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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indicadores epidemiológicos e de impacto da tuberculose para Ribeirão Preto no período de 1990 a 2000]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An evaluation of the most frequently used indicators in tuberculosis control during the period 1990- 2000 was made by the Epidemiological Surveillance Service of the Ribeirão Preto Municipal Health. From 1990 to 1997, data was collected directly from the records of the Epidemiological Surveillance Service, and for the period from 1998 to 2000, the Epi-Tb Program was used. Demographic data used to calculate the coefficients was supplied by IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics). It was detected an increase of 29% in the incidence coefficients for all forms of tuberculosis from 1996 to 1997, interpreted as the result of the implementation of active search for respiratory symptomatic individuals in 1996, and an annual decrease of the number of cases after 1997. Cure and drop-out rates significantly improved in 1997 with the beginning of the supervised treatment implementation process as a strategy for the reduction of drop-out rates and an increase in cure. Recurrence was more frequent in the age group 30-39 years and for pulmonary tuberculosis, followed by extrapulmonary tuberculosis and pulmonary tuberculosis associated with extrapulmonary tuberculosis. Thjere was no case of tuberculosis meningitis in individuals under 5 years old over the period 1998-2000]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Indicadores    epidemiol&oacute;gicos e de impacto da tuberculose para Ribeir&atilde;o Preto    no per&iacute;odo de 1990 a 2000</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Claudia Benedita    dos Santos<sup>I</sup>; Paula Hino<sup>II</sup>; Tereza Cristina Scatena Villa<sup>III</sup>;    Jordana Nogueira Muniz<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Prof.    Doutor do Depto. de Enfermagem Materno-Infantil e Sa&uacute;de P&uacute;blica    &#8211; EERP &#8211; USP    <br>   <sup>II</sup>Mestranda do Programa de Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica    &#8211; EERP &#8211; USP &#8211; bolsista CAPES    <br>   <sup>III</sup>Prof. Associado do Depto. de Enfermagem Materno-Infantil e Sa&uacute;de    P&uacute;blica &#8211; EERP &#8211; USP    <br>   <sup>IV</sup>Doutoranda do Programa de Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica    &#8211; EERP &#8211; USP. Coordenadora do Programa de controle da Tuberculose    de Ribeir&atilde;o Preto</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho    apresenta um levantamento epidemiol&oacute;gico realizado junto &agrave; Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de do Munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo, para o per&iacute;odo de 1990 a    2000 objetivando contribuir para o estudo da tuberculose por meio da descri&ccedil;&atilde;o    dos indicadores epidemiol&oacute;gicos mais utilizados. Para o per&iacute;odo    de 1990 a 1997, os dados foram coletados diretamente de arquivos da Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica e, para 1998 a 2000, foi utilizado o programa Epi-Tb.    Para o c&aacute;lculo dos coeficientes, utilizou-se a popula&ccedil;&atilde;o    fornecida pelo IBGE e para a popula&ccedil;&atilde;o de 1999, para sexos, a    estimativa de crescimento populacional de 1,15% sobre a popula&ccedil;&atilde;o    de 1998.</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados mostram    um aumento de 29% no coeficiente de incid&ecirc;ncia de todas as formas de tuberculose    entre os anos de 1996 e 1997, devido &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o, em    mar&ccedil;o de 1996, da busca ativa de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios,    com diminui&ccedil;&atilde;o anual a partir de ent&atilde;o. Quanto aos percentuais    de cura e de abandono, esses tiveram melhora significativa a partir de 1997,    com a implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado como estrat&eacute;gia    para a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de abandono e aumento da taxa de cura.    