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[ET]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alencar]]></surname>
<given-names><![CDATA[YMG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teorias do envelhecimento]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[ET]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Papaléo Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>1-8</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atheneu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dutt]]></surname>
<given-names><![CDATA[AK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stead]]></surname>
<given-names><![CDATA[W W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tuberculosis in the elderly]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Clin North Am]]></source>
<year>1993</year>
<volume>77</volume>
<page-range>1353-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Fundação SEADE</collab>
<source><![CDATA[O idoso na grande São Paulo]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>1-8</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[VMN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mortalidade por tuberculose no município de São Paulo, análise de uma década, 1986 a 1995]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haas]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haas]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The origins of Mycobacterium Tuberculosis and the notion of its contagiousness]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rom]]></surname>
<given-names><![CDATA[WN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garay]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculosis Boston]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>3-19</page-range><publisher-loc><![CDATA[Little ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brown and Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[MIC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos demográficos da população idosa no Brasil]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Veras]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Terceira idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>65-78</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Relume - Dumará / UnATI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculose como causa de óbito em adultos residentes no Município de São Paulo em 1980]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Panorama sanitário]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Serv Nac Tuberc]]></source>
<year>1963</year>
<volume>7</volume>
<numero>25</numero>
<issue>25</issue>
<page-range>3-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sayeg]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A vida após os 80 anos de idade]]></article-title>
<source><![CDATA[Arq Geriatr Geronto]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>5-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steade]]></surname>
<given-names><![CDATA[WW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bates]]></surname>
<given-names><![CDATA[JH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Geographic and evolutionary epidemiology of tuberculosis]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rom]]></surname>
<given-names><![CDATA[WN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garay]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tuberculosis]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>77-83</page-range><publisher-loc><![CDATA[Boston ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Little, Brown and Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>United Nations</collab>
<source><![CDATA[Demographic Year Book 1996]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Villas Bôas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O controle da tuberculose nos Estados Unidos]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Serv Nac Tuberc]]></source>
<year>1960</year>
<volume>4</volume>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>5-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vranjac]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiologia da tuberculose: estudo da mortalidade por tuberculose no Município de São Paulo]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
