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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento supervisionado no controle da tuberculose em uma unidade de saúde de Ribeirão Preto: a percepção do doente]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The goal of this study was to analyze the perception of tuberculosis patients under direct observed treatment (DOT) in a District Health Unit in the City of Ribeirão Preto-SP: A qualitative analysis was selected as the methodological approach. The study analized 6 tuberculosis patients participating in the Tuberculosis Control Program under the a regimen of supervised treatment. The patients' medical records, the Epidemiological Form of Disease Notification and semi-structured interviews were used as instruments for data collection. The following were used as guiding questions: "the significance of tuberculosis" and "the supervised treatment in the patient s life". The Content Analysis technique - Thematic Modality - was used for data analysis. The main thematic unit "Supervised treatment in tuberculosis: the patient's perception" was found from the following meaning units: the focus of ST as a therapeutic action (medication ingestion and the weaknesses and strengths of ST); and the Singularities of patients under supervised treatment (The perception of the disease, Living with the disease, The consequences of ST on the patients life). The following were perceived by patients as strengths in the disease and treatment process: the provision offree medication; the availability of other forms of incentive such fundingbasic alimentation and transportation vouchers; supervision through home visits. These factors were considered responsible for the link between healthworkers, the patients and their families. The perceived weaknesses of ST were perceived: the surveillance of medication ingestion and the dependence on the visiting hours for medication ingestion. The social actors involved in the treatment, such as the family and the health care team (in the visiting figure), were identified as factors responsible for adherence to the treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[terapêutica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento    supervisionado no controle da tuberculose em uma unidade de sa&uacute;de de    Ribeir&atilde;o Preto: a percep&ccedil;&atilde;o do doente</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silvia Helena    Figueiredo Vendramini<sup>I</sup>; Tereza Cristina Scatena Villa<sup>II</sup>;    Pedro Fredemir Palha<sup>III</sup>; Aline Aparecida Monroe<sup>IV</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Enfermeira,    Mestre em Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Coordenadora de Ensino    do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem - FAMERP de S&atilde;o Jos&eacute;    do Rio Preto/SP    <br>   <sup>II</sup>Dra. Prof. Associado da Escola de Enfermagem - Ribeir&atilde;o Preto    da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>III</sup>Enfermeiro, Prof. Associado da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o    Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>IV</sup>Enfermeira, Mestranda em Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica    da EERP/USP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo desta    investiga&ccedil;&atilde;o foi analisar a percep&ccedil;&atilde;o do doente    de tuberculose sob tratamento supervisionado em uma Unidade Distrital de Sa&uacute;de    do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto-SP. Foram estuados 6 doentes de    tuberculose inscritos no Programa de Controle de Tuberculose sob o regime de    tratamento supervisionado(TS). Para a coleta de dados utilizou-se o prontu&aacute;rio    do doente e a Ficha Epidemiol&oacute;gica de Notifica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.    Foi utilizado um roteiro de entrevista padronizada na qual as quest&otilde;es    focavam &quot;o significado da tuberculose&quot; e &quot;o tratamento supervisionado    na vida do doente&quot;. Para a an&aacute;lise dos dados utilizou-se a t&eacute;cnica    de an&aacute;lise de Conte&uacute;do, modalidade Tem&aacute;tica. A unidade    tem&aacute;tica central &quot;O Tratamento supervisionado na tuberculose: a    percep&ccedil;&atilde;o do doente&quot; foi conformada a partir dos seguintes    n&uacute;cleos de sentido: <b>Enfoque da a&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica    no Tratamento Supervisionado</b> (A ingest&atilde;o medicamentosa e Fortalezas    e Debilidades do Tratamento Supervisionado); e <b>Singularidades do doente sob    tratamento supervisionado</b>, (Percep&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a;    conviv&ecirc;ncia com a doen&ccedil;a; as repercuss&otilde;es do tratamento    supervisionado na vida do doente). As fortalezas percebidas no processo do tratamento    foram:a medica&ccedil;&atilde;o gratuita; a cesta b&aacute;sica; o vale transporte;    a supervis&atilde;o, atrav&eacute;s da visita domiciliar: Esse conjunto de fatores    permite o estabelecimento de v&iacute;nculo entre os trabalhadores de sa&uacute;de    e os doentes e suas fam&iacute;lias.    <br>   As debilidades do TS percebidas foram: a fiscaliza&ccedil;&atilde;o na tomada    da medica&ccedil;&atilde;o; a depend&ecirc;ncia do hor&aacute;rio da visita    para ingerir a medica&ccedil;&atilde;o. A fam&iacute;lia e a equipe de sa&uacute;de    (na figura da visitadora) foram identificadas como fatores respons&aacute;veis    pela ades&atilde;o ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    tuberculose; terap&ecirc;utica</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACTS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The goal of this    study was to analyze the perception of tuberculosis patients under direct observed    treatment (DOT) in a District Health Unit in the City of Ribeir&atilde;o Preto-SP:    A qualitative analysis was selected as the methodological approach. The study    analized 6 tuberculosis patients participating in the Tuberculosis Control Program    under the a regimen of