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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As infecções respiratórias agudas na infância como problema de saúde pública]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,OPAS/OMS - Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde Assessor Regional, Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância - AIDPI ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Washington, DC EUA]]></addr-line>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2002000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2002000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2002000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As infecções respiratórias agudas (IRA) na infância continuam sendo um importante problema de saúde pública. Em fins da década de 90, as estimativas disponíveis indicavam que mais de 80.000 crianças com menos de cinco anos de idade morriam anualmente, nos países das Américas, em decorrência dessas doenças. Embora essa cifra tivesse sido cerca de 41% mais baixa que aquela estimada em fins dos anos 90, essas doenças continuaram sendo responsáveis por 15% do total de mortes de crianças com menos de cinco anos. Além disso, a distribuição dessas mortes nos diferentes países que compõem a Região, não foi homogênea: enquanto se estima que nos países da área andina ocorra quase uma terça parte do total de mortes de crianças com menos de cinco anos em decorrência da IRA, na América do Norte somente 1% de todas as mortes ocorre por esta causa. Nos países da área andina, essas doenças representam 19% das mortes de crianças de 0 a 5 anos, enquanto que na América do Norte só são responsáveis por 2,5%. As infecções respiratórias agudas também são uma causa importante de enfermidade infantil, e são reconhecidas como sendo a causa mais frequente pela qual uma criança perde sua saúde. Isto é um problema, não só pelo dano direto para a saúde infantil, mas por necessitar um esforço adicional de parte da família quanto ao cuidado e a atenção da criança, que nem sempre são prestados da forma adequada. A falta de reconhecimento dos sinais precoces de alarma, assim como a utilização de tratamentos desnecessários, e inclusive, prejudiciais para criança, já foram descritos como fatores importantes para a deterioração da qualidade do atendimento à infância e põem em maior risco a saúde das crianças com menos de cinco anos. Por todas as razões acima, o controle das IRA na infância representou e continua a representar uma prioridade para a saúde pública. A existência de estratégias e intervenções bem-sucedidas para reduzir os danos causados pelas IRA à no grupo de crianças de cinco anos, em termos de mortalidade e de morbidade grave, bem como para melhorar as práticas de assistência e cuidado das crianças que sofrem dessas doenças, abriu, há alguns anos, uma perspectiva mais favorável para o controle desse problema. Por isso, aumentar a população que possa usufruir desses beneficios aparece como sendo a principal prioridade para o adequado controle do problema e reduzir a mortalidade associada com as IRA na infância. A OPS/OMS juntamente com as Agencias Internacionais e bilaterais apoia a implementação de estratégia AIDPI- Atenção Integrada às Doenças Prevalentes da Infância, que neste momento é considerada a intervenção mais abrangente para conseguir-se a redução da mortalidade em crianças menores de cinco anos pelas doenças mais prevalentes neste grupo de idade, pelo que as organizações internacionais, em conjunto com os Ministérios da Saúde dos países da Região das Américas, lançam a iniciativa "Crianças Saudáveis: a Meta de 2002", que prevê reduzir pelo menos 100.000 mortes adicionais, em crianças menores de cinco anos nos países da Região]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As infec&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias agudas na inf&acirc;ncia como problema de sa&uacute;de    p&uacute;blica </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Yehuda Benguigui</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assessor Regional,    Aten&ccedil;&atilde;o Integrada &agrave;s Doen&ccedil;as Prevalentes na Inf&acirc;ncia    - AIDPI -OPAS/OMS - Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de/Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de, Washington, DC, EUA</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As infec&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias agudas (IRA) na inf&acirc;ncia continuam sendo um importante    problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Em fins da d&eacute;cada de 90, as    estimativas dispon&iacute;veis indicavam que mais de 80.000 crian&ccedil;as    com menos de cinco anos de idade morriam anualmente, nos pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas,    em decorr&ecirc;ncia dessas doen&ccedil;as. Embora essa cifra tivesse sido cerca    de 41% mais baixa que aquela estimada em fins dos anos 90, essas doen&ccedil;as    continuaram sendo respons&aacute;veis por 15% do total de mortes de crian&ccedil;as    com menos de cinco anos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Al&eacute;m disso, a distribui&ccedil;&atilde;o dessas mortes nos diferentes    pa&iacute;ses que comp&otilde;em a Regi&atilde;o, n&atilde;o foi homog&ecirc;nea:    enquanto se estima que nos pa&iacute;ses da &aacute;rea andina ocorra quase    uma ter&ccedil;a parte do total de mortes de crian&ccedil;as com menos de cinco    anos em decorr&ecirc;ncia da IRA, na Am&eacute;rica do Norte somente 1% de todas    as mortes ocorre por esta causa. Nos pa&iacute;ses da &aacute;rea andina, essas    doen&ccedil;as representam 19% das mortes de crian&ccedil;as de 0 a 5 anos,    enquanto que na Am&eacute;rica do Norte s&oacute; s&atilde;o respons&aacute;veis    por 2,5%. As infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias agudas tamb&eacute;m    s&atilde;o uma causa importante de enfermidade infantil, e s&atilde;o reconhecidas    como sendo a causa mais frequente pela qual uma crian&ccedil;a perde sua sa&uacute;de.    Isto &eacute; um problema, n&atilde;o s&oacute; pelo dano direto para a sa&uacute;de    infantil, mas por necessitar um esfor&ccedil;o adicional de parte da fam&iacute;lia    quanto ao cuidado e a aten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, que nem sempre    s&atilde;o prestados da forma adequada. A falta de reconhecimento dos sinais    precoces de alarma, assim como a utiliza&ccedil;&atilde;o de tratamentos desnecess&aacute;rios,    e inclusive, prejudiciais para crian&ccedil;a, j&aacute; foram descritos como    fatores importantes para a deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade do atendimento    &agrave; inf&acirc;ncia e p&otilde;em em maior risco a sa&uacute;de das crian&ccedil;as    com menos de cinco anos.    <br>   Por todas as raz&otilde;es acima, o controle das IRA na inf&acirc;ncia representou    e continua a representar uma prioridade para a sa&uacute;de p&uacute;blica.    A exist&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias e interven&ccedil;&otilde;es bem-sucedidas    para reduzir os danos causados pelas IRA &agrave; no grupo de crian&ccedil;as    de cinco anos, em termos de mortalidade e de morbidade grave, bem como para    melhorar as pr&aacute;ticas de assist&ecirc;ncia e cuidado das crian&ccedil;as    que sofrem dessas doen&ccedil;as, abriu, h&aacute; alguns anos, uma perspectiva    mais favor&aacute;vel para o controle desse problema. Por isso, aumentar a popula&ccedil;&atilde;o    que possa usufruir desses beneficios aparece como sendo a principal prioridade    para o adequado controle do problema e reduzir a mortalidade associada com as    IRA na inf&acirc;ncia.    <br>   A OPS/OMS juntamente com as Agencias Internacionais e bilaterais apoia a implementa&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gia AIDPI- Aten&ccedil;&atilde;o Integrada &agrave;s Doen&ccedil;as    Prevalentes da Inf&acirc;ncia, que neste momento &eacute; considerada a interven&ccedil;&atilde;o    mais abrangente para conseguir-se a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade em    crian&ccedil;as menores de cinco anos pelas doen&ccedil;as mais prevalentes    neste grupo de idade, pelo que as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais,    em conjunto com os Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de dos pa&iacute;ses da Regi&atilde;o    das Am&eacute;ricas, lan&ccedil;am a iniciativa &quot;Crian&ccedil;as Saud&aacute;veis:    a Meta de 2002&quot;, que prev&ecirc; reduzir pelo menos 100.000 mortes adicionais,    em crian&ccedil;as menores de cinco anos nos pa&iacute;ses da Regi&atilde;o.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As infec&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias agudas (IRA) foram inclu&iacute;das entre os tr&ecirc;s    principais problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica da inf&acirc;ncia em finais    da d&eacute;cada de 60, junto com as doen&ccedil;as diarr&eacute;icas e a desnutri&ccedil;&atilde;o<sup><i>(1)</i></sup>.    Essas tr&ecirc;s doen&ccedil;as, ou problemas de sa&uacute;de, foram consideradas    respons&aacute;veis pela maioria das mortes antes dos cinco anos de idade, e    eram a causa mais frequente pela qual uma crian&ccedil;a perdia sua sa&uacute;de    durante seus primeiros anos de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma an&aacute;lise    do problema demonstrou haver um conjunto de causas e fatores que determinavam    a magnitude da mortalidade e da morbidade grave devido a essas doen&ccedil;as<sup><i>(2)</i></sup>.    Alguns estavam associados aos conhecimentos, atitudes e pr&aacute;ticas da fam&iacute;lia    e da comunidade que determinavam, entre outras coisas, que a doen&ccedil;a da    crian&ccedil;a fosse reconhecida de imediato ou tardiamente, e a ado&ccedil;&atilde;o    de medidas adequadas ou inadequadas para seu tratamento, incluindo a consulta    ou n&atilde;o a um servi&ccedil;o ou a pessoal de sa&uacute;de. Outros fatores    relacionavam-se com as caracter&iacute;sticas da assist&ecirc;ncia dispensada    &agrave;quelas crian&ccedil;as levadas aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de por    causa de alguma dessas doen&ccedil;as, incluindo a realiza&ccedil;&atilde;o,    ou n&atilde;o, de uma avalia&ccedil;&atilde;o completa e adequada, e a indica&ccedil;&atilde;o    e presta&ccedil;&atilde;o do tratamento mais conveniente. Ainda outros fatores    se associavam &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de vida da crian&ccedil;a    e de sua fam&iacute;lia, que as tornavam mais suscet&iacute;veis ao cont&aacute;gio    e ao agravamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A melhora das condi&ccedil;&otilde;es    sanit&aacute;rias b&aacute;sicas de grandes grupos populacionais, ocorrida nas    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, resultando em maior acesso &agrave; &aacute;gua    pot&aacute;vel e &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria dos dejetos,    juntamente com um melhor conhecimento por parte da popula&ccedil;&atilde;o a    respeito dos riscos associados com a falta de higiene pessoal e dom&eacute;stica    reduziu, consideravelmente a incid&ecirc;ncia de diarr&eacute;ia<sup><i>(3)</i></sup>    . A implementa&ccedil;&atilde;o da terapia de reidrata&ccedil;&atilde;o oral    (TRO), que evitou a desidrata&ccedil;&atilde;o e a morte associada &agrave;    diarr&eacute;ia, permitiu uma redu&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel no n&uacute;mero    de &oacute;bitos por esta causa. Como resultado, as IRA que no princ&iacute;pio    dos anos 80 ocasionavam menos mortes que as doen&ccedil;as diarr&eacute;icas,    passaram a ocupar o primeiro lugar como causa de mortalidade por doen&ccedil;as    infecciosas na popula&ccedil;&atilde;o infantil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As IRA na inf&acirc;ncia    como causa de mortalidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estima-se que aproximadamente    70.000 crian&ccedil;as com menos de cinco anos morram anualmente no continente    americano em conseqii&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias    agudas<sup><i>(4)</i></sup>. Essas doen&ccedil;as causam,aproximadamente, 15%    de todas as mortes que ocorrem anualmente de crian&ccedil;as com menos de cinco    anos, por&eacute;m sua import&acirc;ncia como causa de &oacute;bito difere de    pa&iacute;s para pa&iacute;s. Enquanto que no Canad&aacute; e nos Estados Unidos    da Am&eacute;rica elas s&atilde;o respons&aacute;veis por 2% das mortes de crian&ccedil;as    de 0 a 5 anos, nos outros pa&iacute;ses elas s&atilde;o a causa de 21% (Guatemala)    ou de 39% (Haiti) das mortes neste grupo et&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se estimarem    as cifras acima, fez-se a compensa&ccedil;&atilde;o do sub-registro de mortes    por essas causas associadas tanto &agrave;quelas que n&atilde;o foram inscritas    no Registro Civil como &agrave;quelas que, mesmo tendo sido inscritas, n&atilde;o    apresentavam a causa de morte claramente definida raz&atilde;o pela qual n&atilde;o    se as podiam atribuir a nenhuma causa espec&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por&eacute;m,    mesmo analisando as mortes registradas, pode-se observar grandes diferen&ccedil;as    entre os pa&iacute;ses quanto ao peso da mortalidade por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    na inf&acirc;ncia (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). A taxa de mortalidade por    pneumonia e gripe, que &eacute; a classifica&ccedil;&atilde;o que concentra    85% ou mais das mortes por doen&ccedil;a respirat&oacute;ria antes dos cinco    anos de idade, variou, em alguns pa&iacute;ses da Am&eacute;rica, entre 15 por    100.000 nascimentos (Estados Unidos) e 448,5 por 100.000 nascimentos (Peru),    cifra quase que 30 vezes mais alta. Neste &uacute;ltimo pa&iacute;s, a propor&ccedil;&atilde;o    das mortes por pneumonia ou gripe de crian&ccedil;as com menos de cinco anos    foi 10 vezes superior a dos Estados Unidos: 20% e 2% das mortes neste grupo    et&aacute;rio se deveram, respectivamente, &agrave; pneumonia e &agrave; gripe.