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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implantação do tratamento supervisionado no, município de Bauru/SP - Avaliação da tuberculose pulmonar, 1999/2000]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study describes the introduction of direct observed treatmen (DOT) on tuberculosis outpatients clinics in Bauru-SP: Initial organizational and patient difficulties during implementation of DOT strategy are addressed. Demographic data from 90 patients with pulmonary was colected from their files and from 71 interviews. Most of the sample was composed by men in the age group 20-49 years, with low income and low educational level. DOT was used in (18,9%) and (8,9%)were treated with a mixed schem. Overall, the cure rate was 75,5% and defaulters ranged 21,1. Defaulter rate was 17,8 times less among those treated with DOT: 4 times greater among men and more frequent among patients on retreatment and comorbidities. During the interviews, 14% of the patients lacked knowledge on tuberculosis infectiveness and they didn't know it could be cured, altjhough na educational programme had been implemented in the Health Units. Coughing andfever were recorded as the most relevant early symptoms. One third of the patients refered medicatin interruption for several days. In conclusion, DOT contributed significantly to reduce defaulting. Also, there is a need for a constant motivatin ofhealth workers, andfor a descentralization oftuberculosis control activities]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[controle da tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[tratamento supervisionado]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[abandono do tratamento]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[treatment disregard]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topo"></a><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado no, munic&iacute;pio de Bauru/SP - Avalia&ccedil;&atilde;o    da tuberculose pulmonar, 1999/2000</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <h3><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rosilene Maria    dos Santos Reigota<sup>I</sup>; Luana Carandina<sup>II</sup></b></font></h3>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Enfermeira.    Mestre em Sa&uacute;de Coletiva pela Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp    <br>   <sup>II</sup>M&eacute;dica. Doutora em Sa&uacute;de P&uacute;blica pela Faculdade    de Sa&uacute;de P&uacute;blica - Universidade de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#nota">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente estudo    descreve a implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado no ambulat&oacute;rio    de tisiologia do munic&iacute;pio de Bauru-SP S&atilde;o abordadas as dificuldades    iniciais do servi&ccedil;o e dos pr&oacute;prios doentes para aderirem a essa    estrat&eacute;gia. Para a avalia&ccedil;&atilde;o da tuberculose pulmonal: foram    utilizadas informa&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das dos prontu&aacute;rios    e fichas de notifica&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica de 90 doentes, residentes    em Bauru e de entrevistas realizadas com 71 deles e com os profissionais do    servi&ccedil;o. Houve predomin&acirc;ncia de doentes do sexo masculino, na faixa    et&aacute;ria de 20 a 49 anos, com baixa escolaridade e pequeno poder aquisitivo.    Foram acompanhados em tratamento supervisionado 18,9% dos doentes e 8,9% em    misto. Houve uma taxa de cura de 75,5% e uma taxa de abandono de 21,1%, sendo    17,8 vezes menor nos doentes que fizeram o tratamento supervisionado, 4 vezes    maior entre os homens e mais frequente entre os doentes em retratamento e com    outras patologias associadas. Nas entrevistas, 14% dos doentes mostraram ainda    um certo grau de desconhecimento sobre as formas de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a    e as condi&ccedil;&otilde;es para a cura, apesar de o trabalho educativo ter    sido intensificado. Os doentes referiram a tosse e a febre como os sintomas    iniciais mais relevantes. Um ter&ccedil;o dos doentes interromperam a ingest&atilde;o    da medica&ccedil;&atilde;o por v&aacute;rios dias. Conclui-se que o tratamento    supervisionado contribuiu significativamente para a redu&ccedil;&atilde;o do    abandono e recomenda-se, al&eacute;m da motiva&ccedil;&atilde;o constante dos    profissionais, a descentraliza&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia e das a&ccedil;&otilde;es    do programa de controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores:</b>    controle da tuberculose; tratamento supervisionado; abandono do tratamento</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> This study describes    the introduction of direct observed treatmen (DOT) on tuberculosis outpatients    clinics in Bauru-SP: Initial organizational and patient difficulties during    implementation of DOT strategy are addressed. Demographic data from 90 patients    with pulmonary was colected from their files and from 71 interviews. Most of    the sample was composed by men in the age group 20-49 years, with low income    and low educational level. DOT was used in (18,9%) and (8,9%)were treated with    a mixed schem. Overall, the cure rate was 75,5% and defaulters ranged 21,1.    Defaulter rate was 17,8 times less among those treated with DOT: 4 times greater    among men and more frequent among patients on retreatment and comorbidities.    