supervised treatment. The patients' medical records,    the Epidemiological Form of Disease Notification and semi-structured interviews    were used as instruments for data collection. The following were used as guiding    questions: &quot;the significance of tuberculosis&quot; and &quot;the supervised    treatment in the patient s life&quot;. The Content Analysis technique - Thematic    Modality - was used for data analysis. The main thematic unit &quot;<b>Supervised    treatment in tuberculosis: the patient's perception</b>&quot; was found from    the following meaning units: the focus of ST as a therapeutic action (medication    ingestion and the weaknesses and strengths of ST); and the Singularities of    patients under supervised treatment (The perception of the disease, Living with    the disease, The consequences of ST on the patients life). The following were    perceived by patients as strengths in the disease and treatment process: the    provision offree medication; the availability of other forms of incentive such    fundingbasic alimentation and transportation vouchers; supervision through home    visits. These factors were considered responsible for the link between healthworkers,    the patients and their families. The perceived weaknesses of ST were perceived:    the surveillance of medication ingestion and the dependence on the visiting    hours for medication ingestion. The social actors involved in the treatment,    such as the family and the health care team (in the visiting figure), were identified    as factors responsible for adherence to the treatment.</font></p>        <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Key-words:</b>    tuberculosis, therapeutics</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tuberculose ainda &eacute;    uma importante amea&ccedil;a para a sa&uacute;de p&uacute;blica. Os avan&ccedil;os    no seu conhecimento e na tecnologia para control&aacute;-la n&atilde;o t&ecirc;m    sido suficientes para produzir impacto significante em sua morbimortalidade,    principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bols&otilde;es    de pobreza nas cidades mais populosas constituem terreno f&eacute;rtil para    a dissemina&ccedil;&atilde;o da tuberculose; de um lado, a pobreza por si s&oacute;    contribui decisivamente para a manuten&ccedil;&atilde;o de um quadro geral prop&iacute;cio    ao avan&ccedil;o da doen&ccedil;a. De outro, a emerg&ecirc;ncia da S&iacute;ndrome    da lmunodefici&ecirc;ncia Adquirida-AIDS e a desinforma&ccedil;&atilde;o vigente    sobre nutri&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e pr&aacute;tica    de vida saud&aacute;vel, completam os requisitos para o agravamento do problema<sup><i>(1)</i></sup></font>.</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos principais    problemas encontrados pelo PNCT refere-se &agrave; n&atilde;o ades&atilde;o    dos pacientes com tuberculose &agrave; terap&ecirc;utica oferecida, tomando-se    pacientes cr&ocirc;nicos, tanto da doen&ccedil;a, quanto do servi&ccedil;o.    A n&atilde;o ades&atilde;o ao tratamento &eacute; apontada como uma das graves    falhas no programa para combater a doen&ccedil;a<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O abandono do    tratamento da tuberculose est&aacute; intrinsicamente articulado a alguns elementos    concretos que dizem respeito tanto ao processo de adoecimento do doente e sua    inser&ccedil;&atilde;o na sociedade, como dizem respeito ao processo de produ&ccedil;&atilde;o    na sa&uacute;de. A terap&ecirc;utica medicamentosa, mesmo sendo eficaz, sofre    o contraponto da singularidade do doente em correla&ccedil;&atilde;o com sua    inser&ccedil;&atilde;o na sociedade<sup><i>(3)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resolu&ccedil;&atilde;o    n&uacute;mero 284, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de de 06/08/98, considerando    o descalabro consentido em que se encontrava a tuberculose no pa&iacute;s, resolve    que a tuberculose era problema priorit&aacute;rio de sa&uacute;de p&uacute;blica    no Brasil, tanto pela sua magnitude como pela possibilidade e vantagens de seu    controle e, sugere estabelecer estrat&eacute;gias para um novo plano<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria que participou da oficina de trabalho    junto a assessores da O MS e O PS, dispondo-se a rever uma s&eacute;rie de pontos    de sua programa&ccedil;&atilde;o, incluiu a estrat&eacute;gia DOTS entre as    suas diretrizes. Esta estrat&eacute;gia atualmente se expande pelo mundo e &quot;<i>tem    ganhado reconhecimento como uma das melhores interven&ccedil;&otilde;es considerando-se    o custo-beneficio&quot;</i><sup><i>(5)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A estrat&eacute;gia    DOTS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DOTS significa    tratamento diretamente observado de curta dura&ccedil;&atilde;o. Parte da estrat&eacute;gia    DOTS caracteriza-se pela observa&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o    da administra&ccedil;&atilde;o dos medicamentos, mas n&atilde;o deve ser entendida    apenas como tal<sup><i>(6)</i></sup>. Na realidade compreende um corpo de medidas que se complementam,    definidas pela OMS como os cinco pilares da estrat&eacute;gia: <i>1) detec&ccedil;&atilde;o    de casos por microscopia; 2) tratamento diretamente observado; 3) provis&atilde;o    regular das drogas; 4) sistema eficiente de registro de dados; 5) compromisso    pol&iacute;tico no controle da tuberculose.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de    modificar o perfil epidemiol&oacute;gico da tuberculose, o emprego da estrat&eacute;gia    DOTS, apresenta outras vantagens. Sua efici&ecirc;ncia sem hospitaliza&ccedil;&atilde;o    torma o tratamento dispon&iacute;vel e de baixo custo<sup><i>(5)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estrat&eacute;gia    DOTS e o munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 1995    s&atilde;o eleitos como priorit&aacute;rios ao combate da tuberculose, 25 munic&iacute;pios    no Estado de S&atilde;o Paulo, dentre os quais o de Ribeir&atilde;o Preto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto obteve recursos em 1997 atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Uma de suas metas foi de encontro ao proposto pelo    manual de diretrizes do plano emergencial, de melhorar a ades&atilde;o do paciente    ao tratamento, diminuindo as taxas de abandono e aumentando os percentuais de    cura<sup><i>(7)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto, o TS implantado a partir de 1998, nas Unidades que    desenvolvem o Programa de Controle da Tuberculose (PCT).