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s recidivas, p&ocirc;de-se notar concentra&ccedil;&atilde;o    na faixa et&aacute;ria de 30 a 39 anos para todas as formas de tuberculose,    sendo maior para tuberculose pulmonar, seguida de tuberculose extrapulmonar    e tuberculose pulmonar associada &agrave; extra-pulmonar. Quanto ao coeficiente    de incid&ecirc;ncia de meningite tuberculosa em idades inferiores a 5 anos,    nenhum caso foi constatado para os anos de 1998 a 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Tuberculose; indicadores epidemiol&oacute;gicos; servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> An evaluation of the most frequently used indicators in tuberculosis    control during the period 1990- 2000 was made by the Epidemiological Surveillance    Service of the Ribeir&atilde;o Preto Municipal Health. From 1990 to 1997, data    was collected directly from the records of the Epidemiological Surveillance    Service, and for the period from 1998 to 2000, the Epi-Tb Program was used.    Demographic data used to calculate the coefficients was supplied by IBGE (Brazilian    Institute of Geography and Statistics). It was detected an increase of 29% in    the incidence coefficients for all forms of tuberculosis from 1996 to 1997,    interpreted as the result of the implementation of active search for respiratory    symptomatic individuals in 1996, and an annual decrease of the number of cases    after 1997. Cure and drop-out rates significantly improved in 1997 with the    beginning of the supervised treatment implementation process as a strategy for    the reduction of drop-out rates and an increase in cure. Recurrence was more    frequent in the age group 30-39 years and for pulmonary tuberculosis, followed    by extrapulmonary tuberculosis and pulmonary tuberculosis associated with extrapulmonary    tuberculosis. Thjere was no case of tuberculosis meningitis in individuals under    5 years old over the period 1998-2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    Tuberculosis; epidemiological indicators; health services</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Situa&ccedil;&atilde;o    da tuberculose</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Tuberculose    (Tb) continua sendo um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, especialmente    em pa&iacute;ses em desenvolvimento. Estima-se que cerca de 1,7 bilh&otilde;es    de indiv&iacute;duos em todo o mundo estejam infectados, correspondendo a 30%    da popula&ccedil;&atilde;o global. Nos pa&iacute;ses desenvolvidos, a cada ano,    cerca de 40 mil mortes s&atilde;o devidas &agrave; Tb e mais de 400 mil casos    novos s&atilde;o descobertos. Nesses pa&iacute;ses, a Tb &eacute; mais freq&uuml;ente    em pessoas idosas, minorias &eacute;tnicas e imigrantes estrangeiros. Nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento, estima-se que ocorram, anualmente, cerca de 2,8 milh&otilde;es    de mortes por Tb e 7,5 milh&otilde;es de casos novos, atingindo a todos os grupos    et&aacute;rios, com maior predom&iacute;nio nos indiv&iacute;duos economicamente    ativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, estima-se que, do total da popula&ccedil;&atilde;o,    35 a 45 milh&otilde;es de pessoas est&atilde;o infectadas, havendo aproximadamente,    por ano, 100 mil casos novos e 4 a 5 mil mortes. Com o surgimento, em 1981,    da S&iacute;ndrome da Imunodefici&ecirc;ncia Adquirida (SIDA/AIDS), vem-se observando,    tanto em pa&iacute;ses desenvolvidos como nos pa&iacute;ses em desenvolvimento,    um crescente n&uacute;mero de casos notificados de Tb em pessoas infectadas    pelo v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV). A associa&ccedil;&atilde;o    HIV/TB constitui, nos dias atuais, um s&eacute;rio problema de sa&uacute;de    p&uacute;blica, podendo levar ao aumento da morbidade e da mortalidade por Tb,    em muitos pa&iacute;ses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Sistema    de Sa&uacute;de e o Programa de Controle da Tuberculose (PCT) em Ribeir&atilde;o    Preto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto conta com ampla rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de    de natureza privada, filantr&oacute;pica e p&uacute;blica, abrangendo a aten&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria, a secund&aacute;ria e a terci&aacute;ria. A rede hospitalar    &eacute; constitu&iacute;da por 11 hospitais, sendo 9 gerais (1 hospital - escola    de car&aacute;ter p&uacute;blico, 3 filantr&oacute;picos e 5 privados) e 2 psiqui&aacute;tricos    (1 p&uacute;blico e 1 filantr&oacute;pico). Destes, 6 est&atilde;o ligados ao    Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Possui uma rede b&aacute;sica ambulatorial    composta por 33 unidades de sa&uacute;de, sendo 28 b&aacute;sicas e 5 distritais.    