During the interviews, 14% of the patients lacked knowledge on tuberculosis    infectiveness and they didn't know it could be cured, altjhough na educational    programme had been implemented in the Health Units. Coughing andfever were recorded    as the most relevant early symptoms. One third of the patients refered medicatin    interruption for several days. In conclusion, DOT contributed significantly    to reduce defaulting. Also, there is a need for a constant motivatin ofhealth    workers, andfor a descentralization oftuberculosis control activities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    tuberculosis control, supervised treatment, treatment disregard</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tuberculose    &eacute; uma doen&ccedil;a infecto-contagiosa, de evolu&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica    e de transmiss&atilde;o por via a&eacute;rea. Seu agente etiol&oacute;gico &eacute;    o <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, tamb&eacute;m chamado de bacilo de Koch.    Conhecida desde a Antig&#252;idade, foi considerada um dos piores flagelos que    atingiam o homem, levando-o &agrave; morte prematura<sup><i>(1)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Antes da descoberta    do bacilo qualquer doen&ccedil;a pulmonar era confundida com a tuberculose.    Somente a partir de 1882, quando Robert Koch identificou o bacilo da tuberculose,    estabeleceu-se a hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a e o conhecimento do    cont&aacute;gio<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, a luta    contra a tuberculose teve in&iacute;cio em 1889, com a cria&ccedil;&atilde;o    das &quot;Ligas Contra a Tuberculose&quot; que priorizavam a constru&ccedil;&atilde;o    de sanat&oacute;rios e dispens&aacute;rios para o atendimento dos doentes. No    final desse s&eacute;culo, acreditava-se na cura espont&acirc;nea da doen&ccedil;a    e o tratamento utilizado era a higi&ecirc;nico-diet&eacute;tico, traduzido por    boa alimenta&ccedil;&atilde;o e muito repouso, preferencialmente no clima frio    das montanhas<sup><i>(3)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A comprova&ccedil;&atilde;o    da efic&aacute;cia dos quimioter&aacute;picos na cura da tuberculose, alcan&ccedil;ada    ao longo das d&eacute;cadas de cinq&#252;enta e sessenta, tomou o tratamento    primordialmente ambulatorial, diminuindo a necessidade de interna&ccedil;&otilde;es    e culminando na desativa&ccedil;&atilde;o dos sanat&oacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Programa Nacional    de Controle da Tuberculose - PNCT - foi institu&iacute;do na d&eacute;cada de    setenta, com esquemas de quimioterapia j&aacute; padronizados em todo o pa&iacute;s.    Em 1973, a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento passa de 18 para 12 meses e em    1980 para 6 meses, se tornando totalmente oral, condi&ccedil;&atilde;o que favorece    a auto-administra&ccedil;&atilde;o<sup><i>(4)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante as &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, o mundo acreditou que a situa&ccedil;&atilde;o da tuberculose    estivesse controlada, o que levou as autoridades a um descaso no investimento    de tecnologia para a&ccedil;&otilde;es de diagn&oacute;stico e tratamento. Alguns    pa&iacute;ses pretenderam declarar erradicada a doen&ccedil;a at&eacute; 2010,    mas a realidade mostrou-se diferente<sup><i>(5)</i></sup>. Os indicadores da    tuberculose atualmente voltaram a piorar, devido &agrave; crise econ&ocirc;mica,    &agrave; epidemia da aids, &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de e, conseq&uuml;entemente, &agrave; fal&ecirc;ncia e resist&ecirc;ncia    as drogas<sup><i>(6,7,8)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As estimativas    atuais para a tuberculose em n&iacute;vel mundial mostram que h&aacute; 2 bilh&otilde;es    de indiv&iacute;duos infectados e que, a cada ano, ocorrem mais de 8 milh&otilde;es    de casos. No Brasil notificam-se cerca de 90.000 casos anuais; estimando-se    que possa haver at&eacute; 130.000, pois h&aacute; subnotifica&ccedil;&atilde;o<sup><i>(8)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de declarou, em abril de 1993, estado de emerg&ecirc;ncia    para a tuberculose. No Brasil, em 1994, foi criado o Plano Emergencial para    a Tuberculose, sob a coordena&ccedil;&atilde;o do PNCT, com os objetivos gerais    de integra&ccedil;&atilde;o de 100% dos munic&iacute;pios com a&ccedil;&otilde;es    de diagn&oacute;stico e de tratamento, aumento da cobertura das a&ccedil;&otilde;es    do Programa, descoberta de, ao menos, 90% dos casos de tuberculose esperados    para o pa&iacute;s, submetendo 100% destes, ao tratamento e curando pelo menos,    85% dos doentes tratados<sup><i>(5)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A quimioterapia    &eacute; o principal componente do arsenal utilizado para o controle da tuberculose.    Destaca-se que das vari&aacute;veis consideradas na avalia&ccedil;&atilde;o    dos resultados, o abandono do tratamento constitui um desafio antigo para os    profissionais que trabalham no controle dessa doen&ccedil;a, o qual s&oacute;    se reduz com &ecirc;xito no controle do tratamento, principalmente com a obten&ccedil;&atilde;o    da ades&atilde;o do doente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os motivos pelos quais    os doentes abandonam o tratamento e o perfil desses indiv&iacute;duos, t&ecirc;m    sido objeto de in&uacute;meros estudos. Avalia-se que as causas estejam ligadas    a problemas relacionados aos doentes e aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup><i>(9)</i></sup>.    O fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a e o tratamento,    pela equipe de sa&uacute;de, aos doentes e familiares &eacute; de fundamental    import&acirc;ncia<sup><i>(10)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os percentuais    de abandono de tratamento, no Brasil, t&ecirc;m se mantido est&aacute;veis,    nos &uacute;ltimos 20 anos, mas em patamares muito elevados, sendo necess&aacute;rio    que o PNCT estabele&ccedil;a estrat&eacute;gias para a redu&ccedil;&atilde;o    dessas taxas, que s&atilde;o de 15% em m&eacute;dia, atingindo em alguns munic&iacute;pios    30 a 40%<sup><i>(11)</i></sup> . As a&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m sendo    desenvolvidas pelo Programa n&atilde;o t&ecirc;m se mostrado eficazes para atingir    a meta de, no m&aacute;ximo, 5% de taxas de abandono, conforme preconiza o Plano    Nacional de Controle da Tuberculose<sup><i>(8)</i></sup>. Diante dessa realidade e da problem&aacute;tica    do bacilo que vem sofrendo muta&ccedil;&otilde;es para formas resistentes &agrave;s    drogas, decorrentes de irregularidades e abandono de tratamentos, o PNCT, seguindo    orienta&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de,    tem proposto a ado&ccedil;&atilde;o do Directly Observed Treatment Short course    - DOTS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> DOTS significa muito mais    do que a simples supervis&atilde;o da tomada regular de medicamentos. Prev&ecirc;    a exist&ecirc;ncia de uma unidade de orienta&ccedil;&atilde;o, expressa numa    condu&ccedil;&atilde;o harmonizada com a participa&ccedil;&atilde;o efetiva    dos Estados e Munic&iacute;pios, compatibilizando a descentraliza&ccedil;&atilde;o    necess&aacute;ria e a integra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    em busca da efic&aacute;cia dos programas de controle da doen&ccedil;a. Para    isso, &eacute; necess&aacute;rio que haja padroniza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    conforme prop&otilde;e o Manual de Normas para o Controle da Tuberculose, sistema    eficiente de registros e notifica&ccedil;&atilde;o de casos, rede de laborat&oacute;rios    com controle regular da qualidade e outros servi&ccedil;os para diagn&oacute;stico,    <u>tratamento supervisionado</u>, suprimento regular de medica&ccedil;&atilde;o, supervis&atilde;o    dos servi&ccedil;os, treinamento de pessoal, defini&ccedil;&atilde;o de responsabilidades    espec&iacute;ficas dos tr&ecirc;s n&iacute;veis envolvidos: federal, nacional    e municipal, plano de implementa&ccedil;&atilde;o de atividades, defini&ccedil;&atilde;o    de custos e fonte derecursos<sup><i>(8)</i></sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As maiores dificuldades    enfrentadas para a implanta&ccedil;&atilde;o do DOTS s&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; impossibilidade de o doente comparecer na Unidade diariamente ou de    t&eacute;cnicos do programa realizarem visitas freq&uuml;entes em sua resid&ecirc;ncia.    Assim, cada munic&iacute;pio, tomando por base orienta&ccedil;&otilde;es do    Programa Nacional de Controle da Tuberculose, tem desenvolvido suas a&ccedil;&otilde;es,    respeitando suas peculiaridades, visando acompanhar em tratamento supervisionado    ao menos aqueles que s&atilde;o mais predispostos a abandonar o tratamento,    reduzindo assim os percentuais de abandono<sup><i>(8)</i></sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Avaliar a implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado para o controle do doente de tuberculose pulmonar    em Bauru, descrevendo os motivos que levam o doente &agrave; ades&atilde;o ou    n&atilde;o desta estrat&eacute;gia. Estudar a representa&ccedil;&atilde;o da    doen&ccedil;a para esses indiv&iacute;duos. Avaliar o posicionamento da equipe    quanto ao tratamento supervisionado e ao controle da doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material    e m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Bauru, cidade    do interior do Estado de S&atilde;o Paulo, s&atilde;o notificados em m&eacute;dia,    145 casos de tuberculose por ano, com &iacute;ndices de abandono de cerca de    20%<sup><i>(12)</i></sup>. O coeficiente m&eacute;dio de incid&ecirc;ncia da    tuberculose no munic&iacute;pio, de 1996 a 2000 foi de 48,4/100.000 habitantes,    menor do que a m&eacute;dia do Estado de S&atilde;o Paulo no per&iacute;odo,    que foi de 54/100.000 hab. E tamb&eacute;m menor que o registrado em estudo    anterior na regi&atilde;o de Bauru, no per&iacute;odo de 1993 a 1995<sup><i>(13)</i></sup> que    foi de 50,5/100.000 habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O presente estudo, desenvolvido    no per&iacute;odo de 1<sup>o</sup>. de setembro de 1999 a 31 de agosto de 2000 ocorreu    concomitantemente com a implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado    no ambulat&oacute;rio municipal de tisiologia de Bauru/SP. Para a pesquisa foram    extra&iacute;dos dados de prontu&aacute;rios, fichas epidemiol&oacute;gicas    dos doentes e de entrevistas com os doentes e com a equipe profissional. Os    doentes foram entrevistados a partir do quarto m&ecirc;s de tratamento, pela    pr&oacute;pria pesquisadora. Os profissionais receberam o question&aacute;rio    em envelope fechado identificado nominalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o    de estudo constituiu-se de 90 doentes de tuberculose pulmonar, residentes em    Bauru. Foram exclu&iacute;dos os presidi&aacute;rios, os portadores de tuberculose    extrapulmonar e os doentes que residiam fora do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As entrevistas com os doentes    visavam obter informa&ccedil;&otilde;es quanto aos seus conhecimentos sobre    a doen&ccedil;a, a aceita&ccedil;&atilde;o dela, o seu comportamento e o das    outras pessoas quando souberam que estavam doentes e sobre os efeitos colaterais    da medica&ccedil;&atilde;o. Continha perguntas sobre o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o ao atendimento recebido, vantagens e desvantagens do    tratamento em que estavam inseridos, se lhes foi oferecido o tratamento supervisionado    e quais as dificuldades encontradas para a ades&atilde;o a esta estrat&eacute;gia.    