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Decorridos quatro    anos da implanta&ccedil;&atilde;o do TS no PCT no munic&iacute;pio, este estudo    justifica-se no sentido de conhecer a percep&ccedil;&atilde;o do doente em rela&ccedil;&atilde;o    ao tratamento, uma vez que estudo realizado anteriormente<sup><i>(7)</i></sup> abordou a implanta&ccedil;&atilde;o    do TS na vis&atilde;o da equipe executora. no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisar a percep&ccedil;&atilde;o    dos doentes de tuberculose a respeito do tratamento supervisionado em uma Unidade    de Sa&uacute;de no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto - S&atilde;o Paulo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Metodologia</font></b></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os instrumentos    de coleta de dados deste estudo foram: an&aacute;lise documental (prontu&aacute;rio    do doente); entrevista estruturada e semi-estruturada e registro das observa&ccedil;&otilde;es    livres atrav&eacute;s de um di&aacute;rio de campo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo foi desenvolvido    com base na Metodologia de An&aacute;lise de Conte&uacute;do, utilizando-se    da Modalidade Tem&aacute;tica<sup><i>(8-9-10)</i></sup>. Os passos metodol&oacute;gicos utilizados    foram:    <br>   &#8226; Pr&eacute;-analise e constitui&ccedil;&atilde;o do corpus: foram selecionados    todos os 7 doentes de tuberculose sob tratamento supervisionado, inscritos no    Programa de Controle, sendo que um doente n&atilde;o aceitou participar da pesquisa,    totalizando 6 doentes. Para as demais fases foram ouvidas todas as fitas e refeitas    as transcri&ccedil;&otilde;es do material gravado;    <br>   &#8226; Verifica&ccedil;&atilde;o de normas de validade: exaustividade, homogeneidade,    representatividade e pertin&ecirc;ncia;    <br>   &#8226; Leitura flutuante individual;    <br>   &#8226; Leitura longitudinal feita por 3 pesquisadores;    <br>   &#8226; Discuss&atilde;o do grupo respons&aacute;vel, para verifica&ccedil;&atilde;o    e coer&ecirc;ncia de cada um dos discursos;    <br>   &#8226; Leitura transversa e in&iacute;cio de codifica&ccedil;&atilde;o com    base nas Unidades de registro prevista no roteiro das entrevistas;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   &#8226; Formula&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-hip&oacute;teses e codifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos pressupostos    anteriormente levantados e pela an&aacute;lise pr&eacute;via das entrevistas    dos doentes sob tratamento supervisionado, foram destacadas as <b>Unidades de    Registro</b><i> (A ingest&atilde;o medicamentosa, Fortalezas e Debilidades do    Tratamento Supervisionado, Percep&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a, Conviv&ecirc;ncia    com a doen&ccedil;a, As repercuss&otilde;es do tratamento supervisionado na    vida do doente)</i>. Estas Unidades de Registro conformaram os seguintes <b>N&uacute;cleos    de Sentido</b>: <i>Enfoque da a&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica no Tratamento Supervisionado    e Singularidades do doente sob tratamento supervisionado.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em seguida, procurou-se    articular entre as falas conte&uacute;dos convergentes e divergentes e que se    repetiam, recortando os extratos das falas, em cada um dos n&uacute;cleos de    sentido identificados. Esta conforma&ccedil;&atilde;o permitiu eleger a <b>Unidade    Tem&aacute;tica Central</b>, contida no conjunto de falas, refazendo o movimento    classificat&oacute;rio, que resultou em uma unidade: O Tratamento supervisionado    na tuberculose: a percep&ccedil;&atilde;o do doente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise    e discuss&atilde;o dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para compreender    a percep&ccedil;&atilde;o dos doentes sobre o TS, s&atilde;o apresentados a    seguir os n&uacute;cleos de sentido, conformados a partir dos depoimentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Enfoque    da a&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica no Tratamento Supervisionado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A ingest&atilde;o    medicamentosa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos depoimentos    dos doentes observa-se, que a ingest&atilde;o medicamentosa e os seguimentos    das ordens m&eacute;dicas e orienta&ccedil;&otilde;es se constitui como o principal    elemento do tratamento &quot;<i>...&eacute; preciso cumprir a ordem m&eacute;dica,    se tenho retomo tenho que ir; tenho que tomar o rem&eacute;dio certo...