Al&eacute;m do atendimento b&aacute;sico e especializado, oferece servi&ccedil;os    ambulatoriais para hospitais conveniados e contratados. Conta ainda com um Ambulat&oacute;rio    Regional de Especialidades (NGA-59) e Ambulat&oacute;rio de Sa&uacute;de Mental    que tamb&eacute;m atendem munic&iacute;pios da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atrav&eacute;s da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de, s&atilde;o    desenvolvidas a&ccedil;&otilde;es de abrang&ecirc;ncia coletiva relacionadas    &agrave; assist&ecirc;ncia comunit&aacute;ria, promo&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de nos servi&ccedil;os de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    Controle de Vetores, Divis&atilde;o Veterin&aacute;ria e Programas de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o, Ribeir&atilde;o    Preto encontra-se em Gest&atilde;o Plena do Sistema. Possui Conselho Municipal    de Sa&uacute;de, do qual participam o Secret&aacute;rio Municipal da Sa&uacute;de    e representantes dos prestadores de servi&ccedil;o e usu&aacute;rios. As unidades    de sa&uacute;de da rede, integram, em sua maioria, a Comiss&atilde;o Local de    Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todas as unidades    da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de s&atilde;o informatizadas, atrav&eacute;s    do sistema &quot;Hygia&quot;. A implanta&ccedil;&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&atilde;o    trouxe benef&iacute;cios como: emiss&atilde;o de cadastro &uacute;nico do paciente    (RG da sa&uacute;de), prontu&aacute;rio informatizado e agendamento de consultas    pelo computador.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O processo de municipaliza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto teve inicio no final de 1987, havendo,    a partir deste per&iacute;odo, amplia&ccedil;&atilde;o significativa da rede    b&aacute;sica, com conseq&uuml;ente redistribui&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias    entre as inst&acirc;ncias do governo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,    at&eacute; ent&atilde;o de compet&ecirc;ncia estadual, come&ccedil;am a ser    gradativamente incorporadas pelo munic&iacute;pio no ano de 1989, com a implanta&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal    da Sa&uacute;de, hoje, Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.    Ocorrem importantes mudan&ccedil;as no fluxo de informa&ccedil;&otilde;es e    o munic&iacute;pio passa a executar as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia,    exercendo uma participa&ccedil;&atilde;o ativa no sistema. Este servi&ccedil;o,    inicialmente constitu&iacute;do apenas com dois profissionais, tem seu quadro    de recursos humanos ampliado anualmente em face do aumento de atribui&ccedil;&otilde;es    da compet&ecirc;ncia do munic&iacute;pio. Para atender ao processo de distritaliza&ccedil;&atilde;o    em curso, a Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica se organizou em equipes distribu&iacute;das    em n&iacute;vel central e n&iacute;vel distrital, com suas respectivas atividades    e compet&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gradativamente, ocorre divis&atilde;o do trabalho entre os    profissionais do n&iacute;vel central que recebem responsabilidades diferenciadas.    Determina-se que cada profissional responda por um grupo de doen&ccedil;as previamente    estabelecidas, entre as quais encontra-se a Tb. No entanto, apesar do fluxo    de informa&ccedil;&otilde;es centralizar-se na Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o    Preto, o gerenciamento de programas historicamente mais verticalizados, como    o da Tb e o da Hansen&iacute;ase, era ainda de n&iacute;vel estadual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 1995 o munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto &eacute;    identificado como priorit&aacute;rio para o combate &agrave; Tb. Dentre os crit&eacute;rios    estabelecidos para a prioriza&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios naquele    per&iacute;odo, Ribeir&atilde;o Preto apresentava: <i>popula&ccedil;&atilde;o acima    de 50 mil habitantes; nos &uacute;ltimos cinco anos, coeficiente m&eacute;dio    de incid&ecirc;ncia de 56/100.000 habitantes, taxa m&eacute;dia de abandono    de 16% e taxa m&eacute;dia de cura de 50%; nos &uacute;ltimos dois anos, taxa    de coinfec&ccedil;&atilde;o TB/HIV, em m&eacute;dia de 29%..