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diferen&ccedil;a    da import&acirc;ncia que as IRA t&ecirc;m como causa de mortalidade entre as    crian&ccedil;as com menos de cinco anos tamb&eacute;m se observa no interior    dos pa&iacute;ses. Em El Salvador, por exemplo, se bem que as IRA tenham sido    a causa de 19% das mortes de crian&ccedil;as com um ano de idade entre 1995    e 1996, em alguns departamentos elas representaram menos de 10% das mortes desse    grupo, enquanto que em outros foram respons&aacute;veis por entre 30% e 40%    da mortalidade<sup><i>(5)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos pa&iacute;ses    a tend&ecirc;ncia observada na mortalidade tamb&eacute;m foi diferente e, de    um modo geral, contribuiu para aprofundar a brecha que os separa, j&aacute;    que se observou uma menor diminui&ccedil;&atilde;o porcentual das taxas de mortalidade    naqueles pa&iacute;ses onde se registraram as cifras mais elevadas (<a href="#fig1">Figura    1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por exemplo, comparando    as velocidades de redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade por pneumonia e gripe,    principais causas de mortalidade por IRA em crian&ccedil;as com menos de cinco    anos, de quatro pa&iacute;ses (Canad&aacute;, Cuba, Equador e Peru) nota-se    que a velocidade de redu&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida registrou-se precisamente    no pa&iacute;s com a menor taxa de mortalidade por essas causas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1970, o pa&iacute;s    que apresentava o menor &iacute;ndice de mortalidade, o Canad&aacute;, diminuiu    a taxa de mortalidade por pneumonia e gripe a um ritmo anual de 6,0%. Em contraposi&ccedil;&atilde;o,    no Equador, a velocidade da queda foi de 3,5%. Como resultado disso, houve um    aumento na diferen&ccedil;a entre os dois pa&iacute;ses. Enquanto que em 1970    a taxa de mortalidade por pneumonia e gripe no Equador era aproximadamente sete    vezes superior &agrave; do Canad&aacute;, em 1997 foi mais de 30 vezes superior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observa-se uma    situa&ccedil;&atilde;o semelhante, e com as mesmas conseq&uuml;&ecirc;ncias,    comparando a velocidade da queda da taxa de mortalidade por pneumonia e gripe    em crian&ccedil;as com menos de um ano no Canad&aacute; e no Peru, j&aacute;    que neste &uacute;ltimo pa&iacute;s, a m&eacute;dia da queda anual foi de 2,8%,    aproximadamente a metade da observada no Canad&aacute;. Portanto, a taxa de    mortalidade do Peru, que, em 1970, era 11 vezes maior que a do Canad&aacute;    foi, em 1997, 85 vezes mais alta que a deste &uacute;ltimo pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por&eacute;m as    diferen&ccedil;as na velocidade da redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade podem    ser observadas n&atilde;o s&oacute; ao comparar os pa&iacute;ses em desenvolvimento    com os desenvolvidos, tais como o Canad&aacute;. Na <a href="#fig1">Figura 1</a>    tamb&eacute;m se observa que a velocidade da diminui&ccedil;&atilde;o em Cuba,    que foi em m&eacute;dia de 4% ao ano, foi superior &agrave;s registradas tanto    no Peru como no Equador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por essa raz&atilde;o,    a brecha entre os pa&iacute;ses desenvolvidos e os em desenvolvimento, e mesmo    entre estes &uacute;ltimos, tem aumentado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mortalidade por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    na inf&acirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>As IRA como    causa de morbidade na inf&acirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As IRA tamb&eacute;m    s&atilde;o a principal causa de doen&ccedil;as entre as crian&ccedil;as com    menos de cinco anos<sup><i>(6)</i></sup>. Em todos os estudos longitudinais    realizados entre meados da d&eacute;cada de 60 e in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 80, observou-se que nessa idade as crian&ccedil;as que vivem em zonas urbanas    sofrem, anualmente, entre quatro e oito epis&oacute;dios de infec&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias. As crian&ccedil;as com menos de cinco anos que vivem em    zonas rurais mostraram uma incid&ecirc;ncia um pouco menor, entre dois e quatro    epis&oacute;dios anuais de doen&ccedil;a respirat&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diante do fato    de esses estudos terem sido realizados tanto em pa&iacute;ses desenvolvidos    como em pa&iacute;ses em desenvolvimento, foi poss&iacute;vel comparar se existiam    diferen&ccedil;as na incid&ecirc;ncia encontrada, observando-se que os valores    eram semelhantes. No entanto, encontrou-se diferen&ccedil;a no que tange a incid&ecirc;ncia    de pneumonia, tendo esta sido mais elevada nos pa&iacute;ses em desenvolvimento    que nos pa&iacute;ses desenvolvidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Levantamentos    realizados mais recentemente em comunidades<sup><i>(7)</i></sup> tamb&eacute;m    demonstraram a elevada incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    na inf&acirc;ncia, observando-se que aproximadamente 20% das crian&ccedil;as    com menos de cinco anos tinhamtido um epis&oacute;dio de tosse ou de dificuldade    de respirar nas duas semanas anteriores ao levantamento (<a href="#tab2">Tabela    2</a>). Com exce&ccedil;&atilde;o do resultado obtido no levantamento realizado    no Equador, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com menos de cinco    anos que tiveram epis&oacute;dio de IRA nas duas semanas anteriores ao levantamento    foi semelhante em quase todos os pa&iacute;ses, e n&atilde;o mostrou grandes    diferen&ccedil;as em sua dura&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses onde se realizaram    esses levantamentos pelo menos duas vezes.