</i>&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A concep&ccedil;&atilde;o    predominante do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a, tanto para os profissionais    de sa&uacute;de, quanto para os doentes ou usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, tem evolu&iacute;do para uma abordagem mais ampliada; entretanto    ainda &eacute; forte a influencia da concep&ccedil;&atilde;o monocausal, apoiada    na teoria dos germes, segundo o qual os problemas de sa&uacute;de se explicam    por uma rela&ccedil;&atilde;o agente/hospedeiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de    &eacute; entendida como aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a e a organiza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os &eacute; medicamente definida e tem como objetivo colocar    &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o servi&ccedil;os    preventivos e curativos-reabilitadores acess&iacute;veis, de conformidade com    os elementos ideol&oacute;gicos do flexnerianismo<sup><i>(11)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fortalezas    e debilidades do Tratamento Supervisionado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesta investiga&ccedil;&atilde;o,    acreditamos ser importante reconhecer os pontos positivos e negativos, a efic&aacute;cia    do TS na cura, interferindo na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida    destes sujeitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os depoimentos    a seguir revelam algumas caracter&iacute;sticas do TS, percebidas pelos doentes    como <b>fortalezas</b> no processo do tratamento &quot;<i>... S&oacute; o fato    do servi&ccedil;o de sa&uacute;de fornecer o rem&eacute;dio, j&aacute; &eacute;    uma facilidade muito grande, porque eu n&atilde;o poderia comprar este rem&eacute;dio    de jeito nenhum, &eacute; muito caro...</i> &quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O resgate da individualidade    destes doentes &eacute; fundamental neste processo, considerando o contexto    e a forma como est&atilde;o inseridos no sistema de produ&ccedil;&atilde;o,    a conforma&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, e nestas,    a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, garantindo o direito de acesso    ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outra fortaleza    do TS, apontada pelos doentes, &eacute; a disponibilidade de outras formas de    incentivo, caracterizada pelos seguintes beneficios: cesta b&aacute;sica mensal    e um litro de leite semanal e vale transporte &quot; <i>Essa ajuda que estamos    tendo, de cesta b&aacute;sica, de leite, para mim &eacute; muito importante,    e eu agrade&ccedil;o a todo mundo de cora&ccedil;&atilde;o mesmo, e acho que    todas as pessoas que estiverem doente, deveriam receber esta ajuda e pensarem    da mesma maneira... no in&iacute;cio tinha dificuldades para ir at&eacute; o    servi&ccedil;o de sa&uacute;de, mas sabendo disto, pois, a dist&acirc;ncia &eacute;    longa e a dor &eacute; grande, me deram o passe e esse problema foi resolvido</i>    &quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O recurso da visita    domicili&aacute;ria, tamb&eacute;m &eacute; apontado como fortaleza do TS, pelos    entrevistados &quot; <i>Eu acho &oacute;timo este tipo de tratamento, que vem em    casa todos os dias me dar o rem&eacute;dio...acho &oacute;timo entrarem em casa,    a pessoa respons&aacute;vel pelo meu tratamento pode ver como est&aacute; o    ambiente, eu vejo como um ponto positivo isso a&iacute;&quot;; &quot;Acho o    trabalho de voc&ecirc;s, de estarem indo todos os dias nas casas dos doentes    levarem os rem&eacute;dios, muito bonito, &eacute; um trabalho de coragem, pois    voc&ecirc;s n&atilde;o sabem o grau da minha doen&ccedil;a, e eu posso estar    passando a doen&ccedil;a para voc&ecirc;s... o trabalho de voc&ecirc;s &eacute;    muito importante para mim, &eacute; muito bonito, eu acho... tenho at&eacute;    orgulho em ter pessoas como voc&ecirc;s, entrando e saindo da minha casa</i> &quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os beneficios    concedidos aliados &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da visita domicili&aacute;ria    desenvolvidos pela equipe respons&aacute;vel pelo TS, al&eacute;m de garantir    a ades&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica oferecem a oportunidade de identificar    outras necessidades de vida de cada fam&iacute;lia: sociais, econ&ocirc;micas,    relacionamentos familiares, suas necessidades e sofrimentos; constru&ccedil;&atilde;o    de elo afetivo, sentimentos e co-responsabilidade, apoio, garantia de outros    tratamentos, encaminhamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O fato do trabalhador de    sa&uacute;de conhecer melhor o ambiente no qual o doente est&aacute; inserido,    suas necessidades e singularidades, &eacute; um fator que auxilia na identifica&ccedil;&atilde;o    de intercorr&ecirc;ncias durante o tratamento, possibilitando novas oportunidades    de intera&ccedil;&atilde;o com o doente e a fam&iacute;lia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outra fortaleza do TS,    que aparece nos depoimentos dos doentes, diz respeito ao estabelecimento de    v&iacute;nculo com a equipe de sa&uacute;de respons&aacute;vel pela supervis&atilde;o,    especialmente a visitadora sanit&aacute;ria. Observa-se nesta nova pr&aacute;tica,    o estabelecimento de novas possibilidades de intera&ccedil;&atilde;o entre os    agentes envolvidos &quot; <i>Essa equipe, a Do&ecirc;mia, que vem aqui, me atende    bem... as pessoas da assist&ecirc;ncia est&atilde;o sempre aqui, conversando,    me ajudando nos momentos de dificuldade a n&atilde;o falhar no tratamento, entendo    que a equipe me ajuda muito... me tratam muito bem, de maneira carinhosa e educadamente,    ent&atilde;o isto incentiva e para mim &eacute; muito importante</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No processo da supervis&atilde;o    da a&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, &eacute; poss&iacute;vel observar que    se estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o do doente para com visitadora domicili&aacute;ria    bastante singular, permeada por uma afetividade, disponibilidade de tempo para    o di&aacute;logo, caracterizando um atendimento humanizado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na percep&ccedil;&atilde;o    do doente de tuberculose, o TS, vem reorientando a assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de, buscando a integralidade do sujeito, e marcando a defini&ccedil;&atilde;o    de um novo modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As an&aacute;lises    que faremos a partir deste momento, caracterizam a percep&ccedil;&atilde;o de    alguns dos doentes acerca das <b>debilidades</b> apresentadas no tratamento    supervisionado &quot;<i>...o fato de vir todos os dias na Unidade de Sa&uacute;de    para tomar o rem&eacute;dio, &eacute; uma esp&eacute;cie de