A entrevista buscava ainda, apurar os motivos que levam os doentes a abandonarem    o tratamento e se faziam uso de bebida alco&oacute;lica. A &uacute;ltima parte    do question&aacute;rio, visava obter informa&ccedil;&otilde;es quanto ao conceito    de sa&uacute;de para os doentes. Foram exclu&iacute;dos das entrevistas os doentes    mentais institucionalizados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A entrevista com a equipe    profissional continha quest&otilde;es quanto ao conhecimento sobre a doen&ccedil;a,    ao tratamento supervisionado, &agrave; rela&ccedil;&atilde;o do profissional    com os doentes e, do ponto de vista do profissional, o porqu&ecirc; da n&atilde;o    ades&atilde;o do doente ao tratamento supervisionado e os motivos de abandono    de tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o acompanhamento do    doente de tuberculose no ambulat&oacute;rio, foram estabelecidas rotinas para    os dois tipos de tratamento, auto-administrado e supervisionado. Os problemas    enfrentados para o in&iacute;cio dessa nova estrat&eacute;gia foram discutidos    em reuni&otilde;es com os t&eacute;cnicos envolvidos e gerentes do servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 90 doentes    de tuberculose pulmonar estudados, 71 (78,8%) puderam ser entrevistados. As    informa&ccedil;&otilde;es obtidas nos prontu&aacute;rios e nas fichas de notifica&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica s&atilde;o referentes ao total de casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No presente estudo,    a distribui&ccedil;&atilde;o da tuberculose por sexo e faixa et&aacute;ria,mostrou    a predomin&acirc;ncia do sexo masculino e da faixa et&aacute;ria de 20 a 49    anos, tendo sido observado um n&uacute;mero pequeno de doentes com idade inferior    a 15 anos. Houve tamb&eacute;m, a predomin&acirc;ncia de pessoas de baixa renda    e com pouca escolaridade e freq&#252;&ecirc;ncia elevada de indiv&iacute;duos    fora da for&ccedil;a de trabalho, conforme mostra a (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab2">tabela    2</a> mostra o grau de ades&atilde;o dos doentes ao tratamento supervisionado,    a presen&ccedil;a de doen&ccedil;as associadas e o resultado do tratamento.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O abandono ocorreu    tardiamente, 57,9% a partir do 4<sup>o</sup> ou 5<sup>o</sup> m&ecirc;s. Ocorreu    4 vezes mais em homens do que em mulheres e 17 vezes mais no grupo acompanhado    em tratamento auto-administrado do que no grupo em tratamento supervisionado.    Dos 19 doentes que abandonaram o tratamento, 6 eram retratamentos por abandono    anterior (31,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando pesquisada    a situa&ccedil;&atilde;o dos doentes que abandonaram o tratamento, verificou-se    que: 4 estavam usando bebida alco&oacute;lica, 3 pensaram que estivessem curados,    3 mudaram-se para outra cidade com a fam&iacute;lia, 3 eram doentes mentais    institucionalizados, 2 estavam trabalhando fora do munic&iacute;pio, 1 tinha    aids e decidiu abandonar o tratamento contra a tuberculose e tomar somente os    anti-retrovirais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando questionados se    a tuberculose tem cura, 69 doentes (97,2% ) responderam que sim, 1 que n&atilde;o    tem cura (1,4%) e 1 que n&atilde;o sabia (1,4%). Estes 2 &uacute;ltimos doentes    pertenciam ao grupo do tratamento supervisionado. Quanto &agrave; transmiss&atilde;o    de uma pessoa para outra: 63 responderam que sim (88,7%),4 que n&atilde;o (5,6%)    e 4 que n&atilde;o sabiam (5,6%). Dos 4 doentes que responderam que a doen&ccedil;a    n&atilde;o &eacute; transmitida de uma pessoa para outra, 2 estavam em tratamento    supervisionado. Dos 4 que n&atilde;o sabiam responder, 3 tamb&eacute;m eram    do grupo em tratamento supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando os entrevistados    foram questionados quanto aos sintomas da tuberculose, 100% deles referiram    a tosse e 81,7% a febre. Quando a quest&atilde;o sobre sintomas foi formulada    de outra maneira, ou seja: quais os primeiros sintomas que levaram o indiv&iacute;duo    a se sentir doente, a febre foi o sintoma mais relatado, individualmente ou    associado a outro, estando frequente em 45,1% das respostas, seguido da tosse    (22,6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 71 doentes    entrevistados, 63 responderam que contaram para as pessoas que tinham tuberculose    (88,7%) e 8 n&atilde;o o fizeram (11,2%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dezessete, dos 71 doentes    entrevistados (23,9%), responderam que perceberam mudan&ccedil;as no comportamento    das pessoas, quando souberam que eles estavam com tuberculose. Trinta e dois    (45,1 %) responderam ter mudado seu comportamento com as pessoas quando souberam    que estavam com tuberculose: 73% se afastaram das pessoas e 23,1 % separaram    seus objetos de uso pessoal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi relatado por 15 doentes,    21,1% dos entrevistados, que os medicamentos lhes provocavam efeitos colaterais,    estando os problemas estomacais presentes em 75% das respostas, seguidos de    rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas em 17,6% dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vinte e seis entrevistados    (36,6%) admitiram ter parado de tomar os medicamentos durante o tratamento,    7 dos quais em tratamento supervisionado. Dos que interromperam a medica&ccedil;&atilde;o,    15 responderam ter parado por at&eacute; 5 dias (57,7%), cinco pararam por 6    a 10 dias (19,2%), quatro de 11 a 20 dias (15,3%) e 2 por mais de 30 dias (7,6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os motivos mais    alegados para parar de tomar a medica&ccedil;&atilde;o foram: esquecimento (46,2%),    uso de bebida alco&oacute;lica ou drogas (11,5%), estar tomando muitos rem&eacute;dios    e &agrave;s vezes parar com alguns (11,5%). Um paciente alegou ter parado por    se sentir curado e outro por achar que os rem&eacute;dios n&atilde;o estavam    fazendo nenhum efeito. Dos 26 pacientes que pararam de tomar a medica&ccedil;&atilde;o,    9 (34,6%) tinham outra patologia associada &agrave; tuberculose, sendo 5 alcoolistas,    3 doentes de aids e 1 drogadito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados    a respeito do que o servi&ccedil;o tinha de ruim ou o que precisaria melhorar,    6 responderam que havia muita demora entre o hor&aacute;rio em que se apresentavam    no ambulat&oacute;rio e a consulta com o m&eacute;dico (8,5%). No entanto, 70,8%    consideraram bom o atendimento de toda a equipe e 84,5% disseram que n&atilde;o    havia nada de ruim no servi&ccedil;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando abordados    mais especificamente quanto ao tratamento supervisionado, foi verificado que    dos 38 doentes que receberam a oferta desse tipo de acompanhamento, 13 n&atilde;o    a aceitaram. Desses, 7 alegaram n&atilde;o poder aderir a essa estrat&eacute;gia    porque trabalhavam, 2 porque teriam que faltar &agrave; escola e 2 porque moravam    longe e n&atilde;o gostavam de acordar cedo. A todos os entrevistados, foi perguntado    quais as vantagens e desvantagens encontradas no tipo de tratamento em que estavam    inseridos, sendo que, no grupo em tratamento supervisionado, as respostas mais    frequentes foram: receber maior aten&ccedil;&atilde;o da equipe e informa&ccedil;&otilde;es    sobre a doen&ccedil;a (59%), poder falar com as &quot;enfermeiras&quot; como    estava se sentindo (18,1%) e 2 disseram que 15 dias ap&oacute;s o in&iacute;cio    do tratamento j&aacute; se sentiam curados. Apenas 23% do grupo de doentes em    tratamento auto-administrado considerou como desvantagem perder as palestras    semanais das quais os doentes em tratamento supervisionado participavam freq&#252;entemente.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados    se recomendariam o tratamento supervisionado a outras pessoas, 20 doentes que    estavam nesse tipo de tratamento responderam afirmativamente. Cinco foram questionados    sobre o mesmo assunto, ap&oacute;s terem abandonado o tratamento supervisionado    e tamb&eacute;m foram un&acirc;nimes na resposta afirmativa. Esses 5 doentes    responderam que recomendariam porque no tratamento supervisionado se recebe    mais aten&ccedil;&atilde;o e melhor acompanhamento da equipe. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cinco doentes passaram    do tratamento supervisionado para o auto-administrado durante o tratamento.    Os motivos relatados para a ocorr&ecirc;ncia dessa mudan&ccedil;a foram: 2 por    terem voltado a trabalhar, 1 mudou-se para um bairro distante, 1 relatou ter    fortes dores nas articula&ccedil;&otilde;es, o que dificultava sua locomo&ccedil;&atilde;o    at&eacute; o ambulat&oacute;rio, e 1 porque dava muito trabalho comparecer ao    ambulat&oacute;rio semanalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando question&agrave;dos    se faziam uso de bebida alco&oacute;lica, 10 entrevistados (14%) admitiram faz&ecirc;-lo    durante o tratamento, sendo 1 sempre e 9 &agrave;s vezes. Trinta e seis responderam    que faziam uso de bebida alco&oacute;lica antes do tratamento (50,7%), mas que    haviam parado depois que souberam que estavam doentes e 25 que nunca fizeram    uso de bebida alco&oacute;lica em nenhum momento de suas vidas (35,2%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As duas &uacute;ltimas    quest&otilde;es dirigidas aos doentes visavam obter informa&ccedil;&otilde;es    do significado de sa&uacute;de para eles, 70% deles responderam que ter sa&uacute;de    significava comer bem, 20,9% ter disposi&ccedil;&atilde;o para o trabalho e    9,0% sentir-se bem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os profissionais    entrevistados foram un&acirc;nimes em responder que a doen&ccedil;a &eacute;    cur&aacute;vel e pertence ao grupo das infecto-contagiosas. Quanto aos sintomas,    foram mencionadas a febre, a anorexia, a tosse e os suores noturnos, por quase    todos os profissionais. Outras respostas obtidas foram: dores tor&aacute;cicas,    falta de ar, fadiga e hemoptise. Todos responderam que o tempo m&iacute;nimo    para o tratamento da doen&ccedil;a &eacute; de 6 meses. Consideraram o trabalho    como a causa mais freq&#252;ente para a n&atilde;o-ades&atilde;o ao tratamento supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando questionados sobre    a defini&ccedil;&atilde;o de tratamento supervisionado, todos responderam ser    o comparecimento do doente ao ambulat&oacute;rio para tomar medica&ccedil;&atilde;o    na frente de um profissional de saude. Quanto aos objetivos do tratamento supervisionado,    foram obtidas respostas como: diminui&ccedil;&atilde;o do abandono, observa&ccedil;&atilde;o    direta do tratamento, tratamentos corretos, aumento da responsabilidade do doente    na cura da doen&ccedil;a, cura em 6 meses e diminui&ccedil;&atilde;o da possibilidade    de resist&ecirc;ncia &agrave;s drogas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram considerados    fatores facilitadores &agrave; ades&atilde;o ao tratamento supervisionado: abordagem    individual, presen&ccedil;a de enfermeiro na equipe, atividades educativas e    distribui&ccedil;&atilde;o de passes-sa&uacute;de e cestas b&aacute;sicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando questionados se    havia diferen&ccedil;a nas suas rela&ccedil;&otilde;es com os doentes em tratamento    supervisionado ou em tratamento auto-administrado, metade da equipe considerou    que sim.