</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sob iniciativa da Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de &eacute; realizado em dezembro de 1995    o I F&oacute;rum Regional de Tuberculose e co-infec&ccedil;&atilde;o TB/HIV,    com objetivo de sensibilizar os profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de    quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o alarmante da Tb no pa&iacute;s e no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em mar&ccedil;o    de 1996, &eacute; criado pela Secretaria Municipal da Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o    Preto, o cargo de coordenador do PCT, para atender &agrave;s propostas estabelecidas    pela Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, passando ent&atilde;o    o munic&iacute;pio a gerenci&aacute;-lo<sup><i>(2)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A descentraliza&ccedil;&atilde;o administrativa e operacional    do PCT, teve como conseq&uuml;&ecirc;ncia, al&eacute;m da extens&atilde;o da    oferta de servi&ccedil;os, a amplia&ccedil;&atilde;o gradativa das atribui&ccedil;&otilde;es    municipais, como: compra de equipamentos, insumos, contrata&ccedil;&atilde;o    e capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos, orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica    e supervis&atilde;o para as equipes das unidades de sa&uacute;de, em conson&acirc;ncia    com as normas pr&eacute;-estabelecidas pela Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional    de Pneumologia Sanit&aacute;ria (CNPS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em mar&ccedil;o de 1996 foi implantada a Estrat&eacute;gia    de Busca Ativa de Sintom&aacute;ticos Respirat&oacute;rios. Ofereceu-se treinamento    a profissionais de enfermagem (um enfermeiro e um auxiliar de enfermagem em    cada Unidade de Sa&uacute;de) para identificar o sintom&aacute;tico respirat&oacute;rio    na demanda do servi&ccedil;o de sa&uacute;de e proceder &agrave; coleta do escarro,    o que resultou em acr&eacute;scimo significativo de baciloscopias realizadas    pelo munic&iacute;pio e em aumento de casos diagnosticados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A inclus&atilde;o do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto    no Plano Emergencial exigiu que o mesmo encaminhasse &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de, no ano de 1996, um projeto no qual constavam as metas    e o dimensionamento dos recursos. Esse projeto foi aprovado, mas, somente em    maio de 1997, o recurso foi disponibilizado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma das metas propostas era melhorar a ader&ecirc;ncia do paciente    ao tratamento, diminuindo a taxa de abandono e aumentando o percentual de cura.    Esta necessidade justificava-se pois a m&eacute;dia de cura entre 1993 e 1996    esteve em torno de 48,7%, percentual muito abaixo dos 85% esperados pela CNPS    e dificilmente ating&iacute;vel, considerando que a taxa m&eacute;dia de &oacute;bito,    nestes quatro anos, foi de 20%. Outro aspecto importante diz respeito aos percentuais    de abandono, os quais apresentaram uma m&eacute;dia de 17% para o mesmo per&iacute;odo    (Esses dados epidemiol&oacute;gicos e sua forma de obten&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o    posteriormente descritos na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados parciais    obtidos).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em julho de 1997, o repasse financeiro procedente do conv&ecirc;nio    entre o munic&iacute;pio e a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de,    permitiu implementar e ampliar as a&ccedil;&otilde;es do Programa. As equipes    avaliaram a possibilidade de implantar o tratamento supervisionado como estrat&eacute;gia    para a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de abandono e aumento da taxa de cura.    O processo iniciou-se em setembro de 1997 na Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de    da Vila Virg&iacute;nia sendo estendido gradativamente para todos os servi&ccedil;os.    