fiscaliza&ccedil;&atilde;o...    mas eu levo numa boa, porque em casa eu posso passar mal</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A administra&ccedil;&atilde;o    supervisionada de medicamentos, de maneira geral e na tuberculose, tem se apresentado    como uma estrat&eacute;gia que causa impacto no aumento da ades&atilde;o dos    doentes ao tratamento. A estrat&eacute;gia significa ter a certeza que o doente    realmente ingeriu os medicamentos, pois &eacute; feita sob a estreita supervis&atilde;o    do servi&ccedil;o de sa&uacute;de, no fundo, ela pode estar representando uma    id&eacute;ia que nos traz de volta nosso passado autorit&aacute;rio do sanitarismo<sup><i>(12)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O resgate da individualidade    de cada doente, o conhecimento da hist&oacute;ria de vida do ser humano deve    ser examinada e levada em considera&ccedil;&atilde;o, quando se prop&otilde;e    o TS. O entendimento do doente a respeito dos objetivos do tratamento atrav&eacute;s    de informa&ccedil;&otilde;es apropriadas poderiam minimizar sentimentos, como    com constrangimentos a supervis&atilde;o para a tomada da medica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outra debilidade    apontada pelos doentes, a respeito do TS se relaciona &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    da equipe que realiza a supervis&atilde;o. O doente fica na depend&ecirc;ncia    do hor&aacute;rio da visita para ingerir a medica&ccedil;&atilde;o. O depoimento    abaixo demonstra este fato: &quot;<i>At&eacute; o meio-dia eles levam rem&eacute;dio    para mim, e dependendo do servi&ccedil;o, para iniciar um trabalho e come&ccedil;ar    depois do meio-dia n&atilde;o tem l&oacute;gica</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose, sendo uma    doen&ccedil;a cr&ocirc;nica e debilitante, que exige um tempo prolongado de    tratamento, pode representar para o doente um obst&aacute;culo ao desempenho    do trabalho. A enfermidade determina rupturas ou modifica&ccedil;&otilde;es    importantes no cotidiano da produ&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o    social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes problemas poderiam    ser resolvidos, se houvesse a inclus&atilde;o de outros atores sociais no processo    terap&ecirc;utico, como professores, padres, doentes curados, al&eacute;m de    outros que, n&atilde;o tivessem envolvimento emocional com o doente, como tem    a fam&iacute;lia, facilitando a contribui&ccedil;&atilde;o destes no processo    de ades&atilde;o e tamb&eacute;m resolvendo problemas relacionados ao hor&aacute;rio    da visita, que dificulta ainda mais a inser&ccedil;&atilde;o do doente no mercado    de trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os atores    envolvidos no Tratamento Supervisionado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos depoimentos    a seguir, observa-se, que, apesar do TS, ser conformado como um trabalho de    equipe, esta conforma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; percebida pelo doente.    A representa&ccedil;&atilde;o do trabalho em equipe &eacute; fragmentada, de    acordo com a fun&ccedil;&atilde;o de cada profissional, durante o tratamento.    &quot;<i>A responsabilidade no meu tratamento &eacute; dessa equipe, a Do&ecirc;mia    que vem aqui, me atende bem, s&oacute; que eu acredito que a m&eacute;dica &eacute;    muito importante, porque &eacute; ela quem receita os rem&eacute;dios... as    outras pessoas da assist&ecirc;ncia est&atilde;o sempre a&iacute; corrigindo,    procurando n&atilde;o falha!; para mim &eacute; a equipe que ajuda muito&quot;;    &quot;Eu acho o m&eacute;dico muito importante no meu tratamento... tira a chapa...    fala se voc&ecirc; est&aacute; doente... &eacute; ele que diz &eacute; este    o rem&eacute;dio que voc&ecirc; tem que tomar; isso, isso, isso, ela faz aparte    dela. Mas, para mim a pessoa mais importante no meu tratamento, &eacute; a Do&ecirc;mia,    &eacute; o servi&ccedil;o que voc&ecirc;s fazem, de vir em casa, ter o cuidado    de dar o rem&eacute;dio, aquela preocupa&ccedil;&atilde;o de que voc&ecirc;    vai sarar</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O doente reconhece    o papel da equipe, na figura da visitadora, sendo que a alus&atilde;o a outros    trabalhadores da sa&uacute;de &eacute; feita principalmente quando o doente    refere-se ao papel de cada um deles no tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A fam&iacute;lia,    na percep&ccedil;&atilde;o do doente, representa uma importante fonte de apoio    para o doente durante o TS. A observa&ccedil;&atilde;o livre tamb&eacute;m nos    permite inferir, que de maneira geral, a doen&ccedil;a determina uma maior solidariedade    da fam&iacute;lia para com o doente &quot;<i>A compreens&atilde;o da minha fam&iacute;lia,    &eacute; muito importante no meu tratamento... fam&iacute;lia para mim &eacute;    tudo, &eacute; uni&atilde;o, &eacute; amor;..e tudo isso se encaixa na minha    doen&ccedil;a, se a fam&iacute;lia &eacute; unida, &eacute; uma ajuda no tratamento...a    fam&iacute;lia &eacute; um rem&eacute;dio neste tratamento... at&eacute; minha    filha menor pergunta se eu j&aacute; tomei o rem&eacute;dio. ..eu estou tendo    muito apoio deles no meu tratamento</i>&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A presen&ccedil;a de pessoas    que possam compartilhar com o doente, tanto o enfrentamento da doen&ccedil;a,    como as dificuldades inerentes ao tratamento medicamentoso, &eacute; muito importante,    pois muitas vezes, mesmo durante as visitas domicili&aacute;rias, &eacute; expresso    pelo doente, o desejo de interromper o tratamento, e o est&iacute;mulo dos familiares    nestes momentos &eacute; indispens&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um estudo desenvolvido    na &Iacute;ndia<sup><i>(13)</i></sup>, mostrou que 56% dos doentes que aderiram ao tratamento    da tuberculose, em contraposi&ccedil;&atilde;o com 28% que o abandonaram, mencionaram    a import&acirc;ncia do suporte familiar durante a condu&ccedil;&atilde;o do    tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Singularidade    do doente sob tratamento supervisionado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Percep&ccedil;&atilde;o    sobre a doen&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os depoimentos    aqui apresentados a respeito da singularidade dos doentes, revelam a forma como    &eacute; percebida, e como desenvolveu-se a doen&ccedil;a em suas vidas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    do material evidenciou que a tuberculose &eacute; percebida pelos sintomas que    apresenta. &quot;<i>Eu n&atilde;o sentia nada, quando come&ccedil;ou foi de uma    vez, porque eu nunca senti sintoma nenhum e depois quando comecei a sentir falta    de a; n&atilde;o podia andar; andar depressa, subir escada... emagreci 8 kg...    a&iacute; fui no m&eacute;dico e ele fez exame&quot;. &quot;&Eacute; uma doen&ccedil;a    que n&atilde;o vem acompanhada de muita dor; aparentemente, outra pessoa v&ecirc;,    e acha que voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; doente porque n&atilde;o est&aacute;    com dor</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O emagrecimento    constante<sup><i>(14)</i></sup> &eacute; um dos sinais que mais chama a aten&ccedil;&atilde;o    dos informantes do estudo, inclusive dos amigos ou parentes. Est&aacute; associado    &agrave; concep&ccedil;&atilde;o de <i>fraqueza</i> corporal: perda das for&ccedil;as,    perda de apetite, cansa&ccedil;o, falta de &acirc;nimo. A tosse a princ&iacute;pio    n&atilde;o &eacute; considerada sintoma da doen&ccedil;a, no entanto, quando    a ela se somam as dores, e a tosse se torna incontrol&aacute;vel, passa a ser    um sintoma que requer investiga&ccedil;&atilde;o e/ou tratamento<sup><i>(14)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A percep&ccedil;&atilde;o    do doente a respeito da doen&ccedil;a, provavelmente, expressa a maneira como    as pessoas entendem a doen&ccedil;a, a partir de sua inser&ccedil;&atilde;o    na sociedade. A maneira como o indiv&iacute;duo constr&oacute;i todo seu conhecimento    ao longo da vida, a cultura, a forma de entender o processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a,    bem como &eacute; conduzido o tratamento, relacionam-se dialeticamente com o    modo como o homem produz a sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia &eacute; como    se constitui hist&oacute;rica e socialmente. Assim<sup><i>(15)</i></sup>, n&atilde;o &eacute;    poss&iacute;vel analisar as opini&otilde;es dos doentes, sua percep&ccedil;&atilde;o    a respeito da doen&ccedil;a e do tratamento, apenas com adjetivos, mas como    um reflexo da posi&ccedil;&atilde;o das pessoas frente ao mundo, o que inclui    tamb&eacute;m seus valores relacionados ao campo da sa&uacute;de, al&eacute;m    da no&ccedil;&atilde;o de direitos que possuem enquanto cidad&atilde;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conviv&ecirc;ncia    com a doen&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    dos depoimentos evidenciou que a tuberculose permanece como uma doen&ccedil;a    carregada de estigma, pelo pr&oacute;prio doente e algumas vezes pela sociedade.    &quot;<i>Eu me senti preconceituada por saber que estava com isso... &eacute; chato    demais falar para os outros que estou com tuberculose. &Eacute; uma palavra    pesada, n&eacute;? Mas gra&ccedil;as a Deu est&aacute; dando tudo certo&quot;.    &quot;Quando descobri que estava doente, achei que teria que me isolar do pessoal,    para mim teria que ficar isolado, se bem que tem certa diferen&ccedil;a, que    se tomar um certo cuidado, n&atilde;o prejudica os outros... para as pessoas    que eu falo do tratamento</i>&quot; .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos relatos observamos    que o estigma se apresenta no pr&oacute;prio indiv&iacute;duo; que inclusive    relata o seu pr&oacute;prio preconceito, dizendo-se &quot;preconceituada&quot;,    ou como uma express&atilde;o relatada pelos doentes, que a sociedade os segrega.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O sentimento de isolamento,    como relatado por um doente, mostra-se ainda vivo, no caso da tuberculose representado    pela culpa e risco que representa para o meio no qual est&aacute; inserido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A quest&atilde;o da discrimina&ccedil;&atilde;o    como representa&ccedil;&atilde;o particular ou individual da doen&ccedil;a,    embasa-se, historicamente, na origem eminentemente social, como tamb&eacute;m    no risco biol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O medo representa    outra percep&ccedil;&atilde;o do doente de tuberculose sob TS. &quot;<i>Eu fiquei    horrorizada com isto, nunca tinha ouvido falar nisso, para mim era bicho de    sete cabe&ccedil;as ...fiquei com muito medo... mas a&iacute; o m&eacute;dico    fez o exame e me acalmou, e ele me passou para fazer tratamento aqui</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A doen&ccedil;a    coloca &agrave; tona, uma s&eacute;rie de sentimentos durante o per&iacute;odo    que vai da descoberta, passando pelo tratamento at&eacute; a cura. Normalmente    s&atilde;o sentimentos diretamente relacionados &agrave;s repercuss&otilde;es    da enfermidade sobre o processo de produ&ccedil;&atilde;o social, e tudo o que    dele pode advir. N&atilde;o se referem, apenas ao fato de estarem doentes e    na viv&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, como um processo individual, mas do fato    de que a enfermidade pode vir a determinar rupturas nas condi&ccedil;&otilde;es    de exist&ecirc;ncia<sup><i>(16)</i></sup> .