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A &uacute;ltima quest&atilde;o    dirigida aos profissionais visava avaliar, do ponto de vista deles, o porqu&ecirc;    de o doente abandonar o tratamento, seja ele auto-administrado ou supervisionado,    a resposta mais freq&#252;ente foi o uso de drogas e &aacute;lcool, seguida de melhora    do estado geral ou sentirem-se curados, falta de entendimento da necessidade    do tratamento completo, falta de colabora&ccedil;&atilde;o dos familiares, mudan&ccedil;a    de munic&iacute;pio e efeitos colaterais dos medicamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bauru &eacute; um munic&iacute;pio    com incid&ecirc;ncia elevada de tuberculose devendo priorizar a&ccedil;&otilde;es    de controle da doen&ccedil;a, adotando medidas que proporcionem a diminui&ccedil;&atilde;o    do abandono do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Particularmente em Bauru,    n&atilde;o foi poss&iacute;vel implantar o tratamento supervisionado com supervis&atilde;o    da tomada da dose diariamente. A decis&atilde;o tomada em conjunto com a equipe    profissional e gerentes de se estabelecer uma rotina de acompanhamento do doente    somente duas vezes por semana, foi a poss&iacute;vel no momento, uma vez que    existiam dificuldades referentes ao servi&ccedil;o: falta de disponibilidade    de viaturas e equipe reduzida e, referentes aos doentes: impossibilidade de    comparecerem no ambulat&oacute;rio diariamente devido ao hor&aacute;rio de trabalho.    No in&iacute;cio da implanta&ccedil;&atilde;o o servi&ccedil;o n&atilde;o oferecia    nenhum beneficio, como passes-sa&uacute;de e cestas b&aacute;sicas, que v&aacute;rios    autores<sup><i>(14,15,16,17)</i></sup> tamb&eacute;m consideram importante, embora alertem para    a possibilidade de o doente pretender prolongar o tratamento para n&atilde;o    perder os beneficios<sup><i>(14)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora no in&iacute;cio    n&atilde;o se oferecesse o tratamento supervisionado a todos os doentes, por    necessidade de se avaliar as dificuldades dessa implanta&ccedil;&atilde;o e    de adapta&ccedil;&atilde;o da equipe, os que foram encaminhados para o tratamento    supervisionado, eram os que, segundo a literatura<sup><i>(4,18,19,20,21,22)</i></sup> tendem    a abandonar o tratamento, como: os que haviam sido previamente tratados e os    portadores de outras doen&ccedil;as.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado no ambulat&oacute;rio de Bauru foi mais do que    a simples observa&ccedil;&atilde;o da tomada da medica&ccedil;&atilde;o pelo    doente, pois gerou maior compromisso por parte da equipe com o servi&ccedil;o,    al&eacute;m de lev&aacute;-la a repensar a sua pr&aacute;tica cotidiana, priorizar    as atividades educativas com os doentes e aumentar a participa&ccedil;&atilde;o    do enfermeiro no setor, que passou a realizar maior n&uacute;mero de consultas    de enfermagem, fatores considerados muito importantes para a eleva&ccedil;&atilde;o    das taxas de ades&atilde;o ao tratamento<sup><i>(23)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tratamento supervisionado    cria novas possibilidadesde se construir um modo diferente de agir em sa&uacute;de,    proporcionando melhor conhecimento da realidade e manuten&ccedil;&atilde;o de    di&aacute;logos, melhor v&iacute;nculo e busca de a&ccedil;&otilde;es intercomplementares    <sup><i>(15)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um n&uacute;mero elevado    de doentes acompanhados neste estudo (73,8%) revelou ter hor&aacute;rio de trabalho    livre ou n&atilde;o coincidente com as consultas e com o atendimento para tratamento    supervisionado. Acreditando que essa caracter&iacute;stica n&atilde;o seja apenas    circunstancial, ela poder&aacute; facilitar o comparecimento dos doentes ao    servi&ccedil;o e, portanto, a amplia&ccedil;&atilde;o da cobertura do tratamento    supervisionado a curto e m&eacute;dio prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outras patologias    associadas &agrave; tuberculose podem ser fatores predisponentes ao abandono,    &agrave; mudan&ccedil;a do esquema de tratamento, &agrave; presen&ccedil;a de    efeitos colaterais da medica&ccedil;&atilde;o, por isso foi pesquisada esta    situa&ccedil;&atilde;o no grupo acompanhado. Os doentes co-infectados (aids/tuberculose)    podem, eventualmente, deixar de tomar a medica&ccedil;&atilde;o contra a tuberculose    sem abandonar os anti-retrovirais<sup><i>(24)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A taxa de cura da doen&ccedil;a    neste estudo foi de 75,5%, abaixo da meta preconizada pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, para todas as formas, de pelo menos 85%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os doentes que    abandonaram o tratamento, o fizeram tardiamente, a maioria ap&oacute;s o 4<sup>o</sup>    m&ecirc;s. A literatura aponta que os doentes tendem a abandonar o tratamento    logo que se sentem curados, principalmente quando se sentem aptos para o trabalho<sup><i>(4)</i></sup>.    