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Infere-se, igualmente,    da an&aacute;lise das consultas aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, a alta    incid&ecirc;ncia de IRA durante a primeira inf&acirc;ncia. Em um estudo realizado    utilizando 3.000 consultas de crian&ccedil;as com menos cinco anos em quatro    postos de sa&uacute;de que prestam atendimento ambulatorial<sup><i>(8)</i></sup>,    as IRA foram a classifica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica que os m&eacute;dicos    mais utilizaram, representando 32% das 1.000 consultas de crian&ccedil;as com    menos de um ano e 53% das 2.000 consultas daquelas de 1 a 4 anos analisadas    (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a03f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    dos principais diagn&oacute;sticos mostra que as doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    potencialmente mais graves, como a pneumonia, representam uma pequena propor&ccedil;&atilde;o    das consultas por IRA: aproximadmente 3,5% tanto para crian&ccedil;as com menos    de um ano como para o grupo de 1 a 4 anos<sup><i>(9)</i></sup>. Em contraposi&ccedil;&atilde;o,    a maioria das consultas deve-se a problemas das vias respirat&oacute;rias superiores,    tais como o resfriado comum, a congest&atilde;o das vias a&eacute;reas superiores,    e a faringite. A bronquite tamb&eacute;m foi frenquentemente diagnosticada,    representando uma quarta parte das consultas de crian&ccedil;as com menos de    um ano de idade e a ter&ccedil;a parte daquelas de 1 a 4 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    das hospitaliza&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as com menos de cinco anos    tamb&eacute;m mostra que as IRA s&atilde;o respons&aacute;veis por uma em cada    quatro hospitaliza&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as com menos de um ano    e por uma de cada tr&ecirc;s hospitaliza&ccedil;&otilde;es das de 1 a 4 anos.    Entre as hospitaliza&ccedil;&otilde;es por IRA, uma das principais causas &eacute;    a pneumonia, com um peso relativamente menor entre aquelas de zero a um ano,    grupo em que o n&uacute;mero de hospitaliza&ccedil;&otilde;es se v&ecirc; incrementado    pela bronquiolite.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Algumas considera&ccedil;&otilde;es    sobre a qualidade do atendimento &agrave;s IRA na inf&acirc;ncia </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A grande freq&#252;&ecirc;ncia    com que as crian&ccedil;as de 0 a 5 anos sofrem de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    determina que tanto as fam&iacute;lias como os servi&ccedil;os de sa&uacute;de    devem investir uma boa parte do tempo na assist&ecirc;ncia aos casos. Parte    das medidas de tratamento posta em pr&aacute;tica em casa e, especialmente,    nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de tem a ver com a administra&ccedil;&atilde;o    de uma diversidade de medicamentos diferentes, muitos deles desnecess&aacute;rios    para a evolu&ccedil;&atilde;o adequada dos quadros e alguns cujo emprego pode    estar associado a diferentes riscos para a sa&uacute;de da crian&ccedil;a. Al&eacute;m    disso, para ser adequado, o atendimento dos casos em casa e nos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de requer, um claro reconhecimento daqueles casos que n&atilde;o    podem ser resolvidos no n&iacute;vel de atendimento onde se encontram, j&aacute;    que este depende do acesso precoce ao tratamento mais apropriado para cada quadro    da doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos esses aspectos    determinam a qualidade da assit&ecirc;ncia &agrave;s IRA na inf&acirc;ncia e    podem contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de casos graves    e de mortes por essa causa, bem como a para garantir que os casos recebam o    atendimento mais eficiente, tanto nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de como em    casa e na comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os estudos realizados    em rela&ccedil;&atilde;o a diferentes aspectos da assit&ecirc;ncia dos casos    de IRA mostram, no entanto, que muitas medidas de tratamento e de atendimento    n&atilde;o s&atilde;o as apropriadas e podem, inclusive, p&ocirc;r em perigo    a sa&uacute;de das crian&ccedil;as com menos de cinco anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alguns aspectos    do atendimento &agrave;s IRA em casa a n&iacute;vel domiciliar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisas realizadas    nos pa&iacute;ses em desenvolvimento demonstram que somente certa propor&ccedil;&atilde;o    dos casos de tosse ou dificuldade de respirar em crian&ccedil;as com menos de    cinco anos foram levados a um servi&ccedil;o de sa&uacute;de para avalia&ccedil;&atilde;o,    classifica&ccedil;&atilde;o e tratamento (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). Ainda    que n&atilde;o seja estritamente necess&aacute;rio que todos os casos de IRA    sejam atendidos em um servi&ccedil;o de sa&uacute;de, selecionar quais os que    devam ser atendidos por pessoal de sa&uacute;de requer que os pais, ou as pessoas    respons&aacute;veis pelo cuidado da crin&ccedil;a em casa, reconhe&ccedil;am    os sinais de alarme precoce, de forma a n&atilde;o p&ocirc;r em perigo a vida    da crian&ccedil;a<sup><i>(10)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo da mortalidade    e da morbidade hospitalar mostra que algumas crian&ccedil;as com menos de cinco    anos que faleceram devido a uma IRA n&atilde;o tiveram contacto com o sistema    de sa&uacute;de ou, ent&atilde;o, o contacto s&oacute; se deu quando a gravidade    do quadro j&aacute; punha em risco a possibilidade de um tratamento bem sucedido<sup><i>(11)</i></sup>.    Al&eacute;m disso, pesquisas realizadas na comunidade, mostraram varia&ccedil;&otilde;es    no que tange a percep&ccedil;&atilde;o dos pais quanto &agrave; gravidade dos    epis&oacute;dios de IRA em seus filhos e que uma propor&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel    deles n&atilde;o utilizava os sinais de alarme precoce como um crit&eacute;rio    para definir a necessidade de levar a crian&ccedil;a a um servi&ccedil;o de    sa&uacute;de<sup><i>(12)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, a    baixa propor&ccedil;&atilde;o de casos de IRA levada a um servi&ccedil;o de    sa&uacute;de observada em alguns pa&iacute;ses, pode estar associada a uma alta    incid&ecirc;ncia de casos graves e, inclusive, a uma elevada ocorr&ecirc;ncia    de mortes por essa causa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m da    percep&ccedil;&atilde;o da gravidade do quadro, o acesso aos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de determina, em grande parte, a conduta dos pais para buscar assist&ecirc;ncia.    Comparando as cifras encontradas nas pesquisas, verifica-se que nos pa&iacute;ses    com menos acesso &agrave; aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, a propor&ccedil;&atilde;o    de procura pela aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; menor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro aspecto    relacionado com a qualidade do atendimento &agrave;s doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    na inf&acirc;ncia diz respeito ao uso de medicamentos por parte da popula&ccedil;&atilde;o<sup><i>(13)</i></sup>.    