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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors analyze the global and brazilian estimations made by the World Health Organization (WHO) on tuberculosis incidence, mortality, multiple drug resistance and HIV-TB association. They also comment on the recent data. The figures used for the analysis, may they be estimations (8,7 millions of new cases globally and 116,000 in Brazil) or based on real findings, (82,249 new cases in 2002, in Brazil), indicate a severe Public Health situation, mainly in developing countries, and show the necessity of energetic and effective measures for its control. In a country of high incidence, like ours, the case finding activities, associated to biosafety measures, are of interest for all health professionals, specially those who work in hospitals or in emergency rooms]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A    tuberculose no Brasil e no mundo </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Miguel Aiub    Hijjar<sup>I<a href="#nota">*</a></sup>; Maria Jos&eacute; Procopio Ribeiro    de Oliveira<sup>II<a href="#nota">**</a></sup>; Gilm&aacute;rio M. Teixeira<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Diretor    do Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga/FUNASA    <br>   <sup>II</sup>Chefe do Servi&ccedil;o de Ensino e Pesquisa do Centro de Refer&ecirc;ncia    Prof. H&eacute;lio Fraga/FUNASA    <br>   <sup>III</sup>Assessor do Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga    - FUNASA</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os autores analisam    estimativas feitas pela OMS e indicadores mais recentes de incid&ecirc;ncia,    mortalidade, ocorr&ecirc;ncia de multirresist&ecirc;ncia e de associa&ccedil;&atilde;o    com o HIV, da tuberculose no Brasil e no mundo. Os n&uacute;meros analisados,    sejam estimados (8,7 milh&otilde;es novos casos por ano no mundo e de 116.000    no Brasil) ou realmente verificados (o Brasil em 2000 notificou 82.249 casos    novos) apontam para um grave quadro da sa&uacute;de p&uacute;blica, principalmente    nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, o que requer medidas en&eacute;rgicas    e eficazes para seu controle. Em um pa&iacute;s de alta preval&ecirc;ncia como    o nosso as a&ccedil;&otilde;es de descoberta de casos, associadas a medidas    de biosseguran&ccedil;a, interessam a todos os profissionais de sa&uacute;de,    principalmente, &agrave;queles que trabalhem em grandes hospitais ou emerg&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras chaves:</b>    tuberculose, epidemiologia</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The authors analyze    the global and brazilian estimations made by the World Health Organization (WHO)    on tuberculosis incidence, mortality, multiple drug resistance and HIV-TB association.    They also comment on the recent data. The figures used for the analysis, may    they be estimations (8,7 millions of new cases globally and 116,000 in Brazil)    or based on real findings, (82,249 new cases in 2002, in Brazil), indicate a    severe Public Health situation, mainly in developing countries, and show the    necessity of energetic and effective measures for its control. In a country    of high incidence, like ours, the case finding activities, associated to biosafety    measures, are of interest for all health professionals, specially those who    work in hospitals or in emergency rooms.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key-words:</b>    tuberculosis, epidemiology</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A grave situa&ccedil;&atilde;o    mundial da tuberculose est&aacute; intimamente ligada ao aumento da pobreza,    &agrave; m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o de renda e &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o    acelerada. Este quadro contribui para a manuten&ccedil;&atilde;o da pobreza,    pois, como a aids, a tuberculose atinge, principalmente, indiv&iacute;duos que    poderiam ser economicamente ativos. A epidemia de aids e o controle insuficiente    da tuberculose apontam para a necessidade de medidas en&eacute;rgicas e eficazes    de sa&uacute;de p&uacute;blica. A emerg&ecirc;ncia de focos de tuberculose multirresistente    (TBMR), tanto nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, no in&iacute;cio dos anos    noventa, quanto atualmente, nos pa&iacute;ses que compunham a antiga Uni&atilde;o    Sovi&eacute;tica, tem mobilizado o mundo para a quest&atilde;o da tuberculose.