</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conhecimento/desconhecimento    da doen&ccedil;a revela-se como um empecilho na vida di&aacute;ria de todos    os doentes relacionados neste estudo, est&aacute; permeado de tabus e informa&ccedil;&otilde;es    err&ocirc;neas a respeito do ciclo biol&oacute;gico da doen&ccedil;a, dificultando    assim, a adapta&ccedil;&atilde;o dos destes &agrave; sociedade, para que tenham    uma melhor qualidade de vida. &quot;<i>Eu n&atilde;o conhecia essa doen&ccedil;a...    nunca tinha ouvido falar... nem sei como pega... o &uacute;nico cuidado que    o m&eacute;dico me revelou, foi, de n&atilde;o beber &aacute;gua no mesmo copo    que os outros bebem. O resto, disse, que n&atilde;o passava para ningu&eacute;m    a minha doen&ccedil;a, n&atilde;o sei o nome que ele falou, que a minha doen&ccedil;a    n&atilde;o passava para ningu&eacute;m, n&atilde;o tinha perigo</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O que se espera dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, &eacute; que estes realizem um trabalho educativo que, ainda    que n&atilde;o traduza num primeiro momento um sentido evidente, possa articular-se    ao modo de vida dos sujeitos e que, por conta dessa rede, resultem na produ&ccedil;&atilde;o    de significados sobre a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a, no entendimento sobre    o pr&oacute;prio organismo, constituindo-se em um elemento capaz de definir    a necessidade da busca de assist&ecirc;ncia<sup><i>(15)</i></sup> .</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As repercuss&otilde;es    do tratamento supervisionado na vida do doente</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destacam-se para    alguns doentes as repercuss&otilde;es sobre o trabalho, na medida em que a doen&ccedil;a    determina o afastamento ou a interrup&ccedil;&atilde;o das atividades de trabalho,    bem como impede ou diminui a capacidade para o desenvolvimento normal de atividades    do cotidiano, ou na mudan&ccedil;a do ritmo de vida, enfim na ruptura na vida    antes e ap&oacute;s a doen&ccedil;a. &quot;<i>O meu maior problema, &eacute;    que durante o tratamento da doen&ccedil;a eu fiquei parado, a&iacute; n&atilde;o    ganhei dinheiro nenhum, n&atilde;o tive condi&ccedil;&otilde;es de trabalhar;    a &uacute;nica vantagem &eacute; que eu estava me tratando</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conjunto de    sinais e sintomas conformam para o doente uma entidade -a doen&ccedil;a que    provoca a evidencia&ccedil;&atilde;o de sentimentos &quot;negativos&quot;, n&atilde;o    se referindo ao fato de apresentar-se doente, mas das repercuss&otilde;es que    isto pode vir a ter no &acirc;mbito do trabalho, o que significaria a potencial    paralisa&ccedil;&atilde;o das atividades<sup><i>(16)</i></sup>.O trabalho para    o doente adquire, portanto, um significado ainda mais amplo e profundo do que    perceber-se acometido pela doen&ccedil;a. Nesse momento, n&atilde;o importa    o corpo em particular, mas a limita&ccedil;&atilde;o que pode advir da doen&ccedil;a    no desempenho para o trabalho, que &eacute; justificado no &acirc;mbito do capitalismo,    na medida em que o corpo humano tem um significado social como for&ccedil;a    de trabalho<sup><i>(16)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> o TS na percep&ccedil;&atilde;o    do doente de tuberculose enquanto estrat&eacute;gia de controle da doen&ccedil;a    &eacute; apresentado nos depoimentos atrav&eacute;s de duas vertentes articuladas    e interdependentes; uma se refere &agrave;s a&ccedil;&otilde;es relacionadas    &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho da equipe; e outra, se refere    &agrave; singularidade e as dificuldades do doente sob tratamento supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O TS se apresenta    para o doente, como um apoio importante na ades&atilde;o ao tratamento. Constatou-se    atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados que o doente reconhece a necessidade    do tratamento correto e completo para chegar &agrave; cura. Os seguimentos das    ordens m&eacute;dicas e orienta&ccedil;&otilde;es se constituem como o principal    elemento do tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A segunda vertente,    ainda articulada &agrave; primeira, possui um enfoque da a&ccedil;&atilde;o    terap&ecirc;utica na ingest&atilde;o da medica&ccedil;&atilde;o como garantia    da cura, centrada no ciclo biol&oacute;gico da doen&ccedil;a, onde o tratamento    &eacute; assumido pelo doente resignadamente, como uma necessidade imperiosa,    sem alternativa, evidenciando a sua submiss&atilde;o a uma situa&ccedil;&atilde;o    que somente a terap&ecirc;utica &eacute; capaz de mudar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O TS &eacute; capaz    de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de v&iacute;nculo, acolhimento e responsabilidade    do doente para com o tratamento e com a equipe de sa&uacute;de respons&aacute;vel.    Pode-se constatar que alguns beneficios do TS, tais como, o oferecimento gratuito    da medica&ccedil;&atilde;o; disponibilidade de outras formas de incentivo, como    a suplementa&ccedil;&atilde;o alimentar atrav&eacute;s do fornecimento de cesta    b&aacute;sica mensal e um litro de leite semanal, o vale transporte; aliados    a organiza&ccedil;&atilde;o do processo de assist&ecirc;ncia de forma mais flex&iacute;vel,    incluindo a visita domicili&aacute;ria, favorecem o estabelecimento de v&iacute;nculo,    permitindo uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores de sa&uacute;de    junto aos doentes de tuberculose e suas fam&iacute;lias. Estes pontos apresentados    foram agrupados segundo a percep&ccedil;&atilde;o dos doentes, como fortalezas    no processo da ades&atilde;o ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Algumas debilidades do    TS tamb&eacute;m s&atilde;o percebidas por alguns doentes, tanto no enfoque    da a&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica: a fiscaliza&ccedil;&atilde;o na tomada    da medica&ccedil;&atilde;o, quanto nos aspectos organizacionais envolvendo disponibilidade    de recursos humanos e viatura para a supervis&atilde;o acarretando ao doente    ficar na depend&ecirc;ncia do hor&aacute;rio da visita para ingerir a medica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A fam&iacute;lia e a equipe    de sa&uacute;de respons&aacute;vel pelo TS se apresentam como importante apoio    ao doente durante o tratamento. O doente de tuberculose sob TS reconhece o envolvimento    dos atores sociais