Os levantamentos feitos nos domic&iacute;lios mostram que uma propor&ccedil;&atilde;o    significativa das fam&iacute;lias declarou ter utilizado rem&eacute;dios para    tosse e para resfriado, durante as duas &uacute;ltimas semanas, para tratar    casos de IRA em seus filhos com menos de cinco anos. N&atilde;o se indica o    uso desses medicamentos por n&atilde;o serem &uacute;teis para a cura da doen&ccedil;a    e alguns, inclusive, podem sei prejudiciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O uso de medicamentos    por parte da fam&iacute;lia n&atilde;o se limita apenas a rem&eacute;dios para    a tosse e o resfriado, uma vez que a pr&aacute;tica de auto-administra&ccedil;&atilde;o    de antibi&oacute;ticos est&aacute; cada vez mais difundida. Estudos realizados    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; demanda de antibi&oacute;ticos nas farm&aacute;cias<sup><i>(14)</i></sup>    mostram que uma grande propor&ccedil;&atilde;o dessa demanda &eacute; para o    tratamento de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias de crian&ccedil;as com menos    de cinco anos de idade. Embora a maioria dos antibi&oacute;ticos utilizados    nesses casos seja derivada da penicilina, observa-se, tamb&eacute;m o emprego    de outros antibi&oacute;ticos de segunda e de terceira escolha.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alguns aspectos    do atendimento &agrave;s IRA nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se bem seja verdade    que quando os casos de IRA chegam aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, muitas    vezes o atendimento dado n&atilde;o &eacute; o mais eficiente, se levada em    considera&ccedil;&atilde;o a rela&ccedil;&atilde;o entre os recursos dispon&iacute;veis,    tanto materiais como humanos, e o resultado final. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os crit&eacute;rios    utilizados para a avalia&ccedil;&atilde;o dos casos n&atilde;o se baseiam, necessariamente,    na melhor rela&ccedil;&atilde;o entre a sensibilidade e a especificidade dos    sinais e sintomas utilizados. Conseq&#252;entemente, investem-se muitos recursos    em testes complementares, tais como radiografias de t&oacute;rax ou exames de    laborat&oacute;rio, ou em medicamentos para o tratamento, que em nada contribuem    ou que t&aacute;lvez n&atilde;o sejam estritamente necess&aacute;rios para determinar    e levar a cabo o tratamento<sup><i>(15)</i></sup>. Pelo fato de os recursos    dispon&iacute;veis serem limitados, isso sobrecarrega o sistema de sa&uacute;de    e a economia familiar, sem resultar em beneficio concreto para resolver o epis&oacute;dio    da doen&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros estudos    j&aacute; demonstraram que muitas crian&ccedil;as com menos de cinco anos de    idade, levadas para consulta devido a uma infec&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria    aguda, s&atilde;o submetidas a radiografias de t&oacute;rax que n&atilde;o fornecem    elementos para determinar qual o tratamento a ser dispensado. Em certos casos    estas radiografias nem sequer ser&atilde;o utilizadas como parte da avalia&ccedil;&atilde;o    e permanecem no setor de radiografias dos hospitais de refer&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Da mesma maneira,    v&aacute;rios, estudos j&aacute; demonstraram haver uma grande propor&ccedil;&atilde;o    de casos de IRA tratados desnecessariamente com antibi&oacute;ticos com base    nos achados da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do caso<sup><i>(16)</i></sup>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em alguns estudos    observou-se que a propor&ccedil;&atilde;o de casos de IRA tratados com antibi&oacute;ticos    foi de 40% ou mais em crian&ccedil;as com menos de um ano de idade e de 60%    no grupo de um a quatro anos. De acordo com as classifica&ccedil;&otilde;es    ou os diagn&oacute;sticos desses casos estimouse que em ambos os grupos et&aacute;rios    n&atilde;o mais de 20% deveria ter recebido tratamento com antibi&oacute;ticos.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mesmo naqueles    casos em que o antibi&oacute;tico era necess&aacute;rio, tamb&eacute;m se observou    uma escolha pouco eficiente do medicamento a ser usado, como tamb&eacute;m indica&ccedil;&otilde;es    inadequadas com respeito &agrave; dose, freq&#252;&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o    do uso dos antibi&oacute;ticos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas outras    conseq&uuml;&ecirc;ncias: uso de antibi&oacute;ticos e resist&ecirc;ncia bacteriana</font></b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> o uso desnecess&aacute;rio    de antibi&oacute;ticos para o tratamento n&atilde;o representa somente um problema    associado com os custos da assist&ecirc;ncia aos casos de IRA em crian&ccedil;as    com menos de cinco anos. A utiliza&ccedil;&atilde;o irracional e inadequada    dos antibi&oacute;ticos j&aacute; foi reconhecida como um dos fatores que contribuem    para a crescente resist&ecirc;ncia das bact&eacute;rias a esses medicamentos<sup><i>(17)</i></sup>    . Esse fen&ocirc;meno requer a continuada s&iacute;ntese de novos antibi&oacute;ticos    que possam vencer a resist&ecirc;ncia apresentada pelas bact&eacute;rias a antibi&oacute;ticos    que antes eram eficazes para seu controle. Por&eacute;m, como esses novos antibi&oacute;ticos    tamb&eacute;m passam a ser utilizados de modo inadequado e irracional, o problema,    longe de ser resolvido, continua a se agravar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar de nos    pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina sejam limitadas as informa&ccedil;&otilde;es    sobre a resist&ecirc;ncia das bact&eacute;rias aos antibi&oacute;ticos, houve,    nos &uacute;ltimos anos um aumento na quantidade de estudos para lidar com esse    problema<sup><i>(18)</i></sup>. Mediante a institui&ccedil;&atilde;o de um sistema    de vigil&acirc;ncia em v&aacute;rios pa&iacute;ses do continente, a OPAS/ OMS    p&ocirc;de determinar que aproximadamente 9% das linhagens isoladas de <i>Streptococcus    pneumoniae</i> em pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas apresentaram resist&ecirc;ncia    &agrave; penicilina, acrescentando-se a esta cifra outros 18% com resist&ecirc;ncia    intermedi&aacute;ria a este antibi&oacute;tico. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A preval&ecirc;ncia    estimada da resist&ecirc;ncia ao <i>S. pneumoniae</i> &agrave; penicilina chegou    a ser t&atilde;o alta quanto 24%, em S&atilde;o Paulo, e t&atilde;o baixa quanto    6%, na Col&ocirc;mbia. Os resultados obtidos de uma compila&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es de outros estudos mostraram valores ainda mais    altos em quase todos os pa&iacute;ses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m da    resist&ecirc;ncia &agrave; penicilina, as linhagens de <i>S. pneumoniae</i>    estudadas em alguns pa&iacute;ses como, por exemplo, na Argentina, tamb&eacute;m    apresentam grande resist&ecirc;ncia ao cotrimoxazol e a algumas cefalosporinas    (cefuroxima e cefotaxima).