Essa estrat&eacute;gia vem sendo ampliada anualmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1998, 19,2% dos pacientes foram supervisionados diariamente    no domic&iacute;lio. Em 1999 esta cobertura foi de 29,7% e, em 2000, atingiu    37% dos casos. A implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado associada    &agrave; reorganiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do Programa, ocasionaram    importantes altera&ccedil;&otilde;es nos indicadores epidemiol&oacute;gicos    da Tb. Contudo, esfor&ccedil;os ainda devem ser despendidos com o prop&oacute;sito    de aumentar as taxas de cura e alcan&ccedil;ar a meta proposta pelo Plano Nacional    de Controle da Tuberculose (1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Acredita-se ainda que muitos casos de Tb n&atilde;o estejam    sendo diagnosticados, seja pela dificuldade de acesso aos servi&ccedil;os de    sa&uacute;de, ou pelo fato dos profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o estarem    atentos aos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios. Assim, uma das prioridades    do Programa &eacute; manter como rotina dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    a busca ativa destes indiv&iacute;duos. Mas, apesar do aumento ocorrido a partir    de 1996 no n&uacute;mero de baciloscopias realizadas (de 1058 em 1994 para 2671    em 2000), o munic&iacute;pio ainda est&aacute; longe de alcan&ccedil;ar a meta    estabelecida pela matriz program&aacute;tica recomendada pela CNPS, a qual prev&ecirc;    que anualmente 1% da popula&ccedil;&atilde;o seja formada de sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios. Considerando-se a popula&ccedil;&atilde;o de 504.923 habitantes    estimada para o munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto pelo IBGE/2000, deveriam    ter sido realizadas 5 mil baciloscopias no ano de 2000, meta que, como mostrado    anteriormente, foi executada em apenas 50%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para complementar o trabalho das unidades de sa&uacute;de na    busca ativa dos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios, o munic&iacute;pio    conta com ambulat&oacute;rios que realizam o seguimento e tratamento do paciente    com Tb. Uma vez diagnosticado o caso, a unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de    encaminha o paciente a estes locais, obedecendo, sempre que poss&iacute;vel,    &agrave; regionaliza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A presente investiga&ccedil;&atilde;o tem com objetivo contribuir    para o estudo da Tb, no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, no per&iacute;odo    de 1990 a 2000, por meio do comportamento das estimativas dos indicadores epidemiol&oacute;gicos    mais utilizados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Campo de    investiga&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto localiza-se no    interior do estado de S&atilde;o Paulo, distante 319Km da capital. Conta com    uma popula&ccedil;&atilde;o estimada em 504.923 habitantes, segundo o censo    de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). &Eacute;    sede de um dos principais centros financeiros do pa&iacute;s, apresentando um    forte setor de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e com&eacute;rcio,    sendo que nele se concentra 65% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa    do munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Coleta dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O levantamento dos dados epidemiol&oacute;gicos foi realizado    na Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de    de Ribeir&atilde;o Preto. Para o per&iacute;odo 1990 a 1997, as informa&ccedil;&otilde;es    foram coletadas diretamente dos arquivos e, para o per&iacute;odo de 1998 a    2000, foi utilizado o programa Epi-Tb - m&oacute;dulo adaptado do programa estat&iacute;stico    Epi-Info para a Tuberculose - para obten&ccedil;&atilde;o dos valores das freq&uuml;&ecirc;ncias    absolutas e relativas. Para o c&aacute;lculo de todos os coeficientes, fez-se    uso da popula&ccedil;&atilde;o dada pelo IBGE e, para a popula&ccedil;&atilde;o    de 1999, para os sexos, visto que n&atilde;o h&aacute; essa divis&atilde;o dispon&iacute;vel,    tomouse a estimativa de crescimento populacional de 1,15% sobre a popula&ccedil;&atilde;o    de 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados de Tb coletados e a seguir analisados, s&atilde;o    de residentes do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo.    Os coeficientes s&atilde;o calculados por 100.000 habitantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados    e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab1">tabela    1</a> apresenta o n&uacute;mero de casos e coeficientes de incid&ecirc;ncia    de Tb, nos anos de 1990 a 1997. Com a implanta&ccedil;&atilde;o da busca ativa,    em Mar&ccedil;o de 1996, houve um acr&eacute;scimo significativo de baciloscopias    de escarro realizadas pelo munic&iacute;pio e, conseq&uuml;entemente, um aumento    de casos diagnosticados.