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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento supervisionado em tuberculose no município de Taboão da Serra, São Paulo 1998-1999]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Professor Doutor]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To verify if the introduction of the directly observed therapy influenced the success rates and compare it with the self-administrated therapy. METHODS: Study of cohorts of the completed treatments of tuberculosis on the period from January 1st 1998 to June 30st 1999, in Taboão da Serra city, São Paulo. Besides semestral cohorts from that period, cohorts of the directly observed and self-administrated therapies from September 1st 1998 to July 31st 1999 were also organized. The cohorts were compared according to the success rates. The exclusions that period were considered according to the Almeida&#8217;s technique, utilizing on the cases exclusion method used of life tables construction. RESULTS: 198 treatments were selected, 67 cases from January 1st to June 30st 1998 resulted in 80,6% (54) of finalizations. The cohorts from July 31st to December 31st 1998, with 77 treatments, have generated a success rate of 83,1% (64). The cohorts from January 1st to June 30st 1999, with 49 cases, recorded a rate of 89,8% (44) of cure. In the same period, 23 self-administrated therapies were separated with cohorts resulting in 87,0% (20) of success rate. The cohorts of the directly observed therapies from September 1st 1998 to July 31st 1999, with 53 treatments, registered a cure rate of 86,8% (46). The 53 self-administrated therapies in the same period resulted in 83,0% (44) of finalizations. CONCLUSION: The directly observed therapy was more effective. Its introduction promoted a better performance of the tuberculosis control program and have also improved the self-administrated therapy results]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Taxa de Sucesso]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[success rate]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tratamento    supervisionado em tuberculose no munic&iacute;pio de Tabo&atilde;o da Serra,    S&atilde;o Paulo 1998-1999 </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jorge Luizi Pinho<sup>I</sup>;  P&eacute;ricles Alves Nogueira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>M&eacute;dico    da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Tabo&atilde;o da Serra    <br>   <sup>II</sup>Professor Doutor da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica na Universidade de S&atilde;o    Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJETIVO:</b>    Verificar se a implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado influenciou    as taxas de sucesso e compar&aacute;-lo com o tratamento auto-administrado.    <br>   <b>METODOLOGIA:</b> Estudo de coortes de tratamentos de tuberculose completados    no per&iacute;odo de janeiro de 1998 a junho de 1999, no Munic&iacute;pio de    Tabo&atilde;o da Serra, S&atilde;o Paulo. Al&eacute;m de coortes semestrais    desse per&iacute;odo, foram elaboradas coortes dos tratamentos supervisionados    e auto-administrados de setembro de 1998 a julho de 1999. As coortes foram comparadas    segundo as taxas de sucesso. As sa&iacute;das do per&iacute;odo foram consideradas    de acordo com a t&eacute;cnica de Almeida, que utiliza o princ&iacute;pio da    exclus&atilde;o de casos empregada na constru&ccedil;&atilde;o das t&aacute;buas    de sobreviv&ecirc;ncia.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Foram selecionados 198 tratamentos, 67 dos quais, de janeiro    a junho de 1998, resultaram em 80,6% (54) de finaliza&ccedil;&otilde;es. As    coortes de julho a dezembro de 1998, com 77 tratamentos, geraram uma taxa de    sucesso de 83,1% (64). As coortes de janeiro a junho de 1999, com 49 tratamentos,    resultaram em 89,8% (44) de cura. Do mesmo per&iacute;odo, foram separados os    23 tratamentos auto-administrados cujas coortes resultaram em 87,0% (20) de    taxa de sucesso. As coortes de tratamentos supervisionados de setembro de 1998    a julho de 1999, com 53 casos, registraram uma taxa de cura de 86,8% (46). Os    53 tratamentos auto-administrados do mesmo per&iacute;odo resultaram em 83,0%    (44) de finaliza&ccedil;&otilde;es.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> O tratamento supervisionado se mostrou mais efetivo,    sendo que sua implanta&ccedil;&atilde;o promoveu um melhor desempenho do programa    de controle da tuberculose, melhorando inclusive os resultados do tratamento    auto-administrado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores:</b>    Tuberculose. Tratamento Supervisionado. Taxa de Sucesso.