como fator de ades&atilde;o no tratamento: a fam&iacute;lia    e a equipe de sa&uacute;de representada principalmente pela visitadora sanit&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O respaldo no &acirc;mbito    familiar e a maneira como se organiza o TS, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o    ao trabalho desenvolvido pela visitadora sanit&aacute;ria, permite a constru&ccedil;&atilde;o    de espa&ccedil;os, onde o doente pode compartilhar e enfrentar as dificuldades    inerentes ao processo de adoecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A percep&ccedil;&atilde;o    dos doentes permitiu compreender as singularidades frente &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o    na sociedade, seus problemas e dificuldades diante do TS. Evidenciam que a tuberculose    permanece, como uma doen&ccedil;a carregada de estigma, pelo pr&oacute;prio    doente e algumas vezes pela sociedade; o medo de conviver com a doen&ccedil;a,    como fator de risco na transmiss&atilde;o para a fam&iacute;lia. O conhecimento/desconhecimento    da doen&ccedil;a revela-se como um empecilho na vida di&aacute;ria de todos    os doentes relacionados neste estudo, e est&aacute; permeado de tabus e informa&ccedil;&otilde;es    err&ocirc;neas a respeito do ciclo biol&oacute;gico da doen&ccedil;a, dificultando    assim, a adapta&ccedil;&atilde;o dos doentes de TS &agrave; sociedade, para    que tenham uma melhor qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O TS &eacute;    descrito como elemento que interfere na atividade ocupacional, na medida em    que a doen&ccedil;a determina o afastamento ou a interrup&ccedil;&atilde;o das    atividades de trabalho, bem como impede ou diminui a capacidade para desenvolvimento    normal de atividades do cotidiano, ou na mudan&ccedil;a do ritmo de vida, enfim    na ruptura de atividades executadas antes e ap&oacute;s a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir dos achados que    o presente estudo revelou &eacute; necess&aacute;rio considerar que o TS da    tuberculose deve ser analisado de fo&Iacute;ma mais global, levando em considera&ccedil;&atilde;o    o doente, reconhecendo suas singularidades, necessidades e problemas a sua posi&ccedil;&atilde;o    e rela&ccedil;&atilde;o com a sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro Nacional    de Pneumologia Sanit&aacute;ria. Centro Nacional de Epidemiologia. Centro de    Refer&ecirc;ncia H&eacute;lio Fraga. Plano nacional de controle da tuberculose.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Worl Health    Organization. Recommendations for prevention and control of tuberculosis. Among    foreing. MMWR 1997; 7 (1):7-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Pozsisk C.    J. Compliance whit tuberculosis therapy. Med Clin North Am 1993; 77:1289-1301.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Ruffino Netto    A. Impacto da reforma do setor sa&uacute;de sobre os servi&ccedil;os de tuberculose    no Brasil. Bol Pneum Sanit 1999; 7 (1): 7-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Kochi A. Tuberculosis    control: is DOT the health breaktrough of the 1990? World Health Forum 1997;18    (3-4).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Teixeira G.    DOTS: A retomada de uma estrat&eacute;gia. Rio de Janeiro: 1998. 5 p. (mimeografado).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Muniz J N.    O tratamento supervisionado no controle da tuberculose em Ribeir&atilde;o Preto    sob a percep&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado em Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica&#93;. Ribeir&atilde;o Preto:    Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto; Universidade de S&atilde;o Paulo:    1999. 155p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Bardin L. An&aacute;lise    de conte&uacute;do. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70; 1979. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Gomes R. An&aacute;lise    de dados em pesquisa qualitativa. In: Minayo MCS (org). Pesquisa Social: teoria,    m&eacute;todo e criatividade. Petr&oacute;polis: Vozes; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Minayo MCS.    O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. 6<sup>a</sup>ed.    S&atilde;o Paulo: Hucitec/Abrasco; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Mendes EV.    Um novo paradigma sanit&aacute;rio: a produ&ccedil;&atilde;o social da sa&uacute;de.    In: Mendes EV. Uma agenda para a sa&uacute;de. 2<sup>a</sup>ed. S&atilde;o Paulo:    Hucitec; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Perini E.    O abandono do tratamento da tuberculose: transgredindo regras, banalizando conceitos.    &#91;tese de Doutorado em Ci&ecirc;ncia Animal&#93; .Belo Horizonte: Escola de Veterin&aacute;ria,    Universidade Federal de Minas Gerais; 218p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Barnhoom F,    Andrianse H. Search of factors responsible for noncompliance among tuberculosis    patients in Warha District. Soc Sci Med 1992; 34: 291-306.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Gon&ccedil;alves    H, Costa JD, Menezes AMB. Percep&ccedil;&otilde;es e limites: vis&atilde;o do    corpo e da doen&ccedil;a. PHISYS. Rev Sa&uacute;de Colet 1999; 9(1):25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Mand&uacute;    ENT. Sa&uacute;de no olhar de mulheres: afirma&ccedil;&atilde;o e nega&ccedil;&atilde;o    do saber e pr&aacute;tica dominantes no campo m&eacute;dico. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto,    Universidade de S&atilde;o Paulo; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Bertolozzi    M R. Ades&atilde;o ao programa de controle da tuberculose no Distrito Sanit&aacute;rio    do Butant&atilde;. &#91;tese de Doutorado em Sa&uacute;de P&uacute;blica&#93;. S&atilde;o    Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o    Paulo: 1998. 211 p. </font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em    10/03/2002. Aprovado em 17/05/2002.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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