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab2">tabela    2</a>, mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos e coeficiente de incid&ecirc;ncia    de Tb pulmonar, confirmados por baciloscopia de escarro, no per&iacute;odo de    1990 a 1997. Ressalta-se que esses valores est&atilde;o subestimados, devido    ao fato de que em 1990, as baciloscopias deixaram de ser realizadas em 38% dos    doentes pulmonares, e, nos anos subsequentes, em 36%, 36%, 35%, 33%, 26%, 23%    e 18%.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab3">tabela    3</a>, apresenta o n&uacute;mero de &oacute;bitos e coeficientes de mortalidade    de Tb, nos anos de 1991 a 1997 (n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es    para 1990). Observa-se que o coeficiente de mortalidade m&eacute;dio para o    per&iacute;odo foi de 1,8, valor abaixo do esperado pela CNPS que &eacute; de    2,8.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab4">tabela    4</a>, mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de Tb, segundo o tipo de    alta (excluindo-se &oacute;bitos por Tb), no per&iacute;odo de 1990 a 1997.    Observa-se que a m&eacute;dia de cura foi de apenas 53,0% e a de abandono de    16,4%, resultados que justificam a inclus&atilde;o do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto no Plano de A&ccedil;&atilde;o Emergencial para Munic&iacute;pios Priorit&aacute;rios.    Esses percentuais tiveram melhora significativa a partir de 1997 (<a href="#tab12">Tabela    12</a>), pois, em setembro desse ano, iniciou-se o processo de implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado como estrat&eacute;gia para a redu&ccedil;&atilde;o    das taxas de abandono e aumento das taxas de cura, a&ccedil;&atilde;o que vem    sendo ampliada anualmente. Em conseq&uuml;&ecirc;ncia, em 1998, 19,2% dos pacientes    foram supervisionados diariamente no domic&iacute;lio, cobertura que alcan&ccedil;ou    29,7% em l999 e 37% em 2000.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As <a href="#tab5">tabelas    5</a>, <a href="#tab6">6</a> e <a href="#tab7">7</a> apresentam os casos novos    e coeficientes de incid&ecirc;ncia de Tb, segundo forma cl&iacute;nica, sexo    e idade para os anos de 1998, 1999 e 2000.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o ano de 1998,    cujo coeficiente de incid&ecirc;ncia total foi de (52,8), pode-se perceber uma    diminui&ccedil;&atilde;o de 31%, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1997, que    era de 76,5. Os maiores valores para os coeficientes de incid&ecirc;ncia encontram-se    na faixa et&aacute;ria entre 20 a 59 anos, concentrados na de 30 a 39 anos.    Isto significa que a maior propor&ccedil;&atilde;o dos casos de Tb est&aacute;    entre os adultos jovens, que representam o setor mais produtivo da popula&ccedil;&atilde;o.    Com a an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o dos casos, observa-se que    esta doen&ccedil;a pode atingir pessoas em qualquer fase do seu ciclo vital,    e que as medidas de prote&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica como a vacina BCG    devem ser implementadas segundo as normas do PCT. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao sexo,    nota-se que o coeficiente de incid&ecirc;ncia total &eacute; 2,4 vezes maior    para o masculino. Essa diferen&ccedil;a entre os sexos (em m&eacute;dia 3 homens    para cada mulher) &eacute; observada a partir da faixa et&aacute;ria de 20 a    29 anos. Para a de 60 anos ou mais a raz&atilde;o &eacute; de 6,2 homens para    cada mulher e, na de 0 a 4 anos, ocorre uma invers&atilde;o sendo a raz&atilde;o    de 1,7 mulheres para cada homem. Nas demais faixas et&aacute;rias, os coeficientes    mant&ecirc;m-se constantes. Entre os novos casos de Tb, 76% foram formas pulmonares,    8% pulmonares associadas &agrave; extra-pulmonares e 16% extra-pulmonares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o ano de    1999, ocorre uma diminui&ccedil;&atilde;o de 10,4% no coeficiente de incid&ecirc;ncia    total em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1998. Os maiores valores para os coeficientes    de incid&ecirc;ncia encontram-se na faixa et&aacute;ria acima de 20 anos, concentrando-se    nas de 30 a 49 anos e 60 anos ou mais. Quanto ao sexo, nota-se que o coeficiente    de incid&ecirc;ncia total &eacute; 2,5 vezes maior para o masculino. Essa diferen&ccedil;a    entre os sexos est&aacute; presente, sobretudo, nas faixas et&aacute;rias a    partir de 20 anos, com destaque para as de 30 a 39 e 40 a 49 anos; na de 10    a 14 anos ocorre uma invers&atilde;o sendo a raz&atilde;o de 2,0 mulheres para    cada homem, e na de. 15 a 19 anos o coeficientes mant&eacute;m-se constante.    