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJECTIVE:</b>    To verify if the introduction of the directly observed therapy influenced the    success rates and compare it with the self-administrated therapy.    <br>   <b>METHODS:</b> Study of cohorts of the completed treatments of tuberculosis    on the period from January 1<sup>st</sup> 1998 to June 30<sup>st</sup> 1999,    in Tabo&atilde;o da Serra city, S&atilde;o Paulo. Besides semestral cohorts    from that period, cohorts of the directly observed and self-administrated therapies    from September 1<sup>st</sup> 1998 to July 31<sup>st</sup> 1999 were also organized.    The cohorts were compared according to the success rates. The exclusions that    period were considered according to the Almeida&#8217;s technique, utilizing    on the cases exclusion method used of life tables construction.    <br>   <b>RESULTS:</b> 198 treatments were selected, 67 cases from January 1<sup>st</sup>    to June 30<sup>st</sup> 1998 resulted in 80,6% (54) of finalizations. The cohorts    from July 31<sup>st</sup> to December 31<sup>st</sup> 1998, with 77 treatments,    have generated a success rate of 83,1% (64). The cohorts from January 1<sup>st</sup>    to June 30<sup>st</sup> 1999, with 49 cases, recorded a rate of 89,8% (44) of    cure. In the same period, 23 self-administrated therapies were separated with    cohorts resulting in 87,0% (20) of success rate. The cohorts of the directly    observed therapies from September 1<sup>st</sup> 1998 to July 31<sup>st</sup>    1999, with 53 treatments, registered a cure rate of 86,8% (46). The 53 self-administrated    therapies in the same period resulted in 83,0% (44) of finalizations.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> The directly observed therapy was more effective. Its introduction    promoted a better performance of the tuberculosis control program and have also    improved the self-administrated therapy results.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    Tuberculosis. Directly Observed Therapy. success rate.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde que a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) declarou a tuberculose uma emerg&ecirc;ncia mundial<sup><i>(1)</i></sup>,    o &oacute;rg&atilde;o vem instando os pa&iacute;ses a se comprometerem a melhorar    o desempenho dos seus programas de controle da doen&ccedil;a, mostrando a necessidade    de buscar alternativas eficazes na luta contra o recrudescimento da doen&ccedil;a.    No relat&oacute;rio de 1995, a OMS prop&otilde;e o tratamento supervisionado    como estrat&eacute;gia para evitar o abandono e a utiliza&ccedil;&atilde;o dos    medicamentos, al&eacute;m de estimular a ades&atilde;o ao tratamento e garantir    taxas satisfat&oacute;rias de cura<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tratamento supervisionado    foi introduzido de forma pioneira e com sucesso no in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 50, em Hong Kong e em Madras, na &Iacute;ndia<sup><i>(3)</i></sup>. Nos EUA, o Center of Diseases    Control (CDC) no in&iacute;cio dos anos 80, recomendava o tratamento supervisionado,    principalmente a pacientes alcoolistas desempregados<sup><i>( 4)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na Cidade de S&atilde;o    Paulo, essa forma de tratamento foi utilizada no in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 60, no Dispens&aacute;rio Sanatorinhos A&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria    de Sa&uacute;de, como estrat&eacute;gia para substituir a interna&ccedil;&atilde;o,    por&eacute;m foi deixada de lado na d&eacute;cada de 80<sup><i>(5)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A OMS, convencida    de que a tuberculose se apresentava como uma grande amea&ccedil;a &agrave; sa&uacute;de    p&uacute;blica; considerando que as condi&ccedil;&otilde;es existentes em muitas    &aacute;reas facilitavam o ressurgimento da doen&ccedil;a e o aparecimento da    resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas; e reconhecendo que o tratamento supervisionado    se constitu&iacute;a em uma estrat&eacute;gia eficaz quando implantado, determinou,    em resolu&ccedil;&atilde;o emitida no ano de 1997, que os governos dos 15 pa&iacute;ses    membros, que somam 75% de todos os casos do mundo, adotassem o tratamento supervisionado<sup><i>(6)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> V&aacute;rios    exemplos pelo mundo t&ecirc;m demonstrado que a utiliza&ccedil;&atilde;o do    tratamento supervisionado tem possibilitado taxas de cura de 25 a 50% em taxas    de sucesso de 80 a 90% e taxas de abandono de tratamento inferiores a cinco    por cento<sup><i>(7)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, o Programa    Nacional de Controle de Tuberculose, em 1996, atrav&eacute;s da Coordena&ccedil;&atilde;o.    