Sabe-se que ap&oacute;s aproximadamente trinta dias, ocorre, na maioria dos    casos, o desaparecimento dos sintomas. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o    para esse abandono mais tardio seria um maior esclarecimento, mesmo que ainda    insatisfat&oacute;rio, por parte da equipe de sa&uacute;de a respeito da necessidade    de o tratamento ser prolongado at&eacute; a cura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No presente estudo    o homem abandonou o tratamento 4 vezes mais do que a mulher. Portadores de patologias    associadas e retratamentos contribu&iacute;ram com mais da metade dos abandonos.    P&ocirc;de-se verificar tamb&eacute;m, que os doentes acompanhados em tratamento    auto-administrado abandonaram 17,8 vezes mais que os em acompanhamento supervisionado.    Pode se afirmar que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia favor&aacute;vel do tratamento    supervisionado no controle do abandono, mesmo quando o acompanhamento do doente    &eacute; realizado duas vezes por semana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante as entrevistas    com os doentes, algumas quest&otilde;es visavam avaliar seu conhecimento sobre    a doen&ccedil;a. Dos 13,8% que erraram as respostas sobre o conhecimento a respeito    da doen&ccedil;a, a maioria estava em tratamento supervisionado, portanto tinha    recebido mais informa&ccedil;&otilde;es individualmente ou em grupo. Observa-se    que fornecer a informa&ccedil;&atilde;o nem sempre garante sua assimila&ccedil;&atilde;o.    Resultado semelhante foi encontrado em estudo realizado em Campinas<sup><i>(4)</i></sup>. Outro    fato que deve ser destacado, &eacute; que n&atilde;o parece ter havido diferen&ccedil;a    na assimila&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es oferecidas quando    ocorreram em grupo ou individualmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observa-se que a tosse,    sintoma mais frequente nas respostas, pode n&atilde;o impossibilitar o doente    de manter suas atividades cotidianas, diferentemente da febre, que provoca uma    sensa&ccedil;&atilde;o corporal muito desagrad&aacute;vel. V&aacute;rios doentes    entrevistados alegaram sentirem-se mais cansados para trabalhar depois que adquiriram    a tuberculose. A freq&#252;&ecirc;ncia elevada da tosse refor&ccedil;a a necessidade    de busca de casos novos atrav&eacute;s dos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios,    encaminhando para exames aqueles que a apresentem h&aacute; mais de tr&ecirc;s    semanas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se pesquisou    a mudan&ccedil;a de comportamento das pessoas ao saberem que o parente ou amigo    estava doente, p&ocirc;de-se observar que poucas delas mudaram, revelando que    a tuberculose talvez esteja sendo mais bem aceita pela popula&ccedil;&atilde;o    em geral. Os doentes mudaram mais seus comportarnentos com as pessoas que o    inverso. P&ocirc;de-se observar que 14 dos 32 que assumiram mudan&ccedil;as    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas, estavam sendo acompanhados no tratamento    supervisionado, ou seja, mesmo recebendo maior aten&ccedil;&atilde;o da equipe    e mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a ainda se comportaram    segundo tabus que os levaram a se afastarem das pessoas e separarem seus objetos    de uso pessoal. O v&iacute;nculo maior com a equipe tamb&eacute;m n&atilde;o    os impediu de se sentirem tristes e deprimidos por causa da doen&ccedil;a e    de terem medo de morrer, conforme relataram nas entrevistas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como citado na literatura<sup><i>(9)</i></sup>    existem diversos n&iacute;veis de n&atilde;o ades&atilde;o ao tratamento, variando    desde a total recusa, ao n&atilde;o cumprimento da dura&ccedil;&atilde;o do    tratamento ou ao uso irregular ou incorreto das drogas. Neste estudo, mais de    um ter&ccedil;o dos doentes referiram ter interrompido a medica&ccedil;&atilde;o    durante o tratamento, mesmo que por poucos dias, sendo que sete deles estavam    em tratamento supervisionado. Em rela&ccedil;&atilde;o a esses &uacute;ltimos,    a estrat&eacute;gia do tratamento supervisionado parece ter sido positiva para    que n&atilde;o abandonassem o tratamento antes da cura, mas n&atilde;o para    evitar a suspens&atilde;o da medica&ccedil;&atilde;o por alguns dias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando alegaram    os motivos que os levaram a suspender o tratamento por alguns dias, revelaram    &quot;esquecimento&quot;, bebida alco&oacute;lica e pensar que estivessem curados,    por outro lado, h&aacute; falhas do servi&ccedil;o, como: demora e centraliza&ccedil;&atilde;o    do atendimento e falta de acolhimento que podem contribuir para que o doente    deixe de tomar a medica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o podendo ser atribu&iacute;da    a ele toda a responsabilidade pelo sucesso do seu tratamento<sup><i>(4,9,10)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando os doentes entrevistados    foram questionados especificamente sobre o tratamento supervisionado, mostraram    que estavam esclarecidos sobre a estrat&eacute;gia, mas as respostas: &quot;tomar    medicamentos sob a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m&quot; e &quot;receber    rem&eacute;dios semanalmente&quot;, foram bastante evidentes no entendimento    deles, ficando em segundo plano o &quot;recebimento de mais informa&ccedil;&atilde;o    sobre a doen&ccedil;a&quot; e &quot;maior participa&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;prio    tratamento&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Comparecer no laborat&oacute;rio    uma vez por semana &eacute; um fator revelado como dificultante, o que leva    a crer que a freq&#252;&ecirc;ncia di&aacute;ria seria muito dif&iacute;cil. Essa    constata&ccedil;&atilde;o demonstra que para melhor &ecirc;xito do tratamento    supervisionado seria preciso descentraliz&aacute;-lo e vincul&aacute;-lo aos    Programas Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e Programa de Agentes Comunit&aacute;rios    de Sa&uacute;de<sup><i>(8,14,16,25)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tendo ou n&atilde;o trocado    o tratamento supervisionado pelo auto-administrado, todos recomendariam esse    tipo de acompanhamento para outras pessoas, inclusive aqueles que referiram    como desvantagem do tratamento supervisionado ter que comparecer no ambulat&oacute;rio    mais vezes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nas entrevistas    com os profissionais, observou-se grande valoriza&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o    da dose, preocupa&ccedil;&atilde;o com a cura da doen&ccedil;a e com a diminui&ccedil;&atilde;o    das taxas de abandono de tratamento. Embora a equipe tenha encontrado algumas    dificuldades para a implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado no    ambulat&oacute;rio, n&atilde;o foi relatada nenhuma de ordem t&eacute;cnica,    somente de ordem administrativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo mostra que    uma das contribui&ccedil;&otilde;es importantes da implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado foi o est&iacute;mulo para que os profissionais    de sa&uacute;de envolvidos intensificassem sua fun&ccedil;&atilde;o educativa    no controle da tuberculose, al&eacute;m de repensar sua pr&aacute;tica e reorganizar    o servi&ccedil;o. Por outro lado era previs&iacute;vel que o empenho dos profissionais    na parte educativa n&atilde;o tivesse, nesse primeiro momento, a repercuss&atilde;o    e o impacto esperado, junto aos doentes. Estes permanecem com sua pr&oacute;pria    representa&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, com m&uacute;ltiplos fatores interferindo,    entre eles o preconceito milenar a respeito da tuberculose, cujos mitos e crendices    ainda s&atilde;o evidentes na sociedade contempor&acirc;nea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As declara&ccedil;&otilde;es    dos doentes mostram claramente n&atilde;o apenas o impacto da doen&ccedil;a    em suas vidas e na de seus familiares, bem como a necessidade de os profissionais    relevarem sempre tal impacto e enfrentarem, sem desistir, as dificuldades de    um longo processo educativo m&uacute;tuo exigido por uma doen&ccedil;a com as    caracter&iacute;sticas da tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Br&oacute;lio    R, Lima Filho T M. Tuberculose pulmonar. In: Veronesi R. Doen&ccedil;as infecciosas    e parasit&aacute;rias.Cap. 39, 6.<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Guanabara    Koogan; 1976. p.317-20;326.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Waskman SA.    Prim&oacute;rdios da hist&oacute;ria da tuberculose. M&eacute;todos emp&iacute;ricos    de tratamento. In: Waskman SA. A vit&oacute;ria sobre a tuberculose. S&atilde;o    Paulo: Cultrix; 1964. p.21; 48.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Femandes MDT,    Almeida ABS, Nascimento DR. Mem&oacute;ria da tuberculose: acervo de depoimentos.    Rio de Janeiro: FIOCRUZ/Casa Oswaldo Cruz/Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de    Sa&uacute;de/Centro de Refer&ecirc;ncia Prof. H&eacute;lio Fraga/ Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria; 1993. p.14-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Mendes TMC. A clientela    e os profissionais de sa&uacute;de diante da tuberculose. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado em Sa&uacute;de Coletiva&#93;. Campinas: Faculdade de Ci&ecirc;ncias    M&eacute;dicas/ Universidade Estadual de Campinas; 1998. 218p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Albuquerque    A, Montenegro C, Teixeira MG, Miranda JAN. O processo de administra&ccedil;&atilde;o    do programa. Bol Epidemiol Sanit 1996; 4 (n<sup>o</sup> esp) 8-11;26-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Cheretien J.    Tuberculosis y VIH. El d&uacute;o maldito. 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Estudo do tratamento da tuberculose na rede p&uacute;blica do munic&iacute;pio    de Campinas. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Sa&uacute;de Coletiva&#93;.    Campinas: Faculdade de Medicina/Universidade Estadual de Campinas; 1991. 122p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Ruffino Netto    A. Impacto da reforma do setor sa&uacute;de sobre os servi&ccedil;os de tuberculose    no Brasil. Bol Pneumol Sanit 1999; 7: 17. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Prefeitura    Municipal. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio de Gest&atilde;o,    1999-2000. Bauru/SP:2000. 47p. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Monti JFC.    Perfil epidemiol&oacute;gico, cl&iacute;nico evolutivo da tuberculose na regi&atilde;o    de Bauru-SP. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Doen&ccedil;as Tropicais&#93;.    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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em 08/03/2002.    Aprovado em 16/05/2002.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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