Entre os novos casos de Tb, 76% foram formas pulmonares, 7% pulmonares associadas    &agrave; extra-pulmonares e 17% extra-pulmonares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o ano de    2000, observa-se uma diminui&ccedil;&atilde;o de 24,7% no coeficiente de incid&ecirc;ncia    total em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1999. Os maiores valores para os coeficientes    de incid&ecirc;ncia encontram-se nas faixas et&aacute;rias acima de 20 anos,    com maior concentra&ccedil;&atilde;o na de 30 a 49. No que se refere ao sexo,    observa-se que o coeficiente de incid&ecirc;ncia total &eacute; 1,9 vezes maior    para o masculino. Essa diferen&ccedil;a entre os sexos &eacute; vista a partir    da idade de 20 anos, acentuando-se nas faixas et&aacute;rias de 5 a 9 anos (4,8    homens para cada mulher) e 60 anos ou mais (3 homens para cada mulher). Nas    demais faixas ocorre uma invers&atilde;o, sendo a raz&atilde;o de 2,0 mulheres    para cada homem. Entre os novos casos de Tb, 73% foram formas pulmonares, 7%    pulmonares associadas &agrave; extra-pulmonares e 20% extra-pulmonares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos e coeficiente de incid&ecirc;ncia de Tb pulmonar confirmada por baciloscopia    de escarro, segundo faixa et&aacute;ria e sexo, pode-se notar distribui&ccedil;&atilde;o    similar &agrave; observada para todas as formas de Tb. Houve uma redu&ccedil;&atilde;o    de 10,2% no valor desse coeficiente entre os anos de 1998 e 1999, e de 27,7%    entre 1999 e 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que concerne &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos casos    e coeficiente de incid&ecirc;ncia de Tb pulmonar associada &agrave; extrapulmonar,    segundo sexo e idade, para os anos de 1998 a 2000, nota-se uma redu&ccedil;&atilde;o    de 30,2% no valor desse coeficiente entre 1998 e 1999 e de 25,0% entre os anos    1999 e 2000. Para cada ano, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria,    os maiores valores para o coeficiente de incid&ecirc;ncia foram encontrados    na de 30 a 39 anos. Para a faixa et&aacute;ria de 0 a 4 anos, foi encontrado    somente um caso em 1998; para as de 5 a 19 anos, dois casos em 2000, sendo um    entre 5 a 9 anos e outro entre 10 a 14. Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, a    raz&atilde;o entre os coeficientes totais &eacute; de 2,5 homens para cada mulher    em 1998, 6,5 em 1999 e 2,2 em 2000. Neste ano de 2000, n&atilde;o se registrou    nenhum caso no grupo de 0 a 4 anos, nem no de 50 ou mais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos e coeficiente de incid&ecirc;ncia de Tb extra-pulmonar, segundo sexo    e idade, para os anos de 1998 a 2000, houve um aumento de 1,2% no valor deste    coeficiente, e, entre os anos de 1999 e 2000, uma redu&ccedil;&atilde;ode 13,4%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que se refere &agrave; faixa et&aacute;ria, para o ano de    1998, os maiores valores para o coeficiente de incid&ecirc;ncia foram encontrados    nas de 30 a 39 anos e de 50 a 59; para o ano de 1999 estes maiores valores se    situavam nas faixas de 30 a 39 e de 60 anos ou mais e para o ano de 2000, nas    de 30 e 49 anos. Neste &uacute;ltimo ano, nenhum caso foi encontrado no grupo    de 0 a 9 anos. Quanto ao sexo, a raz&atilde;o entre os coeficientes totais &eacute;    de 1,7 homens para cada mulher em 1998, 2,1 em 1999 e 1,5 em 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentre o total    de casos de Tb notificados o n&uacute;mero de recidivas foi de 41 (14,3%) em    1998, 32 (12,5%) em 1999 e 19 (9,5%) em 2000. As <a href="#tab8">tabelas 8</a>,    <a href="#tab9">9</a> e <a href="#tab10">10</a> apresentam a distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos de recidiva de Tb, segundo form de Tb, sexo e idade para os anos de    1998, 1999 e 2000, respectivamente.</font></p>     <p><a name="tab8"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t9.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t10.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o a todas as formas de Tb e a Tb pulmonar,    pode-se notar que para os tr&ecirc;s anos a maior concentra&ccedil;&atilde;o    de casos de recidiva est&aacute; na faixa et&aacute;ria de 30 a 39 anos. Para    o ano de 1998, 90,2% das recidivas foram de Tb pulmonar, 2,4% de Tb pulmonar    associada a estra pulmonar e 7,3% de Tb extra-pulmonar. Quanto ao sexo, a raz&atilde;o    encontrada foi de 2,7 homens para cada mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o ano de 1999, 68,8% das recidivas foram de Tb pulmonar,    21,9% de Tb pulmonar associada a extra pulmonar e 9,4% de Tb extra-pulmonar.    