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria, implantou o Plano Emergencial para    Munic&iacute;pios Priorit&aacute;rios, sugerindo o tratamento supervisionado    para pacientes com maior risco de abandono<sup><i>(8)</i></sup> .</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1998, o Centro    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica Alexandre Vranjac determinou que cada    munic&iacute;pio priorit&aacute;rio do Estado de S&atilde;o Paulo implantasse    o tratamento supervisionado de forma experimental em pelo menos uma unidade    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tabo&atilde;o    da Serra, por ser um munic&iacute;pio priorit&aacute;rio, introduziu o tratamento    supervisionado em duas de suas unidades, em setembro de 1998 e, em janeiro de    1999, toda a rede b&aacute;sica de sa&uacute;de, composta por oito unidades,    passou a oferec&ecirc;-lo como op&ccedil;&atilde;o de tratamento a todos os    pacientes diagnosticados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Munic&iacute;pio    da Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo, Tabo&atilde;o da Serra pode    ser considerada uma cidade-dormit&oacute;rio, porque apenas 16% da popula&ccedil;&atilde;o    est&aacute; empregada na regi&atilde;o. Em 1998, o munic&iacute;pio notificou    144 casos de tuberculose, dos quais 82% finalizaram o tratamento. Em 1999, foram    notificados 106 casos, representando um coeficiente de incid&ecirc;ncia de 53,7    por 100 mil habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado exigiu treinamento dos profissionais de cada unidade    b&aacute;sica j&aacute; envolvidos no controle da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os pacientes que    concordavam com o tratamento supervisionado comprometiam-se, por meio de contrato,    a comparecer na unidade b&aacute;sica para as doses supervisionadas. Em troca,    recebiam uma cesta b&aacute;sica no final de cada m&ecirc;s de tratamento, lanches    a cada ida ao posto. Para aqueles que necessitassem de transporte p&uacute;blico    para se deslocar &agrave; unidade, eram fornecidos tamb&eacute;m vales-transporte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Se algum paciente    estivesse incapacitado de comparecer &agrave; unidade para se submeter &agrave;s    doses supervisionadas, programavam-se visitas domiciliares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo desse    trabalho foi o de comparar os resultados de cura e de abandono de tratamento    de pacientes que se submeteram ao tratamento supervisionado com aqueles que    o recusaram e, a partir de sua introdu&ccedil;&atilde;o, comparar o desempenho    do programa de controle da tuberculose e do tratamento auto-administrado antes    e depois da sua implanta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo das coortes    dos tratamentos completados baseou-se nos procedimentos utilizados na elabora&ccedil;&atilde;o    de t&aacute;buas de sobreviv&ecirc;ncia<sup><i>(10)</i></sup>, segundo t&eacute;cnica recomendada    por Almeida<sup><i>(9)</i></sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coortes mensais    de pacientes foram sendo elaboradas a partir dos registros dos comparecimentos    mensais &agrave; consulta m&eacute;dica ao longo do per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os pacientes que    obtinham alta por abandono, transfer&ecirc;ncia, &oacute;bito ou mudan&ccedil;a    de diagn&oacute;stico eram exclu&iacute;dos de cada coorte. Dessa forma, obteve-se    o n&uacute;mero efetivo de pacientes que completaram o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O n&uacute;mero    de doentes transferidos, com mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico ou que morreram    (observa&ccedil;&otilde;es incompletas) foi registrado pela metade em cada coorte    j&aacute; que cada caso desses est&aacute; exposto a um risco de abandono, em    m&eacute;dia, pela metade do per&iacute;odo de dura&ccedil;&atilde;o do tratamento.    Os casos em que houve mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico foram mantidos como    observa&ccedil;&otilde;es incompletas pois, embora possa ser discut&iacute;vel    a participa&ccedil;&atilde;o deles no risco de abandono por n&atilde;o serem    doentes, estiveram em tratamento e participaram do risco de abandon&aacute;-lo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desta forma, cada    um destes desfechos, dentro de sua coorte, foi somado e dividido por dois e    o seu valor foi posteriormente subtra&iacute;do do n&uacute;mero de pacientes,    do in&iacute;cio de cada m&ecirc;s de tratamento correspondente, resultando    em um n&uacute;mero que representa a quantidade de doentes em tratamento e que    efetivamente est&atilde;o expostos ao risco de abandon&aacute;-lo. A partir    desse dado foram calculadas as taxas de cura e abandono para cada coorte e p&ocirc;de-se    