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O controle das    IRA na inf&acirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O reconhecimento    de todos os aspectos mencionados acima foi a base para que o controle das IRA    na inf&acirc;ncia fosse considerado como de alta prioridade para se melhorar    as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de das crian&ccedil;as com menos de    cinco anos de idade nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Junto com as doen&ccedil;as    diarr&eacute;icas e a desnutri&ccedil;&atilde;o, as quais na maioria das vezes    est&atilde;o associadas com uma maior freq&#252;encia e gravidade dos epis&oacute;dios,    j&aacute; na d&eacute;cada de 60 as IRA foram reconhecidas como um dos principais    problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica nos pa&iacute;ses. Isto serviu de base    para o estudo e a elabora&ccedil;&atilde;o de diferentes estrat&eacute;gias    para a preven&ccedil;&atilde;o e o tratamento dessas doen&ccedil;as com o fim    de reduzir a carga que representavam nas taxas de mortalidade e de morbidade    na inf&acirc;ncia e para garantir que os epis&oacute;dios recebessem a aten&ccedil;&atilde;o    apropriada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No final da d&eacute;cada    de 70 e in&iacute;cio da de 80 foi poss&iacute;vel dispor de estrat&eacute;gias    visando a padroniza&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o    e de tratamento das IRA, as quais foram concentradas na estrat&eacute;gia de    Manejo Padr&atilde;o de Casos de IRA (MPC/IRA) proposta pela OPAS/OMS (Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de/ Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de)    e implementada nos pa&iacute;ses em desenvolvimento durante a d&eacute;cada    de 80 e in&iacute;cio da de 90<sup><i>(19)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O MPC/IRA provou    ser uma estrat&eacute;gia &uacute;til para melhorar a qualidade do atendimento    dos casos nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e, por meio dessa melhora, para    reduzir a incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es e de mortalidade, especialmente    por pneumonia, que &eacute; a principal causa de morte por IRA entre crian&ccedil;as    com menos de cinco anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O emprego do MPC/IRA    nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de ficou associado, por exemplo, com uma redu&ccedil;&atilde;o    progressiva de receitas m&eacute;dicas de antibi&oacute;ticos, especialmente    para o tratamento de epis&oacute;dios de resfriado comum, faringite n&atilde;o    estreptoc&oacute;cica e de broquite. Em alguns servi&ccedil;os de sa&uacute;de    a propor&ccedil;&atilde;o dos casos de IRA tratados com antibi&oacute;ticos    passou de mais de 60% para menos de 30%; essa queda deveu-se a uma brusca redu&ccedil;&atilde;o    no uso de antibi&oacute;ticos para o tratamento do resfriado comum, da bronquite    e da faringite n&atilde;o estreptoc&oacute;cica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tamb&eacute;m    em alguns pa&iacute;ses documentou-se a redu&ccedil;&atilde;o no uso da radiografia    de t&oacute;rax como ferramenta de diagn&oacute;stico, a partir da aplica&ccedil;&atilde;o    do MPC/IRA, que recomenda o uso mais seletivo dessa t&eacute;cnica com base    na avalia&ccedil;&atilde;o da freq&#252;&ecirc;ncia respirat&oacute;ria. A propor&ccedil;&atilde;o    de casos d&eacute; IRA estudados com radiografia de t&oacute;rax desceu de 55%    para 28% em alguns hospitais ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do MPC/IRA    como padr&atilde;o para o atendimento dos casos na consulta ambulatorial externa    e nos ber&ccedil;&aacute;rios de emerg&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A aplica&ccedil;&atilde;o    dos crit&eacute;rios contidos no MPC/IRA tamb&eacute;m apresentou resultados    quanto &agrave; freq&#252;&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es da pneumonia,    tais como derrame pleural. A partir da aplica&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia    em todos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de de uma &aacute;rea do Estado de    Zulia, Venezuela, a freq&uuml;&ecirc;ncia dessa complica&ccedil;&atilde;o entre    os casos hospitalizados por pneumonia sofreu uma redu&ccedil;&atilde;o progressiva,    fato este associado &agrave; maior rapidez no diagn&oacute;stico e no tratamento    da pneumonia com antibi&oacute;ticos. Observou-se tamb&eacute;m, como conseq&#252;&ecirc;ncia,    uma redu&ccedil;&atilde;o na taxa de mortalidade entre os casos de pneumonia    hospitalizados, o que na realidade se repercutiu na mortalidade total por esta    causa entre as crian&ccedil;as com menos de cinco anos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, a    estrat&eacute;gia de MPC/IRA, bem como outras estrat&eacute;gias para o controle    de doen&ccedil;as e de problemas espec&iacute;ficos de sa&uacute;de, s&oacute;    eram aplicadas, na pr&aacute;tica, &agrave;queles casos que se enquadravam nos    crit&eacute;rios de admiss&atilde;o para que o pessoal de sa&uacute;de pudesse    determinar a necessidade de sua utiliza&ccedil;&atilde;o; neste caso, tosse    ou dificuldade de respirar<sup><i>(20)</i></sup>. Isto ocasionava uma quantidade    vari&aacute;vel de oportunidades perdidas para a detec&ccedil;&atilde;o e o    tratamento eficaz de casos de IRA naquelas crian&ccedil;as que n&atilde;o tinham    sido levadas ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de especificamente por essa raz&atilde;o.    