A raz&atilde;o encontrada para o sexo foi de 3,0 homens para cada mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o ano de 2000, 73,7% das recidivas foram de Tb pulmonar,    5,3% de Tb pulmonar associada a extra-pulmonar e 21,1% de Tb extra-pulmonar.    Havia 1,7 homens para cada mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab11">tabela    11</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de &oacute;bitos    e coeficientes de mortalidade por Tb, para os anos de 1998 a 2000. O coeficiente    total de mortalidade sofreu redu&ccedil;&atilde;o de 23,5% entre os anos de    1997 e 1998, e aumento de 38,4% entre 1999 e 2000. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; faixa et&aacute;ria, notase, para o ano de 1998, que a ocorr&ecirc;ncia    dos &oacute;bitos d&aacute;-se a partir de 40 anos, excetuando-se dois casos    no grupo de 0 a 4 anos. Para o ano de 1999 as mortes incidem em idades acima    de 40 anos ou mais. Quanto ao sexo, a raz&atilde;o entre os coeficientes &eacute;    de 1,8 homens para cada mulher em 1998, 5,5 em 1999 e 8,3 em 2000.</font></p>     <p><a name="tab11"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t11.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise do n&uacute;mero de casos e do coeficiente    de incid&ecirc;ncia de meningite tuberculosa com idade inferior a 5 anos, mostra    que nos anos de 1998 a 2000, nenhum caso foi constatado., o que pode dever-se    &agrave; cobertura da vacina&ccedil;&atilde;o BCG que foi de 100% nos &uacute;ltimos    anos. Quanto &agrave; meningite em outras idades, houve, em 1998, apenas um    caso na faixa et&aacute;ria de 10 a 14 anos; em 1999, 4 casos, sendo dois na    faixa de 30 a 39 anos (um deles associado a tb pulmonar), um na de 40 a 49 anos    e um na de 60 anos ou mais; em 2000 houve seis casos, sendo um na faixa de 20    a 29 anos, tr&ecirc;s na de 30 a 39 anos e dois na de 60 anos ou mais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab12">tabela    12</a>, mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de Tb, segundo tipo de    alta (excluindo-se &oacute;bitos), no per&iacute;odo de 1998 a 2000. Observa-se    que o percentual de cura experimenta um aumento de 33,6% entre os anos de 1997    e 1998, permanece constante (66,0%) entre 1998 e 1999, e volta a aumentar (    7,6%) entre os anos de 1999 e 2000. O percentual de abandono apresenta uma diminui&ccedil;&atilde;o    de 29,9% entre os anos de 1997 e 1998, de 14,9% (de 10,1% para 8,6%) entre os    anos 1998 e 1999 e de 59,3% (de 8,6% para 3,5%) entre os anos de 1999 e 2000.</font></p>     <p><a name="tab12"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v10n1/1a05t12.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem    a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo/FAPESP,    o aux&iacute;lio concedido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b>    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Amarante JM, Costa    VLA, Silva FA. Sensibilidade tubercul&iacute;nica e vacina BCG entre os &iacute;ndios    da Araguaia &#8211; MT &#8211; 1997. Bol Pneumol Sanit 1999; 7(1):79-86.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Campos HS. Da infec&ccedil;&atilde;o pelo <i>M. tuberculosis</i> a    doen&ccedil;a tuberculosa. Bol Pneumol Sanit 1998; 6(2):7-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Campos HS. <i>Mycobacterium tuberculosis</i> resistente: de onde vem    a resist&ecirc;ncia? Bol Pneumol Sanit 1999; 7(1):51-64.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Campos HMA, Albuquerque MFM, Campelo ARL, Souza W, Brito AM.    O retratamento da tuberculose no munic&iacute;pio do Recife, 1997: uma abordagem    epidemiol&oacute;gica. 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Plano de Controle da Tuberculose    no Brasil no Per&iacute;odo 2001-2005. Bras&iacute;lia: 2000. 38p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Plano Nacional de Controle da Tuberculose-PNCT. Bras&iacute;lia:    1999. 184p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Morrone N, Solha MSS, Cruvinel MC, Morrone J&uacute;nior N,    Freire JAS, Barbosa ZLM. Tuberculose: tratamento supervisionado &#8220;vs.&#8221;    Tratamento auto-administrado. Experi&ecirc;ncia ambulatorial em institui&ccedil;&atilde;o    filantr&oacute;pica e revis&atilde;o de literatura. J Pneumol 1999; 25(4):198-206.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Muniz JN. 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