ent&atilde;o comparar o desempenho do programa dentro de cada grupo e entre    eles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Inicialmente as    coortes foram classificadas segundo o semestre de tratamento: doentes tratados    no primeiro semestre de 1998; doentes tratados no segundo semestre de 1998;    e doentes submetidos ao tratamento auto-administrado realizado no primeiro semestre    de 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em seguida, foram    separados os registros de cada agrupamento selecionado e criadas as seguintes    coortes mensais:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - 6 coortes para    os pacientes tratados no primeiro semestre/98;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - 6 coortes para    os pacientes tratados no segundo semestre/98;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - 6 coortes para    os pacientes tratados no primeiro semestre/99;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - 6 coortes para    os pacientes tratados com o tratamento auto-administrado no primeiro semestre/99;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - 11 coortes para    tratamentos supervisionados de setembro de 1998 a julho de 1999; e 11 coortes    para tratamentos auto-administrados de setembro de 1998 a julho de 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As informa&ccedil;&otilde;es    foram obtidas do banco de dados informatizado do Servi&ccedil;o de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Tabo&atilde;o    da Serra (VETS), completados por prontu&aacute;rios e fichas de notifica&ccedil;&atilde;o    e investiga&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Esse banco de dados, denominado    de EPItb, &eacute; um programa de computador compat&iacute;vel com o EPIinfo    e foi inicialmente institu&iacute;do pelo CVE para ser utilizado pelas diversas    Dire&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de do Estado (DIRS), a partir    de 1997. Em 1998, o CVE passou a estimular a utiliza&ccedil;&atilde;o do EPItb    em n&iacute;vel municipal; dessa forma,.o Munic&iacute;pio de Tabo&atilde;o    da Serra passou a registrar todos os seus casos nesse programa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram selecionados    198 tratamentos completados no per&iacute;odo de janeiro de 1998 a julho de    1999 e divididos em quatro grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O primeiro grupo    resultou em 67 tratamentos realizados no primeiro semestre de 1998 (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab1">tabela    1</a>), per&iacute;odo no qual n&atilde;o se utilizava o tratamento supervisionado.    O segundo grupo incluiu 77 tratamentos realizados no segundo semestre de 1998,    per&iacute;odo em que apenas duas das unidades da rede de aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica ofereciam o tratamento supervisionado (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab1">tabela    2</a>). O terceiro grupo foi composto por 49 tratamentos de tuberculose realizados    no primeiro semestre de 1999, quando todas as unidades j&aacute; ofereciam o    tratamento supervisionado a todos os pacientes diagnosticados (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab3">tabela    3</a>). Um subgrupo de 23 tratamentos auto-administrados completados foi selecionado    desse terceiro grupo (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab4">tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por &uacute;ltimo,    o quarto grupo dos tratamentos de setembro de 1998 a julho de 1999 resultou    em um subgrupo de 53 tratamentos supervisionados (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab5">tabela    5</a>) e um outro com 53 tratamentos auto-administrados (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab6">tabela    6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise    das <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab5">tabelas 5</a> e    <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab6">6</a> mostra que o tratamento    supervisionado foi mais efetivo do que o auto-administrado, com uma taxa de    tratamentos completados 3,8% superior. Quanto aos abandonos, o tratamento supervisionado    gerou um n&uacute;mero menor de sa&iacute;das em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    estrat&eacute;gia convencional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As coortes semestrais    apresentadas nas <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab1">tabelas    1</a>, <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab2">2</a> e <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab3">3</a>    permitem a compara&ccedil;&atilde;o do desempenho do programa em per&iacute;odos    diferentes. A compara&ccedil;&atilde;o dos resultados das <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab1">tabelas    