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS) estima que haja anualmente 1,9 milh&otilde;es    de mortes por tuberculose, 98% delas em pa&iacute;ses em desenvolvimento - cerca    de 350.000 mortes em casos de associa&ccedil;&atilde;o da tuberculose com a    aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O n&uacute;mero    anual de novos casos de tuberculose &eacute; estimado em cerca de 8,7 milh&otilde;es,    sendo que 80% concentrados em 22 pa&iacute;ses, entre eles o Brasil. A TBMR    est&aacute; presente em 63 dos 72 pa&iacute;ses que participaram do inqu&eacute;rito    mundial realizado no per&iacute;odo de 1994-1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Caso a gravidade    deste quadro n&atilde;o se reverta, teme-se que, at&eacute; 2020, um bilh&atilde;o    de pessoas sejam infectadas, 200 milh&otilde;es adoe&ccedil;am e 35 milh&otilde;es    possam morrer.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A situa&ccedil;&atilde;o    atual</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Do total de casos    novos de tuberculose estimados pela OMS, menos da metade s&atilde;o notificados,    situa&ccedil;&atilde;o que traduz a insufici&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas    de controle. Nos 22 pa&iacute;ses com maior carga de tuberculose, a estimativa    &eacute; de 6.910.000 casos. Neste grupo, a &Iacute;ndia ocupa a 1<sup>a</sup>    posi&ccedil;&atilde;o com 1.856.000 casos novos anuais, o Brasil a l5<sup>a</sup>    com 116.000 e o Afeganist&atilde;o a &uacute;ltima com 70.000. Se classificados    pelo coeficiente de incid&ecirc;ncia, o Zimbabwe que est&aacute; em 21<sup>o</sup>    lugar em n&uacute;mero absoluto de casos, assume a lideran&ccedil;a com 584/100.000    habitantes, e o Brasil passa para o 22<sup>o</sup> com uma estimativa de 68/100.000.    (<a href="#q1">Quadro 1</a>).</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A notifica&ccedil;&atilde;o    da tuberculose no Brasil, nos &uacute;ltimos anos, se situa entre 80 e 90 mil    casos novos/ano (<a href="#q2">Quadro 2</a>).</font></p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A dist&acirc;ncia    deste n&uacute;mero para o estimado pela OMS &eacute; enorme, e mesmo considerando-se    a defici&ecirc;ncia diagn&oacute;stica e a sub-notifica&ccedil;&atilde;o, fica    dif&iacute;cil acreditar que se tenha de 20 a 30 mil casos desconhecidos a cada    ano. Sabe-se, pela aus&ecirc;ncia de um modelo preciso, da dificuldade de estimar-se    corretamente o n&uacute;mero de casos, o que leva a uma reflex&atilde;o sobre    essas estimativas para que n&atilde;o se venha a recair em equ&iacute;vocos    de planejamento e em frustra&ccedil;&otilde;es quanto ao cumprimento de metas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> De qualquer forma,    os n&uacute;meros do Brasil s&atilde;o extremamente preocupantes, seja considerando    a situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s como um todo ou apenas por regi&otilde;es.    Em 2000 foram notificados 82.249 casos novos, sendo 38.690 no sudeste, 23.196    no nordeste, 9.281 no sul, 5.901 no norte e 3.522 no centro-oeste. A distribui&ccedil;&atilde;o    por formas cl&iacute;nicas mostrou: 60,7% de pulmonares com baciloscopia positiva,    24,9% de pulmonares sem confirma&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica e 14,4%    de extrapulmonares. (<a href="#q3">Quadro 3</a>)</font></p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O coeficiente,    para o pa&iacute;s, de incid&ecirc;ncia de tuberculose de todas as formas, foi    de 48,4/100.000 habitantes. Observado por regi&atilde;o, tem-se que os mais    altos est&atilde;o no sudeste - 55,0/100.000 - e no nordeste - 44,4/100.000.    