Mesmo no caso de crian&ccedil;as que compareciam para o controle das imuniza&ccedil;&otilde;es    ou para o controle do crescimento, o pessoal de sa&uacute;de deixava de avali&aacute;-las    quanto &agrave; presen&ccedil;a de sinais de doen&ccedil;a respirat&oacute;ria,    e isso impedia a detec&ccedil;&atilde;o precoce e o tratamento imediato de muitos    casos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Perspectivas    para acelerar o alcance do controle das IRA na inf&acirc;ncia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base nos problemas    acima enumerados, e levando em considera&ccedil;&atilde;o as estrat&eacute;gias    e as interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas j&aacute; existentes para    o controle das doen&ccedil;as da inf&acirc;ncia, a OPAS/OMS e o UNICEF (Fundo    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia) come&ccedil;aram a criar    uma nova estrat&eacute;gia visando integrar todas as interven&ccedil;&otilde;es    em uma &uacute;nica investida. A estrat&eacute;gia de Aten&ccedil;&atilde;o    Integrada &agrave;s Doen&ccedil;as Prevalentes na Inf&acirc;ncia AIDPI, constitui,    assim, um enfoque &uacute;nico que d&aacute; as orienta&ccedil;&otilde;es para    a avalia&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o e tratamento das doen&ccedil;as    e problemas de sa&uacute;de que afetam a inf&acirc;ncia com maior freq&#252;&ecirc;ncia    nos pa&iacute;ses em desenvolvimento e que, al&eacute;m disso, inclui componentes    de preven&ccedil;&atilde;o e de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de infantil<sup><i>(21)</i></sup>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Concentrando a    aten&ccedil;&atilde;o mais na condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da crian&ccedil;a    do que no motivo da consulta, a aplica&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia    evita que se percam as oportunidades de detec&ccedil;&atilde;o e de tratamento    de doen&ccedil;as ou de problemas de sa&uacute;de que podem passar despercebidos    pelo pessoal de sa&uacute;de por n&atilde;o serem o motivo principal de preocupa&ccedil;&atilde;o    na ocasi&atilde;o da consulta. Al&eacute;m do mais, incorporando a aplica&ccedil;&atilde;o    sistem&aacute;tica de interven&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    e de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, evitam-se tamb&eacute;m as oportunidades    perdidas de reduzir a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as e de melhorar os conhecimentos    e as pr&aacute;ticas dos pais com respeito ao cuidado da sa&uacute;de infantil.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esses conhecimentos    e pr&aacute;ticas, quando aplicados pelos pais no cuidado da crian&ccedil;a,    tamb&eacute;m lhes permite detectar precocemente os sinais de alarme de doen&ccedil;as    para levar a crian&ccedil;a &agrave; consulta, e lhes d&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es    concretas para agir da maneira adequada em rela&ccedil;&atilde;o coma alimenta&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a e seu cuidado, melhorando, assim, sua capacidade para a solu&ccedil;&atilde;o    de problemas, bem como sua capacidade para identificar os sinais que devem motivar    uma visita imediata ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O MPC/IRA &eacute;    um dos componentes mais importantes da estrat&eacute;gia de AIDPI, j&aacute;    que as IRA representam a principal causa de doen&ccedil;as na inf&acirc;ncia.    Al&eacute;m do mais, os aspectos t&eacute;cnicos da estrat&eacute;gia de AIDPI    para o controle das IRA s&atilde;o os mesmos que aqueles que j&aacute; haviam    sido inclu&iacute;dos no MPC/IRA, e que demonstraram sua efic&aacute;cia para    a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade e da morbidade grave e para melhorar    a qualidade do atendimento. </font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; por este    motivo que se espera que a aplica&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de AIDPI    contribua, em grande parte, para a continua&ccedil;&atilde;o dos sucessos j&aacute;    obtidos pelo emprego da estrat&eacute;gia de MPC/IRA. Espera-se, igualmente,    que a AIDPI fortale&ccedil;a esses sucessos ao permitir que mais crian&ccedil;as    possam gozar dos beneficios do manejo adequado das IRA ao consultarem os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de por outras doen&ccedil;as, ou mesmo para o controle de sa&uacute;de    nos servi&ccedil;os de primeiro n&iacute;vel de assist&ecirc;ncia, bem como    em seus lares. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Contribui&ccedil;&otilde;es    do controle das IRA para iniciativa &quot;Crian&ccedil;as Sadias: a Meta de    2002&quot;</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Levando em considera&ccedil;&atilde;o    o potencial da estrat&eacute;gia de AIDPI para a detec&ccedil;&atilde;o precoce    e para o tratamento eficaz das doen&ccedil;as que mais freq&#252;entemente afetam    a sa&uacute;de das crian&ccedil;as com menos de cinco anos de idade, a OPAS/OMS    lan&ccedil;ou no final de 1999 a iniciativa &quot;Crian&ccedil;as Sadias: a    Meta de 2002&quot;, que se prop&otilde;e a evitar 100.000 mortes de crian&ccedil;as    com menos de cinco anos nos pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas entre 1998 e 2002,    dando acesso universal &agrave; estrat&eacute;gia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A iniciativa visa    acelerar o processo da implementa&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de AIDPI    nos pa&iacute;ses, orientando os esfor&ccedil;os para conseguir com que os grupos    mais vulner&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o, em especial, tenham acesso    a seus beneficios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pelo fato de as    IRA serem uma das principais causas de mortalidade devido &agrave;s doen&ccedil;as    que s&atilde;o o objeto da estrat&eacute;gia de AIDPI, a contribui&ccedil;&atilde;o    desta para seu controle e para a realiza&ccedil;&atilde;o da Meta 2002 &eacute;    de import&acirc;ncia fundamental j&aacute; que entre 40% e 50% das mortes a    serem evitadas devem-se &agrave; pneumonia, a principal causa de mortalidade    por IRA entre as crian&ccedil;as de zero a cinco anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Espera-se que    a aplica&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de AIDPI contribua para melhorar    a identifica&ccedil;&atilde;o dos sinais de alarme por parte dos pais e para    fomentar a consulta precoce, especialmente naquelas situa&ccedil;&otilde;es    em que o quadro respirat&oacute;rio requer tratamento por parte do pessoal de    sa&uacute;de. Ao melhorar as pr&aacute;ticas do </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">pessoal    de sa&uacute;de do primeiro n&iacute;vel, a estrat&eacute;gia de AIDPI contribuir&aacute;    para que estes detectem rapidamente aqueles casos que necessitem de tratamento    hospitalar, assim como os casos que necessitem de um antibi&oacute;tico para    deter a evolu&ccedil;&atilde;o do quadro. Dessa maneira, se reduzir&atilde;o    as mortes que est&atilde;o realmente associadas com a falta de tratamento ou    com o tratamento tardio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disso,    como a estrat&eacute;gia de AIDPI contribui para melhorar a condi&ccedil;&atilde;o    geral da sa&uacute;de das crian&ccedil;as com menos de cinco anos, estas estar&atilde;o    em melhores condi&ccedil;&otilde;es para reagir aos frequentes epis&oacute;dios    de IRA, o que diminuir&aacute; a incid&ecirc;ncia de epis&oacute;dios graves,    com o conseq&uuml;ente impacto no n&uacute;mero de &oacute;bitos por esta causa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa maneira,    poder-se-&aacute; avan&ccedil;ar progressivamente para o alcance de melhores    condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de para a inf&acirc;ncia, promovendo um    crescimento e desenvolvimento saud&aacute;vel para as gera&ccedil;&otilde;es    futuras. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Jeliffe D. Pediatrics.    In: King M, editor. Medical care in developing countries. Cap. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.    Nairobi, Oxford: University Press; 1966. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Pio A, Leowski    J, ten Dam HG. La magnitud del problema de las infecciones respiratorias agudas.    II Seminario Regional sobre infecciones respiratorias agudas en ni&ntilde;os    y supervivencia infantil. 29-31 de octubre. Rio de Janeiro, Brasil: OPS/OMS;    1984.</font> <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Organizaci&oacute;n    Panamericna de la Salud. La salud en las Am&eacute;ricas, volumen I. OPS/OMS;    1998. (Publicaci&oacute;n Cient&iacute;fica n<sup>o</sup> 569). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Ni&ntilde;os sanos: la meta de 2002. Meta regional    para el a&ntilde;o 2002: reducci&oacute;n de 100.000 muertes de ni&ntilde;os    menores de 5 a&ntilde;os. Fundamentso y justificaci&oacute;n. 2000. (S&eacute;rie/HCP/HCT/AIEPI/001).    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Benguigui Y,    L&oacute;pez Antufiano FJ, Schmunis G, Yunes J. Infecciones respiratorias en    ni&ntilde;os. OPS/OMS; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Estad&iacute;sticas de salud de las Am&eacute;ricas,    OPS/OMS; 1998. (Publicaci&oacute;n Cient&iacute;fica n<sup>o</sup>567). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Instituto Nacional    de Enfermedades Respiratorias &quot;Emilio Coni&quot;, Enfermedades objeto de    la estrategia AIEPI en Argentina. 1999. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Instituto Nacional    de Enfermedades Respiratorias &quot;Emilio Coni&quot; Enfermedades respiratorias    en la infancia. Argentina: 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Tan L, Guti&eacute;rrez    A, Freire M. Manejo en el hogar de ni&ntilde;os con tos y respiraci&oacute;n    r&aacute;pida en Bolivia, Ecuador, la Rep&uacute;blica Dominicana y Guatemala:    hallazgos de encuestas e implicaciones para los programas de Plan Internacional.    In: Benguigui Y, Valenzuela C, editores. Investigaciones operativas sobre el    control de las infecciones respiratorias agudas (IRA) en ni&ntilde;os en Am&eacute;rica    latina y el Caribe. 1998. (Serie HCT/AIEPI-3.E. OPS/OMS). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Barbato A,    et al. Muertes domiciliarias por infecci&oacute;n respiratoria aguda en el partido    de la matanza, Buenos Aires, Argentina. In: Investigaciones operativas sobre    el control de Ias infecciones respiratorias agudas (IRA) en ni&ntilde;os en    Am&eacute;rica Latina y el Caribe. 1998. (Serie HCT/AIEPI-3.E. OPS/OMS). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chatkin    JM, Fitennan Molinari J. Estudio de fallecimientos infantile por neumon&iacute;a    mediante encuesta domiciliaria. In: Benguigui Y, editor. Investigaciones operativas    sobre el control de las infecciones respiratorias agudas (IRA) en Brasil. OPS/OMS;    1999. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Comit&eacute;    de Desarrollo Municipal de San Ram&oacute;n. Pr&aacute;cticas en la vivenda    sobre el manejo de ni&ntilde;os menores de 3 a&ntilde;os con IRA em Matagalpa,    Nicaragua. In: Benguigui Y, Valensuela C, editores. Investigaciones operativas    sobre el control de las infecciones respiratorias agudas (IRA) en ni&ntilde;os    en Am&eacute;rica Latina y el Caribe. 1998. (Serie HCT/AIEPI-3.E. OPS/OMS).    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Instituto Nacional    de Enfermedades espiratorias &quot;Emilio Coni&quot;. Dispensa de antibi&oacute;ticos    en farmacias para el tratamiento de las IRA en menores de 5 a&ntilde;os (comunicaci&oacute;n).    1991. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Fern&aacute;ndez    J. Impacto de las acciones de control de las IRA en el hospital &quot;San Jose&quot;    de la ciudad Ca&ntilde;ada de G&oacute;mez, provincia de Santa Fe, Argentina.    In: Benguigui Y, Valenzuela C, editores. Investigaciones opertivas sobre el    control de las infecciones respiratorias agudas (IRA) en ni&ntilde;os en Am&eacute;rica    Latina y el Caribe. 1998. (Serie HCT/AIEPI-3.E. OPS/OMS). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Raz&oacute;n    R, et al. Impacto de las acciones de control de las infecciones respiratorias    agudas (IRA) en ni&ntilde;os menores de 5 anos en Cuba. In: Benguigui Y, Valenzuela    C, editores. Investigaciones operativas sobre el control de las infecciones    respiratorias agudas (IRA) en ni&ntilde;os en Am&eacute;rica Latina y el Caribe.    1998. (Serie HCT/AIEPI-3.E. OPS/OMS). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Murray BE.    Problemas y dificultades para controlar el uso de antibi&oacute;ticos. In: Salvatierra-Gonz&aacute;lez    R, Benguigui y editores. Resistencia antimicrobiana en las Am&eacute;ricas magnitud    del problema y su contenci&oacute;n. OPS/OMS; 2000. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Salvatierra-Gonz&aacute;lez    R, Benguigui Y. Resistencia antimicrobiana en las Am&eacute;ricas: magnitud    del problema y su contenci&oacute;n. OPS/OMS; 2000. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Organizaci&oacute;n Mundiale de la salud. Atenci&oacute;n    del ni&ntilde;o con infecci&oacute;n respiratoria aguda. 1992. (Serie PALTEX    par t&eacute;cnicos medios y auxiliares n<sup>o</sup> 21). </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Benguigui Y,    Valenzuela C, editores. Investigaciones operativas sobre el control de las infecciones    respiratorias agudas (IRA) en ni&ntilde;os en Am&eacute;rica Latina y el Caribe.    OPS/ OMS; 1998. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Organizaci&oacute;n    Panamerican de la Salud. Organizaci&oacute;n Mundile de la Salud. Acciones de    salud matemoinfantil a nivel local: seg&uacute;n las metas de la Cumbre Mundial    en favor de la infancia. OPS/OMS; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Organizaci&oacute;n    Panamericana de la Salud. Organizaci&oacute;n Mundiale de la Salud. Atenci&oacute;n    integrada a las enfermedades prevalentes de la infancia (AIEPI). Curso cl&iacute;nico    OPS/OMS; 1996. </font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em    21/02/2002. Aprovado em 24/05/2002.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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