1</a> e <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab2">2</a> demonstra    que, em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro semestre, o programa teve um melhor    desempenho a partir do segundo semestre de 1998, quando o tratamento supervisionado    foi introduzido em duas das unidades da rede. Embora o segundo semestre de 98    tenha registrado um n&uacute;mero maior de abandono, segundo dados da VETS,    apenas um resultou de tratamento supervisionado, do total de 19 abandonos registrados    nesse ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O desempenho do    programa de controle da tuberculose no munic&iacute;pio, durante o primeiro    semestre de 1999, em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano    anterior, no que se refere &agrave;s taxas de sucesso foi 9,6% superior, com    registro de 1/3 de abandonos (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab1">tabelas    1</a> e <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab3">3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observando-se    ainda os resultados da <a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab4">tabela    4</a>, que cont&eacute;m as coortes de tratamentos auto-administrados do primeiro    semestre de 1999, nota-se que o desempenho do programa, no que se refere &agrave;    essa estrat&eacute;gia de tratamento, foi superior aos resultados do programa    no mesmo per&iacute;odo do ano anterior (<a href="../img/revistas/bps/v9n1/html/1a03t1.htm#tab1">tabela    1</a>). A taxa de tratamento completado foi de 87%, o que mostra que a introdu&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado motivou as equipes envolvidas com o programa a    ponto de melhorar o seu desempenho inclusive em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    estrat&eacute;gia de tratamento convencional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conclui-se, portanto,    que a utiliza&ccedil;&atilde;o do tratamento de tuberculose de forma supervisionada    e a introdu&ccedil;&atilde;o de cestas b&aacute;sicas, lanches e vales transporte    como incentivo, culminaram com a melhora dos resultados obtidos no controle    da doen&ccedil;a no Munic&iacute;pio de Tabo&atilde;o da Serra. O melhor desempenho    do tratamento auto-administrado, a partir da implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento    supervisionado, demonstra que a introdu&ccedil;&atilde;o da nova estrat&eacute;gia    serviu de motiva&ccedil;&atilde;o para os profissionais envolvidos melhorarem    o desempenho do programa de controle da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Almeida MMMB    de. Contribui&ccedil;&atilde;o ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o do tratamento    da tuberculose: estudo realizado em um Centro de Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo. S&atilde;o Paulo; 1981 &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado - Faculdade    de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Bayer R, Wilkinson    D. Directly therapy for tuberculosis: history of an idea. Lancet. 1995; 345:    1545 - 48.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Bradford H.    Principles of Medical Statistics. 7<sup>a</sup> ed. New York: Oxford University Press;    1961. p. 614 - 25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Humphries M.    Tuberculosis: history of directly observed therapy. Lancet 1995; 346: 380.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Diretrizes do plano de a&ccedil;&atilde;o emergencial para    o controle da tuberculose no Brasil 1996/1998. Bras&iacute;lia; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Morrone N,    Solha MSS, Cruvinel MC, Morrone NJ, Freire JAS, Barbosa ZLM. Tuberculose: tratamento    supervisionado &#8220;vs.&#8221; tratamento auto-administrado. Experi&ecirc;ncia    ambulatorial em institui&ccedil;&atilde;o filantr&oacute;pica e revis&atilde;o    da literatura. J Pneumol 1999; 25: 198- 206.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Morse DI. Directly    observed terapy for tuberculosis. Spend now or pay later. BMJ 1996; 312: 719    - 20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. Tuberculose nas Am&eacute;ricas. Genebra; 1997. (OMS    - Resolu&ccedil;&atilde;o cd 39. R 10).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Raviglione    MC. Global epidemiology of Tuberculosis: morbidity and mortality of a worldwide    epidemic. JAMA 1995; 273: 220 - 6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. World Health    Organization. Tuberculosis epidemic. Report. Geneve; 1995 (WHO Technical Report).</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em 31/05/2001    . Aprovado em 29/06/2001.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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