A regi&atilde;o norte teve coeficiente pr&oacute;ximo ao do Brasil - 47,6/100.000    - e as regi&otilde;es sul e centro-oeste valores bem abaixo - 37,7/100.000 e    29,5/100.000 - respectivamente. O maior coeficiente encontrado - 91,9/100.000    &#8211; pertence ao estado do Rio de Janeiro. (<a href="#q4">Quadros 4</a> e    <a href="#q5">5</a>)</font></p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esses coeficientes,    relativos &agrave;s grandes regi&otilde;es, n&atilde;o expressam a real situa&ccedil;&atilde;o    existente em muitas &aacute;reas cr&iacute;ticas das unidades federadas, onde,    principalmente nas regi&otilde;es metropolitanas, h&aacute; munic&iacute;pios    com situa&ccedil;&otilde;es extremamente graves, representadas por elevados    coeficientes de incid&ecirc;ncia, traduzindo condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias    de vida, programas de controle insuficientes e, em alguns lugares, a associa&ccedil;&atilde;o    da tuberculose com a aids.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir dos dados    de notifica&ccedil;&atilde;o pode-se tentar inferir a tend&ecirc;ncia da doen&ccedil;a,    apesar da influencia exercida pela qualidade dos dados, pela baixa capacidade    de diagn&oacute;stico e pela sub-notifica&ccedil;&atilde;o. Nesta linha de an&aacute;lise,    os dados mundiais, avaliados como um todo, mostram situa&ccedil;&atilde;o com    tend&ecirc;ncia &agrave; estabilidade. No entanto, ela &eacute; ascendente nos    pa&iacute;ses do leste europeu e nos africanos com alta preval&ecirc;ncia de    HIV. A Am&eacute;rica Latina cuja tend&ecirc;ncia sofreu significativa queda    na d&eacute;cada de 80, estabilizou-se na d&eacute;cada seguinte. A situa&ccedil;&atilde;o    do Brasil &eacute; id&ecirc;ntica e acaba influenciando toda a Am&eacute;rica    Latina, pois o pa&iacute;s contribui com a maioria dos casos da regi&atilde;o.    (<a href="#q6">Quadros 6</a>, e <a href="#q7">7</a>)</font></p>     <p><a name="q6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ocorr&ecirc;ncia    de tuberculose multidrogarresistente (TBMR) - resist&ecirc;ncia combinada &agrave;    rifampicina e &agrave; isoniazida - foi avaliada por inqu&eacute;rito mundial    promovido pela OMS, no per&iacute;odo de 1994 a 1999. No Brasil, observou-se    resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria (encontrada nos casos nunca tratados anteriormente)    de 1,1%, resist&ecirc;ncia adquirida de 8,2% e resist&ecirc;ncia combinada de    2,2%, n&uacute;meros considerados baixos. No mundo existem focos de TBMR prim&aacute;ria    extremamente preocupantes: na Est&ocirc;nia 14%, na Latvia e na R&uacute;ssia    (Ivanovo e Tomsk) percentuais pr&oacute;ximos a 10%. Outros pa&iacute;ses como    Ir&atilde;, Mo&ccedil;ambique, Peru e Argentina apresentaram, no inqu&eacute;rito    mundial, percentuais acima de 3%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1998, o sistema    de informa&ccedil;&atilde;o de mortalidade registrou no Brasil, 6.029 mortes    por tuberculose: 3.107 no sudeste, 1.688 no nordeste, 653 no sul, 313 no norte    e 268 no centro-oeste. A tend&ecirc;ncia da mortalidade foi declinante na d&eacute;cada    de 70 e meados da de 80, estabilizando-se at&eacute; os dias atuais. O coeficiente    de mortalidade em 1998 foi de 3,7/100. 000 hab. (<a href="#q8">Quadro 8</a>)</font></p>     <p><a name="q8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo os dados    da OMS, a tuberculose e a aids juntas constituem, hoje, uma calamidade sem precedentes    na hist&oacute;ria. Em 1999, cerca de 1/3 dos infectados pelo HIV o eram tamb&eacute;m    pelo bacilo de Koch. O impacto desta inter-rela&ccedil;&atilde;o se faz criticamente    alarmante quando se tem presente que o HIV, na atualidade, &eacute; o maior    fator de risco para o desenvolvimento da tuberculose em pessoas previamente    infectadas. A estimativa mundial da OMS de adultos infectadas pelo HIV, para    o ano de 2000, foi de 13 milh&otilde;es, com maior concentra&ccedil;&atilde;o    na &Aacute;frica - 9,3 milh&otilde;es, e na &Aacute;sia - 2,3 milh&otilde;es.    Na Am&eacute;rica Latina seriam 450.000 infectados. No Brasil, houve grande    expans&atilde;o da epidemia de aids o que acabou refletindo na epidemiologia    da tuberculose. (<a href="#q9">Quadro 9</a>)</font></p>     <p><a name="q9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q9.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro, em 1995, inqu&eacute;rito realizado por Toledo e cols, mostrou    9,8% de positividade de HIV em pacientes adultos com tuberculose, destacando-se    que na regi&atilde;o central do munic&iacute;pio este percentual veio a ser    de 20,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pelo sistema rotineiro    de notifica&ccedil;&atilde;o dos casos de tuberculose, tem-se observado percentuais    de associa&ccedil;&atilde;o muito diversos entre as Unidades Federadas: maior    nas do sul e do sudeste e menor nas das outras regi&otilde;es, exceto o Distrito    Federal que, situado no centro-oeste, apresenta alto percentual. Entre os casos    de aids no momento da notifica&ccedil;&atilde;o, tem-se observado um percentual    de associa&ccedil;&atilde;o de tuberculose, de todas as formas, pr&oacute;ximo    de 30%, sendo a segunda causa de &oacute;bito depois de outras pneumonias. Por    sua vez, em 2,5% dos casos de aids notificados h&aacute; associa&ccedil;&atilde;o    com micobact&eacute;rias n&atilde;o -tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, cujo    programa de controle da aids &eacute; amplamente reconhecido, o impacto da terapia    anti-retroviral na co-infec&atilde;o tuberculose-aids parece ser positivo. Entre    os casos de aids est&aacute; havendo uma redu&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia    de casos de tuberculose, um maior percentual de cura e diminui&ccedil;&atilde;o    de mortes com tuberculose associada, identificando-se a necessidade de estudos    mais aprofundados para atribuir-se, &agrave; terapia anti-retroviral, esses    eventos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Frente &agrave;    gravidade da situa&ccedil;&atilde;o mundial e &agrave; perman&ecirc;ncia, em    n&iacute;vel preocupante, da epidemia de tuberculose em nosso meio, o pa&iacute;s,    desde muito, vem sistematicamente tomando apropriadas iniciativas para combater    a doen&ccedil;a. Basta referir que desde meados da d&eacute;cada de 60, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de padronizou e passou a distribuir, gratuitamente, em n&iacute;vel    nacional, as drogas que integravam os esquemas terap&ecirc;uticos de maior efic&aacute;cia    daquela &eacute;poca. No final dos anos setenta com os avan&ccedil;os da quimioterapia    da tuberculose o Brasil substituiu os antigos esquemas prolongados pelos novos    de curta dura&ccedil;&atilde;o que inclu&iacute;am rifampicina, isoniazida e    pirazinamida, os quais, como os anteriores, s&atilde;o, at&eacute; os dias de    hoje, tamb&eacute;m distribu&iacute;dos gratuitamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde que a OMS,    em 1993, declarou a tuberculose em estado de emerg&ecirc;ncia mundial, o Brasil    sinalizou, com marcos pontuais, sua posi&ccedil;&atilde;o frente &agrave;s novas    perspectivas do problema. Destacaram-se: o lan&ccedil;amento do Plano Emergencial,    em 1994, que priorizou 230 munic&iacute;pios onde se concentra a maioria dos    casos; o desenvolvimento do Centro de Excel&ecirc;ncia de Controle &agrave;    Tuberculose, em 1999; e recentemente, em 2001, o Plano Nacional de Mobiliza&ccedil;&atilde;o    para elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase e controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Muito j&aacute;    foi feito e muito ainda h&aacute; de se fazer. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    que possam efetivamente melhorar a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o    t&ecirc;m repercuss&otilde;es positivas no controle da tuberculose. No entanto,    para os &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis pela sa&uacute;de p&uacute;blica    do pa&iacute;s &eacute; necess&aacute;rio e priorit&aacute;rio a imediata melhoria    das a&ccedil;&otilde;es de busca de casos, tratamento e preven&ccedil;&atilde;o,    bem como das atividades de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em um pa&iacute;s    de alta preval&ecirc;ncia como o nosso, do ponto de vista da biosseguran&ccedil;a,    as a&ccedil;&otilde;es para o diagn&oacute;stico precoce dos casos, e seu efetivo    tratamento, interessam a todos os profissionais de sa&uacute;de, em particular    &agrave;queles que trabalham em grandes hospitais ou servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia.    Estas unidades de sa&uacute;de, funcionando como grandes portas de entrada,    t&ecirc;m em sua demanda um n&uacute;mero representativo de pacientes com tuberculose    que, antes de seu diagnostico, circulam por suas depend&ecirc;ncias. Ocorre    que, na maioria das vezes, estas unidades n&atilde;o t&ecirc;m implantadas medidas    para o diagn&oacute;stico precoce e o correto manuseio destes casos, que atendam    &agrave;s necessidades de isolamento e cuidados de biosseguran&ccedil;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em conclus&atilde;o,    se o controle da tuberculose n&atilde;o se efetivar de forma satisfat&oacute;ria    e, diante da aus&ecirc;ncia de inova&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e    profil&aacute;ticas, seremos obrigados a conviver com as estimativas do Banco    Mundial - em 2020 a tuberculose contribuir&aacute; com 55% das mortes observadas    em adultos nos pa&iacute;ses em desenvolvimento (<a href="#q10">Quadro 10</a>).</font></p>     <p><a name="q10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/bps/v9n2/2a03q10.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Biliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barreto AMW, Martins    FM. Estudo da resist&ecirc;ncia prim&aacute;ria no Brasil no per&iacute;odo    de 1986 a 1988. Bol CNCT 1988; 2(1):21-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Braga JU, Barreto    AMW, Hijjar MA, Nationwide survey of tuberculosis drug resistance in Brazil    &#91;abstract&#93;. In: 30th IUATLD World Conference on Lung Health. Madrid-Spain: 14-18    Sept 1999. Int J Tuberc Lung Dis 1999; 3(9 Suppl 1):S121.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Braga JU, Barreto    AMW, Hijjar MA. Inqu&eacute;rito de resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas antituberculose    no Nordeste. O que aprendemos com a metodologia usada? &#91;abstract&#93; In:    XXXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. S&atilde;o Lu&iacute;s-Maranh&atilde;o:    20-24 fev 2000. Rev Soc Bras Med Trop 2000; 33(Supl 1) : 106.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dalcolmo MP,    Fortes A, Seiscentos M, Cardoso N, Andrade M, Barreto AMW. 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Initial drug resistance among pulmonary cases of tuberculosis in 1994    in Rio de Janeiro City &#91;abstract&#93;. In: Conference on Global Lung Health    and the 1995. Annual Meeting of the IUATLD/UICTMR Paris, France: 9-12 Sept 1995.    Tuberc Lung Dis 1995; 76 (Suppl 2): 93.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> WHO Report -Global    Tuberculosis Control - Surveillance, Planning, Financing. 2002 (<a href="http://www.who.org">http://www.who.org</a>).</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup><a href="#top">*</a></sup>E-mail:    <a name="nota"></a><a href="mailto:miguel.hijjar@funasa.gov.br">miguel.hijjar@funasa.gov.br</a>    - <a href="mailto:maiub@openlink.com.br">maiub@openlink.com.br</a>    <br>   <sup><a href="#top">**</a></sup>E-mail: <a href="mailto:mariajose.oliveira@funasa.gov.br">mariajose.oliveira@funasa.gov.br</a>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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